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quarta-feira, 13 de março de 2019

King Crimson - Formentera Lady

1971 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso


Já fiz várias passagens pelos King Crimson, sem dúvida um dos grupos com as propostas mais consistentes que o Rock progressivo conheceu. É verdade, os King Crimson, contrariamente a muitos outras formações de Rock da mesma área , foram dos que melhor cultivaram e desenvolveram a música Rock dita progressiva surgida no final dos anos 60. Talvez a presença de Robert Fripp, elemento fundador e o único permanente ao longo de toda a história do grupo até aos nossos dias, o justifique. Na verdade, King Crimson e Robert Fripp confundem-se e terá sido a visão deste que tem permitido a sobrevivência a um nível qualitativo superior daquela proposta musical.

Face à longevidade do grupo, a discografia de estúdio é relativamente curta, 13 álbuns de originais dos quais 6 entre 1969 e 1974, ou seja no período de ouro do Rock progressivo, em contrapartida são inúmeras as gravações ao vivo que se conseguem encontrar.


Edição alemã, 1978, com a ref:2344 073





"Islands", de 1971, está entre as escolhas de Miguel Esteves Cardoso, com 3 estrelas, referindo-se-lhe que consegue "... obedecer ao mesmo padrão de excelência dos LPs anteriores."

Um excelente disco, sem dúvida um dos registos que levou mais longe a música popular na minha juventude. A capa não tinha qualquer referência ao grupo ou nome do disco, era uma fotografia da Trifid Nebula na constelação de Sagittarius como que a propormo-nos um longa viagem.
Ela começava com "Formentera Lady".




King Crimson - Formentera Lady

segunda-feira, 21 de maio de 2018

King Crimson - I Talk to the Wind

A Flauta no Rock


Sem dúvida que no Rock Progressivo a flauta teve uma expressão muito significativa. Já a identifiquei nos Genesis, nos The Moody Blues, nos Soft Machine, nos Traffic, hoje é a vez dos King Crimson.

Como se sabe a formação dos King Crimson foi tudo menos constante. Basicamente os King Crimson são uma ideia de Robert Fripp seu líder incontestado através dos tempos, ainda hoje o é. Assim a presença da flauta foi mudando de tocador consoante o momento. De 1968 a 1974 registo três, Ian McDonald (1968-1969), Mell Collins (1970-1972) e David Cross (1972-1974).

Pese a qualidade generalizada da produção discográfica dos King Crimson, é neste período que se centram os discos mais conhecidos. 7 álbuns de originais do melhor que então se fazia na área do chamado Rock Progressivo.


Edição do Reino Unido de 1989, em vinil, com a referência EGLP1




E para este Regresso ao Passado mais uma passagem pelo já anteriormente evidenciado 1º álbum "In the Court of Crimson King", para, desta vez, ir para a calma e serenidade que "I Talk to the Wind" transmite. O destaque vai para a voz de Greg Lake e para a flauta, em evidência ao longo de quase toda a canção, de Ian McDonald. Simplesmente excelente.




King Crimson - I Talk to the Wind

sábado, 21 de abril de 2018

King Crimson - Cadence and Cascade

1970 - Algumas escolhas de Miguel Esteves Cardoso

O Rock Progressivo nasceu na segunda metade dos anos 60. Já aqui passei algumas das referências mais importantes do género. Teria o seu auge nos primeiros anos da década de 70 e afundar-se-ia a meio da década de exaustão.
Miguel Esteves Cardoso chamava-lhe de "Fusão (sinfónico)" e "Fusão (jazz)" e identificava, para o ano de 1970, um conjunto de álbuns merecedores da melhor atenção tal a inovação que alguns deles representavam.
Entre eles estavam os King Crimson com dois LP, "In the Wake of Poseidon" e "Lizard", ambos com 4 estrelas.

Depois do surpreendente "In the Court of the Crimson King" do ano anterior, os King Crimson continuavam em "In the Wake of Poseidon" a exploração de sons pouco comuns no universo da música Rock de então.



Edição em CD de 2000 com a referência CDVKC2 da editora Virgin




Composto por temas genericamente longos, alguns somente instrumentais, do caótico à mansidão, e um pequeno trecho, "Peace" a servir de prólogo, interlúdio e epílogo, "In the Wake of Poseidon" constituía no todo uma experiência sonora realmente inaudita. Ainda hoje é objecto de estranheza e admiração, daí o retorno regular que faço a este trabalho. "Cadence and Cascade", na mesma linha de "I Talk to the Wind" do álbum inicial, é uma das minhas preferidas e segue no final para audição.

Miguel Esteves Cardoso apreciava assim os King Crimson:
"Os King Crimson foram ou únicos, dentre as grandes bandas sinfónicas da década, que escolheram arrumar as botas em nome da sua integridade artística, para perseguir carreiras individuais frescas."

Reagrupados várias vezes, embora com line-up diferentes e sem discos originais desde 2003, os King Crimson, sob o comando de Robert Fripp, mantêm-se em actividade.




King Crimson - Cadence and Cascade

terça-feira, 20 de junho de 2017

King Crimson - The Court of the Crimson King

O Rock Progressivo nos anos 60

E chegamos aos King Crimson um dos grupos mais representativos e bem sucedidos do Rock Progressivo. Sob a batuta de Robert Fripp, os King Crimson foram um dos grupos mais originais e criativos que o Rock Progressivo nos deu a conhecer. Claro que mais uma vez os anos 70 foram predominantes (sabiamente terminaram em 1974 regressando em 1981), sendo no período de 1970 a 1974 que foram editados os principais "clássicos" do grupo. Também mais uma vez é aos anos 60 que vamos buscar o início do grupo e a primeira gravação que agora voltamos a recuperar.

"In The Court Of The Crimson King", assim era designado o 1º LP que ficou como uma das melhores definições do Rock Progressivo. Inspirado e arrojado assim se pode adjectivar o álbum que continha somente 5 composições, onde a faixa mais curta durava mais de 6 minutos.





A formação que gravou este LP era constituída, para além de Robert Fripp, por Michael Giles, Greg Lake (futuro Emerson, Lake and Palmer), Ian McDonald e Peter Sienfield, era a primeira das muitas e boas formações que os King Crimson tiveram.

A 20 de Agosto de 1982 tive a oportunidade de ver os King Crimson no estádio do Belenenses, onde a cabeça de cartaz eram os também regressados Roxy Music, na 1ª parte actuaram os portugueses Heróis do Mar. A memória que ficou é que os King Crimson foram nitidamente superiores aos Roxy Music que enveredavam então por uma musicalidade mais acessível.

Recordemos, agora, o longo tema "The Court of the Crimson King" com que terminava o 1º LP dos King Crimson.




King Crimson - The Court of the Crimson King

sexta-feira, 31 de março de 2017

King Crimson – In The Court Of Crimson King

Passagem por 20 álbuns ímpares da década de 60

Os King Crimson foram (são) um grupo de Rock com formação variada e intermitente no tempo. Tiveram o seu início no ano de 1968 e sob a figura tutelar de Robert Fripp constituem-se como um dos grupos mais criativos no género que se convencionou designar por Rock Progressivo. Um género com as raízes na década de 60, com a maior pujança na década seguinte e que poucos cultivaram, evoluíram e mantiveram-se tão bem como estes King Crimson.

Nesta 3ª passagem pelo grupo, o retorno ao seu disco de estreia, o seminal "In The Court Of Crimson King". Editado em Outubro de 1969, foi um dos primeiros discos que comprei e que ainda hoje merece uma audição atenta.
Dizia o meu pai que discos e livros não se emprestam, ou nunca mais se vêm ou já não regressam no mesmo estado. Pois tal aconteceu-me precisamente com este disco (e ainda com o 1º LP dos Emerson, Lake and Palmer), contrariando a recomendação do meu pai abri uma excepção que claro vim a arrepender-me. Consegui recuperá-lo(s) mas vinha(m) num estado lastimoso não tendo conseguido, apesar de todas e limpezas e lavagens, recuperar com uma sonoridade minimamente decente. Acabei por adquiri-lo(s) novamente mais tarde. Possuo assim um exemplar da edição inglesa de 1989 referência EGLP1 de "In Court Of The Crimson King".




"The group's definitive album, and one of the most daring debut albums ever recorded by anybody" assim o considera o sítio allmusic.com e com razão. Um disco histórico que revolucionou a música então praticada. Para audição o tema "Epitaph", uma canção perfeita onde Greg Lake tem a sua melhor prestação vocal e Ian McDonald está particularmente em destaque com o dominante som do Mellotron.




King Crimson - Epitaph

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

King Crimson - "Larks' Tongues In Aspic"

Num tempo em que a informação não estava à distância de um clic e que portanto se pretendíamos de alguma forma manter alguma informação que fosse no futuro de relativa fácil consulta recorria à elaboração de fichas com informação dos grupos e discos que ia adquirindo ou de alguma forma tido acesso a essa informação (jornais, revistas).
Para o disco "Larks' Tongues In Aspic" dos King Crimson tinha a ficha seguinte:







King Crimson - Larks' Tongues in Aspic, Part Two

O violino no Rock

Na área do Rock progressivo mais um grupo que ficou na história daquele género e que também, a certa altura, utilizou o violino, foi no período de 1972 a 1974, tempo em que integrou o grupo o multi-instrumentista David Cross que tocava para além do referido violino, viola, teclados e flauta. O grupo dava pelo nome de King Crimson.
King Crimson é um grupo histórico do Rock, formado em 1968 pelos seu líder Robert Fripp e que de forma intermitente e com diversas formações ainda hoje se mantém.

Depois do primeiro, histórico e elogiado álbum "In The Court Of Crimson King" seguiram-se mais três LP, "In The Wake Of Poseidon", "Lizard" e "Islands" a abordaram diferentes rumos sempre numa linha experimental com predomínio de influências jazzísticas e clássicas.





Em 1973 os King Crimson iam já na sua 5ª formação e editam o 5º álbum de excelente memória,
"Larks' Tongues in Aspic" é o disco que marca os novos King Crimson. "Larks' Tongues in Aspic" é dos álbuns mais experimentais que os King Crimson produziram e uma referência do que melhor o Rock progressivo produziu, factos a que não será alheio a introdução do violino de David Cross.

Composto por apenas 6 faixas, o LP abre com o longo, mais de 13 minutos, "Larks' Tongues in Aspic, Part One" e termina com mais 7 minutos de "Larks' Tongues in Aspic, Part Two". Este tema será retomado e desenvolvido por Robert Fripp,  em 1984, em "Three of a Perfect Pair" e em 2000 no álbum "The construKction of light".

Para audição "Larks' Tongues in Aspic, Part Two".



King Crimson - Larks' Tongues in Aspic, Part Two

sexta-feira, 10 de julho de 2015

King Crimson - 21st Century Schizoid Man

Foram diversas as formações que os King Crimson tomaram desde o seu início, no ido ano de 1968, até aos nossos dias. Como elemento permanente, o seu mentor, Robert Fripp (guitarra).
Da primeira formação dos King Crimson fizeram também parte Greg Lake (voz e baixo, mais tarde dos Emerson, Lake and Palmer), Michael Giles (bateria), Ian McDonald (sopros e teclados) e Peter Sinfield (letras).
As primeiras actuações do grupo datam de 1969 e antes do final do ano era editado o primeiro álbum de nome "In The Court Of Crimson King", Composto por 5 faixas é dos primeiros álbuns a figurar como Progressive Rock e um dos mais influentes do género. A sua audição leva-nos a uma mistura de géneros do Folk ao Rock de vanguarda e à improvisação, do Hard Rock ao psicadélico, no final a designação de Progressivo fica-lhe bem (ainda hoje).




Para já ficamos com a faixa de abertura "21st Century Schizoid Man". Aos King Crimson e a este álbum havemos de voltar.



King Crimson - 21st Century Schizoid Man