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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Eva Cassidy – What a Wonderful World

Grandes Versões

"What a Wonderful Word" é uma magnifica canção tornada conhecida na voz de Louis Armstrong decorria o ano de 1967, o ano de todas as músicas como eu costumo chamar àquele ano. Tema, que teve a interpretação superior e única em Louis Armstrong, tem sido usada e abusada ao longo dos tempos em inúmeras versões para todos os gostos.
Regra geral versões longe de igualar a original e inesquecível do trompetista e cantor mais popular do Jazz, Louis Armstrong.


Edição, em CD, australiana com a ref: G2-10046 de 1998


Até que um dia conheci "What a Wonderful World" na voz da malograda Eva Cassidy (1963-1996).
Eva Cassidy faleceu prematuramente de doença oncológica, tendo o seu reconhecimento sido feito postumamente. Em vida deixou somente dois álbuns editados, o primeiro (1992) em estúdio, em duo com Chuck Brown, e por fim o álbum ao vivo "Live at Blues Alley" editado poucos meses antes da sua morte.

"What a Wonderful World" faz parte deste excelente registo onde Eva Cassidy nos presenteia com interpretações variadas de canções de Jazz, Blues e Folk, manifestando uma versatilidade invejável e que lhe foi prejudicial, ao não se fixar num estilo, ao dificultar a obtenção de contrato de gravação. "Live at Blues Alley" teria mesmo produção própria.

Resta transcrever o que dela dizia The Washington Post que vem reproduzido em selo na caixa do CD: "She could sing anything and make it sound like the only music that mattered".




Eva Cassidy – What a Wonderful World

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Eva Cassidy - Fields Of Gold

A agressividade juvenil, criativa de “Outlandos d’Amour” (1978) ou “Reggatta de Blanc” (1979) dos The Police, numa combinação inovadora de Reggae/Punk, já passou há muitos anos.

Sting, a solo, atingiu o estrelato com um punhado de discos, bem produzidos, mas, na realidade sem nada de substancialmente inovador. Mesmo os temas mais popularizados, como por exemplo “Fields of Gold”, tinham o seu quê de “empastelado”, insípido e cansativo de ouvir, num Sting rendido ao “mainstream” (desculpem os fãs de Sting).




Eva Cassidy só teve algum reconhecimento após o seu falecimento em 1996 com apenas 33 anos. Em vida só viu editado um álbum (Live at Blues Alley) e teve as maiores dificuldades em arranjar editora por a sua música não se enquadrar facilmente em nenhum género musical. Na realidade, a qualidade única da voz de Eva Cassidy fá-la atravessar qualquer género com mestria, interpretando cada música de forma superior.
Possuidora de uma voz ímpar e capacidade interpretativa fora do vulgar não é todos os dias que aparece uma Eva Cassidy. De standards de jazz à música popular, de Billie Holiday a Paul Simon ou Sting … qual alquimista, transformava em ouro tudo o que interpretava. Uma etiqueta na capa do álbum refere uma crítica do "The Washington Post":
"She could sing anything and make it sound like the only music that mattered".

Do excelente álbum “Live at Blues Alley” escolhi precisamente “Fields of Gold”, bem melhor, em minha opinião, que o original de Sting. Ora ouçam.



Eva Cassidy - Fields Of Gold