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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Joni Mitchell - You're My Thrill

Grandes Versões

Para hoje foi fácil, bastou continuar com a Joni Mitchell e o álbum "Both Sides Now" e inverter as situações, ou seja não procurar uma versão de uma canção por ela composta, mas o contrário Joni Mitchell a interpretar algo que não dela. E "Both Sides Now" é nisso fértil, com excepção de "A Case of You" e o tema título "Both Sides Now", originais da própria aqui reinterpretados, o resto do álbum reúne um conjunto de canções do cancioneiro norte-americano dos anos 20 a 50 do século passado revisto com as suas interpretações superiores, arranjos orquestrais de Vince Mendoza e produção de Larry Klein e Joni Mitchell.

São de Larry Klein as notas da edição em CD de Both Side Now":
"As we began the process of selecting the songs for this record, Joni come up with the idea of having thr record trace the arc of a modern romantic relationship. I thought that this idea was innovative, exciting and especially appropriate considering that the focal point of her work has been  an inquiry into the nature of modern love. The album would be a programmatic suite documenting a relationship from initial flirtation throught optimistic consummation, metamorphosing into disillusionment, ironic despair, anf finally resolving in the philosophical overview of acceptance and the probability of the cycle repeating itself.
The results have surpassed out expectations. In singing these songs, I believe that Joni has achieved something quite extraordinary in that she has truly sung them as if, as Nietzche would say, she had written them in her own blood."


Edição Reprise, alemã, em CD com a ref: 9362-47620-2


Logo a abrir encontra-se o tema de hoje "You're My Thrill", canção que vem dos anos 30 e que encontrou em Billie Holiday (1949) uma das primeiras grandes interpretações, mas não escondo que fiquei rendido quando a ouvi pela primeira vez na voz de Joni Mitchell.




Joni Mitchell - You're My Thrill

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Ana Moura – A Case of You

Grandes Versões


"A Case of You" é uma canção que tem vindo a ser objecto de cada vez mais e melhores versões. No início foi assim: Joni Mitchell compôs e gravou-a para o álbum "Blue" (1971) porventura o melhor álbum dela e, sem dúvida, um dos meus discos preferidos de sempre. Num disco de tanta qualidade onde se destacaram temas como "Carey" e "California", "A Case of You" foi o lado B deste último Single, "A Case of You" como que ficou a amadurecer e a crescer no tempo. Hoje é das mais emblemáticas de Joni Mitchell e uma das que foi sujeita a maior número de versões, a começar pela própria, sendo uma das duas suas composições incluídas, em 2000, no disco de Jazz "Both Sides Now". Recorde-se o original de 1971.




Joni Mitchell - A Case of You

São conhecidas, segundo a wikipédia, mais de 300 versões. São já deste século algumas das melhores que conheço, incluindo, é verdade!, nacionais. Lembro-me de Cristina Branco (2005), Salvador Sobral (2017) e Ana Moura (2012).


CD de 2012, da Universal ref: 602537205233


É na Ana Moura que me retenho. "A Case of You" aparece no álbum "Desfado", onde quebrando com algumas regras do fado mais tradicional, constrói um dos mais belos álbuns portugueses de sempre. Teve o êxito merecido. Talvez não seja alheio, para além das qualidades inegáveis de Ana Moura, a produção do disco ter sido entregue a Larry Klein, nem de propósito ex-marido de Joni Mitchell. São para ele as primeiras palavras de agradecimento de Ana Moura: "Ao Larry Klein pela inspiração, pelo respeito pela nossa música, pelo imenso talento e sabedoria postos à minha disposição."




Ana Moura – A Case of You

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Joni Mitchell - The Arrangement

mundo da canção nº 9 de Agosto de 1970


Joni Mitchell já nos tinha dado canções como "Night In The City" e "Both Sides, Now" e merecia  o devido relevo na melhor expressão da música Folk norte-americana. É, no entanto, ao 3º LP "Ladies Of The Canyon", publicado em 1970, que se verifica uma maior sofisticação, que se iria prolongar pela sua discografia daí em diante, e colocá-la definitivamente como a melhor autora e interprete da música Folk e Folk-Rock oriunda do outro lado do Atlântico.

É deste álbum temas que se tornaram intemporais como "Big Yellow Taxi", "Woodstock", "The Circle Game" ou ainda "Morning Morgantown". Era outra a canção cuja letra vinha publicada no nº 9 da revista "mundo da canção" que tenho vindo a recordar, trata-se de "The Arrangement".





Num álbum mais eclético do que os dois anteriores, Joni Mitchell muda da viola, para o piano conforme o tema seja mais folky ou mais denso como é o caso do tema de hoje, "The Arrangement". Uma maravilha!




Joni Mitchell - The Arrangement

domingo, 30 de junho de 2019

Joni Mitchell – Hejira

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70

Pese os altos e baixos que a década de 70 teve, Joni Mitchell foi uma das poucas artistas que tal contrariou, mantendo ao longo de todo aquele período um nível qualitativo incomum. Oito trabalhos superlativos, obrigatórios para quem, como eu viveu, musicalmente, de uma forma intensa aqueles anos. Razão pelo qual me vejo obrigado a incluir, nesta selecção de vinte, mais um disco de Joni Mitchell, já tinha escolhido "Blue" de 1971, agora escolho "Hejira" de 1976.


Edição portuguesa de 1977 com as Ref: ASY 53053, 53053
Preço 580$00, menos de 3€




"Hejira" encontra Joni Mitchell em processo de aproximação ao Jazz, que iria prolongar-se até ao final da década, com a colaboração de nomes famosos do Jazz, neste álbum com Jaco Pastorius (1951-1987), proeminente baixista dos Weather Report.



"Hejira" é um ponto alto do encontro do Rock, do Folk e do Jazz de uma forma única e admirável. Não é um disco fácil e de assimilação rápida, vai crescendo com o tempo e ainda hoje é motivo de prolongados prazeres e descobertas. Ouça-se a faixa de abertura "Coyote", um bom exemplo da sofisticação que a música de Joni Mitchell alcançava, e depois tínhamos Jaco Pastorius no baixo...




Joni Mitchel - Coyote

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Joni Mitchell – Blue

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70


Da melhor cantora do Reino Unido, Sandy Denny, para a melhor cantora dos Estados Unidos, Joni Mitchell.
Cantora será mesmo redutor quer para uma quer para a outras, as duas foram extraordinárias compositoras que elevaram a música popular, em particular a música Folk, para patamares difíceis de igualar. As duas assinaram álbuns em 1971 que os coloco nesta passagem pelos 20 mais da década de 70. A primeira, prematuramente desaparecida em 1978, foi o motivo do Regresso ao Passado de ontem, para hoje fica Joni Mitchell, actualmente debilitada com os seus 75 anos.

Em 1971, Joni Mitchell publica o seu 4º álbum de originais, "Blue" de seu nome e é hoje quase unanimemente considerado como o expoente maior não só da sua obra como de toda a história da música popular. Vejam-se as distinções que tem tido através dos tempos.


Edição alemã em Vinil de 1999 (?) com as Ref: 44 128, (MS 2038), K 44 128


O álbum todo composto e produzido por Joni Mitchell contém 10 canções ímpares do Folk-Rock, tivesse Joni Mitchell somente feito este disco e já seria suficiente para ter um lugar de destaque na galeria das eleitas de Apolo para nosso deleite.
"Blue" começa com "All I Want", o início de uma viagem pelo amor, a solidão e as desilusões de Joni Mitchell.

"I am on a lonely road and I am traveling, traveling, traveling, traveling...", assim começa, este disco único e maravilhoso que desde 1971 me acompanha.




Joni Mitchel - All I Want

sábado, 8 de junho de 2019

Joni Mitchell - Blue

A década de 60 termina em... 1971.
A atestá-lo está um conjunto de discos de qualidade maior e que nos fazia acreditar que o som da década anterior estava para ficar, eis alguns exemplos:
- Pearl – Janis Joplin
- Mary – Mary Travers
- Mud Slide Slim & the Blue Horizon – James Taylor
- Songs for Beginners –  Graham Nash
- The North Star Grassman and the Ravens – Sandy Denny
- Blue – Joni Mitchell
- If You Saw Throught My Eyes –  Ian Matthews
- Imagine – John Lennon
- Honky Dory –  David Bowie
- L.A. Woman – The Doors

E muitos mais, e ainda o melhor do melhor “Songs of Love and Hate” de Leonard Cohen.
Mas o ano iria ser marcado pelo triunfar do Rock Progressivo, então com uma qualidade que rapidamente se evaporaria, eis alguns exemplos:
- Meddle – Pink Floyd
- The Yes Album – Yes
- Nursery Crime – Genesis
- Islands – King Crimson
- Acquaring the Taste – Gentle Giant
- In Concert with the Edmonton Symphony – Procol Harum
- Aqualung – Jethro Tull
- Tarkus – Emerson, Lake & Palmer
(uma curiosidade: os preços dos álbuns eram de 157$50 ou 188$50 conforme fossem edições nacionais ou importados)

O destaque, hoje, vai para o primeiro grupo e entre eles para Joni Mitchell e esse maravilhoso álbum que foi “Blue”.
Joni Mitchell com um percurso de décadas imaculado, soube criar uma sonoridade única e ser admirada nas mais diversas áreas, do Folk ao Jazz (Herbie Hancock não resistiu e gravou o álbum “River: The Joni Letters” só com músicas dela).


Edição alemã em Vinil de 1999 (?) com as Ref: 44 128, (MS 2038), K 44 128


“ Joni Mitchell – todas as canções dela – fez e faz a música mais esquecida e subestimada do mundo inteiro. Joni Mitchell é a verdade da arte musical.”, Miguel Esteves Cardoso, jornal “Público”, 10 de Julho de 2011.
Era a “voz de rouxinol” como lhe chamava José Manuel Nunes no programa “Página Um”.

“Blue”, o tema título, manifestação superior da arte de Joni Mitchell, segue para audição.




Joni Mitchell - Blue

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Joni Mitchell - Big Yellow Taxi

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970


Passagem por uma das referências maiores da música popular dos últimos 50 anos e uma das minhas preferências de sempre, Joni Mitchell.
Em 1970 Joni Mitchell publica "Ladies of the Canyon" o seu 3º trabalho em discos de longa duração. Sem menosprezar os seus dois primeiros LP, "Song to a Seagull" (1968) e "Clouds" (1969), "Ladies of the Canyon" representa uma evolução e igualmente aumento de sofisticação, o que se iria acentuar em álbuns posteriores, donde saíram temas que se tornaram clássicos, não só dela como de todo o universo da música popular contemporânea. Ouça-se "Morning Morgantown", "Ladies of the Canyon", "Big Yellow Taxi", "Woodstock" e "The Circle Game" para ter uma noção da qualidade e importância de um álbum saído num ano tão rico e com tão boa concorrência como foi o de 1970.





Hoje volto a recordar "Big Yellow Taxi", canção tão marcante do seu longo percurso, cuja letra era transcrita no nº 8 da revista de divulgação musical "mundo da canção" editada em Julho de 1970. Uma canção que irá perdurar através dos tempos.




Joni Mitchell - Big Yellow Taxi

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Joni Mitchell - A Case of You

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Escrevia Miguel Esteves Cardoso:
"Joni Mitchell ilustra com perfeição inquietante o fenómeno raro duma evolução criativa constante que inova sem ruptura, que experimenta sem inconsciência e que abre novos caminhos sem ser à custa do encerramento de outros.", definição perfeita para o génio que é Joni Mitchell.

"Blue" é dos discos (mais antigos) de Joni Mitchell o que me lembro melhor da sua edição e é ainda hoje um dos meus preferidos da sua longa e magnífica carreira.
Foi no programa de rádio "Página Um" que ouvi algumas das canções deste disco fora de série e que se encontra no Top 3 dos discos da minha vida.
Em 1971 quando ouvi estas canções pela primeira vez estava longe de imaginar que estava na presença de um dos melhores discos de sempre da música popular.


Edição alemã em Vinil de 1999 (?) com as Ref: 44 128, (MS 2038), K 44 128





"Blue" está entre as escolhas de Miguel Esteves Cardoso para o ano de 1971 e de certeza que não hesitou ao atribuir-lhe 5 estrelas. Sobre ele dizia:
""Blue", lançado em 1971, é um álbum difícil de catalogar. É um álbum de canções de amor - à parte Leonard Cohen e Tim Buckley, o mais lindo de todos."

O disco é composto por 10 temas compostas por Joni Mitchell de um bom gosto invulgar. A escolha de uma canção para hoje não é fácil, mas acabo por ficar com "A Case of You", no dizer do MEC, "...um deslumbre de paixão e amor, onde a mulher, na sua plenitude de paixão e de amor, se desenha livremente."




Joni Mitchell - A Case of You

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Joni Mitchell - Amelia

Ao rever, melhor, ao reouvir, a obra de Joni Mitchell, tinha, no final, dado conta de 4 períodos distintos na sua longa carreira:
1 – Inocência, é o período de 1968 a 1974, é a época de ouro da Joni Mitchell, voz, viola, piano, o folk simples (?) e empolgante de “Both Sides, Now”, “Blue”, “Carey”, “You Turn Me On I’m a Radio”, “Free Man In Paris”, “Big Yellow Taxi” e “Help Me”.

2 – Experimental, vai de 1975 a 1980, o Folk no seu limite, o Jazz! Os destaques vão para temas longos como “Coyote”, “Amelia”, “Hejira”, “Paprika Plains” (16 minutos!) e ainda, no álbum de 1979 de tributo a Charles Mingus, falecido nesse ano, “God Must Be a Boogie Man” ou “Goodbye Pork Pie Hat” do próprio Mingus.

3 – Desilusão, a década de 80. Famigerada década! Desinspirada, aproximação pouco interessante ao Pop e à Música Electrónica. Três álbuns, os menos interessantes da sua carreira.

4 – Maturidade, de 1991 a 2007. Joni Mitchel no seu melhor. “Adult Alternative”, como são classificados alguns dos álbuns deste período. Destaque para “Both Sides, Now” (2000), viagem pela música do século XX, e “Travelogue” (2002), nova viagem, em duplo álbum, onde revê temas seus de 4 décadas, agora com arranjos orquestrais.

Duplo CD, edição alemã da Nonesuch, referências
 79817-2; 7559-79817-2



“Amelia” (Amelia, é a aviadora Amelia Earhart), tema longo do período “experimental”, aqui na fase da “maturidade” do álbum “Travelogue”, o génio de Joni Mitchell.




Joni Mitchell - Amelia

sexta-feira, 30 de março de 2018

Joni Mitchell - Big Yellow Taxi

1970 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Continuo com mais um disco de 1970 a merecer por parte de Miguel Esteves Cardoso a classificação de 5 estrelas, naquele que foi o posfácio que ele escreveu para o livro "POPMUSIC-ROCK", trata-se do terceiro trabalho da extraordinária cantora e compositora norte-americana Joni Mitchell e dava pelo nome de "Ladies of the Canyon".
Miguel Esteves Cardoso considerava mesmo que com este disco Joni Mitchell, tal como James Taylor, tinha chegado "... aos píncaros da música popular...". Claramente uma das melhores cantoras de sempre e que esteve na década de 70 no topo da música popular não só com este "Ladies of the Canyon", mas também, refira-se, com todos os restantes trabalhos editados com destaque particular para os consagrados "Blue" e "Hejira".


Edição USA, em CD de 1990, da etiqueta Reprise, referência 6376-2

Muito cedo aprendi, felizmente, a gostar de Joni Mitchell, penso que terá sido no programa "Página Um" que comecei a ouvi-la. "Big Yellow Taxi", se não foi a primeira, foi uma das primeiras que conheci e que ficaram para sempre no meu imaginário. É ela que agora recordamos.




Joni Mitchell - Big Yellow Tax

sábado, 30 de julho de 2016

Joni Mitchell - California

Soundbreaking


O canal Odisseia passou recentemente uma série de 8 episódios designada “Soundbreaking” com o sub-título de "Stories from the Cutting Edge of Recorded Music". No 1º episódio “A Arte de Gravar” as histórias vão de encontro a produtores musicais como, George Martin, Phil Spector, Brian Eno, Daniel Lanois, Rick Rubin, Dr. Dre, Peter Asher.
Este último, produtor de James Taylor e Linda Ronstadt refere, a certa altura, a propósito de uma outra grande cantor, Joni Mitchell: “A Joni sempre fez os seus discos. Tem uma ideia clara do que quer. É uma inventora. Inventa afinações da guitarra como inventa música. E acho que não é possível ser produtor dela.”

A própria Joni Mitchell afirma: “A maioria dos homens naquela altura não recebia instruções de uma mulher. Eram pretensiosos e com a mania das grandezas. Pensava: Se tiver de me submeter, eles matam o meu amor pela música. Então pus no meu contrato que nunca teria um produtor.”




O que se manteve verdade em quase toda a sua longa discografia, algumas das excepções foram partilhadas com o marido Larry Klein.

Do génio de Joni Mitchell saíram algumas das mais belas canções da música popular das últimas décadas, entre elas estava do álbum “Blue” de 1971, “California”, a arte de gravar de Joni Mitchell.



Joni Mitchell - California




segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Joni Mitchell - Song To A Seagull

Também originária do Canadá (à semelhança de Neil Young) Joni Mitchell é uma figura incontornável da música popular dos anos 60 até aos nossos dias.

"Joni Mitchell ilustra com perfeição inquietante o fenómeno raro duma evolução criativa constante que inova sem ruptura, que experimenta sem inconsciência e que abre novos caminhos sem ser à custa do encerramento de outros"  no posfácio, escrito por Miguel Esteves Cardoso, de "POPMUSIC-ROCK".
Joni Mitchell faz parte de um conjunto reduzido de artistas que atravessaram décadas sucessivas apresentando uma qualidade superior, independentemente das áreas que percorria, o Folk, o Jazz ou o Pop e é uma das minhas eleitas de sempre.
Algures, no final dos anos 60, tomei conhecimento da música de Joni Mitchell, "Both Sides Now", "Big Yellow Taxi" e "Woodstock" estão entre as primeiras que ouvi até ficar rendido com o álbum "Blue" de 1971, não mais deixei de ouvir Joni Mitchell.
Retirada das gravações desde 2007 teve já este ano de 2015 um aneurisma do qual recupera actualmente.




Comecemos pelo princípio. Depois de outros artistas, nomeadamente Buffy Sainte-Marie e Judy Collins, já terem gravado composições de Joni Mitchell, é pela mão de David Crosby que Joni Mitchell tem acesso, em 1967, aos estúdios de gravação donde saiu o primeiro LP "Song To A Seagull" editado no ano seguinte. 10 canções originais superiormente interpretadas compõem este disco donde retiramos o tema título "Song To A Seagull".



Joni Mitchell - Song To A Seagull

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Judy Collins - Both Sides Now

Judy Collins foi mais um nome a destacar-se na cena Folk norte-americana da década de 60.
Judy CollinsPete Seeger, Bob Dylan, Joan BaezPeter, Paul and Mary, Phil Ochs, Tom Paxton, Joni Mitchell fizeram parte de um conjunto fantástico de cantores que tendo por base a música tradicional inovaram e influenciaram até hoje toda a música de cariz popular. Tem participação política activa em particular no movimento contra a guerra no Vietname.

Judy Collins começou a carreira interpretando canções tradicionais, assim como canções do novo Folk americano  escritas por Bob Dylan, Phil Ochs, Leonard Cohen ou Joni Mitchell.
Com gravações iniciadas em 1961 será somente em 1967 com a interpretação de "Both Sides Now" de Joni Mitchell que terá reconhecimento internacional.




Primeiro conhecemos "Both Sides Now" na voz de Judy Collins pois só em 1969 é que  Joni Mitchell iria incluí-la no álbum "Clouds", "Both Sides Now" encontra-se entre as melhores canções que a década de 60 conheceu.
Que bom recuar a 1967 e ouvi-la na voz fresca de Judy Collins.



Judy Collins - Both Sides Now