Como solista a primeira gravação de Carlos Paredes (1924-2004) data de 1962, tendo Fernando Alvim a acompanhá-lo na viola, e é composto por temas da sua juventude. Em 1963 é a vez do EP "Verdes Anos", música do filme com o mesmo nome e porventura o seu tema mais conhecido. Na década de 60 realce ainda para o LP "guitarra portuguesa", o melhor disco português da década de acordo com a revista "Blitz".
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A década de 70 começa com mais um trabalho histórico de Carlos Paredes, o LP "Movimento Perpétuo", a colocar a sua música no patamar mais elevado do que então por cá se realizava. Logo a seguir a "Cantigas de Maio" de José Afonso, a revista "Blitz" considera-o o 2º melhor da década referindo-se-lhe:
"Carlos Paredes gravou pouco para o que o seu incomensurável talento pedia, mas o que gravou é brilhante. Uma vez mais registado na Valentim de Carvalho (Hugo Ribeiro, o engenheiro de som, até surge na capa), Movimento Perpétuo levou Eduardo Lourenço a descrever Paredes como «um coração sintonizado com o canto inaudível do que somos». Pura verdade: «Movimento Perpétuo» ou "Danças Portuguesas» e «Mudar de Vida» são retratos tão nítidos que nem precisamos de abrir os olhos para os contemplarmos."
"Mudar de Vida", música do filme com o mesmo nome de 1967 (realizado na minha terra natal, Ovar e praia do Furadouro), é a minha escolha.
Carlos Paredes - Mudar de Vida
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