Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 70
O Rock Progressivo teve o seu auge na primeira metade dos anos 70. Foi uma época em que grandes grupos de Rock alargaram as fronteiras e exploraram novas sonoridades. As canções ultrapassavam os limites dos 2, 3 minutos e prolongavam-se por longos minutos, por vezes a ocupar todo um lado de um LP, cerca de 20 minutos, ou até mesmo mais. Muitos dos discos eram conceptuais ou seja desenvolviam um tema ao longo do disco em diversas canções muitas das vezes interligadas. Gostava, gostava muito de alguns grupos absolutamente marcantes desse período, sobretudo os grupos ingleses, eis alguns: Jethro Tull, Yes, King Crimson, Van Der Graaf Generator, Gentle Giant, Genesis, Pink Floyd, Emerson, Lake and Palmer, etc., etc..
A duração foi curta e o filtro do tempo foi cruel para muitas desses grupos. Mesmo assim não resisto a alguns registos que agora incluo nesta selecção de 20 da referida década de 70. O ano de 1972 foi particularmente fértil para este género e nele encontro o disco que então mais me marcou e que eu tanto ouvi, eram os Genesis e o disco dava pelo nome de "Foxtrot". Adquiri-o rapidamente e ainda hoje o ouço, é uma edição portuguesa com as referências 6369 922 (CAS 1058) na capa (Printed in Germany) e 633405 na rodela do disco com indicação de "Editado por EDISOM, LDA".
Com diversas formações ao longo dos anos (1967-1998) aquela que considero a melhor foi a que existiu de 1971 a 1975, era a seguinte a composição:
Tony Banks – teclados
Peter Gabriel – voz e flauta
Mike Rutherford – baixo
Phil Collins – bateria
Steve Hackett – guitarra
Nesse período gravaram 4 álbuns fundamentais do Rock Progresssivo, são eles "Nursery Crime" (1971), "Foxtrot" (1972), "Selling England by the Pound" (1973) e finalmente o duplo álbum "The Lamb Lies Down on Broadway" (1974), todos devidamente recomendados.
Composto por 6 faixas das quais a última é a suite "Supper's Ready" com os seus 23 minutos, talvez o ponto mais alto de toda a obra dos Genesis, "Foxtrot" é merecidamente o disco do ano na área do Rock Progressivo.
Começo pelo princípio, é com "Watcher of the Skies". Era o que eu ouvia com os meus 15, 16 anos.
Genesis - Watcher of the Skies
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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segunda-feira, 24 de junho de 2019
domingo, 10 de março de 2019
Genesis - The Musical Box
1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso
Já vai longa esta passagem pelas escolhas de Miguel Esteves Cardoso para o ano de 1971, mas a variedade e qualidade que este ano ainda mostrou bem justificam continuar com aquelas escolhas.
Sigo com um conjunto de álbuns que na classificação de Miguel Esteves Cardoso ficou designada por "Fusão", ou seja nas palavras dele, "Rock que incorpora influências exteriores ao desenvolvimento da música popular anglo-americana: seja do jazz, seja da música clássica, seja donde for."
E o primeiro álbum vai para os Genesis com "Nursery Crime" que levava com 4 estrelas.
Diga-se que em 1971 os Genesis ainda não eram por cá conhecidos. Verdadeiramente conhecidos ficaram no ano seguinte com a edição do incomparável "Foxtrot". "Nursery Crime" era no entanto já o 3º LP do grupo e, se a memória não me atraiçoa, só foi por cá publicado após o sucesso de "Foxtrot". Algumas pesquisas agora feitas apontam para que tenha por cá sido editado em 1971, eu só adquiri-o depois de "Foxtrot".
É o primeiro disco com a formação "clássica" dos Genesis ou seja: Tony Banks, Phil Collins, Peter Gabriel, Steve Hackett e Mike Rutherford. Talvez por isso é nitidamente um disco de transição entre a indefinição sonora dos dois primeiros discos e o som que os caracterizou até 1976.
Mas era já um disco de Rock progressivo, um dos mais interessantes que conheço, pleno de originalidade.
"The Musical Box" é o ponto alto deste álbum e a fonte de inspiração para o desenho da capa. Ouçam com atenção, são mais de 10 minutos mas vale a pena.
Genesis - The Musical Box
Já vai longa esta passagem pelas escolhas de Miguel Esteves Cardoso para o ano de 1971, mas a variedade e qualidade que este ano ainda mostrou bem justificam continuar com aquelas escolhas.
Sigo com um conjunto de álbuns que na classificação de Miguel Esteves Cardoso ficou designada por "Fusão", ou seja nas palavras dele, "Rock que incorpora influências exteriores ao desenvolvimento da música popular anglo-americana: seja do jazz, seja da música clássica, seja donde for."
E o primeiro álbum vai para os Genesis com "Nursery Crime" que levava com 4 estrelas.
Diga-se que em 1971 os Genesis ainda não eram por cá conhecidos. Verdadeiramente conhecidos ficaram no ano seguinte com a edição do incomparável "Foxtrot". "Nursery Crime" era no entanto já o 3º LP do grupo e, se a memória não me atraiçoa, só foi por cá publicado após o sucesso de "Foxtrot". Algumas pesquisas agora feitas apontam para que tenha por cá sido editado em 1971, eu só adquiri-o depois de "Foxtrot".
| Etiquetas: 6369 916; 629905 - A primeira na capa "Printed in Germany", editora Philips, a segunda na rodela do disco, texto em português e editora Charisma |
É o primeiro disco com a formação "clássica" dos Genesis ou seja: Tony Banks, Phil Collins, Peter Gabriel, Steve Hackett e Mike Rutherford. Talvez por isso é nitidamente um disco de transição entre a indefinição sonora dos dois primeiros discos e o som que os caracterizou até 1976.
Mas era já um disco de Rock progressivo, um dos mais interessantes que conheço, pleno de originalidade.
"The Musical Box" é o ponto alto deste álbum e a fonte de inspiração para o desenho da capa. Ouçam com atenção, são mais de 10 minutos mas vale a pena.
Genesis - The Musical Box
domingo, 20 de maio de 2018
Genesis - The Knife
A Flauta no Rock
Genesis,o grupo mais imaginativo do Rock progressivo.
Para quem só conheceu os Genesis de "Duke" (1980) em diante, ou seja quando aderiram sob o comando de Phil Collins ao Pop-Rock, aconselho vivamente a descoberta do grupo Genesis anterior, em particular no período de 1971 a 1974 quando escreveram, em 4 álbuns, algumas das páginas mais brilhantes do Rock Progressivo. A música era, então, outra e para ela contribuía de forma significativa a presença de Peter Gabriel. Pena que na separação nenhuma das partes ficasse a ganhar...
Também os Genesis utilizaram, de uma forma comedida, a flauta, o pretexto com que tenho vindo a fazer estes últimos Regresso ao Passado. Pequenos apontamentos de flauta surtiam o devido efeito nas partes mais tranquilas das músicas, em particular nos temas mais longos onde a música evoluía de momentos de extrema força a outros de maior acalmia.
Para os mais interessados sugere-se a audição atenta da discografia do período anteriormente referido, ou seja de "Nursery Crime" a "The Lamb Lies Down on Brodway" e apreciar a generalidade da música e as intervenções da flauta em particular. Para já recuo ao período ainda anterior ou seja ainda sem Phil Collins e Steve Hackett, fundamentais, em particular este último, na definição sonora do grupo.
"Trespass" é o segundo álbum dos Genesis e nele aparece o tema de hoje que já evidenciava os traços principais da sonoridade que os iriam catapultar de seguida para o sucesso. Esse tema é "The Knife" e perto dos 4 minutos pode-se ouvir uma pequena intervenção da flauta tocada por Peter Gabriel.
Genesis - The Knife
Genesis,o grupo mais imaginativo do Rock progressivo.
Para quem só conheceu os Genesis de "Duke" (1980) em diante, ou seja quando aderiram sob o comando de Phil Collins ao Pop-Rock, aconselho vivamente a descoberta do grupo Genesis anterior, em particular no período de 1971 a 1974 quando escreveram, em 4 álbuns, algumas das páginas mais brilhantes do Rock Progressivo. A música era, então, outra e para ela contribuía de forma significativa a presença de Peter Gabriel. Pena que na separação nenhuma das partes ficasse a ganhar...
Também os Genesis utilizaram, de uma forma comedida, a flauta, o pretexto com que tenho vindo a fazer estes últimos Regresso ao Passado. Pequenos apontamentos de flauta surtiam o devido efeito nas partes mais tranquilas das músicas, em particular nos temas mais longos onde a música evoluía de momentos de extrema força a outros de maior acalmia.
Para os mais interessados sugere-se a audição atenta da discografia do período anteriormente referido, ou seja de "Nursery Crime" a "The Lamb Lies Down on Brodway" e apreciar a generalidade da música e as intervenções da flauta em particular. Para já recuo ao período ainda anterior ou seja ainda sem Phil Collins e Steve Hackett, fundamentais, em particular este último, na definição sonora do grupo.
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| Da esquerda para a direita: Anthony Phillips, Peter Gabriel, Mike Rutherford, Tony Banks e John Mayhew |
"Trespass" é o segundo álbum dos Genesis e nele aparece o tema de hoje que já evidenciava os traços principais da sonoridade que os iriam catapultar de seguida para o sucesso. Esse tema é "The Knife" e perto dos 4 minutos pode-se ouvir uma pequena intervenção da flauta tocada por Peter Gabriel.
Genesis - The Knife
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Genesis - In Hiring
O Rock Progressivo nos anos 60
Só em 1972 é que se tornaram verdadeiramente conhecidos com o o álbum "Foxtrot", tornando-se uma das propostas mais interessantes do Rock Progressivo de sempre, no entanto as suas raízes estavam nos anos 60, eram os Genesis.
Finalmente chegamos aos Genesis, ainda não no melhor período: 1971-1975, nem na sua melhor formação: Peter Gabriel, Tony Banks, Mike Rutherford, Phil Collins e Steve Hackett, mas ao seu início já sob o domínio da figura tutelar que foi Peter Gabriel, longe ainda da sonoridade que definiu o grupo.
Constituídos em 1967, titubearam entre diversas formações e diversas influências e em 1969 editaram o primeiro LP "From Genesis To Revelation", um álbum ainda afastado do que se viria a considerar Rock Progressivo. Ainda muito Pop-Rock mas já com alguns elementos distintivos mais próximos do Rock Psicadélico onde se destacava a voz de Peter Gabriel e alguns arranjos mais elaborados. É, no entanto, um disco a soar muito a Bee Gees tão do agrado do produtor Jonathan King.
Pese a distância face aos sons mais típicos do Rock Progressivo que viríamos a conhecer e que teve nos Genesis um dos seus melhores representantes, não resistimos a passar pelo primeiro registo de longa duração ainda nos anos 60. "In Hiring" é um dos temas de "From Genesis To Revelation" onde Peter Gabriel sobressai com a sua bonita voz.
Genesis - In Hiring
Só em 1972 é que se tornaram verdadeiramente conhecidos com o o álbum "Foxtrot", tornando-se uma das propostas mais interessantes do Rock Progressivo de sempre, no entanto as suas raízes estavam nos anos 60, eram os Genesis.
Finalmente chegamos aos Genesis, ainda não no melhor período: 1971-1975, nem na sua melhor formação: Peter Gabriel, Tony Banks, Mike Rutherford, Phil Collins e Steve Hackett, mas ao seu início já sob o domínio da figura tutelar que foi Peter Gabriel, longe ainda da sonoridade que definiu o grupo.
Constituídos em 1967, titubearam entre diversas formações e diversas influências e em 1969 editaram o primeiro LP "From Genesis To Revelation", um álbum ainda afastado do que se viria a considerar Rock Progressivo. Ainda muito Pop-Rock mas já com alguns elementos distintivos mais próximos do Rock Psicadélico onde se destacava a voz de Peter Gabriel e alguns arranjos mais elaborados. É, no entanto, um disco a soar muito a Bee Gees tão do agrado do produtor Jonathan King.
Pese a distância face aos sons mais típicos do Rock Progressivo que viríamos a conhecer e que teve nos Genesis um dos seus melhores representantes, não resistimos a passar pelo primeiro registo de longa duração ainda nos anos 60. "In Hiring" é um dos temas de "From Genesis To Revelation" onde Peter Gabriel sobressai com a sua bonita voz.
Genesis - In Hiring
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