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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Talking Heads - Psycho Killer

No final da década de 70 em pleno movimento Punk e pós-Punk e na polémica e discutível década de 80 com a New Wave, Ska, Tecno, etc. existiu uma das mais interessantes bandas da história do Rock, refiro-me aos Talking Heads cujo 1º álbum “Talking Head: 77” surgiu em pleno Punk ou seja 1977.

As canções dos Talking Heads caracterizaram-se por originais com difíceis melodias, ritmos complexos com uma forte componente Funk. David Byrne, o líder carismático da banda possuía em meu entender a melhor voz que o Rock conhecia pós Jim Morrison (acrescente-se Brian Ferry nos Roxy Music).

A discografia oficial que o grupo nos deixou foi a seguinte:
1977 – Talking Heads: 77
1978 – More Songs About Building And Food
1979 – Fear Of Music
1980 – Remain In Light
1982 – The Name Of This Band Is Talking Heads
1983 – Speaking In Tongues
1985 – Little Creatures
1986 – True Stories
1988 – Naked


Há grupos que não deviam ter acabado, os Talking Heads era um deles.

Edição portuguesa de 1977 com as ref: SR 6036; SR 6036 NP



Recordo do 1º LP o tema que tornou os Talking Heads conhecidos, claro é "Psycho Killer"!




Talking Heads - Psycho Killer

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Talking Heads - Fear of Music

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70


Por fim um álbum de uma das últimas grandes bandas que o Rock conheceu: "Fear of  Music" dos norte-americanos Talking Heads.

Cada década tem um conjunto de grandes bandas, a diminuírem de década para década, que se deram a conhecer e que se impuseram, muitas delas pela sua originalidade, a de 70, em particular, foi fértil nos novos grupos que surgiram e que foram de tal maneira importantes que ainda hoje se mantêm como referências e também  influenciadoras de muitas outras novas bandas.
Os Talking Heads encontram-se entre esse conjunto de grupos, então surgidos em plena cena Punk, mas, neste caso, não tendo nada a ver com ela e destacando-se rapidamente de todas encabeçando o que de melhor a então designada New Wave nos trazia.

Mistura eficiente de Rock e Funk, os Talking Heads tiveram em "Fear of Music" um das suas melhores concretizações envolvendo-nos em doses rítmicas irresistíveis e de muito bom gosto, ouça-se "I Zimbra" ou " Life During Wartime". Em contraponto, uma das melhores composições de sempre dos Talking Heads ia para a acalmia de "Heaven" que não resisto a deixá-la hoje para satisfação de todos os amantes dos Talking Heads.







Os Talking Heads eram um quarteto formado por:
David Byrne - voz principal e guitarra
Jerry Harrison - guitarra, teclados e voz
Tina Weymouth - baixo e voz
Chris Frantz - bateria






A 19 de Novembro de 1994 no Coliseu do Porto, tive o privilégio de assistir ao concerto de David Byrne a solo, já com 3 álbuns editados, e lembro-me bem que o tema que encerrou o concerto foi precisamente este "Heaven" com que hoje vos deixo.




Talking Heads - Heaven

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Talking Heads – Once in a lifetime

O melhor da música popular dos anos 80 parece ter ficado irremediavelmente esquecida. Não sendo uma década com uma relação qualidade/quantidade/inovação como a década de 60, não teve no entanto a divulgação (nem proporcionalmente) que esta mereceu.

Se é verdade que houve em excesso de música Pop (tipo usar e deitar fora, “não importantes, comerciais” (digo eu) – Duran Duran, Thompson Twins, Wham, Orchestral Manouevres, etc), esta sim excessivamente divulgada, também é verdade que outros, em cima do legado dos anos 60, construíram sonoridades novas e belas dignas de um reconhecimento que infelizmente não tiveram (e continuam a não ter).
Alguns bons exemplos são os Joy Division, Associates, Durutti Column, Young Marble Giants, The Fall, Orange Juice, The Raincoats, The Jam e fazem parte do grupo que eu considero “importantes, não comerciais”.

Outros “interessantes, com êxito comercial” foram os The Cure, Police, Dire Straits, Dexys Midnight Runners, UB40, The Pretenders ou ainda Echo And The Bunnymen.

A década vai, no entanto, ficar marcada por um grande grupo “importante, razoável êxito comercial”: Talking Heads.
E é por estes que começo. Oito álbuns de originais, três ainda na década de 70 registam a importância dos Talking Heads de David Byrne. Nascidos na 2ª metade da década de 70 sob forte influência punk, rapidamente evidenciam qualidades muito além do redutor movimento punk (ouça-se “Psycho Killer”!) e atingem o brilhantismo em “Fear of Music” de 1979.


Deste álbum recordemos a inesquecível “Heaven”.


(David Byrne e Tina Weymouth antes da entrada em cena dos outros elementos do grupo no melhor filme/concerto que conheço: “Stop Making Sense” – 1983 realizado por Jonathan Demme.).


Numa época em que todos os caminhos do Rock pareciam esgotados eis que os Talking Heads rompem novas passagens e fazem a sua obra-prima: “Remain in Light” em 1980. A fusão perfeita da música moderna anglo-americana e os ritmos africanos, a beleza harmónica e a brutalidade do ritmo. “Once In A Lifetime” assim o demonstra e é uma das grandes canções de “Remain in Light”.



Talking Heads – Once in a lifetime
PS:
Ah! E agora não percam “Once in a lifetime” no filme/concerto “Stop Making Sense”


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Blitz Nº 17 de 26 de Fevereiro de 1985

Jornal "Blitz"

Saía há 30 anos o nº 17 do jornal Blitz, uma fotografia de David Byrne dominava toda a capa.


- Na página 2 a confirmação e cancelamento de concertos, anuncia-se Elba Ramalho e Miles Davis, Maria Bethânia já não vem, Tina Turner só em Londres e os Kinks e Stranglers em Madrid.
- Na página 3 fica-se a saber que decorrem negociações para a vinda dos The Cure a Portugal e que "desvaneceram-se as possibilidades" de um concerto dos Smiths, anunciava-se o novo LP dos Smiths, "Meet Is Murder".
- Página 4 sem interesse e com publicidade..
- Página 5 dedicada ao 2º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous. 91 bandas a concurso, lá estavam os Pop Dell'Arte e Ena Pá 2000.
- Página 6 com Scorpions "Mais Que Um grupo de Baladas".
- Página 7 um artigo sobre os Everything But The Girl, "A Arte da Simples Canção".
- As páginas centrais Talking Heads e David Byrne. Uma entrevista, um resumo da história dos Talking Heads e o último álbum "Stop Making Sense", disco ao vivo do filme com o mesmo nome. "O melhor filme de um concerto Rock" de acordo com o New Musical Express.
- Página 10 "Cohen a Beleza", fotografias e o rescaldo da passagem de Leonard Cohen por Cascais.
- Página 11 com "Pregões e Declarações" dos leitores.
- Páginas 12 e 13 sem interesse musical.
- Página 14 ficamos a saber que naquela semana tinham sido editados o disco "Velô" de Caetano Veloso e "One Summer Night" de Paco de Lúcia, eram os mais interessantes.
- Página 15, temos o Top de vários países, nos álbuns os Wham! ocupam o primeiro lugar em Portugal, o melhor só aparecia em 15ª lugar era a "Leitaria Garrett" do Vitorino. Nos EUA Madonna e "Like a Virgin" ocupavam o primeiro lugar, já em Inglaterra o  lugar era ocupado por Bruce Springsteen com "Born in the USA".
- A última página  ficava com uma entrevista a Anamar.
Ou seja parece um nº do Blitz menos conseguido.