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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Bessie Smith - Down Hearted Blues

          Cinco minutos de Jazz


Última passagem pelo boletim nº 2 de "Cinco minutos de Jazz" de Dezembro de 1973 editado gratuitamente por José Duarte, o histórico apaixonado e divulgador de Jazz principalmente conhecido pelo programa radiofónico onde este boletim retirou o nome.

Aproveito o mesmo artigo, ou seja "Primeiros (com)passos", com dicas para os iniciados no gosto pelo Jazz ou dos Blues, no caso de hoje, que as ligações são grandes. Afirma José Duarte: "A melhor cantora de blues» foi Bessie Smith (1898[*]-1937). Em 1923, da sua gravação de «Down hearted blues» venderam-se dois milhões de cópias. A editora CBS editou, recentemente, a sua obra completa numa série de excelentes álbuns duplos."

* Toda a informação que consulto dá como ano de nascimento 1894.




"Down Hearted Blues" foi gravada por Bessie Smith a 16 de Fevereiro de 1923 e foi o primeiro Single por ela editado. É a gravação mais antiga que até agora publiquei, a fazer quase 100 anos!



Bessie Smith - Down Hearted Blues

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bessie Smith - Nobody Knows You When You're Down And Out

"A leveza do seu fraseado, a sua voz poderosa e expressiva, serviram de exemplo a todas as primeiras cantoras de jazz." em "Os Grandes Criadores de Jazz". Bessie Smith (1894-1937) foi a maior cantora de Blues (e todos sabemos o Blues é a base do Jazz) do seu tempo que lhe valeu o epíteto de "Rainha do Blues".


Retirado do livro "Jazz -
 das raízes ao rock" de
Lillian Erlich
Bessie Smith "Era uma mulher grande e majestosa, de um metro e setenta e cinco centímetros de altura e mais de cem quilos de peso. Tinha um lindo rosto redondo, cor de bronze e gostava de usar grandes brincos e suntuosos diademas. Tinha uma voz à altura do seu tamanho, um contralto rico de uma força aparentemente sem limites. Quando diante de microfones, Bessie Smith empurrava-os para longe." no livro "Jazz - das raízes ao rock" de Lilian Erlich.

É esta voz impressionante, nascida na extrema pobreza, que nas décadas de 20 e 30 vai conhecer o sucesso e cantar com alguns dos músicos de Jazz mais famosos de então, Louis Armstrong, Coleman Hawkins, Jack Teagarden, entre outros. Ganhou fortunas e gastou muito, faleceu na sequência de um desastre de automóvel do qual ficou para sempre a dúvida se teria sido socorrida prontamente.

Musicalmente ficamos com um tema que ela gravou no final da década de 20 e que eu gosto particularmente, "Nobody Knows You When You're Down And Out".


Bessie Smith - Nobody Knows You When You're Down And Out

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Carlos Mendes - Nobody Knows You When You're Down and Out

Na edição de 1968  do EP “Verão”, canção com a qual Carlos Mendes ganhou o Festival da Canção, aparece uma faixa de nome “Nobody Knows You When You're Down and Out”.
Se Carlos Mendes mostrava algumas fragilidades na interpretação de “Verão”, ao cantar em inglês apresenta uma segurança que torna “Nobody Knows You When You're Down and Out” numa agradável surpresa. Da primeira vez, ouve-se, depois, vai-se entranhando.

A canção foi escrita (não há certeza) por James Cox (Jimmy Cox) em 1923, e teve ao longo do tempo inúmeras versões: Otis Redding, Bessie Smith, Janis Joplin, B.B. King, Nina Simone, são algumas delas, e até noutra “onda” John Lennon e Peter, Paul & Mary e ainda, Carla Bruni.

A minha escolha vai para Bessie Smith:



Depois da passagem pelos Sheiks, Carlos Mendes dá, em 1968, início a carreira a solo, e que belo início com esta interpretação de “Nobody Wants You When You're Down and Out “.



Carlos Mendes - Nobody Wants You When You're Down and Out