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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Pink Floyd - Echoes

O Rock Progressivo nos anos 70


Os Pink Floyd alimentaram e ainda hoje alimentam as maiores discussões sobre a sua música e os seus membros. Qual a importância de Syd Barrett, no grupo somente até 1968, na definição da sonoridade do grupo? E os Pink Floyd depois da saída de Roger Waters (1985) ficaram melhores ou não? E qual o impacto da entrada de David Gilmour, ainda em 1967, e a importância do progressivo controlo da musicalidade do grupo? Deviam ter terminado mais cedo ou prolongar-se mesmo para depois da morte de Richard Wright (2008)?

Enfim, um sem número de questões se podem colocar. Quanto a mim sempre os admirei, mas não posso deixar de afirmar que as minhas preferências vão todas para o período até 1973, ano da realização de "The Dark Side of the Moon", disco incontornável e charneira do reconhecimento do grupo.

Foi em final de 1966 no primeiro dos clubes psicadélicos londrinos, UFO, que os Pink Floyd se deram a conhecer. Foi neste centro underground, ponto de encontro da geração hippie,  que os Pink Floyd  apresentaram a sua música e cuja encenação se coadunava com o sentir psicadélico de então.

Passados 5 anos e 5 álbuns passados os Pink Floyd são já reconhecidos como uma das bandas mais inovadoras da música moderna, mas ainda não atingiam a dimensão que a década de 70 lhes iria proporcionar. Em 1971 é publicado o álbum "Meddle", trabalho onde David Gilmour é o principal compositor, e onde se encontrava "Fearless", o tema que eu tanto gostava e onde se ouvia os fãs do Liverpool a entoar o famoso "You'll Never Walk Alone". Mas também era nele que se encontrava "Echoes" faixa de mais de 23 minutos que ocupava todo lado B.

Imprescindível é este vídeo de "Echoes" do filme concerto "Pink Floyd: Live at Pompeii", excelente!



Para finalmente ficarmos com a versão original. "Echoes" dos Pink Floyd entre o melhor que o Rock Progressivo nos deixou.



Pink Floyd - Echoes

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Pink Floyd - Arnold Layne

 mundo da canção


"Êxitos de Ontem" era o nome de uma página da revista "mundo da canção" que, no seu nº 18 de Maio de 1971, publicava três letras de canções  de sucesso passado. Não tão longínquo como isso e de sucesso bem relativo, vamos já perceber porquê?

Uma dessa canções já recentemente a recuperei trata-se de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos The Beatles, uma canção de 1967 de um disco histórico mas que não foi, de longe, a de maior êxito se compararmos com, por exemplo, "With a Little Help from My Friends", "Lucy in the Sky with Diamonds" ou "A Day in the Life".

Para hoje uma canção dos Pink Floyd, também de 1967, de nome "Arnold Layne". Na realidade trata-se mesmo do primeiro Single do grupo ainda creditado como The Pink Floyd, não teve edição em álbum e não pode ser considerada propriamente um sucesso do grupo. Foi, no entanto, uma canção, que foi, ao longo dos anos, ganhando importância na discografia do grupo, não fosse ela escrita por Syd Barrett.




Syd Barrett (1946-2006) estaria pouco tempo nos Pink Floyd, mas o suficiente para deixar uma marca na sonoridade do grupo que se iria manter mesmo após a sua saída. "Arnold Layne" é uma evidência.



Pink Floyd - Arnold Layne

domingo, 2 de abril de 2023

Pink Floyd - A Pillow of Winds

   DISCO MÚSICA & MODA, nº 10 de 15 de Junho de 1971


Na minha opinião os Pink Floyd anteriores a 1973 foram muito mais interessantes que posteriormente àquele ano, com "Dark Side of the Moon" a fazer a transição e a ser consensualmente um dos melhores trabalhos do grupo. Curiosamente gravaram 7 álbuns antes e 7 álbuns depois daquele trabalho tão marcante e pessoalmente não trocava os primeiros pelos últimos.

Estamos em Junho de 1971 e o jornal "DISCO MÚSICA & MODA" incluía no seu nº 10 uma entrevista a David Gilmour onde se começava por afirmar que "A falta de novo material para actuação em palco tem sido de há dois anos para cá o grande problema de Pink Floyd".

Afirmação que não seria totalmente verdade pois "Ummagumma" (1969) álbum duplo com um LP ao vivo e outro de estúdio continha composições novas e "Atom Heart Mother" (1970), embora este contivesse o tema título a ocupar toda uma face do disco e ser difícil a sua reprodução ao vivo.




Na entrevista é revelado que o grupo estava a compor novas canções para um novo LP sobre o qual David Gilmour não se abre dizendo "Não espera com certeza ouvir uma descrição da música..." e "Talvez não fosse oportuno fazer uma comparação" com outros álbuns, revelando somente "que é muito mais o nosso estilo doque "Atom Heart Mother".

O novo álbum seria "Meddle" editado no final de 1971 e dele recupero "A Pillow of Winds", um tema a lembrar o lado B de "Atom Heart Mother". Mais uma canção irresistível dos Pink Floyd.



Pink Floyd - A Pillow of Winds

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Pink Floyd - Alan's Psychedelic Breakfast

 O Rock Progressivo nos anos 70


Se a memória não me falha "Atom Heart Mother" foi o primeiro LP dos Pink Floyd que adquiri no início dos anos 70. Publicado em 1970 era o 5º álbum do grupo inglês já com reconhecimento em alguns países (Reino Unido, França, EUA, por exemplo) mas ainda longe do estrelado que com o correr da década de 70 iria obter.

"Atom Heart Mother" é provavelmente o álbum mais polémico do grupo, um disco com duas faces bem distintas, a primeira uma suite com mais de 23m gravada com orquestra era uma das experiências mais atrevidas e polémica da fusão da música de um quarteto de Rock e os coros, cordas e metais clássicos. No dizer de Jean-Marie Leduc, em "Pink Floyd", "Atom Heart Mother", a composição, terá provocado o deleite de uma população menos jovem, enquanto o segundo lado, bem mais variado, explorava sons que iam do Folk à música Concreta. Para Roger Waters "Atom Heart Mother é apenas uma passagem. uma experiência"


Edição de 1970 do Reino Unido com a referência  SHVL 781


O álbum terminava com uma peça instrumental de 13 minutos de nome "Alan's Psychedelic Breakfast" dividida em três partes "Rise and Shine", "Sunny Side Up" e "Morning Glory". Era mais um tema a gerar discórdia quanto ao seu valor. Entre o psicadélico e a música Concreta aprecie-se "Alan's Psychedelic Breakfast", os Pink Floyd na sua fase mais experimental.



Pink Floyd - Alan's Psychedelic Breakfast

domingo, 26 de junho de 2022

Pink Floyd - Wish You Were Here

  1975 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


Se "Dark Side of the Moon" (1973) representava a simbiose do melhor e mais comercial que os Pink Floyd produziram e terminavam assim uma fase da sua carreira, para muitos a melhor, nomeadamente para Miguel Esteves Cardoso ao dizer, no início da década de 80, "Com os seus melhores trabalhos editados entre os anos de 1969 e 1973...", já o mesmo não se poderá afirmar do álbum seguinte "Wish You Were Here" editado em 1975.


https://www.discogs.com/


Será polémico afirmar, dada a popularidade e sucesso de vendas que a discografia dos Pink Floyd obtiveram a partir de então, mas o melhor já estava feito e mais do justificativo para um lugar ímpar na música popular britânica de tão saudosos anos. Assim "Wish You Were Here", prolongando o lado comercial do seu antecessor, arrastava-se no tema longo "Shine On You Crazy Diamond" dividido em duas partes (a iniciar e fechar o álbum) onde os Pink Floyd "...homenageavam o génio pioneiro de Syd Barrett, oito anos após a sua partida".

No final "..."Wish You Were Here", era mais uma reciclagem de temas antigos, um resumo acrescentado de obsessões passadas, do que propriamente uma colecção de composições novas" escrevia Miguel Esteves Cardoso e concluía ser um trabalho "meio-decepcionante", mas atribuindo-lhe mesmo assim três estrelas.

"Wish You Were Here", o tema título, terá sido mais ouvido e aqui fica a sua recordação (a valer muitas estrelas face à produção contemporânea da música popular). 



Pink Floyd - Wish You Were Here

sábado, 23 de janeiro de 2021

Pink Floyd - Time

    1973 Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


Se há ano em que um disco se tenha realçado e o tenha marcado esse ano foi sem dúvida o de 1973 e esse disco foi o álbum "Dark Side Of The Moon" dos Pink Floyd. Não houve quem lhe ficasse  indiferente, uns aderiram de imediato, outros rejeitaram-no (parte de quem conhecia bem a obra anterior) e ainda outros, como eu, ficaram algures no meio, aderiram mas levantaram reservas (hoje retiro as reservas). Era um disco que se tinha de ouvir na totalidade (e isso era possível na nossa rádio), era altamente cativante nos arranjos e experiência musical mas não era tão atrevido como alguns dos trabalhos anteriores. Terão com este álbum granjeado novos admiradores que foram fidelizando em trabalhos posteriores.


Edição portuguesa de 1973, ref: SHVL 804


Talvez a apreciação de Miguel Esteves Cardoso feita em 1982, já suficientemente distanciado, seja daquelas em que me revejo mais, dizia ele: "Todas as ambições do Rock sinfónico encontram uma definição palpável em "Moon" - melodias insinuantes que varrem as composições, multiplicadas, repetidas e elevadas ao ponto de construírem uma atmosfera cósmica de espaço e de libertação. Embora o pessimismo dos textos, e um grau notável de auto-crítica, sobrecarreguem a música, o efeito final é de espiritualidade desenvolta. Todos os defeitos e todas as qualidades dos Floyd encontram-se neste álbum - por um lado, um ênfase excessivo sobre a produção que conferia uma prioridade nunca vista ao estúdio (e a consequente perda de espontaneidade e de pureza emotiva) e,, pelo outro, uma capacidade épica que conseguia tocar sem se degradar em sentimentalismo. Talvez o supremo artificio de toda a história do Rock. "Moon" fazia pressentir que os Floyd, notórios forretas no que diz respeito à oferta de melodias originais, se tinham esgotado." Atribuiu-lhe cinco estrelas.

Se bem que a recomendação seja a audição completa do álbum, aqui fica "Time" uma composição bem identitária do som dos Pink Floyd  a partir de 1973.



Pink Floyd - Time

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Pink Floyd - Money

   Canções que se ouviam no ano de 1973


A grande viragem!

Em 1973 os Pink Floyd tinham já publicados 7 álbuns mas, na realidade, não eram ainda conhecidos do grande público. Nem, a generalidade, da música que produziam o permitiria. Tratava-se de uma música vanguardista, difícil de entender, de reproduzir por outros, muito menos de cantarolar por qualquer um. Ainda hoje, atrevo-me a dizer, dos muitos fãs que a banda deixou quem é que conhece bem a discografia anterior a 1973? Quem ouviu discos como "Atom Heart Mother", "More" ou "Ummagumma"?

1973 veio alterar radicalmente esta situação, "Dark Side Of The Moon" foi um êxito estrondoso e um marco decisivo na carreira do grupo. "Este disco, acolhido por todo o lado com um entusiasmo unânime, foi sobretudo ocasião para o grupo se impor definitivamente nos Estados Unidos.", lê-se no livro "Pink Floyd" de Jean-Marie Leduc.

E ainda: "Podemos afirmar que Dark Side of the Moon é uma das duas obras essenciais dos Pink Floyd. Depois de anos a hesitar e a marcar passo, o conjunto consegue inovar e reencontrar as suas qualidades criadoras." E mais à frente considerava a música deste álbum "... mais condensada, mais imediata, mais próxima do espírito e da forma Rock."

"O exemplo mais flagrante deste novo passo é incontestavelmente, «Money»..." tratando-se de um "... rock sólido, reforçado por uma secção rítmica bem em evidência e entrecortado por dois nervosos solos de saxofone e guitarra."


https://www.discogs.com/ - edição portuguesa


"Money" era a faixa mais divulgada deste, então, controverso álbum que era possível ouvir na íntegra na nossa rádio. É a segunda passagem que por ele faço, outros motivos com certeza irão levar a novas passagens. 





Pink Floyd - Money

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Pink Floyd – Flaming

 Raridades

"27 Tracks (19 previously unreleased) inc. rare tracks, early versions, BBC Radio sessions, singles, B-sides, remixes and live recordings", assim é apresentada a compilação dos Pink Floyd, editada em 2016, intitulada "The Early Years 1967–1972: Cre/ation".

Edição europeia de 2016 com a ref: PFREY8


Uma compilação bem vinda para os fãs dos Pink Foyd dos primeiros anos, como eu, que ainda relativamente pouco desconhecidos escreveram as melhores composições da música dita então de "underground". 

Se bem que as primeiras gravações datem ainda de 1965 é no ano seguinte que se estabelecem com a designação Pink Floyd e com a famosa formação de quarteto: Syd Barrett, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright. David Gilmour ingressaria no grupo em finais de 1967, coexistindo, por poucos meses, com Syd Barrett até à saída deste no ano seguinte.

Formação inicial, no sentido dos ponteiros do relógio:
Roger Waters, Syd Barrett, Dave Mason e Richard Wright


Refere-se a este período o seguinte texto extraído do livreto que acompanha este duplo CD:

"The five-man Pink Floyd played a hanful of UK showns in January [1968]. But even with Gilmour alongside him, Barrett was still a reluctant and often unreliable performer. Inspired by Brian Wiilson's current role in the Beach Boys, it was suggested Barrett gave up performing and become the group's behind-the-scenes songwriter. But when this also proved problematic, Pink Floyd reluctantly decided to continue without him." 

Ficou reduzido ao primeiro álbum e a parte do segundo a participação fundamental de Syd Barrett na definição do som experimental que tão bem exploraram.

"Flaming", composto e cantado por Syd Barrett, pertencia ao primeiro LP "The Piper at the Gates of Dawn", a proposta de audição vai para este "but a strange and etherial sound" . Nesta colectânea recupera-se a a emissão da Rádio BBC de 25 de Setembro de 1967.





Pink Floyd – Flaming

terça-feira, 5 de maio de 2020

Pink Floyd - Obscured by Clouds

1972 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Em 1972 os Pink Floyd eram já uma banda bem conhecida, mas, na realidade, muito longe do fenómeno de popularidade que viriam a atingir até ao final do século.
Não era fácil, face à música que praticavam, que a sua música fosse acessível a largas camadas da população mesmo de uma juventude ávida e aberta a novas experiências, por alguma razão estiveram conectados com a designação de música Underground. Ouça-se "Astronomy Domine", "Interstellar Overdrive", "A Saucerful of Secrets", "The Narrow Way", a suite "Atom Heart Mother" e perceber-se-á melhor o que quero dizer.
As coisas começaram a mudar com a realização de "Meddle" (1971) bem mais acessível que o anterior e com o seguinte "Obscured by Clouds" (1972) a anteceder um dos discos mais bem sucedidos da história do Rock "Dark Side of the Moon" (1973).


Edição italiana, em CD, de 1995, da EMI com a Ref: 7243 8 35609 2 9




"Os Floyd voltaram ao seu formato menos grandioso com "Obscured By Clouds", uma série de composições derivativas que nada apresentavam de novo, embora fossem claramente agradáveis", dizia Miguel Esteve Cardoso e, ao qual atribuía 3 estrelas, que assim fechava o destaque que dava ao Rock de Fusão (sinfónico) (os outros eram "Foxtrot" e "Close to the Edge", respectivamente dos Genesis e Yes que anteontem e ontem referi).

"Obscured By Clouds" era banda sonora do filme "La Vallée" do realizador Barbet Schroeder
Filmado na “Papua Nova Guiné” em busca de um mítico vale inacessível, nunca visto ou explorado, nem por ar, pois está “Obscured by Clouds”, “La Vallée” situa-se entre a visão hippie do mundo (o retorno à natureza) e um documentário sobre a natureza humana. A personagem central Viviane (“desfruta de uma confortável vida como mulher de um consul francês até visitar a Nova Guiné em busca de raridades para a sua boutique em Paris.”) primeiramente em busca de “penas raras que só existem em zonas remotas” parte em expedição em direcção ao “vale secreto”, ”um local reverenciado pelos habitantes locais como o lar dos seus deuses”. A obsessão com o vale “faz com que eles continuem enfrentando condições cada vez mais hostis.”, no percurso “encontram os “homens de lama” e são convidados a juntar-se a uma cerimónia papua…consequentemente a pessoa “civilizada” de Viviane é aos poucos despedaçada por cada nova experiência até não haver retorno…” (em itálico tradução de parte dos textos incluídos no CD).

“Obscured by Clouds” talvez o disco mais subestimado dos Pink Floyd a merecer um maior reconhecimento, apresenta-se na fase final, mais criativa e inovadora, dos Pink Floyd, na vanguarda do movimento Undergound e Psicadélico Londrino, no limiar de um “Rock clássico harmónico” no dizer da Wikipédia.
“Obscured by Clouds” o tema inicial do filme para ouvir, de preferência alto.




Pink Floyd - Obscured by Clouds

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Pink Floyd – Dark Side of the Moon

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70

Confesso que hesitei um pouco ao incluir este disco nesta listagem, que diga-se foi feita sem grande preocupação, eram os discos que mais depressa me vinham à memória. Feita noutra altura, se bem que muitos se mantivessem, seria forçosamente diferente.

Tinha acabado de ser editado quando o adquiri, tinha feito então os meus 17 anos, há, portanto, 46 anos. Estávamos no ano de 1973 e trata-se, actualmente, de um dos mais referenciados álbuns da história da música popular: "Dark Side of the Moon" dos ingleses Pink Floyd.
Aquando da sua publicação abriram-se as hostilidades com os meus amigos que partilhavam os mesmos gostos musicais que eu. Basicamente a discussão estava centrada entre os que achavam que com "Dark Side of the Moon" estávamos no início do fim dos Pink Floyd e aqueles que consideravam que pelo contrário era somente o fim do início do grupo.






Para os primeiros o argumento principal era que os Pink Floyd tinham-se tornado comerciais, já não tinham nada a ver com com os Pink Floyd de Syd Barrett de "The Piper at the Gates of Dawn", nem com os ensaios mais vanguardistas de "Ummagumma" ou "Atom Heart Mother". Assim, fui mesmo alvo de algum "gozo" de alguns colegas que partilhavam esta opinião e que consideravam que não devia ter adquirido "Dark Side of the Moon", ou seja, estava a fazer concepções ao comercialismo.
Para os outros, estávamos na presença de uma obra-prima e a partir daqui augurava-se o melhor para o futuro musical dos Pink Floyd.





Passados alguns anos, concretamente em 1980, Miguel Esteves Cardoso ao analisar a discografia dos Pink Floyd escrevia lucidamente:
“Todos os defeitos e todas as qualidades dos Floyd encontram-se neste álbum [refere-se, claro, a “Dark Side of the Moon”] – por um lado, um ênfase excessivo sobre a produção que conferia uma prioridade nunca vista ao estúdio (e a consequente perda de espontaneidade e de pureza emotiva) e, pelo outro, uma capacidade épica que conseguia tocar sem se degradar em sentimentalismo.
 E terminava:
“Com os seus melhores trabalhos editados entre os anos de 1969 e 1973, não parece que os Pink Floyd tenham quaisquer propostas excitantes para pôr à década de 80.”

Agora, passados tantos anos, é fácil de concluir que quer uns quer outros tinham a sua quota-parte de razão, por um lado a produção pós 1973, pese o nível sempre superior de execução, foi regra geral muito menos interessante, por outro “Dark Side of the Moon” era o culminar de uma fase, era a síntese final da grandiosidade musical que os Pink Floyd então revelavam, foi o disco exemplar. Para gáudio meu tenho a edição portuguesa da Valentim de Carvalho de 1973 em óptimo estado, a fazer, quem sabe, cobiça a quem na altura o menosprezou.

Edição portuguesa de 1973, ref: SHVL 804




"Dark Side the Moon" dos ingleses Pink Floyd é, sem dúvida, um marco na história do grupo e da música Rock, em particular da década de 70.
Para ouvir "The Great Gig In The Sky".




Pink Floyd - The Great Gig In The Sky

PS: Incluídos nesta edição os posters e auto-colantes reproduzidos.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Pink Floyd - One of These Days

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


Em 1971 os Pink Floyd atravessavam o seu melhor período. Já tinham deixado para trás álbuns emblemáticos do melhor que então se fazia na área do experimental e de vanguarda, de "The Piper at the Gates of Dawn" (1967) a "Atom Heart Mother" (1970) cada um escolha o seu preferido.

Depois da mini-sinfonia que constituía o tema "Atom Heart Mother", os Pink Floyd regressam a uma maior simplicidade (sem coros nem orquestra), mas não menos inspirados. "Meddle" é o álbum que surge em 1971 e que é incluído nas escolhas de Miguel Esteves Cardoso com a atribuição de 4 estrelas.


Edição portuguesa de data incerta com as ref: 11C 080 04917; 8E 062-04 917.
Custou 530$00, cerca de 2,65€




Para além da longa suite "Echoes" que ocupa todo o lado B do disco, destacava-se a faixa inicial "One of These Days", uma das minhas preferidas de sempre, que segundo reza a história terá sido composta num quarto de hora. Trata-se um instrumental composto pelos quatro, David Gilmour, Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, que dura cerca de seis minutos, bem gastos a ouvi-lo de seguida.




Pink Floyd - One of These Days

domingo, 21 de outubro de 2018

Pink Floyd - Summer 68

DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971

Em 1971 os Pink Floyd eram por cá uma banda ainda relativamente desconhecida. Tinham, no entanto, já 5 LP editados e encontravam-se na melhor fase que o grupo teve até ao seu fim em 1995.
"Pink Floyd e o Rock" é o título do artigo que vinha publicado no primeiro número do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" de Fevereiro de 1971 e provavelmente o primeiro que li sobre o conjunto. O álbum mais recente era o agora polémico "Atom Heart Mother" e foi o primeiro dos Pink Floyd que adquiri.
O tema título ocupava todo o lado A e era uma composição orquestral o que para um conjunto Rock era à época pouco usual. Tratava-se de uma mini-sinfonia que cativou uma audiência mais velha, ma que também valeu críticas negativas ao acusarem-los de que "...tornaram-se insípidos e retrocedem. Alguns acusam o grupo de cultivar um dinamismo de boas famílias.", em "Pink Floyd" de Jean-Marie Leduc.

"Poucos conjuntos ingleses de «rock» têm sido alvo de tantas críticas como os Pink Floyd. Têm-se feito inúmeras dissertações, que vão ao excesso de os comparar a Beethoven. Afirma-se que a s sua música representa «a expressão sonora das ambições loucas, grotescas e agonizantes do homem...»", assim começava o dito artigo que se prolongava por duas páginas e do qual se sugere a leitura.





Deste álbum recupero "Summer 68", uma das poucas composições escrita e interpretada por Richard Wright (1943-2008).




Pink Floyd - Summer 68

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Pink Floyd - Fearless

Roger Waters ou David Gilmour? A resposta seria… Syd Barrett, membro fundador e elemento crucial na definição do som inicial dos Pink Floyd e falecido em 2006. Rick Wright faleceu em 2008. Nick Mason, baterista, não foi o mais determinante na sonoridade Pink Floyd. Restam então Roger Waters e David Gilmour.

Após um período tri-partido (Waters/Gilmour/Wright, 1968-meados dos anos 70), Roger Waters assume progressivamente a liderança do grupo passando  a ser a principal referência dos Pink Floyd, o que culminou com o duplo álbum “The Wall”. O tão aclamado “The Wall”, para mim, menos interessante que a generalidade da produção anterior a 1973 mas, talvez, o melhor pós 1973, ficando “Dark Side of the Moon”  a cair para o lado que cada um preferir.

Com a saída de Roger Waters em 1985 é David Gilmour a tomar em mãos um projecto já esgotado.

E voltamos à pergunta, Roger Waters ou David Gilmour?
Vejamos o percurso a solo. Por um lado Roger Waters parece ser “The Wall” dependente, “Ça-Ira” uma ópera que não deu certo e o recente  "Is This the Life We Really Want?" a não convencer (“The Pros and Cons of Hitchiking” de 1984 a mostrar os melhores caminhos que poderia ter tomado).

Quanto a David Gilmour grava em 2006 um excelente “On An Island”, mas "Rattle That Lock" de 2015 a ficar aquém das expectativas. Presenteia-nos com magníficos concertos gravados em DVD.

Edição portuguesa da Stateside com as referências 11C 080 04917 e 8E 062-04 917.
Preço 530$00, aprox. 2,65 €.




E a resposta seria sem dúvidas… umas vezes um, outras vezes o outro. Para já recuamos 47 anos, vamos a 1971, para ouvir “Fearless” de Waters/Gilmour (e os famosos coros dos fãs do Liverpool), aqui ambos no seu melhor e assim acabamos em bem.




Pink Floyd - Fearless

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Pink Floyd - If

1970 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Continuo com a selecção de LP feita pelo Miguel Esteves Cardoso. Para nos situarmos, relembro: estou a seguir o posfácio (que ocupava mais de um terço do livro) assinado pelo Miguel Esteves Cardoso à 2ª edição, de 1981, de "POPMUSIC-ROCK"; estou nas escolhas de 1970, depois do "Soft", do "Mainstream" e do "Pesado" segue-se a "Fusão (sinfónico)". Categoria pouco clara, como as outras também, mas como o próprio diz "categorias artificiais mas geralmente reconhecidas".
Nesta categoria, um conjunto muito interessante de disco aqui aparecem sendo o único a merecer 5 estrelas o álbum "Atom Heart Mother" dos Pink Floyd.



Edição de 1970 do Reino Unido com a referência  SHVL 781




Sempre gostei deste disco, talvez porque foi aquele que primeiro conheci na integra, mas também, acredito, por não ser um disco óbvio, ou seja, à época distanciava-se do que era habitual, mesmo com toda a toda a criatividade que andava no ar.
Uma suite orquestral com a designação do álbum ocupava todo o lado A com mais de 23 minutos. O lado B é ocupado por 4 faixas, 3 composições cantadas próximo do folk psicadélico e mais um instrumental a terminar de nome "Alan's Psychedelic Breakfast". Ouvir este disco era como partir numa aventura, sempre à descoberta de algo que nos tivesse escapado em audições anteriores.
Acredito que o Miguel Esteves Cardoso manteria hoje as 5 estrelas, contrariamente aos próprios Pink Floyd que viriam a desconsiderar este registo, dizia ele no citado artigo:
"1970 foi também o ano dos Pink Floyd que em "Atom Heart Mother" mostraram estar bem à frente dos seu rivais, adoptando a linguagem fascinante de "Ummagumma" (1969) para produzir um som coral acessível e arrebatador que ainda hoje causa uma sensação de elevação espiritual no ouvinte."
Cá por mim é sempre com entusiasmo que volto à sua audição, como se tivera 14 anos!

Estavam a meio do seu melhor período, aquele que vai de 1967 a 1973, e era já o 5º trabalho do grupo.
Num disco, que podemos considerar de Rock experimental, cheio de contrastes, segue a faixa "If" que nos remete para cenas bucólicas, é uma canção, singela e pura, escrita e interpretada por Roger Waters.




Pink Floyd - If

domingo, 11 de junho de 2017

Pink Floyd - Careful with That Axe, Eugene

O Rock Progressivo nos anos 60

Dos Caravan, passámos para os Soft Machine, dos Soft Machine passamos para os Pink Floyd.

Soft Machine e Pink Floyd foram os grupos mais importantes do movimento Underground londrino que despontou em 1967, estiveram na génese do Rock Progressivo.

Jean-Marie Leduc no livro "Pink Floyd" afirma: "Não é por acaso que os Pink Floyd se tornam de repente na figura mais popular do underground londrino.", mais à frente "O volume sonoro é levado ao limite do suportável e as últimas técnicas electrónicas (efeito laser, eco, distorção) são sistematicamente utilizadas, numa preocupação enorme de inovação. Este envolvimento sonoro é criado num «ambiente alucinante», em que estroboscópios, projecções giratórias, luz negra, projectores e lâmpadas floridas arrebatam permanentemente os olhos. Toda esta tecnologia futurista sublinha o estranho universo musical de um conjunto que mergulha até ao extremo limite do possível num mundo em que se entre chocam fantasmas, delírios interiores, febres cósmicas e sonhos de ficção científica. A exploração deste mundo infernal e angustiante prossegue durante várias horas, fraccionadas em longas suites de várias dezenas de minutos, durante as quais o público alienado e hipnotizado acompanha cegamente o conjunto."





O primeiro disco que melhor conheci dos Pink Floyd foi o duplo LP "Ummagumma" editado mesmo no final da década (Outubro de 1969), era já o 4º álbum do grupo.
Um disco de transição, por um lado era um balanço, com o 1º LP constituído por quatro faixas gravadas ao vivo e que mostrava o quanto tinham evoluído, por outro um 2º LP de estúdio com cinco faixas, duas de Roger Waters, uma para David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright, em busca de novos caminhos.

Sempre gostei deste álbum e nunca percebi o porquê de mais tarde os próprios Pink Floyd o terem desconsiderado assim como ao seguinte "Atom Heart Mother".

A escolha vai para "Careful with That Axe, Eugene"




Pink Floyd - Careful with That Axe, Eugene

segunda-feira, 20 de março de 2017

Pink Floyd – The Piper At The Gates Of Dawn

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 60

Ainda no ano de 1967, mas agora no lado de cá do Atlântico, vamos para Inglaterra onde musicalmente se opera uma verdadeira revolução.
O ano vai ser extraordinariamente rico musicalmente com muitos álbuns que marcaram o ano e a contribuírem significativamente para a transformação musical que se operava, entre grupos ou cantores novos e outros já consagrados destacaram-se, oriundos de Inglaterra, discos como:

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles
Are You Experienced - Jimi Hendrix
Disraeli Gears - Cream
The Piper At The Gates Of Dawn - Pink Floyd
Days Of Futured Passed - The Moody Blues
Something Else By The Kinks - The Kinks
Mr Fantasy - Traffic
Procol Harum - Procol Harum
The 5000 Spirits Or The Layers Of The Onion - The Incredible String Band
The Bee Gees' 1st - Bee Gees
A Gift From a Flower To a Garden - Donovan

Todos eles marcantes do ano, da década e da história da música popular.

Como refere Jean-Marie Leduc no livro "Pink Floyd" "...a comunidade florida de Londres não é tão numerosa e espectacular como a de São Francisco, mas não é menos activa", abrem-se lojas "onde foram abolidas todas as noções tradicionais de comércio: vai-se lá ouvir música, fazer trocas, conversar e fumar", The Beatles e Rolling Stones descobrem a cítara e a tabla em "concorrência à guitarra e à bateria", proliferam as rádio piratas, que vão ser proibidas, "que são o meio de expressão mais poderoso da jovem geração pop britânica". São criados órgãos de informação do movimento underground como o International Times (IT) que lança o slogan "Quando a música muda, as paredes da cidade tremem", surgem novos clubes como o UFO (Unidentified Flying Object) a 31 de Dezembro de 1966 ".. tendo como atracção principal um jovem conjunto desconhecido do grande público, os Pink Floyd".

Depois dos 2 Singles "Arnold Layne" e "See Emily Play", porque a música dos Pink Floyd não cabia na duração dos Singles é editado em Agosto de 1967 o citado álbum "The Piper At The Gates Of Dawn". Disco ímpar a desbravar novas fronteiras para a música popular. Nele constavam temas como "Astronomy Domine" e "Interstellar Overdrive" tão diferentes de tudo o que se ouvia até então. A revolução Pink Floyd tinha começado.




Pink Floyd - Astronomy Domine

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Pink Floyd - Set the Controls for the Heart of the Sun

"Enquanto Frank Zappa trabalha dentro de um sistema de selecção artificial, unindo os diversos fragmentos, a música do conjunto londrino Pink Floyd desenvolve-se de forma mais orgânica. Este conjunto produz os seus efeitos sonoros directamente e não no estúdio, para os quais utilizam instrumentos técnicos especiais" lê-se em "O  Mundo da Música Pop", a propósito da crescente complexidade nas gravações de alguns conjuntos Rock, tendo então o jornal Melody Maker questionado se "Estão a matar a música Pop?".

Na realidade os primeiros álbuns dos Pink Floyd manifestam uma saudável criatividade que nos levava de canções de uma simplicidade extrema a composições de uma complexidade até então desconhecida no meio Pop-Rock.

"Nós tocamos a música que nos agrada e aquilo que tocamos é inédito. Creio que nos podíamos chamar a orquestra da nova direcção. Se tivéssemos que nos caracterizar a nós próprios, diríamos que os Pink Floyd são a luz e o som. Ambos os meios se completam mutuamente e nós utilizamo-los não só como espectáculo", citação de Roger Waters na mesma fonte.
E ainda a propósito do segundo álbum:
"O seu segundo LP A saucerful of secret, é qualificado pela revista «Sound» como «mágica expedição misteriosa ao reino dos sons inauditos».





A gravação do 2º LP do grupo vai coincidir com a saída de Syd Barrett e a entrada de David Gilmour, sendo portanto o único disco dos Pink Floyd onde se pode ouvir os cinco músicos.
"Set the Controls for the Heart of the Sun", composto por Roger Waters, é mesmo o único tema dos Pink Floyd onde aparecem os cinco músicos, a saber: Roger Waters - voz, baixo e gongo; Richard Wright - teclados; Nick Mason - bateria; Syd Barrett - guitarra; David Gilmour - guitarra.

"Set the Controls for the Heart of the Sun", uma bela amostra da música electrónica experimental que os Pink Floyd então tão bem exploravam.



Pink Floyd - Set the Controls for the Heart of the Sun

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pink Floyd - See Emily Play

Alguns temas da música underground dos anos 60

Os populares Pink Floyd no seu início foram um grupo ligado à cena underground londrina. Particularmente no seu princípio, antes da entrada de David Gilmour em finais de 1967, ainda sob a liderança de Syd Barrett (1946-2006) a música por eles praticada era estranha, muito estranha com uma larga dose de experimentalismo.

"É em Londres que John Hopkins descobre o grupo, atraído pela sua música e pela forma de se apresentar em palco, profundamente originais. Com efeito, os Pink Floyd, apaixonados pela electrónica e pela ficção científica, começaram já a triturar os sons dos seus instrumentos e a experimentar as técnicas do larsen e do eco. A primeira etapa para se tornarem conhecidos do público é a noite de lançamento do IT na Roundhouse, ocasião para o conjunto enfrentar o underground londrino, com o qual nunca tinha sido verdadeiramente confrontado, apesar de várias passagens na escola experimental livre de John Hopkins."  lê-se em "Pink Floyd" de Jean-Marie Leduc.

No ano de 1967 foram lançados dois Singles e o 1º álbum "The Piper At The Gates Of Dawn".
Em Junho de 1967 é então editado o 2º Single dos Pink Floyd, que tinha "See Emily Play" como tema principal.



Syd Barrett disse: "Estava a dormir num bosque, depois de um espectáculo, quando vi aproximar-se por entre as árvores uma rapariga que gritava e dançava. Era Emily."

Verdade ou mentira (mais tarde Barrett terá dito que era só publicidade) aqui vai a fantasia surrealista de Syd Barrett em "See Emily Play" longe do som mainstream com que os Pink Floyd vieram a terminar.



Pink Floyd - See Emily Play

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pink Floyd por Jean-Marie Leduc

"Pink Floyd" escrito por Jean-Marie Leduc é um livro editado em Portugal pela Centelha e é o nº 4 da colecção Rock On. A edição de Junho de 1982 teve uma tiragem de 5000 exemplares e conta a história do grupo de Rock psicadélico que mais se destacou no movimento hippie/underground de Londres de 1966, os Pink Floyd.
O livro relata a vida dos primeiros 10 anos do famoso grupo, o que se constata logo pela data do prefácio, Março de 1977. No entanto, nos anexos aparece um texto sobre "The Wall" tendo, parcialmente, como fonte o nº 165 da revista "Rock et Folk" de 1980. Também a discografia vai até Dezembro de 1981.



Com o essencial da história dos então inovadores Pink Floyd satisfazemos a curiosidade relativamente à origem do nome Pink Floyd, literalmente Fluído Cor-de-Rosa:
" A origem do nome do grupo deve-se a Syd Barrett. Há quem diga que o nome lhe surgiu numa visão durante uma «viagem» mas na realidade Syd foi buscar o nome do grupo a um álbum que tinha de dois bluesmen da Georgia - Pink Anderson e Floyd Council - tirando simplesmente o primeiro nome de cada um. Daí não haver aparentemente tradução para Floyd. No entanto, e as coincidências são demasiadas, quando o ácido foi introduzido na Inglaterra, por volta de 1966, em gíria chamava-se Floyd a uma ampola de ácido que curiosamente eram mais ou menos cor de rosa (pink)."

Do mesmo livro a primeira foto oficial dos Pink Floyd, da esquerda para a direita, Syd Barrett, Nick Mason, Roger Waters e Rick Wright (1943-2008).


Pink Floyd - Arnold Layne

No início do ano de 1967 foram gravadas as canções, "Love Makes Sweet Music" e "Arnold Lyne", respectivamente dos Soft Machine e Pink Floyd, eram os seus primeiros Singles  e os primeiros do Rock psicadélico nascente na cena underground londrina.

No primeiro semestre de 1966 os Pink Floyd são descobertos, em Londres, por John Hopkins que os vai lançar na inauguração do jornal underground International Times a 15 de Outubro ("Esta reunião, a primeira grande noite hippie que a Inglaterra conheceu, permitiu aos Pink Floyd apresentarem uma música e uma encenação que se coadunavam intimamente com o psicadélico." em "Pink Floyd" de Jean-Marie Leduc) e da discoteca UFO (Unidentified Flying Object ou ainda Underground Freak Out) no final do mesmo ano.


No início os Pink Floyd eram formados por Roger Waters, Nick Mason, Rick Wright (1943-2008) e Syd Barrett (1946-2006) (David Gilmour ainda lá não estava) líder do grupo.
"Foi graças ao temperamento artístico de Syd Barrett que o conjunto pôde encontrar o seu caminho, de tal forma que se tinha então a impressão que os Floyd eram Syd Barrett com não importa qual músico capaz de o acompanhar!" no dizer do primeiro empresário do grupo, Andrew King, em  "Pink Floyd" de Jean-Marie Leduc.


Terminamos com a primeira gravação dos Pink Floyd, "Arnold Layne".



Pink Floyd - Arnold Layne