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sábado, 15 de junho de 2019

The Doors – Morrison Hotel

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70

Só no ano de 1970 encontram-se 5 dos 20 álbuns que estão, para mim, como dos mais representativos da década de 70 ou, dizendo de outra maneira, que, olhando hoje para aqueles anos, são dos que, seja qual for a razão, mais me tocaram e maiores saudades me deixaram.

Ontem recordei o primeiro, "Bridge Over Troubled Water" do duo Simon and Garfunkel, hoje vou, por ordem cronológica, para o segundo que é, nada mais nada menos, que "Morrison Hotel" dos muito singulares The Doors.


Edição italiana em vinil de 1977, ref: W 42080, EKS 75007




The Doors, que preencheram alguns dos melhores momentos das minhas recordações musicais, publicavam em 1970 o seu 5º álbum de originais e retornavam ao som puro e duro do Rock e do Blues que tão bem cultivaram.
"Morrison Hotel" encontra-se entre as manifestações mais poderosas do Blues-Rock, "Land Ho!", "Peace Frog", "Roadhouse Blues", "Blue Sunday", que se podem descobrir neste blog, são disso testemunho. Grandes canções, intemporais, que se ouvem ainda hoje não de forma exclusivamente nostálgica mas com um vigor e satisfação que muita da música popular de agora não tem e não dá.

Na edição em CD de 2007, comemorativa dos 40 anos dos The Doors, David Fricke escrevia:
"... in November 1969, Morrison, organist Ray Manzarek, guitarrist Robby Krieger, and drummer John Densmore started making the music Morrison described that day - electric blues, anchored in tradition but pointed to the future - at Elektra Records, Los Angeles studios. The result - 11 original songs, sung and played with concentrated fire and muscular concision - would be released a mere three months later, in February 1970, as Morrison Hotel." 


Para o "futuro" ficava, por exemplo, "Waiting for the Sun". Ora ouçam.

"This is the strangest life I've ever known"




The Doors - Waiting for the Sun

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

The Doors - L.A. Woman

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

"Quatro álbuns que iriam ter uma responsabilidade maciça na nova vaga de 1978-1980", assim dizia Miguel Esteves Cardoso sobre quatro discos que ele colocava entre as suas escolhas do ano de 1971, são eles:
L.A. Woman - The Doors
Lou Reed - Lou Reed
Church of Anthrax - John Cale
Desertshore - Nico

Começo pelo primeiro "L.A. Woman", dos sempre bem vindos The Doors, que era o último do grupo com Jim Morrison vivo. Sobre ele referia Miguel Esteves Cardoso no seguimento da frase anterior: "O último dos Doors é menos evocador, mas agressivamente lírico.", 4 estrelas era quanto lhe atribuía.

Edição portuguesa em vinil com a ref: LP-S-58-9, data incerta




O álbum possuía 2 canções que particularmente se destacavam pela sua duração (mais de 7 minutos), mas não só, eram  "... ambas completa e poderosamente autobiográficas, e ambas lírica e musicalmente fortes." (em "Daqui Ninguém Sai Vivo" de Jerry Hopkins/Danny Sugerman). Era Jim Morrison e The Doors no seu melhor.

As canções eram as agora clássicas "Riders on the Storm" e "L.A. Woman", a primeira mais lenta e melódica, a segunda mais aguerrida e poderosa onde Jim Morrison homenageia a Cidade da Noite, Los Angeles.

...
If they say I never loved you
You know they are a liar
Driving down your freeways
Midnight alleys roam
Cops in cars, the topless bars
Never saw a woman so alone
...

Da edição do 40 aniversário dos The Doors (1967-2007), em CD, segue "L.A. Woman", tem mais 10 segundos que o original, no começo ouve-se a guitarra a tocar o hino dos EUA.



The Doors - L.A. Woman

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

The Doors - Riders On The Storm

Falecidos na Década de 70

Vamos para 1971 e mais uma morte ensombra a música Rock. Nove meses após a morte de Jimi Hendrix e Janis Joplin os fãs do grupo norte-americano The Doors são surpreendidos com a notícia da morte do seu líder, Jim Morrison.
À semelhança daqueles faleceu com 27 anos, estava então em Paris quando foi encontrado morto na banheira, a 3 de Julho em Paris, pela sua namorada Pamela Courson. Excesso de álcool e drogas estarão nas causas mais prováveis da sua morte.
Dos três referidos, Jim Morrison era o que eu melhor conhecia e mais apreciava, era, para mim, o melhor vocalista da música Rock e conhecia razoavelmente bem a sua música. Em particular o duplo LP ao vivo "Absolutely Live" e o recém editado "L.A. Woman". Da obra anterior eram vários os temas que já tinha ouvido, nomeadamente o "antigo" "Light My Fire" e o "mais recente" "Peace Frog". Foi, portanto a morte que eu mais senti.


Da edição comemorativa dos 40 anos dos The Doors (1967-2007),
edição em CD de "L. A. Woman"


Não sei, ao certo, quando soube da morte de Jim Morrison. Naquele tempo a informação era parca quer nos meios audiovisuais quer na imprensa escrita. Mas o artigo, do meu conhecimento, onde primeiro era referido o seu desaparecimento era assinado por Octávio A. F. Silva que assinava um artigo de duas páginas, sobre The Doors e Jim Morrison, no nº 6 de Novembro-Dezembro de 1971, do jornal "memória do elefante". Terminava o artigo assim:

"Já em 1971 editou-se um LP retrospectivo, «Doors 13», e pouco antes do desaparecimento de Jim Morrison apareceu o seu último trabalho: «L. A. Woman». Neste álbum, ainda uma última criação de génio em RIDERS ON THE STORM. Apelo prolongado e desesperado, envolve-nos na sua densidade ultra-sólida para nos prostar atentos num encanto pós orgástico. RIDERS ON THE STORM é ainda uma sequência do anteriormente exposto. Porém os «Doors» chegaram também a algo de muito incaracterístico, que com o desaparecimento de Morrison talvez nunca cheguemos a compreender se fosse possível compreender.
Esperemos o futuro dum grupo que foi um dos maiores de toda a música popular dos anos 60, asseverando, no entanto que as excelentes qualidades dos seus músicos não chegarão com certeza para suprir a falta dum dos génios primeiros dessa mesma música popular."






The Doors - Riders On The Storm

sábado, 7 de outubro de 2017

The Doors - Morrison Hotel

Os 15 melhores álbuns de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

"Morrison Hotel" merecia melhor classificação, o passar dos anos diz-me que merecia estar no Top 5 dos álbuns de 1970. À época, o programa "Em Órbita" considera-o na 13ª posição nos melhores LP do ano.

Depois dos desvios orquestrais do álbum "The Soft Parade", The Doors voltam ao som Rock e Blues-Rock que melhor os caracterizava. Um som forte, coeso, com os dois lados do LP a serem abertos por duas tremendas canções Rock, "Roadhouse Blues" e "Land Ho!" respectivamente, e pequenas maravilhas saídas do talento de Jim Morrison como "Blue Sunday", "The Spy" ou "Indian Summer" (este em parceria com Robby Krieger).

No livro "Daqui Ninguém Sai Vivo", a biografia de Jim Morrison por Jerry Hopkins e Danny Sugerman lê-se acerca de "Morrison Hotel":
"Apesar de Morrison Hotel não ter produzido um single de êxito, restabeleceu os Doors como favoritos dos críticos, recolhendo análises favoráveis em quase todas as publicações importantes. Não só não havia cordas ou metais, como também a banda tinha tido tempo de aperfeiçoar algumas das músicas em concerto, antes de gravar - a primeira vez que tinham tido este luxo desde a gravação do seu primeiro álbum. Foi recompensador. Morrison Hotel possuía uma intensidade que tinha faltado aos últimos dois álbuns. A voz de Jim tinha amadurecido, tinha-se tornado mais profunda, e os outros tinham evoluído como músicos. Foi um regresso artístico: os Doors tinham conseguido engatilhar uma colecção de músicas que corriam juntos com uma força assustadora."






Para o "Em Órbita" a apreciação era a seguinte:
"Só em álbum se pode medir duma forma mais exacta a extensão do talento inovador dos Doors.
Grupo fiel a um estilo pouco cómodo, eles são o eclodir da própria violência.
«Morrison Hotel» - um manifesto de inquebrantável força."

Um disco a que sabe sempre bem voltar. Agora com "Land Ho!"




The Doors - Land Ho!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

The Doors - Peace Frog

As 15 melhores canções de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"



Fora o êxito que tinha sido "Light My Fire" e que muito, por cá, se ouvia, as músicas dos The Doors não eram das que mais facilmente se pudessem ouvir na rádio. Felizmente havia programas como o "Em Órbita" que nos davam a conhecer o melhor que se fazia além fronteiras e entre o melhor estavam The Doors.




"Os Doors continuam a compor um dos mais polémicos agrupamentos de hoje.
Praticantes duma forma desencantada de música popular, amantes do desequilíbrio, da violência e da provocação, as suas criações assumem, desde os primeiros dias, as proporções dum interminável combate.
“Peace Frog” é o mais representativo trabalho dos Doors do ano findo."

Talvez esta apreciação que o "Em Órbita" fez a "Peace Frog" possa explicar o porquê da pouca divulgação que The Doors por cá tinham. Claro que a música dos The Doors pouco tinha de comercial, a atitude do grupo, e de Jim Morrison em particular, não era consentânea com os bons costumes e nos Estados Unidos foram perseguidos pela imprensa mais conservadora, pois eram considerados um grupo subversivo.

Acrescente-se a poesia de Jim Morrison tortuosa e provocadora. Em "Peace Frog" ouvia-se:

"There's blood in the streets, it's up to my ankles
Blood in the streets, it's up to my knee
Blood in the streets in the town of Chicago 
Blood on the rise, it's following me..."


"Peace Frog" era, para o programa "Em Órbita", a 13ª melhor canção do ano de 1970 .




The Doors - Peace Frog

domingo, 30 de abril de 2017

The Doors - Roadhouse Blues

pão com manteiga - O Roque e a Amiga                                                                              


Continuamos então com mais alguns textos de "O Roque e a Amiga" e respectiva música:
"Roque mergulhou a cabeça nas mãos. Depois, perplexo perante tal afirmação, perguntou:
- Com que então, agora, sou... mentiroso?
A amiga estalou a língua.
- É pior do que isso, Roque: você é um mau mentiroso.
- Roque avançou, de braços estendidos:
- Não diga isso! Você faz de mim um retrato péssimo.
- Pelo contrário - contrapôs a amiga, retomando o tricot. - Estou até a ser bastante benevolente.
Roque tentou abraçá-la.
- Oh fofa...
- Não me fofe e não me manipule, que isso não muda a minha opinião a seu respeito.
Roque cruzou oss braços.
- Sendo assim, a única coisa que me surpreende, é você ainda estar nesta casa.
A amiga riu baixinho.
- Não se espante. Misture um pouco de elevado sentido do dever (que eu tenho), outro tanto de masoquismo (que também tenho) e, sobretudo, uma boa dose de não estar disposta a fazer-lhe a vontade.
- Qual vontade?
- Já lhe disse. E para seu governo, sempre lhe digo que quando vim fiz uma jura... que vou cumprir.
- Uma jura? - surpreendeu-se Roque. - Como assim, uma jura?
- Exactamente. E é mais ou menos isto: se alguém, um dia, tiver que sair, é o Roque quem irá para a rua."

Ouve-se "Roadhouse Blues" dos The Doors.

"Roadhouse Blues" faixa de abertura do excelente álbum do grupo norte-americano The Doors, "Morrison Hotel", de 1970. Este tema tem a colaboração de Lonnie Mack no baixo e John Sebastian na harmónica.




The Doors - Roadhouse Blues

sexta-feira, 17 de março de 2017

The Doors - The Doors

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 60


Para esta lista de discos marcantes dos anos 60, vamos, por agora, parar no ano de 1967 onde escolhemos 7 LP, 4 dos quais são discos de estreia dos respectivos interpretes.

O ano começa bem, muito bem, logo no mês de Janeiro é editado o primeiro álbum de um novo grupo oriundo da Califórnia que dava pelo nome The Doors. The Doors que se tornariam um dos grupos mais populares daquele tempo e simultâneamente um dos mais criativos e inovadores (destoando do som dominante da Costa Oeste) do universo Rock,  destacaram-se igualmente na oposição aos valores dominantes de então.
Jim Morrison era o melhor vocalista Rock de então - e um dos melhores de sempre - Ray Manzarek tinha um som estranho nos teclados, ao tocar um piano Fender com a mão esquerda era prescindido o som de um viola-baixo, Robby Krieger, guitarra, e John Densmore, bateria, com influências do Blues e do Jazz respectivamente, deram ao grupo uma sonoridade contra-corrente da tendência geral.




"The Doors" é hoje consensualmente considerado um dos discos mais importantes de sempre, sendo deste disco o tema que os tornou conhecidos, "Light My Fire", um hino ao psicadelismo e à revolução sexual.
Um disco que se foi conhecendo progressivamente até à descoberta da última faixa de quase 12 minutos, a teatral e dramática "The End" posteriormente celebrizada no filme "Apocalypse Now" de Francis Ford Cappola de 1979.





Foi a edição alemã "2 Originals Of THE DOORS", com prensagem francesa dos 2 discos em vinil, de 1973, que adquiri e que me permitiu ouvir na integra "The Doors", mas também o seu sucessor "Strange days", e ficar a este disco para sempre ligado.
"The Doors" apresentava um som estranho e belo, avançado no seu tempo e notoriamente um disco marcante da década de 60.
Segue "Break On Through (To the Other Side)" a primeira faixa, do primeiro LP, foi ainda o primeiro Single do grupo editado no primeiro dia do ano de 1967. Foi há 50 anos, parece que foi ontem!




The Doors - Break On Through (To the Other Side)

domingo, 6 de novembro de 2016

Keepers - Light My Fire

A discografia dos The Doors teve, relativamente tarde, o seu reconhecimento em Portugal. Poucos terão sido os temas a ser divulgados e muito menos a ter êxito “just in time”. A excepção terá sido “Light My Fire” que se ouvia com grande regularidade na rádio, esplanadas ou nos animados bailes de Liceu. Grupos portugueses a interpretarem The Doors com certeza que havia, a arriscarem gravar composições deles, menos provável.
Até que descobri uma gravação de um grupo português que dava pelo nome Keepers onde aparecia uma versão de “Light My Fire”. Quanto ao grupo pouco há dizer, também pouco se sabe, gravaram 3 EP nos anos 1967/68 (um dos quais com versões de canções do Festival da Eurovisão, ui!), sendo o terceiro o que contêm a versão de “Light My Fire”.





De certeza que se basearam na versão do porto-riquenho José Feliciano, também de 1968, e que foi um grande êxito. À versão latina de José Feliciano, que caiu bem nos gostos do grande público, os Keepers parecem ter querido dar um toque abrasileirado mas o resultado final é desastroso. Para os fãs incondicionais dos The Doors eis um vídeo com 10 minutos de “Light My Fire. The Doors na Europa em 1968.





Do mesmo ano, segue “Light My Fire” pelos imaturos Keepers, nem a capa se safa.




Keepers - Light My Fire

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

The Doors - A Feast Of Friends

The Doors, uma muito breve história

Ainda The Doors e Jim Morrison.

Após a sua morte, Jim Morrison vai ser absorvido e mesmo banalizado pelo sistema. À época figura de grande riqueza intelectual (ver a sua poesia) e espontaneidade nos seus actos (ver as suas actuações) que não eram propriamente bem vistos por um sistema tradicionalista. Averso à autoridade, era permanentemente inconformado. Para alguns a razão de ser no ícone em que se tornou. No entanto, e de acordo também com alguns autores, tentando explicar o porquê da sua importância como símbolo de revolta de uma geração, crêem que a sua projecção se deveu, não tanto à sua poesia (complexa e muitas vezes de difícil entendimento), ou à sua performance em palco (afinal poucos o puderam presenciar, na Europa só fizeram uma tournée em 1968), mas sim à sua voz (ou seja o que atingiu um maior número de pessoas).
Diz Hervé Muller em “Jim Morrison para lá dos Doors”:
“… é essa voz, mais ainda do que a sua aparência física ou o seu comportamento no palco, precedendo tudo que iria fazer dele o mais poderoso símbolo de revolta da sua geração. Essa voz! Ela era de tal modo sonora e poderosa, que Morrison foi provavelmente o único cantor branco a ter conseguido atingir tais paroxismos de violência, sem nunca dar a impressão de forçá-la o mínimo que fosse, como se tivesse sempre uma reserva ilimitada de força vocal.”

É verdade, era a voz que nos fascinava, a melhor voz Rock alguma vez ouvida; talvez, nem ele próprio tivesse noção disso, pois que a sua maior preocupação estava, mais do que no canto, fundamentalmente na escrita, “Eu sou um homem de palavras” afirmava Jim. A música ligeira tinha Frank Sinatra, no rock tínhamos Jim Morrison.
É a esperança de se tornar reconhecido como escritor que o leva a afastar-se dos The Doors e ir para Paris, em 1971, onde faleceria a 3 de Julho. Consta que Pamela, companheira de Jim, escreveu na certidão de óbito: “James Douglas Morrison, poeta”.

Desenho de Jim Morrison usado no álbum
"An American Prayer"


Em 1978 os restantes elementos dos The Doors gravam o álbum póstumo “An American Prayer”. Trata-se, fundamentalmente, de declamações de poemas gravados em vida por Jim Morrison aos quais foi adicionada música pelos restantes The Doors, mais uma vez “Eu provoco o caos com as palavras, os outros restabelecem a ordem com a música”, dizia Jim Morrison.
Destaque para o poema título “An American Prayer” do qual escolho a parte final do mesmo. A música é uma adaptação do “Adagio” de Albinoni que The Doors já tinham gravado (não editado) em 1968 e aqui recuperada. A parte final do poema ficou conhecida por “A Feast Of Friends” e é com ele que ficamos, agora mais de 45 anos depois da morte de Jim Morrison:

“Wow, I´m sick of doubt
Live in the light of certain
South Cruel bindings
The servants have the power
dog men and their mean women
pulling poor blankets over our sailors
I´m sick of dour faces
Staring at me from the T.V. Tower
I want roses in my garden bower; dig?
Royal babies, rubies
must now replace aborted
Strangers in the mud
These mutants, blood meal
for the plant that´s plowed

They are waiting to take us into the severed garden

Do you know, how pale and wanton thrillful
comes death in a strange hour
unannounced, unplanned for
like a scaring over-friendly guest you´ve brought to bed

Death makes angels of us all and gives us wings
where we had shoulders, smooth as ravens claws

No more money, no more fancy dress
This other kingdom seems by far the best
until it´s other jaw reveals incest
And loose obidience to a vegetable law

I will not go
Prefer a Feast of Friends
To the Giant Family




The Doors - A Feast Of Friends

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

The Doors - Hyacinth House

The Doors, uma muito breve história


E chegamos ao último álbum de originais dos The Doors (com Jim Morrison vivo, na realidade The Doors gravaram ainda mais 2 álbuns de muito menor interesse).
Em finais de 1970 The Doors iniciam as gravações de “L.A. Woman” que veria a luz do dia em Abril de 1971.
Jim Morrison já se tinha retirado para Paris (deixando em suspenso o futuro dos The Doors) onde viria a falecer a 3 de Julho. O álbum teve um êxito enorme e as críticas foram quase unânimes quanto à qualidade deste último registo, um único senão, pela primeira vez a voz de Jim Morrison denota alguma falta de clareza a que não será alheio a consumo excessivo de álcool e drogas.
Deste último álbum ficaram para sempre composições como “L.A. Woman”, “Riders on the Storm” ou ainda “Love Her Madly”.

Na edição de Novembro/Dezembro de 1971 do jornal de “Música popular, jazz, erudita e rádio” “a memória do elefante” Octávio A. F. Silva escrevia:
“…pouco antes do desaparecimento de Jim Morrison apareceu o seu último trabalho: «L.A.WOMAN». Neste álbum, ainda uma última criação de génio em RIDERS ON THE STORM. Apelo prolongado e desesperado, envolve-nos na sua densidade ultra-sólida para nos prostrar atentos num encanto pós orgástico. RIDERS ON THE STORM é ainda uma sequência do anteriormente exposto. Porém, os «Doors» chegaram também a algo de muito incaracterístico, que com o desaparecimento de Morrison talvez nunca cheguemos a compreender. Esperemos o futuro dum grupo que foi um dos maiores de toda a música popular dos anos 60, asseverando, no entanto, que as excelentes qualidades dos seus músicos não chegarão com certeza para suprir a falta dum dos génios primeiros dessa mesma música popular.” (claro que acertou em cheio).

Um interessante vídeo com “Riders On The Storm” pode agora ser visto.




A escolha para audição vai para a menos conhecida “Hyancinth House”, onde uma menor qualidade vocal de Jim Morrison é notória, sendo o solo de Ray Manzarek inspirado na composição de Chopin “Polonaise in A-flat major, Op. 53”.

Na edição de Janeiro/Fevereiro de 1972 do jornal “a memória do elefante” “L.A.Woman” aparece entre as dez escolhas dos melhores álbuns de 1971:
“… Desenrolar contínuo de violência que não desmente os propósitos de rotura revelados desde o primeiro momento de acção, L.A.WOMAN é o continuar dos ataques frontais à sociedade americana, atitude de que os Doors nunca desistiram muito embora essa permanência ideológica activa lhes trouxesse demasiados incómodos. A sua grande vitória foi precisamente fazer sentir a impossibilidade da sua recuperação. Aos olhos da classe dominante do seu país, o seu nome esteve sempre ligado a uma sensação de insegurança que obrigava a uma vigilância cuidada de todos os seus movimentos. Doors de Jim Morrison: uma forma que acaba para sossego dos tradicionalistas americanos. L.A.WOMAN: música popular que nos será sempre grato recordar.”


Passados mais de 45 anos de “L.A.Woman” e da morte de Jim Morrison, recordemos então “Hyancinth House”.



The Doors - Hyacinth House

terça-feira, 27 de setembro de 2016

The Doors - Universal Mind

The Doors, uma muito breve história

O ano de 1970 vê sair o primeiro registo ao vivo dos The Doors naquele que é considerado um dos melhores álbuns ao vivo de sempre, o duplo “Absolutely Live”.

Não é, efetivamente, fácil de encontrar melhor, sou fã indefetível deste álbum gravado em diversos concertos no conturbado ano de 1969 e ainda em 1970.
Jim Morrison dizia: “Eu provoco o caos com as palavras, os outros restabelecem a ordem com a música”, “Absolutely Live” é disso testemunho.
Por entre versões de Bo Diddley (“Who do you love”), Willie Dixon (“Back Door Man” e “Close to you”) e ainda Bertolt Brecht/Kurt Weill nessa magnífica interpretação de “Alabama Song”, a recuperação de temas já anteriormente gravados “Five to One”, “Soul Kitchen” e essa espantosa interpretação de “When the music’s over” de 16 minutos, surgem 4 inéditos “Love Hides”, “Build me a Woman”, “Universal Mind” e, pela primeira vez, a superior interpretação do épico “The Celebration of the Lizard” em 14 minutos de The Doors inigualáveis.

(No vídeo excelente versão de "Universal Mind" de mais de 8 minutos)



A seleção vai, no entanto, para a transcendente “Universal Mind”, surpreendente pela simplicidade, beleza e interpretação de Jim Morrison.

"I was doing time
In the universal mind,
I was feeling fine.
I was turning keys,
I was setting people free,
I was doing alright.

Then you came along,
With a suitcase and a song,
Turned my head around.

Now I'm so alone,
Just looking for a home
In every place I see.

I'm the freedom man.
Yeah, that's how lucky I am."



The Doors - Universal Mind

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

The Doors - Peace Frog/Blue Sunday

The Doors, uma muito breve história


O ano de 1969 foi de grande turbulência na carreia dos The Doors.
Senão vejamos:
Concerto esgotado no Madison Square Garden no início do ano, a que se seguiram as sessões de gravação de “Soft Parade “.
Jam Session conhecida por “Rock is Dead”, ou o desencanto (premonição?) de Jim Morrison com o Rock: “As long as I got breath, the death of rock is the death of me, and rock is dead!”.
Ligação ao “Living Theatre” grupo de teatro radical criticado como sendo um grupo de vagabundos em busca do paraíso.
Em Março o célebre concerto em Miami perante mais de 10 mil pessoas. Jim transpunha para o palco a experiência do “Living Theatre” e interrompia, sistematicamente, as canções para falar/provocar a audiência: “São todos um bando de escravos! O que é que vão fazer para isso acabar?” ou “Quero ver dançar, quero ver divertirem-se.”, “Não existem regras, não existem limites”. Jim é acusado de embriaguez e de comportamento “impúdico e lascivo”, “exibição das partes íntimas” e “simulação de actos de masturbação e copulação oral” (citações do livro "Jim Morrison para lá dos Doors"). O FBI emite mesmo mandato de captura e a revista “Rolling Stone” publica o famoso poster de Jim Morrison “Wanted”.





A reputação do grupo atingiu níveis muito baixos em particular na conservadora Flórida com lançamento de campanhas pela decência em diversas cidades. Em consequência concertos são cancelados por todo o país.
Termina ainda a realização do filme “Feast of Friends”.
Segue-se a edição do livro de poesia “The Lords” de Jim Morrison.
Nas montanhas da Califórnia Jim inicia as filmagens de um novo filme (HWY - An American Pastoral).
Só em Julho realizam, na cidade do México, os primeiros concertos pós-Miami.
É entretanto lançado “Soft Parade”, o 4º álbum, com violenta reação de alguma crítica pela introdução de orquestra de cordas e metais.
Iniciam, ainda em 1969, as gravações do 5º álbum de originais de nome “Morrison Hotel”.
Jim deixa crescer a barba, engorda e aumenta o consumo de álcool.

“Morrison Hotel” sai em Fevereiro de 1970. É o retorno aos Blues (“Gosto de cantar blues – esses blues profundos, longos e desenfreados, sem princípio nem fim específicos” – dizia Jim Morrison) e a um Rock mais pesado. O álbum abre com o excelente “Roadhouse Blues”.





Também por cá o álbum foi devidamente assinalado. O programa “Em Órbita” considerava “Peace Frog” entre as melhores canções do ano e lia o seguinte texto: “Os Doors continuam a compor um dos mais polémicos agrupamentos de hoje. Praticantes duma forma desencantada de música popular, amantes do desequilíbrio, da violência e da provocação, as suas criações assumem, desde os primeiros dias, as proporções dum interminável combate. “Peace Frog” é o mais representativo trabalho dos Doors do ano findo.”

“Peace Frog” seguida da muito bela “Blue Sunday” é a proposta para hoje. Para ouvir repetidas vezes.



The Doors - Peace Frog-Blue Sunday

domingo, 25 de setembro de 2016

The Doors – Shaman’s Blues

The Doors, uma muito breve história

A vida de Jim Morrison extravasava a do grupo The Doors.

Entre 1968 e 1969 publica o conjunto de poemas “The New Creatures” e “The Lords”. Em 1970 em edição de autor é publicado “An American Prayer”.
Entre 1968 e 1969 realiza vários pequenos filmes (“Feast of Friends” e “HWY- An American Pastoral”).
É no meio de toda esta actividade que The Doors gravam o 4º álbum ”Soft Parade” saído em 1969. E é o álbum que mais se afasta do som típico dos The Doors sendo por isso o disco mais criticado (em particular pelos mais puristas defensores do som dos primeiros álbuns).
Gravado com orquestra de cordas e metais, Robbie Krieger (guitarra) toma parte mais activa com alguns temas de sua autoria. Não é, no entanto, um álbum menor, pelo contrário, estamos na presença de uns The Doors em expansão das suas fronteiras (se é que elas existiam). O tema de maior êxito foi “Touch me” (de Robbie Kriger) que podemos ver em mais um excelente vídeo numa passagem dos The Doors pela TV.





O álbum retomava mais um tema de longa duração, precisamente “Soft Parade” de nove minutos que encerra o álbum, um dos melhores de sempre.
Outra faceta determinante de Jim, na escrita e nas actuações, era o seu lado místico. O xamanismo era parte integrante da sua personalidade. No culto dos Índios da América Latina, nas cerimónias religiosas onde pontifica o Xamã em estado de transe, assim se via Jim Morrison.
Os concertos eram como que a cerimónia e ele o Xamã em viagem alucinogénica. (“Is everybody in? The ceremony is about to begin”. Dizia Jim no início de “Celebration of the Lizard”.)

A escolha, do álbum “The Soft Parade”, vai para “Shaman’s Blues” onde, a certa altura e subtilmente, “and your mind” (o vosso espírito) se transforma em “and you’re mine” (e vocês pertencem-me), Jim Morrison no seu melhor.




The Doors – Shaman’s Blues

sábado, 24 de setembro de 2016

The Doors - Not to Touch the Earth

The Doors, uma muito breve história

Jim Morrison foi um bom aluno, estudou sociologia, biologia e literatura na Flórida. Em 1964 ingressa na UCLA (Universidade de Cinema de Los Angeles) para o curso de teatro e cinema. Possuia pois uma cultura literária e cinematográfica que não era comum no universo dos músicos de Rock.
Pela cultura literária, admirava Baudelaire, Aldous Huxley, William Blake, Appolinaire, Rimbaud tendo publicado vários livros, The Doors beneficiaram assim da sua poesia; da sua experiência cinematográfica, manifestava preferências por Visconti, Fellini e Godard e realizaria também vários pequenos filmes, viria a influência para as suas teatrais representações em palco.

Depois dos primeiros dois álbuns gravados em 1967 e da projecção alcançada, a expectativa em relação ao próximo álbum era grande. No primeiro álbum sobressaía o tema final, de longa duração,  “The End”, o segundo álbum terminava com 11 minutos de “When the music’s over”.
Como seria no terceiro? A ideia inicial consistia na versão musical do poema épico de Jim “The Celebration of the Lizard”, no entanto as gravações ficaram por um “demo” com mais de 17 minutos e acabou por não ser incluído.

Do terceiro álbum de 1968 de nome “Waiting for de Sun” o sucesso maior foi “Hello, I love you”, mas também “Spanish Caravan” ("Take me to Portugal, Take me to Spain" dizia Jim Morrison) ou ainda “Unknown soldier” (abordagem à guerra do Vietname, simulando Jim Morrison, em palco, um fuzilamento).

Excelente o vídeo seguinte com a performance de “Unknown Soldier”.





A escolha do 3º álbum de originais vai para “Not to Touch the Earth" uma pequena amostra do que seria a suite “The Celebration of the Lizard” que só apareceria completa no álbum ao vivo de 1970 “Absolutely Live”. Sem nenhuma música de longa duração “Waiting for de Sun” mantêm o rótulo de indispensável.




The Doors - Not to Touch the Earth

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

The Doors - Moonlight Drive

The Doors, uma muito breve história


“West Coast Sound” foi a designação que ficou para identificar a corrente musical inovadora e criativa surgida na Costa Oeste Americana, de Los Angeles a San Francisco, nos meados dos anos 60.

Grateful Dead, Love, Buffalo Springfield, Byrds e também The Doors são algumas das melhores expressões desse movimento.
Contrariando a tendência “Flower Power” da generalidade dos grupos, The Doors desenvolveram um registo mais “underground”, contra-corrente da tendência geral. Música bela mas simultaneamente angustiante; por um lado os poemas complexos de Jim Morrison, por outro a agressividade desconcertante da sua música e ainda a singularidade da sua voz (e das suas representações).
Voz grave, possante, cheia de improvisos (então praticamente inédito no contexto do Rock), seria, em muitos concertos, perturbador e dificultante na tarefa dos restantes elementos do grupo.

A história dos The Doors começou algures em 1965 quando Ray desafia Jim a cantar um dos seus poemas e ele surpreende-o com “Moonlight Drive”:
“Let’s swim to the moon 
Let’s climb throught the tide 
Penetrate the evening 
That the city sleeps to hide …” 

Ainda em 1967, depois do primeiro álbum “The Doors”, gravam o segundo, de nome “Strange Days”, e é aqui que “Moonlight Drive” aparece.
No vídeo temos The Doors ao vivo em 1968 interpretando “Moonlight Drive” .




 Desse segundo e esplêndido “Strange Days” aqui fica “Moonlight Drive”, a versão de estúdio.




The Doors - Moonlight Drive

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

The Doors - Alabama Song

The Doors, uma muito breve história

The Doors são a mítica banda dos anos 60 liderada pelo carismático Jim Morrison que todo o mundo conhece. Merecem uma abordagem mais extensa tal a importância que a banda teve e ainda hoje tem, quer em termos de influência musical, quer na figura lendária de Jim Morrison. A obra dos The Doors está praticamente toda esmiuçada, desde os discos originais, concertos ao vivo, compilações, “bootlegs”, até à descoberta das “Lost Paris Tapes” que por aí circulam, sem esquecer o infindável número de livros com todas as histórias (verdadeiras e não verdadeiras) da banda. Procurarei pois fazer a selecção de músicas que de alguma forma me pareçam menos óbvias (será possível?) e que mereçam o devido destaque. Evitarei assim temas evidentes e extensos, como “Light My Fire”, “The End”, “When The Music Is Over”, “Riders On The Storm”, “L.A. Woman” e outros, também pela sua extensão, como por exemplo esse magnífico “Celebration of the Lizard”, tema ímpar da obra dos The Doors e na realidade não tão conhecido, ou ainda “Soft Parade”.

Ray Manzarek (Teclas) e Jim Morrison (Voz) conheceram-se em 1965 como estudantes de cinema na UCLA. John Densmore (bateria) e Robbie Krieger (guitarra) eram conhecidos de Ray num centro de meditação “Maharishi”. Jim mais dado à poesia e ao teatro deu o nome ao grupo.
The Doors vem de uma frase do poeta inglês William Blake:

 “There are things that are known and things that are unknown; in between are doors”.

Ou ainda, também de William Blake:

“If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is: Infinite”

O sucesso foi imediato nos Estados Unidos com razoável atraso na Europa, e claro em Portugal. Durante muitos anos The Doors foram o meu grupo preferido, até aos excessos comerciais dos anos 80 (após “Apocalypse Now” de Coppola em 1980 – Banda sonora dos The Doors) e 90 (após o filme “The Doors” de Oliver Stone em 1991). O mesmo não aconteceu, felizmente, com o interessante filme de 2010 “You're Strange: A Film About The Doors” com narracção de Johnny Depp.
Agora, passados mais de 45 anos da morte de Jim Morrison e Ray Manzarek falecido há 3, é altura de recuperarmos The Doors sobretudo naquilo que efectivamente mais interessa, a música dos The Doors e a poesia de Jim Morrison.

Do primeiro álbum “The Doors” de 1967 (um dos melhores álbuns Rock de sempre) a escolha vai para “Alabama Song” (uma das duas canções não originais). Trata-se de um tema retirado de uma ópera alemã dos anos 30 (Bertolt Brecht – Letra e Kurt Weill – Música), no vídeo “Alabama Song” cantado por Lotte Lenya (mulher de Kurt Weill).





Indispensável também vídeo ao vivo dos The Doors interpretando "Alabama Song".




Do ano mágico de 1967 segue, do primeiro álbum, "Alabama Song".




The Doors - Alabama Song

sexta-feira, 10 de junho de 2016

The Doors - Runnin' Blue

As 15 melhores canções de 1969 segundo o programa de rádio "Em Órbita"



O programa "Em Órbita" procurava a divulgação do que mais genuíno e inovador se fazia na língua inglesa. Numa época em que não era fácil o acesso ao que de melhor se fazia na música popular anglo-americana, foi a audição de "Em Órbita" que me foi dado descobrir algumas das propostas mais interessantes que então vieram a contribuir para o meu gosto musical.
The Doors foram uma dessas descobertas, não que não passassem noutros programas, mas o privilegiar a divulgação dos LP em relação aos Singles, a par das considerações que eram feitas, tinha um aspecto formativo então inédito.

Era possível ouvir apreciações como: The Doors são "um caso raro de personalidade afirmada pela simplicidade e rudimentaridade de processos".
The Doors eram uma passagem regular no programa e mereceram a presença nas classificações do programa ao longo dos anos.





Em 1969 voltam a constar na lista das melhores canções do ano e a escolha não foi para a opção óbvia de "Touch Me" mas para "Runnin' Blue" ambas do mesmo LP, "Soft Parade".
Num álbum com maior peso do Blues que os que antecederam e a par de arranjos orquestrais até então inéditos no grupo, "Runnin' Blue" é a 4º aposta em Single e é a escolha do "Em Órbita" para a 12ª melhor canção do ano.



The Doors - Runnin' Blue

terça-feira, 3 de novembro de 2015

The Doors - Waiting for the Sun

Os 10 melhores álbuns de 1968 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

E chegamos ao 5º melhor álbum de 1968 de acordo com o programa de rádio "Em Órbita".

Depois  da edição dos 2 primeiros álbuns em 1967, The Doors gravam em 1968 "Waiting for the Sun" que nas listas do "Em Órbita" vai aparecer como o 5º melhor LP do ano.
"Waiting for the Sun", cuja canção título só apareceu em 1970 no álbum "Morrison Hotel", é o álbum de "Celebration of the Lizard", o tema "work in progress" que devia ter ocupado um lado do disco, mas que só vai aparecer no registo ao vivo "Absolutely Live" também de 1970. "Celebration of the Lizard", uma peça musical composta por 7 partes, não chegou a ter a concordância do grupo para a sua edição, aparecendo em "Waiting for the Sun" somente uma parte, "Not to Touch the Earth"; somente a letra aparece na totalidade na capa interior (finalmente em edição comemorativa dos 40 anos do grupo aparece "Celebration of the Lizard" numa versão de estúdio de 17:08 de duração).



"Um grupo musicalmente intolerante, que impõe um modo de pensar e de agir perante a vida de uma forma quase autocrática.
«Doors», fabricam música nas fronteiras do intolerável.
Uma sonoridade quase à beira do abismo."

Representativo deste LP a canção inicial "Hello, I Love You", também editada em Single e nº 1 nos Estados Unidos.



The Doors - Hello, I Love You

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

The Doors - The Unknown Soldier

As 10 melhores canções de 1968 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

The Doors, um grupo à época relativamente conhecido cá no nosso país. "Light my Fire" era bem conhecida e foi por cá um êxito, mas conhecer uma canção não é conhecer a música de um grupo, muito menos conhecer The Doors.
"Light my Fire" era do primeiro álbum de 1967 e em 1968, o ano em causa, era já editado o 3º registo grupo, o inexcedível "Waiting for the Sun".
O primeiro Single tirado de "Waiting for the Sun" foi "The Unknown Soldier" e foi a escolha de "Em Órbita" para o 2º lugar das melhores canções do ano.



"Um alertamento muito especial suscitado pela presença desta gravação na posição de proeminência que representa um 2º lugar.
Não se está em face de uma gravação susceptível de ser escutada e entendida com a mínima leviandade. Como é aliás típico na produção dos «Doors», "The Unknown Soldier» está longe de ser uma gravação de audição fácil, sobretudo em rádio.
É uma realização que impõe uma adesão prévia, uma preparação específica que permita o ouvinte acompanhar as diversas fases por que ela se desenvolve e a compreender o espantoso clima emocional que vai sendo progressivamente criado e aumentado. «The Unknown Soldier», é bom não esquecer, é uma gravação em que apenas participam quatro homens dos quais um é só vocalista. Os efeitos sonoros especiais que se acrescentam com a simplicidade prática mais evidente, servem de elemento perfeitamente legítimo de encenação do ambiente dominante.
«The Unknown Soldier», desenvolve o tema eterno do soldado desconhecido e parte daí ao assalto do contexto bélico em que se vive na maior parte do mundo.
Uma gravação que arranca, se desenvolve e finalmente se consome num expressionismo terrível e alucinante." texto lido pelo programa "Em Órbita" ao anunciar a classificação de "The Unknown Soldier".

E agora:
"Wait until the war is over
And we're both a little older..."




The Doors - The Unknown Soldier

segunda-feira, 1 de junho de 2015

The Doors - Strange Days

Os 10 melhores álbuns de 1967 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

Se por cá ainda dominava o Single e o EP, a música anglo-saxónica começava a impor os cerca de 40 minutos do LP como obra a ser admirada e consumida por uma juventude mais esclarecida e mais exigente.
O programa "Em Órbita" atento a esta realidade nas suas classificações de melhores do ano vai identificar os 10 melhores álbuns do ano de 1967 e são estes discos que vamos agora recuperar.
Começando pelo 10º lugar temos o grupo californiano The Doors que no ano de 1967 nos presenteiam com os 2 primeiros LP, é o 2º LP "Strange Days" que "Em Órbita" classifica.



"Totalizando 14 pontos «Strange Days» dos Doors classificou-se em 10º lugar nos 10 melhores álbuns de 1967. Um grupo de expressão fundamental no panorama de música popular americana de hoje."

The Doors a merecerem, um dia, uma passagem mais cuidada dada a importância que acabaram por ocupar na música popular dos anos 60 e 70 do século passado. Para já ficamos com o tema longo do LP, "When The Music's Over".



The Doors - When The Music's Over