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sábado, 1 de setembro de 2018

Joy Division - Atmosphere

O suicídio de Ian Curtis em 1980, a curta carreira do grupo, o pós-punk, os subúrbios cinzentos de Manchester, a Factory, eis alguns dos ingredientes que transformaram os Joy Division numa banda de culto. É, por alguns, considerada a banda mais influente na música popular pós The VelvetUnderground.

A música dos Joy Division é um misto de beleza, melancolia, raiva e depressão. Formados em 1977, então com o nome de Warsaw, editaram um só álbum antes da morte de Ian Curtis: “Unknown Pleasures” em 1979. Em 1980 sai “Closer” esse deslumbrante álbum que leva Miguel Esteves Cardoso a considerá-los “o maior conjunto Pop de todos os tempos”. Em 1981 sai o derradeiro duplo álbum “Still” onde era incluído o último concerto da banda. O som inovador do grupo caracterizava-se por belas e tristes melodias com a voz arrastada e agressiva de Curtis (o vocalista mais importante pós Jim Morrison?) e uma batida da bateria então extremamente inovadora e muito marcante, entre o dançável e a prostração.

A música dos Joy Division, nunca foi, não é, e dificilmente virá a ser alguma vez popularizada (contrariamente ao que aconteceu com The Doors). No início dos anos 80 praticamente só se conseguia ouvi-los em algumas rádios piratas que então despontavam por todo o lado. Em 1983, no Porto, era a Rádio Delírio que os passava e fazia concursos onde oferecia o livro, então editado, com as letras das músicas dos Joy Division. Ganhei assim a 2ª edição do livro “Ian Curtis * Joy Division”, quando já tinha adquirido a 1ª edição.


Single de 12" e 45 rpm, editado sob licença por Vimúsica, ref: VFACT 113-5,
custou 250$00 ou seja 1,25€.





“Walk - in silence
Don't walk away - in silence
See the danger - always danger
Endless talking - life rebuilding
Don't walk away”


Segue “Atmosphere”, canção editada em Single após a morte de Ian Curtis em 1980.




Joy Division - Atmosphere

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

IAN CURTIS * JOY DIVISION


"IAN CURTIS * JOY DIVISION" é uma edição bilingue, publicada em livro pela Assírio & Alvim em 1983, da poesia de Ian Curtis líder e mentor dos Joy Division. Refere-se em nota dos tradutores:

"Este trabalho foi executado a partir de uma edição pirata inglesa da lírica completa dos registos magnéticos da banda Joy Division, por essa mesma edição atribuída ao vocalista Ian Curtis. Na impossibilidade de confronto do texto escrito com a voz gravada de Ian Curtis - e não por se tratar de momentos menos significativos ou menos inspirados -, não se arriscou versão em português para os seguintes poemas: At A Later Day; Gutz; Inside The Line; Warsaw; No Love Lost; Leaders Of Men; Failures; All Of This For You; e Komakino... - ficam pois ao dispor de «cães» e «abutres», diria Curtis!
Tanto o corte das linhas como a escassa e insuficiente pontuação fixadas cingem-se àquilo que a voz de Ian Curtis sugere, e não de acordo com o texto inglês escrito. Por sua vez, a responsabilidade de algumas imprecisões nessa mesma edição pirata, caberá lateralmente à Factory Records, que se recusa divulgar as líricas corretas. Pela intensidade de tudo quanto de si Ian Curtis inscreveu, nos seja a nós outros perdoada esta tentação de culto."

O livro, 4º volume da coleção Rei Lagarto, teve em 1983 duas edições, a primeira de Fevereiro com 3000 exemplares e uma segunda, em Abril, de 2000 exemplares. Depois de já ter adquirido um exemplar da primeira edição, fui premiado, num concurso da Rádio Delírio (rádio pirata, na altura) com outro exemplar, agora da 2ª edição, "Com os cumprimentos da Rádio Delírio".

Joy Division - The Eternal

Continuando num registo muito positivo…
Em 1981, na revista “Música e Som”, num artigo assinado por Miguel Esteves Cardoso de título “Como ser um crítico de Rock – um guia prático” era recomendado o não abuso excessivo de certas palavras entre as quais “excelente”, a qual devia estar reservada “para gravações discográficas de um destes quatro conjuntos: os Velvet Underground, os Doors, os Talking Heads ou os Joy Division.”

Recordamos os Joy Division (1977-1980), os últimos a entrar neste reduzido grupo dos "excelentes". Passados 35 anos a música dos Joy Division continua relativamente pouco conhecida, não sendo devidamente recordada.
Influenciados pelo “punk” e pela “música electrónica” seriam criadores de uma sonoridade muito própria precursora da “new wave” e com repercussão, em particular, em toda a música da década de 80. Uma batida de bateria muito peculiar e a voz de barítono de Ian Curtis seriam características marcantes e identificadoras do som “Joy Division”. As canções, essas mantêm toda a beleza e estranheza que possuíam à época. O tema que atingiu maior notoriedade é o dilacerante “Love will tears us apart” que agora recuperamos.




“A música Pop é demasiado limitada, está demasiado circunscrita para ir longe. Mas pode ir até aqui. Até «Closer». Até. E quem for até «Closer» logo verá estar parado num extremo, numa colina outra inalcançável imensidão. É o cabo da Roca do pequeno continente Pop.” escreveu Miguel Esteves Cardoso em artigo no semanário “O Jornal” em 1982 a propósito do 2º aniversário da edição de “Closer” e da morte de Ian Curtis.

Passados 35 anos fiquemos com os excelentes Joy Division, o excelente tema “The Eternal” do excelente 2º álbum “Closer” publicado em 1980 já após a morte de Ian Curtis.



Joy Division - The Eternal