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terça-feira, 14 de junho de 2022

Jorge Palma - Já Chega de Ilusões

 

Na ponta final desta passagem pela música portuguesa do ano de 1975 deixei um conjunto de discos que, pelos nomes a eles associados, deixam margem para acreditar que estamos na presença do melhor que então se fez, mesmo tendo em conta a particularidade que o ano encerra no que diz respeito à vivência política e social tão extremada que se viveu.

Vamos lá ver como é que estas memórias funcionam passados estes anos todos. Para o efeito retomo Jorge Palma. Deste ano já o recordei a propósito da sua participação no Festival da RTP da Canção com "Viagem" e em duo com o Fernando Girão com "O Pecado Capital". É também o ano em que Jorge Palma edita o primeiro LP a solo "Com Uma Viagem na Palma da Mão".


https://www.discogs.com/


Trata.se de um conjunto de canções escritas durante o exílio em Copenhagen ante do 25 de Abril de 1974 e talvez por isso um tanto distante do fervor revolucionário que então dominava. Não encanta mas também não desilude e mostra ainda um Jorge Palma à procura de um estilo que mais tarde viria a evidenciar. Um disco que não resistiu ao passar dos tempos. Neste caso algumas influências do Rock Progressivo são bem notórias.

"Já Chega de Ilusões" a manifestar algumas dessas influências.





Jorge Palma - Já Chega de Ilusões

sábado, 14 de maio de 2022

Fernando Girão e Jorge Palma - O Pecado Capital

 

A música dita de intervenção tomou de assalto boa parte das canções que concorreram ao Festival da RTP da Canção de 1975, era o primeiro que se realizava em liberdade e no meio de um processo revolucionário eis a explicação.

Jorge Palma dava então os primeiros passos, tinha regressado após o 25 de Abril de 1975 da Dinamarca onde se encontrava exilado e retoma a sua actividade musical revelando-se para além de compositor e intérprete também como arranjador de muitos disco da época.

No referido Festival da Canção tem duas participações, uma solo com "Viagem" ontem recordada e outra em duo com o Fernando Girão com a canção "O Pecado Capital".


https://www.discogs.com/


Fernando Girão era oriundo do mundo do Rock onde era conhecido como "Very Nice" tendo no início da década ficado conhecido no grupo nortenho Pentágono do qual, julgo, não existem gravações.

Fica pois aqui a curiosidade do cruzamento destes dois nomes da música popular portuguesa com destinos bem diferentes. Ah! é verdade, ficaram num 7º lugar entre 10 concorrentes.



Fernando Girão/Jorge Palma - O Pecado Capital

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Jorge Palma - Viagem

 


Sintomático das alterações na música popular portuguesa no ano de 1975, decorrentes das alterações políticas e sociais que então operavam é o Festival RTP da Canção desse ano, o primeiro em liberdade, era já o 12º que se realizava.

Para além de alguns nomes que já vinham antes do 25 de Abril de 1974, alguns deles reciclados, como Paulo de Carvalho e Paco Bandeira, eis que surgem nomes como Jorge Palma e José Mário Branco. Recordemos algumas dessa canções.

Entre as 10 a concurso começo por escolher a que ficou classificada em 8º lugar, dava pelo nome de "Viagem" e a interpretá-la então um jovem quase desconhecido, Jorge Palma.


https://www.discogs.com/


"Viagem" uma canção que nunca mais se ouvir e cujo disco, Single, se encontra à venda em discogs.com por mais de 60€. Recorde-se.



Jorge Palma - Viagem

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Jorge Palma - Come, Morpheus

Em 1972 Jorge Palma estava longe dos níveis de popularidade que actualmente aos 70 anos tem. Nome grande e incontornável da música popular portuguesa, JorgePalma começou, com forte influência do Rock, no grupo de fusão Sindicato do qual resultou um Single editado em 1971. Findo o grupo,  enveredou por carreira a solo tendo logo no ano seguinte gravado o primeiro Single sob nome próprio, os LP só vieram depois do 25 de Abril de 1974.






Longe ainda do estilo que foi criando ao longo dos anos depois da Revolução, sintonizado com o Pop-Rock anglo-saxónico da época, o Single contêm 2 canções interpretadas em inglês, respectivamente "The Nine Billion Names of God", noutro momento recordado neste blogue, e "Come Morpheus".

O Jorge Palma principiante na composição ainda longe do seu estilo característico, diria mesmo irreconhecível, até na voz, os menos atentos não a reconhecerão. Segue "Come Morpheus".



Jorge Palma - Come, Morpheus

sábado, 7 de outubro de 2017

Jorge Palma - The Nine Billion Names of God


Jorge Palma no Coliseu do Porto dia 6 de Outubro. Acompanhado pela Orquestra Clássica do Centro dirigida pelo maestro Rui Massena.
Retrospectiva de uma carreira de 45 anos com os seus temas mais conhecidos transfigurados com os arranjos de Rui Massena. Uma agradável noite com um dos mais irreverentes autores da música popular portuguesa das últimas décadas.


 


O início das gravações a solo data de 1972 quando é editado um Single com as canções "The Nine Billion Names of God" e "Come Morpheus".
Ficamos com o tema principal, entre o vídeo e esta canção a distância é de 45 anos. Eis a diferença.




Jorge Palma - The Nine Billion Names of God