O violino no Rock
Nesta passagem pelo violino no Rock novo retorno a Don "Sugar Cane" Harris. Pelo relevo que teve ao tocar violino quer em nome próprio, quer nas diversas colaborações que prestou, das quais se destacam as efectuadas com Frank Zappa e John Mayall, aqui voltamos a este virtuoso do violino.
Estamos em 1969 e Frank Zappa grava e edita o seu segundo álbum a solo "Hot Rats", particularmente bem recebido na Europa. Foi o meu primeiro contacto com Frank Zappa e um disco que não mais esqueci. Era um disco instrumental, de fusão de géneros, onde o violino se ia destacar em faixas como "Willie the Pimp" e "The Gumbo Variations" com Don "Sugar Cane" Harris ou ainda em "It Must Be a Camel" aqui com a prestação de Jean-Luc Ponty.
Porque os sons de "Willie the Pimp" não mais nos abandonaram aqui fica a sua recordação. Os destaques vão para a participação vocal de Captain Beefheart, o excelente solo de guitarra de Frank Zappa e o violino de Don "Sugar Cane" Harris. Blues, Jazz, Hard Rock? É o violino no Rock.
Frank Zappa - Willie the Pimp
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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domingo, 16 de outubro de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Frank Zappa - Sink Trap
Continuamos, mais uma vez, com Frank Zappa e o seu experimentalismo.
"Frank Zappa, o mais conhecido seguidor de Edgar Varèse no momemto actual, fez suas experiências nos mais vanguardistas músicos electrónicos e elabora a sua música dentro da técnica da collage electrónica. Portanto, podem descobrir-se citações de obras de Prokofiev, Stravinsky, Lester Lannin, Gunter Schuller, John Coltrane, Arthur Honeger, Henry Manciny, etc. Tudo isso está reunido no disco de Zappa com o título de Lumpy Gravy.", afirmava-se em "O Mundo da Música Pop".
Depois de 2 discos gravados com The Mothers of Invention, "Lumpy Gravy" é o primeiro LP a solo de Frank Zappa e foi editado no ano de 1967. No disco, gravado para a Capitol, Frank Zappa, por razões contratuais com a MGM, não toca qualquer instrumento, somente conduz a orquestra, para o efeito designada Abnuceals Emuukha Electric Symphony Orchestra; "Lumpy Gravy"seria no ano seguinte revisto e reeditado pela Verve Records (MGM).
Para "Lumpy Gravy" são referidas influências de Stravinsky, John Cage e Varèse, sendo a segunda edição aquela que apresenta, em nosso entender, complexidade acrescida. "Lumpy Gravy" parte 1 e 2, de aproximadamente 16 minutos cada, subdivididas num total de 21 fragmentos "colados" de canções Pop, manipulação de sons, conversas de pessoas perto das cordas do piano (the piano people), extractos de música de orquestra, assim se faz a versão de 1968 deste álbum inicial de Frank Zappa.
Em "O Mundo da Música Pop" podia-se ler: "As influências da música «séria» são convenientemente mescladas com coros infantis, reclamos de vendedores do mercado e cruas orgias de rock, tudo isso distorcido com efeitos electrónicos até à exaustão, à quase ininteligibilidade."
Como amostra de "Lumpy Gravy" de 1967, a escolha recai sobre "Sink Trap"
Frank Zappa - Sink Trap
"Frank Zappa, o mais conhecido seguidor de Edgar Varèse no momemto actual, fez suas experiências nos mais vanguardistas músicos electrónicos e elabora a sua música dentro da técnica da collage electrónica. Portanto, podem descobrir-se citações de obras de Prokofiev, Stravinsky, Lester Lannin, Gunter Schuller, John Coltrane, Arthur Honeger, Henry Manciny, etc. Tudo isso está reunido no disco de Zappa com o título de Lumpy Gravy.", afirmava-se em "O Mundo da Música Pop".
Depois de 2 discos gravados com The Mothers of Invention, "Lumpy Gravy" é o primeiro LP a solo de Frank Zappa e foi editado no ano de 1967. No disco, gravado para a Capitol, Frank Zappa, por razões contratuais com a MGM, não toca qualquer instrumento, somente conduz a orquestra, para o efeito designada Abnuceals Emuukha Electric Symphony Orchestra; "Lumpy Gravy"seria no ano seguinte revisto e reeditado pela Verve Records (MGM).
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| Lumpy Gravy - 1967 - Capitol |
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| Lumpy Gravy - 1968 - Verve |
Para "Lumpy Gravy" são referidas influências de Stravinsky, John Cage e Varèse, sendo a segunda edição aquela que apresenta, em nosso entender, complexidade acrescida. "Lumpy Gravy" parte 1 e 2, de aproximadamente 16 minutos cada, subdivididas num total de 21 fragmentos "colados" de canções Pop, manipulação de sons, conversas de pessoas perto das cordas do piano (the piano people), extractos de música de orquestra, assim se faz a versão de 1968 deste álbum inicial de Frank Zappa.
Em "O Mundo da Música Pop" podia-se ler: "As influências da música «séria» são convenientemente mescladas com coros infantis, reclamos de vendedores do mercado e cruas orgias de rock, tudo isso distorcido com efeitos electrónicos até à exaustão, à quase ininteligibilidade."
Como amostra de "Lumpy Gravy" de 1967, a escolha recai sobre "Sink Trap"
Frank Zappa - Sink Trap
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Frank Zappa - Peaches en Regalia
Mais um Regresso ao Passado dedicado a Frank Zappa.
De retorno também ao livro "O Mundo da Música Pop" cujo capítulo "Arrebatar o poder aos velhos: Frank Zappa" começa assim:
"O conjunto mais popular da música pop chama-se Mother of Invention. O seu fundador e director, fonte de ideias e em parte, seu empresário, alcançou o seu êxito na Europa através de uma foto publicada na «International Times»: nela se via Frank Zappa numa retrete."
À parte considerar os Mother of Invention o conjunto mais popular, o que não me parece de todo que alguma vez o tenha sido, o que me chamou mais a atenção foi a referência à foto de Frank Zappa numa retrete, o que me fez recuar aos meus tempos de estudante de Coimbra (1973-1978). Na realidade lembrava-me bem dessa foto em forma de poster que estava colocado no então pouco mais que tasco, e hoje afamado, Zé Manel dos Ossos. É ao blog "aventar" que vou buscar o referido poster, alguém que, como eu, passou noutros tempos no tal Zé Manel dos Ossos.
Nesse tempo o disco de Frank Zappa que então mais apreciava era "Hot Rats", o segundo álbum a solo, editado em 1969.
"Hot Rats" é um álbum de fusão próximo do Jazz e conta com a colaboração, entre outro, de músicos como Captain Beefheart, Ian Underwood e os violinistas Sugarcane Harris e Jean-Luc Ponty. Recordamos o instrumental "Peaches en Regalia", a faixa de abertura, que tão boas memórias nos traz.
Frank Zappa - Peaches en Regalia
De retorno também ao livro "O Mundo da Música Pop" cujo capítulo "Arrebatar o poder aos velhos: Frank Zappa" começa assim:
"O conjunto mais popular da música pop chama-se Mother of Invention. O seu fundador e director, fonte de ideias e em parte, seu empresário, alcançou o seu êxito na Europa através de uma foto publicada na «International Times»: nela se via Frank Zappa numa retrete."
À parte considerar os Mother of Invention o conjunto mais popular, o que não me parece de todo que alguma vez o tenha sido, o que me chamou mais a atenção foi a referência à foto de Frank Zappa numa retrete, o que me fez recuar aos meus tempos de estudante de Coimbra (1973-1978). Na realidade lembrava-me bem dessa foto em forma de poster que estava colocado no então pouco mais que tasco, e hoje afamado, Zé Manel dos Ossos. É ao blog "aventar" que vou buscar o referido poster, alguém que, como eu, passou noutros tempos no tal Zé Manel dos Ossos.
Nesse tempo o disco de Frank Zappa que então mais apreciava era "Hot Rats", o segundo álbum a solo, editado em 1969.
"Hot Rats" é um álbum de fusão próximo do Jazz e conta com a colaboração, entre outro, de músicos como Captain Beefheart, Ian Underwood e os violinistas Sugarcane Harris e Jean-Luc Ponty. Recordamos o instrumental "Peaches en Regalia", a faixa de abertura, que tão boas memórias nos traz.
Frank Zappa - Peaches en Regalia
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
The Mothers of Invension - Brown Shoes Don't Make It
Alguns temas da música underground dos anos 60
A abordagem da música underground não é tão linear quanto há primeira vista pode parecer.
Podemos considerar "...que o underground não é senão uma mentira, uma falsificação." e que "...alguns conjuntos musicais são apresentados como «típicos» representantes underground pelo simples facto de não haver mais nada a identificá-los..." ou seja não passa de uma manobra de marketing das empresas discográficas e nada mais acrescentamos. Ou "... apesar de toda a alienação musical, existe uma música secreta ou underground." e que "Tudo quanto se diga em referência à música underground, diz respeito à música com letra escrita entre 1965 e 1969" (citações tiradas de "O Mundo da Música Pop") .
Se se tiver uma visão muito restritiva do underground ter-se-á que considerar "a total autonomia em relação aos produtores e a relação directa entre a música e a situação sociopolítica dentro da qual actua o conjunto.", numa aproximação mais sensata e alargada podemos considerar o conjunto de géneros musicais que, em particular nos anos 60 (aquela que agora nos interessa), foram contra a cultura dominante. Ou seja podemos aqui englobar alguma da música psicadélica e de protesto então praticada.
Para hoje o retorno a Frank Zappa e a The Mothers of Invention, referências maiores da contra-cultura americana. Já passámos pelo 1º álbum "Freak Out!" de 1966 e 3º "We're Only In It For The Money" de 1968, ficamos agora com o 2º LP "Absolutely Free".
Editado em 1967 "Absolutely Free" é um álbum complexo de forte crítica política e social. Sem estilo definido "Absolutely Free" salta frequentemente de improvisações jazzísticas a influências de Stravinsky. "Brown Shoes Don't Make It", a faixa escolhida para audição, com variações constantes de género musical é o culminar da experimentação de Frank Zappa num período tão criativo. Uma mini Ópera Rock condensada em 7 minutos, eis "Brown Shoes Don't Make It".
The Mothers of Invension - Brown Shoes Don't Make It
A abordagem da música underground não é tão linear quanto há primeira vista pode parecer.
Podemos considerar "...que o underground não é senão uma mentira, uma falsificação." e que "...alguns conjuntos musicais são apresentados como «típicos» representantes underground pelo simples facto de não haver mais nada a identificá-los..." ou seja não passa de uma manobra de marketing das empresas discográficas e nada mais acrescentamos. Ou "... apesar de toda a alienação musical, existe uma música secreta ou underground." e que "Tudo quanto se diga em referência à música underground, diz respeito à música com letra escrita entre 1965 e 1969" (citações tiradas de "O Mundo da Música Pop") .
Se se tiver uma visão muito restritiva do underground ter-se-á que considerar "a total autonomia em relação aos produtores e a relação directa entre a música e a situação sociopolítica dentro da qual actua o conjunto.", numa aproximação mais sensata e alargada podemos considerar o conjunto de géneros musicais que, em particular nos anos 60 (aquela que agora nos interessa), foram contra a cultura dominante. Ou seja podemos aqui englobar alguma da música psicadélica e de protesto então praticada.
Para hoje o retorno a Frank Zappa e a The Mothers of Invention, referências maiores da contra-cultura americana. Já passámos pelo 1º álbum "Freak Out!" de 1966 e 3º "We're Only In It For The Money" de 1968, ficamos agora com o 2º LP "Absolutely Free".
Editado em 1967 "Absolutely Free" é um álbum complexo de forte crítica política e social. Sem estilo definido "Absolutely Free" salta frequentemente de improvisações jazzísticas a influências de Stravinsky. "Brown Shoes Don't Make It", a faixa escolhida para audição, com variações constantes de género musical é o culminar da experimentação de Frank Zappa num período tão criativo. Uma mini Ópera Rock condensada em 7 minutos, eis "Brown Shoes Don't Make It".
The Mothers of Invension - Brown Shoes Don't Make It
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
The Mothers of Invention - Absolutely Free
Até à década de 60 a maior produção musical, um pouco por todo o lado, ia para a música ligeira, com predomínio de linhas melódicas suaves e letras de partir corações. Os cantores mais do que sentirem ou identificarem-se com as letras limitavam-se a interpretá-las de um modo mais ou menos sentimental tão ao agrado do grande público.
O crítico alemão Rolf-Ulrich Kaiser no seu livro "O Mundo da Música Pop" (início dos anos 70) ia mais longe ao considerar que inclusivé o Jazz ("Este jazz de consumo, fomentado hoje em dia por numerosas orquestras norte-americanas de baile,..."), que no seu início era uma música que se tocava na rua, se tinha convertido "numa música estabelecida". E referindo-se ao Festival de Jazz de Berlim notava que "os artistas do outro lado do Atlântico" tinham sido transportados "à custa da companhia aérea Pan America e da organização estatal norte-americana United States Travel Service."
Os anos 60 vêm trazer grandes alterações no mundo da música popular. Mais do que meros intérpretes, muitos dos novos cantores cantam temas seus, muitos, resultado da sua experiência e das suas ideias (veja-se o movimento folk nos Estados Unidos com Bob Dylan à cabeça).
A indústria discográfica, com diferentes velocidades conforme os países, reage tardiamente a um movimento que se diz anti-establishment, até se apoderar dele e dele tirar o devido proveito.
Socorrendo-nos ainda de "O Mundo da Música Pop":
"Deste modo até 1967, começou a falar-se de uma forma já bastante intensa da música pop, matéria tratada nesta obra. Falaram-se em grupos críticos conscientes da realidade, como, por exemplo, o grupo Mothers of Invention. Chamada telefónica para os seus representantes alemães:
- Queríamos fotos e material informativo.
- De quem, por favor?
- Do grupo Mothers of Invention!
- Ah, esses! Mas não temos nada deles...
- Como? Mas se há tanta gente que lhes vai solicitar material ...
- Talvez. Mas, você sabe, falando francamente, esse grupo interessa-nos pouco. Não encaixa no nosso programa..."
The Mothers of Invention iriam actuar nas Jornadas Musicais Internacionais de Essen (julgo que em 1968, onde se iniciaram os alemães Amon Duul e Tangerine Dream). Do mesmo livro: "Pouco depois, porém os califas do ramo convenceram-se. A nova onda, oferece-lhes uma única alternativa: ganhar dinheiro com ela ou não...Publicou-se um folheto informativo especial e no mercado apareceram quatro discos do grupo."
Falta saber como foram transportados para a Alemanha, segundo Rolf-Ulrich Kaiser "É de crer que esta mesma organização (a United States Travel Service) se recusaria terminantemente a transportar conjuntos como os Fugs, Mothers of Invention ou Country Joe and the Fish."
Oportunidade para voltar aos sons dos The Mothers of Invention onde pontificava, recordemos, Frank Zappa. A escolha recai em "Absolutely Free" do álbum de 1968 "We're Only in It for the Money" (nem de propósito!).
"The first word in this song is discorporate. It means to leave your body.". Em tom psicadélico a crítica ao movimento hippie então preponderante.
The Mothers of Invention - Absolutely Free
O crítico alemão Rolf-Ulrich Kaiser no seu livro "O Mundo da Música Pop" (início dos anos 70) ia mais longe ao considerar que inclusivé o Jazz ("Este jazz de consumo, fomentado hoje em dia por numerosas orquestras norte-americanas de baile,..."), que no seu início era uma música que se tocava na rua, se tinha convertido "numa música estabelecida". E referindo-se ao Festival de Jazz de Berlim notava que "os artistas do outro lado do Atlântico" tinham sido transportados "à custa da companhia aérea Pan America e da organização estatal norte-americana United States Travel Service."
Os anos 60 vêm trazer grandes alterações no mundo da música popular. Mais do que meros intérpretes, muitos dos novos cantores cantam temas seus, muitos, resultado da sua experiência e das suas ideias (veja-se o movimento folk nos Estados Unidos com Bob Dylan à cabeça).
A indústria discográfica, com diferentes velocidades conforme os países, reage tardiamente a um movimento que se diz anti-establishment, até se apoderar dele e dele tirar o devido proveito.
Socorrendo-nos ainda de "O Mundo da Música Pop":
"Deste modo até 1967, começou a falar-se de uma forma já bastante intensa da música pop, matéria tratada nesta obra. Falaram-se em grupos críticos conscientes da realidade, como, por exemplo, o grupo Mothers of Invention. Chamada telefónica para os seus representantes alemães:
- Queríamos fotos e material informativo.
- De quem, por favor?
- Do grupo Mothers of Invention!
- Ah, esses! Mas não temos nada deles...
- Como? Mas se há tanta gente que lhes vai solicitar material ...
- Talvez. Mas, você sabe, falando francamente, esse grupo interessa-nos pouco. Não encaixa no nosso programa..."
The Mothers of Invention iriam actuar nas Jornadas Musicais Internacionais de Essen (julgo que em 1968, onde se iniciaram os alemães Amon Duul e Tangerine Dream). Do mesmo livro: "Pouco depois, porém os califas do ramo convenceram-se. A nova onda, oferece-lhes uma única alternativa: ganhar dinheiro com ela ou não...Publicou-se um folheto informativo especial e no mercado apareceram quatro discos do grupo."
Falta saber como foram transportados para a Alemanha, segundo Rolf-Ulrich Kaiser "É de crer que esta mesma organização (a United States Travel Service) se recusaria terminantemente a transportar conjuntos como os Fugs, Mothers of Invention ou Country Joe and the Fish."
Oportunidade para voltar aos sons dos The Mothers of Invention onde pontificava, recordemos, Frank Zappa. A escolha recai em "Absolutely Free" do álbum de 1968 "We're Only in It for the Money" (nem de propósito!).
"The first word in this song is discorporate. It means to leave your body.". Em tom psicadélico a crítica ao movimento hippie então preponderante.
The Mothers of Invention - Absolutely Free
domingo, 6 de setembro de 2015
The Mothers of Invention - Who Are The Brain Police?
The Mothers of Invention é um caso à parte na história da música popular.
Longe da sonoridade fácil, agradável da generalidade da música Pop, The Mothers of Invention caracterizaram-se, tendo por base o Rock e os eternos Blues, pelo experimentalismo, colocando-os entre a vanguarda do que então se produzia. Não eram de fácil adesão, mas o seu ponto de partida permitia chegar a um público, amante do Rock, mas mais exigente.
À frente do grupo estava a figura de Frank Zappa (1940-1993), músico e compositor de difícil catalogação, foi influenciado por compositores do século XX como, por exemplo, Igor Stravinsky.
Frank Zappa deixou-nos uma longa discografia sendo a maior parte das gravações até 1975 com o suporte dos The Mothers of Invention. As minhas primeiras memórias vão para o segundo álbum a solo de Frank Zappa, de 1969, "Hot Rats", mas, por enquanto, interessa-nos o início, e o início foi em 1966.
Em 1966 The Mothers of Invention editam "Freak Out!" em formato de duplo LP.
"Freak Out!" é tido como um dos primeiros discos Rock conceptuais, sendo uma paródia à música Rock e à América de então.
"Who Are The Brain Police?" pertence ao álbum "Freak Out!" e foi também editada em Single.
A revista Mojo (referida na wikipédia) diz desta canção: "a vision of contemporary America where personal identity and individuality is erased" e ainda "one of the scariest songs to ever emerge from the rock psyche".
Era o princípio de Frank Zappa e The Mothers of Invention:
The Mothers of Invention - Who Are The Brain Police?
Longe da sonoridade fácil, agradável da generalidade da música Pop, The Mothers of Invention caracterizaram-se, tendo por base o Rock e os eternos Blues, pelo experimentalismo, colocando-os entre a vanguarda do que então se produzia. Não eram de fácil adesão, mas o seu ponto de partida permitia chegar a um público, amante do Rock, mas mais exigente.
À frente do grupo estava a figura de Frank Zappa (1940-1993), músico e compositor de difícil catalogação, foi influenciado por compositores do século XX como, por exemplo, Igor Stravinsky.
Frank Zappa deixou-nos uma longa discografia sendo a maior parte das gravações até 1975 com o suporte dos The Mothers of Invention. As minhas primeiras memórias vão para o segundo álbum a solo de Frank Zappa, de 1969, "Hot Rats", mas, por enquanto, interessa-nos o início, e o início foi em 1966.
Em 1966 The Mothers of Invention editam "Freak Out!" em formato de duplo LP.
"Freak Out!" é tido como um dos primeiros discos Rock conceptuais, sendo uma paródia à música Rock e à América de então.
"Who Are The Brain Police?" pertence ao álbum "Freak Out!" e foi também editada em Single.
A revista Mojo (referida na wikipédia) diz desta canção: "a vision of contemporary America where personal identity and individuality is erased" e ainda "one of the scariest songs to ever emerge from the rock psyche".
Era o princípio de Frank Zappa e The Mothers of Invention:
The Mothers of Invention - Who Are The Brain Police?
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