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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Blood, Sweat and Tears - Cowboys and Indians

  a memória do elefante


Continuo, de forma ascendente, a percorrer a lista de melhores temas de 1971 selecionados pelo jornal "a memória do elefante". Para hoje uma canção de um grupo que à época se ouvia bastante e que era muito do meu agrado, eram os Blood, Sweat and Tears.

Os Blood, Sweat and Tears faziam parte daqueles que extravasaram as fronteiras do Rock e que se aventuraram e bem na aproximação ao Jazz o que não era coisa fácil, poucos o conseguiram e bem.

Pena que se tenham esgotado tão rapidamente, apesar de ainda existirem as gravações terminaram em 1980 ao 11º álbum de estúdio, mas somente os 4 primeiros é que são verdadeiramente dignos de audição e que merecem ser devidamente recuperados.


https://www.discogs.com/


Em 1971 era precisamente o 4º trabalho que era publicado, e apesar de já ser inferior aos outros 3, ainda se encontravam motivos deliciosos como a escolha de hoje, "Cowboys and Indians".




É esta canção que o jornal "a memória do elefante" considera em 14º lugar na lista de melhor temas, enquanto o álbum merecia o 11º lugar.





Blood, Sweat and Tears - Cowboys and Indians

quinta-feira, 16 de março de 2023

Blood, Sweat and Tears - Spinnin' Wheel

  mundo da canção


"Spinnin' Wheel" é hoje um clássico da música popular norte-americana. Lançada em Single em 1969, fazia parte do álbum "Blood, Sweat and Tears", o segundo do grupo que dava o nome ao álbum e que tinha sido editado no ano anterior. A canção foi escrita por David Clayton-Thomas que ingressou nos Blood, Sweat and Tears em 1968 quando o grupo foi reformulado após a saída de Al Kooper.

O álbum foi um dos mais bem sucedidos do grupo repleto de canções que muito se ouviam em 1969/1970 como "Smiling Phases", "And When I Die", "You've Made Me So Very Happy" e esta "Spinnin' Wheel". Canção muito forte com mistura de elementos de Rock, Jazz e Soul e superiormente interpretada por David Clayton-Thomas. Uma canção bem emblemática do romper de fronteiras musicais naquela época.




Nesta passagem, quase no fim, pelo nº 17 da revista "mundo da canção", estávamos então em Abril de 1971, a pauta de "Spinnin' Wheel" que nela vinha publicada.



Blood, Sweat and Tears - Spinnin' Wheel

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Blood, Sweat and Tears - Spinnin' Wheel

  mundo da canção nº 14 de Janeiro de 1971


Em 1968 foi publicado o 2º LP dos Blood, Sweat and Tears provavelmente o melhor álbum do grupo. Denominava-se somente "Blood, Sweat and Tears" e seguiu-se ao não menos bom, pelo menos para mim, álbum inicial "Child Is Father to the Man" também daquele ano ainda com Al Kooper. Era a estreia de David Clayton-Thomas como vocalista principal e que iria ficar como uma marca bem marcante na sonoridade dos Blood, Sweat and Tears. O Jazz-Rock era o som predominante e foram um dos melhores neste género musical que dava então os primeiros passos.

"Blood, Sweat and Tears" era um disco feito sobretudo de versões e nele destacavam-se canções como "Smiling Phases" (Traffic), "And When I Die" (Laura Nyro), "You've Made Me So Very Happy" (Brenda Holloway), mas também sobressaía o original de David Clayton-Thomas "Spinnin' Wheel"  que abria o lado B do disco.




Publicava a revista "mundo da canção" nº 14 do início de 1971 duas letras de canções atrás referidas, "And When I Die" e "Spinnin' Wheel". Recordo mais uma vez esta última, grande interpretação e arranjo também, outros tempos, outras músicas...



Blood, Sweat and Tears - Spinnin' Wheel

sábado, 15 de maio de 2021

Blood, Sweat and Tears - Lucretia Mac Evil

   mundo da canção nº 13 de Dezembro de 1970


Naturalmente a música Pop-Rock internacional ocupava maior parte do espaço da revista "mundo da canção" nº 13. Estávamos em Dezembro de 1970 e a hegemonia da música oriunda do Reino Unido e dos Estados Unidos da América era uma realidade, a música por cá produzida não era suficiente em quantidade e qualidade para ocupar maioritariamente o espaço da revista e a música francesa e italiana que tanto se tinha ouvido durante tantos anos tinha sido suplantada por uma panóplia de novos músicos que renovavam a música Pop que a juventude de então tanto apreciava.

Felicidade que esta supremacia anglo-saxónica era acompanhada com boa dose de qualidade facto que, infelizmente, hoje parece já não acontece com a mesma abundância.

Vejamos o caso, e a eles volto, dos Blood, Sweat and Tears. Foram das primeiras formações a fazer a aproximação do Pop e do Rock ao Jazz e fizeram-no com originalidade e bom gosto destacando-se os 3 primeiros LP que tanto ouvi em anos já tão longínquos. Infelizmente esgotaram-se rapidamente e sucessivas alterações na sua composição não terá ajudado a manter a criatividade original.




"Blood, Sweat & Tears 3" era ainda um grande disco, apesar de eu preferir os dois primeiros, e nele estavam grandes canções, algumas versões, como "Hi-De-Ho", "Fire and Rain", "He's a Runner" ou esta "Lucretia MacEvil" acrescida de "Lucretia's Reprise". Canção composta por David Clayton-Thomas, então vocalista do grupo, sobre mulheres que se servem dos homens e de má reputação, Lucretia é uma delas.



Blood, Sweat and Tears - Lucretia Mac Evil

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Blood, Sweat and Tears - Hi-De-Ho

mundo da canção nº 11 de Outubro de 1970

Saudosos os tempos em que coexistiam os mais diversos estilos musicais, em que os grupos musicais Pop, centrados numa sonoridade Rock, procuravam, de forma criativa, os mais diversificados caminhos, explorando encontros com outras formas musicais, ou atrevendo-se mesmo a procurar novas rotas.

1970 era um caldeirão de sons, do Pop mais simples ao Jazz mais sofisticado, um pouco de tudo é possível encontrar naquele ano que tantos bons discos nos deixou. Entre eles estava o 3º registo dos Blood, Sweat and Tears, grupo pioneiro nas experiências de fusão do Pop, do Rock, do Jazz.
"Blood, Sweat & Tears 3" pecava por ser quase todo feito de versões, mas não lhe tirava o brilhantismo das interpretações.
Começava com "Hi-De-Ho" escrita pela dupla Gerry Goffin/Carole King e, julgo eu, só por ela gravado em 1980. Terão sido, pois, os Blood, Sweat and Tears os primeiros a gravar "Hi-De-Ho". Cativante esta canção, exemplarmente tocada e uma vocalização meritória de David Cayton-Thomas, cantor marcante na carreira do grupo.




O nº 11 da revista "mundo da canção" de Outubro de 1970 reproduzia a letra e eu deixo agora a música para mais uma bela recordação.



Blood, Sweat and Tears - Hi-De-Ho

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Blood, Sweat & Tears - The Battle

mundo da canção nº 10 de Setembro de 1970


Continuo com o nº 10 da revista "mundo da canção" editado em Setembro de 1970. Numa época em que por cá a divulgação escrita da música moderna era escassa o "mundo da canção" era uma lufada de ar fresco no âmbito da imprensa escrita.
Desde quase o seu início que na minha terra natal, Ovar, no quiosque do srº Reis, eu com os meus 13, 14 anos procurava mensalmente o último nº da revista. Este foi um, de alguns, que sobreviveu no tempo e por isso dele me lembro melhor que outros.

Blood, Sweat and Tears era um dos grupos visados neste nº do "mundo da canção", ocupava uma página, uma parte com a letra de "Fire and Rain", original de James Taylor, e a outra parte com um texto assinado por Arnaldo Jorge Silva que passava em revista o então 3º LP do grupo.




Disco que teve uma larga divulgação na nossa rádio, onde se podia ouvir não só "Fire and Rain" mas também "Hi-De-Ho" de Carole King, "Lucretia MacEvil", esta de David Clayton-Thomas então o vocalista, ou ainda "He´s a Runner" da Laura Nyro.

Um excelente disco, mas onde as composições originais escasseiam. Recordo "The Battle" (Fire and Rain" já consta neste blogue), um original do grupo que segundo o texto "...a maior parte do público desconhece." Verdade para os Blood, Sweat and Tears e muitos mais.




Blood, Sweat & Tears - The Battle

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Blood, Sweat & Tears - You've Made Me So Very Happy

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970


"Blood, Sweat & Tears 3" viu a luz do dia em Junho de 1969, ou seja no mês em que foi publicado o nº 7 da revista "mundo da canção" e provavelmente, por cá, ainda não tinha sido editado, é pois natural que fosse do álbum anterior, denominado somente "Blood, Sweat & Tears" (1968) que a revista se socorresse para a publicação da letra de uma canção deste tão importante grupo de Jazz-Rock daquela época. Eram os Blood, Sweat and Tears de boa memória e que em 1970 partilhavam com os Chicago a hegemonia e popularidade do Jazz-Rock.

Quanto à letra publicada, ela era "You've Made Me So Very Happy" e tratava-se de um tema não original do grupo, mas sim uma canção Soul da cantora Brenda Holloway de 1967.
"You've Made Me So Very Happy" foi mesmo a primeira canção a ser editada em Single, embora canções como "Spinning Wheel" e "And When I Die" tivessem tido maior sucesso.





Na voz, o poderoso David Clayton-Thomas recém entrado no grupo em substituição de Al Kooper.
"You've Made Me So Very Happy", os Blood, Sweat & Tears no seu melhor.




Blood, Sweat & Tears - You've Made Me So Very Happy

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Blood, Sweat & Tears - Variations On a Theme by Erik Satie (1st and 2nd Movement)

Este Regresso ao Passado remonta a 2014 então em passeio por França.

Deambolando por terras de França várias memórias musicais ocorreram, de José Mário Branco  (“vou andando por terras de França”) a Alan Stivell (o Bretão da música Celta).
Em Honfleur, pequena e imperdível vila piscatória da Normandia é incontornável a passagem pela casa de Erik Satie.




Erik Satie compositor e pianista dos finais do século XIX, início do século XX. Contemporâneo de Debussy e Ravel. Excêntrico (nas suas actuações achava que as pessoas deviam “mexer-se” e não estar “paradas a escutar”) e é hoje considerado precursor de quase tudo, da “música ambiente”, do “minimalismo”, do “Ragtime”.




E também de outros movimentos artísticos: impressionismo, dadaísmo, cubismo, surrealismo. Amigo de Picasso e Jean Cocteau. Numa parede na entrada da casa está escrito “…  Les Critiques me représentent comme etant drôle… ce n’est pas vrais… Je ne suis pas drôle,… ni ne désire l’être…”.





Quanto à música, essa é simplesmente bela como se comprova no tema que segue no final. Trata-se da “Première Gymnopédie” numa interpretação do pianista Daniel Varsano (1953-1988) de 1979.

Para quem se lembra do 2º álbum, de 1968, dos excelentes Blood, Sweat & Tears, Erik Satie não será totalmente desconhecido, a faixa de abertura era exactamente “Variations On a Theme by Erik Satie (1st and 2nd Movement)” para agora também recordar.




Blood, Sweat & Tears - Variations On a Theme by Erik Satie (1st and 2nd Movement)




Erik Satie - Première Gymnopédie

sábado, 5 de maio de 2018

Blood, Sweat & Tears - Fire and Rain

Canção com duas interpretações diferentes no mesmo ano de edição não é coisa muito vulgar. Se juntarmos qualidade e reconhecimento menos vulgar será. Mas que as há, há! Estou a pensar, por exemplo, em “Fire and Rain” de James Taylor gravada em 1970 e na versão dos Blood, Sweat & Tears do mesmo ano.

Gravado no consagrado álbum “Sweet Baby James”, “Fire and Rain” seria reconhecidamente uma das melhores canções do ano. O programa de rádio “Em Órbita” considera-a mesmo a 2ª melhor canção do ano (atrás de “Bridge Over Troubled Waters” de Simon & Garfunkel) com a leitura, recordo, do seguinte texto:
 ““Fire and Rain” é um dos mais encontrados temas dos últimos anos. Proposto num esquema de extrema simplicidade, é contudo uma gravação repleta de pormenores de interesse, donde se liberta a frescura do gesto espontâneo.” 


Edição dos Estados Unidos em CD, etiqueta Columbia, referência  CK 30090,
da série "Collector's Choice"

No, não menos reconhecido, “Blood, Sweat & Tears 3” do mesmo ano aparece, então, a versão de “Fire and Rain”, perfeitamente interpretada pelo grande (literalmente também) David Clayton-Thomas a marcar a melhor fase do grupo.
“Fire and Rain” no role das melhores gravações de 1970, segue a versão dos B, S & T.




Blood, Sweat & Tears - Fire and Rain

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Blood, Sweat and Tears - Save Our Ship

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

O que é que tiveram de comum David Bowie, Elton John, Harry Nilsson, Shawn Philips, Leonard Cohen, The Rolling Stones, Carly Simon e Miles Davis? Para quem acompanhou os últimos Regresso ao Passado a resposta é fácil: Paul Buckmaster, viloncelista, arranjador e director de orquestra colaborou com todos eles e ajudou a imortalizar algumas canções, "Space Oddity", "Sixty Years On", "Without You", "Famous Blue Raincoat", "You're So Vain" entre outras.

Continuando na década de 70 é de referir mais algumas das participações que teve. Para além de continuar a colaborar regularmente com Elton John, ajudando a conferir-lhe uma sonoridade ímpar, será de considerar mais duas colaborações, menos notadas, naquela década, foram com os Blood, Sweat and Tears e os Grateful Dead.





Foi no ano de 1973 que os Blood, Sweat and Tears editaram o seu sexto trabalho de nome "No Sweat" e foi aqui que se encontraram com Paul Buckmaster.
Encontro fora do tempo diria, pois os Blood, Sweat and Tears eram já uma sombra do que tinham sido no período de 1968 a 1971. Al Kooper há muito que tinha partido, David Clayton-Thomas também já lá não estava e Steve Katz tinha acabado de sair, talvez estejam aqui algumas das razões para a menoridade deste LP.
A perda de chama era evidente e nem a presença de Paul Buckmaster nos arranjos salva o disco. Com o notório arranjo de Paul Buckmaster eis "Save Our Ship".




Blood, Sweat and Tears - Save Our Ship

domingo, 8 de outubro de 2017

Blood, Sweat and Tears - 3

Os 15 melhores álbuns de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"


Em 1970 os Blood, Sweat and Tears continuavam o seu trabalho inovador de fusão de géneros onde se misturava o Folk, o Blues, o Jazz e o Rock. Mais do que no disco anterior, este disco era quase todo feito de recriação de temas já conhecidos de James Taylor e Laura Nyro aos Traffic e Rolling Stones. O efeito final é surpreendentemente agradável e original ficando a ideia de um promissor futuro que não se veio a revelar, perderam-se ao longo da década e ficaram, e bem, na lista dos esquecidos.




"3" era o terceiro LP do grupo e merecia por parte do programa "Em Órbita" o 12º lugar entre os melhores do ano. Eis a referência do programa para este disco:
"Em 1969 os Blood, Sweat and Tears descobriram e recriaram um filão de inesgotáveis recursos.
Em 1970, o seu terceiro álbum foi o continuar de experiências já conhecidas.
Música levada a um ponto máximo de rigor."

Começava bem este LP com "Hi-De-Ho" um belo tema da parceria Gerry Goffin e Carole King, numa bela interpretação de David Clayton-Thomas.




Blood, Sweat and Tears - Hi-De-Ho

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Blood, Sweat and Tears - Lucretia Mac Evil/Lucretia's Reprise

As 15 melhores canções de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

Os Blood, Sweat and Tears tiveram no ano de 1970 o seu ponto mais alto de popularidade, não mais o repetiram. Nesse ano ouvia-se um conjunto novo de canções que lhes deram uma notoriedade enorme, entre elas estava "Lucretia Mac Evil". Foi também um dos temas preferidos do programa "Em Órbita" que a considera a 12ª melhor canção do ano.




Era o seguinte a apreciação que o programa fazia deste tema:
"Blood, Sweat and Tears, um grupo onde a justeza de execução se sobrepõe às demais qualidades. “Lucretia Mac Evil” exemplo das suas melhores produções, enferma do defeito único de se fechar num esquema formal onde as hipóteses de progresso são quase nulas. O futuro dos Blood, Sweat and Tears fecha-se nos limites do previsível. 
"Lucretia Mac Evil”: uma gravação perfeita saída do trabalho de músicos de craveira excepcional."

Na realidade tinha a razão esta avaliação do "Em Órbita", de 1970 em diante em continuo decréscimo de interesse.
Agora, que bom recordar "Lucretia Mac Evil" seguido de "Lucretia's Reprise".




Blood, Sweat and Tears - Lucretia Mac Evil/Lucretia's Reprise

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Blood, Sweat and Tears - And When I Die

mundo da canção nº 3

Os Blood, Sweat and Tears foram (são) um grupo Norte-Americano de Rock de fusão com o Jazz por onde passaram dezenas e dezenas de diferentes músicos. Já na sua primeira e mais criativa fase (1967-1981) a sua constituição foi bastante diversificada, em 1981 não sobrava qualquer elemento dos 8 constituintes da formação original. Os 11 álbuns de originais estão todos compreendidos naquele período.

Quando foi publicado o nº 3 da revista "mundo da canção" em Fevereiro de 1970, os Blood, Sweat and Tears tinham 2 álbuns editados, sendo, mesmo para estes 2 LP espaçados menos de um ano, gravados com diferenças na sua formação, a principal das quais estava na saída de Al Kooper e entrada de David Clayton-Thomas. Perdeu-se a genialidade de Al Kooper, ganhou-se uma grande voz.




São do 2º álbum do final de 1968 (grande disco, tantas vezes ouvido!) as letras reproduzidas pelo "mundo da canção", duas grandes canções, "Spinnin' Wheel" escrita por David Clayton-Thomas e "And When I Die" uma excelente interpretação de uma canção de Laura Nyro. Ficamos com esta última, "And When I Die".




Blood, Sweat and Tears - And When I Die

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Blood, Sweat and Tears - Blood, Sweat & Tears

Os 15 melhores álbuns de 1969 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

Com uma interrupção de apenas 3 anos (entre 1981 e 1984), os Blood, Sweat & Tears formados em 1967 mantêm-se até hoje como um dos grupos de maior sucesso no género de fusão Jazz-Rock. Claro que hoje a formação já não tem nada a ver com a original, nem a magia é a mesma, que essa esgotou-se rapidamente.
Editado em finais de 1968, "Blood, Sweat & Tears", o 2º álbum,  é o disco de maior êxito do grupo homónimo.
Já com uma formação diferente da original, nomeadamente na saída de Al Kooper e entrada de David Clayton-Thomas, este "Blood, Sweat & Tears" revela ainda uma originalidade e diversidade que que o vai destacar entre as melhores propostas do ano.

"Em Órbita" reconhece-lhe o valor ao considerá-lo o 4º melhor álbum do ano. Referia-se -lhe assim:
"Música cheia de força, de uma vitalidade viril, e que, apesar de cuidadosamente elaborada, nem por isso perde nada da sua frescura e da sua leveza.
A música dos Blood, Sweat and Tears, reunida num álbum de audição aliciante, é o resultado de uma formação que inclui os «blues», o «jazz», o «western» e o que de bom existe no «rock and roll».
«Blood, Sweat and Tears», para o que se conheceu de melhor em 1969."




Numa amálgama de influências, tornadas coerentes por um colectivo competente, que vão de adaptações de Erik Satie, versões de canções dos Traffic, Laura Nyro, Billie Holiday e alguns originais, assim se fazia este álbum marcante do ano de 1969.
Uma das canções que mais se ouvia era "And When I Die", um original de Laura Nyro, que agora se recorda.



Blood, Sweat and Tears - And When I Die

sábado, 18 de junho de 2016

Blood, Sweat and Tears - Spinning Wheel

As 15 melhores canções de 1969 segundo o programa de rádio "Em Órbita"


Contrariamente à maioria dos programas então existentes, "Em Órbita" primou pela diferenciação, quer na forma, sóbria e didáctica, quer no conteúdo, inovador e de qualidade.
Era assim que o programa era visto na rubrica RÁDIO da revista "Vida Mundial" no nº 1578 de 5/9/1969:
"Numa estrutura de programa, de directriz radiofónica inerente ao senso comum, tida como inevitável e de acordo com o que preferem os radioouvintes, é uma metáfora que continua, à força de repetir-se, a servir de tabuleta pacóvia ou máscara de habilidade ardilosa à maioria dos nossos programadores.
Não o preferiu assim "Em Órbita" que, com as suas virtudes e defeitos conhecidos, tem procurado valorizar-se perscrutando o que melhor lhe convém e irá convir ao público. É um esforço tanto mais louvável quanto a programação puder resistir ao desfile de preferências anacrónicas.
É claro que não esquecemos que se trata de um programa «comercial», mas um programa em que a teorização crítica não está divorciada das diversas realidades de um programa radiofónico nas suas implicações técnicas e de meios propiciatórios ao que de melhor se faz na nossa rádio.
É claro também que, por ser um programa «comercial», o anunciozinho é indispensável, mas... Por anunciozinho: Por que motivo não serão outros os locutores a anunciar a banha-de-cobra em vez dos mesmos que orientam o programa?"

Quanto aos anúncios também aí o "Em Órbita" se diferenciava. Eram criteriosos na escolha, pelo menos a certa altura tiveram um patrocínio único, e distintos na apresentação que era feita pelos próprios e bem integrados no "clima" do programa.

Na divulgação musical, que é o que agora nos interessa, a escolha era feita, entre as mais recentes produções discográficas, muitas em primeira mão, pelo gosto dos autores e não "com o que preferem os radioouvintes", o que permitia ter acesso privilegiado ao que melhor se fazia em Inglaterra e Estados Unidos.

Para o 4º lugar das melhores canções do ano de 1969 a escolha recai sobre "Spinning Wheel" dos então emergentes Blood, Sweat and Tears.





Já sem Al Kooper os Blood, Sweat and Tears então reformulados tinham o grande David Clayton-Thomas como vocalista principal. Esta nova formação vai ter um êxito tremendo sendo "Spinning Wheel" um dos temas então mais conhecidos durante o ano de 1969. "Spinning Wheel" fazia parte do 2º LP "Blood, Sweat & Tears" editado em finais de 1968.



Blood, Sweat and Tears - Spinning Wheel

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Blood, Sweat and Tears - I Love You More Than You'll Ever Know

Blood, Sweat and Tears é uma das bandas onde o rótulo Jazz-Rock melhor se enquadra. Formados em 1967 por 8 músicos multi-instrumentistas mantêm-se até hoje mas com uma formação completamente diferente da original, por lá passaram quase duas centenas de músicos.
Jazz, Rock, uma pitada de psicadelismo e de música clássica, versões de canções que vão de James Taylor, The Rolling Stones a  Erik Satie (1866-1925, pianista, compositor francês)  assim se fizeram os primeiros discos dos Blood, Sweat and Tears.

O primeiro álbum, "Child Is Father To The Man" de 1968, será marcado pela presença de Al Kooper (membro fundador do grupo que o abandonaria logo de seguida) e é uma das referências daquele ano.
Um álbum representativo dos novos caminhos abertos pela música popular na segunda metade da década de 60. Al Kooper rasga fronteiras e abre novas possibilidades numa amálgama sonora que ainda hoje se ouve com agrado.
"I Love You More Than You'll Ever Know" de Al Kooper é um dos temas deste primeiro registo dos Blood, Sweat and Tears e que é hoje um clássico.

No vídeo Beth Hart e Joe Bonamassa interpretam "I Love You More Than You'll Ever Know" em Amsterdão em 2014, faz parte do excelente triplo álbum "Live in Amsterdan".




Agora o original, recuemos ao ano de 1968, eram os Blood, Sweat and Tears e "I Love You More Than You'll Ever Know", muito, muito bom!



Blood, Sweat and Tears - I Love You More Than You'll Ever Know