As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70
Esta passagem por Paul Buckmaster termina aqui, naquela que julgamos ser a última colaboração (sem considerar Elton John) de Paul Buckmaster no universo da música Pop-Rock na década de 70. Vamos para os Grateful Dead no ano de 1977.
Os Grateful Dead foram uma das bandas mais carismáticas da música Rock vinda da West Coast dos Estados Unidos. Formados em 1965 terminariam em 1995 aquando da morte do seu líder Jerry Garcia. Com uma história e uma legião de fãs impressionantes, deixaram mais de duas dezenas de álbuns não estando o disco agora seleccionado, "Terrapin Station" de 1977, entre os mais aclamados do grupo. Mas é neste que consta a participação de Paul Buckmaster.
É na última faixa, a suite "Terrapin Station" de mais de 16 minutos que ocupa o lado B, que a presença de Paul Buckmaster se manifesta, são dele os arranjos de orquestra. Fica o início de "Terrapin Station".
Grateful Dead - Terrapin Station
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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domingo, 26 de novembro de 2017
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Grateful Dead - Viola Lee Blues
Monterey International Pop Festival 1967
Na lista impressionante daqueles que passaram pelo primeiro Festival de Monterey, nos dias 16, 17 e 18 de Junho de 1967, não podia deixar de constar um dos grupos mais significativos do som de S. Francisco, os, agora, lendários Grateful Dead.
Somente com um álbum editado aquando da passagem por Monterey é a formação original, que poucas alterações sofreu ao longo dos tempos, que esteve presente: Jerry Garcia, guitarra e voz; Bob Weir, guitarra e voz; Ron "Pigpen" McKernan, teclados, harmónica e voz; Phil Lesh, baixo e voz; Bill Kreutzmann, bateria.
Michael Lydon, escritor e músico, escreveu:
"... The Grateful Dead and they were beautiful. They did at top volume what Shankar had done softly. They played pure music, some of the best music of the concert. I have never heard anything in music which could be said to be qualitatively better than the performance of the Dead, Sunday night."
Da excelente actuação dos Grateful Dead recuperamos o tema longo "Viola Lee Blues", que encerrava o primeiro LP do grupo. O virtuosismo dos Grateful Dead ao vivo no Festival de Monterey.
Grateful Dead - Viola Lee Blues
Na lista impressionante daqueles que passaram pelo primeiro Festival de Monterey, nos dias 16, 17 e 18 de Junho de 1967, não podia deixar de constar um dos grupos mais significativos do som de S. Francisco, os, agora, lendários Grateful Dead.
Somente com um álbum editado aquando da passagem por Monterey é a formação original, que poucas alterações sofreu ao longo dos tempos, que esteve presente: Jerry Garcia, guitarra e voz; Bob Weir, guitarra e voz; Ron "Pigpen" McKernan, teclados, harmónica e voz; Phil Lesh, baixo e voz; Bill Kreutzmann, bateria.
Michael Lydon, escritor e músico, escreveu:
"... The Grateful Dead and they were beautiful. They did at top volume what Shankar had done softly. They played pure music, some of the best music of the concert. I have never heard anything in music which could be said to be qualitatively better than the performance of the Dead, Sunday night."
Da excelente actuação dos Grateful Dead recuperamos o tema longo "Viola Lee Blues", que encerrava o primeiro LP do grupo. O virtuosismo dos Grateful Dead ao vivo no Festival de Monterey.
Grateful Dead - Viola Lee Blues
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Grateful Dead -Morning Dew
O Som de S. Francisco
"O facto de ao fim e ao cabo se poder falar de um «sound» característico, tem razão primordial social. Efectivamente, havia mais de 500 conjuntos na cidade. Vulgarmente, viam-se conjuntos a viver em comunas, premissa essencial para a formação de um «sound» colectivo." afirmava-se em "O Mundo da Música Pop".
Logo de seguida citava-se Ralph Gleason, conhecido crítico musical:
"Todos eles, eram conjuntos cooperativistas e, duma maneira geral, nos espectáculos luminosos, por exemplo, engenheiros de som, mulheres, crianças cada um com o seu serviço específico, etc. Habitualmente viviam todos em conjunto, como acontecia com o conjunto Grateful Dead na sua casa de Height Ashbury, abandonada há já alguns anos."
Passagem obrigatória, mais uma, pelos Grateful Dead. Referência incontornável da música psicadélica de S. Francisco, os Grateful Dead marcaram presença, a partir de finais de 1965, na generalidade dos concertos que então se realizaram em S. Francisco.
Depois da gravação de um primeiro Single ainda em 1966, em 1967 é gravado e editado o primeiro LP. Dele recuperamos a faixa "Morning Dew", uma canção folk originária de Bonnie Dobson editada em 1964.
"Morning Dew", na manhã seguinte após o apocalipse, a conversa entre o homem e a mulher únicos sobreviventes.
Grateful Dead -Morning Dew
"O facto de ao fim e ao cabo se poder falar de um «sound» característico, tem razão primordial social. Efectivamente, havia mais de 500 conjuntos na cidade. Vulgarmente, viam-se conjuntos a viver em comunas, premissa essencial para a formação de um «sound» colectivo." afirmava-se em "O Mundo da Música Pop".
Logo de seguida citava-se Ralph Gleason, conhecido crítico musical:
"Todos eles, eram conjuntos cooperativistas e, duma maneira geral, nos espectáculos luminosos, por exemplo, engenheiros de som, mulheres, crianças cada um com o seu serviço específico, etc. Habitualmente viviam todos em conjunto, como acontecia com o conjunto Grateful Dead na sua casa de Height Ashbury, abandonada há já alguns anos."
Passagem obrigatória, mais uma, pelos Grateful Dead. Referência incontornável da música psicadélica de S. Francisco, os Grateful Dead marcaram presença, a partir de finais de 1965, na generalidade dos concertos que então se realizaram em S. Francisco.
"Morning Dew", na manhã seguinte após o apocalipse, a conversa entre o homem e a mulher únicos sobreviventes.
Grateful Dead -Morning Dew
sábado, 30 de janeiro de 2016
Grateful Dead - That's It For The Other One
Alguns temas da música underground dos anos 60
"O Rock subversivo provoca no ouvinte uma tomada de consciência. Mas cuidado: não só a letra provoca essa tomada de consciência, como igualmente a música o faz. Os conjuntos rock como Grateful Dead, MC 5, Limbus ou Khol Caravan [estes 2 últimos grupos alemães] praticam grandemente uma música que se liberta dos condicionamentos económicos e sociais.", pode-se ler em "O Mundo da Música Pop".
Os Grateful Dead foram um dos grupos Rock mais importantes da contracultura dos anos 60. Oriundos de S. Francisco, a cidade onde o movimento underground mais se desenvolveu, os Grateful Dead elaboraram uma sonoridade única repleta de ecletismo onde sobressaíam os longos improvisos nas actuações ao vivo.
"Ao improvisar, os músicos representam-se a si mesmos. Por consequência, praticam também uma música política, já que esta se desenvolve no meio de uma sociedade que impede ao homem de dispor de si próprio." lia-se na continuação da citação anterior.
Esta nova música, cheia de influências mas simultaneamente livre, autónoma, criativa teve nos Grateful Dead a expressão mais genuína; com Jerry Garcia (1942-1995) como o elemento mais destacado do grupo deixaram-nos uma extensa discografia indispensável na compreensão do fenómeno musical de S. Francisco.
"Anthem of the Sun" é o segundo álbum dos Grateful Dead, foi editado em 1968 e era um disco mais complexo que o primeiro do ano anterior. Composto somente por 5 faixas pretendia assim ter uma sonoridade mais próxima dos concertos ao vivo.
Ficamos pela faixa de abertura "That's It For The Other One" bem característica da música então praticada pelos Grateful Dead.
Grateful Dead - That's It For The Other One
"O Rock subversivo provoca no ouvinte uma tomada de consciência. Mas cuidado: não só a letra provoca essa tomada de consciência, como igualmente a música o faz. Os conjuntos rock como Grateful Dead, MC 5, Limbus ou Khol Caravan [estes 2 últimos grupos alemães] praticam grandemente uma música que se liberta dos condicionamentos económicos e sociais.", pode-se ler em "O Mundo da Música Pop".
Os Grateful Dead foram um dos grupos Rock mais importantes da contracultura dos anos 60. Oriundos de S. Francisco, a cidade onde o movimento underground mais se desenvolveu, os Grateful Dead elaboraram uma sonoridade única repleta de ecletismo onde sobressaíam os longos improvisos nas actuações ao vivo.
"Ao improvisar, os músicos representam-se a si mesmos. Por consequência, praticam também uma música política, já que esta se desenvolve no meio de uma sociedade que impede ao homem de dispor de si próprio." lia-se na continuação da citação anterior.
Esta nova música, cheia de influências mas simultaneamente livre, autónoma, criativa teve nos Grateful Dead a expressão mais genuína; com Jerry Garcia (1942-1995) como o elemento mais destacado do grupo deixaram-nos uma extensa discografia indispensável na compreensão do fenómeno musical de S. Francisco.
"Anthem of the Sun" é o segundo álbum dos Grateful Dead, foi editado em 1968 e era um disco mais complexo que o primeiro do ano anterior. Composto somente por 5 faixas pretendia assim ter uma sonoridade mais próxima dos concertos ao vivo.
Ficamos pela faixa de abertura "That's It For The Other One" bem característica da música então praticada pelos Grateful Dead.
Grateful Dead - That's It For The Other One
domingo, 29 de março de 2015
Grateful Dead - Good Morning Little School Girl
Nos EUA os anos de 1966/7 viram nascer novo movimento underground que ficou conhecido como "Movimento Hippie".
A Beat Generation (anos 50 início dos anos 60) de Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William S. Borroughs vai dar origem a meio da década de 60 ao "Movimento Hippie" que a juventude americana abraçou e que se generalizou um pouco por todo o mundo.
O movimento adopta um estilo de vida comunitário de contestação dos valores em vigor, defende o amor livre e a não-violência, "love and peace" torna-se o lema.
Em 1967 o movimento tem um dos seus pontos altos ao concentrar em S. Francisco 100000 hippies no que ficou conhecido pelo "Summer Of Love" ("If you're going to San Francisco, Be sure to wear some flowers in your hair...", dizia a canção de Scott McKenzie).
A música Pop-Rock fazia parte da cultura hippie ("Já que os hippies reivindicam esta música, ela por sua vez, declarou-se pertença deles. Os Beatles e os Stones, considerados como os leaders da pop music, tornaram-se os «mestres» da geração florida." em POPMUSIC-ROCK) e é neste período que vão surgir novos grupos que vão marcar uma época e caracterizar uma região: a West Coast. A lista é grande, citando os mais conhecidos:
Grateful Dead, Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service, Country Joe and The Fish, Big Brother and The Holding Company, The Doors, Mothers of Invention, Love, The Byrds, Iron Butterfly são alguns dos nomes incontornáveis.
Formados em 1965 os californianos Grateful Dead tiveram uma carreira de 30 anos até à morte do seu líder Jerry Garcia (1942-1995). Musicalmente eram uma amálgama de influências, eram claramente um grupo de fusão com sinais evidentes de Rock, Folk, Jazz e Blues. Cultivavam a improvisação, em particular nas actuações ao vivo, em longos temas a valer-lhes a designação de Jam Band.
Em 1967 gravam o primeiro LP "The Grateful Dead" e é dele a escolha para esta primeira passagem pelos Grateful Dead. "Good Morning Little School Girl" um standard dos Blues original de Sonny Boy Williamson.
Grateful Dead - Good Morning Little School Girl
A Beat Generation (anos 50 início dos anos 60) de Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William S. Borroughs vai dar origem a meio da década de 60 ao "Movimento Hippie" que a juventude americana abraçou e que se generalizou um pouco por todo o mundo.
O movimento adopta um estilo de vida comunitário de contestação dos valores em vigor, defende o amor livre e a não-violência, "love and peace" torna-se o lema.
Em 1967 o movimento tem um dos seus pontos altos ao concentrar em S. Francisco 100000 hippies no que ficou conhecido pelo "Summer Of Love" ("If you're going to San Francisco, Be sure to wear some flowers in your hair...", dizia a canção de Scott McKenzie).
A música Pop-Rock fazia parte da cultura hippie ("Já que os hippies reivindicam esta música, ela por sua vez, declarou-se pertença deles. Os Beatles e os Stones, considerados como os leaders da pop music, tornaram-se os «mestres» da geração florida." em POPMUSIC-ROCK) e é neste período que vão surgir novos grupos que vão marcar uma época e caracterizar uma região: a West Coast. A lista é grande, citando os mais conhecidos:
Grateful Dead, Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service, Country Joe and The Fish, Big Brother and The Holding Company, The Doors, Mothers of Invention, Love, The Byrds, Iron Butterfly são alguns dos nomes incontornáveis.
Formados em 1965 os californianos Grateful Dead tiveram uma carreira de 30 anos até à morte do seu líder Jerry Garcia (1942-1995). Musicalmente eram uma amálgama de influências, eram claramente um grupo de fusão com sinais evidentes de Rock, Folk, Jazz e Blues. Cultivavam a improvisação, em particular nas actuações ao vivo, em longos temas a valer-lhes a designação de Jam Band.
Em 1967 gravam o primeiro LP "The Grateful Dead" e é dele a escolha para esta primeira passagem pelos Grateful Dead. "Good Morning Little School Girl" um standard dos Blues original de Sonny Boy Williamson.
Grateful Dead - Good Morning Little School Girl
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