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domingo, 6 de janeiro de 2019

David Crosby - Glory

Algumas memórias de 2018


David Crosby é mais um histórico do Rock e do Folk. Actualmente com 77 anos encontra-se em produção acelerada.

David Crosby notabilizou-se ainda nos anos 60, primeiro na excelente formação The Byrds, depois nos não menos bons Crosby, Stills & Nash, Crosby Stills, Nash & Young e respectivas variações. O seu ponto mais alto foi no meu entender a solo, quando em 1971 editou o seu 1º LP "If I Could Only Remember My Name", um monumento do Folk-Rock.

De então para cá desenvolveu carreira a solo, mas também parcerias frequentes com os seus amigos Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young. A solo é curta a sua discografia, 7 álbuns nestes anos todos, sendo 4 deles editados nos últimos 5 anos, daí eu falar em produção acelerada. Pelo meio ficaram ainda anos difíceis de droga, álcool e prisão.



Em 2018 o novo álbum tomou o nome de "Here If You Listen" que, diga-se, lembra mais um disco dos CSN&Y do que um trabalho a solo de David Crosby, o que na realidade é um elogio. O grupo que o acompanha interage na perfeição e os arranjos harmónicos são uma delicia como já não ouvia há muito tempo.
Confesso que não estava à espera que David Crosby com a bonita idade de 77 anos me pudesse emocionar como o fez, o que confirma quão criativo ele se encontra.

Segue "Glory" o primeiro tema deste álbum a ouvir atentamente.




David Crosby - Glory

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Crosby, Stills, Nash & Young - Our House

DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971

O destaque maior do 1º número do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" saído a um de Fevereiro de 1971 ia para os Crosby, Stills, Nash & Young. Fotografia na capa e artigo extenso a ocupar as páginas centrais que continuava ainda por mais meia página. O artigo é encimado com uma foto de cada elemento do grupo, no entanto verifica-se aqui um erro grave, a fotografia que supostamente corresponde a Neil Young, não é dele.





Não consegui identificar de quem é (talvez Graham Nash novamente?), se alguém souber agradeço a sua identificação. Tem o artigo o título: "A Lenda dos Crosby, Stills, Nash & Young - O Melhor Agrupamento Vocal do Mundo Pop" e divide-se em 3 partes intituladas "O Desconcertante Stephen Stills", "Nash: Um Músico Que Vale Milhões" e "Young: O Gosto do Isolamento", ou seja falta uma parte para David Crosby, estranho mais este lapso.





Em caixa pode-se ler:
"Reunir quatro talentos ao nível de David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young não é, como à primeira vista pode aparecer, um trabalho fácil. De facto, sendo o potencial artístico destes músicos tão invulgar, a dispersão parece ser inevitável. A demonstrar esta afirmação estão gravados, para quem os quiser ouvir, os álbuns «After the Gold Rush», de Neil Young; o «Untitled», de Stephen Stills; e estão a sair da prensa os álbuns «solitários» de David Crosby e de Graham Nash. Estes discos, como é evidente, foram gravados após o excelente «Déjà Vu»."

Boa altura para, quem estiver interessado, em rever o tema "David Crosby. Stephen Stills. Graham Nash. Neil Young de 1969 a 1974" e ficar com uma ideia da qualidade destes 4 músicos juntos e a solo.

Volto a "Déja Vu" para propor a audição de "Our House", uma canção de Graham Nash.




Crosby, Stills, Nash & Young - Our House

quarta-feira, 4 de abril de 2018

David Crosby - Song With No Words (Tree With No Leaves)

1970 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Relembro que estou a recordar alguns discos de 1970 com base na escolha feita por Miguel Esteves Cardoso num texto que ele escreveu e que serviu de posfácio à 2ª edição do livro "POPMUSIC-ROCK".
Três estrelas eram para um disco bom que podia ter uma outra canção menos interessante e neste lote, na categoria "Soft", ou seja música maioritariamente não electrificada, eram citados 16 álbuns. Grande colheita esta de 1970!
Estrelas à parte, pois gostos são gostos e o tempo se encarregou de confirmar a maior ou menor qualidade desses discos, são todos testemunhos de um ano e de uma época em que a criatividade abundava nas mais diversas matizes da música Rock.




É por alguns desses discos que se fazem estes Regresso ao Passado. Continuo com um disco que me é particularmente querido e que em tempos já o abordei, "If I Could Only Remember My Name" do norte-americano David Crosby. Um disco irrepetível e que só naquela época podia ser feito. Profusão de músicos e de influências marcam presença neste disco de simbioses entre a espiritualidade que nos é transmitida em "Orleans" ou "I'd Swear There Was Somebody Here" e a monumentalidade de "Cowboy Movie". Simplesmente uma maravilha, um disco a valer muitas estrelas.

Escolho o magia de "Song With No Words (Tree With No Leaves)".



David Crosby - Song With No Words (Tree With No Leaves)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Cat Stevens - The Laughing Apple

Algumas memórias de 2017


Mais algumas passagens por recordações do ano agora terminado. Um ano em que os "sobreviventes" dos anos 60 estiveram em destaque. Eis mais alguns:

David Crosby - 76 anos.
Elemento importante do Folk-Rock norte americano. De 1964 a 1967 nos The Byrds, posteriormente em carreira diversificada pelos Crosby, Stills & Nash, Crosby, Stills, Nash & Young, ainda Crosby & Nash e também a solo iniciada com o inspirado e inspirador "If I Could Only Remember My Name" em 1971. Em 2017 tem lugar o seu 6º registo a solo intitulado "Sky Trails". Uma aproximação ao Jazz e a lembrar muito Joni Mitchell, sua paixão de há 50 anos, tendo mesmo recuperado dela a canção "Amelia" para este álbum.




Stephen Stills, Judy Collins - respectivamente 72 e 78 anos.
Há 50 anos foram namorados e em Judy Collins se inspirou Stephen Stills em temas como "Suite: Judy Blue Eyes" e "You Don't Have To Cry". Agora juntos para o primeiro disco, Stills & Collins editam, em 2017, "Everybody Knows", nome retirado de uma canção de Leonard Cohen. Receava o pior antes de ouvir "Everybody Knows" mas, resguardados no seu passado, as duas lendas do Folk norte-americano produziram um disco muito agradável de se ouvir. Um disco facilmente consensual, talvez seja o defeito.





Michael Chapman - 76 anos.
Confesso o meu reduzido conhecimento deste cantautor inglês possuidor de uma extensa discografia e de uma carreira de 50 anos. "50" editado em 2017 foi bem recebido pela crítica, a merecer ser descoberto.



Cat Stevens - 69 anos.
Figura eminente da música popular da década de 70 onde gravou maior parte da sua significativa discografia. Seguiu-se de 1978 a 2006 um longo hiato e o reaparecimento faz-se sob o nome de Yusuf no seguimento da sua conversão ao islamismo. De então para cá 3 discos sob de nome de Yusuf não nos despertaram a curiosidade suficiente até à edição recente de "The Laughing Apple" sob o nome duplo Cat Stevens e Yusuf.
E foi uma aprazível surpresa a audição deste novo trabalho. Talvez tenha contribuído a recuperação de 4 temas de há 50 anos, o que é certo é que por vezes parece que estamos a ouvir "Tea For The Tillerman" ou "Teaser And The Firecat" o que é evidentemente um elogio.




Não resisto e ficamos com Cat Stevens para audição. Como se estivéssemos em 1967 segue "The Laughing Apple" 50 anos depois.




Cat Stevens - The Laughing Apple

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Crosby & Nash - Immigration Man

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

No contexto do quarteto Crosby, Stills, Nash, & Young, Stephen Stills e Neil Young eram as figuras de maior destaque e as mais produtivas em termos de composição e gravação a solo. David Crosby (ex-The Byrds) e Graham Nash (ex-The Hollies) não sendo propriamente desconhecidos eram as figuras menos proeminentes. No entanto, os seus primeiros discos a solo tiveram uma recepção bastante positiva, David Crosby com o incomparável e injustamente pouco conhecido "If I Could Only Remember My Name" e Graham Nash com, o mais reconhecido, "Songs For Beginners"  ambos em 1971.

1972 começou com o sucesso esmagador de "Harvest" de Neil Young, enquanto Stephen Stills, depois dos dois LP de 1971, formava o grupo e editava o duplo álbum homónimo "Manassas". Quanto a David Crosby e Graham Nash, depois de digressão como duo, gravam e editam o primeiro LP como tal.




"Graham Nash David Crosby" veio confirma a qualidade que já se lhes conhecia. 6 canções de Graham Nash e 5 de David Crosby compõem um LP muito homogéneo e que, ainda hoje, é extraordinariamente agradável de se ouvir.
A canção escolhida é um tema de Graham Nash, resultado da sua própria experiência, é "Immigration Man".




Crosby & Nash - Immigration Man

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

Após a edição de "Déjà Vu" (Março de 1970) e tendo Neil Young terminado a digressão com os Crazy Horse e gravado o novo LP "After The Goldrush", os Crosby, Stills, Nash & Young dão início a nova digressão que seria coroada com a edição em 1971 do duplo álbum ao vivo "4 Way Street".

E eu que à época não era muito dado a gravações ao vivo, preferia as de estúdio, logo fiquei grudado a este disco. Desde então que considero "4 Way Street" uma das melhores gravações ao vivo de sempre. Composto por 2 LP, o primeiro acústico, onde cada um dos 4 elementos do grupo apresenta algumas das canções do seu reportório da altura e um segundo eléctrico onde se destacavam os temas longos de Neil Young e Stephen Stills.

De certa forma o título evidenciava aquilo que os Crosby, Stills, Nash & Young eram, uma estrada de quatro vias. Todas as composições do disco são assinadas por um só deles, não havendo portanto qualquer colaboração na escrita do reportório conjunto. Cada um deles só por si manifestava uma qualidade superior a permitir sólidas carreiras a solo, os quatro juntos atingiam o clímax de que este LP é a prova. Cada um seguiu o seu caminho, só cruzando-se novamente em 1974.






O meu LP tem a referência SD 2-902, da editora Atlantic, prensagem na USA do ano de 1971. Já muito ouvido, a ele volto de tempos em tempos na recuperação de momentos únicos da minha adolescência. Esta foi mais uma oportunidade, na cabeça ficou-me "Chicago" uma composição de Graham Nash.




Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago

domingo, 17 de dezembro de 2017

David Crosby - Laughing

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

O ano de 1971 continua a ser relevante para os então já bem conhecidos David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young.
É o ano de David Crosby com "If I Could Only Remember My Name", de Graham Nash com "Songs For Beginners" e do quarteto com "4 Way Street".

David Crosby fez parte da formação inicial de um dos principais grupos de Folk-Rock norte-americano The Byrds onde esteve de 1964 a finais de 1967, com eles gravando 6 seminais LP.
Em 1968 dá-se a formação dos Crosby, Stills & Nash, de seguida dos Crosby, Stills, Nash & Young já revistos em anteriores Regresso ao Passado.

Depois do sucesso de "Déjà Vu" cada um gravou o seu álbum a solo. David Crosby fê-lo em finais de 1970 tendo sido editado em início de 1971.
"If I Could Only Remember My Name" é um monumento da música popular que tem sido subestimado ao longo dos anos. É uma obra-prima irrepetível e um dos mais representativos da superioridade da música popular naquela época.

O meu exemplar tem a referência K 40320, edição do Reino Unido, provavelmente do ano de 1972.




A lista de participantes neste trabalho é impressionante, para além das presenças de Graham Nash e Neil Young, lá está Joni Mitchell e também músicos dos Jefferson Airplane, Grateful Dead e ainda dos Santana.
É o ponto mais alto da curta discografia a solo de David Crosby até hoje. Uma preciosidade é o tema escolhido, "Laughing", que fica para audição.




David Crosby - Laughing

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

Já vimos nos Regresso ao Passado anteriores as edições, no ano de 1969, de Neil Young por um lado e de Crosby, Stills & Nash por outro.  Vamos agora ao momento da junção destes quatro músicos de excepção.
Estamos ainda em 1969 quando é feita a edição quase simultânea de "Everybody Knows This Is Nowhere" de Neil Young e "Crosby, Stills & Nash" do trio com o mesmo nome. Em termos de sucesso esta última gravação teve muito maior divulgação e aceitação que o trabalho do introspectivo Neil Young.
No livro "Neil Young" de Johnny Rogan que temos vindo a seguir, lê-se:
"Com o advento do êxito de Crosby, Stills & Nash, os promotores começaram a lutar entre si para convencerem o trio a partir numa digressão nacional.", o que colocou ao grupo "... o problema de recriar o seu som de estúdio num espectáculo ao vivo."
«Foi a necessidade de maior instrumentação que levou Stills a contactar Neil Young:
... fui a casa de Neil e perguntei-lhe o que achava da ideia. Ele havia assistido a um dos nossos ensaios e tinha ficado entusiasmado com o nosso som vocal... visto isso e os factos, ele veio connosco e tornámo-nos os Crosby, Stills, Nash & Young, nome que indicava que continuávamos a ser músicos com carreiras individuais às quais poderíamos regressar sempre que nos apetecesse.»"

Data de 25 de Junho de 1969 o primeiro concerto do novo quarteto realizado no Fillmore East, em Nova Iorque. A segunda aparição vai-se realizar no mítico festival de Woodstock, é no 3º dia do festival já na madrugada de 18 de Agosto, entre as actuações dos então muito mais conhecidos Blood, Sweat and Tears e a Paul Butterfield Blues Band. Enquanto quarteto, não tinham ainda qualquer disco gravado.




Até ao final desse ano gravam o 1º LP que vai ser lançado em Março de 1970.
"Déjà Vu" "Foi, sem dúvida, um dos melhores trabalhos dos começos da década de 70, e representava o esforço real e consistente de quatro músicos funcionando em conjunto. As críticas da época elogiaram-no quase unanimemente, e muitas defenderam que se tratava de um dos melhores álbuns da história do rock."

Talvez o único pecado, ou virtude?, deste trabalho seja em algumas faixas não funcionar como grupo identificando-se facilmente a sua autoria. Por exemplo: "Teach Your Children" é claramente de Graham Nash. Na "steel guitar" temos a participação de Gerry Garcia dos Grateful Dead.




Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Crosby, Stills & Nash - Lady Of The Island

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

Enquanto Neil Young, após o fim dos Buffalo Springfield, partiu para carreira a solo, "...o seu velho rival, Stephen Stills, fazia igualmente grandes progressos na sua carreira pós-Springfield." lê-se em "Neil Young" de Johnny Rogan. Ora veja-se, "Nos primeiros seis meses foi muito solicitado. Tocou com Al Kooper e Mike Bloomfield, lançando o álbum Supersession em Agosto de 1968, que mais tarde vendeu um milhão de exemplares. ... Arranjou as partes de guitarra do álbum de Judy Collins, Who Knows Where The Time Goes, tocou guitarra no álbum de Tim Leary, You Can Be Anyone This Time Around, e conseguiu ainda tempo para tocar baixo no álbum estreia de Joni Mitchell."

"Foi no meio de toda esta actividade que Stills estreitou a relação de amizade que mantinha com o ex-Byrd, David Crosby:
«Nessa altura passei a andar bastante com David e, um dia, os Hollies vieram à cidade e nós estivemos um bocado com Willie (Graham Nash). Um dia, estávamos todos em casa de John Sebastian, às voltas com as duas canções que David  e eu fizéramos juntos, Helplessly Hoping e You Won't Have To Cry, e Willie pôs-se a cantar connosco. Bem, o Crosby e eu só olhámos um para o outro - foi um daqueles momentos, sabes?»". Nascia assim o trio Crosby, Stills & Nash.

Em Maio de 1969 era editado o primeiro LP que foi muito aclamado pela crítica. Contrariando as sonoridades dominantes de um Rock pesado com influência dos Blues, "Crosby, Stills & Nash" era a expressão maior do Folk-Rock do outro lado do Atlântico. As harmonias vocais eram surpreendentes e recordo-me bem de ficar completamente rendido quando ouvia na rádio alguma das faixas deste disco único.





Depois de "Guinevere" de David Crosby, com Joni Mitchell na cabeça, era a vez de Graham Nash também lhe dedicar uma canção, era a singela e bonita "Lady Of The Island".



Crosby, Stills & Nash - Lady Of The Island

domingo, 1 de outubro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Almost Cut My Hair

As 15 melhores canções de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

De um dos discos mais empolgantes de 1970 saiu "Almost Cut My Hair", a 3ª melhor canção do ano de acordo com a lista do programa "Em Órbita". O LP era o "Déjà Vu" dos recém formados Crosby, Stills, Nash & Young, do qual já ouvimos "Carry On".


Crosby, Stills, Nash & Young com Dallas Taylor e  Greg Reeves


Em relação à canção escolhida era assim descrita:
"“Almost Cut My Hair” prolonga a sobrevivência da sempre querida herança deixada pelos Byrds e Buffalo Springfield.
Ecoar duma tradição ainda tida como presente, é o quebrar violento de uma tensão emocional há muito retida.
Um tema de sugestões contraditórias, onde se confundem desespero, ternura e um mal explicado travo de angústia.
Dave Crosby tem aqui a mais importante das suas criações."

Crosby, Stills, Nash & Young na criação de uma nova sonoridade. "Almost Cut My Hair" um bom exemplo da melhor música popular dos anos 60 e 70, com origem  nos Estados Unidos.

Em "Almost Cut My Hair", David Crosby no seu melhor.




Crosby, Stills, Nash & Young - Almost Cut My Hair

terça-feira, 28 de março de 2017

Crosby, Stills & Nash - Crosby, Stills & Nash

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 60

Ontem, recordámos "On The Threshold Of A Dream" dos The Moody Blues que tinha sido editado em Inglaterra em Abril de 1969, no mês seguinte era editado nos Estados Unidos aquele que seria o melhor disco do ano, o álbum inaugural, homónimo do trio Crosby, Stills and Nash.
Um trio novo a partir de músicos já relativamente bem conhecidos. David Crosby oriundo dos importantes The Byrds, Stephen Stills oriundo dos excelentes Buffalo Springfield e Graham Nash dos populares The Hollies constituem a grande novidade do ano.




"Crosby, Stills & Nash", o ponto mais alto do Folk-Rock então em crescendo, um disco marcante da criatividade musical que caracterizou o final da década de 60. As harmonias vocais atingem níveis inauditos e um conjunto de canções bem construídas (excelente o tema de abertura "Suite: Judy Blue Eyes") catapultaram o trio para a fama que ainda hoje perdura. Uma sonoridade que, infelizmente, hoje já não se pratica o que leva a ficar-se com a sensação de um disco datado.

Na divulgação deste ímpar álbum chega a vez de "Wooden Ships", a história de dois sobreviventes, graças aos "purple berries" que "Probably keep us both alive, Wooden ships on the water very free and easy", de uma guerra nuclear que ninguém ganhou, "Can you tell me please who won?".




Crosby, Still & Nash - Wooden Ships

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Buffalo Springfield - Bluebird

Monterey International Pop Festival 1967


Já fizeram várias passagens por este Regresso ao Passado, a sua curta duração (1966-1968) não impediu que fossem das propostas mais interessantes surgidas na West Coast. Estavam a meio da sua primeira vida quando actuaram na última noite do Festival de Monterey a 18 de Junho de 1967, eram os Buffalo Springfield.

A sua constituição inicial foi: Stephen Stills, Dewey Martin, Bruce Palmer, Richie Furay e Neil Young. Não foi a formação que chegou a Monterey, Neil Young fez um interregno e foi substituído por Doug Hastings e David Crosby, que estava mesmo à mão, também ajudou.
David Crosby disse:
"Neil left about a week before Monterey, so I rehearsed with them for a few days and I said I'd sit with them to cover. I was just trying to help. I wasn't in the Springfield and I had no intention of being in the Springfield".




O talento dos Buffalo Springfield era enorme, mas o reconhecimento maior só veio mais tarde quando já dispersos noutras formações, principalmente Crosby, Sills, Nash and Young e Poco.
Quanto à actuação parece não ter tido a melhor recepção na crítica, os próprios Buffalo Springfield o reconhecem, destacando-se, no entanto, a canção "Bluebird", editada em Single precisamente em Junho de 1967.
"Bluebird" pertence ao segundo álbum "Buffalo Springfield Again", editado ainda em 1967, e faz parte do nosso imaginário.



Buffalo Springfield - Bluebird

sexta-feira, 5 de junho de 2015

The Byrds - Younger Than Yesterday

Os 10 melhores álbuns de 1967 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

The Byrds publicam em 1967 o seu 4º álbum de nome "Younger Than Yesterday" e continuavam a encantar com a originalidade dos seu Folk-Rock.
The Byrds aqui ainda formados por Roger McGuinn, David Crosby, Michael Clarke e Chris Hillman (já sem Gene Clark).



"A sexta posição foi para os norte-americanos Byrds que realizaram com «Younger Than Yesterday» um conjunto quase perfeito de temas, melodias, arranjos e interpretações. 43 pontos para este álbum."

A faixa de início era "So You Want To Be A Rock'n'Roll Star", uma paródia à formação, produto de uma série de TV, do grupo Pop The Monkees e é a que fica para recordação.


The Byrds - So You Want To Be A Rock'n'Roll Star

sexta-feira, 13 de março de 2015

Buffalo Springfield - Nowadays Clancy Can't Even Sing

Existiram no curto período de 1966-1968 e constituíram umas das mais interessantes apostas do Folk-Rock norte-americano. Eram os Buffalo Springfield de Richie Furay, Stephen Stills, Neil Young, Dewey Martin e Bruce Palmer.



"Com uma diversificada experiência musical, o quinteto parecia ser potencialmente o grupo mais ecléctico a emergir na Costa Oeste, desde a formação dos Byrds."

Ainda em 1966 Chris Hillman dos The Byrds "vendo o enorme potencial dos Buffalo" assegura-lhes uma série de concertos no famoso Whisky A Go Go.
"Logo a seguir às primeiras noites, começou a correr em Hollywood que um conjunto fora do vulgar estava a actuar no Whisky."

"David Crosby, que na altura também fazia parte dos Byrds, relembra esses primeiros espectáculos no Whisky:
«Conheci o Neil no Whisky, uma vez que Chris Hillman aí me levou para o ouvir. Achei que ele era mesmo bom. Podia cantar melhor, mas tocava extremamente bem guitarra. Ele e o Stills faziam um dueto de guitarras , na minha opinião, fantástico. Nowadays Clancy Can't Even Sing e coisas assim - era bestial.»"
(citações do livro "Neil Young - A História Definitiva da sua Carreira Musical" de Johnny Rogan.)

David Crosby Stephen StillsNeil Young viriam a encontrar-se no final da década num dos quartetos mais famosos de sempre: Crosby, Stills, Nash & Young

Para já ficamos com os Buffalo Springfield iniciais e recordamos "Nowadays Clancy Can't Even Sing", canção escrita por Neil Young.



Buffalo Springfield - Nowadays Clancy Can't Even Sing

domingo, 30 de novembro de 2014

CSN - Crosby, Stills & Nash (1º álbum)

O 1º álbum dos Crosby, Stills & Nash data de 1969 e foi então considerado pelo programa de rádio "Em Órbita" como o melhor do ano.





É também um dos primeiros álbuns que adquiri e que se conserva, felizmente, em estado perfeito. Para ouvir, ouvir, ouvir ...

sábado, 29 de novembro de 2014

Crosby, Stills & Nash - Guinnevere

Crosby, Stills & Nash já vão em 45 anos de colaboração. Foram (são) um dos grupos a granjear uma simpatia generalizada. Formaram-se em 1969 mas qualquer um deles possuía já créditos firmados noutros grupos. David Crosby tinha terminado uma relação atribulada nos míticos Byrds, Stephen Stills estava liberto após a desintegração dos excelentes Buffalo Springfield e Graham Nash provinha dos muito populares The Hollies.
A discografia de Crosby, Stills & Nash, enquanto trio, é pequena, registando-se somente 5 álbuns de estúdio em mais de 4 décadas. No entanto a produção discográfica dos seus elementos é muito maior tendo em conta a produção a solo, em duo, ou em quarteto (com Neil Young, também proveniente dos desavindos Buffalo Springfield e já com carreira a solo) nos Crosby, Stills, Nash & Young.

O primeiro e homónimo álbum "Crosby, Stills & Nash" (1969) tornou-se uma referência obrigatória na história da música popular. Recordo-me da admiração com que então tomei conhecimento de alguns dos temas mais difundidos. As superlativas harmonias vocais, os arranjos predominantemente acústicos (numa altura de crescente electrificação) produziram temas de uma imponência quase religiosa, estávamos perante algo definitivamente novo.
O álbum começava com um tema de Stephen Stills, “Suite: Judy Blues Eyes”, sendo Judy a cantora Judy Collins antiga namorada de Stephen Stills. Excelente!





"Em Órbita”, o então programa do RCP, considera Crosby, Stills & Nash o melhor álbum de 1969 e faz a leitura do seguinte texto:

“Um conjunto de três personalidades que marcou de forma decisiva todo o processo sonoro do Em Órbita de 1969. Temas que reflectindo as origens diversas dos seus criadores, constituem exemplos acabados da melhor música popular de sempre.
Notável o perfeito ajustamento da forma de inserção das líricas nas linhas melódicas desenvolvidas, atributo que lhes confere uma das suas mais marcantes características.
Crosby, Sills & Nash, são os responsáveis pelo melhor álbum de 1969.”

Para audição, “Guinnevere”, beleza em estado puro.



CSN - Guinnevere

(“Guinevere” aparece em “The Complete Bitches Brew Sessions” de Miles Davis, de 1970, numa surpreendente versão de 21 minutos)