Algumas memórias de 2016
Na música popular portuguesa, o Fado continuou a dominar o ano de 2016. Se, nesta área, já não assistimos a nada de verdadeiramente inovador no novo Fado que este milénio nos trouxe, continua a ser dominador e a afirmar-se no mercado nacional.
Nesta área destacam-se:
Ricardo Ribeiro - Hoje É Assim, Amanhã Não Sei
Gisela João - Nua
Cristina Branco - Menina
Faltaram Camané e Ana Moura ainda a viver dos sucessos de 2015
Vindos do Fado, mas cada vez mais longe dele, tivemos António Zambujo com "Até Pensei que Fosse Minha" em tributo a Chico Buarque e Carminho com "Carminho Canta Tom Jobim" em tributo a Tom Jobim.
No Pop Rock destacaram-se Capitão Fausto com "Têm os Dia Contados", cada vez mais reconhecidos e para muitos o melhor disco português do ano, Samuel Úria com "Carga de Ombro", já com uma vasta discografia mas ainda não suficientemente divulgado, em sonoridades mais afastadas Rodrigo Leão em parceria com o australiano Scott Matthew continua uma sólida carreira a solo que começou com "Ave Mundi Luminar" em 1993.
Menos divulgados mas nem por isso menos importantes dois discos de 2016 que gostamos particularmente, de Old Jerusalem, o portuense Francisco Silva que foi buscar o seu nome artístico a uma canção do seu mentor Will Oldham (Bonnie Prince Billy) no tempo dos Palace Music, assina mais um álbum intimista de nome "A Rose is a Rose is a Rose is a Rose" a demonstrar uma evolução segura e consistente.
Finalmente o disco que terá sido em 2016 mais ignorado, "Pérolas d'Alma" de Nuno Rodrigues. Aos 67 anos Nuno Rodrigues (ex-Musica Novarum, ex-Banda do Casaco) assina o primeiro disco a solo musicando a poesia de Florbela Espanca. Um disco de rara beleza, cuidadosamente trabalhado a colocá-lo, claramente, entre o melhor que 2016 nos deixou.
Nuno Rodrigues - Versos
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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domingo, 29 de janeiro de 2017
sábado, 28 de janeiro de 2017
Fotheringay - Nothing More
Algumas memórias de 2016
Nunca fomos particular adeptos de colectâneas e mesmo de muitas gravações ao vivo que nos pareciam ter um carácter excessivamente comercial, correspondendo muitas das vezes a situações de menor criatividade dos seus autores e assim preencherem espaços temporais que doutra forma seriam difíceis de o fazer. Não acrescentavam pois nada de novo ao que já era conhecido até então.
É claro que houve sempre excepções, em particular nos discos ao vivo, que permitiam por vezes captar de forma genuína a prestação dos músicos sem as ajudas de estúdio. Lembramo-nos, por exemplo, de discos como "Absolutely Live" dos The Doors, "Four Way Streets" dos Crosby, Stills, Nash & Young ou "It's Too Late To Stop Now" de Van Morrison, para ficarmos somente nos mais antigos.
Mais recentemente começaram a tornar-se usuais a edição de gravações, guardadas ou descobertas. que vêm complementar a discografia original, por vezes já terminada, de grupos e músicos que fizeram as delícias da nossa juventude.
O ano de 2016 foi fértil em edições de arquivo, eis algumas que se recomendam.
Pink Floyd - The Early Years 1965-1972
Em duas versões, duplo CD e caixa de 32 discos. Oportunidade de conhecer melhor o fase mais interessante deste histórico grupo.
Van Morrison - ...It's Too Late To Stop Now...Volumes II, III, IV & DVD
Depois do maravilhoso duplo ao vivo "It´s Too Late Too Stop Know" saído em 1974 com gravações de 1973 em Los Angeles, Santa Monica e Londres, eis uma expansão desses concertos com um conjunto de gravações completamente inéditas.
Volume II - gravado ao vivo no Troubadour, Los Angeles, a 23 de Maio de 1973
Volume III - gravado ao vivo em Santa Monica Civic, Califórnia, a 29 de Junho de 1973
Volume IV - gravado ao vivo no Rainbow, Londres, a 23 e 24 de Julho de 1973
DVD - gravado ao vivo no Rainbow, Londres, a 23 e 24 de Julho de 1973
Uma pequena maravilha para os fãs de Van Morrison.
Sandy Denny - I've Always Kept A Unicorn
Quando se pensava que os arquivos de Sandy Denny estavam todos esmifrados, eis que somos surpreendidos pelo acústico duplo CD "I´ve Always Kept A Unicorn". Como diz o folheto que acompanha esta edição "O melhor álbum que Sandy Denny nunca fez".
Sandy Denny a solo, com The Strawbs, com os Fairport Convention, com os Fotheringay e com The Bunch, 40 canções superiormente interpretadas por Sandy Denny quer sejam demos, versões ao vivo, ou a solo só com viola ou piano. Sandy Denny despida de acompanhamento, sem necessidade de acompanhamento. Uma edição a mostrar porque é que Sandy Denny foi a maior cantora da sua geração.
Fotheringay - Nothing More
Ainda Sandy Denny. Fotheringay foi o grupo, de curta duração, formado em 1970 por Sandy Denny tendo na época sido editado o álbum "Fotheringay" uma referência obrigatória do melhor Folk-Rock de sempre.
Em 2008 foi editado "Fotheringay 2" aquele que deveria ter sido o 2º álbum do grupo mas que não se chegou a concretizar, Sandy Denny tinha iniciado carreira a solo.
"Nothing More" é composto por 3 CD e um DVD a saber:
Disco 1 - O álbum original de 1970 mais 6 faixas bónus
Disco 2 - O álbum original de 2008 mais 6 faixas bónus
Disco 3 - Faixas 1-9 gravadas ao vivo a 28 de Junho de 1970 em Roterdão, Holanda. Faixas 10-16 gravadas na BBC, Londres em 1970
Disco 4 - DVD com 4 faixas gravadas ao vivo para a TV, no Beat Club em Breman, Alemanha, a 28 de Novembro de 1970.
Ficamos para audição com o tema título desta colectânea "Nothing More", a canção de Sandy Denny que abria o álbum de 1970, agora na versão ao vivo em Roterdão que aparece no disco 3.
Fotheringay - Nothing More
Nunca fomos particular adeptos de colectâneas e mesmo de muitas gravações ao vivo que nos pareciam ter um carácter excessivamente comercial, correspondendo muitas das vezes a situações de menor criatividade dos seus autores e assim preencherem espaços temporais que doutra forma seriam difíceis de o fazer. Não acrescentavam pois nada de novo ao que já era conhecido até então.
É claro que houve sempre excepções, em particular nos discos ao vivo, que permitiam por vezes captar de forma genuína a prestação dos músicos sem as ajudas de estúdio. Lembramo-nos, por exemplo, de discos como "Absolutely Live" dos The Doors, "Four Way Streets" dos Crosby, Stills, Nash & Young ou "It's Too Late To Stop Now" de Van Morrison, para ficarmos somente nos mais antigos.
Mais recentemente começaram a tornar-se usuais a edição de gravações, guardadas ou descobertas. que vêm complementar a discografia original, por vezes já terminada, de grupos e músicos que fizeram as delícias da nossa juventude.
O ano de 2016 foi fértil em edições de arquivo, eis algumas que se recomendam.
Pink Floyd - The Early Years 1965-1972
Em duas versões, duplo CD e caixa de 32 discos. Oportunidade de conhecer melhor o fase mais interessante deste histórico grupo.
Van Morrison - ...It's Too Late To Stop Now...Volumes II, III, IV & DVD
Depois do maravilhoso duplo ao vivo "It´s Too Late Too Stop Know" saído em 1974 com gravações de 1973 em Los Angeles, Santa Monica e Londres, eis uma expansão desses concertos com um conjunto de gravações completamente inéditas.
Volume II - gravado ao vivo no Troubadour, Los Angeles, a 23 de Maio de 1973
Volume III - gravado ao vivo em Santa Monica Civic, Califórnia, a 29 de Junho de 1973
Volume IV - gravado ao vivo no Rainbow, Londres, a 23 e 24 de Julho de 1973
DVD - gravado ao vivo no Rainbow, Londres, a 23 e 24 de Julho de 1973
Uma pequena maravilha para os fãs de Van Morrison.
Sandy Denny - I've Always Kept A Unicorn
Quando se pensava que os arquivos de Sandy Denny estavam todos esmifrados, eis que somos surpreendidos pelo acústico duplo CD "I´ve Always Kept A Unicorn". Como diz o folheto que acompanha esta edição "O melhor álbum que Sandy Denny nunca fez".
Sandy Denny a solo, com The Strawbs, com os Fairport Convention, com os Fotheringay e com The Bunch, 40 canções superiormente interpretadas por Sandy Denny quer sejam demos, versões ao vivo, ou a solo só com viola ou piano. Sandy Denny despida de acompanhamento, sem necessidade de acompanhamento. Uma edição a mostrar porque é que Sandy Denny foi a maior cantora da sua geração.
Fotheringay - Nothing More
Ainda Sandy Denny. Fotheringay foi o grupo, de curta duração, formado em 1970 por Sandy Denny tendo na época sido editado o álbum "Fotheringay" uma referência obrigatória do melhor Folk-Rock de sempre.
Em 2008 foi editado "Fotheringay 2" aquele que deveria ter sido o 2º álbum do grupo mas que não se chegou a concretizar, Sandy Denny tinha iniciado carreira a solo.
"Nothing More" é composto por 3 CD e um DVD a saber:
Disco 1 - O álbum original de 1970 mais 6 faixas bónus
Disco 2 - O álbum original de 2008 mais 6 faixas bónus
Disco 3 - Faixas 1-9 gravadas ao vivo a 28 de Junho de 1970 em Roterdão, Holanda. Faixas 10-16 gravadas na BBC, Londres em 1970
Disco 4 - DVD com 4 faixas gravadas ao vivo para a TV, no Beat Club em Breman, Alemanha, a 28 de Novembro de 1970.
Ficamos para audição com o tema título desta colectânea "Nothing More", a canção de Sandy Denny que abria o álbum de 1970, agora na versão ao vivo em Roterdão que aparece no disco 3.
Fotheringay - Nothing More
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
PJ Harvey - The Community of Hope
Algumas memórias de 2016
Sem conhecermos, bem longe disso, toda a melhor música popular feita nos nossos dias, mesmo assim arriscamos um conjunto de discos de 2016 que vale a pena ouvir, não se dando com certeza o tempo por perdido.
Entre os novos consagrados não deixamos de destacar mais uma vez o belo disco que é "The Waiting Room", o 11º registo dos britânicos Tindersticks que já vão com 25 anos de idade. É, sem dúvida, um dos disco do ano.
Eis mais alguns a merecerem, de alguma forma, uma audição atenta:
Tortoise - The Catastrophist
Meilyr Jones - 2013
Kevin Morby - Singing Saw
Sturgill Simpson - A Sailor's Guide to Earth
Andrew Bird - Are You Serious
Ryley Walker - Golden Sings That Have Been Sung
Angel Olsen - My Woman
PJ Harvey - The Hope Six Demolition Project
Porque PJ Harvey nos marcou na sua passagem pelo Primavera Sound, destacamos este novo "The Hope Six Demolition Project", o nono, entre os melhores que o Rock alternativo nos deixou em 2016.
"The Community of Hope", a faixa de abertura, é a que fica para audição.
PJ Harvey - The Community of Hope
Sem conhecermos, bem longe disso, toda a melhor música popular feita nos nossos dias, mesmo assim arriscamos um conjunto de discos de 2016 que vale a pena ouvir, não se dando com certeza o tempo por perdido.
Entre os novos consagrados não deixamos de destacar mais uma vez o belo disco que é "The Waiting Room", o 11º registo dos britânicos Tindersticks que já vão com 25 anos de idade. É, sem dúvida, um dos disco do ano.
Eis mais alguns a merecerem, de alguma forma, uma audição atenta:
Tortoise - The Catastrophist
Meilyr Jones - 2013
Kevin Morby - Singing Saw
Sturgill Simpson - A Sailor's Guide to Earth
Andrew Bird - Are You Serious
Ryley Walker - Golden Sings That Have Been Sung
Angel Olsen - My Woman
PJ Harvey - The Hope Six Demolition Project
Porque PJ Harvey nos marcou na sua passagem pelo Primavera Sound, destacamos este novo "The Hope Six Demolition Project", o nono, entre os melhores que o Rock alternativo nos deixou em 2016.
"The Community of Hope", a faixa de abertura, é a que fica para audição.
PJ Harvey - The Community of Hope
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Van Morrison - Too Late
Algumas memórias de 2016
Ainda o ano de 2016. Da geração de 60 já referimos os testemunhos finais de David Bowie e Leonard Cohen, ficam agora mais algumas achegas para alguns dos que nos encantaram na juventude e que de alguma forma confirmaram ou desiludiram as expectativas sempre altas que em relação a eles temos.
Marcaram presença, entre as nossas preferências, John Cale, Neil Young, Van Morrison, Paul Simon, mas também The Rolling Stones e Van der Graff Generator, a maior desilusão vai para Neil Young.
Não esteve mal com "Earth" o duplo CD ao vivo com os Promise of the Real, mas terminou o ano mal com o álbum a solo "Peace Trail", um disco feito à pressa onde as ideias musicais parecem não ter tido tempo para amadurecer, ficou um disco desenxabido, semi-acústico, semi-eléctrico, uma harmónica distorcida, resquícios electrónicos dos anos 80, vai directo para os discos menos conseguidos de Neil Young.
O destaque maior vai para Van Morrison. Com uma produção mais espaçada, o último disco de originais datava de 2012 com "Born To Sing: No Plan B" (passando por cima do álbum duetos de 2015), Van Morrison assina em "Keep Me Singing" um conjunto de 13 novas e refrescantes canções. Van Morrison já não inova, nem precisa, mas de uma forma descontraída e delicada continua a levar-nos para o seu irresistível universo onde o Rock, o Jazz, o Pop e o Blues se cruzam de forma única.
Altura para ouvir "Too Late".
Van Morrison - Too Late
Ainda o ano de 2016. Da geração de 60 já referimos os testemunhos finais de David Bowie e Leonard Cohen, ficam agora mais algumas achegas para alguns dos que nos encantaram na juventude e que de alguma forma confirmaram ou desiludiram as expectativas sempre altas que em relação a eles temos.
Marcaram presença, entre as nossas preferências, John Cale, Neil Young, Van Morrison, Paul Simon, mas também The Rolling Stones e Van der Graff Generator, a maior desilusão vai para Neil Young.
Não esteve mal com "Earth" o duplo CD ao vivo com os Promise of the Real, mas terminou o ano mal com o álbum a solo "Peace Trail", um disco feito à pressa onde as ideias musicais parecem não ter tido tempo para amadurecer, ficou um disco desenxabido, semi-acústico, semi-eléctrico, uma harmónica distorcida, resquícios electrónicos dos anos 80, vai directo para os discos menos conseguidos de Neil Young.
O destaque maior vai para Van Morrison. Com uma produção mais espaçada, o último disco de originais datava de 2012 com "Born To Sing: No Plan B" (passando por cima do álbum duetos de 2015), Van Morrison assina em "Keep Me Singing" um conjunto de 13 novas e refrescantes canções. Van Morrison já não inova, nem precisa, mas de uma forma descontraída e delicada continua a levar-nos para o seu irresistível universo onde o Rock, o Jazz, o Pop e o Blues se cruzam de forma única.
Altura para ouvir "Too Late".
Van Morrison - Too Late
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Shirley Collins - Death and the Lady
Algumas memórias de 2016
O ano de 2016 vai ficar marcado pelo desaparecimento de David Bowie e Leonard Cohen, duas figuras maiores da música popular dos últimos 50 anos. Mas também, para além de Prince e George Michael, e ignorados pelos media, pela morte de Paul Kantner (dos Jefferson Airplane de boa memória), de Alan Vega (pioneiro nos Suicide do movimento Punk nos Estados Unidos), de Glenn Frey (elemento dos conhecidos The Eagles), Leon Russel (“A Song For You” de 1970, uma pequena maravilha), Keith Emerson e Greg Lake (respetivamente dos The Nice e King Crimson e juntos nos Emerson, Lake and Palmer), George Martin (produtor dos The Beatles, ou melhor o 5º Beatle), Toots Thielemans (o belga que levou a harmónica ao Jazz), Gato Barbieri (saxofonista argentino de Jazz), Paul Bley (pianista de Jazz com particular destaque nos anos 60 e 70) e noutras músicas Pierre Boulez (compositor de vanguarda).
David Bowie e Leonard Cohen, deixaram-nos respectivamente “Blackstar” e “You Want It Darker” a facilmente figurarem entre os melhores do ano. Também os Tindersticks com “The Waiting Room” assinaram excelente disco a colocá-lo entre os melhores de Rock alternativo.
No entanto, o meu destaque vai para o álbum “Lodestar” de Shirley Collins, a obra do ano de 2016. Shirley Collins foi uma das mais importantes cantoras Folk dos anos 60 e 70, co-responsável pelo revivalismo da música tradicional que então se verificou.
Para além de discografia a solo, destacam-se as gravações com a irmã (Shirley and Dolly Collins), com The Albion Band e ainda com Davy Graham. Era de 1978 a sua última gravação, altura em que na sequência da separação de Ashley Hutchings (Fairport Convention, Steeleye Span, The Albion Band) e de acordo com afirmação dela: “My voice got damaged, my ego got damaged, and my heart and everything, and I stopped being able to sing” (www.theguardian.com).
Foram necessários 38 anos para voltar às gravações e, agora, aos 81 anos prenda-nos com “Lodestar”.
É da música Folk que nos chegam as melhores propostas, depois das irmãs Unthanks em 2015, o ano de 2016 é de Shirley Collins. Como amostra segue “Death and the Lady”.
Shirley Collins - Death and the Lady
O ano de 2016 vai ficar marcado pelo desaparecimento de David Bowie e Leonard Cohen, duas figuras maiores da música popular dos últimos 50 anos. Mas também, para além de Prince e George Michael, e ignorados pelos media, pela morte de Paul Kantner (dos Jefferson Airplane de boa memória), de Alan Vega (pioneiro nos Suicide do movimento Punk nos Estados Unidos), de Glenn Frey (elemento dos conhecidos The Eagles), Leon Russel (“A Song For You” de 1970, uma pequena maravilha), Keith Emerson e Greg Lake (respetivamente dos The Nice e King Crimson e juntos nos Emerson, Lake and Palmer), George Martin (produtor dos The Beatles, ou melhor o 5º Beatle), Toots Thielemans (o belga que levou a harmónica ao Jazz), Gato Barbieri (saxofonista argentino de Jazz), Paul Bley (pianista de Jazz com particular destaque nos anos 60 e 70) e noutras músicas Pierre Boulez (compositor de vanguarda).
David Bowie e Leonard Cohen, deixaram-nos respectivamente “Blackstar” e “You Want It Darker” a facilmente figurarem entre os melhores do ano. Também os Tindersticks com “The Waiting Room” assinaram excelente disco a colocá-lo entre os melhores de Rock alternativo.
No entanto, o meu destaque vai para o álbum “Lodestar” de Shirley Collins, a obra do ano de 2016. Shirley Collins foi uma das mais importantes cantoras Folk dos anos 60 e 70, co-responsável pelo revivalismo da música tradicional que então se verificou.
Para além de discografia a solo, destacam-se as gravações com a irmã (Shirley and Dolly Collins), com The Albion Band e ainda com Davy Graham. Era de 1978 a sua última gravação, altura em que na sequência da separação de Ashley Hutchings (Fairport Convention, Steeleye Span, The Albion Band) e de acordo com afirmação dela: “My voice got damaged, my ego got damaged, and my heart and everything, and I stopped being able to sing” (www.theguardian.com).
Foram necessários 38 anos para voltar às gravações e, agora, aos 81 anos prenda-nos com “Lodestar”.
É da música Folk que nos chegam as melhores propostas, depois das irmãs Unthanks em 2015, o ano de 2016 é de Shirley Collins. Como amostra segue “Death and the Lady”.
Shirley Collins - Death and the Lady
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Paul Bley - Opus 1
Algumas memórias de 2016
Terminamos estas passagens por músicos que nos deixaram em 2016 com o músico de Jazz Paul Bley.
De origem canadiana Paul Bley vai no final da década de 40 para os Estados Unidos, relaciona-se com Oscar Peterson, Charlie Parker, Lester Young, Don Cherry, Ornette Coleman, Charlie Haden entre muitos outros. Deu nome a Carla Borg que passou a Carla Bley, a famosa pianista e compositora de Free-Jazz actualmente com 80 anos.
É de 1953 o primeiro registo a solo "Introducing Paul Bley" com o acompanhamento, nada mais nada menos que Charles Mingus, no baixo, e Art Blakey na bateria. O tema inicial era uma composição de Paul Bley "Opus 1" que agora recordamos.
Paul Bley - Opus 1
Terminamos estas passagens por músicos que nos deixaram em 2016 com o músico de Jazz Paul Bley.
De origem canadiana Paul Bley vai no final da década de 40 para os Estados Unidos, relaciona-se com Oscar Peterson, Charlie Parker, Lester Young, Don Cherry, Ornette Coleman, Charlie Haden entre muitos outros. Deu nome a Carla Borg que passou a Carla Bley, a famosa pianista e compositora de Free-Jazz actualmente com 80 anos.
É de 1953 o primeiro registo a solo "Introducing Paul Bley" com o acompanhamento, nada mais nada menos que Charles Mingus, no baixo, e Art Blakey na bateria. O tema inicial era uma composição de Paul Bley "Opus 1" que agora recordamos.
Paul Bley - Opus 1
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Gato Barbieri - In Search Of The Mystery/Michell
Algumas memórias de 2016
Gato Barbieri é mais um nome ligado ao fatídico ano de 2016. Falecido a 2 de Abril do ano passado, tinha, então, 83 anos de idade.
"Gato Barbieri, saxofonista argentino, começou com a requinta (clarinete) nas orquestras de milonga, antes de impor a sua sonoridade inimitável no sax tenor em contextos variados, do free ao latin jazz. Lírico e vociferante, andou lado a lado com a vanguarda dos anos 60 (Don Cherry, Carla Bley, Charlie Haden) antes de se tornar o tenor das alcovas e boites tropicais...", é assim que no livro "Os Grandes Criadores de Jazz" se encontra a caracterização de Gato Barbieri.
Nos anos 60 esteve ligado ao que de mais de vanguarda se fazia no Jazz, de Coltrane a Charlie Haden, nos anos 70 foi-se progressivamente aproximando de sonoridades latinas e composição para música de cinema ("O Último Tango em Paris", por exemplo).
É nesta fase inicial com Gato Barbieri a desbravar os caminhos do Free-Jazz que ficamos, recordamo-lo no seu primeiro LP a solo gravado em 1967 de nome "In Search Of The Mystery". Na face A temos "In Search Of The Mystery/Michelle" e no face B "Obession nº 2/Cinemateque". Lembramos os primeiros 7 minutos do lado A.
Gato Barbieri - In Search Of The Mystery/Michell
Gato Barbieri é mais um nome ligado ao fatídico ano de 2016. Falecido a 2 de Abril do ano passado, tinha, então, 83 anos de idade.
"Gato Barbieri, saxofonista argentino, começou com a requinta (clarinete) nas orquestras de milonga, antes de impor a sua sonoridade inimitável no sax tenor em contextos variados, do free ao latin jazz. Lírico e vociferante, andou lado a lado com a vanguarda dos anos 60 (Don Cherry, Carla Bley, Charlie Haden) antes de se tornar o tenor das alcovas e boites tropicais...", é assim que no livro "Os Grandes Criadores de Jazz" se encontra a caracterização de Gato Barbieri.
Nos anos 60 esteve ligado ao que de mais de vanguarda se fazia no Jazz, de Coltrane a Charlie Haden, nos anos 70 foi-se progressivamente aproximando de sonoridades latinas e composição para música de cinema ("O Último Tango em Paris", por exemplo).
É nesta fase inicial com Gato Barbieri a desbravar os caminhos do Free-Jazz que ficamos, recordamo-lo no seu primeiro LP a solo gravado em 1967 de nome "In Search Of The Mystery". Na face A temos "In Search Of The Mystery/Michelle" e no face B "Obession nº 2/Cinemateque". Lembramos os primeiros 7 minutos do lado A.
Gato Barbieri - In Search Of The Mystery/Michell
sábado, 21 de janeiro de 2017
Alan Vega - Jukebox Babe
Algumas memórias de 2016
Alan Vega foi mais um dos que faleceu no ano passado e que os media pouca atenção deram. Teve alguma polémica a sua idade real, pelo facto de aparentar ser mais novo, no entanto, tudo parece apontar que terá nascido em 1938 tendo falecido com 78 anos.
Em termos musicais ter-se-á iniciado no começo dos anos 70 com o duo Suicide que iria ter um papel relevante no movimento Punk nos Estados Unidos. O primeiro álbum dos Suicide data precisamente no ano mais relevante do movimento, ou seja 1977. Praticaram um Rock minimalista e experimental, com o primeiro álbum a lembrar os futuros Jesus and Mary Chain. O duo manter-se-ia de forma intermitente até à sua morte.
A carreira a solo verifica-se em 1980, já com 42 anos de idade, sendo este álbum homónimo que vamos recordar. A ele vamos buscar a faixa inicial "Jukebox Babe" numa sonoridade pós Punk e muita influência dos primórdios do Rock'n'Roll.
Alan Vega - Jukebox Babe
Alan Vega foi mais um dos que faleceu no ano passado e que os media pouca atenção deram. Teve alguma polémica a sua idade real, pelo facto de aparentar ser mais novo, no entanto, tudo parece apontar que terá nascido em 1938 tendo falecido com 78 anos.
Em termos musicais ter-se-á iniciado no começo dos anos 70 com o duo Suicide que iria ter um papel relevante no movimento Punk nos Estados Unidos. O primeiro álbum dos Suicide data precisamente no ano mais relevante do movimento, ou seja 1977. Praticaram um Rock minimalista e experimental, com o primeiro álbum a lembrar os futuros Jesus and Mary Chain. O duo manter-se-ia de forma intermitente até à sua morte.
A carreira a solo verifica-se em 1980, já com 42 anos de idade, sendo este álbum homónimo que vamos recordar. A ele vamos buscar a faixa inicial "Jukebox Babe" numa sonoridade pós Punk e muita influência dos primórdios do Rock'n'Roll.
Alan Vega - Jukebox Babe
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Greg Lake - I Believe In Father Christmas
Algumas memórias de 2016
Mais uma figura do Rock progressivo que faleceu em 2016, depois de Keith Emerson foi Greg Lake.
Greg Lake deixou-nos a 7 de Dezembro passado com 69 anos de idade. Foi co-fundador com Robert Fripp dos famosos King Crimson tendo com eles gravado os dois primeiros seminais álbuns "In The Court Of Crimson King" e "In The Wake Of Poseidon" respectivamente em 1969 e 1970.
Ainda em 1970 é formado trio Emerson, Lake and Palmer onde se destaca como baixista, cantor e também compositor, é dele o popular tema "Lucky Man" que fechava o primeiro e melhor registo do grupo. A década de 70 foi feita de sucessivos LP nos Emerson, Lake and Palmer com progressivo decréscimo que o Rock progressivo sofreu ao longo da década.
O início da década de 80 é marcado com dois discos a solo de menor interesse e projectos diversificados, tour com os Asia, formação dos Emerson, Lake and Powell, regresso já nos anos 90 aos Emerson, Lake and Palmer. Neste século forma Greg Lake Band, faz concertos a solo, com Keith Emerson e mais uma vez Emerson, Lake and Palmer. Revivalismo de tempos passados mas nada de novo.
Na memória fica-nos a linda e inconfundível voz de Greg Lake em temas como "Epitaph, "I Talk To The Wind", "Lucky Man", "From The Beginning" ou "Take A Pebble". Vem ainda a propósito a voz de Greg Lake a cantar "Death Is Live" no final de "Pictures At An Exhibition".
Para recordação de Greg Lake ficamos com a primeira gravação em nome próprio, um Single de 1975 de nome "I Believe In Father Christmas".
Greg Lake - I Believe In Father Christmas
Mais uma figura do Rock progressivo que faleceu em 2016, depois de Keith Emerson foi Greg Lake.
Greg Lake deixou-nos a 7 de Dezembro passado com 69 anos de idade. Foi co-fundador com Robert Fripp dos famosos King Crimson tendo com eles gravado os dois primeiros seminais álbuns "In The Court Of Crimson King" e "In The Wake Of Poseidon" respectivamente em 1969 e 1970.
Ainda em 1970 é formado trio Emerson, Lake and Palmer onde se destaca como baixista, cantor e também compositor, é dele o popular tema "Lucky Man" que fechava o primeiro e melhor registo do grupo. A década de 70 foi feita de sucessivos LP nos Emerson, Lake and Palmer com progressivo decréscimo que o Rock progressivo sofreu ao longo da década.
O início da década de 80 é marcado com dois discos a solo de menor interesse e projectos diversificados, tour com os Asia, formação dos Emerson, Lake and Powell, regresso já nos anos 90 aos Emerson, Lake and Palmer. Neste século forma Greg Lake Band, faz concertos a solo, com Keith Emerson e mais uma vez Emerson, Lake and Palmer. Revivalismo de tempos passados mas nada de novo.
Na memória fica-nos a linda e inconfundível voz de Greg Lake em temas como "Epitaph, "I Talk To The Wind", "Lucky Man", "From The Beginning" ou "Take A Pebble". Vem ainda a propósito a voz de Greg Lake a cantar "Death Is Live" no final de "Pictures At An Exhibition".
Para recordação de Greg Lake ficamos com a primeira gravação em nome próprio, um Single de 1975 de nome "I Believe In Father Christmas".
Greg Lake - I Believe In Father Christmas
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Keith Emerson - Hello Sailor
Algumas memórias de 2016
2016 viu partir dois músicos que fizeram parte do trio Emerson, Lake and Palmer que teve particular êxito no início dos anos 70.
Primeiro foi Keith Emerson a 11 de Março, depois Greg Lake a 7 de Dezembro. Por cá, se não fosse a Net, os seus desaparecimentos teriam passado despercebidos. Hoje, lembramos Keith Emerson, amanhã, Greg Lake.
Keith Emerson (1944-2016) foi um virtuoso dos teclados, tendo sido notado em 1967 quando do lançamento do primeiro álbum dos The Nice que incluía a versão de "America" de Leonard Bernstein. Com The Nice está a génese do que viria a ficar conhecido por Rock Progressivo. Transpõe para o Rock compositores clássicos como Sibelius, Back e Tchaikovsky.
Mas é em 1970 ao formar o trio Emerson, Lake & Palmer, que vai conhecer o êxito e respectiva popularidade. O ponto mais alto foi precisamente, daquele ano, o 1º LP, do qual já tivemos oportunidade de recordar "Lucky Man". Daí em diante em trajectória descendente e pouco inspirada, mas de crescente popularidade, continuou a adaptar os clássicos , de Béla Bartók a Mussorgsky.
Com gravações a solo a partir de 1981 e futuros regressos aos The Nice e ELP, assim se prolongou a carreira de um dos mais prestigiados teclistas do Rock progressivo. Recordamo-lo no 1º LP a solo "Honky" e a faixa inicial "Hello Sailor".
Keith Emerson - Hello Sailor
2016 viu partir dois músicos que fizeram parte do trio Emerson, Lake and Palmer que teve particular êxito no início dos anos 70.
Primeiro foi Keith Emerson a 11 de Março, depois Greg Lake a 7 de Dezembro. Por cá, se não fosse a Net, os seus desaparecimentos teriam passado despercebidos. Hoje, lembramos Keith Emerson, amanhã, Greg Lake.
Keith Emerson (1944-2016) foi um virtuoso dos teclados, tendo sido notado em 1967 quando do lançamento do primeiro álbum dos The Nice que incluía a versão de "America" de Leonard Bernstein. Com The Nice está a génese do que viria a ficar conhecido por Rock Progressivo. Transpõe para o Rock compositores clássicos como Sibelius, Back e Tchaikovsky.
Mas é em 1970 ao formar o trio Emerson, Lake & Palmer, que vai conhecer o êxito e respectiva popularidade. O ponto mais alto foi precisamente, daquele ano, o 1º LP, do qual já tivemos oportunidade de recordar "Lucky Man". Daí em diante em trajectória descendente e pouco inspirada, mas de crescente popularidade, continuou a adaptar os clássicos , de Béla Bartók a Mussorgsky.
Com gravações a solo a partir de 1981 e futuros regressos aos The Nice e ELP, assim se prolongou a carreira de um dos mais prestigiados teclistas do Rock progressivo. Recordamo-lo no 1º LP a solo "Honky" e a faixa inicial "Hello Sailor".
Keith Emerson - Hello Sailor
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Leon Russel - A Song for You
Algumas memórias de 2016
Leon Russel foi mais uma figura do mundo do Rock, e suas variantes Blues-Rock, Folk-Rock, que nos deixou no ano de 2016.
Para além de destacado músico de estúdio, teve uma carreira a solo de particular interesse sobretudo na década de 70, tendo os seu discos de então tido o devido sucesso fundamentalmente nos Estados Unidos.
Participou na famosa tournée "Mad Dogs & Englishmen" de Joe Cocker e para ele compôs o êxito que foi "Delta Lady". A sua primeira gravação a solo data de 1970 e é o álbum homónimo que continha "A Song for You" que há muitos, muitos anos já não ouvíamos. Neste álbum participaram uma galeria surpreendente de notáveis, eis alguns: Klaus Voormann, Mick Jagger, George Harrison, Ringo Starr, Charlie Watts, Bill Wyman, Eric Clapton, Steve Winwood.
Leon Russel partiu a 13 de Novembro de 2016. Deixou-nos, entre muitas outras memórias, "A Song for You", uma das suas canções que mais versões teve. Uma bela recordação.
Leon Russel - A Song for You
Leon Russel foi mais uma figura do mundo do Rock, e suas variantes Blues-Rock, Folk-Rock, que nos deixou no ano de 2016.
Para além de destacado músico de estúdio, teve uma carreira a solo de particular interesse sobretudo na década de 70, tendo os seu discos de então tido o devido sucesso fundamentalmente nos Estados Unidos.
Participou na famosa tournée "Mad Dogs & Englishmen" de Joe Cocker e para ele compôs o êxito que foi "Delta Lady". A sua primeira gravação a solo data de 1970 e é o álbum homónimo que continha "A Song for You" que há muitos, muitos anos já não ouvíamos. Neste álbum participaram uma galeria surpreendente de notáveis, eis alguns: Klaus Voormann, Mick Jagger, George Harrison, Ringo Starr, Charlie Watts, Bill Wyman, Eric Clapton, Steve Winwood.
Leon Russel partiu a 13 de Novembro de 2016. Deixou-nos, entre muitas outras memórias, "A Song for You", uma das suas canções que mais versões teve. Uma bela recordação.
Leon Russel - A Song for You
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Paul Kantner - Let's Go Together
Algumas memórias de 2016
2016 viu desaparecer, da vida que não da música, dois sobreviventes da década de 60, primeiro David Bowie, depois Leonard Cohen, os dois a merecerem figurar entre o que de melhor o ano de 2016 nos deixou. Dois trabalhos, respectivamente, "★" e "You Want It Dark" dos quais já aqui fizemos, a seu tempo, eco.
Outros nos deixaram no ano passado sem que a comunicação social, excepção para Prince e ainda George Michael, tenha feito a devida recordação. Eis alguns que partiram, para além dos já citados:
Paul Kantner (1941-2016)
Alan Vega (1938-2016)
Gleen Frey (1948-2016)
Leon Russel (1942-2016)
Keith Emerson (1944-2016)
Greg Lake (1947-2016)
Toots Thielemans (1922-2016)
Gato Barbieri (1932-2016)
Paul Bley (1932-2016)
Recordamos hoje Paul Kantner.
Paul Kantner ficará para a história como elemento fundador dos pioneiros do Rock psicadélico Jefferson Airplane. Foi nos Jefferson Airplane que Paul Kantner ficou conhecido tendo participado nos 7 álbuns de estúdio que realizaram entre 1966 e 1972 (também está presente no último álbum gravado pelo grupo no retorno de 1989). Fez parte de todas as formações dos sucedâneos dos Jefferson Airplane, os menos interessantes Jefferson Starship, entre 1974 e 2016.
Em 1970, com os Jefferson Airplane em desagregação, Paul Kantner grava, sob a designação de "Paul Kantner and the Jefferson Starship", o álbum conceptual "Blows Against the Empire". Nesta formação faziam parte, para além dos companheiros dos Jefferson Airplane repectivamente Peter Kaukonen, Jack Casady e Grace Slick, os conhecidos Jerry Garcia (Grateful Dead) e ainda David Crosby e Graham Nash (Crosby, Stills, Nash & Young).
Um conjunto de músicos de luxo para os ouvir agora em "Let's Go Together".
Paul Kantner - Let's Go Together
2016 viu desaparecer, da vida que não da música, dois sobreviventes da década de 60, primeiro David Bowie, depois Leonard Cohen, os dois a merecerem figurar entre o que de melhor o ano de 2016 nos deixou. Dois trabalhos, respectivamente, "★" e "You Want It Dark" dos quais já aqui fizemos, a seu tempo, eco.
Outros nos deixaram no ano passado sem que a comunicação social, excepção para Prince e ainda George Michael, tenha feito a devida recordação. Eis alguns que partiram, para além dos já citados:
Paul Kantner (1941-2016)
Alan Vega (1938-2016)
Gleen Frey (1948-2016)
Leon Russel (1942-2016)
Keith Emerson (1944-2016)
Greg Lake (1947-2016)
Toots Thielemans (1922-2016)
Gato Barbieri (1932-2016)
Paul Bley (1932-2016)
Recordamos hoje Paul Kantner.
Paul Kantner ficará para a história como elemento fundador dos pioneiros do Rock psicadélico Jefferson Airplane. Foi nos Jefferson Airplane que Paul Kantner ficou conhecido tendo participado nos 7 álbuns de estúdio que realizaram entre 1966 e 1972 (também está presente no último álbum gravado pelo grupo no retorno de 1989). Fez parte de todas as formações dos sucedâneos dos Jefferson Airplane, os menos interessantes Jefferson Starship, entre 1974 e 2016.
Em 1970, com os Jefferson Airplane em desagregação, Paul Kantner grava, sob a designação de "Paul Kantner and the Jefferson Starship", o álbum conceptual "Blows Against the Empire". Nesta formação faziam parte, para além dos companheiros dos Jefferson Airplane repectivamente Peter Kaukonen, Jack Casady e Grace Slick, os conhecidos Jerry Garcia (Grateful Dead) e ainda David Crosby e Graham Nash (Crosby, Stills, Nash & Young).
Um conjunto de músicos de luxo para os ouvir agora em "Let's Go Together".
Paul Kantner - Let's Go Together
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