sábado, 30 de abril de 2022

Deep Purple - April

Os Meses do Ano em Canção


De um tempo em que as propostas de Rock mais progressivo floresciam eis a proposta para hoje. Final dos anos 60, os Deep Purple  publicam o terceiro LP, "Deep Purple" também conhecido por "Deep Purple III", o disco, da fase inicial do grupo, que ficou menos conhecido, talvez a não existência de uma canção que fosse publicada em Single para isso tenha contribuído. Um disco algo eclético, desde aproximações ao Folk, na versão longa de "Lalena" de Donovan, a aproximação ainda mais longa à música clássica na composição "April", logicamente a escolha de hoje.


https://www.discogs.com/


"April" é uma composição iniciada por Ritchie Blackmore (guitarrista) à qual John Lord (organista) acrescentou a parte clássica resultando numa sonoridade próxima do álbum ao vivo (seria a ponte para) "Concerto for Group and Orchestra" publicado de seguida. Aventuras musicais que se foram perdendo no tempo enveredando o grupo por um estilo mais Hard-Rock ou mesmo Heavy Metal.

"April is a cruel time
Even though the sun may shine
And world looks in the shade as it slowly comes away
Still falls the April rain..."



Deep Purple - April

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Alberto Ribeiro - Coimbra (Avril au Portugal)

  Os Meses do Ano em Canção


Depois de "April In Paris" que ontem recuperei na voz de Frank Sinatra, para hoje porque não "Abril em Portugal" ou melhor "Avril au Portugal" ou ainda simplesmente "Coimbra".

Originariamente a canção remonta aos anos 30 do século passado (à semelhança de "April In Paris"), mas que só terá ganho alguma notoriedade em 1947 ao ser incluída no filme "Capas Negras" onde foi interpretada por Alberto Ribeiro, chamava-se então "Coimbra". Mas foi Amália Rodrigues que a internacionalizou e que abriu o caminho para que fosse uma das canções portuguesas que mais versões conheceu e das mais conhecidas fora do país. Terá sido a francesa Yvette Giraud que a cantaria sob o nome "Avril au Portugal", depois foi um sem número de versões de nomes ilustres como Louis Armstrong e Bing Crosby.




Mas fiquemos pelo Alberto Ribeiro e o EP "Alberto Ribeiro Canta" de 1957, penso eu, onde se pode ler na contra-capa: "A sua voz de intérprete de canções de inspirada feição romântica e que... continuam a bater todos os êxitos de popularidade. Está neste caso a sua famosa criação «Coimbra», que, mal foi lançada, obteve uma vaga extraordinária e logo atravessou as fronteiras para, sob a designação de «Abril em Portugal», vir a ser dos maiores sucessos dos últimos anos."



Alberto Ribeiro - Coimbra (Avril au Portugal)

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Frank Sinatra – April In Paris

 Os Meses do Ano em Canção


Ainda no mês de Abril uma recordação bem antiga: "April In Paris".

"April In Paris" é uma composição dos anos 30 do século passado e que com o correr dos tempos se tornou um standard do Jazz. Conheceu interpretações de músicos famosos das quais realço as de Charlie Parker (1949), Sarah Vaughan (1954), Count Basie (1957), Billie Holiday (1958), Shirley Bassey (1959) e também Frank Sinatra em 1951 e novamente em 1958 no álbum "Come Fly With Me".


https://www.discogs.com/


Uma canção que se ouve bem em diferentes formatos: orquestral, cantada com acompanhamento reduzido (piano, baixo, bateria e saxofone, ouça-se Sarah Vaughan com Clifford Brown), ou ainda cantada com acompanhamento de orquestra como a versão de Frank Sinatra que escolhi para hoje. 

Estávamos em 1958 num mundo bem diferente do actual, ora desfrutemos de "April In Paris" na voz de Frank Sinatra esteja-se onde se estiver.



Frank Sinatra – April In Paris

terça-feira, 26 de abril de 2022

The Jesus and Mary Chain – April Skies

Os Meses do Ano em Canção


Dos anos 50 para os anos 80, de um Standard do Jazz de Julie London para o Rock Alternativo dos The Jesus and Mary Chain. O que têm em comum? o nome do mês de Abril no título da canção.

O Rock e o Pop-Rock têm vivido de ciclos que se esgotam rapidamente, a meio da década de 80 a novidade que tinham sido grupos como Joy Division, Durutti Column, Psychedelic Furs, Echo and The Bunnymen, Teardrop Explodes, etc.,  já tinham sido absorvidos, a novidade consumada, e falava-se até do fim do Rock. Eis que tal, inspirados nas cinzas que iam dos The Velvet Underground aos recentes e já históricos Joy Division, surge na Escócia um grupo que dava pelo nome The Jesus and Mary Chain que vinha dar novo fôlego e renovar o "velho" Rock.

Com um som alternativo centrado nas guitarras, então pouco utilizadas face ao Pop Electrónico dominante, dos irmãos Jim e William Reid, editaram em 1985 o primeiro e fulgurante "Psychocandy", um dos discos mais marcantes da década.




Seguiu-se "Darklands" em 1987, um todo nada menor que "Psychocandy", e lá estava a abrir o lado B a canção para hoje "April Skies", editada há 25 anos no mês de Abril.

Amores e desamores sob o céu de Abril...

...But that's the way that you are
And that's the things that you say
But now you've gone too far
With all the things you say
Get back to where you come from
I can't help it
Under the april skies
Under the april skies
Under the april sun Under the april skies...



The Jesus and Mary Chain – April Skies

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Julie London - I'll Remember April

  Os Meses do Ano em Canção


Estas minhas passagens por canções que contêm um mês do ano no seu título têm lugar marcado para Julie London. Não conheço outro artista que tivesse feito um álbum em que cada canção é referente a um diferente mês do ano.

Cantora e actriz Julie London (1926-2000) revelou-se musicalmente a meio da década de 50 tendo efectuado gravações até final dos anos 60. O seu maior sucesso foi a primeira gravação que efectuou em Single com a canção "Cry Me a River" (relembre-se aqui) e também os primeiros LP, seria praticamente esquecida na década de 60 tal a avalanche que o Pop e o Rock provocaram.




Intérprete, sobretudo de standards de Jazz, edita em 1956 o álbum "Calendar Girl", o tal que continha as canções para todos os meses do ano e ainda "Thirteenth Month".

Para hoje, claro, é a canção referente a Abril, "I'll Remember April" uma canção dos anos 40, um amor que não se esquece quando se lembra o mês de Abril...

This lovely day will lengthen into evening
We'll sigh goodbye to all we ever had
Alone where we have walked together
I'll remember April and be glad...



Julie London - I'll Remember April

domingo, 24 de abril de 2022

Simon and Garfunkel – April Come She Will

 Os Meses do Ano em Canção


Retomo um tema já antigo onde procuro canções que têm um mês do ano no seu título, neste caso o mês de Abril. E eu começo com uma canção de Simon and Garfunkel, "April Come She Will".

Em 1965 Paul Simon encontrava-se, tal como outros cantores americanos como Jackson C. Frank e Tom Paxton, em Londres onde frequentava bares e clubes de música Folk. Ashley Hutchings, futuro fundador dos Fairport Convention recorda-o, no livro biografia de Sandy Denny "I've Always Kept a Unicorn", numa noite no clube Les Cousins: "He was top of the bill with Bert Jansch, Phil Ochs and Danny Kalb,... Paul Simon got up on stage and said, "Before I start I just want to tell you that I've just had a phone call from America to say that Sounds of Silence has just gone number one... They put Fender guitars on it", with a grimace on his face".

Simon and Garfunkel tinham já publicado o seu primeiro álbum em 1964, onde constava a primeira versão de "Sounds of Silence", seria uma remistura da canção com novo arranjo de guitarras e bateria que iria alcançar os Top e à qual Paul Simon se referia.


https://www.discogs.com/


Foi durante a estadia de Paul Simon em Londres que efectuou, só com um microfone, as gravações que seriam editadas ainda em 1965 sob o nome "The Paul Simon Songbook" e era lá que constava esta primeira versão da canção de hoje "April Come She Will".



Paul Simon – April Come She Will

Mas seria no segundo álbum de Simon and Garfunkel, "Sounds of Silence" com o nome a capitalizar o anterior êxito da canção, que nova versão surgiria muito melhor produzida e com Art Garfunkel a tomar a voz principal.


Edição portuguesa ref: CBS 62690 de 1968, 350$00 (1,75€)


Não chegam a dois minutos esta pérola que nos trás as mudanças dos meses (ou mudanças de humor?) inspirada numa canção de embalar que a namorada de Paul Simon então cantarolava.

"A Child's counting rhyme, a cuckoo calling, a country walk, a changing love, a changing love, a tune that lilts like soft wings across the trees", conforme texto do LP original "The Paul Simon Songbook".



Simon and Garfunkel – April Come She Will

sábado, 23 de abril de 2022

José Afonso - No Lago do Breu

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


A última página do jornal "DISCO MÚSICA & MODA", no seu nº 9, ia para a música portuguesa num artigo intitulado precisamente "Haverá Uma Música Nova em Portugal?".

Trata-se de um texto  de um leitor, selecionado pelo jornal, subordinado ao tema "A nova música portuguesa" e que o autor desenvolve de forma peculiar transformando a afirmação numa interrogação. Fosse o texto escrito no final do ano de 1971 e muito provavelmente a questão não se poria, estávamos mesmo na presença de uma nova música portuguesa.

No artigo recua-se ao início dos anos 60 com a transformação da balada de Coimbra da qual José Afonso foi o principal protagonista, depois à influência da música Pop anglo-americana de que o Quarteto 1111 foi um bom exemplo com o seu "El-Rei D. Sebastião", até ao movimento dos "baladeiros" já no final da década "apoiados em formas musicais extremamente simples" onde se canta "um certo número de coisas que eram inadiáveis" e finalmente a problemática da absorção pela sociedade de consumo de todo este movimento.




A minha proposta vai para o início e no início estava José Afonso com, por exemplo, este "No Lago do Breu", "algo de novo na música portuguesa."



José Afonso - No Lago do Breu

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Jorge Peixinho - CDE

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Num país de reduzidas manifestações culturais e onde a pouca oferta se centrava em Lisboa e Porto era notícia no nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA", sob o título "Música em Óbidos", "uma manifestação musical que, juntamente com a de natureza plástica, chamou à vila grande número de interessados (provenientes de Lisboa, Coimbra e Porto)". Por um lado interessante esta descentralização, por outo, pelos vistos a assistência era bem citadina.

Tal manifestação foi constituída numa primeira parte por músicos de Jazz nacionais e uma segunda parte pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa onde se destacava Jorge Peixinho.




Jorge Peixinho (1940-1995) foi um compositor e pianista que se notabilizou no desenvolvimento da música experimental de improvisação. Em 1970 criou o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa que é referido no texto e que actuou em Óbidos "Espalhados estrategicamente pelos três pisos da galeria e utilizando variada instrumentação: piano, flauta, clarinete, trompete, viola, violino, flauta de êmbolo e inúmeras percussões..." a que "O público assistiu impassível" com "disciplinados aplausos finais...".

Segue o início da composição "CDE" composta por Jorge Peixinho em 1970 e assim se ficar com uma ideia do tipo de música que se poderá ter ouvido naquela noite de 15 de Maio de 1971.

(Já agora note-se a programação do Festival de Jazz de Newport daquele ano)



Jorge Peixinho - CDE

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Leonard Cohen - Sisters Of Mercy

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Em 1971 Leonard Cohen não era assim tão conhecido como se possa pensar. A meu ver o seu reconhecimento mais alargado veio bem mais tarde, década de 80, digo eu, com canções como "Dance Me to the End of Love" e "Hallelujah".

Em 1971 Leonard Cohen publica aquele que é o meu disco preferido, "Songs of Love and Hate", era o culminar da trilogia de álbuns "Songs..." e não tivesse publicado mais nada e teria na mesma lugar entre os compositores, cantores mais influentes da música popular.

O jornal "DISCO MÚSICA & MODA" dedicava-lhe um artigo no seu nº 9 intitulado "Leonard Cohen Poeta por Profissão" onde se relata a carreira fundamentalmente a vertente poética da sua obra. Lembre-se que Leonard Cohen tinha já 37, tendo primeiro sido poeta e só na segunda metade dos anos 60 ter abraçado a música e começado a cantar a sua poesia.





Para hoje recuo ao 1º LP, "Songs of Leonard Cohen" de 1967 e lá encontro mais esta pequena maravilha, "Sisters Of Mercy", "All the sisters of mercy, they are not departed or gone..."




Leonard Cohen - Sisters Of Mercy

terça-feira, 19 de abril de 2022

Tommy James - Church Street Soul Revival

  DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Tommy James é um nome pouco conhecido e que muito poucas memórias produz, excepção feita a "Crimson And Clover" de 1969 ainda como Tommy James and The Shondells e que em tempos já recordei.

Com o fim do grupo em 1970 Tommy James segue carreira a solo e dela não me ficou nada até encontrar neste nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" onde se dava conta da edição do Single com as canções "Church Street Soul Revival" e "Draggin' the Line".



As duas extraídas do LP de pouca inspiração "Christian of the World". Quanto ao Single "Temos portanto que este disco de Tommy James nada vem acrescentar àquilo que ele já tinha mostrado. As suas intenções continuam as mesmas e portanto continua a não interessar mesmo nada." no dizer do crítico que eu acompanho.

Pode ser que alguém se lembre deste "Church Street Soul Revival". Ora aqui vai.



Tommy James - Church Street Soul Revival

domingo, 17 de abril de 2022

Neil Diamond - He Ain't Heavy, He's My Brother

  DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Da secção "Novos Discos" do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" surgia no seu nº 9 a crítica ao LP "Tap Root Manuscript" de Neil Diamond então por cá editado. Dele saíram várias canções bem populares na época como "Cracklin' Rosie", "He Ain't Heavy, He's My Brother" e "Soolaimón" que fizeram deste álbum dos mais bem sucedidos de Neil Diamond.




Se Neil Diamond nunca esteve no topo das minhas preferências também é verdade que na frescura da minha adolescência as canções de Neil Diamond me tocavam e as ouvia com agrado. Quanto à crítica referida ela não era nada favorável, escrevia-se "...Neil Diamond nunca foi o autor importante que muita gente dele quer fazer" e concluía-se relativamente a "Tap Root Manuscript": "... embora com alguns bons apontamentos, nada tem de especial, um álbum em que o cabotinismo e as falsas intenções parecem ser preponderantes."

Fica uma bela canção, por sinal a única não composta por Neil Diamond e grande sucesso em 1969 pelos The Hollies, "He Ain't Heavy, He's My Brother" que para o crítico teve uma interpretação "... infeliz, excessivamente infeliz." Na realidade não iguala o original mas mesmo assim não deixa de ser agradável a sua audição.



Neil Diamond - He Ain't Heavy, He's My Brother

sábado, 16 de abril de 2022

James Taylor - Sunny Skies

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


"Sweet Baby James" de James Taylor é um dos melhores discos da década de 70. A década estava mesmo no seu início (1970) quando o LP foi publicado, era o segundo trabalho de longa duração de James Taylor e provavelmente o melhor de toda a longa carreira que ainda hoje mantem.

Foi uma das minhas preferências maiores da minha juventude, pena foi que não mantivesse um nível qualitativo como o que o tornou tão popular naqueles anos. Desse tempo ficaram temas tão bons como inesquecíveis como "Sweet Baby James", "Country Road", "Fire and Rain", "You Can Close Your Eyes" e a eterna "You've Got a Friend" composta pela também saudosa Carole King.

Em 1971 seguiu-se mais um grande álbum "Mud Slide Slim and the Blue Horizon". Encontrava-se já editado nos Estados Unidos quando o jornal "DISCO MÚSICA & MODA" dá nota da edição do Single com os temas "Country Road" e "Sunny Skies" ambos tirados do álbum anterior.



Daí que a crítica refira "...não se ver lá muito bem qual a razão da edição deste single, para já porque saiu novo álbum e portanto teria muito mais interesse dar a conhecer composições desse álbum...", para concluir que "apesar da qualidade das duas composições não parece este single ser de recomendar. E isso por uma razão simples: é que vale muito mais a pena, para quem não as conheça ainda, comprar o LP de James Taylor."

Passados tantos anos mantem-se o prazer de ouvir James Taylor, "Country Road" já aqui se encontrava, ouça-se então "Sunny Skies".



James Taylor - Sunny Skies

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Bread - Take Comfort

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Neste nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" a página dedicada a "Novos Discos" era dedicada a três Singles e um LP que terão por essa altura por sido editados.

Numa altura em que a expressão musical se fazia sobretudo com a edição de discos de longa duração (LP) e as obras conceptuais ganhavam terreno com complexidades musicais acrescidas, algumas delas bem desenvolvidas e cativantes eis que são sugeridas 3 propostas bem nas antípodas daquelas novas sonoridades.

Comecemos pela primeira, tratava-se do grupo norte-americano Bread com o Single que incluía "If" como canção principal e que noutra ocasião já aqui a disponibilizei.




Espero que neste momento não estejam com vontade de ouvir música de maior complexidade pois "... o som como o dos Bread é óptimo para ocasiões em que não estamos predispostos para ouvir essa música mais complexa e que ela se torna inclusivamente repousante depois da audição desta."

Fica o lado B deste Single "Take Comfort" com  título a condizer com o ambiente criado.



Bread - Take Comfort

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Klaus Voormann - My Sweet Lord

  DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Mais um artigo do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" desta vez dedicado a Klaus Voormann.

Klaus Voormann é um músico, produtor e também artista gráfico, neste campo mais conhecido pela capa do álbum "Revolver" editado por The Beatles em 1966. Deste músico nascido na Alemanha só lhe conheço um único álbum editado sob o nome Voormann & Friends já em 2009, mas os mais atentos saberão que colaborou com nomes tão importantes como, por exemplo, Manfred Mann, John Lennon, George Harrison, Ringo Starr, Lou Reed e Carly Simon.




A amizade de Klaus Voormann pelos The Beatles remonta aos primeiros anos da década de 60, ainda não eram conhecidos e tocavam em bares em Hamburg na Alemanha. Amizade perdurou nos tempos e especulou-se mesmo na reformulação dos The Beatles tendo Klaus Voormann como substituto de Paul McCartney o que nunca se verificou.

Aos 70 anos de idade grava o tal único álbum, "A Sideman's Journey", onde Klaus Voormann recria com amigos canções nas quais ele teve, noutros tempos, participação. É o caso de "My Sweet Lord" aqui na voz de Bonnie Bramlett (conhecida duo Delaney & Bonnie).



Klaus Voormann - My Sweet Lord

terça-feira, 12 de abril de 2022

Peter, Paul and Mary - 500 Miles

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Do Folk de ontem da Grã-Bretanha com os Magna Carta para o Folk norte americano dos Peter, Paul and Mary. O motivo é simples, é o artigo que vinha publicado no jornal "DISCO MÚSICA & MODA" em que se anunciava o fim do trio (também os Magna Carta eram um trio) norte-americano.

E é sempre com renovado prazer que volto aos Peter, Paul and Mary que tanto apreciei e ouvi. Vozes e harmonias perfeitas davam corpo e uma forma simples a belas canções que fizeram parte da minha meninice juventude.

Entre 1961 e 1970 editaram 10 álbuns de estúdio que são um belo retrato da melhor Folk então praticada. Diz o artigo que "Quando se ouvem de novo os discos do princípio da carreira de Peter, Paul & Mary... tem-se, de princípio, a impressão de escutar uma música... «fora de moda»." mas que "prestando mais atenção... conclui-se que, afinal, a música não é nada «démodée», precisamente porque o trio nunca se preocupou com estar na moda, o que é uma feliz coincidência entre o que cantavam e o que as pessoas queriam ouvir."




Coincidência que hoje, penso eu, não se verificaria pois é um estilo de música que parece estar arrumado nas prateleiras e que não tem a preferência da juventude actual, mas, para mim, é efectivamente fora de moda e a ela volto com regularidade.

Recuamos então a 1962 ao primeiro LP dos Peter, Paul and Mary para desta vez recordar "500 Miles", mais uma pequena maravilha deste trio único e que tantas saudades transporta.



Peter, Paul and Mary - 500 Miles

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Magna Carta - Winter Song

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971

Espero um dia ter tempo e vontade para poder fazer uma passagem alargada pela música Folk das ilhas Britânicas em particular a que se desenvolveu nos anos 60 e 70 do século passado. É lá que, ainda hoje, encontro as minhas maiores preferências e que me continuam a dar momentos inesgotáveis de deleite.

"A Folk Inglesa" é um texto publicado no nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" de Junho de 1971 e que terá sido um dos primeiros que li sobre a música vinda daqueles lados e que ia conseguindo ouvir num ou outro programa de rádio mais atento e informado sobre a música popular estrangeira que de alguma forma fazia parte e ajudava na transformação social que então se assistia.

Lá vinham referidos nomes que eu já conhecia como The Incredible String Band, Fairport Convention, Fotheringay, Sandy Denny, Magna Carta, Cat Stevens e outros que penso agora ainda não teria ouvido como os de Pentangle, Bert Jansch (com sublinhados meus feitos em 1971) e John Renbourn que ficaram registados na minha memória para à primeira oportunidade os conhecer.




Os Magna Carta que hoje vou recuperar pela primeira vez, era um dos grupos referidos no artigo onde são referidos os 2 LP que eles tinham então editados. "Times of Changes" e "Seasons". Era este último que eu conhecia e que infelizmente só o consegui arranjar já no tempo dos CD.

É desta "interessante tentativa para misturar a canção «folk» com o poema sinfónico" que proponho para audição 



Magna Carta - Winter Song

domingo, 10 de abril de 2022

Santana - Samba Pa Ti

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Ainda nas páginas centrais do nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" espaço para um texto sobre os Santana, o grupo liderado pelo mexicano Carlos Santana o responsável maior por introduzir a música latino-americana nas sonoridades Pop-Rock então dominantes.




"Carlos Santana, guitarrista e leader do grupo, assina-se por uma tal clareza de execução, que desarma à primeira audição: as frases parecem demasiado simples e nítidas para que se possa ter a certeza de as ter ouvido totalmente; o seu dedilhado claro, que lembra o de B. B. King, oposto a toda a sua outra orientação melódica, está na origem do contraste melódico-rítmico inerente ao grupo." pode-se ler neste texto.

Em Junho de 1971 estavam somente editados os dois primeiros e fundamentais álbuns dos Santana, respectivamente "Santana" e "Abraxas", sendo este último o disco que provavelmente naqueles tempos mais rodou no meu gira discos. Era completamente arrebatador, de "Black Magic Woman" a "Hope You're Feeling Better", passando por "Oye Cómo Va" e ao ainda hoje irresistível "Samba Pa Ti" a síntese perfeita do chamado Rock Latino ou a ligação de "B. B. King a Hendrix" no dizer do texto.



Santana - Samba Pa Ti

sábado, 9 de abril de 2022

Bob Dylan - A Hard Rain's A-Gonna Fall

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


O principal destaque deste nº do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" ia para Bob Dylan com foto na capa e ocupando boa parte das páginas centrais.

"Bob Dylan: «Não deixarei de dizer o que sinto»" era o título do artigo onde se dava a conhecer aquele que reclamava em Woody Guthrie uma das suas principais influências e que rapidamente se tornaria no porta-voz de uma juventude ávida a mudanças e justiça social: "A juventude americana, os contestatários, os grupos de facção vêm-no como um (chefe) errante." lê-se no artigo e ainda "Ele estava, tal como os intérpretes do «folk» e dos «blues» que o influenciaram, especialmente ligado à luta dos pobres, dos excluídos, da minoria que tinha de lutar para sobreviver num mundo difícil e indiferente em relação ao seu problema." 






Musicalmente a sua música era intrinsecamente Folk com forte influência do Blues até meados da década de 60 quando passou a usar guitarra eléctrica e descobriu o Folk-Rock, quanto às letras, o vencedor do prémio Nobel da Literatura de 2016, não se considerava um poeta e dizia "A tudo o que posso cantar chamo uma canção, a tudo o que não posso cantar, chamo um poema".

Para hoje recupero uma das canções mais carismáticas de Bob Dylan do início da sua carreira, "A Hard Rain's A-Gonna Fall" pertencia ao LP "The Freewheelin' Bob Dylan" e tinha sido editado em 1963.



Bob Dylan - A Hard Rain's A-Gonna Fall

sexta-feira, 8 de abril de 2022

The Raeletts - One Hurt Deserves Another

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Na continuação dos dois artigos anteriores sobre a música negra publicados no jornal "DISCO MÚSICA & MODA" no seu nº 9 de 1 de Junho de 1971, mais um texto da mesma página intitulado "Os desconhecidos que «suportam» as vedetas", ou seja, à semelhança do que ontem vimos, grupos vocais negros a maior parte dos quais sem grande visibilidade e que pelo menos internacionalmente não foram conhecidos.

Eis alguns: The Ikettes, que acompanharam Ike and Tina Turner, Jeanne and The Darlings que serviram de suporte a Otis Redding, Hot, Buttered & Soul suporte de Isaac Hayes, The Raelettes de Ray Charles , as Clarettes a Clarence Carter, etc., etc..




Uns gravaram em nome próprio outros nem por isso, escolho The Raelettes que se constituíram em 1958 como grupo vocal de apoio a Ray Charles e com variadíssimas constituições mantiveram-se até à morte deste em 2004. Efectuaram gravações em nome próprio na segunda metade dos anos 60, início dos anos 70. Escolho "One Hurt Deserves Another" que julgo tratar-se do primeiro Single de 1967.



The Raeletts - One Hurt Deserves Another

quinta-feira, 7 de abril de 2022

The Sweet Inspirations - Sweet Inspiration

  DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


A página deste nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" dedicada à música negra continha mais dois artigos o primeiro dos quais tinha o título de "O Soul das Sweet Inspirations" e era sobre um grupo vocal feminino que dava pelo nome The Sweet Inspirations.




Muitos grupos vocais deu a música negra nos anos 50 e 60 passados, alguns bem conhecidos e que ficaram na história, a maior parte não chegaram a ter reconhecimento publico ficando quase todos por grupos de estúdio que faziam o acompanhamento de nomes de sucesso. The Sweet Inspirations foi um deles, do qual sinceramente não tenho qualquer memória mas que gravaram, conforme diz o texto, com nomes importantes como Wilson Picket, Ben E. King, Nina Simone e a Aretha Franklin. Portanto, provavelmente ouvi estas The Sweet Inspirations em algum disco destes artistas.

Na composição doo grupo passaram nomes que depois tiveram carreiras a solo relevantes como foi o caso das conhecidas Dionne Warwick e da sua irmã Dee Dee Warwick que fizeram parte da formação inicial nos primeiros anos da década de 60.

As primeiras gravações em nome próprio surgiram em 1967 dele constando a canção inspirada no nome do grupo. "Sweet Inspiration" teria versões de nomes como Barbra StreisandWilson Pickett e Rita Coolidge.



The Sweet Inspirations - Sweet Inspiration

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Nina Simone - Here Comes The Sun

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Ainda no artigo de ontem sobre Joe Cocker refere-se a influência decisiva que "Sargeant Pepper's Lnely Hearts Club Band" teve na carreira de outros artistas. Acrescentando-se que o mesmo aconteceu com quase todos os outros álbuns dos Beatles: as suas melhores músicas conheciam logo as mais diversas versões de artistas conhecidos  e sobretudo desconhecidos em busca de fama.

A página seguinte do nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" era dedicado à música negra sendo um dos textos um "Noticiário" com as novidades em disco de músicos negros uns bem conhecidos outros nem por isso. Fico-me pela Nina Simone e pelo então mais recente álbum "Here Comes The Sun".





Ou seja a bem conhecida Nina Simone, pianista e cantora de Jazz, Blues e outras músicas, também a ela The Beatles não foram indiferentes ao ponto de intitular um álbum com uma canção bem conhecida do grupo de Liverpool, "Here Comes The Sun".

Grande intérprete Nina Simone não se fazia rogada em verter para o seu reportório canções de outras paisagens musicais de Sandy Denny, Leonard Cohen, Bob Dylan a Charles Aznavour, Jacques Brel e Gilbert Bécaud. Para ouvir fica a versão da canção de George Harrison, ora aí vai "Here Comes The Sun".



Nina Simone - Here Comes The Sun

terça-feira, 5 de abril de 2022

Joe Cocker - Something

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


"Joe Cocker: o círculo está completado" assim se intitulava o texto dedicado a Joe Cocker publicado no nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" estávamos em Junho de 1971.

Joe Cocker (1944-2014) foi um cantor inglês dotado de uma voz rouca muito peculiar que se dava particularmente bem em canções Rock cantadas com o seu quê de Blues. O artigo em causa passa em revista a sua então ainda curta carreira mas bem relevada na altura granjeando grande popularidade entre a juventude, em particular depois da participação no Festival de Woodstock em 1969.

No seu início destacou-se pela sua capacidade de interpretar canções que não suas e dar-lhe um cunho pessoal inconfundível. The Beatles encontrava-se entre aqueles a quem Joe Cocker "roubou" mais canções, a começar pela inconfundível "With a Little Help from My Friends" que segundo a artigo "... chegou mesmo a alcançar mais popularidade do que a dos próprios Beatles e depressa o guindou ao primeiro plano no panorama musical contemporâneo".




Em 1970 realiza a famosa turnê "Mad Dogs & Englishmen" da qual resultou um duplo álbum, um dos melhores trabalhos ao vivo que conheço, e nele lá estava mais um bela interpretação de uma canção dos The Beatles, "Something", que agora se recorda.



Joe Cocker - Something

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Jefferson Airplane - Mexico

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Continuando a folhear o nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" publicado a 1 de Junho de 1971 para parar no próximo artigo: "«Jefferson Airplane» - O fim da viagem". Um texto de Hélio Sousa Dias que relata o percurso do grupo Jefferson Airplane desde a sua formação em 1965 a 1970. Segundo o texto, a começar pelo título, o fim do grupo é sugerido e afirma-se mesmo no final: "Talvez agora a sua missão tenha chegado ao fim. O Jefferson Airplane aterrou."

Na realidade tal não aconteceu, apesar das alterações no grupo e projectos paralelos, Jack Casady, Paul Kantner, Jorma Kaukonen e Marty Balin formam os Hot Tuna, os Jefferson Airplane manter-se-iam, embora em declínio, até 1973 com a publicação de ainda mais 2 LP.




Quanto à importância dos Jefferson Airplane, estamos falados, foram simplesmente um dos grupos mais importantes da costa West dos Estados Unidos e do movimento musical surgido na segunda metade da década de 60 centrado em São Francisco. E apesar do sucesso que temas como "Somebody To Love" e "White Rabbit" tiveram, lembro-me bem de os ouvir, não tiveram por cá a devida divulgação como aliás outros grupos da West Coast Sound.

"Mexico" era a canção mais recente dos Jefferson Airplane, primeiro editada em Single em 1970 e só em álbum na compilação "Early Flight" já em 1974. Trata-se de uma canção anti-Nixon então presidente dos Estados Unidos e a sua campanha anti-drogas.





Jefferson Airplane - Mexico

domingo, 3 de abril de 2022

Beatnicks - Cristine Goes to Town

DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Na sequência do Regresso ao Passado de ontem ainda o Festival Pop 71 realizado em Coimbra, a proposta para hoje vai para os vencedores do concurso desse Festival concretamente o grupo de Rock Beatnicks que ganhou os prémios de Melhor Conjunto, Melhor Música e Melhor Letra para a canção "Cristine Goes to Town" e Melhor Baterista para Mário Ceia.

Na página seguinte dedicava o jornal "DISCO MÚSICA & MODA" um artigo intitulado "a insistência fez os Beatnicks" onde se dava conta do percurso dos Beatnicks desde 1965 onde participaram no Concurso de Conjuntos Ié-Ié realizado no Teatro Monumental em Lisboa.



Com uma constituição instável que foi sofrendo alterações ao longo dos anos, a formação que apresentavam em 1971 tendo Rui Pipas na guitarra foi pioneira no Hard-Rock em Portugal. A prová-lo o EP gravado em 1971 que incluía o tema vencedor do Festival Pop 71, "Cristine Goes to Town".



Beatnicks - Cristine Goes to Town

sábado, 2 de abril de 2022

Vickie com o Conjunto Académico João Paulo - I (Who Have Nothing)

  DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


1971 foi um ano particularmente interessante para a música, não só internacional mas também no panorama nacional. Quer na música de raízes mais populares com a renovação operada com a aparição dos primeiros discos de Sérgio Godinho e José Mário Branco, mas também na área do Rock, não esquecer a realização do 1º Festival de Vilar dos Mouros naquele ano. As influências Rock repercutiam-se em Portugal com os grupos portugueses a aderirem a sonoridades mais pesadas conforme os gostos internacionais e as iniciativas de divulgação de novos grupos começava a desenvolver-se fora da capital.

Festival Pop 71 foi uma dessas iniciativas que pelos vistos, de acordo com o artigo publicado no jornal "DISCO MÚSICA & MODA", não terá corrido bem.





A adesão terá sido fraca e os grupos a concurso deixado a desejar. Houve ainda os convidados, de acordo com o jornal por lá passaram os Mini-Pop que surpreenderam, Paulo de Carvalho com os Pentágono, Sérgio Borges e o Conjunto João Paulo e a Vickie.

Vickie era uma cantora sul-africana que terá actuado com o Conjunto João Paulo em Lourenço Marques, Moçambique e que veio para Portugal com o grupo. Por cá gravou dois discos tendo por acompanhamento precisamente o Conjunto João Paulo. Recordo um dos temas então gravado "I (Who Have Nothing)", uma canção que ficou bem conhecida na versão de Shirley Bassey em 1963.



Vickie com o Conjunto Académico João Paulo - I (Who Have Nothing)

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Fausto - Denúncia Involuntária da Atracção

 DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Para hoje a primeira passagem pela música portuguesa neste nº 9 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA", intitulado "Fausto: Uma Nova Dimensão para a Poesia Africana" é o artigo dedicado a Fausto a ocupar quase 2 páginas do jornal.

Terá sido muito provavelmente o primeiro artigo que li sobre Fausto, numa altura em que já estavam editados um EP (1969), o tal de "Chora, Amigo Chora", um LP, "Fausto", (1970) e o Single dele extraído com "África" e "Ó Pastor Que Choras". 





O LP revela um Fausto ainda a dar os primeiros passos de uma carreira que o iria colocar como uma das referências maiores de sempre da nossa música popular, mas mostra já um Fausto comprometido com a renovação do panorama musical português tão pobre e comprometido com o regime político de então.

Deste primeiro álbum que devia ser devidamente recuperado, parece que não se sabe ao certo onde estão as bobinas originais, escolho o único tema que não tem a sua assinatura mas sim as de António Pinho e Luís Linhares a dupla que nos tinha dado a excelente Filarmónica Fraude. É esse tema "Denúncia Involuntária da Atracção" bem na linha de outros por eles assinados, espero que gostem, estávamos em 1970!



Fausto - Denúncia Involuntária da Atracção