quarta-feira, 17 de maio de 2017

Frédéric Chopin - Estudo Op. 10 Nº 12

Textos sobre música na revista "Vértice"





Com a citação de Schumann "...O mais audacioso, o mais altivo génio poético do tempo." assim começava o artigo intitulado "Evocação de Chopin" assinado pelo Fernando Lopes Graça, no nº 74 da revista "Vértice" editada em Outubro de 1949.
Tratava-se de um texto comemorativo do 1º centenário da morte do pianista, compositor Frédéric Chopin (1810-1849).





Pela mão de Fernando Lopes Graça temos uma boa oportunidade para conhecer a vida deste famoso pianista e compositor do Século XIX.
Deixou-nos uma longa obra que vai dos seus famosos Concertos para Piano a uma extensa e diversificada lista de composições que contemplam as baladas, estudos, improvisos, mazurcas, polonesas, prelúdios, sonatas e valsas.
















Depois desta longa leitura nada melhor que ficar com uma composição de Chopin.  É ao disco nº 6, dedicado  a Frédéric Chopin, da colecção "Grandes Compositores" editado pelo "Expresso" que vamos buscar o "Estudo Op. 10 Nº 12" que segue para audição. A interpretação é do pianista Christian Favre.




Frédéric Chopin - Estudo Op. 10 Nº 12

terça-feira, 16 de maio de 2017

Richard Wagner - Walkürenritt (A Cavalgada das Valquírias)

Textos sobre música na revista "Vértice"





Continuamos ainda na década de 40, mais precisamente em Setembro de 1949, com o nº 73 da revista de cultura e arte "Vértice". Mais um interessante artigo de Fernando Lopes Graça desta vez em resposta a questões colocadas por um "correspondente interessado", o artigo intitula-se mesmo "Resposta a uma carta sobre questões musicais".





As diversas questões colocadas são quase todas sobre a figura de Richard Wagner, mas também sobre o bailado e a música descritiva e programática.
"Sobre a «arte de conjunto» de Wagner", "Sobre o «drama lírico»", "Qual a função dos «leitmotiven»?", "Qual a influência de Wagner na ópera moderna?", são algumas das questões colocadas num artigo a merecer uma leitura atenta.











De Richard Wagner (1813-1883), compositor e maestro alemão, destacam-se as suas óperas, entre as quais a escolha de hoje "Die Walküre". "Die Walküre" ("A Valquíria") faz parte da tetralogia de óperas "Der Ring des Nibelungen" ("O Anel do Nibelungo") baseadas na mitologia germânica, as quatro óperas são:"Das Rheingold" ("O Ouro do Reno"), "Die Walküre" ("A Valquíria"), "Siegfried" e "Götterdämmerung" ("Crepúsculo dos Deuses").

Segue "Walkürenritt" ("A Cavalgada das Valquírias"), talvez a composição mais conhecida de Wagner, aqui na versão de 1967 da Berliner Philharmoniker dirigida por Herbert Von Karajan: é a faixa de abertura do 4º CD da caixa "Die Walküre" 457 785-2 da Deutsche Grammophon.




Richard Wagner - Walkürenritt (A Cavalgada das Valquírias)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Fernando Lopes Graça - Senhora do Amparo

Textos sobre música na revista "Vértice"






Mais um longo artigo de Fernando Lopes Graça, desta vez a propósito da "Palestra realizada na Academia de Amadores de Música, para apresentação do Coro do Grupo Dramático Lisbonense". É no nº 69 de Maio de 1949 da revista "Vértice" que é publicado o texto intitulado "Valor estético, pedagógico e patriótico da canção popular portuguesa".








Depois de considerar que os intelectuais portugueses "pouco ou nada" conhecem do povo, que o fado não é a canção nacional (contrariamente ao que se pensava lá fora) e que a canção portuguesa não se reduzia "ao tipo da Caninha verde, do Vira, do Passarinho trigueiro, ou da Tia Anica de Loulé", a sua opinião sobre a canção popular portuguesa foi-se alterando, em particular depois de tomar conhecimento com a música popular da Beira-baixa e do Alentejo, o que o levaram "... gradualmente à convicção de que a canção popular portuguesa não é apenas o solidó de que eu escarnecia não sem razão, mas que, nos seus melhores espécimes, ela é capaz de se elevar a alturas em que nada tem que ficar a dever às suas parceiras de outros países justamente afamados pela riqueza do seu folclore."









Constata ainda que:
"Em Portugal canta-se pouco e o que se canta é, em geral, de um nível que deixa bastante a desejar: as atrozes banalidades revisteiras, o atroz fadinho, as atrozes canções e «cançonecas» de proveniência mais ou menos americana cantadas pelas nossas mais ou menos americanizadas «vedetas» da Rádio — tudo produtos de uma sub-arte que impudicamente se rotula de popular e que só serve para perverter o gosto de uns, entreter de uma maneira bem pouco elevada os ócios de outros e criar nos espíritos desprevenidos um falso conceito do que seja uma arte verdadeiramente popular."

e preconiza:
"a recolha sistemática por especialistas competentes da nossa música popular e sua consequente publicação." e ainda "a criação, por todo o país e especialmente nas regiões musicalmente mais ricas, de centros de investigação e estudo do folclore, aos quais seriam comunicados pelos interessados nesta matéria, a maior parte das vezes simples mas prestantes curiosos, todos os espécimes recolhidos da música popular, que seriam em seguida estudados, catalogados e arquivados segundo as normas científicas em uso nos numerosos institutos similares do estrangeiro."


Para audição a escolha desta vez recai sobre a canção popular da Beira-Baixa "Senhora do Amparo", que descobri algures na net e que não consegui identificar o seu intérprete, e que vinha igualmente publicada na revista "Vértice" na sequência do artigo.







Fernando Lopes Graça - Senhora do Amparo

domingo, 14 de maio de 2017

Fernando Lopes Graça - Andante con moto, ma semplice

Textos sobre música na revista "Vértice"

Mais um nº da revista "Vértice" ainda na década de 40.




É o nº 65 de Janeiro de 1949 com mais um artigo assinado por Fernando Lopes Graça.
"O valor da tradição nas culturas musicais nacionais" assim se intitula o texto que foi a "Comunicação ao II Congresso Internacional de Compositores e Críticos Musicais" realizado em Praga em 1948.




Neste texto Fernando Lopes Graça revela as suas concepções sobre a tradição e a sua influência em particular na música, afirma:
"Evidentemente que, mesmo na arte, existem duas formas de tradição: uma tradição petrificada, feita de ideias inoperantes, de resíduos de sistemas e de concepções ultrapassados, mas que procuram teimosamente impor-se, e uma tradição viva e eficaz, que é aquela que do passado extrai todos os elementos dinâmicos capazes de fertilizar o presente e preparar o porvir. Neste sentido, a tradição identifica-se com a própria evolução histórica, no seu jogo dialéctico de acções e reacções."

e mais adiante:
"Cria-se, inova-se, revoluciona-se sempre a partir de qualquer coisa. O compositor não é um mágico ou um demiurgo; os seus poderes são condicionados, se é que não limitados, tanto pelo momento histórico como pela sua cultura e pelo seu meio. Ora, quem diz momento histórico, meio, cultura, diz, de certo modo, tradição."






e ainda:
"Se cada povo, cada nação que atingiu um certo grau de cultura possui a sua poesia, a sua literatura, a sua pintura próprias, pode ter igualmente a pretensão de possuir uma música própria. Não se conclui daí que este povo, esta nação deva cair num nacionalismo estreito, vizinho do pior chauvinismo, o qual pode ter na arte os mesmos resultados desastrosos que tem em geral na política."

É da "Suite Rústica No 1", de Fernando Lopes Graça de 1950, que vamos buscar o seu início "Andante con moto, ma semplice". Aqui na edição de 2012 da Royal Scottish National Orchestra dirigida pelo maestro Álvaro Cassuto.




Fernando Lopes Graça - Andante con moto, ma semplice

Salvador Sobral - Amor pelos Dois

Um intervalos neste Regresso ao Passado para deixar ficar os melhores elogios a Salvador Sobral e à Luísa Sobral.
A canção interpretada por Salvador Sobral vai ficar na história da música popular ficando felizmente na memória de todos os portugueses e não só depois desta vitória no Festival da Eurovisão. Vitória com uma canção que nada tem a ver com o que este concurso foi desde sempre.

Antecipadamente fazemos um Regresso ao Passado a Salvador Sobral com a sua bela canção "Amor pelos Dois"


sábado, 13 de maio de 2017

Sobre a Evolução das Formas Musicais - Fernando Lopes Graça

Publicado nos Cadernos Culturais «Inquérito» dirigidos por Eduardo Salgueiro com o nº 48, "Sobre a Evolução das Formas Musicais" é a 2ª edição do trabalho de Fernando Lopes Graça sobre, como o nome indica, a evolução das formas musicais ao longo do tempo. Não confundir com "progresso", conceito que Fernando Lopes Graça deixa para as "conquistas sociais" e para as "relações sociais". No que diz respeito às artes e à música em particular Fernando Lopes Graça rejeita a ideia de "progresso musical" que a própria expressão "evolução das formas musicais" pode induzir, defendendo:
"O que se trata, antes de mais nada, é de rejeitar a ideia de progresso em arte. E muito justamente. Cada época tem a sua sensibilidade e os seus ideais próprios ..." pelo que "... não podemos afirmar que tal ou tal época artística realiza um progresso sobre a antecedente ou as antecedentes, nem, logicamente, postular juízos de valor absoluto a respeito das obras de arte representativas da sua época em referência à de outras épocas."





"Sobre a Evolução das Formas Musicais" aparece  em 3ª edição em Opúsculos (1) com o nome "Breve ensaio sobre a evolução das formas musicais" e aqui ontem referenciada.

A 2ª edição, que agora lembramos, é de 1959 e custou, ao meu pai, 10$00, cerca de 5 cêntimos.

Fernando Lopes Graça - O Milho da Nossa Terra

Textos sobre música na revista "Vértice"





Maio de 1947, nº 46 da revista "Vértice", é o 5º aniversário da revista e nele consta um interessantíssimo artigo de Fernando Lopes Graça intitulado: "SOBRE O CONCEITO DE POPULAR NA MÚSICA".
É o texto de uma "Palestra feita em Évora, na Escola do Grupo de Amadores de Música Eborense, por ocasião do seu 5.° aniversário." pelo compositor Fernando Lopes Graça.




Deste longo texto retiro alguns parágrafos que me parecem particularmente interessantes que diz respeito à ideia de "cultura popular".

"Já agora, deixem-me que novamente toque num assunto a que várias vezes tenho tido ocasião de me referir: a definição do que deve entender-se por «popular», tanto no campo da arte como no da cultura. Para muita gente, «popular» é sinónimo de fácil, de imediatamente acessível, de trivial, se é que não de superficial e inferior."
...
"Creio que nunca será demais denunciar este falso conceito do «popular», que não é, nunca foi, o que uma concepção aristocrática da cultura supõe ou adrede inculca. Não: popular não é o mesmo que ordinário e vulgarucho. Quem assim pensa ofende o povo nas suas capacidades de criação e compreensão, que as tem, e grandes, nas suas reservas de emoção, que também as tem e muitas vezes mais profundas do que se julga, na sua sede de cultura, na contribuição que a sua atormentada história tem dado às grandes obras do pensamento e da arte."
...
"A qualidade de popular advém-lhes das raízes profundas da sua inspiração, das aspirações largamente humanas que encarnam, das necessidades colectivas que satisfazem, do significado universal que possuem."








E contrapunha a música popular à música "revisteira" e "comercial":
"Do que acima fica dito se conclui que de maneira nenhuma podemos assimilar música popular à ladina copla revisteira ou à langorosa canção cinematográfica, aos viras mascarados de rumba ou às «sex-apealescas» cançonetas importadas da América e garganteadas pelas nossas «sex-apealescas» vedetas da rádio. Esta espécie de música nada tem que ver com o autêntico povo, não nasce do seu seio, não corresponde às suas necessidades, não traz a sua dedada. Trata-se, antes, de puros produtos comercialistas, destinados a um público de gosto pervertido, de nulo instinto estético e a quem a música só desperta sensações superficiais, de ordem puramente animal e vegetativa."
...
"Infelizmente, o comercialismo também já chamou a si mais esta fonte de receita. A música popular folclórica está-se tornando uma mina para os fabricantes de música dançante e desopilante. As belas e simples melodias que o povo canta de alma lavada, por esses campos e aldeias, nos seus trabalhos ou nas suas festas, estão sendo desvirtuadas, torcidas e inferiorizadas nos inúmeros foxes, rumbas, cançonetas e «arranjos» mais ou menos disparatados ou pretenciosos que fornecem o reportório das orquestras de jazz e os programas dos saraus recreativos radiofónicos. Preciso advertir-vos que não sou adversário irredutível e birrento da chamada música ligeira. Dentro do seu campo, pode esta exercer funções necessárias. Mas o que estou longe é de confundir «música ligeira» com «música popular»."




E já no final apelava:
"E também gostaria de vos aconselhar outra coisa: é que deligenciásseis aumentar sempre o vosso nível artístico, procurando, na medida possível e de acôrdo com os vossos recursos, aproximar-vos da boa arte, cultivando a vossa sensibilidade no contacto dos melhores autores e da melhor música, fugindo da banalidade e empenhando-vos em atingir aquele grau de cultura que, nem por se vos afigurar distante e de penosa consecução, constitui menos a meta ideal para que deverão tender as vossas vontades."

"O Milho da Nossa Terra", canção da Beira-Baixa, é uma das muitas canções populares que Fernando Lopes Graça gravou. Fazia parte do disco "Canções regionais portuguesas" editado em 1970.




Fernando Lopes Graça - O Milho da Nossa Terra

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Opúsculos (1) - Fernando Lopes-Graça

Opúsculos (1) - Fernando Lopes-Graça

Sob o título "Opúsculos (1), é editado em 1984, pela Editorial Caminho, com o patrocínio do Ministério da Cultura, Direcção-Geral da Acção Cultural, Divisão de Música, o livro de Fernando Lopes-Graça.
O livro contempla 3 trechos "Bases teóricas da música" (2ª edição - original de 1944), "Breve ensaio sobre a evolução das formas musicais" (3ª edição - original de 1940) e "Pequena história da música de piano" (2ª edição - original de 1945).




Diz o próprio Fernando Lopes-Graça em nota preliminar:
"A finalidade deste livrinho não é propriamente ensinar música, mas sim explicar, de uma for tanto quanto possível clara, lógica e sistemática  as suas noções teóricas fundamentais, de maneira a habilitar os que se interessam pelos problemas da música a poder abordá-los e compreendê-los com menos esforço do que aquele que, em geral, resulta quando se desconhecem completamente as suas bases e a sua complexa terminologia." 

Adquirido em 31 de Outubro de 1984 pelo preço de 300$00 ou seja 1,5€.


Fernando Lopes Graça - Canção da Vindima

Textos sobre música na revista "Vértice"

Desde sempre que me lembro da revista "Vértice".

Fazia o meu pai a assinatura desta revista tendo muitos exemplares resistido ao tempo. O mais antigo é o nº 43 de Janeiro de 1947 e tinha o preço de 7$50 (cerca de 4 Cêntimos).





Revista que, tanto quanto consegui apurar, terá tido o seu início em Coimbra em 1942 e durado até 1986, mantêm-se hoje, parece, em 2ª série com edição trimestral a partir de Lisboa.

"Revista de cultura e arte" assim se definia, tendo-se rapidamente transformado num espaço de resistência à ditadura. Entre estudos, críticas, publicação de poemas e contos e muito mais, encontrava-se por vezes algum artigo dedicado à música, a Popular, a Clássica o Jazz e até o Rock. É de alguns desses artigos que agora damos conta, acompanhados, com uma música alusiva.

Logo no referido nº 43 um texto de Francine Benoit intitulado"Canções populares portuguesas" sobre colecção de 24 canções de Fernando Lopes Graça (1906-1994) e o concerto na noite de 13 de Janeiro de 1947 nas Belas Artes com o autor e a cantora Arminda Correia (1903-1988).







Como termina o texto:
"as Canções Populares Portuguesas de Fernando Lopes Graça são muito mais do que devaneio de uns momentos; são uma tomada de consciência de um povo que pode, - ou podia, - ser forte e rico, como qualquer povo rico e forte."

Oportunidade para ouvir uma das canções citadas no artigo, "Canção da Vindima" (canção da Beira-Baixa aqui na interpretação do Coro Sinfónico Lisboa Cantat).




Fernando Lopes Graça - Canção da Vindima

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Conjunto Académico Orfeu - Good Bye

A música Pop-Rock (primeiramente, o Twist e o Ié-Ié) nos anos 60 teve na região do Porto os seus dignos representantes, muitos deixaram mesmo em gravação o seu testemunho para o futuro, eis alguns:
- Blusões Negros
- Cinco Bambinos
- Conjunto Académico Orfeu
- Conjunto Sousa Pinto
- Os Espaciais
- Morgans
- Pop Five Music Incorporated
- Tártaros
- Titãs

 Do Conjunto Académico Orfeu já aqui fiz eco com a sua versão de “Nivram”, o popular tema dos The Shadows, gravado no 1º EP em 1966.
Em 1967 gravaram o 2º e último EP com 4 faixas originais cantadas em inglês.






Mário Ferreira (órgão farfisa) diria à revista “Rádio e Televisão” em Fevereiro de 1968:
“Este disco foi preparado um tanto precipitadamente e, acima de tudo, é comercial.”

“Limitámo-nos a seguir os outros: criámos quatro melodias de música moderna copiadas do estilo inglês. E, porque isso não nos satisfaz, ainda que o sistema seja usado por outros conjuntos até de muita responsabilidade entre nós, como o Quinteto Académico e os Sheiks, não vamos ficar parados ou a preparar composições idênticas para as próximas gravações.”

E mais à frente , no mesmo artigo intitulado “conjunto académico «Orfeu»: «é preciso nacionalizar a música moderna»”:
“Já fomos informados de que gravaremos todos os próximos discos para a Belter, em Barcelona. Às dificuldades da nossa língua, como toda a gente tem dito e nós concordamos, parecem contrariar a adaptação à música iê-iê ou «pop», como lhe queiram chamar, o que estamos a importar de Inglaterra. No entanto, tal como fazem os próprios ingleses e, já os brasileiros, estamos a tentar adaptar algumas palavras, «abafando» sílabas, de forma a que se possa conceber esse enquadramento da nossa letra com a música, valorizando o conjunto das duas sem prejudicar o entendimento do tema. Isto levanta-nos muitas dificuldades, mas estamos a tentar, correndo mesmo o risco de não termos aceitação. Além disso, não podemos deixar de fugir aos temas de amor, tão estafados e sem interesse nas nossas letras. Há algo mais a comunicar ao público.” 

As gravações em Barcelona nunca chegaram a acontecer, o serviço militar e a guerra colonial poriam fim ao conjunto em 1969.
Ficamos assim com a 1ª música do 2ª e último EP do Conjunto Académico Orfeu, “Good Bye”.




Conjunto Académico Orfeu - Good Bye