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terça-feira, 25 de junho de 2019

Gentle Giant – Three Friends

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70

Hoje a terceira e última escolha do ano de 1972, mais uma na área do Rock Progressivo. 11 anos  (1970-1980) duraram os Gentle Giant e 11 álbuns editaram. É verdade que no final da década de 70 já pouco se ouvia falar dos Gentle Giant, não conhecendo eu bem os últimos discos do grupo, no entanto, pelo menos até "Free Hand" (1975) a qualidade é assinalável e sem dúvida recomendada.
Mas estou em 1972, no apogeu do Rock Progressivo, onde os Gentle Giant publicam o 3º LP "Three Friends", a minha escolha de hoje.

"Three Friends" continuava na senda dos dois anteriores e continuava também a surpreender-nos com a sua complexidade (ou aparente complexidade), melodias difíceis, por vezes mesmo confusas, e instrumentações geralmente pouco associadas ao universo Rock. Mas simultaneamente era extraordinariamente belo e envolvente.


Edição do Reino Unido de 1972 da editora Vertigo com a ref: 6360 070
Preço 188$50 (menos de 1 €)




A capa é bem sugestiva da temática do álbum.
"Three Friends" a história de 3 amigos de infância e o seu futuro, lê-se na parte de dentro da capa: "The idea for this album came about simply from normal conversations within the group. You know how people pften reminisce about old school friends and wonder whatever became of them; or the people who surprise us with their successes or failures. Anyway, the theme in this album is based on three people - friends at school but inevitably separated by chance, skill and fate."

O álbum começa assim com "Prologue", "Three friends are made, three lives are laughs and tears/Through years of school and play they share..."





Gentle Giant - Prologue

quinta-feira, 14 de março de 2019

Gentle Giant - Nothing at All

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


3 estrelas é quanto Miguel Esteves Cardoso dava ao primeiro e homónimo LP dos Gentle Giant. Editado em finais de 1970 e encontra-se entre as escolhas por ele feitas para o ano de 1971 no que diz respeito às publicações na área da "Fusão (sinfónico)". Pelos Gentle Giant parecia não morrer de amores ao afirmar: "Os Procol Harum experimentam ser sinfónicos [referia-se ao álbum "In Concert with the Edmonton Symphony"], mas arrependeram-se e aparecem os Gentle Giant, que faziam pouca falta."

Cá por mim gostei dos Gentle Giant, em particular dos 3 primeiros LP que logo os adquiri.
Mas o primeiro teve um sabor especial, pois estávamos na presença de mais um grupo claramente experimental a desbravar caminhos anteriormente não percorridos.

Uma panóplia de instrumentos muito pouco usuais na música Rock, violinos, instrumentos de sopro diversos, teclados e sintetizadores, e vocalizações estranhas mas lindas compunham o universo sonoro de mais um novo grupo a não se ficar pelo simplismo da música Rock e Pop mais primária e comercial.

Edição do Reino Unido com a ref:
6360020. Preço 216$00 (cerca de 1 €)




Infelizmente não tiveram o sucesso de outras bandas do mesmo género,  mas passadas quase cinco décadas da sua edição é ainda uma verdadeira aventura a sua audição, senão ouçam "Nothing at All", a composição que então eu mais gostava.




Gentle Giant - Nothing at All

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Gentle Giant - Giant

Algumas memórias soltas do ano de 1970 vão ocupar os próximos Regresso ao Passado.

Depois da passagem pelo Rock Progressivo nos anos 60, nada melhor que lembrar Gentle Giant.

Gentle Giant foi a melhor banda de Rock Progressivo e talvez a mais ignorada.
Formados no mesmo ano dos Emerson, Lake & Palmer, 1970, não atingiram a popularidade destes, mas mantiveram uma qualidade e inspiração musical que aqueles foram progressivamente perdendo. Também o primeiro álbum saiu em 1970, não obteve a notoriedade do 1º dos Emerson, Lake & Palmer, mas abriu as portas da música popular para novas vias então desconhecidas.

Eles próprios afirmavam (na interior da capa do 2º álbum):
“ O nosso objectivo é alargar as fronteiras da música contemporânea, mesmo com o risco de nos tornarmos impopulares.”

Combinando o Rock, a Música Clássica, o Jazz, o Folk e até a música medieval criaram sonoridades "avant-garde” que ainda hoje nos surpreendem.





“Se neste momento se pode falar concretamente de inovação em música popular, Gentle Giant terá que ser um nome incluído, e observado com muita atenção.” em “a memória do elefante” nº 9, 1972.

Entre a memória e o que consegui apurar o meu exemplar de "Gentle Giant" é uma edição inglesa de 1973 e então adquirida pelo preço de 216$50, ou seja pouco mais de 1€. Tenho que voltar a ouvi-lo!

Distinto de tudo o que se conhecia em termos de música popular os Gentle Giant abriam os novos caminhos do Rock , já lá vão tantos e bons anos!
A prova vai para "Giant" que dava início ao 1º magnífico álbum.




Gentle Giant - Giant

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Gentle Giant - Funny Ways

O violino no Rock

A originalidade parecia ser uma preocupação constante nos grupos Rock que surgiram no final da década de 60, início da de 70. Gentle Giant é mais um grupo a inserir-se no que ficou conhecido por Rock progressivo e é sem dúvida um dos mais criativos e originais que conhecemos.

Formados a partir dos três irmãos Derek, Phil e Ray Shulman, os Gentle Giant foram absolutamente únicos no género de fusão que então praticaram

De catalogação quase impossível praticavam uma música complexa, por vezes experimental, com frequentes vocalizações polifónicas, mudanças bruscas de tempo, melodias elaboradas e contrastantes. Nada se lhes comparava na época.
Sob o ponto de vista instrumental, eram todos multi-instrumentistas, dispunham de um panóplia impressionante de instrumentos que complexavam, mas simultaneamente enriqueciam a música praticada.





O grupo durou de 1970 a 1980 e, apesar das tentativas para  o seu regresso, tal nunca chegou a acontecer, deixaram-nos 11 álbuns de originais de refinada qualidade. Logo no homónimo LP de estreia de 1970, os Gentle Giant surpreendem-nos nomeadamente pela imprevisibilidade que todo o disco encerra, passando pelo Rock, Jazz, música erudita, num todo coerente e belo a que vale a pena sempre regressar .
De "Funny Ways" a "Nothing at All" a descoberta de um novo mundo sonoro que urge, passados tantos anos, redescobrir.
Entre os muitos instrumentos que os Gentle Giant utilizaram lá estava o violino de Ray Shulman a ter em "Funny Ways" um lugar decisivo.



Gentle Giant - Funny Ways