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domingo, 14 de julho de 2019

Emerson, Lake and Palmer - Take a Pebble

DISCO MÚSICA & MODA, nº 2 de Fevereiro de 1971

Para além de uma pequena caixa referente a Edwin Hawkins e da outra relativa à falta de salas para os Led Zeppelin e Ten Years After, tendo esta última motivo para o Regresso ao Passado de ontem, os dois principais artigos da página 4 do nº 2 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" iam para os Emerson, Lake & Palmer e para Joe Cocker.

O texto relativo aos Emerson, Lake & Palmer dá-nos a conhecer o processo da formação deste célebre trio do Rock mais progressivo dos anos 70.
Keith Emerson porque achava que The Nice tinha alcançado o seu limite, Greg Lake desejava sair dos King Crimson. Os dois conheceram-se quando os respectivos grupos actuaram em S. Francisco em Dezembro de 1969, teclas, voz e guitarras estava resolvido, faltava um baterista. Carl Palmer dos Atomic Rooster é então convidado e, após resistência inicial, acaba por ceder e completar o grupo que ficou conhecido pelos seus nomes, Emerson, Lake & Palmer.




Tornam-se conhecidos, mesmo antes da edição do primeiro LP, através da actuação, em Agosto de 1970, no famoso Festival da ilha de Wight. O LP surge no final do ano. "Emerson, Lake & Palmer" é o disco que eu sempre mais apreciei da discografia deste grupo cuja primeira fase terminaria no final da década de 70.
"Take a Pebble" estava entre as minhas preferidas.




Emerson, Lake and Palmer - Take a  Pebble

sábado, 20 de outubro de 2018

Emerson, Lake & Palmer - Eruption-Stone of Years

DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971

Mais uma página do nº 1 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" publicado a 1 de Fevereiro de 1971. Página dedicada a um Rock pesado e elaborado.
Um pequeno texto anunciava "Novo LP e «Tournée» em preparação" para os então já famosos Emerson, Lake and Palmer. Tinha sido efectivamente grande o sucesso do 1º LP deste super-trio do Rock, em particular com o tema "Lucky Man" (o mais acessível), ocorrido em 1970. Era pois grande a expectativa para o seu sucessor.




Na pequena notícia ficamos a saber ainda que ganharam o prémio "A maior esperança do ano" (1970) do jornal "Melody Maker" e que "Um dos números mais espectaculares do «show» dos Emerson, Lake and Palmer, «Pictures at an Exhibition», será gravado para este álbum"
Na realidade o 2º LP de nome "Tarkus" não conteve "Pictures at an Exhibition", este teve direito a título do 3º LP, editado também em 1971, e tratou-se de uma gravação ao vivo onde interpretaram com arranjos Rock a peça com o mesmo nome do compositor russo Modest Mussorgsky.

Se não gravaram, em meu entender, mais nenhum álbum com a qualidade do 1º, também é verdade que à época muito apreciava "Tarkus". A composição "Tarkus" ocupava todo o lado A do disco, para ouvir segue o início "Eruption-Stone of Years".




Emerson, Lake & Palmer - Eruption-Stone of Years

domingo, 22 de abril de 2018

Emerson, Lake and Palmer - The Barbarian

1970 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


Na selecção, que Miguel Esteves Cardoso fez no que chamou de "Fusão (sinfónico)" e no referente ao ano de 1970, estavam, para além dos Pink Floyd e King Crimson que acabei de recuperar, Syd Barrett, entretanto saído dos Pink Floyd, com os dois LP de estúdio que nos deixou, respectivamente "The Madcap Laughs" e "Barrett", os Yes com o 2º LP "Time and a Word", os Genesis também com o 2º de nome "Trespass" e ainda os Emerson, Lake and Palmer e The Moody Blues, objectos de recordação para hoje e amanhã.

Os Emerson, Lake and Palmer eram constituídos, como o nome indica, por Keith Emerson nos teclados e era oriundo dos Nice, Greg Lake na voz e guitarras oriundo dos King Crimson e Carl Palmer na bateria acabado de sair dos Atomic Rooster.

"Emerson, Lake & Palmer" era o primeiro LP ao qual Miguel Esteves Cardoso confere 3 estrelas. Foi o primeiro e o melhor trabalho que nos deixaram, é aquele que melhor resistiu ao passar dos anos e que ainda hoje se ouve com indisfarçável prazer.


Edição portuguesa, referência 10.287224.35




Sobre eles e este disco dizia Miguel Esteves Cardoso:
"A última das bandas orquestrais que começou em 1970 e recusa-se a morrer em 1980 são os Emerson, Lake and Palmer. Depois duma estreia fulgurante que durante alguns anos fez esquecer as saudades dos Nice, os EL&P enveredaram por um trajecto que reprimia a sensibilidade de Greg Lake a favor da inveterada e insuportável megalomania de Keith Emerson."
e mais adiante:
"Fugindo para os efeitos sonoros complexos e para o biombo do poder decibélico (característica comum no desenvolvimento das bandas sinfónicas), os EL&P nunca mais voltaram à qualidade do seu primeiro álbum."

O álbum abria com a faixa instrumental "The Barbarian" que mais tarde soube-se  tratar-se de um arranjo de "Allegro barbaro" do compositor húngaro Béla Bartók (1881-1945), é a proposta de hoje.




Emerson, Lake and Palmer - The Barbarian

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Emerson, Lake & Palmer - Lucky Man

Continuamos no ano de 1970.
1970 foi um ano chave no chamado Rock Progressivo. Estilo musical surgido no final dos anos 60, com contributos diferenciados que vão, dos Nice aos Pink Floyd, passando pelos King Crimson, Yes e Jethro Tull, vê surgir em 1970 um dos seus expoentes maiores: Emerson, Lake & Palmer.

A primeira actuação dos Emerson, Lake & Palmer foi no Festival da Ilha de Wight perante 600.000 pessoas e o primeiro LP ainda não tinha sido editado. Tocam “Pictures at an Exibition” (adaptação da obra homónima do compositor russo Modest Mussorgsky), “Nutrocker”, do conhecido bailado de Tchaikovsky, e ainda alguns temas originais que viriam a ser incluídos no primeiro LP. O primeiro LP, foi a melhor gravação dos Emerson, Lake & Palmer, arrojado em “The Barbarian”, inovador em “The Three Fates”, intimista em “Take a Pebble” e popular no êxito que foi “Lucky Man”.





O álbum inicial dos Emerson, Lake & Palmer terminava com a canção “Lucky Man” que foi então muito divulgada, em particular, para quem se lembra, no programa “Página Um”.
“Lucky man” foi a última canção a ser incluída no álbum e é uma balada muito simples de Greg Lake a contrariar o “vanguardismo” dos restantes registos. “Lucy Man” termina com a inclusão de um solo do sintetizador “Moog”, que ficou célebre e popularizou o referido instrumento.

“He had white horses
And ladies by the score
All dressed in satin
And waiting by the door …”

(ou a história de quem tem tudo e morre com uma bala na guerra…)



Emerson, Lake & Palmer - Lucky Man