mundo da canção nº 9 de Agosto de 1970
Um dos meus preferidos da chanson française, também ele tinha presença regular na revista de divulgação musical "mundo da canção" que começou a ser publicada em finais de 1969, ele é Georges Brassens.
Georges Brassens (1921-1981), nome grande da canção francesa, notabilizou-se fundamentalmente nas décadas de 50 e 60 onde concentra boa parte das suas edições discográficas.
Os anos 50 foram férteis, vários álbuns publicados sem título e mais tarde reconhecidos pelo nome da primeira canção como é o caso do seu 3º LP, "Les Sabots d'Hélène" de 1954, onde surge a canção, "Chanson Pour L'Auvergnat", cuja letra vinha publicada na revista "mundo da canção" de Agosto de 1970. Recordemo-la!
Georges Brassens - Chanson Pour L'Auvergnat
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Georges Brassens - La Mauvaise Herbe
mundo da canção nº 5 de Abril de 1970
A terceira e última passagem pela música francesa do nº 5 da revista "mundo da canção" ia para Georges Brassens, uma das minhas preferências da canção francesa.
É já com mais de trinta anos que efectua as primeiras gravações, logo no primeiro trabalho de 1952 constava a belíssima "La Mauvaise Réputation" que já aqui recordámos. Este nº da revista "mundo da canção", cujas músicas temos vindo a recuperar, publicava a letra de, agora, "La Mauvaise Herbe".
"Nº 3", " Georges Brassens, sa guitare et ses rythmes", como constava na contra capa do disco, ou ainda "Les Sabots d'Hélène", nome da primeira canção do álbum, sob estas designações se pode encontrar referências ao 3º álbum de Georges Brassens publicado no final de 1954, onde se encontrava "La Mauvaise Herbe". Encontrava-se no início de uma grande carreira que se prolongaria, muitos discos e actuações depois, até à sua morte em 1981 com apenas 60 anos.
Georges Brassens - La Mauvaise Herbe
A terceira e última passagem pela música francesa do nº 5 da revista "mundo da canção" ia para Georges Brassens, uma das minhas preferências da canção francesa.
É já com mais de trinta anos que efectua as primeiras gravações, logo no primeiro trabalho de 1952 constava a belíssima "La Mauvaise Réputation" que já aqui recordámos. Este nº da revista "mundo da canção", cujas músicas temos vindo a recuperar, publicava a letra de, agora, "La Mauvaise Herbe".
"Nº 3", " Georges Brassens, sa guitare et ses rythmes", como constava na contra capa do disco, ou ainda "Les Sabots d'Hélène", nome da primeira canção do álbum, sob estas designações se pode encontrar referências ao 3º álbum de Georges Brassens publicado no final de 1954, onde se encontrava "La Mauvaise Herbe". Encontrava-se no início de uma grande carreira que se prolongaria, muitos discos e actuações depois, até à sua morte em 1981 com apenas 60 anos.
Georges Brassens - La Mauvaise Herbe
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Georges Brassens - La Marche Nuptiale
mundo da canção nº 3
Continuamos com a música francesa, continuamos na década de 50, ficamos com um dos maiores autores da canção francesa, George Brassens.
No seu 3º número, em Fevereiro de 1970, a revista "mundo da canção" divulga George Brassens. Na última página a ficha (iniciada no nº anterior com Manuel Freire) resume-nos a vida do cantor, poeta e actor francês.
Em 1970, boa parte da sua obra já tinha sido publicada (12 dos 14 álbuns de estúdio já estavam gravados e publicados) sendo uma figura já bastante conhecida a par de Léo Ferré e Jacques Brel.
É ao ano de 1957 que o "mundo da canção" vai buscar a letra que então publica, "La Marche Nuptiale", canção do seu 5º LP conhecido pelo nome da 1ª canção "Oncle Archibald".
"Mariage d'amour, mariage d'argent
J'ai vu se marier toutes sortes de gens
..."
Georges Brassens - La Marche Nuptiale
Continuamos com a música francesa, continuamos na década de 50, ficamos com um dos maiores autores da canção francesa, George Brassens.
No seu 3º número, em Fevereiro de 1970, a revista "mundo da canção" divulga George Brassens. Na última página a ficha (iniciada no nº anterior com Manuel Freire) resume-nos a vida do cantor, poeta e actor francês.
Em 1970, boa parte da sua obra já tinha sido publicada (12 dos 14 álbuns de estúdio já estavam gravados e publicados) sendo uma figura já bastante conhecida a par de Léo Ferré e Jacques Brel.
É ao ano de 1957 que o "mundo da canção" vai buscar a letra que então publica, "La Marche Nuptiale", canção do seu 5º LP conhecido pelo nome da 1ª canção "Oncle Archibald".
"Mariage d'amour, mariage d'argent
J'ai vu se marier toutes sortes de gens
..."
Georges Brassens - La Marche Nuptiale
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Georges Brassens - Mourir Pour Des Idées
A revista "Vida Mundial" e a música popular
Entre 1952 e 1976 Georges Brassens gravou 14 álbuns de originais. Já o recordámos num artigo da revista "Vida Mundial" de 1969. Novo artigo, na mesma revista em 1972, novo pretexto para voltarmos a Georges Brassens. Em 1972 Brassens tem 50 anos e 20 de carreira, o artigo "Brassens, Ano XX" é publicado no nº 1741 de 20 de Outubro daquele ano.
Os 2 artigos medeiam a edição de 2 LP de Georges Brassens, "Misogynie à Part" e "Fernande" respectivamente o 12º e 13º da sua discografia. É também o regresso de Brassens à sala de espectáculos "Bobino":
"Georges Brassens renova, com o público do "Bobino", neste mês de Outubro, uma tradição interrompida em 1969, por razão de saúde..."
Deste álbum a escolha recai sobre "Mourir Pour Des Idées", um dos temas mais politizados de Georges Brassens, "Mourrons pour des idées, d'accord, mais de mort lente..." ou a recusa de qualquer fanatismo.
Georges Brassens - Mourir Pour Des Idées
Entre 1952 e 1976 Georges Brassens gravou 14 álbuns de originais. Já o recordámos num artigo da revista "Vida Mundial" de 1969. Novo artigo, na mesma revista em 1972, novo pretexto para voltarmos a Georges Brassens. Em 1972 Brassens tem 50 anos e 20 de carreira, o artigo "Brassens, Ano XX" é publicado no nº 1741 de 20 de Outubro daquele ano.
Os 2 artigos medeiam a edição de 2 LP de Georges Brassens, "Misogynie à Part" e "Fernande" respectivamente o 12º e 13º da sua discografia. É também o regresso de Brassens à sala de espectáculos "Bobino":
"Georges Brassens renova, com o público do "Bobino", neste mês de Outubro, uma tradição interrompida em 1969, por razão de saúde..."
Deste álbum a escolha recai sobre "Mourir Pour Des Idées", um dos temas mais politizados de Georges Brassens, "Mourrons pour des idées, d'accord, mais de mort lente..." ou a recusa de qualquer fanatismo.
Georges Brassens - Mourir Pour Des Idées
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Georges Brassens - La Mauvaise Réputation
A revista "Vida Mundial" e a música popular
"«As pessoas sensatas não gostam que os outros sigam um caminho diferente do seu» (Georges Brassens, em «A Má Reputação»).
— Tenho uma voz desgraçada, não faço nada em cena, a minha música é sempre idêntica, não falo senão de canalhas, de morte, de prostitutas e mesmo assim, isto já dura há 17 anos!
Corre tudo tão bem que, desde 1952, Brassens vendeu qualquer coisa como dezasseis milhões de discos de 45 rotações, dos quais cerca de dois milhões de 30 cm., ou seja, muito mais do que qualquer outro cançonetista francês. As letras, publicadas na colecção «Poetas de hoje» da edição Seghers, chamaram a atenção de 300 mil leitores, e em 1967 foi-lhe atribuído o prémio de poesia da Academia Francesa.
No entanto, em 1952, as discotecas tinham recambiado o seu primeiro disco com a indicação «invendável, obsceno», e a rádio nacional tinha-o proibido. Era vulgar ouvir-se dizer: «Tudo o que ele diz é absurdo, ou, então, obsceno. É um desafio ao bom gosto.» Ele desafiava, sim, mas outras coisas bem mais importantes do que a razão ou as boas maneiras. Brassens desmitificava, desintoxicava. Era, e é ainda, inimigo duma sociedade inimiga do homem. Restituiu ao público o gosto pela poesia, pois o público encontra nos versos de Brassens coisas que compreende e lhe dizem respeito. Não é exagero dizer-se que, devido à sua imensa popularidade, Brassens contribuiu mais do que qualquer outro para o rejuvenescimento das ideias. O seu sucesso teve o carácter dum fenómeno social. Conseguir manter-se em cena no Bobino durante três meses é um acontecimento social."
Começava assim o artigo intitulado "Georges Brassens: Luta Contra uma Sociedade Inimiga do Homem", um exclusivo para a "Vida Mundial" da revista francesa "Rock & Folk", publicado no nº 1591 de 5 de Dezembro de 1969.
São 3 páginas que o artigo ocupa, ao longo do qual se relata a vida de Georges Brassens intermediada por declarações do próprio.
Georges Brassens (1921-1981) foi um cantautor francês que se notabilizou nos anos 50 e 60, ainda nos anos 40 escreve os primeiros poemas e adere à causa anarquista. Diz o próprio:
"Penso que já tinha a anarquia dentro de mim aos 10 anos. O que é certo é que já estava predestinado para ela. A sua filosofia e o seu comportamento perante a vida convinham-me. Foi por isso que me juntei a eles. Ainda hoje procuro a companhia dos meus amigos anarquistas. Há uma coisa que me impressionou e me seduziu neles: o medo de se enganarem. Os anarquistas são os seres mais escrupulosos que conheço."
Em 1952 grava o primeiro álbum que ficou conhecido pelo nome da primeira canção, "La Mauvaise Réputation". Mais tarde um tema interpretado por outros cantores dos quais saliento Paco Ibáñez e Luís Cília.
Georges Brassens - La Mauvaise Réputation
"«As pessoas sensatas não gostam que os outros sigam um caminho diferente do seu» (Georges Brassens, em «A Má Reputação»).
— Tenho uma voz desgraçada, não faço nada em cena, a minha música é sempre idêntica, não falo senão de canalhas, de morte, de prostitutas e mesmo assim, isto já dura há 17 anos!
Corre tudo tão bem que, desde 1952, Brassens vendeu qualquer coisa como dezasseis milhões de discos de 45 rotações, dos quais cerca de dois milhões de 30 cm., ou seja, muito mais do que qualquer outro cançonetista francês. As letras, publicadas na colecção «Poetas de hoje» da edição Seghers, chamaram a atenção de 300 mil leitores, e em 1967 foi-lhe atribuído o prémio de poesia da Academia Francesa.
No entanto, em 1952, as discotecas tinham recambiado o seu primeiro disco com a indicação «invendável, obsceno», e a rádio nacional tinha-o proibido. Era vulgar ouvir-se dizer: «Tudo o que ele diz é absurdo, ou, então, obsceno. É um desafio ao bom gosto.» Ele desafiava, sim, mas outras coisas bem mais importantes do que a razão ou as boas maneiras. Brassens desmitificava, desintoxicava. Era, e é ainda, inimigo duma sociedade inimiga do homem. Restituiu ao público o gosto pela poesia, pois o público encontra nos versos de Brassens coisas que compreende e lhe dizem respeito. Não é exagero dizer-se que, devido à sua imensa popularidade, Brassens contribuiu mais do que qualquer outro para o rejuvenescimento das ideias. O seu sucesso teve o carácter dum fenómeno social. Conseguir manter-se em cena no Bobino durante três meses é um acontecimento social."
Começava assim o artigo intitulado "Georges Brassens: Luta Contra uma Sociedade Inimiga do Homem", um exclusivo para a "Vida Mundial" da revista francesa "Rock & Folk", publicado no nº 1591 de 5 de Dezembro de 1969.
São 3 páginas que o artigo ocupa, ao longo do qual se relata a vida de Georges Brassens intermediada por declarações do próprio.
Georges Brassens (1921-1981) foi um cantautor francês que se notabilizou nos anos 50 e 60, ainda nos anos 40 escreve os primeiros poemas e adere à causa anarquista. Diz o próprio:
"Penso que já tinha a anarquia dentro de mim aos 10 anos. O que é certo é que já estava predestinado para ela. A sua filosofia e o seu comportamento perante a vida convinham-me. Foi por isso que me juntei a eles. Ainda hoje procuro a companhia dos meus amigos anarquistas. Há uma coisa que me impressionou e me seduziu neles: o medo de se enganarem. Os anarquistas são os seres mais escrupulosos que conheço."
Em 1952 grava o primeiro álbum que ficou conhecido pelo nome da primeira canção, "La Mauvaise Réputation". Mais tarde um tema interpretado por outros cantores dos quais saliento Paco Ibáñez e Luís Cília.
Georges Brassens - La Mauvaise Réputation
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