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domingo, 7 de fevereiro de 2016

The Fugs - Nothing

Alguns temas da música underground dos anos 60

Nesta curta passagem pela música underground dos anos 60 acabamos como começámos com o agrupamento norte-americano The Fugs.
The Fugs, grupo underground por excelência, produziram de 1965 a 1969 (período de referência da música underground) os discos mais estranhos que nos foi dado ouvir.

Quanto aos espectáculos, esses eram manifestações marcadamente políticas tendo Tuli Kupferberg dito:
"... o nosso intento é conseguir que uma grande parte dos espectadores indecisos se ponha do nosso lado. Isto acontece todas as noites. No início do show há muita insegurança e nervosismo. Alguns espectadores abandonam a sala e outros olham nervosamente a reacção dos vizinhos. Mas como há sempre alguns que se divertem e aplaudem, também outros reagem do mesmo modo, primeiro timidamente, depois com maior entusiasmo. Assim começam a entender o espectáculo e a aplaudi-lo por sua conta. Desta forma se desenvolve uma espécie de processo educativo." conforme "O Mundo da Música Pop".

Lendo-se de seguida:
"O espectáculo dos Fugs é eminentemente político. Resulta evidente na sua crítica social quando na canção «nothing» contrapõem ao ídolo da produtividade norte-americana a negação total do «nothing»."



Voltamos ao primeiro álbum dos The Fugs onde é patente a música anti-estabelishment então praticada. Musicalmente rude, áspero (no melhor estilo garage) é brutalmente espontâneo e  transborda energia por todas as espiras.
The Fugs e a "negação total", eis "Nothing".



The Fugs - Nothing

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

The Fugs - Kill for Peace

Alguns temas da música underground dos anos 60

Do movimento Underground da segunda metade doa anos 60 já aqui fizemos algumas referências. Dada a sua importância nos vários domínios culturais e sociais a ele voltamos.
Se é verdade que a designação Underground não passou (e agora muito mais) de um engodo comercial de forma a levar os mais incautos a adquirir muitas vezes gato por lebre, não é menos verdade que sob o ponto de vista musical esta designação teve particular significado no período de 1965-1969 onde o movimento Underground foi uma realidade.
Recorrendo-nos do livro "O Mundo da Música Pop":
"Na música. o underground manifesta-se como uma fórmula de experiência e política, socialmente consciente. A música de um conjunto como The Fugs escandaliza qualquer burguês. As experiências de The Mothers of Invention já não podem ser consumidas através do tradicional «easy listenning»."

Revisitemos The Fugs e a sua música.
Recordemos, The Fugs formados, em 1963, em Nova-Iorque pelos poetas Ed Sanders e Tuli Kupferberg são talvez o grupo mais próximo da pureza do significado original do Underground. Juntamente com Ken Weaver constituíram o núcleo central dos The Fugs de 1963 a 1969.

"Os três companheiros trabalharam no início como letristas, sem terem muito a ideia do que era a música. Mas em 1965 tiveram a «vivência de conversão». Passaram a ouvir os Beatles e Bob Dylan e descobriram deste modo, uma possibilidade de transmitir as suas ideias nas suas canções beat."



Em 1966 editam o segundo álbum "The Fugs",  mais tarde "The Fugs Second Album", e
é a este LP que vamos buscar o tema de hoje "Kill for Peace". Era a contestação da guerra do Vietname, "...a matança em prol da paz: Kill for peace.".



The Fugs - Kill for Peace

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

The Fugs - Ah, Sunflower, Weary of Time


As transformações políticas e sociais ocorridas nos Estados Unidos no período de 1960 a 1967 foram tão profundas que provocaram alterações significativas em boa parte da música popular de então. Crise económica, luta pelos direitos cívicos, desemprego crescente da população negra, nascimento do movimento estudantil e a luta contra o racismo, novos movimentos literários como a Beat Generation (que já vinha dos anos 50) de Allen Ginsberg, Jack Kerouac, Lawrence Ferlinghetti, contestatários da American Way of Live, divulgação e consumo de drogas, como o LSD, com o professor Timothy Leary e o escritor Aldous Huxley à cabeça, criaram as condições necessárias ao aparecimento de relevantes movimentos culturais anti-sistema.
O movimento Underground (...qualquer produção que não circulasse pelas vias normais de comercialização, situada à margem da cultura oficial do sistema e vivendo de recursos próprios em POPMUSIC-ROCK), primeiro ligado a revistas e ao cinema independente, depois à música, conheceu rápida expansão até ser absorvido pelo sistema passando a designação Underground a ser um referencial e motivo de incremento de vendas.

The Fugs foram um grupo musical formados em meados de 1963 pelos poetas Ed Sanders e Tuli Kupferberg (1923-2010). Formados na Greenwich Village de Nova Iorque são apontados como o primeiro grupo Rock da cena Underground.


~

"Adeptos do LSD (muitas vezes drogados em palco) e não-violentos, produziam canções e música que, pelo recurso à provocação, tinham para eles o significado duma forma de comprometimento e de combate contra o mundo do dólar." em "POPMUSIC-ROCK".

Do álbum "The Fugs First Album", inicialmente chamado "The Village Fugs Sing Ballads of Contemporary Protest, Point of Views, and General Dissatisfaction", de 1965, segue a canção "Ah, Sunflower, Weary of Time" com poema de William Blake, pintor e poeta inglês (1757-1827).



The Fugs - Ah, Sunflower, Weary of Time