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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

The Rolling Stones - Sweet Sounds Of Heaven

 Algumas memórias de 2023


Ainda nos grupos com origem nos anos 60 não podia deixar passar em branco The Rolling Stones. The Rolling Stones já fizeram 60 anos de longevidade, poucos se podem orgulhar disso. E, embora nunca tenha sido fã do grupo, sempre preferi The Beatles, é verdade que o seu contributo para a história do Rock é bem significativa. mais não fosse pela discografia realizada nos anos 60 e pela duração e actividade invejável que o grupo tem. Também assinalável é a pouca variação que o grupo sofreu desde que se constitui há mais de 60 anos. Actualmente reduzidos a trio desde que Charlie Watts faleceu (1941-2021), mantem-se a dupla fundamental Mick Jagger/Keith Richards e ainda Ronnie Wood desde 1975.


https://www.discogs.com/


Em 2023 The Rolling Stones publicaram um novo disco de originais,"Hackney Diamonds", num retorno ao Blues-Rock donde provavelmente nunca deveriam ter saído. Já o tinham feito com o álbum de versões "Blue & Lonesome" em 2016 e desta vez, tirando "Rolling Stone Blues" de Muddy Waters, um conjunto de originais bem engendrados maioritariamente da dupla Jagger/Richards.

"Sweet Sounds Of Heaven" é um ponto alto do álbum contando para isso com a colaboração de Lady Gaga e Stevie Wonder, uma canção, que noutros tempos teria tido outra divulgação que agora não teve.





The Rolling Stones - Sweet Sounds Of Heaven

sexta-feira, 11 de junho de 2021

The Rolling Stones - Wild Horses

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 7 de 1 de Maio de 1971


"Get Yer Ya-Ya's Out! The Rolling Stones in Concert", o álbum ao vivo dos The Rolling Stones de 1970 foi o última gravação efectuada pelo grupo de Mick Jagger para a editora Decca, depois foi a criação de editora própria a  Rolling Stones Records. É disso que nos é dado conta no texto ""Nova Etiqueta Para os Stones" publicado no jornal "DISCO MÚSICA & MODA" no seu nº 7 de Maio de 1971.

"Brown Sugar", o Single, primeiro e "Sticky Fingers", o álbum, logo de seguida foram as primeiras publicações da nova etiqueta ocorridas no mês de Abril de 1971. Lembro-me bem da edição deste álbum, numa altura em que para além do conteúdo musical, as capas tinham uma importância relevante, sendo algumas verdadeiras obras de arte. Era o caso desta, concebida por Andy Warhol, fotografia de umas calças justas com um zipper que corria vendo-se então roupa interior, era bastante ousada para a época, edições posteriores retiraram o zipper que pelos vistos danificava o disco de vinil.




Deste álbum a faixa que eu mais apreciava era "Wild Horses" que tinha sido publicada em primeira mão por The Flying Burrito Brothers no ano anterior. Aqui o original, The Rolling Stones em 1971, uma das músicas mais bonitas que compuseram.



The Rolling Stones - Wild Horses

domingo, 30 de maio de 2021

The Rolling Stones - Let It Bleed

   mundo da canção nº 13 de Dezembro de 1970


"Let It Bleed", o álbum, é provavelmente o melhor trabalho dos The Rolling Stones, embora haja muitos que torçam por "Exile On Main St." e "Sticky Fingers". Fechavam a década de 60 com chave de ouro, em termos de criatividade, atrevo-me a dizer, estavam no seu melhor, um disco centrado no Blues com variações Country e Rock onde coexistem canções como "Midnight Rambler", "Love in Vain", "Gimme Shelter" e o épico "You Can’t Always Get What You Want".

"Let It Bleed", a canção, objecto de diferentes interpretações com variadas referências, sexuais ("She said, my breasts, they will always be open"), apelo a drogas ("When you need a little coke and sympathy") ou simplesmente a disponibilidade para ajudar ("And if you want it, you can lean on me").





"Let It Bleed" era objecto na revista "mundo da canção" nº 13 ao ser publicada não só a letra mas também a pauta com a respectiva música. Agora só resta ouvi-la...



The Rolling Stones - Let It Bleed

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Melanie - Ruby Tuesday

 mundo da canção nº 13 de Dezembro de 1970


Da dupla Mick Jagger / Keith Richard sai o Regresso ao Passado de hoje.

Dos bons tempos em que The Rolling Stones rivalizavam com The Beatles na hegemonia da música Pop britânica saíram canções inesquecíveis, de uns e de outros, e que perduram no tempo com a certeza de ficarem para sempre como marcas de uma década ímpar na história da música popular.

A canção a que me refiro é "Ruby Tuesday", na realidade escrita por Keith Richard e parece com contributos de Brian Jones, mas, como estava acordado, ficou atribuída à dupla Jagger, Richard (à semelhança do que acontecia com The Beatles onde as canções eram assinadas por John Lennon e Paul McCartney independentemente de quem escrevia a canção). Uma bela canção publicada no ano histórico de 1967 onde parecia não haver fim para a criatividade e originalidade que o Pop-Rock então manifestava.




A canção foi retomada, e foi novamente um grande êxito, em 1970 por Melanie numa surpreendente interpretação. A letra vinha publicada no nº 13 da revista "mundo da canção" e origina este regresso, sempre gostoso, a Melanie e à minha juventude.



Melanie - Ruby Tuesday

quinta-feira, 29 de abril de 2021

The Rolling Stones - It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)

      Canções que se ouviam no ano de 1974


Um ano fraco, este 1974, comparando-o com os anteriores. Nas listas oficiais de discos mais vendidos, e consequentemente dos mais ouvidos na rádio, constavam cada vez mais discos de sucesso rápido, circunstancial e de qualidade duvidosa. A influência dos anos 60 desvanecia-se, os "velhos"  estavam acomodados, e os novos protagonistas eram, geralmente, de qualidade inferior aos seus antecessores. perdia-se originalidade e ganhava em complexidade e perdia-se até chegar nova vitamina com o movimento Punk.

Como que indiferentes a tudo isto The Rolling Stones editavam o seu 12º LP de originais e afirmavam "It's Only Rock'n'Roll". Mas o Rock já não era somente Rock'n'Roll tinha-se transformado e as mudanças eram imensas e muito rápidas. The Rolling Stones fiéis ao Rock'n'Roll, também eles passaram por dificuldades na década de 70 e não convencera, em álbuns como "Goats Head Soup", "It's Only Rock 'n Roll" e "Black and Blue"


https://www.discogs.com/ - capa do LP (edição portuguesa)


A canção que promovia o LP era "It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)" que apesar de ter andado pelos top de vendas já não convencia, sinceramente o melhor já tinha passado.



The Rolling Stones - It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)

quinta-feira, 11 de março de 2021

The Rolling Stones - Midnight Rambler

     DISCO MÚSICA & MODA, nº 6 de 15 de Abril de 1971


Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Bill Wyman e Mick Taylor constituíam The Rolling Stones quando estes efectuaram a turné de 1971 no Reino Unido. A anterior turné, em 1966, contava ainda com a presença de Brian Jones (falecido em 1969) no lugar de Mick Taylor. Foi aquela formação, terminada a digressão de 4 a 14 de Março de 1971, que actuou no dia 26 de Março no Marquee Club em Londres e que é alvo de um pequeno texto no jornal "DISCO MÚSICA & MODA" nº 6 editado a 15 de Abril daquele ano.




Ficamos a saber qua os  filmes realizados "... foram efectuados com equipamento que atinge os 450nn contos e que é propriedade do grupo" e que continha "... um estúdio móvel de filmagens com uma mesa de gravação de 16 pistas e as melhores câmaras do mundo."

Contrariamente ao que era habitual na época em que os concertos se efectuavam para promover os discos recém editados, neste caso The Rolling Stones tocaram faixas do que seria o próximo álbum do grupo entre as quais constava "Brown Sugar".

Outra das composições que fez parte deste concerto para uma audiência convidada onde se encontravam, entre outros, Eric Clapton e Jimmy Page, foi "Midnight Rambler" que pertencia ao então mais recente trabalho "Let It Bleed" de 1969. Com o particular de termos Mick Jagger na harmónica.



The Rolling Stones - Midnight Rambler

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

The Rolling Stones - Angie

 Canções que se ouviam no ano de 1973

Se é verdade que The Rolling Stones resistiram melhor ao fim dos anos 60 que The Beatles, a prova está que incrivelmente ainda perduram nos dias de hoje!, também é verdade que com a avassaladora oferta de boa música que os primeiros anos da década de 70 nos prendou, The Rolling Stones soavam, para mim, já nestes anos, como um grupo ultrapassado e que os seus melhores dias já tinham acabado. Em parte era verdade!

Pode ser polémico mas confesso "Goats Head Soup" (1973), o sucessor de "Exile on Main St." do ano anterior, não me entusiasmou nada, muito menos agora, excepção feita para "Angie" que hoje recordo.


https://www.discogs.com/ - edição portuguesa

Lembrei-me e fui consultar o livro "The Rolling Stones" de Philippe Bas - Rabérin que afirma: "... «Goats heat soup» é, no seu conjunto, um álbum decepcionante. A música popular jamaicana, o reggae, notável sobretudo pelo papel nela desempenhado pelas secções rítmicas, não deixa qualquer marca; e os temas de Jagger-Richard raramente passam de uma combinação de harmonias e sonoridades anteriormente melhor trabalhadas."

Fico mais descansado, vozes mais avalisadas que eu manifestam-se no mesmo sentido.

Um tanto melosa, mas mesmo assim o melhor que se conseguia encontrar num disco menor dos The Rolling Stones, "Angie".



The Rolling Stones - Angie

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

The Rolling Stones - Jumpin' Jack Flash

         DISCO MÚSICA & MODA, nº 5 de 1 de Abril de 1971


Hoje as páginas centrais, 8 e 9, e ainda parte da 10, do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" nº 5, tudo com um único artigo sobre um concerto dos Rolling Stones, intitulava-se "Londres, Roundhouse a outra face do mundo que não temos", um subtítulo dizia "Rolling Stones num dia para esquecer" o que nos dá logo o tom da apreciação que vai ser feita. Concerto realizado a 14 de Março de 1971.




Texto longo que se perde nos preliminares, quanto ao concerto propriamente dito parece que só Mick Jagger e Keith Richard foram de agrado do crítico já que segundo Jorge Beckmann "No palco, só Jagger parece existir." assistindo-se a "... uma imobilidade quase total de Bill Wyman, Mick Taylor e de Charlie Watts." Este último, "...desprovido de imaginação..." quanto aos outros dois "... pode dizer.se que se limitaram a cumprir a sua obrigação."

Excesso de exigência ou simplesmente a correcta observação de um grupo que com o passar dos anos foi ganhando unanimismo junto da crítica especializada.

Este concerto fez parte do "UK Tour 1971" constituído somente por 10 datas, sendo a primeira turné que fizeram no Reino Unido desde 1966, excepção para o concerto gratuito no Hyde Park  em 1969 dois dias após a morte de Brian Jones, um dos fundadores dos Rolling Stones.

O tema inicial foi "Jumpin' Jack Flash" usual na abertura dos concertos, o mesmo tinha acontecido meses antes em Nova Iorque, no Madison Square Garden, e que fez parte do álbum ao vivo "Get Yer Ya-Ya's Out!" de 1970.



The Rolling Stones - Jumpin' Jack Flash

sábado, 9 de maio de 2020

The Rolling Stones - Happy

1972 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Enquanto os rivais The Beatles terminavam e tentavam manter o êxito que tinham obtido com percursos individuais, The Rolling Stones continuavam na sua caminhada que ainda hoje não terminou. Provavelmente estamos na presença de um grupo cuja totalidade é maior que o somatório das partes e não terão sido tentados em carreiras pessoais.
No entanto sempre achei que o projecto, algures em meados da década de 70, se encontrava esgotado e que a partir daí viveram de bons concertos e revivalismo do passado e não tanto de uma continuada renovação.


https://www.amazon.com/


Parece que  Miguel Esteves Cardoso também partilharia desta opinião já no início dos anos 80 ao afirmar a propósito "Exiles on Main Street" de 1972:
"Os Stones assinam a última obra importante da sua carreira, num álbum claustrofóbico e honesto que acompanha o regresso aos blues que caracterizou os dois primeiros anos da década, ..."

"Exiles on Main Street" um disco que à época dividia opiniões, havendo por cá quem escrevesse que The Rolling Stones "Cada vez tocam e compõem pior, cada vez mais repetem esquemas rítmicos, vocais e melódicos indo «inspirar-se» ao rock e aos blues da pré-história da pop, numa atitude declaradamente reaccionária face aos caminhos que hoje se lhe abrem." ("memória do elefante" nº 9).


A canção que mais se ouviu foi "Tumbling Dice", que já a disponibilizei, a seguir talvez "Happy" que podem ouvir de seguida.




The Rolling Stones - Happy

sábado, 28 de dezembro de 2019

The Rolling Stones - Tumbling Dice

Canções que se ouviam no ano de 1972

The Beatles tinham terminado e a solo os seus elementos continuaram respectivas carreiras mas nada significativo deixaram no ano de 1972, já os seus rivais dos anos 60, The Rolling Stones, continuavam com grande produção e os álbuns sucediam-se com êxitos consecutivos.
1972, foi a vez do duplo-álbum "Exile On Main St." que por cá criou alguma polémica, nomeadamente com a apreciação muito negativa que o jornal "a memória do elefante" então fez.


Capa da edição portuguesa - https://www.discogs.com/


A primeira canção a conhecer-se deste álbum e que teve edição em Single foi "Tumbling Dice" que rapidamente se tornou um clássico do grupo. The Rolling Stones a caminho de se tornarem a maior banda de Rock'n'Roll do planeta, eis "Tumbling Dice".




The Rolling Stones - Tumbling Dice

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

The Rolling Stones - Sister Morphine

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


"Os Stones continuam brilhantes e o seu álbum de 71 contém algumas das suas mais sensíveis canções, veiculando um desespero genuíno. "Sister Morphine" ´é dum calibre semelhante à faixa "Cold Turkey" de John Lennon, sobre o mesmo tema da droga, e há também o lirismo viril de "Wild Horses" e o ritmo esfuziante de "Can't You Hear Me Knocking".", era assim que Miguel Esteves Cardoso falava de "Sticky Fingers" o álbum com que The Rolling Stones nos presentearam no ano de 1971 e para o qual MEC dava 4 estrelas.

Enquanto os seus rivais, The Beatles, nos abandonavam à sorte de cada um dos seus elementos, The Rolling Stones persistiam, e incrivelmente ainda o fazem hoje, e neste caso bem, "Sticky Fingers" era ainda um bom disco de Rock com algumas derivações para o Country como em "Dead Flowers"  e o grande êxito que foi "Wild Horses", o maior hit ia, no entanto, para a conhecida e bem esgalhada "Brown Sugar".


https://www.discogs.com/


A capa foi concebida por Andy Warhol e tratava-se da parte superior de umas calças Jeans vestidas pelo actor Joe Dallesandro com um zíper de verdade. Lembro-me bem da capa deste discos nas montras das discotecas do Porto e é um dos discos que lamento não ter adquirido nessa altura.

"Sister Morphine" é a faixa que escolhi, uma bela canção escrita pela dupla Mick Jagger e Keith Richard e também pela Marianne Faithfull que já a tinha gravado em 1969. Diga-se que prefiro esta, mas hoje é dos The Rolling Stones que se trata.




The Rolling Stones - Sister Morphine

terça-feira, 13 de novembro de 2018

The Rolling Stones - Brown Sugar

Canções que se ouviam no ano de 1971

Continuo com canções que se ouviam no ano de 1971 mas agora num registo um pouco diferente, não tanto Easy Listening como as anteriores, mas nada muito exigente, ou seja daquelas que depois de ouvidas ficam cá dentro a dar vontade de cantarolar. Num leque muito alargado de gostos recordo mais alguns temas que andaram nos Top e que foram passagem na nossa rádio.
As opções são muitas, um bom começo é com "Brown Sugar".

Desde 1964 até 1969 que The Rolling Stones editavam  pelo menos um álbum de originais por ano, 1970 foi excepção (foi editado somente o álbum ao vivo "Get Yer Ya-Ya's Out!", o primeiro de que me lembro de ser publicado) e só em 1971 tiveram nova publicação, foi o aclamado "Sticky Fingers".
O álbum foi precedido da edição do Single com o tema "Brown Sugar" que rapidamente se tornou uma das canções mais conhecidas do grupo.


https://www.billboard.com


Enquanto The Beatles já tinham terminado e cada um dos seus elementos dava a conhecer as as suas canções em nome próprio, The Rolling Stones mostravam, com uma sonoridade progressivamente mais Hard-Rock, que continuavam vivos, e de que maneira!




The Rolling Stones - Brown Sugar

segunda-feira, 4 de junho de 2018

The Rolling Stones - Can You Hear the Music

A Flauta no Rock


Ainda neste contexto de "A flauta no Rock" tempo para passarmos pelos dois grupos britânicos mais idolatrados dos anos 60, The Beatles e The Rolling Stones. Começo por estes últimos já aqui várias vezes evidenciados.
Não sendo um instrumento base na sonoridade do grupo, também nos The Rolling Stones é possível encontrar a flauta.

A propósito de Melanie Safka, no Regresso ao Passado onde a recordei na versão de "Ruby Tuesday", também passei um vídeo com o original dos The Rolling Stones. Neste excelente tema era a flauta, tocada por Brian Jones, que claramente se destacava, conferindo-lhe uma sonoridade fora do vulgar. Penso que terá sido a primeira vez que a utilizaram.
Ainda no mesmo ano, 1967, volto a encontrá-la no álbum "Their Satanic Majesties Request", mas hoje avanço mesmo para o ano de 1973, directamente para o álbum "Goats Head Soup".


Do site https://60stoday.com

É deste LP a canção onde se pode novamente ouvir a flauta, desta vez tocada por Jim Horn, o mesmo que já tivemos oportunidade de conhecer em "Going Up the Country" dos Canned Heat. A canção é "Can You Hear the Music" e é a que segue para audição.




The Rolling Stones - Can You Hear the Music

sábado, 18 de novembro de 2017

The Rolling Stones - Moonlight Mile

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Também The Rolling Stones estão na lista das colaborações de Paul Buckmaster. Também no ano de 1971 é editado o LP onde constava a contribuição de Paul Buckmaster nos arranjos das cordas, neste caso em duas canções.

"Sticky Fingers" é o primeiro LP dos The Rolling Stones da década de 70, uma década menos produtiva e menos inspirada que a anterior. Foi um trabalho bem recebido pela crítica  e ainda hoje colocado entre os melhores de toda a discografia do grupo. A capa, a célebre fotografia das jeans, no original com zip, fora concebida por Andy Wahrol
Os temas mais conhecidos foram "Brown Sugar" e "Wild Horses", mas o mais arrojado era "Sister Morphine" que também foi interpretado, de forma superior, pela Marianne Faithfull co-autora da canção com Mick Jagger e Keith Richards.





A notória participação de Paul Buckmaster está nas faixas "Sway" e "Moonlight Mile" que encerrava o disco.
Repare-se então em "Moonlight Mile" onde a marca de Paul Buckmaster é bem evidente no arranjo das cordas.




The Rolling Stones - Moonlight Mile

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

The Rolling Stones - You Can't Always Get What You Want

mundo da canção nº 4

Um tema que ainda por aqui não passou e que particularmente gosto. É "You Can't Always Get What You Want" dos The Rolling Stones que agora lembramos.




Era a letra desta canção que, em Março de 1970, a revista "mundo da canção" publicava no seu nº 4.
"You Can't Always Get What You Want" fazia parte do excelente "Let It Bleed" de 1969, assim terminava a década e o melhor dos The Rolling Stones também.

Em "The Rolling Stones" de Philippe Bas-Rabérin, edição de Dezembro de 1981, pode-se ler: "A clareza de execução que domina em grande parte «Beggars banquet» encontra-se também em «Let it bleed», onde o domínio e qualidade sonoros são talvez os mais perfeitos do conjunto de discos gravados pelos Rolling Stones." e mais adiante "Mas é «You can't always get what you want» que confere ao álbum a sua dimensão final. Os sessenta elementos do London Bach Choir apresentam o tema com uma pureza de dicção britânica, dando assim à intervenção de Jagger o peso de um incidente de estúdio."

De notar ainda a presença de Al Kooper nos teclados e na trompa inicial e de Madeleine Bell nos coros.
"You Can't Always Get What You Want", uma referência entre o melhor que The Rolling Stones nos deixaram.




The Rolling Stones - You Can't Always Get What You Want

sábado, 17 de dezembro de 2016

The Rolling Stones - Love In Vain

Mais uma passagem para os sempre bem vindos The Rolling Stones.
Esclareçamos, The Rolling Stones nunca estiveram no topo das nossas preferências. E cada vez menos, ou melhor, o nosso interesse é inversamente proporcional à sua longevidade. Longevidade essa, que se por um lado é de admirar, por outro é de desconfiar. Vamos lá ver, há quantos anos (décadas?) é que não fazem um álbum a colocar entre os melhores? Não serei tão radical quanto um artigo surgido em 1972 no jornal “a memória do elefante” que punha de rastos The Rolling Stones pós “Beggar’s Banquet” (1968) parodiando num dos títulos:
 “Rolling Stones: ritmo «porreiro», voz «bestial» e depois aquele som todo pá um gajo não resiste percebes!”
 e assim os descrevia:
 “DEFINIÇÃO ACTUAL – Stones: a podridão hipócrita de um condicionalismo acústico de feira, chinfrim paranóico que afinal não passa de uma nova forma de marcha bélica, desportiva, musicata de romaria, etc., destinada (pois esta expressão «musical» tem um OBJECTIVO!) a polarizar o psiquismo de massas incultas (ou anti-cultas).”

 ou ainda,
 “Caro leitor: se julga que «Wild Horses» é a suprema beleza experimente Cohen; se quer à força música para dar saltos de raiva existencial, ouça os Doors. Com os Stones perde (pelo menos!) tempo. E tem muita sorte de não perder ainda outras coisas mais importantes. Stones: para escatófagos.”




Concedemos-lhes, no entanto, o benefício da dúvida até, pelo menos, 1971 e o álbum “Sticky Fingers” (precisamente o de “Wild Horses”, ui! e a magnífica capa de Andy Warhol). A escolha de hoje vai para “Love in Vain”, de 1969, claramente dentro da janela de validade dos The Rolling Stones.
“Love in Vain” pertencia ao muito bom álbum “Let It Bleed” com que The Rolling Stones fechavam a década, uma década que não repetiriam.



Rolling Stones - Love In Vain

terça-feira, 20 de setembro de 2016

The Rolling Stones - Honky Tonk Women

Canções que se ouviam no ano de 1969


Como vimos foram várias as canções dos The Beatles que marcaram o ano de 1969. E em relação aos rivais The Rolling Stones como é que foi esse ano?
Se em The Beatles, que há muito tinham abandonado os palcos, era reconhecida a instabilidade criativa, nos The Rolling Stones começava, segundo alguns, o melhor período da sua carreira. Depois do bem sucedido "Beggars Banquet", editado no final do ano anterior, The Rolling Stones retomam os concertos após mais de um ano sem o fazer. A 5 de Julho, 2 dias apenas depois da morte de Brian Jones, actuam gratuitamente no "Hyde Park Festival" e em Novembro começam a tournée nos Estados Unidos, onde não actuavam desde 1965.

O Concerto de Hyde Park, que se transformou na homenagem póstuma a Brian Jones.
Em The Rolling Stones de Philippe Bas-Rabérin


Em 1969, ouvia-se e muito a música dos The Rolling Stones, "Street Fighting Man", "Sympathy For The Devil" e "Honky Tonk Women" estavam entre as mais escutadas, e o ano não terminaria sem a edição de um novo álbum "Let It Bleed", com forte retorno ao Blues, donde se destacaria "Gimme Shelter", "Midnight Rambler" e "You Can't Always Get What You Want".





"Honky Tonk Women" foi editada em Single a 4 de Julho (véspera do concerto em Hyde Park) no Reino Unido, surgindo no álbum "Let It Bleed" em versão country com o nome de "Country Honk". O grande sucesso, em Single, segue para audição, estávamos no ano de 1969.



The Rolling Stones - Honky Tonk Women

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

The Rolling Stones - Let's Spend The Night Together

Alguns temas da música underground dos anos 60

Numa das várias citações que "O Mundo da Música Pop" faz de Mick Farren (1943-2013), cantor do grupo underground inglês The Deviants, ele afirma:
"Houve um tempo em que as estrelas populares da canção eram uns jovens robustos, amorosamente acarinhados pelos seus empresários. O pior que lhes podia acontecer era acusá-los de se aproximarem da morte ou do sexo ou mesmo de manter estranhas relações com os respectivos empresários. Mas foram desalojados dos seus tronos por essa brigada menos bem aceite de cabeludos, antigos estudantes das belas-artes, expulsos das universidades, beatnicks que tentavam enriquecer. Todos eles poderiam fazer aquilo que nunca interessou aos outros. Sabiam o que se estava a passar. Provavelmente, começaram a produzir a música mais honesta desde o começo da era do rock."
para logo se constatar:
"Gordon McLendon, presidente de uma cadeia de emissores locais norte-americanos ficou desagradavelmente surpreendido com estes novos discos. Irritado, deu a seguinte ordem:
«As emissoras da cadeia McLendon não transmitirão qualquer disco que ataque ou fira, consciente ou inconscientemente, a moral pública, a dignidade e bom gosto».
Por consequência, proibiu a difusão de Let's spend the night together (Rolling Stones), Penny Lane e A day in the life (The Beatles) e  Sock it to me Baby (Mitch Rider)."

Não sendo estas canções das mais identificadores do que de mais underground se fazia não deixam de constituir abordagens que à época foram ousadas ao ponto de serem banidas por certa moral estabelecida.



"Let's Spend The Night Together" gravada, em 1967, pelos The Rolling Stones, teve problemas diversos devido à sugestão de carácter sexual da letra, no "The Ed Sullivan Show" tiveram mesmo que alterar a letra passando "Let's Spend The Night Together" a ser "Let's Spend Some Time Together".



The Rolling Stones - Let's Spend The Night Together

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

The Rolling Stones - Paint It Black

A influência da música indiana na música Pop nos anos 60

The Rolling Stones, claro!, na sua rivalidade com The Beatles também não podiam ficar imunes às influências da música indiana.
Se The Beatles introduziam, em 1965, a cítara na canção "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" no álbum "Rubber Soul", em 1966 é a vez dos The Rolling Stones explorarem novos estilos na música Rock. A parceria Mick Jagger, Keith Richard assina pela primeira vez todos os temas no álbum "Aftermath" e Brian Jones toca uma panóplia de instrumentos até aí estranhos ao grupo.
"Paint It Black", editado em Single no Reino Unido posteriormente à saída de "Aftermath" e incluído na edição americana de "Aftermath", é mais um tema assinado pela dupla Mick Jagger/Keith Richard e vai ser um marco na evolução sonora dos The Rolling Stones em direção ao Rock psicadélico que se iniciava.


Brian Jones, que entretanto perdia a liderança do grupo em favor de Mick Jagger, toca a cítara dominante neste tema, acrescentando uma agradável e inovadora complexidade que os próximos discos iriam manter.

"Paint It Black" é uma das grandes canções dos The Rolling Stones e de toda a década de 60.



The Rolling Stones - Paint It Black

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

The Rolling Stones - Street Fighting Man

A contestação política do ano de 1968 verificava-se um pouco por todo lado, em particular nos Estados Unidos, mas também em Inglaterra, na contestação à Guerra do Vietname, e  em França na revolta estudantil no que ficou conhecido pelo Maio de 68. A música Rock constituía uma forma de contestação ao sistema estabelecido.

The Beatles e The Rolling Stones não foram imunes à situação política, pelo contrário, algumas canções reflectiam preocupações sociais. "All You Need Is Love", "Revolution", por parte dos The Beatles, "Satisfaction" e "Street Fighting Man" pelos The Rolling Stones são disso exemplo.

"Os Rolling Stones continuaram a actuar exclusivamente para o público jovem. Os principais actos deste público durante a segunda metade dos anos sessenta foram as manifestações e a resistência ao sistema autoritário da sociedade em que viviam. Os Rolling Stones sentiam na pele esta evolução e dirigiram a sua música até ela: com uma canção sobre a frustração geral (satisfaction), com outra sobre a emancipação sexual (Let's spend the night together) e com uma canção comercial sobre a revolução (Street Fighting Man)." do livro "O Mundo da Música Pop".

"Let´s Spend The Night Together" foi proibido nos Estados Unidos em diversas estações de rádio e
"Street Fighting Man " também é proibida em diversas cidades dos Estados Unidos.



"Ouço por todo o lado o som de pés que marcham e carregam
É que chegou o verão e é altura ideal para combater nas ruas.
Mas o que pode um pobre rapaz fazer
Senão tocar num conjunto de rock'n'roll
Porque na sonolenta cidade de Londres
Não há lugar para os guerrilheiros urbanos.
..."
início de "Street Fighting Man", eram The Rolling Stones e o ano o de 1968.



The Rolling Stones - Street Fighting Man