DISCO MÚSICA & MODA, nº 2 de Fevereiro de 1971
Tanto quanto consegui apurar os Led Zeppelin actuaram no Royal Albert Hall duas vezes, a 29 de Junho de 1969 e 9 de Janeiro de 1970. Em pequena notícia do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" ,no seu nº 2 de Fevereiro de 1971, referia-se que estava "comprometida a apresentação dos Led Zeppelin no Royal Albert Hall", o que pelos vistos não se concretizou.
O motivo seria os "desmandos por parte do público" em actuações anteriores, cuja realidade era extensiva aos Ten Years After.
Se os distúrbios eram uma realidade, penso que também a necessidade de arranjar espaços cada vez maiores face à crescente popularidade de diversos grupos também o era, e, rapidamente, os estádios de futebol passaram a ser o palco para actuação de grupos de que os Led Zeppelin eram um bom exemplo.
À data os Led Zeppelin tinham 3 álbuns publicados, o último dos quais, "Led Zeppelin III", tinha surgido no final do ano anterior e gozava então de forte reconhecimento por parte da crítica e do público. É ainda hoje o meu disco preferido dos Led Zeppelin, menos Hard que os anteriores, mais eclético e diversificado com influências Folk, era um disco bastante original.
Escolho "Gallows Pole", um tradicional, que já lembrei na versão de 1939 de Lead Belly agora na versão moderna dos Led Zeppelin.
Led Zeppelin - Gallows Pope
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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sábado, 13 de julho de 2019
domingo, 30 de dezembro de 2018
Led Zeppelin - Living Loving Maid (She's Just a Woman)
mundo da canção nº 7 de Junho de 1970
O 3º LP dos Led Zeppelin estava ainda em gravação quando saiu o nº 7 da revista "mundo da canção" em Junho de 1970. Eram ainda os sons de "Led Zeppelin II" que se ouviam, nomeadamente "Whole Lotta a Love" que se destacou e era o maior sucesso até então. Mas não só desta canção se fez este álbum, na realidade "Led Zeppelin II" valia pelo seu todo sendo um testemunho do melhor Blues-Rock então praticado e também do Hard-Rock em crescendo.
Já antes da sua edição o álbum era um sucesso de vendas, de acordo com Howard Mylett no livro "Led Zeppelin" (1983) "Led Zeppelin II, mesmo antes de ser editado, já tinha pedidos na ordem dos 350000 e apenas nos E. U. A.". Quanto às críticas após a sua edição dizia ele: "Até mesmo John Mendelsohn da Rolling Stone, que tinha criticado asperamente o primeiro álbum, chamou a este «um peso pesado dos álbuns». Para o MM [Melody Maker] era «a imagem da evolução do rock durante os últimos quinze anos» e elogiava o modo como «construía a excitação». O NME [New Musical Express] classificava-o como «um álbum brilhante» e descrevia-o como a «música ideal para o paranóico homem urbano do século XX»."
A letra que o "mundo da canção" publicou era "Living Loving Maid (She's Just a Woman)" que agora vamos ouvir.
Led Zeppelin - Living Loving Maid (She's Just a Woman)
O 3º LP dos Led Zeppelin estava ainda em gravação quando saiu o nº 7 da revista "mundo da canção" em Junho de 1970. Eram ainda os sons de "Led Zeppelin II" que se ouviam, nomeadamente "Whole Lotta a Love" que se destacou e era o maior sucesso até então. Mas não só desta canção se fez este álbum, na realidade "Led Zeppelin II" valia pelo seu todo sendo um testemunho do melhor Blues-Rock então praticado e também do Hard-Rock em crescendo.
Já antes da sua edição o álbum era um sucesso de vendas, de acordo com Howard Mylett no livro "Led Zeppelin" (1983) "Led Zeppelin II, mesmo antes de ser editado, já tinha pedidos na ordem dos 350000 e apenas nos E. U. A.". Quanto às críticas após a sua edição dizia ele: "Até mesmo John Mendelsohn da Rolling Stone, que tinha criticado asperamente o primeiro álbum, chamou a este «um peso pesado dos álbuns». Para o MM [Melody Maker] era «a imagem da evolução do rock durante os últimos quinze anos» e elogiava o modo como «construía a excitação». O NME [New Musical Express] classificava-o como «um álbum brilhante» e descrevia-o como a «música ideal para o paranóico homem urbano do século XX»."
A letra que o "mundo da canção" publicou era "Living Loving Maid (She's Just a Woman)" que agora vamos ouvir.
Led Zeppelin - Living Loving Maid (She's Just a Woman)
sábado, 17 de novembro de 2018
Led Zeppelin - Immigrant Song
Canções que se ouviam no ano de 1971
Mais uma canção que muito ouvi no ano ido de 1971. Na linha do Hard-Rock das últimas recordações que tenho feito mas um furos bem acima na qualidade demonstrada, são os Led Zeppelin de "Immigrant Song".
Na realidade os Led Zeppelin, promotores de sonoridades crescentemente mais pesadas que estiveram na génese do Heavy Metal, foram um grupo aparte naquele contexto musical. Tivessem os grupos que lhes sucederam qualidade próxima e eu seria um fã do Heavy Metal.
"Immigrant Song" era a faixa de abertura do 3º álbum, simplesmente intitulado "Led Zeppelin III" e que foi editado no final do ano de 1970, tendo sido no ano seguinte que ele teve a maior projecção.
O jornal Melody Maker de 1970 descrevia o disco como "Um maravilhosamente criativo programa que fornecia tantas emoções como um filme épico".
Um disco histórico que ainda hoje aprecio e que continuo a considerar o melhor por eles publicado. Som forte é verdade, muito forte mesmo a ser ouvido devidamente alto, mas simultaneamente pleno de originalidade com influências que vão do Folk, ao Blues o que lhe confere características ímpares na conjuntura da música Rock que então se produzia. Pena é, repito, que a maior parte dos grupos que lhe seguiram as pisadas não tivessem a originalidade que eles tiveram.
Apreciemos então mais uma vez os Led Zeppelin, desta vez com "Immigrant Song".
Led Zeppelin - Immigrant Song
Mais uma canção que muito ouvi no ano ido de 1971. Na linha do Hard-Rock das últimas recordações que tenho feito mas um furos bem acima na qualidade demonstrada, são os Led Zeppelin de "Immigrant Song".
Na realidade os Led Zeppelin, promotores de sonoridades crescentemente mais pesadas que estiveram na génese do Heavy Metal, foram um grupo aparte naquele contexto musical. Tivessem os grupos que lhes sucederam qualidade próxima e eu seria um fã do Heavy Metal.
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"Immigrant Song" era a faixa de abertura do 3º álbum, simplesmente intitulado "Led Zeppelin III" e que foi editado no final do ano de 1970, tendo sido no ano seguinte que ele teve a maior projecção.
O jornal Melody Maker de 1970 descrevia o disco como "Um maravilhosamente criativo programa que fornecia tantas emoções como um filme épico".
Um disco histórico que ainda hoje aprecio e que continuo a considerar o melhor por eles publicado. Som forte é verdade, muito forte mesmo a ser ouvido devidamente alto, mas simultaneamente pleno de originalidade com influências que vão do Folk, ao Blues o que lhe confere características ímpares na conjuntura da música Rock que então se produzia. Pena é, repito, que a maior parte dos grupos que lhe seguiram as pisadas não tivessem a originalidade que eles tiveram.
Apreciemos então mais uma vez os Led Zeppelin, desta vez com "Immigrant Song".
Led Zeppelin - Immigrant Song
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Led Zeppelin - Tangerine
Ao folhear os jornais antigos "DISCO MÚSICA & MODA" parei, aleatoriamente, no nº 6 de 15 de Abril de 1971 e deparei com a lista dos álbuns então mais vendidos em Portugal:
1 – Led Zeppelin III – Led Zeppelin
2 – Fotheringay – Fotheringay
3 – Elton John – Elton John
4 – Pendulum – Creedence Clearwater Revival
5 – All Things Must Pass – George Harrison
6 – John Barleycorn Must Die – Traffic
7 – Deep Purple In Concert – Deep Purple
8 – Fairport Convention – Fairport Convention
9 – Woodstock
10 – Stephen Stills – Stephen Stills
Uau! O melhor era o mais vendável! Ou a compra de discos somente acessível a uma elite mais esclarecida?
Retirando “Pendulum” de uns Creedence Clearwater Revival no limite de qualidade aceitável e de um projecto já esgotado, todos os restantes primavam por um atributo de bom gosto inquestionável. Stephen Stills (de Crosby, Stills, Nash & Young) no seu primeiro e bem conseguido registo a solo. Woodstock, a banda sonora do filme, não é preciso dizer mais nada.
O Folk-Rock representado no seu melhor, pelos Fairport Convention (presumo que seja o excelente “Full House” saído em 1970 já sem a Sandy Denny) e pelo registo único da nova formação da Sandy Denny, os Fotheringay, o melhor do melhor. Também, com algumas influências Folk, os fusionistas Traffic de Steve Winwood assinavam aqui o meu disco preferido.
Os Deep Purple no seu disco mais polémico gravado no Royal Albert Hall com a Orquestra Filarmónica de Londres. George Harrison, liberto do sufoco dos The Beatles e um triplo álbum promissor de outros voos, infelizmente não concretizados. Elton John e o espantoso segundo álbum e finalmente o primeiro lugar ocupado por um dos mais surpreendentes quartetos de Rock de sempre os Led Zeppelin com um dos meus discos preferidos, o terceiro, entre o Blues, o Folk, e o Rock mais “hard”.
Para audição segue “Tangerine”, uma composição com uma forte componente acústica, a mostrar uns Led Zeppelin muito além de percursores do “Heavy Metal” a que normalmente são associados:
Led Zeppelin - Tangerine
1 – Led Zeppelin III – Led Zeppelin
2 – Fotheringay – Fotheringay
3 – Elton John – Elton John
4 – Pendulum – Creedence Clearwater Revival
5 – All Things Must Pass – George Harrison
6 – John Barleycorn Must Die – Traffic
7 – Deep Purple In Concert – Deep Purple
8 – Fairport Convention – Fairport Convention
9 – Woodstock
10 – Stephen Stills – Stephen Stills
Uau! O melhor era o mais vendável! Ou a compra de discos somente acessível a uma elite mais esclarecida?
Retirando “Pendulum” de uns Creedence Clearwater Revival no limite de qualidade aceitável e de um projecto já esgotado, todos os restantes primavam por um atributo de bom gosto inquestionável. Stephen Stills (de Crosby, Stills, Nash & Young) no seu primeiro e bem conseguido registo a solo. Woodstock, a banda sonora do filme, não é preciso dizer mais nada.
O Folk-Rock representado no seu melhor, pelos Fairport Convention (presumo que seja o excelente “Full House” saído em 1970 já sem a Sandy Denny) e pelo registo único da nova formação da Sandy Denny, os Fotheringay, o melhor do melhor. Também, com algumas influências Folk, os fusionistas Traffic de Steve Winwood assinavam aqui o meu disco preferido.
Os Deep Purple no seu disco mais polémico gravado no Royal Albert Hall com a Orquestra Filarmónica de Londres. George Harrison, liberto do sufoco dos The Beatles e um triplo álbum promissor de outros voos, infelizmente não concretizados. Elton John e o espantoso segundo álbum e finalmente o primeiro lugar ocupado por um dos mais surpreendentes quartetos de Rock de sempre os Led Zeppelin com um dos meus discos preferidos, o terceiro, entre o Blues, o Folk, e o Rock mais “hard”.
Para audição segue “Tangerine”, uma composição com uma forte componente acústica, a mostrar uns Led Zeppelin muito além de percursores do “Heavy Metal” a que normalmente são associados:
Led Zeppelin - Tangerine
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Led Zeppelin - Led Zeppelin III
Os 15 melhores álbuns de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"
Talvez por ter sido o primeiro disco dos Led Zeppelin que adquiri, e portanto aquele que à época melhor conhecia, fiquei sempre com um gosto especial por este "Led Zeppelin III".
Também faz parte do lote dos primeiros álbuns que o meu pai me comprou, trata-se de uma prensagem norte-americana de 1970 com a referência SD 7201. Até a capa, numa altura em que o design das capas revestia particular cuidado, exercia um certo fascínio com aquela rodela rotativa que o diferenciava de tudo o que tinha sido feito até então em termos de capas.
Depois era um disco que passava na rádio em programas como o "Página um" e o "Em Órbita", os programas que mais ouvia e melhor me recordo. Foi pois sem surpresa que ouvi o "Em Órbita" a considerá-lo o 8º melhor álbum do ano de 1970.
"Os Led Zeppelin representam o mais significativo ponto dos que romperam em busca de harmonias novas.
As suas criações distribuem-se por valores que vão do diletante ao genial.
Música de climas opressivos, atmosfera incómoda onde se atrai o gosto pelo que ainda não foi provado."
Era o texto lido pelo "Em Órbita" ao anunciar a classificação dos álbuns.
Entre o Blues e o Hard-Rock encontrava-se a balada "Since I've Been Loving You" pela qual nutria um prazer peculiar apesar de ter sido dos temas dos Led Zeppelin um dos menos divulgados.
Led Zeppelin - Since I've Been Loving You
Talvez por ter sido o primeiro disco dos Led Zeppelin que adquiri, e portanto aquele que à época melhor conhecia, fiquei sempre com um gosto especial por este "Led Zeppelin III".
Também faz parte do lote dos primeiros álbuns que o meu pai me comprou, trata-se de uma prensagem norte-americana de 1970 com a referência SD 7201. Até a capa, numa altura em que o design das capas revestia particular cuidado, exercia um certo fascínio com aquela rodela rotativa que o diferenciava de tudo o que tinha sido feito até então em termos de capas.
Depois era um disco que passava na rádio em programas como o "Página um" e o "Em Órbita", os programas que mais ouvia e melhor me recordo. Foi pois sem surpresa que ouvi o "Em Órbita" a considerá-lo o 8º melhor álbum do ano de 1970.
"Os Led Zeppelin representam o mais significativo ponto dos que romperam em busca de harmonias novas.
As suas criações distribuem-se por valores que vão do diletante ao genial.
Música de climas opressivos, atmosfera incómoda onde se atrai o gosto pelo que ainda não foi provado."
Era o texto lido pelo "Em Órbita" ao anunciar a classificação dos álbuns.
Entre o Blues e o Hard-Rock encontrava-se a balada "Since I've Been Loving You" pela qual nutria um prazer peculiar apesar de ter sido dos temas dos Led Zeppelin um dos menos divulgados.
Led Zeppelin - Since I've Been Loving You
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Led Zeppelin - Friends
As 15 melhores canções de 1970 segundo o programa de rádio "Em Órbita"
Já conhecia os Led Zeppelin de "Dazed and Confused" e "Whole Lotta Love", mas foi em 1970 através das passagens na rádio de "Immigrant Song", "Friends", "Gallows Pole" e "Tangerine" que aderi ao som dos Led Zeppelin e naturalmente "Led Zeppelin III" acabou por ser o disco primeiro que deles adquiri.
Depois do fortíssimo início de "Immigrant Song", "Friends" remetíamos com a sua aparente acalmia para um ambiente estranho, fascinante, diria hipnótico, que nos é proporcionado pelo Moog e pelos arranjos de cordas inéditos nos Led Zeppelin.
"Em Órbita" coloca "Friends" no 6º lugar das melhores canções de 1970 com a leitura do seguinte texto:
"Nas regiões mais remotas de insondáveis abismos se consome a força criadora dos Led Zeppelin. Profetas de futuras revoluções sonoras, eles celebram a mutação deste tempo.
Os Led Zeppelin são atmosferas onde se respira o diabólico, o desconhecido, o estremecer sombrio das grandes trevas."
Se é verdade que o som Hard dos Led Zeppelin abriu portas a estilos que pouco aprecio, tipo Heavy-Metal, também é verdade que este "Led Zeppelin III" é o disco mais folky de toda a discografia que produziram. "Friends" encontrava-se na encruzilhada sonora do Folk e do Rock mais avançado, ora ouça-se.
Led Zeppelin - Friends
Já conhecia os Led Zeppelin de "Dazed and Confused" e "Whole Lotta Love", mas foi em 1970 através das passagens na rádio de "Immigrant Song", "Friends", "Gallows Pole" e "Tangerine" que aderi ao som dos Led Zeppelin e naturalmente "Led Zeppelin III" acabou por ser o disco primeiro que deles adquiri.
Depois do fortíssimo início de "Immigrant Song", "Friends" remetíamos com a sua aparente acalmia para um ambiente estranho, fascinante, diria hipnótico, que nos é proporcionado pelo Moog e pelos arranjos de cordas inéditos nos Led Zeppelin.
| Do livro Led Zeppelin, editora Centelha, Colecção Rock On, nº 6 - Maio de 1983 |
"Em Órbita" coloca "Friends" no 6º lugar das melhores canções de 1970 com a leitura do seguinte texto:
"Nas regiões mais remotas de insondáveis abismos se consome a força criadora dos Led Zeppelin. Profetas de futuras revoluções sonoras, eles celebram a mutação deste tempo.
Os Led Zeppelin são atmosferas onde se respira o diabólico, o desconhecido, o estremecer sombrio das grandes trevas."
Se é verdade que o som Hard dos Led Zeppelin abriu portas a estilos que pouco aprecio, tipo Heavy-Metal, também é verdade que este "Led Zeppelin III" é o disco mais folky de toda a discografia que produziram. "Friends" encontrava-se na encruzilhada sonora do Folk e do Rock mais avançado, ora ouça-se.
Led Zeppelin - Friends
domingo, 23 de julho de 2017
Led Zeppelin - Whole Lotta Love
mundo da canção nº 4
Ao 2º LP os Led Zeppelin tiveram um êxito enormíssimo, foi "Whole Lotta Love".
De um som Blues-Rock preponderante para uma sonoridade marcadamente mais Hard-Rock assim se fez a evolução dos Led Zeppelin na década de 70.
"Led Zeppelin II", de 1969 evidenciava essas sonoridades, onde "Whole Lotta Love" marcava a melhor síntese da influência do Blues e o som mais Hard adoptado pelo grupo.
Na realidade "Whole Lotta Love" contem partes da canção "You Need Love" de Willie Dixon do início da década de 60 e então interpretada por Muddy Waters. Créditos de Willie Dixon que só mais tarde vieram a ser reconhecidos.
"Whole Lotta a Love" continha um poderoso riff de guitarra de Jimmy Page e a energética interpretação de Robert Plant ultrapassava tudo o que se conhecia até então.
Recordo-me bem da sensação de irreverência e libertação de energia que "Whole Lotta a Love" então provocava, mas a minha real adesão aos Led Zeppelin só se verificou no ano seguinte com "Led Zeppelin III".
A edição de Março de 1970 da revista "mundo da canção" publica a letra de "Whole Lotta Love" e é o motivo desta segunda passagem pelo, agora, clássico dos Led Zeppelin.
Led Zeppelin - Whole Lotta Love
Ao 2º LP os Led Zeppelin tiveram um êxito enormíssimo, foi "Whole Lotta Love".
De um som Blues-Rock preponderante para uma sonoridade marcadamente mais Hard-Rock assim se fez a evolução dos Led Zeppelin na década de 70.
"Led Zeppelin II", de 1969 evidenciava essas sonoridades, onde "Whole Lotta Love" marcava a melhor síntese da influência do Blues e o som mais Hard adoptado pelo grupo.
Na realidade "Whole Lotta Love" contem partes da canção "You Need Love" de Willie Dixon do início da década de 60 e então interpretada por Muddy Waters. Créditos de Willie Dixon que só mais tarde vieram a ser reconhecidos.
"Whole Lotta a Love" continha um poderoso riff de guitarra de Jimmy Page e a energética interpretação de Robert Plant ultrapassava tudo o que se conhecia até então.
Recordo-me bem da sensação de irreverência e libertação de energia que "Whole Lotta a Love" então provocava, mas a minha real adesão aos Led Zeppelin só se verificou no ano seguinte com "Led Zeppelin III".
A edição de Março de 1970 da revista "mundo da canção" publica a letra de "Whole Lotta Love" e é o motivo desta segunda passagem pelo, agora, clássico dos Led Zeppelin.
Led Zeppelin - Whole Lotta Love
sábado, 8 de abril de 2017
Led Zeppelin - Rock and Roll
pão com manteiga - O Roque e a Amiga
Quer antes, quer depois, do 25 de Abril tivemos excelentes programas de rádio (bem não me posso pronunciar sobre os últimos anos, pois, infelizmente, pouca rádio tenho ouvido, mas pelas amostras julgo que já não é como era).
Nos primeiros anos da década de 80 um dos melhores programas era “pão com manteiga” de Carlos Cruz, José Duarte, Mário Zambujal e Bernardo Brito e Cunha (o BBC) e passava ao Domingos de manhã na Rádio Comercial. Com uma fórmula até então inédita foram os percursores de uma nova maneira de fazer humor que veio a fazer escola.
Uma das rubricas do programa era “O Roque e a amiga” escrita pelo BBC e é o motivo deste e dos próximos Regresso ao Passado. De seguida um dos textos de “O Roque e a amiga” e respectiva música:
“A amiga pulou da cama, fresca, matinal, ainda cheia de orvalho e espreguiçou-se longamente em frente do espelho.
Deu o primeiro sorriso do dia a Roque, que a espreitava pelo canto do olho enquanto acendia a beata que apagara cuidadosamente na noite anterior.
A amiga voltou a olhar o espelho, sempre sorrindo e prendeu o cabelo com dois ganchos. Depois, saltou para a balança e o sorriso apagou-se.
- Que foi? – Perguntou Roque.
- Dois quilos a mais… – esclarece a amiga.
Roque deu uma pequena gargalhada.
- E você ri-se! – Enfureceu-se a amiga.
E encostando-se à cama perguntou:
- Onde é que está a graça, Roque?
Nova gargalhadinha:
- É que, por este andar, ainda passo a ser conhecido pelo Roque da pesada …”
E passa de seguida “Rock and Roll” (uma das 8 faixas que compõem o aclamado 4º álbum do grupo Led Zeppelin, editado em 1971).
Led Zeppelin - Rock And Roll
Quer antes, quer depois, do 25 de Abril tivemos excelentes programas de rádio (bem não me posso pronunciar sobre os últimos anos, pois, infelizmente, pouca rádio tenho ouvido, mas pelas amostras julgo que já não é como era).
Nos primeiros anos da década de 80 um dos melhores programas era “pão com manteiga” de Carlos Cruz, José Duarte, Mário Zambujal e Bernardo Brito e Cunha (o BBC) e passava ao Domingos de manhã na Rádio Comercial. Com uma fórmula até então inédita foram os percursores de uma nova maneira de fazer humor que veio a fazer escola.
Uma das rubricas do programa era “O Roque e a amiga” escrita pelo BBC e é o motivo deste e dos próximos Regresso ao Passado. De seguida um dos textos de “O Roque e a amiga” e respectiva música:
“A amiga pulou da cama, fresca, matinal, ainda cheia de orvalho e espreguiçou-se longamente em frente do espelho.
Deu o primeiro sorriso do dia a Roque, que a espreitava pelo canto do olho enquanto acendia a beata que apagara cuidadosamente na noite anterior.
A amiga voltou a olhar o espelho, sempre sorrindo e prendeu o cabelo com dois ganchos. Depois, saltou para a balança e o sorriso apagou-se.
- Que foi? – Perguntou Roque.
- Dois quilos a mais… – esclarece a amiga.
Roque deu uma pequena gargalhada.
- E você ri-se! – Enfureceu-se a amiga.
E encostando-se à cama perguntou:
- Onde é que está a graça, Roque?
Nova gargalhadinha:
- É que, por este andar, ainda passo a ser conhecido pelo Roque da pesada …”
E passa de seguida “Rock and Roll” (uma das 8 faixas que compõem o aclamado 4º álbum do grupo Led Zeppelin, editado em 1971).
Led Zeppelin - Rock And Roll
terça-feira, 14 de junho de 2016
Led Zeppelin - Whole Lotta Love
As 15 melhores canções de 1969 segundo o programa de rádio "Em Órbita"
Uma rádio diferente, era o "Em Órbita"!
Para quem não viveu os anos 60 não é fácil de imaginar o que era a programação de rádio naquela época e a importância que programas como o "Em Órbita" tiveram na alteração do panorama da difusão musical então ocorrido.
Em depoimento a Luís Pinheiro de Almeida, para o jornal "Blitz" nº 22 de 2 de Abril de 1985, Jorge Gil, um dos autores do programa, afirmava:
"Era uma época em que se desconhecia, por completo, o que estava acontecendo em matéria de música popular em países como a Inglaterra e os Estados Unidos, e em que prevalecia a divulgação de subprodutos saídos das editoras espanholas, italianas e francesas, reveladoras do mais completo conformismo face ao gosto dominante do grande público.
O contacto com a música anglo-americana foi, nesses anos, uma espécie da catapulta não apenas para a formação de um novo tipo de «gosto» e de «prazer» , mas também por via das interrogações que ela suscitava, veio provocar uma tomada de consciência face aos problemas do nosso país, designadamente os enfrentados pelos jovens como a guerra colonial".
Anualmente, o "Em Órbita" procedia à elaboração das listas das melhores canções e álbuns, referente ao ano de 1969, nas melhores canções vamos encontrar em 8º lugar aquela que tornou os Led Zeppelin num dos grupos mais populares e queridos da juventude de então, "Whole Lotta Love".
"Whole Lotta Love", mais tarde, foi identificada como tendo origem na canção "You Need Love" de Willie Dixon na interpretação de Muddy Waters de 1962, mas mais evidente na versão, de 1966, da mesma canção, pelos Small Faces.
"Whole Lotta Love" é bem representativo da qualidade e simultaneamente do êxito comercial que a música Pop-Rock então alcançava. O 8º lugar das melhores canções do ano de 1969 era ocupado por "Whole Lotta a Love".
Led Zeppelin - Whole Lotta Love
Uma rádio diferente, era o "Em Órbita"!
Para quem não viveu os anos 60 não é fácil de imaginar o que era a programação de rádio naquela época e a importância que programas como o "Em Órbita" tiveram na alteração do panorama da difusão musical então ocorrido.
Em depoimento a Luís Pinheiro de Almeida, para o jornal "Blitz" nº 22 de 2 de Abril de 1985, Jorge Gil, um dos autores do programa, afirmava:
"Era uma época em que se desconhecia, por completo, o que estava acontecendo em matéria de música popular em países como a Inglaterra e os Estados Unidos, e em que prevalecia a divulgação de subprodutos saídos das editoras espanholas, italianas e francesas, reveladoras do mais completo conformismo face ao gosto dominante do grande público.
O contacto com a música anglo-americana foi, nesses anos, uma espécie da catapulta não apenas para a formação de um novo tipo de «gosto» e de «prazer» , mas também por via das interrogações que ela suscitava, veio provocar uma tomada de consciência face aos problemas do nosso país, designadamente os enfrentados pelos jovens como a guerra colonial".
Anualmente, o "Em Órbita" procedia à elaboração das listas das melhores canções e álbuns, referente ao ano de 1969, nas melhores canções vamos encontrar em 8º lugar aquela que tornou os Led Zeppelin num dos grupos mais populares e queridos da juventude de então, "Whole Lotta Love".
"Whole Lotta Love", mais tarde, foi identificada como tendo origem na canção "You Need Love" de Willie Dixon na interpretação de Muddy Waters de 1962, mas mais evidente na versão, de 1966, da mesma canção, pelos Small Faces.
"Whole Lotta Love" é bem representativo da qualidade e simultaneamente do êxito comercial que a música Pop-Rock então alcançava. O 8º lugar das melhores canções do ano de 1969 era ocupado por "Whole Lotta a Love".
Led Zeppelin - Whole Lotta Love
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Led Zeppelin - You Shook Me
O British Blues
Terminamos esta passagem pelo British Blues da década de 60 com o grupo Led Zeppelin. É verdade, os Led Zeppelin, o grupo conectado com o Hard-Rock e até com o Heavy Metal, eram um grupo fortemente influenciado pelo Blues, o que era mais patente no seu início, em particular no primeiro álbum "Led Zeppelin" de 1969.
Os Led Zeppelin constituíram-se em 1968 a partir do fim do conjunto de Blues Yardbirds onde Jimmi Page tocava guitarra, John Paul Jones era um músico de estúdio, tocava baixo e teclados, Robert Plant e o baterista John Bonham vinham de um grupo pouco conhecido, os Band of Joy.
No início de 1969 é então editado o primeiro LP "Led Zeppelin".
Deste álbum já recordámos "Black Mountain Side" e "I Can't Quit You Baby", hoje é a vez de "You Shook Me", um original de Willie Dixon interpretada pela primeira vez por Muddy Waters em 1962.
Pena é que estas influências não se tivessem mantido por mais tempo, digo eu. Para o site allmusic.com esta versão dos Led Zeppelin é "a heavy, pummeling bit of post-psychedelic blues-rock, with healthy doses of vocal histrionics from Robert Plant and guitar fireworks from Jimmy Page."
Led Zeppelin - You Shook Me
Terminamos esta passagem pelo British Blues da década de 60 com o grupo Led Zeppelin. É verdade, os Led Zeppelin, o grupo conectado com o Hard-Rock e até com o Heavy Metal, eram um grupo fortemente influenciado pelo Blues, o que era mais patente no seu início, em particular no primeiro álbum "Led Zeppelin" de 1969.
Os Led Zeppelin constituíram-se em 1968 a partir do fim do conjunto de Blues Yardbirds onde Jimmi Page tocava guitarra, John Paul Jones era um músico de estúdio, tocava baixo e teclados, Robert Plant e o baterista John Bonham vinham de um grupo pouco conhecido, os Band of Joy.
No início de 1969 é então editado o primeiro LP "Led Zeppelin".
Deste álbum já recordámos "Black Mountain Side" e "I Can't Quit You Baby", hoje é a vez de "You Shook Me", um original de Willie Dixon interpretada pela primeira vez por Muddy Waters em 1962.
Pena é que estas influências não se tivessem mantido por mais tempo, digo eu. Para o site allmusic.com esta versão dos Led Zeppelin é "a heavy, pummeling bit of post-psychedelic blues-rock, with healthy doses of vocal histrionics from Robert Plant and guitar fireworks from Jimmy Page."
Led Zeppelin - You Shook Me
domingo, 17 de janeiro de 2016
Led Zeppelin - Black Mountain Side
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
Continuamos com a música Pop-Rock dos anos 60 com influências da música indiana, em particular pela introdução da cítara e da tabla, instrumentos então bastante difundidos entre os grupos mais conceituados.
Os Led Zeppelin não ficaram imunes a essa influência. Logo no primeiro álbum "Led Zeppelin I" de 1969 as referências à música oriental estão presentes, concretamente no tema "Black Mountain Side" de Jimmy Page.
"Black Mountain Side" é um tema Folk interpretado por Jimmy Page com a guitarra afinada de modo a simular a cítara com o acompanhamento de tabla de Viram Jasani.
Para os mais atentos "Black Mountain Side" remete-nos para a superior interpretação de Bert Jansch do tradicional irlandês "Down By Blackwaterside" de 1966. Sem dúvida "Black Mountain Side" foi inspirada naquele versão do tema tradicional.
Ao vivo "Black Mountain Side" era normalmente precedida de "White Summer" (também esta de influências orientais) gravada por Jimmy Page quando da passagem pelos The Yardbirds em 1967.
Led Zeppelin - Black Mountain Side
Continuamos com a música Pop-Rock dos anos 60 com influências da música indiana, em particular pela introdução da cítara e da tabla, instrumentos então bastante difundidos entre os grupos mais conceituados.
Os Led Zeppelin não ficaram imunes a essa influência. Logo no primeiro álbum "Led Zeppelin I" de 1969 as referências à música oriental estão presentes, concretamente no tema "Black Mountain Side" de Jimmy Page.
"Black Mountain Side" é um tema Folk interpretado por Jimmy Page com a guitarra afinada de modo a simular a cítara com o acompanhamento de tabla de Viram Jasani.
Para os mais atentos "Black Mountain Side" remete-nos para a superior interpretação de Bert Jansch do tradicional irlandês "Down By Blackwaterside" de 1966. Sem dúvida "Black Mountain Side" foi inspirada naquele versão do tema tradicional.
Ao vivo "Black Mountain Side" era normalmente precedida de "White Summer" (também esta de influências orientais) gravada por Jimmy Page quando da passagem pelos The Yardbirds em 1967.
Led Zeppelin - Black Mountain Side
domingo, 29 de novembro de 2015
Lead Belly - The Gallis Pole
De há muito que a música Folk norte-americana teve o reconhecimento que merece. Se na década de 60 do século passado se revelou e foi divulgada um pouco por todo o lado, já antes um conjunto significativo de cantores Folk se tinham imposto embora numa dimensão mais nacional.
"Os primeiros sintomas de uma mutação de estruturas foram sentidas ao ser recuperada pela primeira vez a folk-song, no princípio dos anos quarenta. A partir daí, intérpretes folk como Big Bill Broonzy, Josh White, Huddy Ledbetter ((chamado Leadbelly ou King of the twelve-string-guitar), Pete Seeger e Woody Guthrie, alcançaram ressonância Nacional." lia-se no já aqui muito referenciado "O Mundo da Música Pop".
Dos referidos, Josh White, Pete Seeger e Woody Guthrie já passaram pelo Regresso ao Passado, desta vez recordamos Huddy Ledbetter que ficou conhecido como Lead Belly.
Lead Belly (1888-1949) foi um músico negro norte-americano, cantor de Blues e Folk tendo-se evidenciado a tocar guitarra de 12 cordas. Com problemas frequentes com a justiça, passou diversas vezes pela prisão, onde ganhou notoriedade com a sua música. Nos anos 30 ele é descoberto por John Lomax e o filho Alan Lomax tendo então gravado algumas canções entre as quais, talvez a sua mais conhecida "Goodnight, Irene". Deixou um legado musical admirado por inúmeros músicos que vão de Tom Waits ("Goodnight, Irene"), CCR ("Midnight Special"), aos Nirvana ("Where Did You Sleep Last Night") e aos Led Zeppelin ("Gallows Pole"), só para citar alguns.
A escolha, na longa lista de canções que interpretou, recai sobre um tema tradicional, que ficou conhecida na versão de Lead Belly como "The Gallis Pole" e na versão dos Led Zeppelin como "Gallows Pole". "The Gallis Pole" do álbum "Negro Sinful Songs" de 1939.
Lead Belly - The Gallis Pole
"Os primeiros sintomas de uma mutação de estruturas foram sentidas ao ser recuperada pela primeira vez a folk-song, no princípio dos anos quarenta. A partir daí, intérpretes folk como Big Bill Broonzy, Josh White, Huddy Ledbetter ((chamado Leadbelly ou King of the twelve-string-guitar), Pete Seeger e Woody Guthrie, alcançaram ressonância Nacional." lia-se no já aqui muito referenciado "O Mundo da Música Pop".
Dos referidos, Josh White, Pete Seeger e Woody Guthrie já passaram pelo Regresso ao Passado, desta vez recordamos Huddy Ledbetter que ficou conhecido como Lead Belly.
Lead Belly (1888-1949) foi um músico negro norte-americano, cantor de Blues e Folk tendo-se evidenciado a tocar guitarra de 12 cordas. Com problemas frequentes com a justiça, passou diversas vezes pela prisão, onde ganhou notoriedade com a sua música. Nos anos 30 ele é descoberto por John Lomax e o filho Alan Lomax tendo então gravado algumas canções entre as quais, talvez a sua mais conhecida "Goodnight, Irene". Deixou um legado musical admirado por inúmeros músicos que vão de Tom Waits ("Goodnight, Irene"), CCR ("Midnight Special"), aos Nirvana ("Where Did You Sleep Last Night") e aos Led Zeppelin ("Gallows Pole"), só para citar alguns.
A escolha, na longa lista de canções que interpretou, recai sobre um tema tradicional, que ficou conhecida na versão de Lead Belly como "The Gallis Pole" e na versão dos Led Zeppelin como "Gallows Pole". "The Gallis Pole" do álbum "Negro Sinful Songs" de 1939.
Lead Belly - The Gallis Pole
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Led Zeppelin por Howard Myllet
Editado pela Centelha, "Led Zeppelin", escrito por Howard Myllet, é nº 6 da colecção Rock On e foi publicado em Maio de 1983 com uma tiragem de 2000 exemplares.
Dos primordiais The Yardbirds até, em apêndice, ao derradeiro "Coda" publicado entre nós em 1983, três anos após o fim dos Led Zeppelin, a história de um dos mais fascinantes grupos de Rock.
No prefácio do livro dizia-se:
"Em 1974, o repórter americano Robert Hillburn descrevia os Led Zeppelin como a «quintessencial banda rock, aquela que resumia os elementos fundamentais do rock da última década. Se alguém quisesse fazer um filme acerca de um grupo rock, os Led Zeppelin poderiam muito bem cumprir esse papel. Robert Plant, é o típico vocalista macho, sexy e agressivo; Jimmy Page é o guitarrista talentoso capaz de capturar as fantasias das audiências com a sua experimentação electrónica; John Bonham é baterista para fornecer uma noite de um consciente e martelado drumming e terminar a sua actuação com um solo de 20 minutos; o baixista John Paul Jones fornece uma firme tensão inerente à sonoridade do grupo."
Curiosidade: o livro custou 250$00 ou seja 1,25€.
Dos primordiais The Yardbirds até, em apêndice, ao derradeiro "Coda" publicado entre nós em 1983, três anos após o fim dos Led Zeppelin, a história de um dos mais fascinantes grupos de Rock.
No prefácio do livro dizia-se:
"Em 1974, o repórter americano Robert Hillburn descrevia os Led Zeppelin como a «quintessencial banda rock, aquela que resumia os elementos fundamentais do rock da última década. Se alguém quisesse fazer um filme acerca de um grupo rock, os Led Zeppelin poderiam muito bem cumprir esse papel. Robert Plant, é o típico vocalista macho, sexy e agressivo; Jimmy Page é o guitarrista talentoso capaz de capturar as fantasias das audiências com a sua experimentação electrónica; John Bonham é baterista para fornecer uma noite de um consciente e martelado drumming e terminar a sua actuação com um solo de 20 minutos; o baixista John Paul Jones fornece uma firme tensão inerente à sonoridade do grupo."
Curiosidade: o livro custou 250$00 ou seja 1,25€.
Led Zeppelin - I Can't Quit You Baby
Em Julho de 1968 acabaram The Yardbirds. Na formação final, já sem Eric Clapton, já sem Jeff Beck constava o nome de Jimmy Page.
Em Setembro de 1968 estavam formados os New Yardbirds com Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones. De acordo com Howard Mylett no livro "Led Zeppelin" o "...concerto final realizou-se na Universidade de Liverpool a 19 de Outubro." Curta duração, portanto.
Em Outubro de 1968 gravam o primeiro álbum e mudam de nome, aí estão os Led Zeppelin.
Os Led Zeppelin dividiram opiniões. "POPMUSIC-ROCK" caracterizava-os assim:
"Musicalmente, o grupo representava uma escalada na potência sonora em relação aos Cream/Hendrix. A dobragem do papel rítmico da guitarra-baixo pela guitarra-solo produzia uma música simplista, repetitiva, enfática pelo uso da bateria no sentido duma acentuação dos tempos, e agressiva pelo papel complementar do bombo em relação guitarra-baixo."
Já o Record Mirror citado no livro "Led Zeppelin" supra referido afirmava:
"Pleno de ideias interessantes que resultam, o álbum é um disco bem conseguido, um excelente primeiro volume..."
ou ainda na revista OZ de acordo com a mesma fonte:
"Muito ocasionalmente é editado um álbum que escapa a uma imediata classificação simplesmente porque é um produto marcante tão óbvio que só o tempo é capaz de nos mostrar a sua importância (Bringing It All Back Home de Dylan, Younger Than Yerterday dos Byrds, Disraeli Gears dos Cream, Are You Experienced? de Hendrix e Sgt. Pepper dos Beatles) Este álbum dos Led Zeppelin é um destes casos raros."
Em Janeiro de 1969 é então editado o primeiro e homónimo registo dos Led Zeppelin que vai constituir um marco na música Rock.
Deste álbum histórico recuperamos, na melhor tradição dos Blues, um tema original de Willie Dixon "I Can't Quit You Baby". Os Led Zeppelin e o seu Blues-Hard Rock.
Led Zeppelin - I Can't Quit You Baby
Em Setembro de 1968 estavam formados os New Yardbirds com Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones. De acordo com Howard Mylett no livro "Led Zeppelin" o "...concerto final realizou-se na Universidade de Liverpool a 19 de Outubro." Curta duração, portanto.
Em Outubro de 1968 gravam o primeiro álbum e mudam de nome, aí estão os Led Zeppelin.
Os Led Zeppelin dividiram opiniões. "POPMUSIC-ROCK" caracterizava-os assim:
"Musicalmente, o grupo representava uma escalada na potência sonora em relação aos Cream/Hendrix. A dobragem do papel rítmico da guitarra-baixo pela guitarra-solo produzia uma música simplista, repetitiva, enfática pelo uso da bateria no sentido duma acentuação dos tempos, e agressiva pelo papel complementar do bombo em relação guitarra-baixo."
Já o Record Mirror citado no livro "Led Zeppelin" supra referido afirmava:
"Pleno de ideias interessantes que resultam, o álbum é um disco bem conseguido, um excelente primeiro volume..."
ou ainda na revista OZ de acordo com a mesma fonte:
"Muito ocasionalmente é editado um álbum que escapa a uma imediata classificação simplesmente porque é um produto marcante tão óbvio que só o tempo é capaz de nos mostrar a sua importância (Bringing It All Back Home de Dylan, Younger Than Yerterday dos Byrds, Disraeli Gears dos Cream, Are You Experienced? de Hendrix e Sgt. Pepper dos Beatles) Este álbum dos Led Zeppelin é um destes casos raros."
Em Janeiro de 1969 é então editado o primeiro e homónimo registo dos Led Zeppelin que vai constituir um marco na música Rock.
Deste álbum histórico recuperamos, na melhor tradição dos Blues, um tema original de Willie Dixon "I Can't Quit You Baby". Os Led Zeppelin e o seu Blues-Hard Rock.
Led Zeppelin - I Can't Quit You Baby
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