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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deep Purple - Third Movement. a) Vivace b) Presto

Estava eu a ouvir o, agora histórico, programa de rádio "Em Órbita" no Rádio Clube Português quando sou surpreendido por um tema dos Deep Purple. Surpreendido pelo som: Rock com Música Clássica, Música Clássica com Rock? E um espantoso solo de bateria de Ian Paice.
A força fantástica da orquestra durante todo o tema. E a duração do tema, mais de 15 minutos! Coisas pouco usuais para essa altura e ainda mais para a nossa rádio. Tratava-se do "Movement Three" do álbum "Concerto for Group and Orchestra" gravado em 1969 ao vivo no Royal Albert Hall pelos Deep Purple com a The Royal Philarmonic Orchestra. Ouvia o tema quase diariamente, incrédulo e admirado. Para a época era realmente revolucionário.
Diferente dos primeiros álbuns do grupo e provavelmente melhor do que qualquer outro posterior. Não me recordo de ver o disco à venda, julgo que o teria comprado. A polémica instalou-se com críticas ferozes de quem defendia a mediocridade daquela música e os elogios pelo arrojo e criatividade de John Lord. No jornal "a memória do elefante" de Julho de 1971 Jorge Lima Barreto fazia coro com os primeiros:
"Com este disco estamos perante a mais controversa produção pop dos últimos anos. A fusão pop - música clássica é-nos tendenciosamente apresentada como uma forma erudita.
… 
É lógico e bom de constatar que a ligação não resultou.
… 
Uma obra lamentável a todos os títulos lamentável, excepto um: Ritchie Blackmore !!!"

Nunca mais ouvi o disco.


Edição portuguesa de 1985 com a ref: 1907491




Em 1985 encontro o disco numa edição portuguesa que prontamente comprei. Já em casa ouvi-o por completo o que não conhecia. Não fiquei deslumbrado e a gravação não parecia ter grande qualidade. Lá ficou o disco, no meio dos outros e poucas vezes girou.

Folheto do DVD editado em 2002




Em 2007 encontrei o DVD com a gravação do concerto a preço de saldo. Bom, não resisti e comprei.

Segue, então, "Third Movement. a) Vivace b) Presto"




Deep Purple - Third Movement. a) Vivace b) Presto

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Deep Purple - Child In Time

DISCO MÚSICA & MODA, nº 2 de Fevereiro de 1971


Na sequência de um pequeno artigo, também deste nº 2 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA", onde se manifestava a falta de salas com condições para a actuação de grupos como os Led Zeppelin e os Ten Years After, mais um pequeno texto agora intitulado "Deep Purple: Recusa-se a actuar em França depois do incêndio de Grenoble" noticiava a falta de salas em França para a actuação dos Deep Purple.
O referido incêndio aconteceu numa discoteca a 1 de Novembro de 1970 e vitimou 146 jovens com menos de 27 anos, tendo a origem do incêndio ficado até hoje desconhecida.




Os Deep Purple em digressão em França cancelaram uma série de concertos alegando falta de segurança, "Actuamos em clubes onde se encontravam 2000 jovens, e que mais pareciam latas de conservas.", afirmava John Lord o conhecido organista dos Deep Purple.

Depois do álbum ao vivo "Concerto for Group and Orchestra", publicado em finais de 1969, o álbum que os iria consagrar definitivamente foi "Deep Purple In Rock" e marcava para muitos a melhor formação dos Deep Purple (Ritchie Blackmore, Ian Gillan, Roger Glover, Jon Lord, Ian Paice). Neste álbum destaco "Child In Time" com os seus mais de 10 minutos.




Deep Purple - Child In Time

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Deep Purple - Strange Kind Of Woman

Canções que se ouviam no ano de 1971

Desde 1968 que desenvolveram um estilo marcadamente pesado, sendo um dos grupos iniciadores do chamado Hard-Rock. Se nos anos de 1968 e 1969 gravaram 3 LP hoje em dia discos exemplares daquele género musical, é com a formação clássica (1969-1973) que atingem níveis de popularidade que os vão transformar numa das bandas mais conhecidas da época. São os Deep Purple.

A nova formação dos Deep Purple já tinha presenteados os fãs de sonoridades mais fortes com o álbum "Deep Purple In Rock" donde saiu o clássico "Child In Time" e com o Single "Black Night", a mim que nunca fui muito apreciador destas sonoridades cativaram-me com a estranheza da fusão do Rock com a música clássica do polémico "Concerto for Group and Orchestra".


http://45rotacoes.com.br

O ano de 1971 começou com "Strange Kind Of Woman" que seguia as pisadas do anterior "Black Night" e que muito se ouviu naquele ano.

Curioso como a designação Hard para classificar este Rock dos Deep Purple parece ser hoje desajustada. Na realidade face ao aumento crescente do volume de som, muitas vezes associado a distorções e falta de ritmo, estes temas quase que se poderiam considerar como de Rock convencional. Mas as designações valem o que valem, àquela data já era suficientemente Hard.
E agora ouvir e gingar ao som deste "Strange Kind Of Woman".




Deep Purple - Strange Kind Of Woman

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Deep Purple - Third Movement - Vivace - Presto

A década de 60 foi do ponto de vista musical muito abonada.

Teve também um desenvolvimento muito peculiar sendo o início e o fim da década radicalmente diferentes. Em particular na segunda metade verificaram-se movimentos musicais que pouco antes seriam impensáveis, entre eles a fusão do Rock com a música Clássica, muito em virtude da formação musical que alguns músicos evidenciavam.
De entre as várias experiências o destaque hoje vai para os Deep Purple que em 1969 gravaram ao vivo o “Concerto for Group and Orchestra “ no Royal Albert Hall com a Royal Plilarmonic Orchestra. O Concerto escrito por John Lord (1941-2012), teclista do grupo, é composto por 3 movimentos, sendo o vídeo seguinte correspondente ao final do “Third Movement:Vivace-Presto”.





Este registo seria alvo de acérrimas críticas, os defensores clamando pelo vanguardismo que o Rock atingia, longe do primarismo do início da década, outros como Jorge Lima Barreto que na edição de Julho de 1971 do jornal “a memória do elefante” escrevia:
“A fusão pop-música clássica é-nos tendenciosamente apresentada como uma forma erudita.” e “John Lord, dentro da sociedade de consumo, satisfaz a ansiedade pequeno-burguesa da erudição. Para quê ouvir Bach, Beethoven ou Ravel se existe John Lord; se nessas monótonas orquestras não há nada pop? (pergunta o menino-psicadélico-mediocrizado).”
A cada um o seu juízo.

Agora o “encore” do concerto com a repetição da parte final do mesmo 3º movimento (o mais bem conseguido na fórmula Rock-Clássico).




Deep Purple - Encore - Third Movement - Vivace - Presto (Part)

sábado, 10 de dezembro de 2016

Donovan - Lalena

Passagem, agora, por algumas canções soltas do final dos anos 60 que de alguma forma preenchem o nosso imaginário. Começamos com Donovan Leitch.

Donovan Leitch, mais conhecido só por Donovan. Símbolo maior do movimento hippie e do “flower power” dos anos 60 na Europa. Gravou entre 1965 e 1971 nove álbuns de qualidade superior. O seu estilo peculiar de mistura folk/jazz e o seu domínio do “vibrato” vocal produziram temas inesquecíveis como "Catch the Wind", "Colours", "Season of the Witch", "Mellow Yellow", "Jennifer Juniper", "Atlantis", "Celia of the Seals" e muitas, muitas mais … Hoje vamos ficar com um tema belíssimo, muito pouco conhecido e não gravado em nenhum LP de originais e é uma das minhas preferidas: “Laléna”.

Nas antípodas de Donovan, os Deep Purple gravam em 1969, no 3º álbum, “Laléna” dando azo às fantasias de John Lord no órgão. Outros tempos, onde tudo se cruzava. A versão dos Deep Purple está disponível no YouTube.




Gravado em Single em 1968 a origem do título “Laléna” manteve-se desconhecido até que em 2004 o próprio Donovan ter esclarecido:
“It's not very well-known, but Laléna is a composite title made up from the name of the German actress Lotte Lenya*. I was fascinated with The Threepenny Opera as a socially conscious musical, so when I saw the movie version with Lotte Lenya, I thought: "OK, she's a streetwalker, but in the History of the world, in all nations, women have taken on various roles from priestess to whore to mother to maiden to wife". 
(*Lotte Lenya cantora e actriz casada com o compositor Kurt Weill, já anteriormente recordada a interpretar “Alabama Song”)

Junto segue esta bela canção “Laléna” na versão original de Donovan.

“When the sun goes to bed
That's the time you raise your head
That's your lot in life,
Laléna
Can't blame ya
Laléna 

Arty-tart, la-de-da 
Can your part get much sadder? 
That's your lot in life, 
Laléna 
Can't blame ya 
Laléna 

 Run your hand through your hair 
Paint your face with despair 
That's your lot in life,
Laléna 
Can't blame ya 
Laléna”



Donovan - Lalena

sábado, 11 de julho de 2015

Deep Purple - Hush

Formados em 1968 em Inglaterra, no mesmo ano dos King Crimson e dos Led Zeppelin, os Deep Purple, cujo sucesso não foi inferior ao daqueles, enveredaram de imediato por um som pesado, menos original e mais comercial que, por exemplo, os Led Zeppelin.
Com algumas variações na sua formação mantêm-se ainda hoje com alguns dos músicos que constituíram os Deep Purple na sua fase de maior sucesso, início dos anos 70. Ian Gillan, Ian Paice e Roger Glove ainda por lá andam, John Lord, organista e o músico mais influente no grupo faleceu em 2012.



Apontados como um dos grupos pioneiros do Hard Rock e Heavy Metal, conjuntamente com os Led Zeppelin e Black Sabath, fizeram escola naqueles géneros musicais influenciando muitos grupos como os Mettalica, Aerosmith, Bom Jovi ou Motorhead.
O primeiro álbum "Shades Of Deep Purple" surge logo no primeiro ano de actividade. Deste álbum saiu o primeiro Single a atingir algum êxito nos Estados Unidos, "Hush" era a canção, um original do músico americano Joe South.



Deep Purple - Hush