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sábado, 5 de janeiro de 2019

Joan Baez - Whistle Down the Wind

Algumas memórias de 2018

Quase 60 anos separam as primeiras gravações de Joan Baez do seu álbum mais recente, " Whistle Down the Wind" (2018).
Joan Baez tem actualmente 77 anos e anunciou a sua despedida dos palcos, em Portugal poderá ser vista no que será, um dos seus últimos concertos a 1 de Fevereiro próximo no Coliseu de Lisboa. A não perder, portanto, para quem poder estar presente.


https://en.wikipedia.org



Quanto ao álbum, que ela tem vindo a divulgar nesta turné, e que nos traz canções de compositores bem conhecidos como Tom Waits, Anohni, Mary Chapin Carpenter, é uma agradável surpresa, recomendando-se vivamente a sua audição. Se bem que a voz já não seja aquela a que nos habituámos nos anos 60 e 70, mantém, todavia, aos 77 anos uma frescura invejável, parecendo, por vezes, estar-se na presença de uma cantora bem mais nova.

Não é preciso ir mais longe, fico logo pela faixa de abertura, a que dá nome ao álbum, "Whistle Down the Wind", canção original de Tom Waits do álbum "Bone Machine" de 1992.




Joan Baez - Whistle Down the Wind

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Joan Baez - If I Were A Carpenter

mundo da canção nº 6 de Maio de 1970

Joan Baez, cantora surgida nos longínquos anos 60, famosa pelas suas canções de protesto associadas à sua militância pacifista e de luta pela justiça social. Desses anos nos dá conta, resumidamente, a Ficha nº 5, a ela dedicada e publicada no nº 6 da revista "mundo da canção" que tenho vindo a seguir.



Ainda espaço para publicação de uma letra de uma canção por ela interpretada em 1967, trata-se de "If I Were A Carpenter" um original de Tim Hardin. Uma bela canção de Tim Hardin que teve várias versões, de Bobby Darin em 1966 a Bob Seeger em 1972, pelo meio a do próprio e a que hoje interessa a de Joan Baez.





Pertence ao álbum "Joan" (1967) e tem a particularidade da letra ter sido alterada os "I" por "You" e os You" por "I", assim a canção tomou mesmo o nome de "If You Were A Carpenter", ora ouçam.




Joan Baez - If I Were A Carpenter


PS:

Actualmente com 77 anos edita um novo álbum de nome "Whistle Down the Wind", o seu pacifismo mantém-se, ouça-se a última canção "I Wish the Wars Were All Over",  e é anunciada a sua despedida dos palcos estando prevista a sua passagem em Fevereiro do ano que vem pelo Coliseu de Lisboa.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Joan Baez - Donna Donna

mundo da canção nº 5 de Abril de 1970

Volto a Joan Baez e ao seu primeiro LP "Joan Baez" do ano de 1960. Um disco com 13 canções tradicionais a revelar uma cantora que iria ser, a par de Bob Dylan, preponderante, nessa década, na música Folk norte-americana. Revelava também uma belíssima voz a eternizar temas como "All My Trials" ou a escolha de hoje "Donna Donna".




A letra de "Donna Donna" publicada na revista "mundo da canção" é no original uma canção judaica, escrita em Iídiche, de 1941 que se tornou bastante popular nesta versão da Joan Baez e que ela muito utilizou como canção de protesto na luta pelos direitos humanos durante a década de 60. Talvez essa a razão por o "mundo da canção" publicar "Donna Donna" então com já dez anos.




Joan Baez - Donna Donna

domingo, 30 de julho de 2017

Joan Baez - Annabel Lee

mundo da canção nº 4


Em 1967, Joan Baez editava o seu 6º álbum de estúdio de nome simplesmente "Joan", não sendo dos discos mais creditados desta referência obrigatória do Folk norte-americano dos anos 60.

Num ano de encruzilhada da música popular, onde todos os géneros se misturavam e se desenvolviam para níveis nunca alcançados, o LP de Joan Baez acrescenta à simplicidade da guitarra da música Folk arranjos orquestrais que não lhe eram habituais.

As principais canções são versões de trabalhos já conhecidos de Donovan, The Beatles, Tim Hardin, Jacques Brel  e Paul Simon.




É a este álbum que a revista "mundo da canção", no seu nº 4 de Março de 1970, vai buscar a letra de "Annabel Lee". Trata-se de um poema de Edgar Allan Poe sobre o amor "She lived with no other tought than to love and be loved by me" e a morte "That the wind came out of the cloud by night, killing my Annabel Lee".
Musicado por Don Dilworth e a bonita interpretação de Joan Baez, eis "Annabel Lee".




Joan Baez - Annabel Lee

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pamela Murphy - Glad Bluebird of Happiness

Sem nenhum critério em especial relembremos mais um conjunto de canções do Pop-Rock português dos anos 60. Confesso que algumas das canções já estavam, por mim, quase esquecidas e uma ou outra talvez não as conhecesse de todo. De qualquer forma aqui vai.

Começamos com um nome feminino praticamente desconhecido e que me ocorreu ao reouvir alguma da discografia da Joan Baez. Durante a audição de alguns dos seus discos ocorreu-me uma memória muito vaga de alguém que por cá me fazia lembrá-la. Perdi algum tempo, navegando pela net, até conseguir descobri-la: era uma cantora praticamente desconhecida de nome Pamela Murphy que já por aqui passou.

Eis, muito simplificadamente, a história que apurei (em particular em "Canta, Amigo, Canta"):
Luís Pinto Freitas foi um músico de relevo nos nossos anos 60 tendo pertencido a vários grupos dos quais se destacou Os Clave. Em 1967 conheceu no Algarve Pamela Murphy com quem viria  a casar.
Pamela Murphy gravaria um só EP em 1969 com dois originais e duas versões sendo uma delas precisamente "Glad Bluebird of Happiness" da conhecidíssima Joan Baez.
É desta pouco conhecida Pamela Murphy com a versão de "Glad Bluebird of Happiness" que se faz este Regresso ao Passado.

Primeiro vamos à Joan Baez e o seu “Glad Bluebird of Happiness” de 1969.



Agora a Pamela Murphy. E não é que gosto desta versão!




Pamela Murphy - Glad Bluebird of Happiness

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Joan Baez - I Live One Day At A Time

A revista "Vida Mundial" e a música popular

A década de 60 tinha terminado e com ela a revolução musical que se operou. Revolução que não foi só musical, também o foi nos usos e costume, sociologicamente as diferenças de 1960 para 1970 são, um pouco por todo o lado, enormes.
Alguns pretendiam ir mais longe, mas a revolução tinha acabado. Woodstock (1969) e Wight (1970) eram irrepetíveis e os diversos festivais que começaram a proliferar um pouco por toda a Europa, França e Alemanha, em particular, não tiveram o mesmo impacto. O sonho terminava e era absorvido pela máquina comercial que sempre atenta não perdeu a oportunidade, até hoje.






Sob o título "«Pop-Music» e Revolução" a revista "Vida Mundial", publicava no nº 1649 de 15 de Janeiro de 1971, um interessante artigo do francês Jean Michel Damian que terminava assim:
"É preciso, também, perguntar-se qual é a parte da música e a do desenvolvimento social nesta evolução. Que importa, na realidade, se Zappa é um irresponsável. Cohen um plutocrata. Dylan um pai de família e Joan Baez dirigente de escuteiros. A sua música mudou qualquer coisa, mais longe e mais profunda do que se imagina muitas vezes em França. Força, é qualquer maneira de verificar que a «Pop Music»é tornada a linguagem comum de toda uma geração para além-fronteiras."

No ano de 1970, Joan Baez edita o álbum "One Day At A Time" era o seu 12º registo e continha 3 canções que tinha interpretado em Woodstock. "I Live One Day at a Time", de Willie Nelson, era uma delas, aqui interpretada com Jeffrey Shurtleff.




Joan Baez - I Live One Day At A Time

terça-feira, 2 de junho de 2015

Joan Baez - Joan

Os 10 melhores álbuns de 1967 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

Surgida no início da década, ocupava em 1967, a par com Bob Dylan, um lugar cimeiro na música popular oriunda dos EUA, era um dos seus nomes maiores, era Joan Baez.
Em discos de estúdio era o 6º álbum aquele que Joan Baez editava em 1967 e dava simplesmente pelo nome "Joan".




"Em 9º, com 19 pontos, um álbum de uma intérprete e autora excepcional: Joan Baez, «Joan»."

Um álbum com interpretações de canções, entre outras, para além da própria, de Donovan, Tim Hardin e Paul Simon.
A escolha vai para a faixa de abertura, uma bela canção de Donovan de nome "Be Not Too Hard".



Joan Baez - Be Not Too Hard

sábado, 31 de janeiro de 2015

Joan Baez - All My Trials

A primeira grande figura a emergir da cena Folk norte-americana na década de 60 foi Joan Baez.
As primeiras aparições de Joan Baez ocorrem ainda em 1958 com apenas 17 anos, e, em 1959, actua no 1º Festival Folk de Newport.
Em 1960 grava o primeiro álbum "Joan Baez" composto por 13 canções tradicionais. Foi o início de uma longa carreira onde se destaca toda a década de 60 e parte da de 70.
Para o seu sucesso contribuíram a sua potente e distintiva voz e o seu envolvimento nas lutas sociais e protestos anti-guerra do Vietname. A par com Bob Dylan, com quem viveu durante algum tempo e que ajudou no seu início, foi das figuras mais destacadas da cena Folk gozando ainda hoje enorme prestígio.




Nos próximos dias 31 de Março e 1 de Abril oportunidade de a ver ao vivo nos Coliseus do Porto e Lisboa.
Entretanto ficamos com a voz inconfundível e a canção "All My Trial" do álbum "Joan Baez" de 1960.



Joan Baez - All My Trials

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Bob Dylan - All I Really Want To Do

Foi há 50 anos.
Enquanto, por cá, a popularidade ia directa para o 1º Festival da Canção da RTP  e para o seu vencedor António Calvário com a canção “Oração”, mas repudiada no Festival da Canção da Eurovisão com o último lugar e 0 pontos, lá fora o sucesso dos The Beatles ultrapassava fronteiras e conquistava o mundo.
The Beatles editavam 2 LP (Long Playing): “A Hard Day’s Night” e “Beatles For Sale” e em Fevereiro invadem os Estados Unidos. Do outro lado do atlântico a resposta vem com The Beach Boys e nada menos que 4 LP: “Shut Down Volume 2”, “All Summer Long”, “Beach Boys Concert” e “The Beach Boys' Christmas Album” (o início de uma salutar rivalidade que se prolongaria ao longo da década). 

Nos Estados Unidos a música folk vai ter uma década de oiro  e no ano de 1964 destacaram-se as edições de 2 LP de Bob Dylan “The Times They Are a-Changin'” e “Another Side Of Bob Dylan”, a gravação de Joan Baez “Joan Baez/5”, 3º disco de estúdio, e o álbum de estreia do duo Simon and Garfunkel, “Wednesday Morning, 3 AM”. 
O vídeo vai para Joan Baez e “There But For Fortune”, música de Phil Ochs outro nome grande do Folk norte-americano.





Em Portugal, o ano de 1964 veria surgir 2 conjuntos que iriam marcar a sonoridade da música Pop nos anos seguintes, Os Sheiks e os Ekos. As influências externas passavam dos The Shadows, até aí omnipresentes, para os The Beatles, então à conquista do mundo. O melhor da nossa música popular ia para o 1º álbum de José Afonso, "Baladas e Canções".

Sheiks, Ekos, José Afonso novos rumos da música portuguesa, então dominada por Calvário, Madalena, Simone, Maria Pereira, Toni de Matos..., a serem objecto de futuros Regresso ao Passado.  Para já mantemo-nos na música Folk dos Estados Unidos e no que viria a ser o seu representante maior, Bob Dylan.
Do álbum “Another Side Of Bob Dylan” a faixa de abertura “All I Really Want To Do”



Bob Dylan - All I Really Want To Do