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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Comus - The Herald

  a memória do elefante


Foi através do jornal "a memória do elefante" que tive o primeiro contacto com o grupo Comus e o álbum  "First Uttterance". Foi no final de 1971 na edição nº 6 e através da análise daquele álbum que nos trazia uma sonoridade completamente nova no contexto da música Folk, diria um Folk muito progressista e que ainda hoje me surpreende sempre que o ouço.

Pois no nº seguinte de Janeiro/Fevereiro de 1972 "a memória do elefante publicava os seus temas e álbuns preferidos relativamente ao ano anterior e "First Utterance" e os Comus não ficaram esquecidos. O álbum ocupou o 21º lugar e a canção "The Herald" o 22º lugar.




Os Comus, de curta duração mas reconstituídos em 2008, publicaram ao todo três álbuns respectivamente em 1971, 1974 e 2012, mas é o primeiro que passa com distinção no crivo do tempo. passou praticamente desconhecido mas continua tão fresco e inovador tanto em 1971 como agora. Sem disco um disco recomendado para que gosta do Folk e Folk-Rock na sua expressão mais vanguardista.


Edição em CD de 1995 com a ref: BGOCD275


E agora, nova oportunidade para recordar "The Herald" e os seus longos 12 minutos.





Comus - The Herald

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Comus - Drip-Drip

 a memória do elefante


Termino hoje a passagem pelo nº 6 do jornal "a memória do elefante" de Dezembro de 1971.

As próximas páginas, antes de chegar verdadeiramente ao Regresso ao Passado de hoje, são preenchidas com publicidade e dois artigos a referir "Os porcos vieram de longe" (um trabalho de ficção científica que parecia ter tido início em nº anterior do jornal) e "Carta a M. de Q. R." (carta resposta a um tal Manuel de Queiroz Ribeiro publicada também em nº anterior). Eis essas páginas.








Para finalmente chegarmos ao mais importante o texto iniciado na última página e terminado na penúltima, texto assinado por Octávio da Fonseca e Silva e dava-nos a conhecer o grupo Comus e o seu primeiro álbum "First Uttterance".





Felizmente já os recordei duas vezes e ainda bem este pretexto para a eles voltar pois foi uma daquelas pérolas que o Rock produziu e que ficou praticamente desconhecido. Nem a atenção que, no fim dos anos 60, David Bowie lhes prestou valeu para uma maior divulgação e reconhecimento deste grupo de Folk Progressivo que se ficou pela gravação de dois álbuns.

Depois de "Diana" e "The Herald", que já aqui se encontram, é a vez de "Drip-Drip", espero que gostem.





Comus - Drip-Drip

domingo, 9 de junho de 2019

Comus - The Herald

Entre um Rock Progressivo em crescendo e o estertor da música popular “hippie”, “flower power” pós 1967, assim se situaram os melhores registos musicais do ano de 1971.

Nos primeiros, os Yes, Emerson, Lake & Palmer, Jethro Tull, Gentle Giant, Led Zeppelin e The Who, nos segundos Leonard Cohen, David Crosby, Ian Matthews, Stephen Stills, Mary Travers, Graham Nash, Cat Stevens, James Taylor, Tom Paxton e Loudon Wainwright III. E algures no meio The Doors, Blood, Sweat & Tears, Chicago, Seatrain, Comus e Procol Harum.
Por aqui passou o que de melhor o ano de 1971 nos deixou.

Hoje o destaque vai para os muito pouco conhecidos Comus. A origem musical é nitidamente “folk” mas o resultado é claramente "progressivo". É nesta simbiose que se desenvolve o som desta gravação única de nome “First Utterance”, estávamos no ano de 1971. Não tendo obtido qualquer êxito rapidamente desapareceram tendo regressado em 2008 para satisfação dos mais nostálgicos.
De seguida podemos ver os regressados Comus a tocar “The Herald” :





 “And somewhere in the black distance 
Another herald puts down his flute
And the dewy dawn creeps on
And the night withdraws” 

Imperdível, para uma audição melhorada, mais cuidada, mais intensa, segue o original da mesma canção “The Herald” (12 minutos encantadores), entretanto deixemo-nos arrebatar pelo arauto e a sua flauta enquanto os dias seguem inexoravelmente o seu caminho.




Comus - The Herald

sábado, 22 de outubro de 2016

Comus - Diana

O violino no Rock


Os Comus foram pouco conhecidos, mas a formação inicial do grupo editou, em 1971, um álbum designado "First Utterance" de inegável valor e que, para quem não o conhece, urge descobrir.
O sítio www.tinymixtapes.com atribui-lhe a classificação máxima de 5 em 5 e na dificuldade de o catalogar atribui-lhe os seguintes géneros: experimental-psychedelic-progressive-pagan-acid-folk-rock.




Numa época em que todas as inovações eram possíveis, os Comus apresentaram-se praticantes de uma música predominantemente acústica onde os textos, místicos e violentos, contrastavam com melodias que tanto se estranhavam como se achavam belas e apaziguantes.
"Diana" a faixa inicial é bem representativa da complexidade vocal e instrumental que os Comus manifestavam. O violino é de Colin Pearson.

Parafraseando a nota na contra capa do CD de 2005 "Song To Comus - The Complete Collection", agarrem-se bem, estão num passeio memorável.



Comus - Diana