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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

John Cale - The Hall of Mirrors in the Palace at Versailles

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


A importância que tiveram na história do Rock e a influência que exerceram ao longo dos anos em muitos grupos é absolutamente ímpar, eles foram The Doors e The Velvet Underground.

Em 1971 praticamente já não existiam, nem uns nem outros, The Doors oficialmente terminaram em 1973, mas, na realidade, a morte de Jim Morrison em 1971 marca o fim dos The Doors que conhecemos, quanto aos The Velvet Underground oficialmente também terminaram em 1973, mas a saída de Lou Reed em 1970 e a edição nesse ano de "Loaded" marca o verdadeiro fim do grupo. Aliás já lá não estava John Cale e muito menos a "mal" amada Nico que só colaborou no primeiro LP.

Como já tinha dito em Regresso ao Passado anterior são os discos dos The Doors, Lou Reed, John Cale e Nico de 1971 que o Miguel Esteves Cardoso selecciona naquele ano e os vai considerar como marcantes no que seria o renascer do Rock no final da década de 70.
Depois de lembrar "L.A. Woman" e "Lou Reed", hoje é a vez de "Church of Anthrax" de John Cale ao qual Miguel Esteves Cardoso confere 3 estrelas.
Diga-se que "Church of Anthrax" não é um exclusivo de John Cale mas sim uma colaboração com Terry Riley, pioneiro no minimalismo musical.


https://en.wikipedia.org



"Church of Anthrax" é um disco de Rock experimental situando-se na vanguarda artística da época, era composto somente por 5 faixas onde destaco "The Hall of Mirrors in the Palace at Versailles" ponto de encontro do minimalismo com o Rock e o Jazz.




John Cale - The Hall of Mirrors in the Palace at Versailles

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Nick Drake - Fly

O violino no Rock

E poderíamos ter ficado pelo Regresso ao Passado de ontem, com os Seatrain, para concluir esta passagem pelo violino no Rock. Foram 18 recordações bem representativas da utilização do violino em contexto Rock e Folk-Rock. As escolhas foram todas centradas no final da década de 60, início da de 70, época em que foi, de facto, revolucionário a introdução do violino numa conjuntura que se lhe poderia considerar estranha.
De então para a cá a situação banalizou-se e hoje em dia já ninguém considera invulgar ou audaz ouvir-se um violino numa formação Rock. Daí que ser´quase impossível ser-se exaustivo nas recordações do violino no Rock nos últimos 50 anos. Não passaremos, no entanto, a outras músicas antes de referirmos mais algumas situações em que achamos merecer destaque o emprego do violino.
Nalgumas delas o violino faz parte integrante da sonoridade do grupo, noutras é ocasional mas relevante.
Continuamos ainda com recuperações mais antigas e desta vez voltamos novamente a John Cale, ou melhor à colaboração de John Cale no álbum "Bryter Layter" de Nick Drake.




Nick Drake (1948-1974) deixou-nos 3 álbuns de originais no curto período de 1969 a 1972, o suficiente para se tornar uma figura de culto da música popular. Pouco conhecido tem vindo progressivamente a ser descoberto quer pela reedição dos seus discos originais, quer por várias compilações a manterem viva a memória de um grande escritor e intérprete de canções.

Os arranjos de cordas eram normais nas suas composições, mas o destaque que temos vindo a fazer é para o violino enquanto instrumento isolado no universo da música Rock ou, neste caso, da música Folk. Vamos pois para a deliciosa canção "Fly" do álbum "Bryter Layter", um disco maravilho e cheio de melancolia,  onde John Cale toca, para além de cravo, a viola de arco, num contexto tão diferente do que conhecíamos dos The Velvet Underground. No baixo, ainda a colaboração de Dave Pegg (Fairport Convention).



Nick Drake - Fly

sábado, 15 de outubro de 2016

The Velvet Underground , John Cale e "The Velvet Underground & Nico"

Agora que descobri as fichas que há muitos anos comecei a elaborar com os grupos e discos de então, aqui vão as referentes aos The Velvet Underground, a John Cale e ao primeiro álbum "The Velvet Underground & Nico".














The Velvet Underground - Heroin

O violino no Rock


The Velvet Underground tem um lugar à parte na história do Rock, digamos que tivemos The Velvet Underground e os outros.

Um grupo experimental a executar música de vanguarda será uma das possíveis definições para este grupo de Nova Iorque formado contra a corrente (flower-power, west coast sound) em 1965.
Em "Superstars - Andy Warhol e os Velvet Underground" pode-se ler:
"Os Velvet Underground foram a primeira e a melhor banda de rock de vanguarda. Foram vanguardistas no verdadeiro sentido de exploradores de territórios desconhecidos. As suas canções não só tinham um som diferente como exprimiam atitudes, sensações e experiências nunca antes ouvidas no rock'n'roll. Conduziram a música tão longe quanto era possível sem perda de consciência (o que os separa dos seus contemporâneos da década de 60 que a perderam) e estabeleceram um quadro de referências para o género (combinando poesia e lixo, primitivismo e sofisticação, delicadeza e violência). Fundaram virtualmente as bases para uma nova geração de rock'n'roll. Influenciaram as gerações seguintes mas não a sua."

A formação principal ocorreu de 1966 a 1968 e tinha Lou Reed (1942-2013), na voz e guitarra, John Cale na voz, teclados, baixo e violino (na realidade tratava-se de uma viola de arco, ligeiramente maior que o violino e com um som mais grave), Sterling Morrison (1942-1995), na voz e guitarra e Maureen Tucker na bateria.




Para a ilustração do violino no Rock mantemo-nos no primeiro LP de 1967, o famoso "The Velvet Underground & Nico" com a cantora germânica Nico (1938-1988) e produção de Andy Warhol.

São várias as faixas onde John Cale, principal responsável pela sonoridade neste álbum, exibe o seu heterodoxismo ao tocar a electrificada viola de arco, a escolha vai para o tema de Lou Reed, "Heroin".


The Velvet Underground - Heroin

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Superstars - Andy Warhol e os Velvet Underground

Nº 22 da colecção Rei Lagarto "Superstars - Andy Warhol e os Velvet Underground" é uma edição da Assírio & Alvim de 1992, com tradução, actualização e anexos de João Lisboa.


É constituído por três partes, "Heróis" uma entrevista de Christian Fevret aos elementos do grupo, "Dicionário" tudo de A a Z sobre The Velvet Underground e Anexos organizados por João Lisboa.

"Perante a fuga à agonia urbana reivindicada pelo movimento hippie, os Velvet Underground davam mais importância às grandes cidades, optando por enfrentá-las a partir do interior e esgrimindo as mesmas armas: o ruído anárquico do grupo frente ao ruído atroador das urbes. Eles eram Nova Iorque, eram o reflexo das suas ruas e das suas gentes, chegando a encarnar o mais duro e puro som da metrópole de forma obsessiva e autodestrutiva." na entrada Urbanos da letra U.

The Velvet Underground - All Tomorrow's Parties

Talvez o grupo com menos popularidade e o que se revelou mais importante na história do Rock: The Velvet Underground.

Formados por Lou Reed (1942-2013), John Cale, Sterling Morrison (1942-1995) e Maureen Tucker dão o primeiro concerto como The Velvet Underground a 11 de Novembro de 1965.
The Velvet Underground foi a primeira e a melhor banda de Rock de vanguarda.
O termo vanguarda, tantas vezes mal utilizado, aplica-se aqui justamente, o som praticado era único e explorava caminhos até então inéditos no Rock. Desalinhados com a música psicadélica dominante oriunda da West Cost, não são reconhecidos no seu tempo (1965-1971) mas são das bandas mais influentes nas gerações seguintes.
Andy Warhol, o artista plástico da Pop-Art, apadrinha-os e produz o primeiro álbum do grupo. Também impõe Nico (1938-1988) em três faixas do disco e o famoso álbum da "banana" (capa desenhada por Andy Warhol) editado em 1967 vai designar-se "The Velvet Underground and Nico".


Deste álbum verdadeiramente histórico ficamos com "All Tomorrow's Parties", escrita por Lou Reed, interpretada por Nico, inspirada no ambiente que se vivia na Factory, o estúdio de Andy Warhol.

"Nos anos 60 toda a gente se interessava por toda a gente. A contracultura, a subcultura, a pop, as superstars, a droga, as luzes, as discotecas. Havia sempre uma festa algures: numa cave, num sótão, num autocarro ou no metro. Se não era num barco, era na estátua da Liberdade. Os anos 60 eram a balbúrdia. E os Velvets cantavam All Tomorrow's Parties." Andy Warhol em "Superstars - Andy Warhol e os Velvet Underground".



The Velvet Underground - All Tomorrow's Parties