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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Tom Waits - On a Foggy Night

 1975 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


A década de 70 foi, um pouco à semelhança da sua anterior, bastante evolutiva que é como quem diz a música que se ouvia no seu início e no seu fim eram bastante diferentes. E alguns nomes do seu início desapareceram ou perderam qualidade ao longo da década e igualmente no seu final alguns dos nomes que executavam o melhor Rock eram desconhecidos ou nem sequer tinham começado as suas carreiras no seu início.

Anteontem recordei Patti Smith cujo primeiro registo data de 1975, ontem Bruce Springsteen sendo o primeiro trabalho de 1973 e para hoje volto a Tom Waits que também se tinha iniciado em 1973. Três grandes nomes da música popular surgidos nos anos 70 e que ainda hoje se mantêm em actividade.

Tom Waits não é para se ouvir todos os dias em qualquer lugar, eu prefiro à lareira em noites frias e silenciosas. Possuidor de uma voz estranha de não fácil agrado a sua música centra-se no Blues, no Jazz e algumas pitadas de Rock.


Edição portuguesa Asylum com a ref: ASY 63002, duplo vinil
com o preço de 920$00, cerca de 4,6€


No ano de 1975 é publicado o seu terceiro trabalho de estúdio, mas gravado com uma pequena audiência a recriar o ambiente de um clube de Jazz. O álbum é duplo e dá pelo nome de "Nighthawks at the Diner" a merecer constar nas escolhas de Miguel Esteves Cardoso com três estrelas. E dizia dele: "O álbum ao vivo de Tom Waits é um veículo apaixonante para a projecção da sua personalidade tão carismática como invulgar e parece captar a atmosfera íntima e levemente surrealista das suas actuações. A voz de Tom Waits é de quem engole um cinzeiro de beatas todos os dias ao pequeno almoço e a sua recitação quebrada é originalíssima."

Como aperitivo para uma noite a ouvir Tom Waits aqui fica "On a Foggy Night".



Tom Waits -  On a Foggy Night

domingo, 24 de novembro de 2019

Tom Waits – November

Os Meses do Ano em Canção

Tom Waits é um verdadeiro artista. Primeiro conheci Tom Waits pelo álbum duplo "Nightawks at the Diner" de 1975 e logo vi, temos aqui artista e dos bons. Um disco de estúdio com uma pequena audiência dava-nos o ambiente de um clube de Jazz, onde, inclusive, falava com o público. E aquela voz estranha, a mais "fanhosa" que ouvia depois de Bob Dylan, com apenas 26 anos prometia. Como verdadeiro artista, evoluiu, do Jazz para o Blues com passagens pelo vaudeville com o cimento do Rock a consolidar a sua música. Da música para o cinema foi um passo desempenhando normalmente pequenos papéis com Jim Jarmuch, normalmente, por perto. Desde 2011 que não temos, infelizmente, novidades discográficas de Tom Waits.


https://www.discogs.com/


"November", a canção que lhe fui buscar para esta passagem de canções com o mês de Novembro em título, pertence ao álbum "The Black Rider" do ano de 1993.
Para os amantes do mês de Novembro, esta é uma grande canção a saborear devidamente, prestem atenção à utilização do serrote musical determinante no ambiente criado para esta canção.




Tom Waits – November

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Tom Waits - Blue Valentines

Soundbreaking


O episódio nº 3 da série “Soundbreaking” intitulado “O Instrumento Humano” foi dedicado, à busca da perfeição na gravação da voz perfeita , seja lá isso o que for.

Como tratar a voz, o mais puro dos instrumentos, eis a questão. Da gravação acústica, através da utilização de cones para a sua amplificação, passando pela introdução do microfone e consequente gravação eléctrica da voz, até às tecnologias mais recentes como a utilização do Software AutoTune, a permitir a manipulação da voz, quer na correcção de impurezas, quer na sua manipulação e descaracterização, por exemplo, robotizando-a.
São muitos os depoimentos, assim como os exemplos que são introduzidos, eis alguns: Ben harper, Fred Mercury, Graham Nash, Janis Joplin, Al Green, Bonnie Riatt, Bessie Smith, Bing Crosby, Frank Sinatra, Emy Winehouse, Neil Young, Tom Waits, Aretha Franklin, Ray Charles, Suzanne Vega, Marvin Gaye, Image Heap, Roger Troutman, Kayne West, Christina Aguilera.

Claro que era impossível no tempo de um episódio referirem todos os que acho que faltaram, mas mesmo assim senti a falta de Jim Morrison, Sandy Denny, Eva Cassidy ou Joni Mitchell.




Enquanto se ouve Tom Waits é dito que quanto às qualidades vocais “não é ser só bom, é ser único. Tem que haver uma singularidade.” E quase no fim “Não é a tecnologia que faz boa música. É o que temos no coração.”

Oportunidade de fazer a primeira passagem por Tom Waits.



Tom Waits – Blue Valentines

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Blitz Nº 15 de 12 de Fevereiro de 1985

Jornal "Blitz"

Há precisamente 30 anos saía o nº 15 do jornal Blitz, o destaque da capa ia para Tom Waits.



- As páginas 2 e 3 são preenchidas com pequenas notícias onde se destaca "Smiths: Digressão e Disco", o disco era o excelente «Meat Is Murder».
- Na página 4 com título "Os Ouvintes de Peel" ficamos a saber quais os 50 melhores temas de 1984, dos ouvintes habituais de John Peel na Rádio One, e em 1º lugar estava, claro, «How Soon Is Now» dos Smiths.
- "...habitante do barco dos loucos, canta num fundo de jazz de cabaret, a noite, os rios alcoólicos e as aventuras «on the road»..." no artigo da página 5 dedicado a Tom Waits. «Swordfishtrombone» era o álbum mais recente. Excelente.
- Página 6 dedicada ao que consideravam "A Quarta Onda Pop de Nova Iorque" para falarem dos desconhecidos dB's, Individuals e Bongos.
- Leonard Cohen tinha na altura 50 anos, em 1984 tinha editado «Various Positions» e anunciava-se a vinda de Leonard Cohen pela primeira vez a Portugal. "Leonard Cohen o Músico e o Poeta" ocupam toda a página 7.
- As páginas centrais vão exclusivamente para Miles Davis, "Toco de uma Maneira Estranha". O motivo do artigo é o regresso de Miles Davis às gravações. «Decoy» era o nome e o pretexto para afirmar "quanto mais velho melhor!".
- Página 10 dedicada ao Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous e ao grupo Culto da Ira da cidade do Porto.
- Página 11 perde-se com os artigos "agitpop" e "Ruídos". Adiante.
- Página 12 é para os leitores com "Pregões e Declarações". Adiante.
- Página 13, "Busca no Sótão" recorda e resume a vida dos Hollies e termina com a curiosidade do primeiro episódio da telenovela «Chuva na Areia» ter a música «Stop, Stop, Stop» dos Hollies.
- Na página 14 ficamos a saber que foram editados, entre outros, em Portugal os discos «Stop Making Sense» dos Talking Head e «Swordfishtrombone» de Tom Waits.
- Na página 15 as tabelas de vendas de discos. Em Portugal os Wham destronam Rão Kyao, nos EUA Madonna e o seu «Like a Virgin» destrona Bruce Springsteen e o álbum «Born In USA», na Grã-Bretanha os Foreigner destronam Alison Moyet e na tabela dos discos independentes Jesus and Mary Chain chegam ao primeiro lugar.
Na contra-capa anúncio único da Polygram ao disco «A Lenda dos Heróis do Mar 1981/1984".