segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Queen - Bohemian Rhapsody

Canções que se ouviam no ano de 1975


Muito provavelmente a canção do Rock Progressivo mais conhecida de todas é de 1975, altura em que o género se excedia e ultrapassava todas as barreira para o bem e para o mal. A partir daí seria a sua progressiva agonia não sabendo mais reinventar-se devidamente.

A canção é "Bohemian Rhapsody" dos britânicos Queen e não há alguém que a não conheça.


https://www.discogs.com/ - capa da edição portuguesa


Os Queen foram uma banda muito bem sucedida que tinha como figura central o carismático Freddie Mercury (1946-1991) com singular presença em palco e uma voz inconfundível. Formados no início da década de 70 não conheceram de imediato  sucesso, somente ao 4º LP, "A Night at the Opera", o alcançaram de forma significativa. Dele sobressaíam as harmonias vocais, a diversidade de estilos e uma produção bem cuidada que culminava na faixa "Bohemian Rhapsody" aquela que seria o ponto mais alto de toda a carreira do grupo.



Queen - Bohemian Rhapsody

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Rod Stewart - Sailing

  Canções que se ouviam no ano de 1975

Confesso de muito rapidamente ter deixado de seguir Rod Stewart. Ou seja apreciei-o até por volta de 1972, no tempo do LP "Never a Dull Moment" e depois deixou de fazer parte da minha lista de preferências. O apogeu foi em 1971 com  "Every Picture Tells a Story" que ouvi até à exaustão, um disco a todos os títulos magnífico onde a sua voz voz rouca tão bem combinava com temas tão bons como a canção que dava o nome ao álbum e ainda outras de excepção como "Reason To Believe" e "Maggie May".

Depois, simplesmente deixei de gostar da sua música, talvez o sucesso lhe tenha subido à cabeça, o que é certo é que os discos foram diminuindo de qualidade que não de êxitos de vendas. Veja-se o que aconteceu com "Atlantic Crossing" ao enveredar por um caminho bem mais comercial...


https://www.discogs.com/ - capa da edição portuguesa




É dele a canção "Sailing", por ventura aquela que maior sucesso que teve em toda a sua longa carreira. Não se tratava de um original mas sim de uma versão da canção gravada pelos desconhecidos The Sutherland Brothers em 1972 e que então passou despercebida.




Rod Stewart - Sailing

sábado, 26 de fevereiro de 2022

10cc - I'm Not in Love

 Canções que se ouviam no ano de 1975


Os 10cc foram uma banda inglesa a formar-se nos primeiros anos da década de 70. Com um conjunto de canções Pop-Rock, daquelas que nem aquece nem arrefece ou seja ouve-se mas não fica nada de substancial, tiveram sucesso quase imediato mas seria somente em 1975 que alcançariam uma maior audiência, por sinal com uma das mais interessantes canções por eles gravadas e sem dúvida entre as melhores do ano.

"I'm Not in Love" foi uma canção bem conseguida e que me recordo de passar com regularidade, por muito tempo, em alguns programas da noite da nossa rádio em FM.


https://www.discogs.com/ - capa da edição portuguesa


Mais uma capa a fazer referência ao 1º lugar alcançado em Inglaterra ou seja o mercado nacional a capitalizar do sucesso alcançado lá for.

Uma das canções de 1975 que melhor perduraram no tempo para agora ouvir.





10cc - I'm Not in Love

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Steve Harley & Cockney Rebel - Make Me Smile (Come Up and See Me)

Canções que se ouviam no ano de 1975


O início dos anos 70 viu surgir uma série de novos grupos de Rock que alicerçados no desenvolvimento que este teve na década anterior procuraram levar o Rock ainda mais longe, de alguma forma ganhava em sofisticação mas ia perdendo alguma da sua energia inicial.

Alguns deles nasceram em torno do Rock Progressivo, então em plena ascensão, como os Supertramp, os Queen, os Camel, os Roxy Music ou ainda a escolha de hoje os Cockney Rebel liderados por Steve Harley.

Os Cockney Rebel deram-se a conhecer em 1973 com o muito bem recebido "The Human Menagerie" o tal que continha "Sebastian". Ao terceiro álbum tomam a designação de Steve Harley & Cockney Rebel e "The Best Years of Our Lives" vai incluir a canção "Make Me Smile (Come Up and See Me)" o tema escolhido para as "Canções que se ouviam no ano de 1975".


https://www.discogs.com/ - capa da edição portuguesa


Conforme se pode ver pela capa da edição nacional "Make Me Smile (Come Up and See Me)" foi nº 1 em Londres e por cá foi bem divulgada. Todos se lembram dela? Sim? Não? Não interessa, aqui fica a oportunidade de a recordar.



Steve Harley & Cockney Rebel - Make Me Smile (Come Up and See Me)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

The Carpenters - Please Mr. Postman

 Canções que se ouviam no ano de 1975


Como que a dar razão sobre a quem defende da inferior qualidade musical do ano de 1975, pelo menos para quem estava habituado à quantidade relevante de novas propostas musicais, a escolha de hoje recai sobre uma canção que teve o seu sucesso em 1975 mas que na realidade também era da década anterior.

"Please Mr. Postman" é uma canção de 1961 e foi a primeira gravada pelas The Marvelettes, grupo vocal negro norte-americano de sucesso nos anos 60. Conheceu depois nova gravação em 1963 nada mais nada menos que pelos The Beatles no seu 2º LP "With The Beatles". Finalmente em 1974 ela é retomada pelo duo The Carpenters com grande sucesso nos dois lados do Atlântico. Em 1975 encontrava-se nos primeiros lugares das listas de vendas e é incluída no álbum "Horizon" daquele ano.


https://www.discogs.com/ - capa da edição portuguesa


Ora vamos lá recuar a 1975 e fazer o exercício como se estivéssemos no final dos anos 50 com esta simpática "Please Mr, Postman" e os saudosos The Carpenters.



The Carpenters - Please Mr. Postman

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Ralph McTell - Streets of London

Canções que se ouviam no ano de 1975


"Canções que se ouviam em 1975", novo tema como pretexto para recordar algumas canções que naquele ano andaram pelos top nacionais, ingleses e americanos e um pouco por todo o lado. Um ano difícil para a música popular que levou Miguel Esteves Cardoso a considerar que se "Atinge a fossa mais profunda e pestilenta...", na realidade foi um ano de encruzilhada onde o Rock se viu envelhecido e esgotado em experiências fusionistas perdendo a sua pureza e inocência iniciais e a partir do qual se iria assistir à revolta do Punk.

De qualquer forma, como espero mais tarde vir a recordar, no pântano floresciam verdadeiras pérolas da música popular de Joni Mitchell a Neil Young, de Bruce Springsteen a Patti Smith.

Algumas canções ficaram na memória de todos nós, outras nem por isso como é o caso de hoje.


https://www.discogs.com/


Nos primeiros dias de 1975 nos primeiros lugares de vendas da Grâ-Bretanha encontrava-se Ralph McTell com a grande canção que é "Streets of London". Na realidade "Streets of London" é uma canção que surgiu pela primeira vez no LP "Spiral Staircase" de 1969, mas foi numa regravação e edição em Single em 1974 que ela alcançou notoriedade nos Top do Reino Unido, foi igualmente incluída no LP "Streets..." de 1975. Os sons dos anos 60 ainda sobreviviam em 1975, mas estes não chegavam cá.

Para minha satisfação tive oportunidade de ver Ralph McTell ao vivo em 2017 durante o festival Fairport's Cropredy Convention.



Ralph McTell - Streets of London

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Tony Joe White - Save Your Sugar For Me

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971



Recordei pela primeira vez Tony Joe White no meu Regresso ao Passado de 29 de Julho de 2018, faleceria em Outubro desse ano de ataque de coração aos 75 anos.

Mais uma vez devo à revista "mundo da canção" o recordar deste cantor, compositor e guitarrista norte-americano pois é daqueles autores que não me recordo em absoluto de conhecer durante toda a minha juventude.





Assim depois de "Roosevelt and Ira Lee", para hoje fica "Save Your Sugar For Me" que pertencia ao 3º LP "Tony Joe" e que também teve edição em Single em 1970.
E é assim também que termino esta passagem pelo nº 15 da revista "mundo da canção". Outros tempos, outras músicas...



Tony Joe White - Save Your Sugar For Me

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Dalida - Ils Ont Changé Ma Chanson

 mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Estou quase no fim desta passagem pelo noº 15 da revista "mundo da canção", tempo ainda para recuperar a coluna "mc informação" feita com as novidades editoriais em Portugal. Nela encontramos boas memórias, em grande parte já aqui anteriormente publicadas, como, por exemplo, os Traffic de "Empty Pages" e "John Barleycorn", os Free de "Stealer", o Cat Stevens de "Father and Son" ou ainda o Neil Diamond de "Solitary Man". Também na música portuguesa já recordei os Mini-Pop de "Certos Senhores Crescidos"  e os EFE 5 de "Cartaxinho".

Outras novidades são claramente de menor interesse, mas mesmo assim encontra-se a banda sonora do filme "A Filha de Ryan" e a forte presença de edições da etiqueta "Zip-Zip" recém criada.




O que haverei eu de recordar, o que haverei de recordar... Acabo na Dalida (1933-1987), cantora egípcia de nascimento é em França nos anos 50 que inicia carreira musical impondo-se rapidamente internacionalmente e tornando-se uma das mais queridas cantoras da canção francesa.

Entre as inúmeras gravações que nos deixou a que é referência neste artigo é a versão, meio em francês, do sucesso de Melanie "Look What They've Done To My Song, Ma" que tomou o nome "Ils ont changé ma chanson".



Dalida - Ils Ont Changé Ma Chanson

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Herman's Hermits - Lady Barbara

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Mais uma recordação que penso poucos se deverão lembrar dela. O grupo sim eram os Herman's Hermits relativamente bem conhecidos e que passavam na nossa rádio. Os menos novos lembrar-se-ão com certeza de "There's a Kind of Hush" (1967) e de "My Sentimental Friend" (1969) e alguns ainda de "I'm Henry VIII, I Am" (1965) ou ainda "Dandy" (1966) versão do sucesso dos The Kinks.

Os Herman's Hermits eram um simpático e despretensioso grupo Pop inglês, canções simples de agrado imediato fizeram a delícia de muitos fãs, os quais viram o fim do grupo muito cedo. Apesar de terem continuado com diversas formações e ficarmos a saber pelo actual "site" do grupo que, somente com o baterista original, ainda se mantêm no activo com calendário de actuações para 2022, a verdade é que não mais efectuaram qualquer gravação após 1970.




A última gravação é mesmo a escolha de hoje, "Lady Barbara", é de 1970 e lembro-me de a ouvir na rádio, claro, onde mais podia ser? A letra constava no nº 15 da revista "mundo da canção".



Herman's Hermits - Lady Barbara

Dawn - Candida

   mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Não há género musical onde se possa dizer que toda ela é de qualidade, tanto mais que pode sempre haver um certo grau de subjectividade. Na música dita popular, Pop, Rock e demais géneros, tal é de uma evidência maior. Muita dela produzida com intuitos meramente comerciais, feita ao gosto fácil e pouco educado de largos sectores da população, são êxitos circunstanciais, na minha juventude eram normalmente sucessos de Verão, e tão rápido como surgiam assim desapareciam e não mais se ouvia falar deles.

São muitos os exemplos e hoje fica mais um. Os Dawn, também conhecidos por Tony Orlando and Dawn, foram protagonistas de dois ou três sucessos no início dos ano 70, ouviram-se muito durante uns meses e depois mais nada.




São de 1970 as duas canções mais conhecidas "Knock Three Times" e "Candida", as duas a ocuparem espaço na revista "mundo da canção" no seu nº 15. A primeira já está disponível neste blogue, é agora a vez de "Candida". Altura para a cantarolar e recordar algum bom momento passado eventualmente com com os Dawn a passarem na rádio como música de fundo.



Dawn - Candida

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Bob Dylan - Lay, Lady, Lay

  mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


A música popular está recheada de muitos bons nomes que há décadas vêm alimentando uma expressão musical que se consolidou e se instalou de agrado das mais diversas idades. Se recuarmos aos anos 60 quando o Pop-Rock mais se desenvolveu e foi abraçada por uma juventude que ansiava por novidades e que lutava contra tudo o que era anquilosado e instituído, os novos sons então emergentes estavam mais ou menos confinados a essa mesma juventude. Não se imaginava um cantor de Rock com mais de 30 anos e a mesma era tida como efémera e passageira. Os tempos vieram mostrar que não era bem assim e se muitos nomes que surgiram foram de sucesso circunstancial outros houve que foram perdurando e e granjeando fãs nas mais diversas gerações. Muitos nomes se poderiam citar e que qualquer história da música popular dos tempos antigos e actuais não poderá ignorar, mas há um que, no meu pensar, se destaca de todos, é Bob Dylan.

Bob Dylan, actualmente com 80 anos, já ultrapassou as 6 décadas de carreira e ao longo delas deixou sempre marcas a mostrar a sua genialidade. Quem só conhecer ou pensar que Bob Dylan é um cantor dos anos 60 que ficou conhecido por canções como "Blowin' in the Wind", "The Times They Are a-Changin'" e mais tarde "Forever Young" não terá a real dimensão que este artista teve e tem até hoje. Ouça-se por exemplo os álbuns deste milénio e constate-se a qualidade generalizada que têm.




Bem, mas hoje estou aqui para recordar o Bob Dylan de outros tempos, concretamente o Bob Dylan de 1969 que indiferente a todos fez a sua aproximação ao Country e surpreendeu muita gente com "Nashville Skyline" onde constava "Lay, Lady, Lay" o tema que ficou mais conhecido deste trabalho.

Depois de já ter publicado a letra em nº anterior, desta vez, nº 15 de fevereiro de 1971, a revista "mundo da canção" publicava a pauta com a música "Lay, Lady, Lay". Agora deixem-se, por pouco mais de 3 minutos, levar por este delicioso "Lay, Lady, Lay".



Bob Dylan - Lay, Lady, Lay

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Chicago - I'm a Man

 mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Porque é que hoje em dia não existem grupos das mais variadas matizes do Rock que continuem a elevar e surpreender os amantes ou mesmo os somente curiosos da música? Eis uma boa questão que dava pano para mangas como se costuma dizer. Os anos 60 e 70 foram pródigos nesta matéria e eles proliferavam como cogumelos principalmente na Grã-Bretanha e Estados Unidos da América. Inovadores, criativos com bons executantes, atributos que parecem estar hoje em falta. Ou estarei eu a ver mal a questão e os olhos e ouvidos da juventude já não são os mesmos de agora.

Entre eles encontrava-se o grupo Chicago, inicialmente Chicago Transit Authority que no final dos anos 60 e parte da década de 70 se impuseram com uma formação de cerca de 8 elementos que ao incluir uma secção de metais permitiu ao Rock aproximar-se do Jazz mas também com alguns rasgos em que faziam ligações à música clássica.

Como eu gostava daquele 2º duplo álbum de nome somente "Chicago" e cujas espiras rodaram vezes sem conta (ainda o tenho e em muito razoável estado de conservação). Terá sido o sucesso deste que fez chamada de atenção para o anterior, "Chicago Transit Authority", de 1969 onde havia uma faixa que sobressaía e teve direito a edição em Single, "I'm a Man".




""I'm a Man" era uma versão de uma canção do grupo britânico The Spencer Davis Group que a tinha publicado, com o devido sucesso, em 1967. De um interpretação simples para uma interpretação mais complexa a ultrapassar os 7 minutos eis "I'm a Man" pelos Chicago.

Ah, é verdade a letra vinha mais uma vez publicada no revista "mundo da canção" agora no seu nº 15.



Chicago - I'm a Man

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

George Harrison - My Sweet Lord

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


O álbum a solo de George Harrison após a separação dos The Beatles foi uma verdadeira celebração daquele que no grupo via o seu desenvolvimento musical coartado. E George Harrison não fez por menos gravou logo um triplo álbum editado em caixa onde constava um conjunto de canções que teriam todo o enquadramento nos The Beatles não fosse a esmagadora presença da dupla Lennon/McCartney que assinavam quase tudo. Adquiri logo este álbum, numa vinda ao Porto com o meu pai e ouvi-o vezes sem conta. Infelizmente a qualidade deste álbum não se repetiria nos trabalhos posteriores de George Harrison.




Das várias canções de sucesso que "All Things Must Pass" teve, "My Sweet Lord" foi a que alcançou maior popularidade e era a letra desta que vinha transcrita na revista "mundo da canção" no seu nº 15 no mês em que alcançava o primeiro lugar de vendas em Portugal. Recordemo-la.



George Harrison - My Sweet Lord

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Free - Fire and Water

   mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Para hoje um texto da revista "mundo da canção" nº 15 que dava pelo título "Resposta em guisa de carta ou a pequena polémica sobre os Free". Tratava-se de uma resposta a uma carta de umas supostas "Leitoras Teenagers" que não terá sido do agrado dos visados na dita, Tito Lívio e Fernando Cordeiro ao que entendi, pena é que a referida carta não fosse publicada (pelo menos neste nº não a identifiquei).

Pelo que percebi seriam acusados de dizer "mal de tudo", respondendo em defesa que era função deles "formar e informar um público alienado pelas carradas de má música diariamente transmitida e que não sabe nem pode distinguir o bom do mau, o falso do autêntico." Ocorreu-me aqui como será hoje em dia, quer em termos de divulgação quer em termos de crítica, a situação hoje em dia. Eu que não ouço, nem acompanho a análise crítica suficientemente nos dias de hoje tenho a suspeição de que não será melhor do que naqueles tempos, mas posso estar enganado, têm opinião?




Quanto aos Free, que estavam na base desta polémica, a sua divulgação por cá ficou-se, tanto quanto me lembro, quase exclusivamente pelo sucesso de "All Right Now" e ainda "The Stealer", sendo, na altura, a sensação que fiquei que seriam um grupo passageiro de êxito fácil, pese, na minha juventude, gostar dos temas referidos.

De qualquer modo, dois membros dos Free merecem destaque, o guitarrista Paul Kossoff (1950-1976) e o vocalista Paul Rodgers que viria a ter um percurso interessante em grupos como os Bad Company, The Firm e nos Queen pós Freddie Mercury.

"Fire and Water" é a canção que dá título ao álbum de 1970, o tal que continha "All Right Now".



Free - Fire and Water

sábado, 12 de fevereiro de 2022

The Beatles - Oh! Darling

   mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


As últimas gravações de estúdio dos The Beatles datam de 1969 e foram feitas para o álbum "Abbey Road" que seria editado naquele ano, o último álbum publicado seria, no entanto, "Let It Be" já em 1970.




Quando da edição do nº 15 da revista "mundo da canção" em Fevereiro de 1971 era mais ou menos evidente que The Beatles tinham acabado mas a confirmação oficial viria a ocorrer somente em Abril de 1971. Entretanto o "mundo da canção" continuava a publicar as letras das canções do grupo de Liverpool e neste caso com a repetição de "Oh! Darling" com a justificação do nº 3 da revista se encontrar esgotado. Mas, neste caso com o adicional da pauta da música também ser publicada.




Penso que já o disse, senão digo-o agora, "Oh! Darling" era a faixa que eu menos gostava desse excelente trabalho que foi "Abbey Road", mas passados tantos anos quem resiste a ouvi-la? Eu não.



The Beatles - Oh! Darling

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

The Climax Chicago Blues Band - So Many Roads

  mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Para hoje uma banda que passou relativamente despercebida, por cá não terá tido a devida divulgação ou eu terei estado distraído e passou-me ao lado. Deram pelo nome The Climax Chicago Blues Band nos primeiros anos mas rapidamente mudaram para a simplificada designação de Climax Blues Band.

Contrariamente ao que se possa pensar não eram um grupo americano mas sim inglês cujas primeiras gravações datam de 1969. Instáveis não só na sua formação, pelo que constatei ainda existem como grupo mas com formação completamente diferente da original, mas também no estilo musical.

Começaram com algumas características do Blues-Rock mas rápida e facilmente se detectam outras sonoridades como o Pop, o Rock e o Soft-Rock.




A revista "mundo da canção" dava-os a conhecer no seu nº 15 num texto assinado por Arnaldo Jorge Silva onde afirma que, ao 2º LP, "Plays On" de 1969, a "Climax Chicago, abandona os terrenos dos Blues e introduz-se em cheio na música progressiva."

Desta amálgama sonora segue para audição o Blues "So Many Roads", a sonoridade donde provavelmente não deveriam ter saído.



The Climax Chicago Blues Band - So Many Roads

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Mungo Jerry - In The Summertime

 mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Quando em tempos recordei o programa "Em Órbita" e as suas então famosas listagens de fim do ano onde se identificavam os melhores do ano findo mas também o pior, lá passei pelos Mungo Jerry como autores da pior canção do ano de 1970 de acordo com os critérios do programa.

Hoje a ela volto, a razão é a mesma o pretexto é outro. Agora estou a lembrar a revista "mundo da canção" e a sua publicação nº 15 com data de 20 de Fevereiro de 1972 e nela constava o texto lido pelo programa "Em Órbita" onde se classificava "in The Summertime" como "a pior gravação de 1970".




Outros tempos, outras exigências. O sucesso maior do Verão de 1970 era a pior canção do ano. Para quem se lembra e quiser ajuizar aqui vai ela.





Mungo Jerry - In The Summertime

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Simon and Garfunkel - Wednesday Morning, 3 A.M.

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Felizmente vejo o meu tempo cada vez mais ocupado, infelizmente tenho verificado alguma dificuldade em manter os meus Regresso ao Passado diários, ficando eu com a sensação de estas minhas recordações mereciam, por vezes, de um melhor desenvolvimento. Não sei pois até quando é que conseguirei manter este blogue com informação nova quase sempre diariamente, procurarei fazê-lo o melhor possível o mais longo que conseguir. Adiante, vamos para mais um Regresso ao Passado continuando afazê-lo à boleia da revista "mundo da canção" que tanto me ajudou a moldar os meu gostos musicais na minha adolescência.




Para hoje mais uma pequena notícia que constava neste nº 15 e que dava conta da situação em que se encontrava o duo que fez as delícias da minha juventude, Simon and Garfunkel. O primeiro encontrava-se a gravar um álbum a solo e Art Garfunkel retomava a ligação ao realizador Mike Nichols e participava no seu novo filme. Mantinha-se "a possibilidade de o duo voltar a gravar junto", mas infelizmente tal não voltou a acontecer.

Valha a maravilhosa obra que deixaram para a posteridade e que as novas gerações tenham a oportunidade de a conhecer. Aqui fica o meu contributo.

Do primeiro álbum de 1964 fica a canção título "Wednesday Morning, 3 A.M.".



Simon and Garfunkel - Wednesday Morning, 3 A.M.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

The Fifth Dimension - I'll Be Loving You Forever

  mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


The Fifth Dimension foi um simpático agrupamento vocal negro formado em meados dos anos 60 com canções tão bonitas como "Up-Up And Away" (1967) e a incontornável "Aquarius/Let the Sunshine In" (1969). O Pop e o Soul estiveram na base do reportório deste consagrado grupo que tem perdurado nos tempos mas com alterações constantes na sua formação.




"I'll Be Loving You Forever" foi editada ainda em 1966, não tinham ainda alcançado sucesso que entretanto viriam a alcançar, e era a letra que a revista "mundo da canção" publicava no seu nº 15 estávamos no ano de 1971. Talvez o êxito que atingiram justificasse a repescagem desta canção que voltaria a ter edição em Single em 1970. Agradável quanto baste aqui fica "I'll Be Loving You Forever".



Fifth Dimension - I'll Be Loving You Forever

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Sidney Bechet - Les Oignons

 mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Para hoje uma passagem pelo Jazz, pois claro que este também ia marcando presença na revista "mundo da canção". É deste nº 15 o seguinte extracto do texto assinado por Arnaldo Jorge Silva intitulado "Evolução Jazzística Através dos Mestres": "Considerado em princípio pelos vanguardistas como verdadeira arte das esquerdas, e sem dúvida os seus valores originais como progressivos. Outros pelo contrário, numa tendência reaccionária concebem o Jazz, originário do folclore sul-americano ou «negróide» reconhecendo-lhe só um tipismo e nada mais", as perspectivas ideológicas a fazerem-se fazer sentir na imprensa portuguesa à época preponderantemente retrógada.




Propunha-se o articulista tratar alguns dos "mestres de Jazz na sua verdadeira e necessária dimensão humana, social e musical, seus erros, sua evolução e inserção em plano artístico" entre eles encontrava-se Sidney Bechet que fica como a minha proposta para hoje.

Sidney Bechet (1897-1959), nome importante na história do Jazz, foi considerado um improvisador natural e espontâneo vindo a ser consagrado em França onde se fixou nos últimos anos de vida. Dele recorda-se "Les Oignons" na interpretação em concerto no Olympia em 1955.



Sidney Bechet - Les Oignons

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Desmond Dekker - You Can Get It If You Really Want

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


"You Can Get It If You Really Want" é uma canção do jamaicano e famoso cantor de Reggae Jimmy Cliff editada em 1970. Julgo que foi esta a versão que conheci, ou pensando bem talvez não, aquela que chegou aos top de vendas e que tenho a certeza de que foi cá editada foi a versão do também jamaicano Desmond Dekker. 




Desmond Dekker (1941-2006) foi mais um artista, juntamente com nomes como Bob Marley, Jimmy Cliff, Burning Spear, Peter Tosh citando somente os mais conhecidos, a desenvolver e dar ao mundo a música Reggae oriunda da Jamaica.

A sua produção discográfica ficou centrada nos anos 60 e 70 mas não teve grande divulgação no nosso país. Talvez a excepção tenha sido mesmo "You Can Get It If You Really Want" cuja letra constava no nº 15 da revista "mundo da canção". Resta recordá-la ou descobrir mais este nome da música Ska e do Reggae.



Desmond Dekker - You Can Get It If You Really Want

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Jimi Hendrix - Purple Haze

   mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


"Jimi Hendrix - Para um Anti-Epitáfio" era o título do artigo, assinado por Fernando Cordeiro, dedicado a Jimi Hendrix falecido em Setembro de 1970 com apenas 27 anos e que vinha publicado na revista "mundo da canção" no seu nº 15 de Fevereiro de 1971.

Figura ímpar da cena musical de então é ainda hoje considerado o melhor guitarrista de sempre da música Rock. Fez parte de uma geração de músicos que revolucionou a música popular, com forte influência do Blues foi expressão maior do Rock Psicadélico acabando por sucumbir, tão novo, aos excessos do álcool e das drogas. Menos de um mês depois seria Janis Joplin e já em 1971 seria a vez de Jim Morrison, três figuras singulares do melhor que o Rock produziu e que nos deixaram tão cedo.




"Guitarrista não-filiado em em qualquer escola teórica ou técnica, Hendrix cria uma sonoridade nova, de forte potencial electro-acústico, onde a rigidez e a delineação mais ou menos taxativa, são radicalmente substituídas por uma elevadíssima margem de liberdade de criação estrutural e técnica" lia-se no referido artigo.

O primeiro LP foi "Are You Experienced" publicado em 1967 e na edição americana constava este "Purple Haze".



Jimi Hendrix - Purple Haze

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Elton John - Rock and Roll Madonna

  mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Em página diferentes Elton John tinha, neste nº 15 da revista "mundo da canção", as letras de três canções publicadas, a saber: "Border Song", "Rock and Roll Madonna" e "Your Song".




"Border Song" e "Your Song" são duas grandes canções, em tempos já por mim disponibilizadas, que faziam parte daquele que considero o melhor álbum de Elton John, o homónimo "Elton John" de 1970.



Já "Rock and Roll Madonna" a história é outra. Trata-se de uma canção mediana, também de 1970, e que ao que apurei fez parte da edição alemã de "Elton John" substituindo "I Need You to Turn To" (ficaram a perder com a troca). Foi também editada em Single e talvez por isso a justificação da publicação da letra, não me lembro, no entanto de naquela época a ouvir na rádio. Só a conheci muitos anos mais tarde, em 1992, quando incluída na compilação "Rare Masters".



Elton John - Rock and Roll Madonna

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Led Zeppelin - Immigrant Song

 mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


E a partir de hoje tudo o que o nº 15 da revista "mundo da canção" trazia sobre a música popular anglo-saxónica. Para começar os Led Zeppelin com a canção "Immigrant Song" cuja letra nela vinha publicada.

"Immigrant Song" pertence ao álbum "Led Zeppelin III" que tinha sido editado no ano de 1970 e rapidamente ficou o meu álbum preferido do grupo. Talvez pela aproximação ao Folk e ao Blues que eu tanto aprecio e também por ter sido o primeiro que deles adquiri. è um disco incomum e num registo que eu gostaria que os Led Zeppelin mantivessem e não pelo Hard-Rock em que mais tarde se fixaram. Depois do sucesso que foi "Whole Lotta Love" (1969), "Immigrant Song" sucedeu-lhe bem não lhe ficando atrás.




"Immigrant Song" um bom exemplo da qualidade da música popular que então se praticava e que não tem qualquer parecença com o que hoje em dia é feito, infelizmente!



Led Zeppelin - Immigrant Song

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Gilbert Bécaud - La Solitude Ça n'Existe Pas

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Gilbert Bécaud (1927-2001) foi um dos maiores intérpretes da canção francesa com grande êxito internacional e bem conhecido pela sua expressividade em palco.

No seu longo percurso musical foram várias as suas passagens por Portugal, recordo os concertos no Cine-Teatro Monumental em Lisboa em 1965, foi artista convidado na eleição da Miss Portugal (ganhou a Ana Maria Lucas, lembram-se?) e também  no Festival da Canção da RTP de 1973.

Ficaram bem conhecidas as canções "Nathalie", "Et maintenant", "L'important c'est la rose" e a que é propósito de hoje "La Solitude Ça n'Existe Pas".




"La Solitude Ça n'Existe Pas" é uma canção de 1970, tendo então sido por cá editada em Single, a letra vinha publicada na revista "mundo da canção" no seu nº 15. Bom pretexto para ouvir agora esta intemporal "La Solitude Ça n'Existe Pas".



Gilbert Bécaud -  La Solitude Ça n'Existe Pas

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Victor Manuel - Quiero Abrazarte Tanto

mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


Depois dos temas nacionais e do Brasil, passagem rápida pela vizinha Espanha com referência única neste nº 15 da revista "mundo da canção" que continuo a recordar.

Espanha marca presença com a publicação da letra da canção "Quiero Abrazarte Tanto" do cantor Víctor Manuel, do qual, reconheço, não tinha memória. Ao que apurei Víctor Manuel teve particular êxito nos anos 60 e 70 destacando-se como cantor de protesto contra a ditadura franquista.




Em 1970 grava o segundo álbum que continha a canção "Quiero Abrazarte Tanto" que segue para audição.



Victor Manuel - Quiero Abrazarte Tanto