domingo, 26 de agosto de 2018

Ney Matogrosso - Bandolero

“Que linda voz, como se chama a cantora que estavas a ouvir?” – perguntou-me a minha mãe.

“Não é uma cantora, é um cantor, chama-se Ney Matogrosso e é brasileiro”respondi eu.

Estávamos em 1978 e tinha acabado de comprar o novo álbum de Ney Matogrosso de nome “Feitiço”. Depois do êxito dos Secos e Molhados (1973/74), Ney Matogrosso, em carreira a solo, editava um dos discos que eu mais gosto, precisamente, “Feitiço”. Com uma capa a escandalizar, na época, meio mundo (Ney Matogrosso nu em pose provocante), “Feitiço" continha temas inesquecíveis e superiormente interpretados como “Bandolero”, “Mal Necessário”, “Dos Cruces” ou ainda “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”.





Sempre que ouço Ney Matogrosso, em particular “Feitiço”, lembro-me da minha mãe. Agora, que ela partiu, e a saudade aperta, recordo o tema de abertura: “Bandolero”, “Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado, Na mão direita o fado, Jogando sementes nos campos da mente…”



Ney Matogrosso - Bandolero

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