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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Judy Collins - Amazing Grace

Mais uma boa memória de 1971. “Amazing Grace” é um hino religioso que data do século XVIII, teve infinitas versões e foi utilizada pelos cantores Folk dos anos 60 em luta pelos direitos humanos e contra a guerra do Vietname.
A primeira versão que me lembro (e talvez por isso a que mais gosto) é a da cantora norte-americana Judy Collins e fechava o álbum “Whales & Nightingales” de 1970. Então muito popular Judy Collins destacou-se na interpretação de outros autores nomeadamente Bob Dylan, Leonard Cohen e Joni Mitchell. Fez parte activa do movimento hippie e contestatário da década de 60.
Escrevia Miguel Esteves Cardoso a propósito de “Whales & Nightingales”:
“Tão glorioso como os seus álbuns de 60, este álbum tem o coração dum espiritual negro, retendo ainda alguma da pureza do folk que Judy Collins elevara a um novo plano de sensibilidade poética.”


http://www.45cat.com, edição portuguesa


“Amazing Grace” foi gravado na igreja de St Paul em Nova Iorque e demonstra Judy Collins na posse de uma voz segura e plena de emoção, seria um dos seus maiores êxitos e fica, para sempre, como uma das melhores recordações de 1971.
Em Maio de 1971 “Amazing Grace” estava, em Portugal, no Top 10 de Singles e EP.
Seguem 4 minutos abençoados, “Amazing Grace” pela Judy Collins.




Judy Collins - Amazing Grace


PS: A confirmar a popularidade do tema “Amazing Grace”, também em 1971, Rod Stewart fez uma pequena versão a merecer a melhor atenção.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Judy Collins - Amazing Grace

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


Na realidade "Whales & Nightingales" de Judy Collins é um álbum que foi editado em 1970, por qualquer razão Miguel Esteves Cardoso incluiu o disco nas suas preferências de 1971 dando-lhe 4 estrelas, recorde-se "Muito bom. Contém sobretudo boas canções, com um ou outro deslize de pouca importância".

https://www.allmusic.com


Ao recordar agora este disco, há quantos anos o não ouvia, fica-se com uma nostalgia enorme, pois trata-se do tipo de música que hoje dificilmente se encontra quem o faça, para mais com o nível da Judy Collins. Miguel Esteves Cardoso escrevia:
"Tão glorioso como os seus álbuns de 60, este álbum tem o coração dum espiritual negro, retendo ainda alguma da pureza do folk que Judy Collins elevara a um novo plano de sensibilidade poética."

De originais a versões de canções de Joan Baez, Jacques Brel, Bob Dylan, Pete Seeger e tradicionais se faz este álbum que hoje recordo.
A canção que mais ouvi naquela época foi a versão de "Amazing Grace" que fechava o álbum. Que bom voltar a ouvi-la, uma maravilha.




Judy Collins - Amazing Grace

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Cat Stevens - The Laughing Apple

Algumas memórias de 2017


Mais algumas passagens por recordações do ano agora terminado. Um ano em que os "sobreviventes" dos anos 60 estiveram em destaque. Eis mais alguns:

David Crosby - 76 anos.
Elemento importante do Folk-Rock norte americano. De 1964 a 1967 nos The Byrds, posteriormente em carreira diversificada pelos Crosby, Stills & Nash, Crosby, Stills, Nash & Young, ainda Crosby & Nash e também a solo iniciada com o inspirado e inspirador "If I Could Only Remember My Name" em 1971. Em 2017 tem lugar o seu 6º registo a solo intitulado "Sky Trails". Uma aproximação ao Jazz e a lembrar muito Joni Mitchell, sua paixão de há 50 anos, tendo mesmo recuperado dela a canção "Amelia" para este álbum.




Stephen Stills, Judy Collins - respectivamente 72 e 78 anos.
Há 50 anos foram namorados e em Judy Collins se inspirou Stephen Stills em temas como "Suite: Judy Blue Eyes" e "You Don't Have To Cry". Agora juntos para o primeiro disco, Stills & Collins editam, em 2017, "Everybody Knows", nome retirado de uma canção de Leonard Cohen. Receava o pior antes de ouvir "Everybody Knows" mas, resguardados no seu passado, as duas lendas do Folk norte-americano produziram um disco muito agradável de se ouvir. Um disco facilmente consensual, talvez seja o defeito.





Michael Chapman - 76 anos.
Confesso o meu reduzido conhecimento deste cantautor inglês possuidor de uma extensa discografia e de uma carreira de 50 anos. "50" editado em 2017 foi bem recebido pela crítica, a merecer ser descoberto.



Cat Stevens - 69 anos.
Figura eminente da música popular da década de 70 onde gravou maior parte da sua significativa discografia. Seguiu-se de 1978 a 2006 um longo hiato e o reaparecimento faz-se sob o nome de Yusuf no seguimento da sua conversão ao islamismo. De então para cá 3 discos sob de nome de Yusuf não nos despertaram a curiosidade suficiente até à edição recente de "The Laughing Apple" sob o nome duplo Cat Stevens e Yusuf.
E foi uma aprazível surpresa a audição deste novo trabalho. Talvez tenha contribuído a recuperação de 4 temas de há 50 anos, o que é certo é que por vezes parece que estamos a ouvir "Tea For The Tillerman" ou "Teaser And The Firecat" o que é evidentemente um elogio.




Não resisto e ficamos com Cat Stevens para audição. Como se estivéssemos em 1967 segue "The Laughing Apple" 50 anos depois.




Cat Stevens - The Laughing Apple

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Leonard Cohen - Suzanne

Se "All Along the Watchtower" de Bob Dylan vinha mostrar que em 1968 o Folk-Rock estava vivo e recomendava-se, outras gravações deste período confirmam que, apesar do desvario experimentalista que a música Rock atravessou, a música Folk, nas suas mais diversas matizes, se mantinha com velhos e novos intervenientes a mostrar doses generosas de criatividade.

Podíamos citar, começando pelos mais antigos, Johnny Cash e o álbum ao vivo "At Folsom Prison", Donovan ao vivo com "Donovan in Concert" e em estúdio com o excelente "The Hurdy Gurdy Man", Simon and Garfunkel e a beleza de "Bookends" e os novos, The Band e o primeiro álbum "Music from Big Pink", Arlo Guthrie e o primeiro "Alice's Restaurant" e por fim o poeta judeu canadiano Leonard Cohen e a primeira gravação "Songs of Leonard Cohen".



Já com vários livros editados, é na 2ª metade dos anos 60 que Leonard Cohen, sendo apanhado pela cena Folk de Nova Iorque, se inicia na música. As suas canções vão ser primeiramente conhecida através da cantora Judy Collins que em 1966 no seu álbum "In My Life" inclui as canções "Suzanne" e "Dress Rehearsal Rag".

O primeiro álbum de Leonard Cohen abria com "Suzanne", eternamente bela, uma das canções da minha adolescência.



Leonard Cohen - Suzanne

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Judy Collins - Both Sides Now

Judy Collins foi mais um nome a destacar-se na cena Folk norte-americana da década de 60.
Judy CollinsPete Seeger, Bob Dylan, Joan BaezPeter, Paul and Mary, Phil Ochs, Tom Paxton, Joni Mitchell fizeram parte de um conjunto fantástico de cantores que tendo por base a música tradicional inovaram e influenciaram até hoje toda a música de cariz popular. Tem participação política activa em particular no movimento contra a guerra no Vietname.

Judy Collins começou a carreira interpretando canções tradicionais, assim como canções do novo Folk americano  escritas por Bob Dylan, Phil Ochs, Leonard Cohen ou Joni Mitchell.
Com gravações iniciadas em 1961 será somente em 1967 com a interpretação de "Both Sides Now" de Joni Mitchell que terá reconhecimento internacional.




Primeiro conhecemos "Both Sides Now" na voz de Judy Collins pois só em 1969 é que  Joni Mitchell iria incluí-la no álbum "Clouds", "Both Sides Now" encontra-se entre as melhores canções que a década de 60 conheceu.
Que bom recuar a 1967 e ouvi-la na voz fresca de Judy Collins.



Judy Collins - Both Sides Now