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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Janis Joplin - Move Over

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Nestas escolhas de Miguel Esteves Cardoso para o ano de 1971 já recordei, Dory Previn, Judy Collins, Sandy Denny, Laura Nyro, Joni MitchellCarly Simon e Mary Travers. Tudo mulheres, portanto, o que levava Miguel Esteves Cardoso a escrever:
"O ano foi generoso para a voz da mulher, surgindo com um novo poder comunicativo, liberta dos complexos e dos estereotipos dos anos 60 e enfrentando com coragem as possibilidades de composição oferecidas pelo Rock. Pela primeira vez é representado com justiça o trabalho da mulher em todas as suas dimensões até aqui reprimidas ou disfarçadas. Desde a visão tradicional de Mary Travers à garra de Sandy Denny ou de Laura Nyro vai uma amplitude considerável, mas une-as uma mesma atenção à palavra, um mesmo desejo de desmistificar, e uma mesma atitude (embora elegíaca) de aberta contestação. Para completar magnificamente esta explosão de talento, é editado, postumamente "Pearl" de Janis Joplin". 




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E assim volto a Janis Joplin e ao álbum "Pearl". Havia ainda qualquer coisa no ar para juntar tanta qualidade num único ano e havia muito, muito mais como veremos nos próximos dias. Para já é com Janis Joplin que fico, a canção é "Move Over" que tantas, tantas vezes ouvi naquele ano.




Janis Joplin - Move Over

sábado, 27 de outubro de 2018

Janis Joplin - Cry Baby

DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971


Janis Joplin tinha falecido a 4 de Outubro de 1970. O jornal "DISCO MÚSICA & MODA" logo no seu primeiro número publicado a 1 de Fevereiro de 1971 recordava-a em artigo assinado por T. L. (presumo que Tito Lívio).

Afirma-se nesse artigo:
"Por toda a parte o nome de Janis Joplin venceu a barreira que separa a realidade e a lenda, os comuns mortais e ídolos, a verdade e o mito. No entanto, entre nós, a sua música só agora começa a ser conhecida... Seu grito de revolta só agora começamos a ouvi-lo."





É verdade Janis Joplin não era das figuras do mundo musical das, por cá, mais conhecidas. Efectivamente foi a divulgação do álbum póstumo "Pearl" que a tornou, em Portugal, numa cantora conhecida por uma audiência mais alargada. O álbum passava com regularidade em diversos programas da nossa rádio, e eram várias as canções que se ouviam, entre elas estava a surpreendente "Cry Baby".




Janis Joplin - Cry Baby

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Janis Joplin - Me and Bobby McGee

Falecidos na Década de 70

Jimi Hendrix tinha falecido a 18 de Setembro de 1970 e ontem recordei-o. Passava pouco mais de 15 dias e nova morte assombrava o mundo do Rock, Janis Joplin falecia a 4 de Outubro.
Janis Joplin (1943-1970) juntava-se ao que mais tarde ficou conhecido como o "Clube dos 27" ou seja figuras proeminentes do universo Rock a falecerem com 27 anos. Tinha sido Brian Jones, depois Jimi Hendrix, agora Janis Joplin.

Figura invulgar na música popular, Janis Joplin abraçou o Blues-Rock como a trave mestra do seu curto mas enorme percurso musical. Faleceu de overdose de heroína quando preparava o 4º álbum (2º a solo) que viria a ser editado postumamente no ano seguinte.
"Pearl" foi a designação do LP e teve à época um sucesso e divulgação consentânea. Talvez por isso me lembre muito melhor da sua morte do que a de Jimi Hendrix.


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Na rádio eram vários os temas que se podiam ouvir, "Mercedes Benz", "Me and Bobby McGee" e "Cry Baby" foram os mais divulgados. Recordo-me de os ouvir no programa "Página Um" que recorrentemente aqui refiro pois ouvia-o quase todos os dias ao final da tarde.
A escolha para hoje recai em "Me and Bobby McGee" que também foi um êxito no seu original de Kris Kristofferson.




Janis Joplin - Me and Bobby McGee

terça-feira, 18 de abril de 2017

Janis Joplin - Mercedes Benz

pão com manteiga - O Roque e a Amiga                                                                                  


Do programa “pão com manteiga” do início dos anos 80, aqui vai mais uma rubrica de “O Roque e a Amiga”:
“A amiga pousou os cestos das compras na cozinha, voltou-se para Roque, levantou os óculos para a testa e fez notar:
- Tenho a impressão que você não sabe (porque anda muito enganado a meu respeito) que um dia destes acerto de-fi-ni-ti-va-men-te as minhas contas com essa lambisgóia dessa americana.
Roque olhou uma nódoa de café na t-shirt.
- Não vejo razão para isso: é uma excelente pessoa, o marido simpatiquíssimo…
- Desculpe: um contrabandista é o que ele é. Mas deixe-me dizer-lhe isto: enquanto eu estiver nesta casa, gostaria que houvesse um mínimo de respeito.
- Ora essa! – Roque levantou a cabeça, ferido nas suas intenções. – Respeito é coisa que não falta.
E atirou com a beata para o vaso da árvore da borracha.
- Ai não? Então como é que você chama ao facto de estar sempre metido lá em casa, sobretudo quando o marido não está… 
- Isso não é bem assim – corrigiu Roque. – Eu só lá vou quando me convidam.
A amiga cruzou os braços.
- E o que é que você tinha que ir lá cheirar hoje e com aquela alegria toda, que se ouviam as gargalhadas na escada?
- Eu só lá fui confirmar um ditado popular: a kitchenette da vizinha é sempre maior que a minha.”

Segue Janis Joplin com o tema “Mercedes Benz”.
“Mercedes Benz” gravado a 1 de Outubro de 1970, 3 dias antes de Janis Joplin falecer, pertencia ao álbum póstumo “Pearl” de 1971.




Janis Joplin - Mercedes Benz

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Janis Joplin - Summertime

A revista "Vida Mundial" e a música popular


Janis Joplin faleceu em 4 de Outubro de 1970 com apenas 27 anos (uma semana depois de Jimi Hendrix, também com 27 anos).
Poucos meses antes, a 15 de Maio, a revista "Vida Mundial" nº 1614 publicava um pequeno artigo intitulado "A explosiva Janis Joplin", a legenda da fotografia dizia somente "JOPLIN - Um furacão".

Janis Joplin tinha sido dada a conhecer no Festival de Monterey, em 1967, e rapidamente teve o reconhecimento que a consagrou como "a mais negra das cantoras brancas". A crítica norte-americana recebeu-a bem e dizia: "Ela está a tomar de assalto o mundo dos músicos negros do Sul dos Estados Unidos" e BB King afirmava: "Janis Joplin tem a garra de uma negra".




Entre digressões, que incluíram uma tournée pela Europa, Janis Joplin gravou 2 LP com o grupo Big Brother & The Holding Company, respectivamente "Big Brother & The Holding Company" e "Cheap Thrills", a solo deixou ainda mais 2 LP "Kozmic Blues" e "Pearl", este último editado postumamente.

"O seu disco «Cheap Thrills» atingiu uma venda de 1 milhão de exemplares em menos de 3 meses" lê-se no artigo da "Vida Mundial" e nele constava o tema escolhido para hoje, o clássico "Summertime" na voz incrível de Janis Joplin.



Janis Joplin - Summertime

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Janis Joplin - Kozmic Blues

Os 15 melhores álbuns de 1969 segundo o programa de rádio "Em Órbita"


Um dos mais fascinantes discos do ano de 1969 vai para a extraordinária cantora prematuramente falecida Janis Joplin. Dotada de uma voz fora do vulgar vai assinar no ano de 1969 um dos melhores discos de Blues-Rock. "Kozmic Blues", o primeiro álbum após a saída dos The Big Brother and The Holding Company, e único em vida,  foi gravado antes e editado depois da passagem de Janis Joplin pelo histórico Festival de Woodstock.

O programa de rádio "Em Órbita" nas suas classificações anuais vai considerar "Kozmic Blues" o 8º melhor disco do ano e referia-se-lhe assim:
"Espectáculo incomparável de uma artista incomparável!
Paixão, liberdade, ternura, erotismo, violência e humildade, um conjunto de sugestões que se libertam em harmonia admirável, da poderosa personalidade de Janis Joplin.
«Kozmic Blues» - um álbum empolgante!" 






A sugestão de audição vai para a faixar de abertura deste singular álbum e dá pelo nome de "Try (Just a Little Bit Harder)". Janis Joplin no seu melhor.



Janis Joplin - Try (Just a Little Bit Harder)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Janis Joplin- Kozmic Blues

As 15 melhores canções de 1969 segundo o programa de rádio "Em Órbita"


O ano de 1969 foi mais um grande ano na música popular anglo-americana, a testemunhá-lo as listas de melhores canções e melhores álbuns do ano, elaboradas pelo programa "Em Órbita". Um programa de audição obrigatória. É verdade que alguns outros programas, como o "Página um" surgido na Rádio Renascença no ano anterior ou até mesmo a "23ª hora"com os seus "Cinco minutos de Jazz" do José Duarte,  vieram alargar o leque de opções, no caso do "Página um" havia mesmo sobreposição de horário o que dificultava a escolha, mas nenhum se lhe comparava em sobriedade, inovação e muito bom gosto.
Então, se queríamos a nata do que melhor se fazia lá fora era mesmo o "Em Órbita" que tínhamos que sintonizar.

Continuamos a recordar a lista das melhores canções do ano de 1969 elaborada pelo "Em Órbita".
No 9º lugar aparece "Kozmic Blues" de Janis Joplin.





Após a saída dos Big Brother and the Holding Company, Janis Joplin (1943-1970) forma a Kozmic Blues Band que a suporta no primeiro e único álbum sob nome próprio editado ainda em vida.

Deste "Espectáculo incomparável" como o "Em Órbita" vai classificar o álbum, a canção "Kozmic Blues" ocupa a 9ª posição entre as melhores de 1969.



Janis Joplin- Kozmic Blues

sábado, 19 de março de 2016

Big Brother and The Holding Company - Ball and Chain

Monterey International Pop Festival 1967

Em 1966 Janis Joplin completa a formação clássica dos Big Brother and The Holding Company. É ainda nesse ano que gravam o primeiro homónimo álbum que seria editado no ano seguinte após o sucesso alcançado no Festival de Monterey nos dias 17 e 18 de Junho.

Originários de S. Francisco eram ainda pouco conhecidos quando actuaram no Verão de 1967 no Festival de Monterey tendo sido a única banda a tocar em dois dias. Depois de uma impressionante actuação no Sábado dia 17 e não tendo sido autorizada pelo manager do grupo a gravação em vídeo, os promotores pedem ao grupo para voltarem ao palco no dia seguinte de forma a Pennebaker poder fazer o registo em filme.
No dia 18 voltaram, felizmente, para tocarem "Combination of The Two" e "Ball and Chain". Eis o imperdível registo de "Ball and Chain".




No dia anterior Big Brother and The Holding Company também interpretaram "Ball and Chain" numa espantosa versão de mais de 8 minutos. Um momento único da melhor Janis Joplin e da música popular que mais admiramos.




Big Brother and The Holding Company - Ball and Chain

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Big Brother and the Holding Company - Bye, Bye Baby

O Som de S. Francisco

A quantidade alucinante de festivais (manifestações sociais que ultrapassavam a simples realização de um concerto) que ocorreram em S. Francisco (e um pouco por toda a Costa Oeste dos Estados Unidos) contribuíram manifestamente para a definição de uma sonoridade característica a ficar conhecida pelo som de S. Francisco. Depois do happening a 6 de Outubro de 1965, depois das sessões de apoio ao teatro Mime Troup de S. Francisco a 10 de Dezembro de 1965 nova manifestação cultural ocorre em Janeiro de 1966, era o Trips Festival.
"O acontecimento seguinte foi o «Trips Festival» que teve lugar no dia 21,22 e 23 de Janeiro de 1966 na sala do Longshoremen's Hall. Cerca de 20000 pessoas presenciaram espectáculos mistos, nos quais actuaram conjuntos rock, poetas, cineastas e outros artistas, tudo numa espécie de «circo electrónico»." pode-se ler em "O Mundo da Música Pop".





Neste Festival actuaram, entre outros, Grateful Dead, Big Brother and The Holding Company e The Loading Zone.
Os Big Brother and The Holding Company, ainda sem a sua formação clássica, ou seja Janis Joplin ainda não fazia parte do grupo, conhecerem aqui a sua primeira aparição pública.



Já com Janis Joplin, gravam ainda em 1966 o primeiro homónimo álbum que seria editado no ano seguinte. É a ele que vamos buscar "Bye, Bye Baby" a faixa de abertura.



Big Brother and the Holding Company - Bye, Bye Baby

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tom Jones - Green, Green Grass of Home

Tom Jones é um nome incontornável na história recente da música Pop do Reino Unido. Recente é uma maneira de dizer, na realidade Tom Jones, actualmente com 75 anos, há mais de 50 que mantem uma actividade intensa e uma popularidade invejável.
Igualmente duradouro é o seu casamento (58 anos), o qual foi no início mantido em segredo, provavelmente estratégia comercial face à associação da imagem de Sex-Symbol entretanto criada.



Musicalmente, que é o que nos interessa, Tom Jones, com uma poderosa voz de barítono, vai começar a sua carreira de sucesso em 1965 com "It's Not Unusual", nº 1 no Reino Unido. Até ao final da década vai gravar algumas das canções que constituíram êxitos tremendos e que ainda hoje são uma marca da sonoridade Tom Jones, a saber: "What's New Pussycat", "Green, Green Grass of Home", "I'll Never Fall in Love Again" e particularmente "Delilah".

Dos inúmeros duetos que efectuou ao longo de tantos anos de actividade (de Tina Turner a Van Morrison) o destaque vai para o dueto com a Janis Joplin na TV em 1969.



Com altos e baixos ao longo dos anos, no final do milénio regressa em alta com o álbum de versões "Reload" donde sobressaíram "Burning Down The House" e "Sex Bomb".

Porque me lembro muito bem, recordamos de 1966 "Green, Green Grass of Home", no original uma canção Country do ano anterior.



Tom Jones - Green, Green Grass of Home

terça-feira, 31 de março de 2015

Big Brother and the Holding Company - Down On Me

Mais um grupo da Califórnia, mais concretamente de S. Francisco, tiveram o seu início em 1965, são os Big Brother and the Holding Company.

A formação que iria ficar para a história é a de 1966-1968 onde pontificou a presença da cantora Janis Joplin. É com Janis Joplin (1943-1970) que a sonoridade do grupo se define, mistura do Rock psicadélico do grupo com a voz impressionante de Blues de Janis Joplin, e que são efectuadas as primeiras gravações. No vídeo a canção "Coo-Coo" do 1º álbum onde Janis Joplin só começa a cantar depois dos primeiros 3 minutos.





Para já ficamos no ano de 1967 e no primeiro registo desta excelente banda da West Coast, a eles ou a ela havemos de voltar.
"Down On Me" é uma canção tradicional dos anos 20 do século passado e tornada popular na versão de Janis Joplin com os Big Brother and the Holding Company, foi gravada no verão de 1967 e fazia parte do 1º e homónimo álbum do grupo.



Big Brother and the Holding Company - Down On Me