Grandes Versões
Estávamos em 1967 e o revivalismo Folk britânico estava prestes a culminar no Folk-Rock do qual os Fairport Convention foram o grupo mais importante. Sobretudo no seu início fizeram muitas versões de canções oriundas dos EUA onde o Folk-Rock floresceu primeiramente. Canções de Leonard Cohen, Tim Buckley, Richard Fariña, Joni Mitchell, Emitt Rhodes, Bob Dylan, Johnny Cash, Gene Clark, Jackson C. Frank, Everly Brothers, foram alguns que viram as suas canções serem adaptadas por aquele tão importante e fundamental agrupamento inglês. Eram mesmo a base do reportório do grupo pouco antes de serem os criadores do Folk-Rock britânico
Emitt Rhodes é um cantor, compositor norte americano relativamente pouco conhecido cujo primeiro álbum data de 1967 ainda no grupo The Merry-Go-Round. "Time Will Show The Wiser" é no original uma canção de Emitt Rhodes e que pertencia ao álbum homónimo "The Merry-Go-Round". Para quem não conhecia o original oportunidade de agora a ouvir antes de passar para a versão dos Fairport Convention.
Emitt Rhodes - Time Will Shown The Wiser
A faixa de abertura do primeiro álbum dos Fairport Convention, editado em 1968, é mesmo "Time Will Show The Wiser" e foi uma das que sobreviveram e que continua a fazer parte nas actuações ao vivo dos actuais Fairport Convention. Tive a oportunidade de os ver ao vivo em Cropredy no Sábado 12 de Agosto de 2017 por ocasião do 50º aniversário do grupo e não resisto a ir buscar a esse concerto, entretanto editado em duplo CD, "What We Did on Our Saturday", a versão escolhida para hoje.
Curiosidade, da formação de há 50 anos só não estava o baterista Martin Lamble, falecido em desastre em 1969, no seu lugar o histórico baterista do grupo Dave Mattacks, os restantes eram: Ian Matthews, Simon Nicol, Richard Thompson, Ashley Hutchings e Judy Dyble.
Fairport Convention – Time Will Show The Wiser
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
Mostrar mensagens com a etiqueta Judy Dyble. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Judy Dyble. Mostrar todas as mensagens
domingo, 27 de outubro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Judy Dyble - Marianna
Algumas memórias de 2018
Felizmente Judy Dyble voltou às gravações.
Judy Dyble esteve na formação inicial dos Fairport Convention (1967-1968), tendo com eles gravado o 1º LP do agora histórico grupo. Em 1970 tempo ainda para editar o, então ignorado, hoje muito considerado "Morning Way" sob o nome de Trader Horne. Depois foi o longo silêncio até ao início deste milénio, tendo mantido uma significativa regularidade nas novas gravações. As minhas preferências vão para "Talking With Strangers" (2009) e "Flow and Change" (2013) e, em 2018 ano em que completou 69 anos, para este encantador "Earth Is Sleeping".
Um pouco abaixo daqueles dois, mas mesmo assim um disco altamente recomendável, uma produção um pouco mais arrojada e teríamos o álbum do ano. A voz de Judy Dyble continua cristalina como há 50 anos e as canções são belíssimas e de um bom gosto cada vez mais raro de se encontrar.
Rapidamente se fica cativo deste disco, a primeira sensação que tive, à medida que a audição progredia, era, a cada canção, que se estava na melhor do álbum.
Não é preciso ir mais longe, fico logo pela faixa de abertura "Marianna". No dizer de Judy Dyble:
"Is it a song about a mountain? Is it a song about a earthquake? Is it a song about a woman being amused to passion? Is it a song about an Earth Goddess awakening to spring? It is all of these and none of these. It is whatever can be read into it."
Um disco intemporal para se ouvir sempre.
Judy Dyble - Marianna
Felizmente Judy Dyble voltou às gravações.
Judy Dyble esteve na formação inicial dos Fairport Convention (1967-1968), tendo com eles gravado o 1º LP do agora histórico grupo. Em 1970 tempo ainda para editar o, então ignorado, hoje muito considerado "Morning Way" sob o nome de Trader Horne. Depois foi o longo silêncio até ao início deste milénio, tendo mantido uma significativa regularidade nas novas gravações. As minhas preferências vão para "Talking With Strangers" (2009) e "Flow and Change" (2013) e, em 2018 ano em que completou 69 anos, para este encantador "Earth Is Sleeping".
![]() |
| Edição da Acid Jazz em com a ref: AJXCD447 |
Um pouco abaixo daqueles dois, mas mesmo assim um disco altamente recomendável, uma produção um pouco mais arrojada e teríamos o álbum do ano. A voz de Judy Dyble continua cristalina como há 50 anos e as canções são belíssimas e de um bom gosto cada vez mais raro de se encontrar.
Rapidamente se fica cativo deste disco, a primeira sensação que tive, à medida que a audição progredia, era, a cada canção, que se estava na melhor do álbum.
Não é preciso ir mais longe, fico logo pela faixa de abertura "Marianna". No dizer de Judy Dyble:
"Is it a song about a mountain? Is it a song about a earthquake? Is it a song about a woman being amused to passion? Is it a song about an Earth Goddess awakening to spring? It is all of these and none of these. It is whatever can be read into it."
Um disco intemporal para se ouvir sempre.
Judy Dyble - Marianna
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Fairport Convention - Autopsy
Algumas memórias de 2017
Nos 2 últimos Regresso ao Passado foram referidas algumas das edições de 2017 de músicos firmados nos idos anos 60, alguns dos quais recorreram à recuperação de trabalhos já conhecidos, seja por gravação ao vivo, no caso de David Gilmour, seja pela recuperação de algumas canções antigas, no caso de Cat Stevens, ou ainda no caso de Stephen Stills e Judy Collins na colaboração conjunta editando um disco sem qualquer inédito.
Ou seja, será que quem tanto deu à música popular ao longo de décadas, agora se encontra em fase menos criativa e recorre à reprodução do já conhecido? Talvez sim, que os exemplos não ficam por aqui.
Vejamos hoje os Fairport Convention e alguns dos que por lá passaram.
Richard Thompson - 68 anos.
Aguarda-se com expectativa o seu novo disco de originais, pois o último é de 2015. O ano de 2017 viu a edição de "Acoustic Classics II" e "Acoustic Rarities" que independentemente da qualidade intrínseca dos mesmos, são o prolongamento da revisão acústica que vem fazendo seu trabalho.
Judy Dyble - 68 anos.
Depois de ter sido a cantora do primeiro álbum dos Fairport Convention (1968), rapidamente se afastou da cena musical voltando mais de 3 décadas depois com gravações de inquestionável qualidade. Em 2017 Judy editou com Andy Lewis o álbum "Summer Dancing", um disco estranho de fusão do Folk com a electrónica, onde a magnífica voz de Judy Dyble sobressai no meio de arranjos pouco convencionais. Um disco que não se gosta logo à primeira audição, para já prefiro alguns dos seus trabalhos anteriores.
Fairport Convention (1967 - ).
50 anos após a sua formação os Fairport Convention são uma verdadeira instituição nacional. Da formação original resta Simon Nicol que conjuntamente com Dave Pegg, Ric Sanders, Chris Leslie e Gerry Conway constituem a formação que este ano editou "50:50@50". Entre algumas gravações ao vivo e alguns originais se faz este disco para fãs incondicionais dos Fairport Convention. Quem não os conhecer deve começar pelos primeiros e históricos disco do grupo.
Mas o melhor do ano está na colectânea que já dei a conhecer em Setembro passado. "Come All Ye: The First Ten Years", 7 CD com a história dos 10 primeiros anos do grupo. Uma preciosidade e uma das melhores edições do ano transacto.
Do primeiro CD segue uma versão alternativa, até agora inédita, de "Autopsy". E mais uma oportunidade de lembrar Sandy Denny.
Fairport Convention - Autopsy
Nos 2 últimos Regresso ao Passado foram referidas algumas das edições de 2017 de músicos firmados nos idos anos 60, alguns dos quais recorreram à recuperação de trabalhos já conhecidos, seja por gravação ao vivo, no caso de David Gilmour, seja pela recuperação de algumas canções antigas, no caso de Cat Stevens, ou ainda no caso de Stephen Stills e Judy Collins na colaboração conjunta editando um disco sem qualquer inédito.
Ou seja, será que quem tanto deu à música popular ao longo de décadas, agora se encontra em fase menos criativa e recorre à reprodução do já conhecido? Talvez sim, que os exemplos não ficam por aqui.
Vejamos hoje os Fairport Convention e alguns dos que por lá passaram.
Richard Thompson - 68 anos.
Aguarda-se com expectativa o seu novo disco de originais, pois o último é de 2015. O ano de 2017 viu a edição de "Acoustic Classics II" e "Acoustic Rarities" que independentemente da qualidade intrínseca dos mesmos, são o prolongamento da revisão acústica que vem fazendo seu trabalho.
![]() |
| Assinatura de Richard Thompson feita em Cropredy a 12 de Agosto de 2017 |
![]() |
| Edição europeia de Outubro de 2017, Ref: BSW016 |
Judy Dyble - 68 anos.
Depois de ter sido a cantora do primeiro álbum dos Fairport Convention (1968), rapidamente se afastou da cena musical voltando mais de 3 décadas depois com gravações de inquestionável qualidade. Em 2017 Judy editou com Andy Lewis o álbum "Summer Dancing", um disco estranho de fusão do Folk com a electrónica, onde a magnífica voz de Judy Dyble sobressai no meio de arranjos pouco convencionais. Um disco que não se gosta logo à primeira audição, para já prefiro alguns dos seus trabalhos anteriores.
Fairport Convention (1967 - ).
50 anos após a sua formação os Fairport Convention são uma verdadeira instituição nacional. Da formação original resta Simon Nicol que conjuntamente com Dave Pegg, Ric Sanders, Chris Leslie e Gerry Conway constituem a formação que este ano editou "50:50@50". Entre algumas gravações ao vivo e alguns originais se faz este disco para fãs incondicionais dos Fairport Convention. Quem não os conhecer deve começar pelos primeiros e históricos disco do grupo.
Mas o melhor do ano está na colectânea que já dei a conhecer em Setembro passado. "Come All Ye: The First Ten Years", 7 CD com a história dos 10 primeiros anos do grupo. Uma preciosidade e uma das melhores edições do ano transacto.
| Made in Czech Republic, Ref: UMC - 574847-9 |
Do primeiro CD segue uma versão alternativa, até agora inédita, de "Autopsy". E mais uma oportunidade de lembrar Sandy Denny.
Fairport Convention - Autopsy
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Fairport Convention - Eastern Rain
Fairport's Cropredy Convention 2017
Agora sim, terminamos esta passagem pelo festival Fairport's Cropredy Convention 2017 onde estive nos passados dias 11 e 12 de Agosto.
Para o fim ficou a referência à edição em Julho passado da caixa "Come All Ye: The First Ten Years", com 7 CD que percorrem o período de 1968 a 1977 dos Fairport Convention, adquiri-a no festival.
Não é logicamente a primeira recomendação para quem toma agora contacto com a música dos Fairport Convention, para esses a sugestão será começar pelos discos originais. Para quem conhecer bem os 10 primeiros anos do grupo, então o aviso será, comprei de imediato esta caixa.
"Come All Ye: The First Ten Years" contem 121 faixas das quais 55 não tinham tido edição até à data. Não significa que sejam novas, não é disso que se trata, são sim versões que ainda não tinham conhecido a luz do dia. Contém também numerosas gravações ao vivo, na BBC, no LA Troubadour, l'Olympia Paris e Fairfill Hall em Londres. Inclui ainda o chamado "Manor album" de 1972, período conturbado da banda com somente Dave Swarbrick e Dave Pegg a manter a identidade do grupo (todos os restantes já tinham partido), que nunca chegou a ser editado. Um livro de 48 páginas com novas fotografias e um ensaio sobre o grupo assinado por Patrick Humphries e ainda um evitável poster com o design da capa da caixa completam esta colectânea para descobrir e saborear nos próximos tempos.
Tive o ensejo de que, durante o festival, esta colectânea fosse assinada por Richard Thompson, Ashley Hutchtings e Judy Dyble, todos da formação inicial dos Fairport Convention.
Surpresa quando, de entre as 55 gravações inéditas, se ouve a voz de Sandy Denny. Quando pensava que toda a sua obra estava já devidamente escalpelizada (veja-se a "Box Set" com 19 CD!) eis que encontramos faixas com o "previously unrealeased", onde Sandy Denny está presente.
Escolhi "Eastern Rain" uma canção de Joni Mitchell gravada pelos Fairport Convenion para o 2º LP "What We Did on Our Holidays" de 1969, aqui só na voz de Sandy Denny.
Fairport Convention - Eastern Rain
Agora sim, terminamos esta passagem pelo festival Fairport's Cropredy Convention 2017 onde estive nos passados dias 11 e 12 de Agosto.
Para o fim ficou a referência à edição em Julho passado da caixa "Come All Ye: The First Ten Years", com 7 CD que percorrem o período de 1968 a 1977 dos Fairport Convention, adquiri-a no festival.
Não é logicamente a primeira recomendação para quem toma agora contacto com a música dos Fairport Convention, para esses a sugestão será começar pelos discos originais. Para quem conhecer bem os 10 primeiros anos do grupo, então o aviso será, comprei de imediato esta caixa.
"Come All Ye: The First Ten Years" contem 121 faixas das quais 55 não tinham tido edição até à data. Não significa que sejam novas, não é disso que se trata, são sim versões que ainda não tinham conhecido a luz do dia. Contém também numerosas gravações ao vivo, na BBC, no LA Troubadour, l'Olympia Paris e Fairfill Hall em Londres. Inclui ainda o chamado "Manor album" de 1972, período conturbado da banda com somente Dave Swarbrick e Dave Pegg a manter a identidade do grupo (todos os restantes já tinham partido), que nunca chegou a ser editado. Um livro de 48 páginas com novas fotografias e um ensaio sobre o grupo assinado por Patrick Humphries e ainda um evitável poster com o design da capa da caixa completam esta colectânea para descobrir e saborear nos próximos tempos.
Tive o ensejo de que, durante o festival, esta colectânea fosse assinada por Richard Thompson, Ashley Hutchtings e Judy Dyble, todos da formação inicial dos Fairport Convention.
| Assinatura de Judy Dyble |
| Assinatura de Ashley Hutchings |
| Assinatura de Richard Thompson |
Surpresa quando, de entre as 55 gravações inéditas, se ouve a voz de Sandy Denny. Quando pensava que toda a sua obra estava já devidamente escalpelizada (veja-se a "Box Set" com 19 CD!) eis que encontramos faixas com o "previously unrealeased", onde Sandy Denny está presente.
Escolhi "Eastern Rain" uma canção de Joni Mitchell gravada pelos Fairport Convenion para o 2º LP "What We Did on Our Holidays" de 1969, aqui só na voz de Sandy Denny.
Fairport Convention - Eastern Rain
Etiquetas:
1969,
Ashley Hutchings,
Fairport Convention,
Fairport's Cropredy Convention 2017,
Judy Dyble,
Música anos 60,
Richard Thompson,
Sandy Denny
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Judy Dyble - The Sisterhood of Ruralist
Fairport's Cropredy Convention 2017
Para Judy Dyble assinar tinha eu o primeiro álbum e a caixa recém editada "Come All Ye: The First Ten Years" dos Fairport Convention, o que o fez quando terminou a actuação ao início da tarde do dia 12 de Agosto, último dia do festival.
Simpática ao querer saber o meu nome e como se escrevia começou por assinar a capa do CD, 1º álbum dos Fairport Convention onde já constavam as assinaturas de Richard Thompson e Ashley Hutchings...
e finalmente uma fotografia de 1967 incluída no livro que acompanha a excelente caixa compilação dos 10 primeiros anos dos Fairport Convention.
Boas memórias ficaram de Judy Dyble, claramente a redescobrir depois do retorno já neste milénio aos discos e aos concertos.
Judy Dyble despediu-se da actuação no festival Fairport's Cropredy Convention com "The Sisterhood of Ruralist" do álbum "Flow and Change" de 2013. Bem, à noite iria voltar ao palco para com os Fairport Convention reviver o início do grupo.
Judy Dyble - The Sisterhood of Ruralist
Para Judy Dyble assinar tinha eu o primeiro álbum e a caixa recém editada "Come All Ye: The First Ten Years" dos Fairport Convention, o que o fez quando terminou a actuação ao início da tarde do dia 12 de Agosto, último dia do festival.
Simpática ao querer saber o meu nome e como se escrevia começou por assinar a capa do CD, 1º álbum dos Fairport Convention onde já constavam as assinaturas de Richard Thompson e Ashley Hutchings...
e finalmente uma fotografia de 1967 incluída no livro que acompanha a excelente caixa compilação dos 10 primeiros anos dos Fairport Convention.
Boas memórias ficaram de Judy Dyble, claramente a redescobrir depois do retorno já neste milénio aos discos e aos concertos.
Judy Dyble despediu-se da actuação no festival Fairport's Cropredy Convention com "The Sisterhood of Ruralist" do álbum "Flow and Change" de 2013. Bem, à noite iria voltar ao palco para com os Fairport Convention reviver o início do grupo.
Judy Dyble - The Sisterhood of Ruralist
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Judy Dyble - I Talk to the Wind
Fairport's Cropredy Convention 2017
Depois da actuação dos Morris On, foi a vez de Judy Dyble. Da animação dos Morris On para o sossego da voz angelical de Judy Dyble.
Talvez prejudicada por isso mesmo, ou seja a música dela não tem a alegria e energia deixada pelos Morris On, a adesão do público foi naturalmente menor. No entanto, para mim foi uma das agradáveis surpresas do festival, em particular pela qualidade vocal manifestada.
Judy Dyble foi nos anos 1967 e 1968 a primeira cantora dos Fairport Convention, tendo saído do grupo após a edição do 1º LP. Fez portanto parte do início do grupo quando o reportório se baseava muito na música folk norte-americana, temas de Bob Dylan, Leonard Cohen e Joni Mitchell eram então frequentes. Foi posteriormente substituída pela lendária Sandy Denny.
Ainda em 1968 Judy Dyble junta-se aos Giles, Giles & Fripp percursores dos King Crimson , desta curta passagem resultaram algumas gravações caseiras, entre as quais a canção "I Talk to the Wind" que os King Crimson iriam gravar logo no 1º LP em 1969.
Em 2006 Judy Dyble grava-a no álbum "The Whorl", tendo-a também interpretado no festival, e é a proposta para audição de hoje.
Judy Dyble - I Talk to the Wind
Depois da actuação dos Morris On, foi a vez de Judy Dyble. Da animação dos Morris On para o sossego da voz angelical de Judy Dyble.
Talvez prejudicada por isso mesmo, ou seja a música dela não tem a alegria e energia deixada pelos Morris On, a adesão do público foi naturalmente menor. No entanto, para mim foi uma das agradáveis surpresas do festival, em particular pela qualidade vocal manifestada.
Judy Dyble foi nos anos 1967 e 1968 a primeira cantora dos Fairport Convention, tendo saído do grupo após a edição do 1º LP. Fez portanto parte do início do grupo quando o reportório se baseava muito na música folk norte-americana, temas de Bob Dylan, Leonard Cohen e Joni Mitchell eram então frequentes. Foi posteriormente substituída pela lendária Sandy Denny.
Ainda em 1968 Judy Dyble junta-se aos Giles, Giles & Fripp percursores dos King Crimson , desta curta passagem resultaram algumas gravações caseiras, entre as quais a canção "I Talk to the Wind" que os King Crimson iriam gravar logo no 1º LP em 1969.
Em 2006 Judy Dyble grava-a no álbum "The Whorl", tendo-a também interpretado no festival, e é a proposta para audição de hoje.
Judy Dyble - I Talk to the Wind
Subscrever:
Mensagens (Atom)






