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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Gilbert O'Sullivan - Why, Oh Why, Oh Why

 Canções que se ouviam no ano de 1973


1973 foi ainda um ano muito bom para Gilbert O'Sullivan, o irlandês que me tinha deliciado nos dois anos anteriores com canções como "Nothing Rhymed", "No Matter How I Try", "Alone Again (Naturally)" e "Clair".

1973 foi o ano do terceiro LP de Gilbert O'Sullivan, "I'm a Writer, Not a Fighter", e marca o declínio do cantor em termos de vendas, mesmo assim saíram dele canções como "Get Down" (mais ritmada que as canções anteriores), "Ooh Baby" (incorporando influências Funk) que andaram pelos Top das tabelas de vendas.


https://www.discogs.com/ - edição portuguesa

Na verdade, relativamente a 1973, a minha memória não me remetia para nenhuma canção deste álbum mas sim para "Why, Oh Why, Oh Why". O ano não terminaria sem antes ser publicado um novo Single precisamente com esta última canção e que se aproximava mais das melodias das canções iniciais.

E é com esta "Why, Oh Why, Oh Why" que termino a passagem por "Canções que se ouviam no ano de 1973". Espero que tenham gostado desta memórias de um ano já longínquo, pouco inovador que viveu sobretudo da inércia de sons que já vinham dos anos anteriores.



Gilbert O'Sullivan  - Why, Oh Why, Oh Why

domingo, 18 de outubro de 2020

Suzi Quatro - Can the Can

         Canções que se ouviam no ano de 1973


Ocorreu-me que o "Rock no feminino" poderia ser um bom tema a explorar num futuro próximo, isto quando me lembrei de incluir hoje nas canções que se ouviam em 1973 a Suzi Quatro. De Janis Joplin a PJ Harvey muito haveria a salientar nestas últimas 7 décadas de Rock. A pensar.

Neste contexto de canções que se ouviam no ano de 1973, uma houve que andou pelos Top e que muito se ouviu era "Can the Can" de uma então ilustre desconhecida de nome Suzi Quatro.


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Suzi Quatro é uma música norte-americana, actualmente com 70 anos, ainda no activo, que teve o seu sucesso na década de 70, inseriu-se no movimento do Glam-Rock oriundo do Reino Unido e que  nos Estados Unidos não teve igual popularidade. Mesmo assim alguns nomes sonantes podem ser associados aos poucos anos que este estilo musical teve, como Alice Cooper, Lou Reed, New York Dolls ou ainda os Sparks.

Um Rock simples, diria fácil, tipo usar e deitar fora, mas muito energético, assim se fizeram os principais êxitos de Suzy Quatro, os quais se prolongaram até ao final da década com "If You Can't Give Me Love". 





Suzi Quatro - Can the Can

sábado, 17 de outubro de 2020

Faces - Cindy Incidentally

        Canções que se ouviam no ano de 1973


De alguma forma já disponibilizei alguma informação e alguns temas dos primeiros anos de Rod Stewart, primeiro a pretexto de Jeff Beck Group onde foi vocalista nos anos 1967 a 1969, depois com a constituição dos Faces (a partir dos Small Faces) em 1969 onde esteve até 1975. Entretanto começou uma bem conseguida carreira a solo donde destaco deste período o grande disco que foi "Every Picture Tells a Story" (1971).

Em 1973 Rod Stewart era já um cantor com créditos firmados com algumas canções já bem conhecidas como "Reason to Believe", "Maggie May" ou "You Wear It Well", esta do álbum a solo então mais recente "Never a Dull Moment" (1972), mas é um álbum dos Faces que vai dar continuidade à obra de Rod Stewart.


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"Ooh La La" seria a última publicação de estúdio dos Faces e a bem conseguida "Cindy Incidentally" a canção publicada em Single e consequentemente mais ouvida. Depois seria o fim com relevo, até aos dias de hoje, para o sucesso individual de Rod Stewart e a de Ronnie Wood que ingressaria nos Rolling Stones em substituição de Mick Taylor. Resta ouvir "Cindy Incidentally" uma bonita canção que o ano de 1973 nos deixou.



Faces - Cindy Incidentally

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Strawbs - Part Of The Union

       Canções que se ouviam no ano de 1973


The Strawbs ou simplesmente Strawbs é um grupo inglês de Folk-Rock formado em 1964 ainda existente e que tem em Dave Cousins a figura central da sua música. É mesmo o único que se mantém da formação inicial, por onde passaram diversos músicos que contribuíram para a diversificação que se estendeu até ao Rock Progressivo.

O propósito de hoje, a canção "Part Of The Union", é praticamente a excepção de popularidade e sucesso da música dos Strawbs, convêm pois enquadrar melhor este grupo no que diz respeito às minhas memórias.

O meu primeiro contacto com a música deste grupo foi com o álbum "From the Witchwood" (1971 - 4º LP) que então adquiri e do qual gostava em particular na habilidade que mostrava de misturar o Folk com sonoridades mais progressivas. Na formação que gravou este LP constava nos teclados Rick Wakeman que de seguia ingressou nos Yes sem dúvida mais adequados ao seu vanguardismo. Seguiu-se, no mesmo registo, o ainda melhor "Grave New World" (1972), até que chegamos a "Bursting at the Seams" do ano em apreço.


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"Bursting at the Seams" parece-me ser um disco menos progressivo que os anteriores, mais acessível e aquele que levou os Strawbs a uma maior audiência. Dele lembrava-me bem de canções como "Part Of The Union", "Lay Down" e "Flying".

O maior sucesso dos Strawbs acabaria por ser uma canção Pop comercial e que pouco tinha a ver com a sonoridade característica do grupo. Trata-se de "Part Of The Union" canção que seria rapidamente apropriada pelos sindicatos britânicos, ora ouçam.



Strawbs - Part Of The Union

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

The Doobie Brothers - Long Train Running

      Canções que se ouviam no ano de 1973


Penso que depois dos Eagles fica bem ouvir The Doobie Brothers. Vendo bem penso que têm muito em comum, os dois grupos nasceram na Califórnia, formaram-se no início dos anos 70, tiveram nesta década o seu período mais criativo e produtivo e mesmo em termos de sonoridades há algumas semelhanças quando se aproximam de um Soft-Rock imaginativo, bem trabalhado, bem produzido, por vezes próximos de um som, diria, comum, quase comercial mas muito agradável e relaxante de se ouvir. Os primeiros mais próximos do Country e do Folk, os segundos mais próximos do Pop e dos Blues. Os primeiros também com mais êxito internacional.

The Doobie Brothers deram-se a conhecer em disco em 1971 com o homónimo primeiro LP, mas provavelmente só deles tomei conhecimento no ano seguinte com "Listen To The Music" do segundo álbum "Toulouse Street" que entretanto já disponibilizei.


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Hoje avanço para o terceiro trabalho, "The Captain and Me", publicado em 1973, ainda sem aquele que seria o futuro e característico vocalista Michael McDonald. Um álbum muito aprazível e descontraído onde se evidenciavam faixas como "Long Train Running", "China Grove" e "Without You".

"Long Train Running" num estilo que os aproximava mais dos Eagles referidos inicialmente, é a proposta que segue para nosso consolo.



The Doobie Brothers - Long Train Running

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Eagles - Tequila Sunrise

     Canções que se ouviam no ano de 1973


A década de 70 é a década dos Eagles. É nos anos 70 que se centra o sucesso que esta banda californiana teve. Os Eagles foram, sem dúvida, uma das mais bem sucedidas bandas de Rock da minha juventude. O apogeu ocorreu em 1976 com o super êxito que foi o álbum "Hotel California", mas já antes tinham revelado quatro LP bem promissores. Possuíam influências que remontavam aos Byrds e Buffalo Springfield e era o segundo registo publicado em 1973, "Desperado", aquele que  pessoalmente mais admirava.

Tinham, portanto, um toque Folk e Country bem notório em "Desperado" sendo as faixas que ficaram mais conhecidas respectivamente "Desperado" e "Tequila Sunrise".


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Depois de "Take It Easy", que sobressaía no primeiro LP, e que também se encontra neste blogue, segue "Tequila Sunrise", menos de três minutos, simples e irresistível, é só imaginar o cenário adequado. "Tequila Sunrise" uma boa marca do que se ouvia no ano de 1973.



Eagles - Tequila Sunrise

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Steve Miller Band - The Joker

    Canções que se ouviam no ano de 1973


Steve Miller Band é uma banda da Costa Oeste dos Estados Unidos com início nos anos 60 do século passado tendo como líder, como o nome indica, o guitarrista Steve Miller, também cantor e compositor.

Com influências dos Blues ficou ligado ao chamado "Som de S. Francisco" que marcou o início da sua carreira. Início de que já dei conta recordando a sua passagem pelo Festival de Monterey de 1967 e o seu primeiro LP "Children Of The Future" do ano seguinte.

Foi demorada a sua consagração a públicos mais vastos, tal só viria a acontecer em meados dos anos 70, 7 anos após a formação e a publicação de 7 álbuns  relativamente bem recebidos pela crítica especializada. Chegados a 1973, novo álbum, "The Joker", e nele vinha o primeiro sucesso comercial, tratava-se da canção que dava o título ao LP.


https://en.wikipedia.org/


"The Joker" correspondia a uma mudança de sonoridade, onde o Blues perdia terreno ganhava o Pop, onde o improviso e a meditação partiam chegava a leveza e a diversão. Bem vindos a "The Joker", a canção.



Steve Miller Band - The Joker

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

John Lennon - Mind Games

   Canções que se ouviam no ano de 1973


Para hoje John Lennon no ano de 1973. Era o Beatle que faltava recordar neste ano. Paul McCartney com "My Love", George Harrison com "Give me Love", Ringo Starr com "Photograph" e John Lennon com "Mind Games", qual deles esteve melhor neste ano?

Em abono da verdade, pelo menos para meu gosto, à medida que a década de 70 avançou diminuiu a qualidade dos quatro ex-Beatles, numa prova que, neste caso, a soma das partes era bem superior às partes em separado. A inércia inicial ia diminuindo e as desilusões sucedendo-se, de Ringo Starr não se podia esperar mais do que já tinha mostrado, George Harrison tinha-se esgotado em "All Things Must Pass", Paul McCartney parecia perdido e não conseguia mostrar que era o melhor dos quatro, John Lennon tinha dado tudo com "Imagine" e não mais se igualou até à sua morte em 1980.


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"Mind Games" começava com o tema título e era o melhor que o disco tinha para dar, a recordar ainda os bons anos 60, mas não consegue nas restantes canções manter a chama inicial. Nada de imprescindível, portanto.



John Lennon - Mind Games

domingo, 11 de outubro de 2020

Ringo Starr - Photograph

  Canções que se ouviam no ano de 1973


Nas "Canções que se ouviam no ano de 1973" já lembrei duas canções dos ex-Beatles Paul McCartney e George Harrison e os outros dois, Ringo Starr e John Lennon? Sim, também eles se ouviam naquele ano.

John Lennon recordo amanhã, para hoje fica Ringo Starr.

Ringo Starr era o menos dotado dos 4 Beatles, quer a nível de composição quer em termos vocais, cumpria o seu papel a tocar a bateria. No entanto, também ele após o fim do grupo em 1970 se abalançou em carreira solo, da qual já recordei "Beaucoups of Blues" logo de 1970. Também "It Don't Come Easy" e "Back Off Boogaloo" tiveram o seu sucesso nos anos seguintes.

Em 1973, publica "Ringo", era já o seu terceiro álbum a solo e as críticas foram mais favoráveis que os seus antecessores, talvez a presença dos ex-companheiros, em faixas distintas, tenha ajudado.


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John Lennon compôs "I'm the Greatest", Paul McCartney com Linda "Six O'Clock", George Harrison com a colaboração do roadie Mal Evans "You and Me (Babe)"  e novamente George Harrison agora com o próprio Ringo Starr escreveram "Photograph".

"Photograph", uma canção muito simples de um amor perdido, entre o melhor que Ringo Starr gravou. 




Ringo Starr - Photograph

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

The Rolling Stones - Angie

 Canções que se ouviam no ano de 1973

Se é verdade que The Rolling Stones resistiram melhor ao fim dos anos 60 que The Beatles, a prova está que incrivelmente ainda perduram nos dias de hoje!, também é verdade que com a avassaladora oferta de boa música que os primeiros anos da década de 70 nos prendou, The Rolling Stones soavam, para mim, já nestes anos, como um grupo ultrapassado e que os seus melhores dias já tinham acabado. Em parte era verdade!

Pode ser polémico mas confesso "Goats Head Soup" (1973), o sucessor de "Exile on Main St." do ano anterior, não me entusiasmou nada, muito menos agora, excepção feita para "Angie" que hoje recordo.


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Lembrei-me e fui consultar o livro "The Rolling Stones" de Philippe Bas - Rabérin que afirma: "... «Goats heat soup» é, no seu conjunto, um álbum decepcionante. A música popular jamaicana, o reggae, notável sobretudo pelo papel nela desempenhado pelas secções rítmicas, não deixa qualquer marca; e os temas de Jagger-Richard raramente passam de uma combinação de harmonias e sonoridades anteriormente melhor trabalhadas."

Fico mais descansado, vozes mais avalisadas que eu manifestam-se no mesmo sentido.

Um tanto melosa, mas mesmo assim o melhor que se conseguia encontrar num disco menor dos The Rolling Stones, "Angie".



The Rolling Stones - Angie

Pink Floyd - Money

   Canções que se ouviam no ano de 1973


A grande viragem!

Em 1973 os Pink Floyd tinham já publicados 7 álbuns mas, na realidade, não eram ainda conhecidos do grande público. Nem, a generalidade, da música que produziam o permitiria. Tratava-se de uma música vanguardista, difícil de entender, de reproduzir por outros, muito menos de cantarolar por qualquer um. Ainda hoje, atrevo-me a dizer, dos muitos fãs que a banda deixou quem é que conhece bem a discografia anterior a 1973? Quem ouviu discos como "Atom Heart Mother", "More" ou "Ummagumma"?

1973 veio alterar radicalmente esta situação, "Dark Side Of The Moon" foi um êxito estrondoso e um marco decisivo na carreira do grupo. "Este disco, acolhido por todo o lado com um entusiasmo unânime, foi sobretudo ocasião para o grupo se impor definitivamente nos Estados Unidos.", lê-se no livro "Pink Floyd" de Jean-Marie Leduc.

E ainda: "Podemos afirmar que Dark Side of the Moon é uma das duas obras essenciais dos Pink Floyd. Depois de anos a hesitar e a marcar passo, o conjunto consegue inovar e reencontrar as suas qualidades criadoras." E mais à frente considerava a música deste álbum "... mais condensada, mais imediata, mais próxima do espírito e da forma Rock."

"O exemplo mais flagrante deste novo passo é incontestavelmente, «Money»..." tratando-se de um "... rock sólido, reforçado por uma secção rítmica bem em evidência e entrecortado por dois nervosos solos de saxofone e guitarra."


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"Money" era a faixa mais divulgada deste, então, controverso álbum que era possível ouvir na íntegra na nossa rádio. É a segunda passagem que por ele faço, outros motivos com certeza irão levar a novas passagens. 





Pink Floyd - Money

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Seals & Crofts - Diamond Girl

  Canções que se ouviam no ano de 1973


Ainda os sons de "Summer Breeze" (1972) andavam no ar e os Seals and Crofts avançavam com novo disco, LP e Single, com mais um sucesso de rádio, "Diamond Girl".

Seals and Crofts foram um duo norte-americano que existiu nos anos 70 do século passado (há quanto tempo não surge um duo na cena musical internacional? Parece que a época dos duos acabou!). Centrados numa música calma de fácil digestão percorreram as tabelas de Top naquela década em particular nos anos de 1972 e 1973 com os 2 LP de maior sucesso "Summer Breeze" e "Diamond Girl" donde saíram as respectivas canções título.


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Estamos pois em 1973 e as memórias vão para "Diamond Girl" que com as suas belas harmonias prolongava o bem estar que "Summer Breeze" anteriormente proporcionara. Infelizmente um projecto que se esgotou em poucos anos.



Seals & Crofts - Diamond Girl

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Paul Simon - Kodachrome

 Canções que se ouviam no ano de 1973


Como muito facilmente se pode constatar muitos dos nome que nos encantaram na segunda metade dos anos 60 continuaram, e alguns bem, a dar-nos motivos de satisfação na década seguinte em particular na sua primeira metade. Um deles, sem margem para dúvidas, foi Paul Simon.

Terminada a inesquecível parceria com Art Garfunkel era legítimo pensar e ter dúvidas sobre o que viria a seguir, conseguiriam em separado igualar em beleza e emoção o que tinham juntos realizado?

A simbiose era perfeita e difícil de superar em particular nas harmonias que em duo, com a voz ternurenta de Art Garfunkel, emprestavam às composições de Paul Simon.

Art Garfunkel teve uma produção discográfica apagada e não teve o impacto de Paul Simon.

Paul Simon continuou a mostrar as suas capacidades de compositor, notando-se aqui e acolá a falta da voz de Art Garfunkel. De qualquer modo três álbuns dignos de nota: "Paul Simon" (1972), "There Goes Rhymin' Simon" (1973) e "Still Crazy After All These Years" (1975)


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Em 1973 do álbum "There Goes Rhymin' Simon" saíram várias canções que passavam na nossa rádio e que naturalmente foram publicadas em Single como "Kodachrome" e "Loves Me Like a Rock". A minha preferência ia para uma outra "American Tune", só lhe faltava Art Garfunkel, numa toada mais Folk do que as anteriormente referidas nitidamente mais Pop-Rock.

"Kodachrome" foi a que mais se ouviu, aqui está.





Paul Simon - Kodachrome

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Marvin Gaye - Let's Get It On

Canções que se ouviam no ano de 1973


Segundo o livro "Os Grandes Criadores de Jazz" no capítulo dedicado ao Jazz vocal e em particular à Soul Music considera que esta forma musical "...conquistou nos anos 60 uma universalidade comparável à do jazz instrumental" destacando Ray Charles, Aretha Franklin e James Brown que terá levado "...esta arte vocal... ao seu mais alto nível...". E destaca na Soul Music duas escolas, a do Sul, "... berço do blues e do jazz." referindo-se a Percy Sledge, Wilson Pickett, Otis Redding, Isaac Hayes e Nina Simone entre outros, e a escola dos Grandes Lagos (Chicago, Cleveland, Detroit) onde menciona nomes como Smokey Robinson, Sam Cook, Stevie Wonder, Diana Ross, Al Green e Marvin Gaye. Escola esta "... que privilegia a ternura, a elegância, o registo agudo e uma certa sofisticação...".

"Marvin Gaye (1938-1984), cujo carisma e sensualidade culminante em What's Going On (1970) e Let's Get It On levarão o seu pai, pastor reaccionário, ao filicídio", lê-se no mesmo livro.


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Já apresentei Marvin Gaye com a canção "I Heart It Through the Grapevine" de 1968 e a importância que ele teve no chamado som "Motown" a ele volto hoje com a canção "Let's Get It On" decorria o ano de 1973.

Deixemo-nos envolver por este "Let's Get It On", mais uma grande canção que a Soul Music nos deixou e que dificilmente se faria nos dias actuais.



Marvin Gaye - Let's Get It On

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Jim Croce - I Got A Name

 Canções que se ouviam no ano de 1973


1973 foi o ano da morte de Jim Croce.

Jim Croce foi um músico de Folk-Rock norte-americano que faleceu com apenas 30 anos de acidente de avião. Deixou-nos 5 álbuns de estúdio, 2 dos quais em 1973, um anterior à sua morte, "Life and Times", e outro posterior, "I Got A Name".

O primeiro continha o sucesso "Bad, Bad Leroy Brown" que já recordei, o segundo a canção título, talvez a sua canção mais conhecida, pelo menos era a que eu me lembrava melhor e a que me vinha à memória por qualquer razão a propósito do seu autor.


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"I Got A Name" é uma belíssima canção que deu nome ao álbum e que foi publicada em Single no dia a seguir ao trágico acidente que resultaria na morte de Jim Croce.

"Like the pine trees linin' the windin' road
I've got a name, I've got a name
Like the singin' bird and the croakin' toad
I've got a name, I've got a name
And I carry it with me like my daddy did
But I'm living the dream that he kept hid..."




Jim Croce - I Got A Name

domingo, 4 de outubro de 2020

George Harrison - Give Me Love

Canções que se ouviam no ano de 1973


Depois do muito aclamado triplo álbum "All Things Must Pass" (1970), o primeiro trabalho de George Harrison pós-The Beatles, este organizou o Concerto para o Bangladesh realizado em Agosto de 1971 que teve a colaboração entre outros de Ravi Shankar, Ringo Starr, Eric Clapton e Bob Dylan, dele resultou a edição de mais um triplo disco  onde constava o inédito "Bangla Desh", disponível neste blogue, que deu o mote ao concerto, disco e filme: o apoio à independência do Bangladesh declarada em 1971.

1973 é o ano de novo álbum, "Living In The Material World", dando seguimento às suas preocupações espirituais que já vinham dos anos 60 e do retiro espiritual que The Beatles tinham feito na Índia. Palavras de George Harrison ainda nos anos 60: "...But if you get a car and a telly and a house ...and even a lot of money ...your life's still empty because it's still on the gross level. What we need isn't material, it´s spiritual. We need some other form of peace and happiness."

E aí está, em 1973 funda The Material World Charitable Foundation  de forma a apoiar a diversidade de expressão artística e novas formas de vida alternativa. "Living In The Material World " revela essas preocupações mas no entanto não alcança o sucesso dos discos anteriores.


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A canção que mais se ouvia era "Give Me Love (Give Me Peace On Earth)", mas o melhor encontrava-se em "Try Some, Buy Some" a minha preferida.



George Harrison - Give Me Love

sábado, 3 de outubro de 2020

Chicago - Just You 'N' Me

   Canções que se ouviam no ano de 1973


Era difícil que a qualidade, demonstrada em disco, conseguisse perdurar no tempo ao ritmo a que os Chicago estavam a publicar os seus trabalhos, recorde-se 4 duplos e 1 quadruplo LP de 1969 a 1971, em 1972 é publicado "Chicago V" e em 1973 "Chicago VII", estes em formato simples. E estes 2 últimos davam já sinais, para mim, evidentes de algum esgotamento e de uma estandardização do seu Jazz-Rock.

Uma fórmula bem conseguida nos primeiros trabalhos que manteve a sua inércia de vendas nos Estados Unidos mas lograda na Europa, em particular no Reino Unido, com "Chicago V" e "Chicago VII" a terem uma modesta prestação.

Deixámos de ter composições poderosas com "24 or 6 to 4" ou "Make Smile" (ambas de 1970) para temas mais delicodoces e de agrado fácil como "Saturday In The Park" (1972) e "Just You 'N' Me" (1973).


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Esta última foi precisamente a que ficou mais conhecida do álbum "Chicago VII", numa altura em que o meu interesse pelos Chicago já tinha desaparecido. "Just You 'N' Me" mais uma canção que fez o ano de 1973.



Chicago - Just You 'N' Me

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

The Carpenters - Sing

   Canções que se ouviam no ano de 1973


Numa década plena de êxitos é natural que em 1973 The Carpenters também estivessem entre aqueles que naquele ano se fizeram ouvir com as suas canções. A música suave deste duo contrastava com as propostas mais ritmadas que a música popular então produzia, mas nem por isso, ou talvez por isso, a par da imagem polida que cultivaram tivesse a preferência que tinham em muitos sectores do população talvez mais conservadora. Na realidade a melodiosa voz, num registo muito "Easy Listening", de Karen Carpenter era bastante atractiva e agradável de se ouvir.

Quem não os conhecer descubra os Singles, alguns como "Rainy Days and Mondays" e "We've Only Just Begun" já aqui os recordei, dos primeiros anos da década de 70 e, se gostar do género, não ficará arrependido.

Para os menos novos com certeza será com alguma nostalgia e poderá ficar a pensar que já não se fazem músicas como estas, que vivemos num mundo caótico, e agora pandémico, onde as músicas perderam melodia e inteligibilidade.


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Em 1973, The Carpenters publicam o álbum "Now & Then" que infelizmente, no lado B, se perde num medley que poderia ser muito mais bem conseguido se eliminassem a voz irritante do apresentador, mas tinha "Sing" que muito se ouviu. Ora "la-la-la-la...Just sing, sing a song".



The Carpenters - Sing

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Deep Purple - Smoke On The Water (ao vivo)

  Canções que se ouviam no ano de 1973


Deep Purple, nunca estiveram no topo das minhas preferências mas que tiveram algumas composições irresistíveis lá isso é verdade.

Deep Purple foi um grupo pioneiro no Hard-Rock a par dos Led Zeppelin, estes a nutrirem a minha preferência, e Black Sabbath. Rapidamente evoluíram para sonoridades mais pesadas que nunca me cativaram, excepção feita ao polémico e discutível "Concerto for Group and Orchestra" de 1969. De qualquer modo a popularidade do grupo foi aumentando nos primeiros anos da década de 70 e com "Machine Head" (1972) obtinham o maior sucesso de sempre. "Smoke On The Water", editado em Single em 1973, ajudou a esse sucesso, era uma canção com um riff poderosíssimo e que empolgou a juventude do meu tempo.


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Mas, não bastasse, em finais de 1972 é editado o histórico duplo álbum aos vivo "Made In Japan" e lá constava também "Smoke On The Water" numa versão de mais de 7 minutos. Eram portanto as duas, a original e ao vivo, que no ano 1973 era possível ouvir ou na rádio ou num gira-discos de algum amigo (em minha casa havia um bom gira-discos, mas não os discos aqui em causa).

Para os apreciadores do género, ou para aqueles, como eu, cujas memórias não passam ao lado desta canção proponho a audição de "Smoke On The Water", hoje, na versão ao vivo.



Deep Purple - Smoke On The Water (ao vivo)

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

The Moody Blues - I'm Just A Singer (In a Rock and Roll Band)

 Canções que se ouviam no ano de 1973


Em 1973 The Moody Blues aproximavam-se do fim ou melhor da interrupção de actividade que se verificaria entre 1974 e 1977. Melhor seria que não tivessem regressado, ou pelo menos que tivessem ficado pelos concertos sem gravações, pois não mais igualaram o período de 1967 a 1972. O grupo evidenciava algum cansaço e a criatividade de composição já não era o mesmo, de qualquer modo os 7 álbuns gravados neste período são claramente recomendáveis, sendo o último "Seventh Sojourn" (1972) o menos interessante, não tinha a magia dos discos anteriores. Menos conceptual, mais conjunto de canções sem interligação, algumas menos inspiradas e os arranjos das canções mais convencionais do que aqueles a que nos tinham habituado, mesmo assim pontos altos para "New Horizons", "For My Lady" e "When You're a Free Man" esta última a despedida de Mike Pinder do grupo.


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Em 1973 é publicado o Single com "I'm Just A Singer (In a Rock and Roll Band)", a última canção do álbum e por sinal a que eu menos apreciava. Era a que mais se afastava do som clássico dos The Moody Blues e os aproximava de um qualquer grupo de Rock, talvez fosse essa a intenção..., infelizmente. Passou a ser uma canção frequentemente utilizada ao vivo e que animava facilmente o público.



The Moody Blues - I'm Just A Singer (In a Rock and Roll Band)