mundo da canção nº 8 de Julho de 1970
Não só de êxitos circunstanciais se fazia a revista "mundo da canção". A par da divulgação de sucessos do momento, alguns de qualidade duvidosa, muitos textos, entrevistas e letras de canções de qualidade inegável, algumas das quais relativamente pouco ouvidas por cá, tinham espaço nas páginas da revista que me acompanhou durante muitos anos, tendo os primeiros números me encontrado no despertar para a música popular que então se fazia. O primeiro nº da revista saiu em Dezembro de 1969 tinha eu 13 anos.
Neste nº, que estou agora a recordar, o 8º de Julho de 1970, trazia a letra de uma canção de um músico que cedo aprendi a apreciar, John Mayall.
Multi-instrumentista (harmónica, guitarra, órgão) e uma voz anasalada muito peculiar, John Mayall era desde o meio da década de 60 a expressão maior do Blues branco vindo de Inglaterra. Em 1970 era claramente reconhecido como um dos grandes intérpretes de Blues, hoje com 85 anos é uma verdadeira lenda viva referenciado e venerado pelos amantes do género.
Volto pois a "Room to Move", nunca é demais recordá-la, aqui na versão ao vivo no álbum "The Turning Point".
John Mayall - Room to Move
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
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sexta-feira, 17 de maio de 2019
quinta-feira, 24 de maio de 2018
John Mayall - Room to Move
A Flauta no Rock
Já vimos que apesar da forte presença da flauta em alguns dos mais importantes grupos de Rock Progressivo, ela não foi exclusiva deste género. Já a ouvimos com Donovan e The Beatles, continuo hoje com John Mayall um músico centrado no Blues-Rock, actualmente ainda em actividade, com mais de 60 anos de carreira.
Figura central do chamado British Blues que se desenvolveu na década de 60 teve nos seus Bluesbreakers a expressão maior daquele género. Por lá passaram músicos de renome como Eric Clapton, Peter Green e John McVie, para citar somente alguns dos mais conhecidos.
Em 1969 os Bluesbreakers terminaram e John Mayall mudou de rumo. Procurou um som menos pesado e menos eléctrico prescindindo mesmo da bateria. Com uma nova formação acabada de se reunir parte para os Estados Unidos e actua a 12 de Julho no famoso Fillmore East.
Deste concerto é editado ainda naquele ano o duplo LP o apropriadamente chamado "The Turning Point" e é dele que vai sair a recordação de hoje.
"They’re sensational! The new Mayall ‘blues without bashing’ band have suddenly developed into the most original, refreshing and exciting group in Britain, nay the world. Minus a drummer and minus the usual battery of amplifiers, the band, as a result of John’s inspirational change of formula, are creating some of the most subtle and rewarding music I have had the pleasure of hearing in many moons.
...
John is playing harmonicas and electric guitar plugged into his PA system, having dropped organ, piano. Multi-instrumentalist and looner-extraordinary Johnny Almond is on flute, tenor and alto.", das notas originais constantes na capa, segundo crítica do jornal "Melody Maker" de 21 de Junho de 1969, ou seja anterior ao concerto que deu origem ao álbum.
Deste excelente álbum, diria à época em contra-ciclo, acústico e ausência de bateria, aquele tema que me recordava melhor era o agora clássico "Room to Move" onde se ouve a flauta tocada por Johnny Almond.
John Mayall - Room to Move
Já vimos que apesar da forte presença da flauta em alguns dos mais importantes grupos de Rock Progressivo, ela não foi exclusiva deste género. Já a ouvimos com Donovan e The Beatles, continuo hoje com John Mayall um músico centrado no Blues-Rock, actualmente ainda em actividade, com mais de 60 anos de carreira.
Figura central do chamado British Blues que se desenvolveu na década de 60 teve nos seus Bluesbreakers a expressão maior daquele género. Por lá passaram músicos de renome como Eric Clapton, Peter Green e John McVie, para citar somente alguns dos mais conhecidos.
Em 1969 os Bluesbreakers terminaram e John Mayall mudou de rumo. Procurou um som menos pesado e menos eléctrico prescindindo mesmo da bateria. Com uma nova formação acabada de se reunir parte para os Estados Unidos e actua a 12 de Julho no famoso Fillmore East.
Deste concerto é editado ainda naquele ano o duplo LP o apropriadamente chamado "The Turning Point" e é dele que vai sair a recordação de hoje.
| Edição em vinil de 2008 pela Vinyl Lovers, referência 990402 |
"They’re sensational! The new Mayall ‘blues without bashing’ band have suddenly developed into the most original, refreshing and exciting group in Britain, nay the world. Minus a drummer and minus the usual battery of amplifiers, the band, as a result of John’s inspirational change of formula, are creating some of the most subtle and rewarding music I have had the pleasure of hearing in many moons.
...
John is playing harmonicas and electric guitar plugged into his PA system, having dropped organ, piano. Multi-instrumentalist and looner-extraordinary Johnny Almond is on flute, tenor and alto.", das notas originais constantes na capa, segundo crítica do jornal "Melody Maker" de 21 de Junho de 1969, ou seja anterior ao concerto que deu origem ao álbum.
Deste excelente álbum, diria à época em contra-ciclo, acústico e ausência de bateria, aquele tema que me recordava melhor era o agora clássico "Room to Move" onde se ouve a flauta tocada por Johnny Almond.
John Mayall - Room to Move
quarta-feira, 27 de abril de 2016
John Mayall & the Bluesbreakers - I Can't Quit You Baby
O British Blues
Lê-se em "O Mundo da Música Pop" que Bob Dawbarn, do jornal "Melody Maker", começou , a 5 de Outubro de 1968, a série de artigos "The British Blues style" da seguinte maneira:
"Duas de cada cinco cartas que a revista «Melody Maker» recebe referem-se a blues.
Centenas de cartas foram enviadas por ocasião da última Convenção de Blues celebrada em Londres, no decurso da qual foram discutidas e escutadas as mais diversas formas de blues.
Inclusivamente, foi fundada uma «Federação Nacional de Blues».
A popularidade de John Mayall, Peter Green, Fleetwood Mac e de outros músicos e conjuntos, converteu-se num mito.
O nosso último pop-poll, Eric Clapton, foi eleito o melhor músico do Mundo."
Tudo nomes importantes que ficaram ligados ao British Blues da década de 60 e aos quais voltamos sempre com o maior prazer.
Mais um Regresso ao Passado dedicado a John Mayall. John Mayall, actualmente com 82 anos, é um dos expoentes maiores do British Blues desde os inícios da década de 60. Desde 1963 que John Mayall e os seus Bluesbreakers constituem uma referência do melhor Blues-Rock que então se praticava. John Mayall & the Bluesbreakes, com várias interrupções, por vezes somente John Mayall, e múltiplas formações, por lá passaram, para citar somente os mais conhecidos, Eric Clapton, Peter Green e Mick Taylor.
"Crusade", de 1967, era o 4º álbum, Eric Clapton e Peter Green já tinham partido. Conjuntamente com John Mayall, na voz, órgão, piano, harmonica e guitarra, estavam Chris Mercer e Rip Kant nos saxofones, Keef Hartley na bateria, Mick Taylor (então com 18 anos) na guitarra e e John McVie no baixo.
"Crusade" resistiu ao passar dos tempos e hoje ainda se ouve com todo o agrado, o melhor Blues praticado por músicos brancos encontrava-se nos Bluesbreakers e "Crusade" é disso um bom exemplo.
"I Can't Quit You Baby" é um standard do Blues escrito por Willie Dixon, em 1956, e que os Led Zeppelin também iriam recuperar no primeiro álbum em 1969. Agora é a vez de John Mayall & the Bluesbreakers, estávamos no ano de 1967.
John Mayall & the Bluesbreakers - I Can't Quit You Baby
Lê-se em "O Mundo da Música Pop" que Bob Dawbarn, do jornal "Melody Maker", começou , a 5 de Outubro de 1968, a série de artigos "The British Blues style" da seguinte maneira:
"Duas de cada cinco cartas que a revista «Melody Maker» recebe referem-se a blues.
Centenas de cartas foram enviadas por ocasião da última Convenção de Blues celebrada em Londres, no decurso da qual foram discutidas e escutadas as mais diversas formas de blues.
Inclusivamente, foi fundada uma «Federação Nacional de Blues».
A popularidade de John Mayall, Peter Green, Fleetwood Mac e de outros músicos e conjuntos, converteu-se num mito.
O nosso último pop-poll, Eric Clapton, foi eleito o melhor músico do Mundo."
Tudo nomes importantes que ficaram ligados ao British Blues da década de 60 e aos quais voltamos sempre com o maior prazer.
Mais um Regresso ao Passado dedicado a John Mayall. John Mayall, actualmente com 82 anos, é um dos expoentes maiores do British Blues desde os inícios da década de 60. Desde 1963 que John Mayall e os seus Bluesbreakers constituem uma referência do melhor Blues-Rock que então se praticava. John Mayall & the Bluesbreakes, com várias interrupções, por vezes somente John Mayall, e múltiplas formações, por lá passaram, para citar somente os mais conhecidos, Eric Clapton, Peter Green e Mick Taylor.
"Crusade", de 1967, era o 4º álbum, Eric Clapton e Peter Green já tinham partido. Conjuntamente com John Mayall, na voz, órgão, piano, harmonica e guitarra, estavam Chris Mercer e Rip Kant nos saxofones, Keef Hartley na bateria, Mick Taylor (então com 18 anos) na guitarra e e John McVie no baixo.
"Crusade" resistiu ao passar dos tempos e hoje ainda se ouve com todo o agrado, o melhor Blues praticado por músicos brancos encontrava-se nos Bluesbreakers e "Crusade" é disso um bom exemplo.
"I Can't Quit You Baby" é um standard do Blues escrito por Willie Dixon, em 1956, e que os Led Zeppelin também iriam recuperar no primeiro álbum em 1969. Agora é a vez de John Mayall & the Bluesbreakers, estávamos no ano de 1967.
John Mayall & the Bluesbreakers - I Can't Quit You Baby
quinta-feira, 25 de junho de 2015
John Mayall & The Bluesbreakers - The Supernatural
"A Hard Road", "Crusade", The Blues Alone" foram os três álbuns gravados por John Mayall em 1967, os dois primeiros com a companhia dos Bluesbreakers.
Eric Clapton já tinha deixados os Bluesbreakers, outros músicos de excepção por lá passavam. Peter Green, John McVie, Mick Fleetwood (futuros Fleetwood Mac) e Aynsley Dunbar, também Paul Butterfield (mais tarde Paul Butterfield Blues Band) por lá passou.
Aos 81 anos podemos ver John Mayall a interpretar "A Hard Road" tema de abertura do álbum homónimo de 1967.
Na contra capa de "A Hard Road" pode-se ler as seguintes notas de John Mayall:
"The personal of the Bluesbreakers having changed since our last LP, this album serves as a proper introduction to two new members of the group... Peter Green on lead guitar and Aynsley Dunbar on Drums.
I think that most people will realize what a tough time lay ahead in the way of comparison and criticism for any guitarist in the country faced with replacing the acknowledged master of blues guitar, Eric Clapton, in my band. However Peter Green took over the job and managed to brave out the storm.
...
Speaking of the modern young blues guitarists that I've heard 'live' I would certainly cram Jimi Hendrix, Buddy Guy, Otis Rush, Eric Clapton and Peter Green on the some pedestral."
É de Peter Green a faixa escolhida, "The Supernatural" (a premonição de "Black Magic Woman"), do álbum "A Hard Road", a fazer jus às palavras de John Mayall.
John Mayall & The Bluesbreakers - The Supernatural
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
John Mayall - Nature’s Disappearing
Saído dos cânticos religiosos e das canções de trabalhos dos negros nos Estados Unidos, o Blues desenvolveu-se durante todo o século XX atingindo uma expressão maior na década de 60 com nomes tão marcantes como B. B. King ou Muddy Waters. Música essencialmente negra influenciou toda uma geração de músicos brancos que iriam incorporar essa sonoridade no ritmo mais acelerado do Rock’n’Roll; algumas bandas, sobejamente conhecidas, fizeram-no e muito bem, por exemplo The Rolling Stones, Fleetwood Mac ou os Led Zeppelin (fundamentalmente nas fases iniciais das respectivas carreiras).
A nível individual o destaque maior vai para John Mayall e os seus Bluesbreakers que esteve na origem do melhor “British Blues” de meados dos anos 60. Por lá sucederam Eric Clapton, Jack Bruce, Peter Green, Mick Taylor, Mick Fleetwood, John McVie, uma verdadeira escola de Blues.
Com uma prolífera discografia, hoje o destaque vai para o LP “USA Union” de 1970. Com a introdução “sui generis” do violino de Don Harris na então formação de John Mayall estamos na presença de um esplêndido álbum onde tudo está bem, a voz nasalada de Mayall e a respectiva harmónica, o já referido (espantoso) violino e ainda a guitarra de Harvey Mandel e o baixo de Larry Taylor. Perfeito
Ficamos pois com mais este apontamento do ano de 1970, eliminem qualquer ruído à vossa volta e ouçam este maravilhoso “Nature’s Disappearing”.
John Mayall - Nature’s Disappearing
A nível individual o destaque maior vai para John Mayall e os seus Bluesbreakers que esteve na origem do melhor “British Blues” de meados dos anos 60. Por lá sucederam Eric Clapton, Jack Bruce, Peter Green, Mick Taylor, Mick Fleetwood, John McVie, uma verdadeira escola de Blues.
Com uma prolífera discografia, hoje o destaque vai para o LP “USA Union” de 1970. Com a introdução “sui generis” do violino de Don Harris na então formação de John Mayall estamos na presença de um esplêndido álbum onde tudo está bem, a voz nasalada de Mayall e a respectiva harmónica, o já referido (espantoso) violino e ainda a guitarra de Harvey Mandel e o baixo de Larry Taylor. Perfeito
Ficamos pois com mais este apontamento do ano de 1970, eliminem qualquer ruído à vossa volta e ouçam este maravilhoso “Nature’s Disappearing”.
John Mayall - Nature’s Disappearing
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