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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Crosby, Stills, Nash & Young - Our House

 mundo da canção nº 12 de Novembro de 1970

Crosby, Stills, Nash & Young, ou simplificadamente CSNY.

Primeiro foram somente CSN e do trio resultou a obra-prima do Folk-Rock norte-americano que foi "Crosby, Stills & Nash" (1969). A necessidade de maior instrumentação levou à necessidade de mais um músico, Stephen Stills disse:

"Eu fui para Nova Iorque à procura dum organista, mas não consegui encontrar ninguém, por isso, fui ter com Ahmet que sugeriu pôr-se o Neil a tocar Guitarra, o que me deixava livre para toma conta das teclas. Voei de volta à Califórnia, fui a casa de Neil e perguntei-lhe o que achava da ideia. Ele havia assistido a um dos nossos ensaios e tinha ficado entusiasmado com o nosso som vocal... visto isso e os factos, ele veio connosco e tornámo-nos os Crosby, Stills, Nash & Young, nome que indicava claramente que estávamos todos uns com os outros, mas que continuávamos a ser músicos com carreiras individuais às quais poderíamos regressar sempre que nos apetecesse."

"Déjà Vu" acabado de gravar no início de 1970 revelava uma sonoridade mais potente que "Crosby, Stills & Nash", mas não disfarçava, era evidente, o contributo de cada um ou seja os quatro caminhos individuais ("4 Way Street" seria o nome do álbum ao vivo de seguida editado)  eram patentes nas 10 composições do álbum. Um disco excepcional entre o Folk e o Rock com admiráveis harmonias vocais, um disco quase perfeito e uma sonoridade, pelo menos para mim, totalmente inovadora. Nunca tinha ouvido nada assim.




De Graham Nash sai a canção de hoje, "Our House", que era objecto de publicação da letra no nº 12 da nossa revista "mundo da canção". "Our House" escrito por Graham Nash, em casa enquanto Joni Mitchell, com quem ele então vivia, estava no jardim a apanhar flores e por onde deviam andar os dois gatos que possuíam. A letra relata o momento em que foi escrita.



Crosby, Stills, Nash & Young - Our House

terça-feira, 28 de julho de 2020

Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu

mundo da canção nº 11 de Outubro de 1970

Tinha 14 anos quando o álbum "Déjà Vu" dos Crosby, Sttills, Nash & Young foi publicado e lembro-me como ficava boquiaberto quando ouvia alguma das faixas que passavam em alguns programas da nossa rádio. A sensação ao ouvi-lo era de estupefacção, eram, para mim, sonoridades completamente novas, era como que com o surgimento daquele disco estivesse a assistir a algo de novo, único até mesmo revolucionário. Vozes únicas em uníssono ou a solo, temas acústicos simples ou eléctricos sofisticados, uma panóplia de novos sons a descobrir.
O que sentia era contrastante com o parecer de Fernando Cordeiro que assinava um texto, intitulado "Déjà Vu ou uma música que se vai dessacralizando", no nº 11 da revista "mundo da canção".





O disco já não me provoca as mesmas sensações que em 1970, no entanto, continuo, tal como quando o li pela primeira vez, a não me rever no artigo que serve hoje de pretexto para voltar a um dos melhores discos que aquele ano nos deixou.

"Déjà Vu" a canção que abria o lado B do LP com o mesmo nome parecia ser o que merecia melhor apreço no texto em questão, afirmava-se:
"«Déjà Vu» - dos melhores temas do LP. Trabalho vocal tecnicamente engenhoso. Onde o bateria Dallas Taylor, abre a válvula da sua imaginação. Um tema de Crosby a lembrar do Jazz a Donovan."

"Déjà Vu", uma menos conhecida composição, um ponto de encontro com o melhor do álbum, que hoje se recorda.



Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Crosby, Stills, Nash and Young - Judy Blue Eyes-On The Way Home

1972 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

Neste grupo de álbuns que Miguel Esteves Cardoso rotulou de Soft ou seja "Rock de influência Folk, Country ou Blues ou caracterizado por uma utilização maioritária de instrumentos não-electrificados", o ano de 1972 é praticamente quase todo pertença de cantores a solo americanos, os grupos quase que não aparecem, talvez espelho do Rock mainstream e Sinfónico então prevalecente. No entanto há excepções e uma delas vai para os Crosby, Stills, Nash and Young e para o duplo álbum ""4 Way Street" ao qual lhe atribui três estrelas.


Edição norte-americana de 1971 com a ref: SD 2-902


"4 Way Street" é um álbum duplo gravado ao vivo após o surpreendente "Déjà Vu" de 1970 e como o nome indica mostra-nos quatro caminhos diferentes trilhados pelos seus quatro membros. Pelo menos o primeiro álbum onde cada um se destacava na interpretação de canções suas, já o segundo, que era eléctrico contrariamente ao primeiro, mostrava a força que os quatro juntos possuíam e não era nada Soft. O primeiro era mais Folk, o segundo mais Rock!

Fico no Folk e no início do álbum "Judy Blue Eyes" seguido de "On The Way Home".




CSNY - Judy Blue Eyes-On The Way Home

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Crosby, Stills, Nash and Young - Ohio

mundo da canção nº 10 de Setembro de 1970

A primeira passagem pela música anglo-saxónica neste nº 10 da revista de divulgação musical "mundo da canção" de Setembro de 1970 vai para os Crosby, Stills, Nash and Young.
1970 foi o ano da revelação deste extraordinário quarteto com uma obra singular que deu pelo nome de "Déjà Vu". De alguma forma qualquer um dos elementos constituintes deste grupo eram já conhecidos, a solo, em trio ou noutras formações tão relevantes como os Buffalo Springfield e The Hollies. Mas foi este disco que aos meus 14 anos me deixou completamente fascinado pois estava a ouvir algo completamente diferente do que eu conhecia até então.
A canção de hoje, "Ohio", não fazia farte deste disco mas foi publicada em Single também em 1970 e muito provavelmente só a conheci no ano seguinte na versão ao vivo que integrava o não menos bom "4 Way Street".






"Ohio" é uma canção de protesto escrita por Neil Young e é tida como uma das melhores de sempre no género, refere-se, concretamente, à morte de 4 estudantes em Kent, Ohio, que se encontravam em protesto contra o bombardeamento do Cambodja pelas tropas americanas. O protesto iria alastrar-se por todo o país contra a intervenção dos Estados Unidos no Vietname e a favor do fim da guerra.




Crosby, Stills, Nash and Young - Ohio

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Crosby, Stills, Nash & Young - Woodstock

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970

"Woodstock" é uma grande canção escrita pela extraordinária Joni Mitchell.
Joni não chegou a participar no grande festival de Woodstock de 1969, segundo reza a história devido a compromissos com um programa de televisão. Escreveu a canção segundo os relatos da TV e do seu então namorado Graham Nash.

O ano de 1970 conheceu três versões, a original de Joni Mitchell, a dos amigos Crosby, Stills, Nash & Young e ainda pelos Matthews Southern Comfort de Ian Matthews. Primeiro conheci a dos CSN&Y, depois a dos Matthews Southern Comfort e só anos mais tarde o original da Joni Mitchell. Três versões bem diferentes mas muito bem conseguidas.





O nº 7 da revista "mundo da canção" transcrevia a letra de "Woodstock" dando como intérpretes os Crosby, Stills & Nash, na realidade falta o Neil Young, e era efectivamente a que ficou mais conhecida face ao sucesso que o LP "Déjà Vu" obteve.

Noutras oportunidades espero lembrar as outras versões, hoje é a dos Crosby, Stills, Nash & Young que segue para recordação.




Crosby, Stills, Nash & Young - Woodstock

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Crosby, Stills, Nash & Young - Our House

DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971

O destaque maior do 1º número do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" saído a um de Fevereiro de 1971 ia para os Crosby, Stills, Nash & Young. Fotografia na capa e artigo extenso a ocupar as páginas centrais que continuava ainda por mais meia página. O artigo é encimado com uma foto de cada elemento do grupo, no entanto verifica-se aqui um erro grave, a fotografia que supostamente corresponde a Neil Young, não é dele.





Não consegui identificar de quem é (talvez Graham Nash novamente?), se alguém souber agradeço a sua identificação. Tem o artigo o título: "A Lenda dos Crosby, Stills, Nash & Young - O Melhor Agrupamento Vocal do Mundo Pop" e divide-se em 3 partes intituladas "O Desconcertante Stephen Stills", "Nash: Um Músico Que Vale Milhões" e "Young: O Gosto do Isolamento", ou seja falta uma parte para David Crosby, estranho mais este lapso.





Em caixa pode-se ler:
"Reunir quatro talentos ao nível de David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young não é, como à primeira vista pode aparecer, um trabalho fácil. De facto, sendo o potencial artístico destes músicos tão invulgar, a dispersão parece ser inevitável. A demonstrar esta afirmação estão gravados, para quem os quiser ouvir, os álbuns «After the Gold Rush», de Neil Young; o «Untitled», de Stephen Stills; e estão a sair da prensa os álbuns «solitários» de David Crosby e de Graham Nash. Estes discos, como é evidente, foram gravados após o excelente «Déjà Vu»."

Boa altura para, quem estiver interessado, em rever o tema "David Crosby. Stephen Stills. Graham Nash. Neil Young de 1969 a 1974" e ficar com uma ideia da qualidade destes 4 músicos juntos e a solo.

Volto a "Déja Vu" para propor a audição de "Our House", uma canção de Graham Nash.




Crosby, Stills, Nash & Young - Our House

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

Após a edição de "Déjà Vu" (Março de 1970) e tendo Neil Young terminado a digressão com os Crazy Horse e gravado o novo LP "After The Goldrush", os Crosby, Stills, Nash & Young dão início a nova digressão que seria coroada com a edição em 1971 do duplo álbum ao vivo "4 Way Street".

E eu que à época não era muito dado a gravações ao vivo, preferia as de estúdio, logo fiquei grudado a este disco. Desde então que considero "4 Way Street" uma das melhores gravações ao vivo de sempre. Composto por 2 LP, o primeiro acústico, onde cada um dos 4 elementos do grupo apresenta algumas das canções do seu reportório da altura e um segundo eléctrico onde se destacavam os temas longos de Neil Young e Stephen Stills.

De certa forma o título evidenciava aquilo que os Crosby, Stills, Nash & Young eram, uma estrada de quatro vias. Todas as composições do disco são assinadas por um só deles, não havendo portanto qualquer colaboração na escrita do reportório conjunto. Cada um deles só por si manifestava uma qualidade superior a permitir sólidas carreiras a solo, os quatro juntos atingiam o clímax de que este LP é a prova. Cada um seguiu o seu caminho, só cruzando-se novamente em 1974.






O meu LP tem a referência SD 2-902, da editora Atlantic, prensagem na USA do ano de 1971. Já muito ouvido, a ele volto de tempos em tempos na recuperação de momentos únicos da minha adolescência. Esta foi mais uma oportunidade, na cabeça ficou-me "Chicago" uma composição de Graham Nash.




Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974

Já vimos nos Regresso ao Passado anteriores as edições, no ano de 1969, de Neil Young por um lado e de Crosby, Stills & Nash por outro.  Vamos agora ao momento da junção destes quatro músicos de excepção.
Estamos ainda em 1969 quando é feita a edição quase simultânea de "Everybody Knows This Is Nowhere" de Neil Young e "Crosby, Stills & Nash" do trio com o mesmo nome. Em termos de sucesso esta última gravação teve muito maior divulgação e aceitação que o trabalho do introspectivo Neil Young.
No livro "Neil Young" de Johnny Rogan que temos vindo a seguir, lê-se:
"Com o advento do êxito de Crosby, Stills & Nash, os promotores começaram a lutar entre si para convencerem o trio a partir numa digressão nacional.", o que colocou ao grupo "... o problema de recriar o seu som de estúdio num espectáculo ao vivo."
«Foi a necessidade de maior instrumentação que levou Stills a contactar Neil Young:
... fui a casa de Neil e perguntei-lhe o que achava da ideia. Ele havia assistido a um dos nossos ensaios e tinha ficado entusiasmado com o nosso som vocal... visto isso e os factos, ele veio connosco e tornámo-nos os Crosby, Stills, Nash & Young, nome que indicava que continuávamos a ser músicos com carreiras individuais às quais poderíamos regressar sempre que nos apetecesse.»"

Data de 25 de Junho de 1969 o primeiro concerto do novo quarteto realizado no Fillmore East, em Nova Iorque. A segunda aparição vai-se realizar no mítico festival de Woodstock, é no 3º dia do festival já na madrugada de 18 de Agosto, entre as actuações dos então muito mais conhecidos Blood, Sweat and Tears e a Paul Butterfield Blues Band. Enquanto quarteto, não tinham ainda qualquer disco gravado.




Até ao final desse ano gravam o 1º LP que vai ser lançado em Março de 1970.
"Déjà Vu" "Foi, sem dúvida, um dos melhores trabalhos dos começos da década de 70, e representava o esforço real e consistente de quatro músicos funcionando em conjunto. As críticas da época elogiaram-no quase unanimemente, e muitas defenderam que se tratava de um dos melhores álbuns da história do rock."

Talvez o único pecado, ou virtude?, deste trabalho seja em algumas faixas não funcionar como grupo identificando-se facilmente a sua autoria. Por exemplo: "Teach Your Children" é claramente de Graham Nash. Na "steel guitar" temos a participação de Gerry Garcia dos Grateful Dead.




Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu

Os 15 melhores álbuns de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

"Crosby, Sills, Nash & Young não souberam libertar-se das suas experiências vincadamente pessoais e assim se perdeu, como não acontecera em 1969, uma sonoridade de novo grupo.
«Déjà Vu» é, contudo, um conjunto de gravações reveladoras da personalidade de quatro músicos amantes da melhor música."

Apreciação interessante esta do programa "Em Órbita" em relação ao álbum "Déjà Vu". Sem dúvida que o LP do ano anterior "Crosby, Stills & Nash", do ainda trio com o mesmo nome, constituía  uma afirmação mais homogénea do que este "Déjà Vu", agora quarteto, com a inclusão de Neil Young. Aqui era mais notória a participação individual do que a afirmação de uma nova sonoridade de um novo grupo. Sem dúvida, de qualquer forma um grande disco com pormenores únicos que naquele tempo me fascinaram tal os aspectos diferenciadores (quem mais tocava assim?) que então apresentavam face ao panorama musical.






Um disco histórico que marcou uma época e me marcou a mim. Porque muito ouvia e muito gostava, segue "Helpless", uma das contribuições de Neil Young para este disco.

Ah, é verdade, para o programa "Em Órbita" era o 11º melhor álbum do ano. Eram os Crosby, Stills, Nash & Young ou simplesmente CSNY.




Crosby, Stills, Nash & Young - Helpless

domingo, 1 de outubro de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Almost Cut My Hair

As 15 melhores canções de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

De um dos discos mais empolgantes de 1970 saiu "Almost Cut My Hair", a 3ª melhor canção do ano de acordo com a lista do programa "Em Órbita". O LP era o "Déjà Vu" dos recém formados Crosby, Stills, Nash & Young, do qual já ouvimos "Carry On".


Crosby, Stills, Nash & Young com Dallas Taylor e  Greg Reeves


Em relação à canção escolhida era assim descrita:
"“Almost Cut My Hair” prolonga a sobrevivência da sempre querida herança deixada pelos Byrds e Buffalo Springfield.
Ecoar duma tradição ainda tida como presente, é o quebrar violento de uma tensão emocional há muito retida.
Um tema de sugestões contraditórias, onde se confundem desespero, ternura e um mal explicado travo de angústia.
Dave Crosby tem aqui a mais importante das suas criações."

Crosby, Stills, Nash & Young na criação de uma nova sonoridade. "Almost Cut My Hair" um bom exemplo da melhor música popular dos anos 60 e 70, com origem  nos Estados Unidos.

Em "Almost Cut My Hair", David Crosby no seu melhor.




Crosby, Stills, Nash & Young - Almost Cut My Hair

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Crosby, Stills, Nash & Young - Carry On

Ao digitalizar textos publicados pelo meu pai em jornais de Ovar, mas não incluídos nos 2 livros entretanto editados, deparei com um artigo insuficientemente intitulado “Os Jovens e os Livros” onde ele se manifestava preocupado pela falta de interesse da juventude na leitura, assim como a fácil motivação por produtos, de menor interesse e qualidade duvidosa, passados nas televisões e cinemas e ainda pela generalidade da música Rock. Mas fazia salvaguarda do seguinte modo:
“Quanto ao aspecto específico da música, eu gostaria de abrir aqui um parênteses para dizer o seguinte: não pensem que não tenho também um certo gosto pela música rock. Tenho, sim senhor, não vejo qualquer relutância em afirmá-lo, quando ela é de boa qualidade. Comprei muitos discos daqueles grandes conjuntos dos anos 60 como, por exemplo, de Os Beatles, de Os Moody Blues, de Crosby, Stills, Nash & Young, de Simon e Garfunkel, de Os Doors, dos Pink Floyd, de Santana, etc, que foi a época de oiro deste tipo de música popular e que volta a aparecer agora em força através da reedição dos seus discos e em concertos memoráveis e que ainda continua a ser do melhor que há no meio de tanta mediocridade que prolifera por aí.” 

E continuava na manifestação do seu gosto, desde muito novo, pela música clássica e em particular por Schubert…

Bem, mas o que na realidade me chamou a atenção nestas linhas foi o facto de (o artigo foi escrito em finais de 1996) ele ainda se recordar de grupos como The Moody Blues, ou os Crosby, Stills, Nash & Young ou até mesmo The Doors sem sequer me ter então consultado. Na realidade a aquisição de álbuns daqueles autores foi feita sob minha influência e estavam (estão) na minha posse, embora os tivéssemos ouvido muitas vezes juntos.
Fica também a curiosidade de pouco antes da digitalização deste artigo ter recordado precisamente o primeiro e excelente álbum dos Crosby, Stills, Nash & Young de nome “Déjà Vu” que ele me comprou em 1970, ano em que foi editado. Rodou vezes sem conta!





O álbum era, como eu já chamei a alguns outros discos, um ponto de singularidade no contexto altamente criativo da época. Quatro músicos de excepção criavam uma música bela e nova que, claro, ainda hoje se ouve, e ouvirá, com grande deleite.

Parafraseando o meu pai “Se formos insensíveis às grandes criações do espírito, acho que a vida perderá grande parte da sua beleza, da sua magia e do seu interesse.”, fiquemos então com a magia de “Carry On” o tema de abertura de “Déjà Vu”. Arrebatador!




Crosby, Stills, Nash & Young - Carry On