1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso
Numa carreira de mais de 50 anos Graham Nash tem somente seis álbuns gravados a solo. Muitos mais se contabilizam se considerarmos as suas gravações com The Hollies, Crosby, Stills, Nash and Young e suas variações.
Para hoje o que me interessa é o primeiro LP a solo editado em 1971, de nome "Songs for Beginners" e que se encontra entre as escolhas de Miguel Esteves Cardoso com 3 estrelas.
"Songs for Beginners" foi o seu melhor trabalho e o que conquistou maior reconhecimento pelo público e pela crítica. O êxito de "Déjà Vu" dos Crosby, Stills, Nash and Young estava ainda fresco e os seus elementos aventuravam-se a solo em busca de igual sucesso. Graham Nash teve a sua quota parte ao compor canções como "Chicago", "Military Madness", "I Used To Be a King", "Simple Man" ou "We Can Change the World" que tanto ouvi naquela época.
Não está entre as mais conhecidas, mas é bem representativa da sonoridade desde disco, é "Better Days", simplesmente bonito!
Graham Nash - Better Days
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Crosby, Stills, Nash & Young - Our House
DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971
O destaque maior do 1º número do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" saído a um de Fevereiro de 1971 ia para os Crosby, Stills, Nash & Young. Fotografia na capa e artigo extenso a ocupar as páginas centrais que continuava ainda por mais meia página. O artigo é encimado com uma foto de cada elemento do grupo, no entanto verifica-se aqui um erro grave, a fotografia que supostamente corresponde a Neil Young, não é dele.
Não consegui identificar de quem é (talvez Graham Nash novamente?), se alguém souber agradeço a sua identificação. Tem o artigo o título: "A Lenda dos Crosby, Stills, Nash & Young - O Melhor Agrupamento Vocal do Mundo Pop" e divide-se em 3 partes intituladas "O Desconcertante Stephen Stills", "Nash: Um Músico Que Vale Milhões" e "Young: O Gosto do Isolamento", ou seja falta uma parte para David Crosby, estranho mais este lapso.
Em caixa pode-se ler:
"Reunir quatro talentos ao nível de David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young não é, como à primeira vista pode aparecer, um trabalho fácil. De facto, sendo o potencial artístico destes músicos tão invulgar, a dispersão parece ser inevitável. A demonstrar esta afirmação estão gravados, para quem os quiser ouvir, os álbuns «After the Gold Rush», de Neil Young; o «Untitled», de Stephen Stills; e estão a sair da prensa os álbuns «solitários» de David Crosby e de Graham Nash. Estes discos, como é evidente, foram gravados após o excelente «Déjà Vu»."
Boa altura para, quem estiver interessado, em rever o tema "David Crosby. Stephen Stills. Graham Nash. Neil Young de 1969 a 1974" e ficar com uma ideia da qualidade destes 4 músicos juntos e a solo.
Volto a "Déja Vu" para propor a audição de "Our House", uma canção de Graham Nash.
Crosby, Stills, Nash & Young - Our House
O destaque maior do 1º número do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" saído a um de Fevereiro de 1971 ia para os Crosby, Stills, Nash & Young. Fotografia na capa e artigo extenso a ocupar as páginas centrais que continuava ainda por mais meia página. O artigo é encimado com uma foto de cada elemento do grupo, no entanto verifica-se aqui um erro grave, a fotografia que supostamente corresponde a Neil Young, não é dele.
Não consegui identificar de quem é (talvez Graham Nash novamente?), se alguém souber agradeço a sua identificação. Tem o artigo o título: "A Lenda dos Crosby, Stills, Nash & Young - O Melhor Agrupamento Vocal do Mundo Pop" e divide-se em 3 partes intituladas "O Desconcertante Stephen Stills", "Nash: Um Músico Que Vale Milhões" e "Young: O Gosto do Isolamento", ou seja falta uma parte para David Crosby, estranho mais este lapso.
Em caixa pode-se ler:
"Reunir quatro talentos ao nível de David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young não é, como à primeira vista pode aparecer, um trabalho fácil. De facto, sendo o potencial artístico destes músicos tão invulgar, a dispersão parece ser inevitável. A demonstrar esta afirmação estão gravados, para quem os quiser ouvir, os álbuns «After the Gold Rush», de Neil Young; o «Untitled», de Stephen Stills; e estão a sair da prensa os álbuns «solitários» de David Crosby e de Graham Nash. Estes discos, como é evidente, foram gravados após o excelente «Déjà Vu»."
Boa altura para, quem estiver interessado, em rever o tema "David Crosby. Stephen Stills. Graham Nash. Neil Young de 1969 a 1974" e ficar com uma ideia da qualidade destes 4 músicos juntos e a solo.
Volto a "Déja Vu" para propor a audição de "Our House", uma canção de Graham Nash.
Crosby, Stills, Nash & Young - Our House
quinta-feira, 8 de março de 2018
The Hollies - I Can't Let Go
As 15 melhores canções de 1966 segundo o programa de rádio "Em Órbita"
"Aparecidos em 1963, os «Hollies» sofreram já duas modificações na sua estrutura. O conjunto britânico, com uma figura destacada, Graham Nash, o segundo da esquerda - afirmou-se com uma excepcional harmonia vocal, «Bus Stop» e «I Can't Let Go» foram os seus êxitos de melhor qualidade.", esta era a legenda a uma foto que o Século Ilustrado publicava a 14 de Janeiro de 1967 no seguimento do artigo onde eram entrevistados os autores do excelente programa de rádio "Em Órbita". O artigo pode ser encontrado no blog http://portadaloja.blogspot.pt/. A foto era a seguinte:
Não ficou entre as mais conhecidas dos The Hollies mas para o programa "Em Órbita" ela valia o 8º lugar entre as melhores canções de 1966, foi "I Can't Let Go".
Para além da edição em Single, "I Can't Let Go" saiu no LP, também de 1966, "Would You Believe?", as vozes são de Graham Nash e Allan Clarke respectivamente o segundo e terceiro a contar da esquerda na seguinte fotografia da época.
The Hollies - I Can't Let Go
"Aparecidos em 1963, os «Hollies» sofreram já duas modificações na sua estrutura. O conjunto britânico, com uma figura destacada, Graham Nash, o segundo da esquerda - afirmou-se com uma excepcional harmonia vocal, «Bus Stop» e «I Can't Let Go» foram os seus êxitos de melhor qualidade.", esta era a legenda a uma foto que o Século Ilustrado publicava a 14 de Janeiro de 1967 no seguimento do artigo onde eram entrevistados os autores do excelente programa de rádio "Em Órbita". O artigo pode ser encontrado no blog http://portadaloja.blogspot.pt/. A foto era a seguinte:
Não ficou entre as mais conhecidas dos The Hollies mas para o programa "Em Órbita" ela valia o 8º lugar entre as melhores canções de 1966, foi "I Can't Let Go".
Para além da edição em Single, "I Can't Let Go" saiu no LP, também de 1966, "Would You Believe?", as vozes são de Graham Nash e Allan Clarke respectivamente o segundo e terceiro a contar da esquerda na seguinte fotografia da época.
The Hollies - I Can't Let Go
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Graham Nash - Prison Song
David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974
"Wild Tales" é o 2º trabalho a solo de Graham Nash. Depois de "Songs For Beginners" de 1971, depois do álbum com David Crosby "Graham Nash David Crosby" de 1972 e gorada a gravação de novo álbum dos Crosby, Stills, Nash & Young, Graham Nash grava o seu 2º LP intitulado "Wild Tales".
Na realidade o quarteto chegou a gravar alguns temas para o álbum que deveria chamar-se "Human Highway". Seguindo o livro "Neil Young" de Johnny Rogan, ficamos a saber que "O quarteto ensaiou algumas canções novas e, segundo Tim Drummond, gravou And So It Goes, The Prison Song (que mais tarde apareceram em Wild Tales) de Nash, Human Highway, de Young, e outras três."
Pelos vistos material para gravação não faltava, é o próprio Graham Nash que o afirma:
"...uma das razões para a existência de tantos trabalhos disponíveis, era o acordo verbal que os músicos haviam feito quando da formação dos C. S. N. & Y, segundo o qual cada um guardaria as suas melhores canções para possíveis projectos do grupo.
É neste contexto que surge "Wild Tales", mais um conjunto de canções a finalizar um período de grande criatividade daqueles 4 músicos e da música popular em geral. Com uma receptividade inferior ao anterior "Songs For Beginners" é, ainda hoje, particularmente agradável a sua audição. Ouça-se "Prison Song" para confirmar.
Graham Nash - Prison Song
"Wild Tales" é o 2º trabalho a solo de Graham Nash. Depois de "Songs For Beginners" de 1971, depois do álbum com David Crosby "Graham Nash David Crosby" de 1972 e gorada a gravação de novo álbum dos Crosby, Stills, Nash & Young, Graham Nash grava o seu 2º LP intitulado "Wild Tales".
Na realidade o quarteto chegou a gravar alguns temas para o álbum que deveria chamar-se "Human Highway". Seguindo o livro "Neil Young" de Johnny Rogan, ficamos a saber que "O quarteto ensaiou algumas canções novas e, segundo Tim Drummond, gravou And So It Goes, The Prison Song (que mais tarde apareceram em Wild Tales) de Nash, Human Highway, de Young, e outras três."
Pelos vistos material para gravação não faltava, é o próprio Graham Nash que o afirma:
"...uma das razões para a existência de tantos trabalhos disponíveis, era o acordo verbal que os músicos haviam feito quando da formação dos C. S. N. & Y, segundo o qual cada um guardaria as suas melhores canções para possíveis projectos do grupo.
É neste contexto que surge "Wild Tales", mais um conjunto de canções a finalizar um período de grande criatividade daqueles 4 músicos e da música popular em geral. Com uma receptividade inferior ao anterior "Songs For Beginners" é, ainda hoje, particularmente agradável a sua audição. Ouça-se "Prison Song" para confirmar.
Graham Nash - Prison Song
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Crosby & Nash - Immigration Man
David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974
No contexto do quarteto Crosby, Stills, Nash, & Young, Stephen Stills e Neil Young eram as figuras de maior destaque e as mais produtivas em termos de composição e gravação a solo. David Crosby (ex-The Byrds) e Graham Nash (ex-The Hollies) não sendo propriamente desconhecidos eram as figuras menos proeminentes. No entanto, os seus primeiros discos a solo tiveram uma recepção bastante positiva, David Crosby com o incomparável e injustamente pouco conhecido "If I Could Only Remember My Name" e Graham Nash com, o mais reconhecido, "Songs For Beginners" ambos em 1971.
1972 começou com o sucesso esmagador de "Harvest" de Neil Young, enquanto Stephen Stills, depois dos dois LP de 1971, formava o grupo e editava o duplo álbum homónimo "Manassas". Quanto a David Crosby e Graham Nash, depois de digressão como duo, gravam e editam o primeiro LP como tal.
"Graham Nash David Crosby" veio confirma a qualidade que já se lhes conhecia. 6 canções de Graham Nash e 5 de David Crosby compõem um LP muito homogéneo e que, ainda hoje, é extraordinariamente agradável de se ouvir.
A canção escolhida é um tema de Graham Nash, resultado da sua própria experiência, é "Immigration Man".
Crosby & Nash - Immigration Man
No contexto do quarteto Crosby, Stills, Nash, & Young, Stephen Stills e Neil Young eram as figuras de maior destaque e as mais produtivas em termos de composição e gravação a solo. David Crosby (ex-The Byrds) e Graham Nash (ex-The Hollies) não sendo propriamente desconhecidos eram as figuras menos proeminentes. No entanto, os seus primeiros discos a solo tiveram uma recepção bastante positiva, David Crosby com o incomparável e injustamente pouco conhecido "If I Could Only Remember My Name" e Graham Nash com, o mais reconhecido, "Songs For Beginners" ambos em 1971.
1972 começou com o sucesso esmagador de "Harvest" de Neil Young, enquanto Stephen Stills, depois dos dois LP de 1971, formava o grupo e editava o duplo álbum homónimo "Manassas". Quanto a David Crosby e Graham Nash, depois de digressão como duo, gravam e editam o primeiro LP como tal.
"Graham Nash David Crosby" veio confirma a qualidade que já se lhes conhecia. 6 canções de Graham Nash e 5 de David Crosby compõem um LP muito homogéneo e que, ainda hoje, é extraordinariamente agradável de se ouvir.
A canção escolhida é um tema de Graham Nash, resultado da sua própria experiência, é "Immigration Man".
Crosby & Nash - Immigration Man
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Graham Nash - Simple Man
David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974
Cada um dos elementos dos Crosby, Stills, Nash & Young fizeram com êxito o seu álbum a solo após a primeira separação em 1970.
Neil Young com "After The Goldrush", Stephen Stills com o álbum homónimo ainda em 1970, David Crosby com "If I Could Only Remember My Name" já em 1971 e finalmente Graham Nash com "Songs For Beginners".
Graham Nash é, dos quatro, o único não norte-americano. Na realidade Graham Nash nasceu em Inglaterra e lá começou a sua carreira musical. Foi elemento fundador do famoso grupo Pop The Hollies e nele esteve de 1962 a 1968.
Graham Nash já conhecia David Crosby do tempo dos The Byrds e também Stephen Stills ainda nos Buffalo Springfield. É durante a passagem, em 1968, dos The Hollies pelos EUA que Graham Nash se vai encontrar de novo com David Crosby e Stephen Stills. Numa festa em casa da Joni Mitchell (ou de Cass Elliot ou ainda na casa de John Sebastian de acordo com "Neil Young" de Johnny Rogan, as fontes divergem) os três começaram a cantar juntos e pouco depois Nash abandona The Hollies e nasce o trio Crosby, Stills & Nash.
Do sucesso do trio e depois quarteto com a entrada de Neil Young já aqui fiz eco, agora é tempo do primeiro registo a solo de Graham Nash, o referido "Songs For Beginners".
Gravado entre 1970 e 1971 foi o último dos quatro músicos a solo a ser editado.
Uma quantidade impressionante de músico colaboraram na feitura deste álbum, para além de Neil Young e David Crosby por ele passaram, um conjunto de músicos habituais nos concertos do quarteto como Dallas Taylor e Johnny Barbata e ainda nomes bem conhecidos tais como Gerry Garcia, Dave Mason, Rita Coolidge e Phil Lesh.
"Songs For Beginners" foi muito bem recebido pela crítica e dele ficaram, para sempre, canções como "Chicago", "Military Madness", "I Used to Be a King" ou "Simple Man" que hoje fica para audição.
Graham Nash - Simple Man
Cada um dos elementos dos Crosby, Stills, Nash & Young fizeram com êxito o seu álbum a solo após a primeira separação em 1970.
Neil Young com "After The Goldrush", Stephen Stills com o álbum homónimo ainda em 1970, David Crosby com "If I Could Only Remember My Name" já em 1971 e finalmente Graham Nash com "Songs For Beginners".
Graham Nash é, dos quatro, o único não norte-americano. Na realidade Graham Nash nasceu em Inglaterra e lá começou a sua carreira musical. Foi elemento fundador do famoso grupo Pop The Hollies e nele esteve de 1962 a 1968.
Graham Nash já conhecia David Crosby do tempo dos The Byrds e também Stephen Stills ainda nos Buffalo Springfield. É durante a passagem, em 1968, dos The Hollies pelos EUA que Graham Nash se vai encontrar de novo com David Crosby e Stephen Stills. Numa festa em casa da Joni Mitchell (ou de Cass Elliot ou ainda na casa de John Sebastian de acordo com "Neil Young" de Johnny Rogan, as fontes divergem) os três começaram a cantar juntos e pouco depois Nash abandona The Hollies e nasce o trio Crosby, Stills & Nash.
Do sucesso do trio e depois quarteto com a entrada de Neil Young já aqui fiz eco, agora é tempo do primeiro registo a solo de Graham Nash, o referido "Songs For Beginners".
Gravado entre 1970 e 1971 foi o último dos quatro músicos a solo a ser editado.
Uma quantidade impressionante de músico colaboraram na feitura deste álbum, para além de Neil Young e David Crosby por ele passaram, um conjunto de músicos habituais nos concertos do quarteto como Dallas Taylor e Johnny Barbata e ainda nomes bem conhecidos tais como Gerry Garcia, Dave Mason, Rita Coolidge e Phil Lesh.
"Songs For Beginners" foi muito bem recebido pela crítica e dele ficaram, para sempre, canções como "Chicago", "Military Madness", "I Used to Be a King" ou "Simple Man" que hoje fica para audição.
Graham Nash - Simple Man
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago
David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974
Após a edição de "Déjà Vu" (Março de 1970) e tendo Neil Young terminado a digressão com os Crazy Horse e gravado o novo LP "After The Goldrush", os Crosby, Stills, Nash & Young dão início a nova digressão que seria coroada com a edição em 1971 do duplo álbum ao vivo "4 Way Street".
E eu que à época não era muito dado a gravações ao vivo, preferia as de estúdio, logo fiquei grudado a este disco. Desde então que considero "4 Way Street" uma das melhores gravações ao vivo de sempre. Composto por 2 LP, o primeiro acústico, onde cada um dos 4 elementos do grupo apresenta algumas das canções do seu reportório da altura e um segundo eléctrico onde se destacavam os temas longos de Neil Young e Stephen Stills.
De certa forma o título evidenciava aquilo que os Crosby, Stills, Nash & Young eram, uma estrada de quatro vias. Todas as composições do disco são assinadas por um só deles, não havendo portanto qualquer colaboração na escrita do reportório conjunto. Cada um deles só por si manifestava uma qualidade superior a permitir sólidas carreiras a solo, os quatro juntos atingiam o clímax de que este LP é a prova. Cada um seguiu o seu caminho, só cruzando-se novamente em 1974.
O meu LP tem a referência SD 2-902, da editora Atlantic, prensagem na USA do ano de 1971. Já muito ouvido, a ele volto de tempos em tempos na recuperação de momentos únicos da minha adolescência. Esta foi mais uma oportunidade, na cabeça ficou-me "Chicago" uma composição de Graham Nash.
Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago
Após a edição de "Déjà Vu" (Março de 1970) e tendo Neil Young terminado a digressão com os Crazy Horse e gravado o novo LP "After The Goldrush", os Crosby, Stills, Nash & Young dão início a nova digressão que seria coroada com a edição em 1971 do duplo álbum ao vivo "4 Way Street".
E eu que à época não era muito dado a gravações ao vivo, preferia as de estúdio, logo fiquei grudado a este disco. Desde então que considero "4 Way Street" uma das melhores gravações ao vivo de sempre. Composto por 2 LP, o primeiro acústico, onde cada um dos 4 elementos do grupo apresenta algumas das canções do seu reportório da altura e um segundo eléctrico onde se destacavam os temas longos de Neil Young e Stephen Stills.
De certa forma o título evidenciava aquilo que os Crosby, Stills, Nash & Young eram, uma estrada de quatro vias. Todas as composições do disco são assinadas por um só deles, não havendo portanto qualquer colaboração na escrita do reportório conjunto. Cada um deles só por si manifestava uma qualidade superior a permitir sólidas carreiras a solo, os quatro juntos atingiam o clímax de que este LP é a prova. Cada um seguiu o seu caminho, só cruzando-se novamente em 1974.
O meu LP tem a referência SD 2-902, da editora Atlantic, prensagem na USA do ano de 1971. Já muito ouvido, a ele volto de tempos em tempos na recuperação de momentos únicos da minha adolescência. Esta foi mais uma oportunidade, na cabeça ficou-me "Chicago" uma composição de Graham Nash.
Crosby, Stills, Nash & Young - Chicago
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children
David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974
Já vimos nos Regresso ao Passado anteriores as edições, no ano de 1969, de Neil Young por um lado e de Crosby, Stills & Nash por outro. Vamos agora ao momento da junção destes quatro músicos de excepção.
Estamos ainda em 1969 quando é feita a edição quase simultânea de "Everybody Knows This Is Nowhere" de Neil Young e "Crosby, Stills & Nash" do trio com o mesmo nome. Em termos de sucesso esta última gravação teve muito maior divulgação e aceitação que o trabalho do introspectivo Neil Young.
No livro "Neil Young" de Johnny Rogan que temos vindo a seguir, lê-se:
"Com o advento do êxito de Crosby, Stills & Nash, os promotores começaram a lutar entre si para convencerem o trio a partir numa digressão nacional.", o que colocou ao grupo "... o problema de recriar o seu som de estúdio num espectáculo ao vivo."
«Foi a necessidade de maior instrumentação que levou Stills a contactar Neil Young:
... fui a casa de Neil e perguntei-lhe o que achava da ideia. Ele havia assistido a um dos nossos ensaios e tinha ficado entusiasmado com o nosso som vocal... visto isso e os factos, ele veio connosco e tornámo-nos os Crosby, Stills, Nash & Young, nome que indicava que continuávamos a ser músicos com carreiras individuais às quais poderíamos regressar sempre que nos apetecesse.»"
Data de 25 de Junho de 1969 o primeiro concerto do novo quarteto realizado no Fillmore East, em Nova Iorque. A segunda aparição vai-se realizar no mítico festival de Woodstock, é no 3º dia do festival já na madrugada de 18 de Agosto, entre as actuações dos então muito mais conhecidos Blood, Sweat and Tears e a Paul Butterfield Blues Band. Enquanto quarteto, não tinham ainda qualquer disco gravado.
Até ao final desse ano gravam o 1º LP que vai ser lançado em Março de 1970.
"Déjà Vu" "Foi, sem dúvida, um dos melhores trabalhos dos começos da década de 70, e representava o esforço real e consistente de quatro músicos funcionando em conjunto. As críticas da época elogiaram-no quase unanimemente, e muitas defenderam que se tratava de um dos melhores álbuns da história do rock."
Talvez o único pecado, ou virtude?, deste trabalho seja em algumas faixas não funcionar como grupo identificando-se facilmente a sua autoria. Por exemplo: "Teach Your Children" é claramente de Graham Nash. Na "steel guitar" temos a participação de Gerry Garcia dos Grateful Dead.
Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children
Já vimos nos Regresso ao Passado anteriores as edições, no ano de 1969, de Neil Young por um lado e de Crosby, Stills & Nash por outro. Vamos agora ao momento da junção destes quatro músicos de excepção.
Estamos ainda em 1969 quando é feita a edição quase simultânea de "Everybody Knows This Is Nowhere" de Neil Young e "Crosby, Stills & Nash" do trio com o mesmo nome. Em termos de sucesso esta última gravação teve muito maior divulgação e aceitação que o trabalho do introspectivo Neil Young.
No livro "Neil Young" de Johnny Rogan que temos vindo a seguir, lê-se:
"Com o advento do êxito de Crosby, Stills & Nash, os promotores começaram a lutar entre si para convencerem o trio a partir numa digressão nacional.", o que colocou ao grupo "... o problema de recriar o seu som de estúdio num espectáculo ao vivo."
«Foi a necessidade de maior instrumentação que levou Stills a contactar Neil Young:
... fui a casa de Neil e perguntei-lhe o que achava da ideia. Ele havia assistido a um dos nossos ensaios e tinha ficado entusiasmado com o nosso som vocal... visto isso e os factos, ele veio connosco e tornámo-nos os Crosby, Stills, Nash & Young, nome que indicava que continuávamos a ser músicos com carreiras individuais às quais poderíamos regressar sempre que nos apetecesse.»"
Data de 25 de Junho de 1969 o primeiro concerto do novo quarteto realizado no Fillmore East, em Nova Iorque. A segunda aparição vai-se realizar no mítico festival de Woodstock, é no 3º dia do festival já na madrugada de 18 de Agosto, entre as actuações dos então muito mais conhecidos Blood, Sweat and Tears e a Paul Butterfield Blues Band. Enquanto quarteto, não tinham ainda qualquer disco gravado.
Até ao final desse ano gravam o 1º LP que vai ser lançado em Março de 1970.
"Déjà Vu" "Foi, sem dúvida, um dos melhores trabalhos dos começos da década de 70, e representava o esforço real e consistente de quatro músicos funcionando em conjunto. As críticas da época elogiaram-no quase unanimemente, e muitas defenderam que se tratava de um dos melhores álbuns da história do rock."
Talvez o único pecado, ou virtude?, deste trabalho seja em algumas faixas não funcionar como grupo identificando-se facilmente a sua autoria. Por exemplo: "Teach Your Children" é claramente de Graham Nash. Na "steel guitar" temos a participação de Gerry Garcia dos Grateful Dead.
Crosby, Stills, Nash & Young - Teach Your Children
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Crosby, Stills & Nash - Lady Of The Island
David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash, Neil Young de 1969 a 1974
Enquanto Neil Young, após o fim dos Buffalo Springfield, partiu para carreira a solo, "...o seu velho rival, Stephen Stills, fazia igualmente grandes progressos na sua carreira pós-Springfield." lê-se em "Neil Young" de Johnny Rogan. Ora veja-se, "Nos primeiros seis meses foi muito solicitado. Tocou com Al Kooper e Mike Bloomfield, lançando o álbum Supersession em Agosto de 1968, que mais tarde vendeu um milhão de exemplares. ... Arranjou as partes de guitarra do álbum de Judy Collins, Who Knows Where The Time Goes, tocou guitarra no álbum de Tim Leary, You Can Be Anyone This Time Around, e conseguiu ainda tempo para tocar baixo no álbum estreia de Joni Mitchell."
"Foi no meio de toda esta actividade que Stills estreitou a relação de amizade que mantinha com o ex-Byrd, David Crosby:
«Nessa altura passei a andar bastante com David e, um dia, os Hollies vieram à cidade e nós estivemos um bocado com Willie (Graham Nash). Um dia, estávamos todos em casa de John Sebastian, às voltas com as duas canções que David e eu fizéramos juntos, Helplessly Hoping e You Won't Have To Cry, e Willie pôs-se a cantar connosco. Bem, o Crosby e eu só olhámos um para o outro - foi um daqueles momentos, sabes?»". Nascia assim o trio Crosby, Stills & Nash.
Em Maio de 1969 era editado o primeiro LP que foi muito aclamado pela crítica. Contrariando as sonoridades dominantes de um Rock pesado com influência dos Blues, "Crosby, Stills & Nash" era a expressão maior do Folk-Rock do outro lado do Atlântico. As harmonias vocais eram surpreendentes e recordo-me bem de ficar completamente rendido quando ouvia na rádio alguma das faixas deste disco único.
Depois de "Guinevere" de David Crosby, com Joni Mitchell na cabeça, era a vez de Graham Nash também lhe dedicar uma canção, era a singela e bonita "Lady Of The Island".
Crosby, Stills & Nash - Lady Of The Island
Enquanto Neil Young, após o fim dos Buffalo Springfield, partiu para carreira a solo, "...o seu velho rival, Stephen Stills, fazia igualmente grandes progressos na sua carreira pós-Springfield." lê-se em "Neil Young" de Johnny Rogan. Ora veja-se, "Nos primeiros seis meses foi muito solicitado. Tocou com Al Kooper e Mike Bloomfield, lançando o álbum Supersession em Agosto de 1968, que mais tarde vendeu um milhão de exemplares. ... Arranjou as partes de guitarra do álbum de Judy Collins, Who Knows Where The Time Goes, tocou guitarra no álbum de Tim Leary, You Can Be Anyone This Time Around, e conseguiu ainda tempo para tocar baixo no álbum estreia de Joni Mitchell."
"Foi no meio de toda esta actividade que Stills estreitou a relação de amizade que mantinha com o ex-Byrd, David Crosby:
«Nessa altura passei a andar bastante com David e, um dia, os Hollies vieram à cidade e nós estivemos um bocado com Willie (Graham Nash). Um dia, estávamos todos em casa de John Sebastian, às voltas com as duas canções que David e eu fizéramos juntos, Helplessly Hoping e You Won't Have To Cry, e Willie pôs-se a cantar connosco. Bem, o Crosby e eu só olhámos um para o outro - foi um daqueles momentos, sabes?»". Nascia assim o trio Crosby, Stills & Nash.
Em Maio de 1969 era editado o primeiro LP que foi muito aclamado pela crítica. Contrariando as sonoridades dominantes de um Rock pesado com influência dos Blues, "Crosby, Stills & Nash" era a expressão maior do Folk-Rock do outro lado do Atlântico. As harmonias vocais eram surpreendentes e recordo-me bem de ficar completamente rendido quando ouvia na rádio alguma das faixas deste disco único.
Depois de "Guinevere" de David Crosby, com Joni Mitchell na cabeça, era a vez de Graham Nash também lhe dedicar uma canção, era a singela e bonita "Lady Of The Island".
Crosby, Stills & Nash - Lady Of The Island
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terça-feira, 28 de março de 2017
Crosby, Stills & Nash - Crosby, Stills & Nash
Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 60
Ontem, recordámos "On The Threshold Of A Dream" dos The Moody Blues que tinha sido editado em Inglaterra em Abril de 1969, no mês seguinte era editado nos Estados Unidos aquele que seria o melhor disco do ano, o álbum inaugural, homónimo do trio Crosby, Stills and Nash.
Um trio novo a partir de músicos já relativamente bem conhecidos. David Crosby oriundo dos importantes The Byrds, Stephen Stills oriundo dos excelentes Buffalo Springfield e Graham Nash dos populares The Hollies constituem a grande novidade do ano.
"Crosby, Stills & Nash", o ponto mais alto do Folk-Rock então em crescendo, um disco marcante da criatividade musical que caracterizou o final da década de 60. As harmonias vocais atingem níveis inauditos e um conjunto de canções bem construídas (excelente o tema de abertura "Suite: Judy Blue Eyes") catapultaram o trio para a fama que ainda hoje perdura. Uma sonoridade que, infelizmente, hoje já não se pratica o que leva a ficar-se com a sensação de um disco datado.
Na divulgação deste ímpar álbum chega a vez de "Wooden Ships", a história de dois sobreviventes, graças aos "purple berries" que "Probably keep us both alive, Wooden ships on the water very free and easy", de uma guerra nuclear que ninguém ganhou, "Can you tell me please who won?".
Crosby, Still & Nash - Wooden Ships
Ontem, recordámos "On The Threshold Of A Dream" dos The Moody Blues que tinha sido editado em Inglaterra em Abril de 1969, no mês seguinte era editado nos Estados Unidos aquele que seria o melhor disco do ano, o álbum inaugural, homónimo do trio Crosby, Stills and Nash.
Um trio novo a partir de músicos já relativamente bem conhecidos. David Crosby oriundo dos importantes The Byrds, Stephen Stills oriundo dos excelentes Buffalo Springfield e Graham Nash dos populares The Hollies constituem a grande novidade do ano.
"Crosby, Stills & Nash", o ponto mais alto do Folk-Rock então em crescendo, um disco marcante da criatividade musical que caracterizou o final da década de 60. As harmonias vocais atingem níveis inauditos e um conjunto de canções bem construídas (excelente o tema de abertura "Suite: Judy Blue Eyes") catapultaram o trio para a fama que ainda hoje perdura. Uma sonoridade que, infelizmente, hoje já não se pratica o que leva a ficar-se com a sensação de um disco datado.
Na divulgação deste ímpar álbum chega a vez de "Wooden Ships", a história de dois sobreviventes, graças aos "purple berries" que "Probably keep us both alive, Wooden ships on the water very free and easy", de uma guerra nuclear que ninguém ganhou, "Can you tell me please who won?".
Crosby, Still & Nash - Wooden Ships
domingo, 30 de novembro de 2014
CSN - Crosby, Stills & Nash (1º álbum)
O 1º álbum dos Crosby, Stills & Nash data de 1969 e foi então considerado pelo programa de rádio "Em Órbita" como o melhor do ano.
É também um dos primeiros álbuns que adquiri e que se conserva, felizmente, em estado perfeito. Para ouvir, ouvir, ouvir ...
É também um dos primeiros álbuns que adquiri e que se conserva, felizmente, em estado perfeito. Para ouvir, ouvir, ouvir ...
sábado, 29 de novembro de 2014
Crosby, Stills & Nash - Guinnevere
Crosby, Stills & Nash já vão em 45 anos de
colaboração. Foram (são) um dos grupos a granjear uma simpatia generalizada.
Formaram-se em 1969 mas qualquer um deles possuía já créditos firmados noutros
grupos. David Crosby tinha terminado uma relação atribulada nos míticos Byrds,
Stephen Stills estava liberto após a desintegração dos excelentes Buffalo Springfield e Graham Nash provinha dos muito populares The Hollies.
A discografia de Crosby, Stills & Nash, enquanto trio, é pequena, registando-se somente 5 álbuns de estúdio em mais de 4 décadas. No entanto a produção discográfica dos seus elementos é muito maior tendo em conta a produção a solo, em duo, ou em quarteto (com Neil Young, também proveniente dos desavindos Buffalo Springfield e já com carreira a solo) nos Crosby, Stills, Nash & Young.
O primeiro e homónimo álbum "Crosby, Stills & Nash" (1969) tornou-se uma referência obrigatória na história da música popular. Recordo-me da admiração com que então tomei conhecimento de alguns dos temas mais difundidos. As superlativas harmonias vocais, os arranjos predominantemente acústicos (numa altura de crescente electrificação) produziram temas de uma imponência quase religiosa, estávamos perante algo definitivamente novo.
O álbum começava com um tema de Stephen Stills, “Suite: Judy Blues Eyes”, sendo Judy a cantora Judy Collins antiga namorada de Stephen Stills. Excelente!
"Em Órbita”, o então programa do RCP, considera Crosby, Stills & Nash o melhor álbum de 1969 e faz a leitura do seguinte texto:
“Um conjunto de três personalidades que marcou de forma decisiva todo o processo sonoro do Em Órbita de 1969. Temas que reflectindo as origens diversas dos seus criadores, constituem exemplos acabados da melhor música popular de sempre.
Notável o perfeito ajustamento da forma de inserção das líricas nas linhas melódicas desenvolvidas, atributo que lhes confere uma das suas mais marcantes características.
Crosby, Sills & Nash, são os responsáveis pelo melhor álbum de 1969.”
Para audição, “Guinnevere”, beleza em estado puro.
CSN - Guinnevere
(“Guinevere” aparece em “The Complete Bitches Brew Sessions” de Miles Davis, de 1970, numa surpreendente versão de 21 minutos)
A discografia de Crosby, Stills & Nash, enquanto trio, é pequena, registando-se somente 5 álbuns de estúdio em mais de 4 décadas. No entanto a produção discográfica dos seus elementos é muito maior tendo em conta a produção a solo, em duo, ou em quarteto (com Neil Young, também proveniente dos desavindos Buffalo Springfield e já com carreira a solo) nos Crosby, Stills, Nash & Young.
O primeiro e homónimo álbum "Crosby, Stills & Nash" (1969) tornou-se uma referência obrigatória na história da música popular. Recordo-me da admiração com que então tomei conhecimento de alguns dos temas mais difundidos. As superlativas harmonias vocais, os arranjos predominantemente acústicos (numa altura de crescente electrificação) produziram temas de uma imponência quase religiosa, estávamos perante algo definitivamente novo.
O álbum começava com um tema de Stephen Stills, “Suite: Judy Blues Eyes”, sendo Judy a cantora Judy Collins antiga namorada de Stephen Stills. Excelente!
"Em Órbita”, o então programa do RCP, considera Crosby, Stills & Nash o melhor álbum de 1969 e faz a leitura do seguinte texto:
“Um conjunto de três personalidades que marcou de forma decisiva todo o processo sonoro do Em Órbita de 1969. Temas que reflectindo as origens diversas dos seus criadores, constituem exemplos acabados da melhor música popular de sempre.
Notável o perfeito ajustamento da forma de inserção das líricas nas linhas melódicas desenvolvidas, atributo que lhes confere uma das suas mais marcantes características.
Crosby, Sills & Nash, são os responsáveis pelo melhor álbum de 1969.”
Para audição, “Guinnevere”, beleza em estado puro.
CSN - Guinnevere
(“Guinevere” aparece em “The Complete Bitches Brew Sessions” de Miles Davis, de 1970, numa surpreendente versão de 21 minutos)
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