sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Neil Diamond - Song Sung Blue

Canções que se ouviam no ano de 1972

Outro artista que preenchia as ondas sonoras da nossa rádio nos primeiros anos da década de 70 era Neil Diamond. Há associações que faço vá lá saber-se porquê, mas, o mais provável é por, durante os mesmos anos, terem partilhado o espaço radiofónico dos programas que eu costumava ouvir. Assim quando recordo Neil Diamand, do outro lado do Atlântico, logo me vem à memória Gilbert O'Sullivan, do lado de cá, ainda ontem objecto do meu Regresso ao Passado.
Tinha alguma preferência por Gilbert O'Sullivan, menos conhecido talvez mais atraente, mas Neil Diamond apesar de me parecer mais comercial tinha uma voz inconfundível, mais poderosa a que não se ficava indiferente.


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"Solitary Man", "Soolaimón", "Sweet Caroline","Cracklin' Rosie", "I Am...I Said", "Song Sung Blue", são exemplo de canções que num curto espaço de tempo nos cativaram pela simplicidade e pela voz, sim a voz era o principal.

1972 foi o ano para "Song Sung Blue", um dos últimos grandes sucessos de Neil Diamond, inspirada, no 2º Movimento do Concerto para Piano #21 de Mozart.



Neil Diamond - Song Sung Blue

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Gilbert O'Sullivan - Alone Again (Naturally)

Canções que se ouviam no ano de 1972


Há músicos que tiveram um êxito fugaz e dos quais se fica com pena que não tivesse sido maior e mais longa a presença nas horas do nosso entretenimento, Gilbert O'Sullivan é um deles.

É verdade que neste caso Gilbert O'Sullivan, actualmente com 72 anos, ainda por aí anda com actuações e novas gravações mas não mais atingiu o nível de divulgação e respectivo reconhecimento do curto período de 1970 a 1973. Treze Singles e três LP marcam este fértil período donde saíram canções tão bonitas como "Nothing Rhymed" (neste blogue disponível a propósito do mesmo tema mas relativo a 1971), "Alone Again (Naturally)" ou "Clair".


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Em 1972 ouvia-se muito "Alone Again (Naturally)" que eu particularmente apreciava. A melodia era tão cativante e a voz áspera e nasalada dava-lhe uma interpretação irresistível. Recordemo-la.




Gilbert O'Sullivan - Alone Again (Naturally)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Elton John - Rocket Man

Canções que se ouviam no ano de 1972

Tenho sido bastante crítico de Elton John no que diz respeito à sua produção discográfica de 1972 em diante, com algumas excepções. Talvez exagere e não possa desconsiderar tão facilmente o que ele gravou de 1972 até hoje, mas a razão principal estará na qualidade fora do vulgar dos 3 álbuns de estúdio ("Elton John", "Tumbleweed Connection" e "Madman Across The Water") editados em 1970/71, do álbum ao vivo "17-11-70" publicado em 1971 e da excelente banda sonora do filme "Friends" também surgida naquele ano.
Direi que fiquei esmagado pelo que dele ouvi em tão curto espaço de tempo e que não estava preparado para o que de seguida vinha.

E se aqueles trabalhos foram bem recebidos pela crítica especializada, também é verdade que a vasta popularidade de Elton John só começou a verificar-se após 1972. Contradição, ou não, foi quando me pareceu encontrar Elton John menos inspirado, diria mais vulgar.


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Estavam ainda frescos os sons de "Madman Across The Water" quando em 1972 surge o Single "Rocket Man" e posteriormente o álbum "Honky Château". Não apreciei, nem um nem o outro, coincidência, ou não, a colaboração com arranjador Paul Buckmaster tinha terminado. O facto é que com este álbum e seguintes que atingem o 1º lugar das tabelas de vendas quer em Inglaterra quer nos Estados Unidos.

"Rocket Man" é ainda hoje uma das canções de Elton John mais facilmente reconhecidas dando mesmo o nome ao filme deste ano sobre aqueles anos da sua carreira. Acabei de ver o filme e os receios confirmaram-se, filme fraco a explorar a homossexualidade de Elton John até ao tutano e musicalmente menos atraente do que por exemplo "Bohemian Rhapsody" sobre Freddy Mercury.




Elton John - Rocket Man

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Alice Cooper - School's Out

Canções que se ouviam no ano de 1972

Foi no primeiro lustro da década de 70 que Alice Cooper conheceu o seu maior êxito e se transformou até hoje numa referência para os fãs do Hard-Rock e Heavy Metal.
As suas actuações em palco ficaram célebres pela teatralidade onde privilegiava o horrendo e o mórbido, associado a um estilo musical, que então se impunha, bem pesado.

A propósito de "Canções que se ouviam no ano de 1971" recordei "I'm Eighteen", hoje aquela que foi a sua canção de maior êxito e que muito se ouviu no ano de 1972, "School's Out".



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"School's Out" era também o nome do álbum onde estava incluída aquele tema, era já o 5º  da carreira de Vincent Furnier, cuja banda adoptou o nome de Alice Cooper até 1974 mantendo ele a mesma designação posteriormente.

Lembro-me bem de ter prestado atenção ao título da canção "School's Out", um tema pouco usual para a época ainda por cima nos termos em que a punha, uns anos adiantado aos Pink Floyd:

"...
No more pencils no more books
No more teacher's dirty looks yeah
Well we got no class
And we got no principals
And we got no innocence
We can't even think of a word that rhymes
School's out for summer
School's out forever
..."





Alice Cooper - School's Out

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Chicago - Saturday In The Park

Canções que se ouviam no ano de 1972


No período curto de 1969 a 1971 o grupo Chicago teve em meu entender o seu melhor período, quer em produtividade, quer na qualidade dos respectivos álbuns que então editaram: três duplos-álbuns e um quadruplo-álbum ao vivo marcaram aquela fase. Depois disso praticamente curtei com o grupo e deixei de acompanhar de perto a sua longa discografia a qual se prolonga até aos nossos dias.

Estou a recordar canções que se ouviam no ano de 1972 e uma delas vem precisamente dos Chicago do álbum " Chicago V" o primeiro em formato simples, e trata-se de "Saturday In The Park". O grupo mantinha a sua formação inicial ou seja um septeto de qualidade indiscutível, mas a chama que tinha alimentado os trabalhos anteriores parecia desvanecer-se e uma abordagem menos inovadora parecia instalar-se.



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Quanto a "Saturday In The Park" era até à data a canção mais popular que os Chicago tinham feito e que com certeza ajudou a que "Chicago V" chegasse a nº 1 nos Estados Unidos o que não tinha acontecido com nenhum dos álbuns anteriores. Verdade se diga eu não gostava de "Saturday In The Park", para mim era sinal de algum comercialismo que o grupo começava a padecer, o resto do álbum passou-me despercebido.




Chicago - Saturday In The Park

domingo, 1 de dezembro de 2019

Eagles - Take It Easy

Canções que se ouviam no ano de 1972


Relativamente ao ano de 1972 os Estados Unidos viram revelar-se várias novas bandas de que destaco duas, os America (formados em Londres e já aqui recordados) e os Eagles a proposta para hoje.
O sucesso dos America foi naquele ano enorme, maior que o dos Eagles, no entanto estes apesar de uma discografia bem menor tornaram-se com o passar dos anos numa banda de referência e um caso sério de popularidade, largamente superior ao dos America, do Rock americano dos anos 70. Os dois tinham como referência o Folk-Rock onde as harmonias vocais eram factores relevantes.


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Do primeiro álbum "Eagles" a faixa que mais se ouvia e que os tem acompanhado até hoje é "Take It Easy" e naturalmente foi assim que tive o primeiro contacto com com o grupo que poucos anos mais tarde (1976) atingiria o seu ponto mais alto com o sucesso planetário de "Hotel California".




Eagles - Take It Easy

sábado, 30 de novembro de 2019

Roberta Flack - The First Time Ever I Saw Your Face

Canções que se ouviam no ano de 1972


Conheci si Roberta Flack em 1972 com a canção "The First Time Ever I Saw Your Face". Mais que suficiente para se ficar a gostar de Roberta Flack, mesmo que não tivesse produzido mais nada, e do anos de 1972, mesmo que não se conhecesse mais nada daquele ano.

Mais habituado a ouvir o Rock, naquela época com sons bem mais pesados, e as muitas canções Pop que a nossa rádio se encarregava de passar muito de acordo com o que se vendia lá fora e ocupava os primeiros lugares de vendas, ouvir "The First Time Ever I Saw Your Face" (também ela nº 1 na tabela da Cash Box) apresentava-se como uma nova experiência auditiva. O que era aquilo? O que é que estava a ouvir? Que género musical se tratava?


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Na altura pensava tratar-se de um original da Roberta Flack, só anos mais tarde soube ser uma versão de uma canção já existente e que eu desconhecia. E mais tarde ainda, ao ouvir a mesma canção no álbum "Moonshine", de 1973, de Bert Jansch é que fiquei a saber que era uma canção Folk inglesa de 1957 composta por Ewan MacColl e Peggy Seeger.
Inúmeras são as versões que esta canção, mas algo me diz que não há igual a esta, senão ouçam.

Curiosidade: "The First Time Ever I Saw Your Face" constava no álbum inicial "First Take" de 1969, de acordo com a wikipédia terá sido a inclusão da canção na banda sonora do filme "Destinos nas Trevas" (1971) de Clint Eastwood que terá chamado a atenção para ela.




Roberta Flack - The First Time Ever I Saw Your Face

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Bill Withers - Lean On Me

Canções que se ouviam no ano de 1972


Bill Withers, já teve por aqui passagem aquando do tema "1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso" com aquela  que o MEC considerava ter sido o melhor Single do ano com "Ain't

Depois do sucesso do seu primeiro trabalho "Just As I Am" que incluía "Ain't No Sunshine", 1972 viu surgir o álbum "Still Bill" aquele que seria provavelmente o seu melhor álbum. Disco que é simultâneamente acessível e sensível composto de canções que se vai gostando mais quanto mais se as ouve.


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A canção que mais passava na rádio deste 2º álbum era a bem conhecida e agradável "Lean On Me"
De um tempo em que as grandes canções pareciam surgir por todo o lado em todos os géneros musicais recorde-se "Lean On Me"




Bill Withers - Lean On Me

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

America - I Need You

Canções que se ouviam no ano de 1972

1972 foi o ano dos America. Constituídos em Londres mas filhos de forças aéreas americanas situadas em Inglaterra, foram na sua origem um grupo de Folk-Rock, género tão em voga nos dois lados do Atlântico naquela época.

Ainda em 1971 publicam o primeiro LP "America". "A Horse With No Name", a canção que tanto sucesso teve, também foi publicada em Single no final do ano e nas edições seguintes do álbum passou a fazer parte dele. Esta já pode ser encontrada neste blogue. Outra canção de sucesso, editada em Single, agora em 1972, foi "I Need You", também passagem regular em alguns programas da nossa rádio.


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Se bem que gostasse mais de "A Horse With No Name" pois "I Need You" parecia-me mais uma balada Pop  um tanto melosa, tinha, no entanto, os adereços necessários, nomeadamente as harmonias vocais, para nos deixar envolver facilmente.




America - I Need You

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Paul Simon - Mother and Child Reunion

Canções que se ouviam no ano de 1972


Nas minhas deambulações na música popular não têm uma ordem cronológica, pelo contrário posso saltar com facilidade dos anos 50 para os dias actuais de um dia para o outro. De qualquer forma se virmos bem uma boa parte das recordações que aqui trago têm-se centrado nos finais dos anos 60, início dos anos 70. O que não é de admirar pois aqueles anos correspondem aos da minha adolescência quando comecei a interessar-me pela música popular.
Em 1972 tinha 15 anos e andava no 6º ano (actual 10º) do liceu e já há pelo menos 3 anos que ouvia e comprava a melhor música que então se praticava. Amigos mais velhos ajudaram-me a fazer a devida selecção. Na rádio ouvia-se de tudo, do muito bom, em poucos programas, diga-se, ao mais banal e comercial que enchiam as tabelas de vendas. É sem nenhum critério especial, a não ser o de me lembrar de as ouvir na rádio, que avanço para o ano de 1972 no tema "Canções que se ouviam no ano...".  Para os mais velhos espero que seja com satisfação que sigam os próximos Regresso ao Passado onde poderão encontrar algumas canções inesquecíveis e que ainda hoje se ouvem com todo o agrado, para os mais novos oportunidade de tomarem conhecimento com a música que então se ouvia, independentemente da qualidade, e se assim entenderem comparar com com a que hoje se pratica.


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Para começar, começo bem, começo com Paul Simon e o seu "Mother and Child Reunion", editada no início do ano de 1972.
"Paul Simon", o álbum donde foi extraído "Mother and Child Reunion", era o primeiro de Paul Simon após o fim, no ano anterior, do duo Simon and Garfunkel que tinha conquistado toda uma geração. Era pois grande a expectativa quanto a novas gravações, em particular de Paul Simon, o principal compositor.

Genericamente, "Paul Simon" foi bem recebido e eu também o apreciei, no entanto faixas, que se tornaram bastante conhecidas, como "Mother and Child Reunion" e "Me and You Down by the Schoolyard" soavam-me demasiado Pop, a minha preferência ia para temas como "Duncan" mais na linha Folk-Rock que eu mais admirava. Hoje é um prazer voltar a "Mother and Child Reunion".




Paul Simon - Mother and Child Reunion

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Sandy Denny – Late November

Os Meses do Ano em Canção


Não posso terminar melhor este tema, desta vez dedicado ao mês de Novembro, do que com Sandy Denny.
O ano de 1971 começa com a notícia do fim dos Fotheringay pelo jornal “Melody Maker”. Estava assim gorada a saída do 2º LP em que estavam a trabalhar (essas gravações só recentemente foram recuperadas e editadas em 2008 como “Fotheringay 2”). Sandy Denny parte então para uma carreira a solo. O ano de 1971 iria dar à luz o primeiro registo individual de Sandy Denny, “The North Star Grassman and the Ravens”.
A qualidade das gravações de Sandy Denny com os Fairport Convention tinha sido devidamente reconhecida pela crítica especializada, a dos Fotheringay também, pese a pouca popularidade por estes obtida. Seria ela, a solo, capaz de manter os níveis anteriormente alcançados?
A análise a “The North Star Grassman and the Ravens” era feita no nº 9 do jornal “a memória do elefante” do seguinte modo:
“Para quem pensou que o álbum Fotheringay representava o limite máximo de Sandy Denny, a sua primeira publicação individual constitui um desmentido quase irreal que confirma e excede todas as potencialidades que já lhe eram conhecidas. The North Star Grassman and the Ravens é o objectivo alcançado e por isso mesmo a sua escuta nos revela um prazer que anteriormente era ainda incompleto (desconhecido melhor dizendo). Esta alteração não significa no entanto que a sua experiência anterior tenha sido esquecida ou desprezada (John the Gun lembra ainda os ex-Fairport Convention). Folclore de raízes ainda mais profundas que o mostrado em Fotheringay, The North Star Grassman and the Ravens é também o convite à reflexão que envolve o todo musical que nos circunda.
… 
The North Star Grassman and the Ravens, a entrega a produções de inexcedível qualidade e o desprezo total pelo comercialismo.”


The North Star Grassman and The Ravens - Deluxe Edition


O álbum é composto por 11 temas dos quais 8 são originais de Sandy Denny, 1 tradicional e 2 versões, uma das quais, como nela era habitual, de um tema de Bob Dylan. O álbum começa com o melancólico "Late November", mais uma canção a revelar a paixão de Sandy Denny por temas marítimos. Curiosidade: na letra não aparece "Late November", o título.

Neste final de Novembro, segue mais um admirável original de Sandy Denny, “Late November”.




Sandy Denny – Late November

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

The National – Mr. November

Os Meses do Ano em Canção

O mês de Novembro para uma banda popular nos tempos de hoje e com presença frequente no nosso país: The National. Do século XXI se relacionarmos popularidade com qualidade The National é com certeza uma das bandas mais bem posicionadas.
Foi ao 4º álbum "The Boxer" (2007) que o grupo atingiu o reconhecimento e consequente fama que se tem prolongado até aos nossos dias. Por cá não há dúvidas, conquistaram o público português, o que não é propriamente um elogio, pois o mesmo acontece com muitas outras bandas de menor interesse. De qualquer forma, neste caso, o apreço que lhes é devido é, em meu entender bem merecido. Veja-se o já esgotado concerto anunciado para o próximo dia 12 de Dezembro, no Campo Pequeno do Tour de lançamento do último álbum "I Am Easy To Find"




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É do 3º álbum "Alligator" de 2005 a escolha para mais uma canção com o mês de Novembro no título, trata-se do tema "Mr. November" que terminava este trabalho. Para os mais velhos, como eu, particularmente interessados nos anos 60 e 70 e que por ventura não conheçam estes The National, ora ouçam "Mr. November. Por vezes a lembrarem, também deste milénio, os Arcade Fire (ou será só impressão minha?).




The National – Mr. November

domingo, 24 de novembro de 2019

Tom Waits – November

Os Meses do Ano em Canção

Tom Waits é um verdadeiro artista. Primeiro conheci Tom Waits pelo álbum duplo "Nightawks at the Diner" de 1975 e logo vi, temos aqui artista e dos bons. Um disco de estúdio com uma pequena audiência dava-nos o ambiente de um clube de Jazz, onde, inclusive, falava com o público. E aquela voz estranha, a mais "fanhosa" que ouvia depois de Bob Dylan, com apenas 26 anos prometia. Como verdadeiro artista, evoluiu, do Jazz para o Blues com passagens pelo vaudeville com o cimento do Rock a consolidar a sua música. Da música para o cinema foi um passo desempenhando normalmente pequenos papéis com Jim Jarmuch, normalmente, por perto. Desde 2011 que não temos, infelizmente, novidades discográficas de Tom Waits.


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"November", a canção que lhe fui buscar para esta passagem de canções com o mês de Novembro em título, pertence ao álbum "The Black Rider" do ano de 1993.
Para os amantes do mês de Novembro, esta é uma grande canção a saborear devidamente, prestem atenção à utilização do serrote musical determinante no ambiente criado para esta canção.




Tom Waits – November

sábado, 23 de novembro de 2019

Morrissey – November Spawned a Monster

Os Meses do Ano em Canção

The Smiths foram uma lufada de ar fresco na música Pop dos anos de 80 a fazer pensar que a Inglaterra tinha encontrado legítimos sucessores dos The Beatles. Entre 1984 e 1987 a esperança existiu em 4 álbuns de originais e 3 de compilações, maioritariamente, de Singles não editados em álbum.

Morrissey era o vocalista e, conjuntamente com Johnny Marr, os principais definidores da orientação musical do grupo. Quer um quer outro encetaram carreiras a solo e no que diz respeito a Morrisey  aquém do que era expectável.


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"November Spawned a Monster" está, infelizmente, entre o menos interessante que Morrisey produziu pós 1987. Arrasta-se, num Pop incaracterístico, para alguns Rock alternativo ou independente, por uns longos 5 minutos, muito, muito longe do que nos tinha habituado na era dos The Smiths.

"November Spawned a Monster" foi editada em Single e data de 1990.




Morrissey – November Spawned a Monster

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Sonny Boy Williamson – November Boogie

Os Meses do Ano em Canção


Nas minhas pesquisas para encontrar composições cujo nome contivesse a palavra "November", encontrei uma de Sonny Boy Williamson, músico de Blues falecido em 1965 com apenas 52 anos e pelo qual já passei alguns Regresso ao Passado.

As gravações que Sonny Boy Williamson nos deixou estão datadas nos anos 50 e 60, tendo nos anos 60 tocado com nomes diversos bem conhecidos do Blues e do Rock, note-se Muddy Waters, Buddy Guy, Memphis Slim, Brian Auger & the Trinity, Jimmi Page, The Yardbirds, Animals. Algumas das gravações só foram editadas depois da sua morte. É o caso da escolha de hoje "November Boogie".


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Foi nos anos 60 que efectuou várias turnés pela Europa, donde saíram álbuns como o que já em tempos referido tendo por acompanhamento os ingleses The Yardbirds.
Foi no ano de 1963 e é também desse ano a gravação de "November Boogie" . Trata-se de uma gravação caseira efectuada em casa do admirador Erik Kost no seu apartamento na Dinamarca e que a publicou em EP em 1966. Na contra-capa escreve o próprio: "This record contains four numbers, recorded on November 5, 1963 in my apartment in Hvidrovre, Copenhagen - two harmonica solos and two vocal numbers. I think it shows Sonny Boy at his very best - a wonderful blues-singer and performer, and one of the best harmonica-players you ever heard."

"November Boogie" era um dos solos de harmónica, a força do Blues na harmónica de Sonny Boy Williamson.




Sonny Boy Williamson – November Boogie

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

The Waterboys – November Tale

Os Meses do Ano em Canção


Nesta passagem por canções com um mês do ano no titulo, desta vez Novembro, encontro uma nos irlandeses The Waterboys. Banda simpática que infelizmente não tenho seguido como parece merecerem. Os anos passam rápido e dou agora conta que The Waterboys de Mike Scott têm já mais de 35 anos e quão distantes são os sons de "The Whole of the Moon", "This Is the Sea" e "Fisherman's Blues".
Entretanto gravaram 15 álbuns (2 dos quais são de Mike Scott a solo) que tanto são catalogados de Post-Punk, de Folk-Rock ou Rock Alternativo ou ainda simplesmente Rock (ver na wikipédia). Parece-me que a faceta Folk-Rock é a mais interessante, mas teria que conhecer a totalidade da obra para uma opinião mais avalizada.




Para encontrar "November Tale" tenho que ir ao álbum "Modern Blues" (2015) o qual depois de audição não deslumbra mas também não desilude, por exemplo riffs de guitarra demasiado convencionais em composições que mereciam melhor tratamento.

Quanto a "November Tale" ficamos com o relato do reencontro de velhos amantes bem interpretado como sempre por Mike Scott, líder incontestado do grupo.




The Waterboys – November Tale

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

José Mário Branco - Margem De Certa Maneira

Faleceu José Mário Branco


Para ir ouvindo através dos tempos...




Do álbum "Ao Vivo em 1997" escolho "Margem de Certa Maneira" que pertencia ao primeiro LP de 1971.

"...
Escorrego na lama do meu passado
Do meu passado presente
Mas não fico na lama desnorteado
Vou ao fundo da lama do outro lado
Do outro lado da mente
Do outro lado da gente
Do lado da gente do outro lado
Do lado da gente que vive de frente
Da gente que vive o futuro presente
..."




José Mário Branco - Margem De Certa Maneira

Guns N’ Roses – November Rain

Os Meses do Ano em Canção


Num género que tem muitos fãs, os Guns N' Roses surgidos em 1985 quando o Hard-Rock já tinha dado os seu melhor. Com origens nos anos 60 teve o seu apogeu na década seguinte, sendo os Rolling Stones, Led Zeppelin, Deep Purple, The Who, alguns dos seus melhores intérpretes. Pessoalmente fiquei por aqui.
A continuação do géneros e outros sub-produtos continuou nos anos 80 com um manancial de bandas que tiveram legiões de seguidores, entre elas estavam os Iron Maiden, Def Lepard, Scorpions, AC/DC, Whitesnake e muitos outros entre os quais os Guns N' Roses, motivo do Regresso ao Passado de hoje.






Se o sucesso se verificou logo ao 1º LP ("Appetite for Destruction" - 1987) será na década de 90 que se verifica a consagração tendo entretanto adoptado por uma sonoridade menos agressiva, nomeadamente com a introdução de teclados. "Use Your Illusion 1" é o primeiro álbum da década (1991)  e nele aparece a balada "November Rain".
As baladas Rock, que se tornaram numa das características dos Guns N' Roses, tiveram boa aceitação pelo grande público e "November Rain" não foi excepção. Para mim algo xaroposa e extensa demais, eis "November Rain".




Guns N’ Roses – November Rain

terça-feira, 19 de novembro de 2019

José Mário Branco - Quando Eu For Grande (Carta aos meus netos)

Faleceu José Mário Branco


O primeiro contacto que tive com a música de José Mário Branco foi em 1971 a 26 de Novembro quando o programa de rádio "Página Um" realizou em directo do cinema Roma a passagem integral do álbum "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" (claro que sem o José Mário Branco que se encontrava em França).

A última vez que o vi foi a 8 de Setembro de 2018 no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett na apresentação do álbum "Inéditos - 1967/1999".

Pelo meio a sua presença constante na minha vida. José Mário Branco, vida e obra, ficará para sempre entre nós.
É impossível esquecer!






José Mário Branco - Quando Eu For Grande (Carta aos meus netos)

José Mário Branco - Queixa Das Almas Jovens Censuradas

Faleceu José Mário Branco


O maior nome da música popular dos últimos 60 anos ( a par de José Afonso faleceu hoje aos 77 anos. Perda irreparável!
Recordemos a sua música para sempre!!!






Do álbum "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades" de 1971 recorda-se "Queixa Das Almas Jovens Censuradas".



José Mário Branco - Queixa Das Almas Jovens Censuradas