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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Frank Sinatra - The September Of My Years

Os Meses do Ano em Canção

"The September Of My Years" mais uma canção a evocar o mês de Setembro, neste caso de forma figurada, o Setembro na idade de uma pessoa.


"And I find that I'm smiling gently as I near
September, the warm September of my years
The golden warm September of my years"


"The September Of My Years", nome de canção e de álbum de Frank Sinatra do ano de 1965.
O ano de "Highway 61 Revisited" (Bob Dylan), "Rubber Soul" (The Beatles) e "Love Supreme" (John Coltrane), ou seja no ano em que se rasgavam novos caminhos para a música popular, Frank Sinatra, em abordagens mais tradicionalistas, continuava a dar cartas com a edição de vários trabalhos, ele que já tinha uma extensa e consolidada discografia.


http://stereoembersmagazine.com


"The September Of My Years", canção e álbum são um verdadeiro deleite para os sentidos. Sensações idênticas muitos anos mais tarde (2017) quando Bob Dylan publica "Triplicate" onde lá estava também "The September Of My Years".

Mas hoje é mesmo a versão original que fica para recordação.




Frank Sinatra - The September Of My Years

sexta-feira, 16 de março de 2018

Frank Sinatra - Strangers in the Night

A pior canção de 1966 segundo o programa de rádio "Em Órbita"

Incompreensível para os tempos de hoje a atribuição, pelo programa de rádio "Em Órbita", de pior canção do ano de 1966 para "Strangers in the Night" de Frank Sinatra. Mesmo naquele tempo não terá sido a escolha mais acertada. Mas era o sinal do tempo, Frank Sinatra representava o passado e não se enquadrava na revolução musical que então se operava. De qualquer forma, repito, escolha errada, "Strangers in the Night" não era de todo a pior canção do ano, longe disso.

Não estava na ordem no dia nas manifestações mais de vanguarda da música popular. Para uma juventude irreverente e protestatária Frank Sinatra representava o caduco e ultrapassado e não era devidamente reconhecido.



Em caixa com o título ""Strangers in the Night" a pior gravação do ano!" eis o texto publicado, segundo entrevista aos autores do "Em Órbita",  no "Século Ilustrado" de 14 de Janeiro de 1969 (ver artigo completo em http://portadaloja.blogspot.pt/ ):
"Na escolha que fizeram da pior gravação do ano, os colaboradores e responsáveis de "Em Órbita" tomaram uma decisão que tem qualquer coisa de escândalo: «Strangers in the Night»!
No texto que foi lido aos microfones do R. C. P. sobre essa escolha, «Em Órbita» não deixou de referir que, em termos absolutos, naturalmente que existem piores gravações que o último êxito de Frank Sinatra. Mas o combate que se propõe a determinado número do que considera defeitos em termos de música ligeira se tornam particularmente mais patentes quando podem ser apontados numa música que desfrutou de uma aceitação pública universal. Quanto à gravação propriamente dita, «Em Órbita» disse:

«Em Órbita» considera como a pior gravação do ano «Strangers in the Night».

1º - O nome e a pessoa de Frank Sinatra estão absolutamente fora de discussão, pois se trata de um vocalista e de uma das personalidades mais notáveis, sob muitos dos aspectos, dos últimos vinte anos.

2º - Em consequência disso, não há justificação possível para Sinatra, com todo o seu prestígio, ter gravado e lançado, com o aparato publicitário esmagador só ao alcance da sua organização, um disco «single» fundamentalmente mole, inexpressivo, fácil, deslocado da sua época, incoerente com a personalidade e a vida do seu intérprete, um disco concebido deliberadamente para fazer aumentar a cotação de Sinatra no mercado mundial do disco.

3º - A uma melodia vulgar acrescentou-se uma letra de péssimo gosto, de intenções duvidosas, poeticamente mal construída, feita para agradar a espíritos anestesiados."

Lido aos microfones de R. C. P. em 29 de Dezembro de 1966."




Frank Sinatra - Strangers in the Night

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Frank Sinatra - Blues in the Nigh

Os discos que o meu pai tinha dividiam-se, fundamentalmente, entre LP de música clássica e EP e Singles de música popular dos anos 50 e 60. No entanto, no meio dos LP, um disco destoava dos restantes, era um LP de Frank Sinatra. O disco de nome “Only the Lonely”, ou melhor "Frank Sinatra Sings For Only The Lonely", é uma gravação de 1958, tem a referência SW 1053 da Capitol Records e é uma edição USA,  foi nº 1 nos Estados Unidos.





Era muito, muito novo quando tomei contacto com este disco e, mais do que a música que então, confesso, não apreciava, era a capa que me cativava e que, venho agora a saber, teve o “Grammy Award for Best Album Cover” de 1959 (1º ano em que foram atribuídos os Grammy). “Only the Lonely” (a canção e todo o álbum) é um verdadeiro hino à solidão e é do melhor que Frank Sinatra produziu.
A revista Q considera-o mesmo o primeiro numa lista de “15 Greatest Stoner Albums of All Time”. Para ouvir e chorar por mais. Repleto de melancolia e tristeza era, ao que parece, o disco preferido do próprio Frank Sinatra. Como mostra segue a faixa que abre o lado B, “Blues in the Night”.




Frank Sinatra - Blues in the Night

domingo, 18 de setembro de 2016

Frank Sinatra - My Way

Canções que se ouviam no ano de 1969


No final dos anos 60 a música Pop-Rock dominava de forma esmagadora as tabelas de vendas. A música mais tradicional com origem nos standards da música americana da primeira metade do século XX estava praticamente arredada do gosto de uma juventude ávida por ritmos mais acelerados. Eram raras as excepções.

Frank Sinatra era uma delas. Em 1969, tinha largas dezenas de álbuns e Singles já editados (as primeiras gravações datam de 1939) e comete a proeza de ter uma canção 75 semanas no Top 40 do Reino Unido (recorde que segundo a Wikipédia ainda se mantêm).
Esse feito foi alcançado com a canção "My Way" que acabou por ser um dos maiores sucessos de Frank Sinatra.




Tendo sido popularizada por Frank Sinatra, "My Way" é, no entanto um original, de 1967, do francês Claude François com o título "Comme d'habitude". A letra em inglês foi escrita por Paul Anka.
"My Way" está entre as canções mais ouvidas em 1969.



Frank Sinatra - My Way

sábado, 6 de agosto de 2016

Frank Sinatra - In The Wee Small Hours Of The Morning

Soundbreaking

O oitavo e último episódio da série “Soundbreaking” dá pelo nome de “Eu Sou A Minha Música” e centra-se na forma como ouvimos música.

A grafonola de dar à manivela e os discos de 78 rpm de goma-laca, os LP de vinil de 33 1/3 rpm e os Singles de 45 rpm que vieram democratizar a música com os respectivos gira-discos, a popularização da cassete de áudio na década de 60 e a sua portabilidade com o surgimento, nos anos 70, do Walkman da Sony.
O CD na década de 80, os leitores de MP3 no final da década de 90 vieram alterar profundamente a forma de ouvir música.

“Com a evolução da tecnologia cada geração teve o seu formato”.

Toda esta evolução, em que cada novo formato nos disponibiliza mais tempo e nos liberta dos condicionalismos do lugar de audição, é-nos ilustrada com diferentes histórias:
Frank Sinatra inventa o álbum concepcional com “In The Wee Small Hours”, os tempos de gravação dos LP vão permitir maior liberdade criativa, o que é ilustrado com “Kind of Blue” de Miles Davis e “What’s Going On” de Marvin Gaye e também com a canção “Like a Rolling Stone” de Bob Dylan a durar 6 minutos e a ser possível inclui-la num Single. E ainda a ascensão das gravações de cassetes piratas dos concertos dos Grateful Dead.




Tom Petty afirma: “Todas as pessoas pensam que a música do seu tempo era melhor. Mas a minha foi mesmo”. Contrariando-o ficamos, no formato de hoje, com “In The Wee Small Hours Of The Morning” de Frank Sinatra, decorria o ano de 1955.



Frank Sinatra - In The Wee Small Hours Of The Morning

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Frank Sinatra - From the Bottom of My Heart

"O Mundo da Música Pop" considera-os "mestres do espectáculo", são os exemplos maiores da indústria de entretenimento da América branca. Vozes imaculadas, melodias e arranjos bem delineados, longe da ritmada e endiabrada música negra, a fazer esquecer as dificuldades do dia-a-dia, eles são Frank Sinatra e Barbra Streisand. Dois símbolos maiores do cultura dominante norte-americana, ganhavam honorários exorbitantes e adoravam "the american way of life".

Frank Sinatra (1915-1998), filho de imigrantes italianos, cedo ganha gosto pelas orquestras de Jazz, é ainda adolescente quando começa a cantar de uma forma profissional. Cedo canta nas orquestras de Harry James e Tommy Dorsey, depois da 2ª Grande Guerra grava o primeiro álbum que chega a nº 1 nas tabelas de vendas, ao todo deixou 59 álbuns de estúdio e participou entre os anos 40 e 80 em dezenas de filmes, as últimas actuações são já da década de 90.

Numa abordagem muito crítica "O Mundo da Música Pop" refere:
"O sucesso de Frank Sinatra, que dura há bastante tempo, tem uma razão de ser muito simples. Foi ele quem, no momento preciso, devolveu aos norte-americanos a sua doce «alma americana», manchada por tanta música negra. As suas melosas e fastidiosas canções eram já conhecidas no início da Segunda Guerra Mundial e endereçava-os aos «bons corações» dos seus compatriotas. A voz suave de Frank fazia esquecer os problemas quotidianos."



Efectuou gravações entre 1939 e 1994, sendo um sucesso de vendas permanente. Fugindo às canções de maior sucesso, como por exemplo, "My Way", "Strangers In The Night" ou "New York, New York", fica aquela que julgo ser a primeira gravação comercial de Frank Sinatra, aqui com a Harry James Orchestra, efectuada em 1939.



Frank Sinatra - From the Bottom of My Heart

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Frank Sinatra - From the Bottom of my Heart

Alguns cantores tornados muito populares na segunda metade do século passado realizaram as suas carreiras naquilo que podemos chamar as fronteiras do Jazz. Não tendo sido verdadeiros cantores de Jazz, muito lhe ficaram a dever, tendo, por sua vez, exercido influências no Jazz vocal. Designados por crooners, eram cantores românticos que cantavam de uma forma muito sentimental, regra geral com uma voz grave e suave. Entre os mais conhecidos estão três cantores incontornáveis: Frank Sinatra, Bing Crosby e Tony Bennett.
O mais prestigiado de todos foi Frank Sinatra (1915-1998) considerado por muitos o maior cantor do século XX, o seu melhor período vai de meados dos anos 40 até à década de 70.



Tendo-se iniciado profissionalmente ainda nos anos 30, é no final da década que efectua a primeira gravação comercial com a Orquestra de Harry James. Segue-se contrato com Tommy Dorsey que lhe veio trazer notoriedade. Gravou discos, entre outros com Duke Ellington, Woody Herman, Count Basie e Quincy Jones. "Strangers In The Night" (1966) e "My Way" (1969) são, talvez, as suas canções mais conhecidas. As últimas gravações vão para dois álbuns de duetos em 1993 e 1994.

São incontáveis os sucessos e as opções para audição, nesta primeira abordagem a Frank Sinatra. Para simplificar ficamos com a primeira gravação efectuada em 1939 com a Orquestra de Harry James.



Frank Sinatra - From the Bottom of my Heart