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quarta-feira, 13 de abril de 2022

Klaus Voormann - My Sweet Lord

  DISCO MÚSICA & MODA, nº 9 de 1 de Junho de 1971


Mais um artigo do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" desta vez dedicado a Klaus Voormann.

Klaus Voormann é um músico, produtor e também artista gráfico, neste campo mais conhecido pela capa do álbum "Revolver" editado por The Beatles em 1966. Deste músico nascido na Alemanha só lhe conheço um único álbum editado sob o nome Voormann & Friends já em 2009, mas os mais atentos saberão que colaborou com nomes tão importantes como, por exemplo, Manfred Mann, John Lennon, George Harrison, Ringo Starr, Lou Reed e Carly Simon.




A amizade de Klaus Voormann pelos The Beatles remonta aos primeiros anos da década de 60, ainda não eram conhecidos e tocavam em bares em Hamburg na Alemanha. Amizade perdurou nos tempos e especulou-se mesmo na reformulação dos The Beatles tendo Klaus Voormann como substituto de Paul McCartney o que nunca se verificou.

Aos 70 anos de idade grava o tal único álbum, "A Sideman's Journey", onde Klaus Voormann recria com amigos canções nas quais ele teve, noutros tempos, participação. É o caso de "My Sweet Lord" aqui na voz de Bonnie Bramlett (conhecida duo Delaney & Bonnie).



Klaus Voormann - My Sweet Lord

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Judy Dyble – Grey October Day

Os Meses do Ano em Canção


Judy Dyble (1949-2020) foi uma cantora inglesa que ficou mais conhecida por ter feito parte da formação inicial dos Fairport Convention e com eles ter gravado o 1º LP do grupo. seguiu-se um duo com Jackie McAuley (ex-Them) de nome Trade Horne com gravação única de 1970, uma pérola de nome "Morning Way", esquecida e recuperada em 2008. Pelo meio ainda nota para a formação Giles, Giles and Fripp, percursores dos King Crimson, de que fez parte.

Depois foi um longo interregno até voltar, já neste milénio, às lides musicais com regularidade de que resultaram felizmente um conjunto de gravações, entre 2004 e 2020, algumas das quais bem reveladores das qualidades vocais e também de composição de uma Judy Dyble entre o Folk e o Prog-Rock a lembrar os King Crimson.

A canção de hoje, "Grey October Day", pertence ao álbum "Talking With Strangers", talvez o seu melhor trabalho, de 2009, que contou com a colaboração de nomes como Ian McDonald, Robert Fripp e Pat Mastelotto (King Crimson), Simon Nicol (Fairport Convention), Jacqui McShee (Pentangle) e Celia Humphris (Trees)


Edição, em CD, norueguesa com a ref:TERMOCD006


Tive a felicidade de a ver em 2017 em Cropredy no 50º aniversário dos Fairport Convention tendo ela participado quer no concerto final juntamente com os Fairport Convention mas também em nome próprio acompanhada pela Band of Perfect Strangers. Ainda uma simpática conversa quando me autografou alguns gravações com os Fairport Convention.

Neste mês de Outubro recordar "Grey October Grey" na voz linda da saudosa Judy Dyble.



Judy Dyble – Grey October Day

domingo, 12 de julho de 2020

Judy Dyble (13 de Fevereiro 1949 - 12 de Julho de 2020)

Faleceu Judy Dyble
Tomei conhecimento da morte da Judy Dyble, cantora que tardiamente aprendi a apreciar embora já a conhecesse do remoto primeiro LP dos Fairport Convention de 1968.





Conheci-a pessoalmente em 2017, em Cropredy, onde ela actuou com o seu grupo, The Band of Perfect Strangers, e também no concerto final dos Fairport Convention. Estive com ela alguns momentos, tirar umas fotos e assinar-me alguns CD. Transbordava simpatia e não manifestava pressas.







A descoberta da sua música é uma necessidade para quem aprecie o Folk-Rock britânico mas também as suas incursões mais progressivas nomeadamente com os fundadores dos King Crimson.

Recordo-a em "Talking With Stangers", a canção do excelente álbum homónimo de 2009.

Talking with strangers, you open your heart
Talking with strangers, you'll stay apart
Tell them your story, they'll feel your pain
Wrapped in your own world hidden again...





Judy Dyble - Talking With Strangers

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Antony and the Johnsons - One Dove

A propósito da passagem de Antony and the Johnsons pelo Coliseu do Porto em 18 de Maio de 2009.


Antony esteve em Portugal pela terceira vez.

Em 2003, esta figura andrógina de voz angelical, era referência secundária e acompanhava Lou Reed no concerto que este deu em Coimbra, no Jardim da Sereia.
Passou o concerto relativamente despercebido, respondia a uma ou outra provocação desafiando quem o fazia a subir ao palco. Mas acaba por espantar meio mundo quando no encore canta a solo “Candy Says” de Lou Reed do longínquo tempo dos The Velvet Underground.

A 29 de Maio de 2005 regresso, agora como figura principal, com os seus Johnsons e na Casa da Música encanta outro meio mundo. Algo inibido pede desculpa ao público pelas suas músicas serem tão tristes.

18 de Maio de 2009 regressa de novo, agora para o Coliseu e para a apoteose que se adivinhava. Com lotação esgotada há muito tempo e um público predisposto à rendição total, Antony, completamente desinibido, trava frequentes diálogos com o público.

“Please don’t say the names of my songs. You are getting me uncomfortable”
"MARRY ME!"
"You don't wanna marry me, i'm an useless cook."
“Thousands kisses for you” 

Quanto à música (Antony ao piano acompanhado por violoncelo, 2 violinos, oboé, baixo e bateria) essa foi sublime e é com certeza o concerto do ano. Com uma voz frágil e um ligeiro tremolo, que provoca arrepios na espinha, repetidas vezes levou o Coliseu a níveis emotivos pouco comuns.



         (“You are my sister”  no Coliseu do Porto a 18 de Maio de 2009)



CD de 2009, referência RTRADCD443 da Rough Trade



Para pura audição segue, porque o futuro da música popular passa por aqui, “One Dove” do 3ºálbum de Antony.




Antony and the Johnsons - One Dove

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Wayne Shorter Quartet - Concerto de 2009 na Casa da Música


Eis alguma memorabilia da passagem de Wayne Shorter em quarteto pela Casa da Música em 11 de Março de 2009.

Primeiro o bilhete do concerto.






Depois o folheto distribuído no concerto com resumo bibliográfico dos músicos que compunham o quarteto, a saber:
Wayne Shorter, saxofones
Danilo Perez, piano
John Patitucci, baixo
Brian Blade, bateria








Finalmente recorte do "Jornal de Notícias" do dia seguinte, que sob o título "Um corte com o passado" fazia a crítica do concerto.



domingo, 8 de março de 2015

Charlotte Gainsbourg - Heaven Can Wait

“Filho de Peixe Sabe Nadar” é um ditado que em termos musicais nem sempre é para levar à letra, ou seja, encontramos exemplos para todos os gostos. Desde filhos que aprenderam mal (ou nem jeito tinham) a “nadar” e que se não fosse o nome dos pais afundar-se-iam às primeiras “braçadas”, àqueles que no mínimo igualaram os pais (ou mesmo ultrapassaram os referidos em qualidade, popularidade) e que de certeza sobreviriam, por mais encapelado que fosse o mar, independentemente da ajuda dos ditos pais.
Vejamos alguns exemplos:

Nome                                                          Pai(s)

Julian Lennon                                       John Lennon
James McCartney                               Paul McCartney
Dhani Harrison                                   George Harrison
Zak Starkey                               Richard Starkey (Ringo Starr)
Teddy Thompson                              Richard Thompson
Shanna Morrison                                  Van Morrison
Dweezil Zappa                                       Frank Zappa
Jacob Dylan                                              Bob Dylan
Rufus Wainwright                   Kate MacGarrigle e Loudon Wainwright III
Martha Wainwright                 Kate MacGarrigle e Loudon Wainwright III
Jason Bonham                          John Bonham (baterista dos Led Zeppelin)
Joe Sumner                                     Gordon Sumner (Sting)
Charlotte Gainsbourg                  Serge Gainsgourg e Jane Birkin

O início da carreira musical de Charlotte Gainsbourg começa em 1984, quando, com apenas 12/13 anos, grava com o pai Serge Gainsbourg o polémico e provocante “Lemon Incest”(Clip impossível nos dias de hoje), um tema que ela continua a cantar nos tempos actuais.





Actualmente, é tão ou mais conhecida na sua carreira cinematográfica como na de cantora. Musicalmente percorre caminhos na área do rock alternativo, indo o destaque de hoje para o reconhecido álbum “IRM” de 2009 produzido pelo famoso Beck.















 O tema escolhido vai para “Heaven Can Wait”. Aqui, filha de peixe sabe nadar …




Charlotte Gainsbourg - Heaven Can Wait