sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A Garota Não - Este país não é para mães

 Algumas memórias de 2025

Verifico, agora, que muitos foram os álbuns de música popular portuguesa que durante o ano de 2025 tive de alguma forma oportunidade de ouvir. Infelizmente uma boa parte deles não tiveram a divulgação devida nos meios de comunicação tradicionais, rádio e TV, e que, definitivamente, é através das plataformas digitais, Youtube e Spotify, que as novidades são difundidas.

Eis uma lista de alguns álbuns que mereceram a minha atenção durante o ano findo:

- Luís Tinoco, João barradas - Unfolding
- Mão Morta - Viva La Muerte
- Linda Martini - Passa-Montanhas
- Capicua - Um Gelado Antes Do Fim Do Mundo
- Rão Kyao - Fado Bambu - No Som da Palavra
- Tó Trips - Dissidente
- Ana Bacalhau - Mundo Antena
- Rodrigo Leão - O Rapaz da Montanha
- Salvador Sobral, Sílvia Pérez Cruz - Sílvia & Salvador
- Montanha Mágica - Praia, Campo, Cidade e Montanha
- Minta & The Brook Trout - Stretch
- Márcia - Ana Márcia
- Carminho - Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir
- Miramar - Miramar III
- MXGPU - Sudden Light
- Noiserv - 7305
- A Garota Não - Ferry Gold
- Três Tristes Tigres - Arca


 
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Herdeira da melhor música de intervenção efectuada em Portugal, este ano, a escolha vai para A Garota Não com o seu trabalho "Ferry Gold". A canção é "Este país não é para mães".


A Garota Não - Este país não é para mães


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Katherine Priddy - Ready To Go

Algumas memórias de 2025

Felizmente que o mundo ainda vai dando cantoras como Katherine Priddy. Quando musicalmente parece estarmos a passar um período menos interessante (ou estarei eu mal informado?) ainda surgem nomes que nos cativam logo numa primeira audição. É o caso de Katherine Priddy que logo nos encantou no primeiro álbum "The Eternal Rocks Beneath" (2021) e confirmado em 2024 com "The Pendulum Swing".

Enquanto se aguarda pelo terceiro registo "These Frightening Machines" anunciado para o próximo mês de Março e no dizer da própria: “If the first album was for building a foundation, and the second album was about reinforcing what I’d already begun, the third album felt to me like a chance to be bolder, push out and try something new.”, 2025 viu ser publicado em vinil um belíssimo duplo álbum (na realidade só 3 faces têm áudio) gravado ao vivo "Live At Union Chapel".




Duplo álbum em vinil da Cooking Vinyl com a ref:COOKLP937

Uma delícia para os sentidos e uma boa entrada para descobrir Katherine Priddy. Ouça-se "Ready To Go" e digam lá se não tenho razão...


Katherine Priddy - Ready To Go

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Poor Creature - All Smiles Tonight

Algumas memórias de 2025

Num ano que ficou atrás, em meu entender, de anos anteriores, onde, ao que me foi dado ouvir, não surgiu nada de altamente recomendável em termos de inovação e/ou de elevar a música popular a níveis qualitativos maiores, não deixei de ouvir algumas das propostas surgidas e que passo a sugerir a respectiva audição:

The Weather Station - Humanhood
Sharon Van Etten - Sharon Van Etten & the Attachment Theory
Hank Dogs - Fiveways
Valerie June - Owls, Omens and Oracles
Marc Ribot - Map of a Blue City
Brian Eno, Beastie Wolfe - Luminal
Wet Leg - Moisturizer
Swans - Birthing
Sharp Pins - Radio DDR
Big Thief - Double Infinity
Patrick Watson - Uh Oh
Poor Creature - All Smiles Tonight
Mànran - To the Wind

No entanto, é da Irlanda que continuam a vir as melhores propostas. Em mais uma derivação dos poderosos Lankum estreou em 2025 o trio Poor Creature a explorar variações do Folk Psicadélico com o álbum "All Smiles Tonight". 

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Oito longos temas, somente três são originais, constituem este álbum a demonstrar o manancial infindável da música tradicional tão bem aqui recriada.

Poor Creature são a revelação de 2025. Para audição fica o tema título.

Poor Creature - All Smiles Tonight

domingo, 11 de janeiro de 2026

Donovan - What's a girl

 Algumas memórias de 2025

O velho hippie está de volta, ou melhor, na realidade nunca nos deixou. Donovan está com 79 anos e mais de 60 de carreira na qual se destaca o período de 1965 a 1973 onde produziu 11 álbuns do melhor Folk-Rock que então se praticava na Grã-Bretanha.

Sem o fulgor de então continuou a actuar e gravar até aos nossos dias sendo que são as canções dos anos 60 e 70 que perduram entre o melhor que recordamos do Folk e géneros adjacentes que ele cultivou.


O final do ano 2025 viu surgir um novo álbum e pena é que seja somente digital. De nome "What's a girl" é composto por um conjunto de canções nunca lançadas antes e que só podiam ser encontradas em gravações não oficiais. 

Na página oficial Donovan diz:"In this last Month of my Sixtieth Anniversary Celebration Year of 2025, I present an album of my much loved fusions of Metal Folk, Gaelic Romance, Orchestral Classical Folk, Grunge Pop and Poetry. I never released these tracks officially until now, they escaped for a while as bootlegs. And now as a fitting Finale to my 2025 D60, here they are."


Donovan - What's a girl

sábado, 10 de janeiro de 2026

David Byrne - Everybody Laughs

Algumas memórias de 2025

Para hoje uma das melhores memórias que 2025 deixou: o último álbum de David Byrne.

David Byrne pertence à primeira geração pós anos 60 tendo-se revelado à frente de uma das melhores bandas de então, os Talking Heads (1975-1991). A solo estreou-se ainda nos 80 e assim continua até aos nossos dias com uma muito interessante discografia.

Agora, já com 73 anos, publica "Who Is the Sky?" acompanhado pela Ghost Train Orchestra e é um dos discos que mais tenho ouvido desde que foi editado em Setembro passado. "Who Is the Sky?" sobressai no actual panorama musical onde as novidades, pelo menos para mim, não têm trazido nada de muito cativante, apresentando uma vivacidade digna de realce com canções que se gosta logo à primeira audição.

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Num disco muito equilibrado "Everybody Laughs"  e "What Is the Reason for It?" entraram imediatamente na minha cabeça e, por vezes, dou-me a cantarolá-las como nos bons velhos tempos de juventude quando as boas novidades eram frequentes e isso é um grande elogio para "Who Is the Sky?"

Num tempo em que não me identifico com a maior parte dos álbuns que aparecem nas diferentes listas como os melhores do ano, fico com este "Who Is the Sky?" como o trabalho de 2025 que me deu mais prazer continuando assim a lista daqueles que o tenho vindo a considerar, lembrando:

2016 - PJ Harvey - "The Hope Six Demolition Project"
2017 - Laura Marling - "Semper Femina"
2018 - Lucy Dacus - "Historian"
2019 - Angel Olsen - "All Mirrors"
2020 - Adrianne Lenker -  "Songs and Instrumentals"
2021 - Katherine Priddy - "The Eternal Rocks Beneath"
2022 - The Unthanks - "Sorrows Away"
2023 - Lankum - False Lankum
2024 - Katherine Priddy - The Pendulum Swing

David Byrne - Everybody Laughs

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Peggy Seeger - I Want to Meet Paul Simon

Algumas memórias de 2025

Antes de passar a um conjunto de memórias relativas a artistas mais recentes, não podia terminar esta série relativa a músicos que que nos anos 60 já tinham actividade artística sem recordar Peggy Seeger.

Peggy Seeger tem actualmente 90 anos e em 2025 publicou "Teleology", aquele que parece ser o seu último álbum. Peggy Seeger tem uma longa carreira sendo necessário recuar aos anos 50 para encontrar os seus primeiros registos. A conhecida canção "The First Time Ever I Saw Your Face" escrita, ainda nos anos 50, por Ewan MacColl para Peggy Seeger só seria gravada por esta em 1962 e seria um grande êxito 10 anos mais tarde na voz de Roberta Flack.

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Curiosidade, "The First Time Ever I Saw Your Face" é novamente interpretada neste último álbum onde Peggy Seeger revela ainda uma frescura vocal invejável para a sua idade. Nele consta este agradável " I Want to Meet Paul Simon" que ao que parece não chegou a conhecer pessoalmente.


Peggy Seeger - I Want to Meet Paul Simon

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Van Morrison - Memories and Visions

 Algumas memórias de 2025

É verdade, os últimos álbuns de Van Morrison não me satisfizeram. Não que fossem de se ignorar mas também não ficaram para múltiplas audições, faltava qualquer coisa que discos mais antigos de Van Morrison possuíam. E, confesso, tinha já dúvidas se voltaria a sentir aquele prazer único que noutros tempos os seus trabalhos proporcionavam. E eis que o álbum que mais terei ouvido em 2025 foi o último álbum de originais designado "Remembering Now" e junta-se assim ao melhor que neste século gravou como "Magic Time" (2005), "Keep Me Singing" (2016) e "Three Chords & the Truth" (2019).


CD editado por Exile Productions com a ref: 4003445666

Sem acusar os seus já 80 anos "Remembering Now" encontra-se entre o melhor que o ano de 2025 nos deixou, um ano que parece não primar por grandes novidades...

"Memories and Visions" revela bem a qualidade deste álbum. Que se repita por muitos anos pois a música popular bem precisa de Van Morrison.


Van Morrison - Memories and Visions


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Joni Mitchell - Summertime

Algumas memórias de 2025

Presença regular nestas memórias é Joni Mitchell. Pese o seu último disco de originais ser de 2007 ("Shine"),  Joni Mitchell tem-nos prendado com publicações diversas, em particular os excelentes arquivos dos quais já foram editados, em 4 volumes, os anos de 1963 a 1980. Em 2025, uma nova caixa mas desta vez não na continuação cronológica dos 4 volumes referidos. Trata-se de "Joni's Jazz", uma caixa de 4 CD transversal a toda a carreira de Joni Mitchell, uma abordagem jazzística à sua obra que conta com a colaboração de nomes grandes do Jazz como Wayne Shorter, Herbie Hancock, Jaco Pastorius e Charles Mingus.




Caixa de 4 CD da editora Rhino com a ref:
R2 727353 / 603497818754

Esta colectânea de canções vai do primeiro álbum "Song To a Seagull" (1968) até à recente aparição no Festival de Newport (2022) do qual resultou o álbum "Joni Mitchell at Newport" (2023) ou seja cerca de 55 anos de gravações. Horas de prolongado prazer é o que proporciona a audição de "Joni's Jazz". Espera-se que Joni Mitchell tenha longa vida e que continue a marcar presença com os seus arquivos que, espero, estejam longe de estar esgotados.


Joni Mitchell - Summertime

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Neil Young -Talkin to the Trees

Algumas memórias de 2025

Inevitavelmente, Neil Young. Presença regular nestas minhas memórias, Neil Young não pára e mantem a sua actividade artística bem presente quer em concertos que na produção discográfica. Assim em 2025 vimos ser editados os seguintes álbuns:

- "Coastal: The Soundtrack"

Banda sonora do filme documentário, "Coastal", realizado por Daryl Hannah durante o Tour a solo de 2023.

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- "Official Release Series Discs 26, 27, 28 & 29"

No que diz respeito aos arquivos de Neil Young este ano viu sair o Volume 6 da série correspondente aos discos originais (ORS), contendo esta caixa os disco 26, 27, 28 e 29 ou seja, respectivamente "Harvest Moon" (1992), "Unplugged" (1993), "Sleeps With Angels" (1994) e "Mirror Ball" (1995).

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4 discos essenciais de uma fase particularmente boa de Neil Young. Uma boa aquisição para quem a seu tempo não adquiriu os originais.

- "Oceanside Countryside"

No entanto, a primeira novidade de 2025 ocorreu logo em Março com a edição de "Oceanside Countryside". Trata-se do nº 7 da Special Release Series (SRS) com material gravado e não editado a seu tempo. Originalmente gravado em 1977 é composto por 10 temas que, com a excepção de "Dance, Dance, Dance" que Neil Young ainda não tinha editado em álbum de estúdio, já tinham sido publicadas noutros álbuns de originais.

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Agora é a vez das misturas originais serem publicadas na recuperação de mais um álbum "perdido" de Neil Young que deveria ter precedido "Comes a Time".

- "Talkin to the Trees"

Por fim o último álbum de originais com a sua nova banda The Chrome Hearts. É isto que gosto em Neil Young, no ano em que fez 80 anos grava com um novo grupo e escreve canções de protesto contra a situação política nos USA (ouça-se “Let’s Roll Again” e "Big Change"). Paradoxalmente, esta irreverência nem sempre resulta num bom álbum e "Talking to the Trees" não ficará, com certeza, entre o melhor que a sua longa carreira já nos proporcionou.

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"Talkin to the Trees" leva três estrelas o que é pouco para o que nos habituou.

Fica o tema título: "Talkin to the Trees".


Neil Young -Talkin to the Trees




 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Robert Plant - Chevrolet

 Algumas memórias de 2025

Robert Plant tem 77 anos e ficou conhecido como o vocalista de uma das melhores bandas de Rock de sempre, os Led Zeppelin. Os Led Zeppelin (1968-1980) preencheram musicalmente toda a minha juventude e ninguém naquele tempo ficou indiferente às capacidades vocais que Robert Plant evidenciava (ouça-se "Whole Lotta Love" (1969)). Com o fim dos Led Zeppelin o período áureo do Rock terminou e muitos dos grupos oriundos dos anos 60 estavam em decadência.

Dadas as características vocais de Robert Plant seria de temer o seu futuro artístico, pois uma voz daquelas não se aguenta para toda a vida. No entanto, Robert Plant soube moldar a sua música nova e a interpretação de êxitos antigos ao envelhecer da voz e hoje é ainda com muito agrado que se ouvem as novas gravações. Inteligentemente, a vertente Folk ganhou peso e os acompanhamentos vocais de Alison Krauss ou Suzi Dian servem na perfeição.

É o caso do álbum mais recente, "Saving Grace", publicado em Setembro de 2025.

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"Chevrolet" é tema bem antigo e sucessivamente recuperado, lembro-me de DonovanTaj Mahal, The Strollers (o duo de José Duarte e Teresa Paula Brito), agora abre o novo álbum de Robert Plant.


Robert Plant - Chevrolet

sábado, 3 de janeiro de 2026

Eric Clapton - Moon River

 Algumas memórias de 2025

Se bem que "Meanwhile" tenha sido editado digitalmente em 2024, a forma física só apareceu em 2025 e por isso aqui incluo-o. Trata-se do último trabalho de Eric Clapton, essa verdadeira lenda viva da música popular. Actualmente com 80 anos efectuou em 2025 tournée pela Europa e também ao Japão e EUA, para 2026 já estão previstos novos concertos sendo os mais próximos em a Madrid e Barcelona.

Sem o encanto de outros tempos, pelo menos para mim, continua um percurso seguro ancorado no Blues-Rock ao qual teve sempre ligações. "Meanwhile" não encanta, mas também não desilude, é de audição muito agradável.


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Com grande nostalgia por outros tempos ficamos com "Moon River", um tema de Henry Mancini de 1961, gravado em 2023 em colaboração com Jeff Beck poucos meses antes de falecer.


Eric Clapton - Moon River



sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Santana - Blues for Salvador

Algumas memórias de 2025

Vai longe o tempo de "Santana" (1969), "Abraxas" (1970), "Santana III" (1971) e "Caravensarai" (1972), álbuns que na altura muito apreciei pela inovação que a música de Carlos Santana então representava. Rock Latino assim se designaram aqueles sons que misturavam o Rock, o Jazz e a música latina que Santana e restantes músicos tão bem cultivavam. 

Depois foi a consagração de uma carreira notável sempre a primar pelo bom gosto pese alguma aproximação ao Pop Mainstream.

Santana sempre apresentou uma identidade sonora fácil de identificar logo aos primeiros acordes da sua guitarra, uma característica que parece ir-se perdendo na música feita hoje em dia: identidade.


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Carlos Santana é um sobrevivente da década de 60. Actualmente, com 78 anos, continua em grande actividade quer em termos de concertos quer em gravações. 2025 viu ser publicado "Sentient", uma compilação de temas em colaboração com  Michael Jackson, Smokey Robinson, Miles Davis, Paolo Rustichelli, Darryl “DMC” McDaniels e a sua esposa Cindy Blackman Santana. Inclui três temas anteriormente não publicados.


"Blues for Salvador" é o tema escolhido. Tema incluído, originalmente, no álbum com o mesmo nome, editado em 1989 e que mereceu um Grammy para Best Rock Instrumental Performance.

Santana - Blues for Salvador

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Ringo Starr - Look Up

 Algumas memórias de 2025

Definitivamente, não tenho dado a devida atenção a este meu projecto iniciado no ido ano de 2014. Outros motivos de interesse, como a fotografia, são agora dominantes e a idade também já não ajuda na manutenção praticamente diária que em anos passados fiz. A paixão pela música, essa mantem-se e faz com que pelo menos uma vez por ano aqui volta para dar conta do que mais ouvi no ano acabado.

2025, foi, talvez, o ano que menos discos adquiri, o que revela, por um lado que a música actual tem sido menos atrativa e aquela efectuada pela geração de 60 é cada vez mais diminuta e por vezes esgotada em termos de inovação. Mesmo assim alguns que aprendi a admirar ainda no final dos anos 60, tinha eu 13, 14 anos, teimam em continuar a editar, seja com novas gravações ou recuperação de vastos e importantes arquivos. Eis alguns nomes: Van Morrison, Neil Young, Joni Mitchell, Eric Clapton, Carlos Santana, Ringo Starr, Robert Plant, Cat Stevens, etc..

Os dois ex-Beatles ainda vivos mantêm-se no activo e não abandonam os estúdios. Depois de Paul McCartney ter editado em 2024 "One Hand Clapping" com gravações efectuados com os Wings em 1974, disco que passou quase despercebido, em 2025 é a vez do simpático Ringo Starr publicar logo no início do ano, "Look Up", um disco pró Country que, apesar das críticas positivas não teve melhor destino que o de Paul McCartney.



Um disco mediano com Ringo sem grande voz, nunca teve, mas, mesmo assim, um bom antídoto para os dias sombrios que vivemos. Peace and Love, Ringo!



Ringo Starr - Look Up

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Calexico - Crystal Frontier

 Calexico na Casa da Música em 04/02/2025

Começou bem o ano de 2025 em termos de concertos. O primeiro foi ontem com os Calexico na Casa da Música.

Os Calexico são na sua base um duo constituído por Joey Burns (voz, guitarras, etc,) e John Convertino (bateria) neste concerto em formato de trio com Martin Wenk (trompete, baixo, etc., etc.) que proporcionaram um excelente concerto embora uma formação mais completa atingiria, creio, patamares superiores.



Joey Burns

Martin Wenk

John Convertino


Abordagem de outras sonoridades que ultrapassam o Rock convencional têm na sua génese influências mexicanas que lhe confere uma agradável mistura entre o novo e o antigo. Têm uma dúzia de ãlbuns publicados e mereciam ser melhor conhecidos,

Não tocaram, mas também não foi preciso, aquela que é talvez a sua música mais conhecida, "Crystal Frontier" do já longínquo ano de 2000.


Calexico - Crystal Frontier

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Cara de Espelho - Político Antropófago

Algumas memórias de 2024

E agora, a minha escolha de 2024 para a Música Popular Portuguesa. Continua a verificar-se um número razoável de gravações a merecer a melhor atenção. As propostas foram várias e bastante variadas, desde o Pop da Lena d'Água, o indie-Rock dos portuenses Best Youth, a fusão de Ana Lua Caiano, o regresso do Vitorino e da Amélia Muge, muita atenção para "Um Gato é Um Gato", aos novos caminhos da nossa melhor música de expressão popular com os Cara de Espelho.

Eis uma lista variada do que ouvi em 2024:

Best Youth - Everywhen
Ana Lua Caiano - Vou Ficar Neste Quadrado
Capitão Fausto - Subida Infinita
Jorge Cruz - Transumante
Branko - Soma
Vitorino - Não Sei do Que É Que Se Trata, Mas Não Concordo
Lena d'Água - Tropical Glaciar
Samuel Úria - 2000 A.D.
Cara de Espelho - Cara de Espelho
Camané - Camané ao Vivo no CCB - Homenagem a José Mário Branco
Amélia Muge - Um Gato é Um Gato


A escolha recai sobre o álbum homónimo dos Cara de Espelho que transportam as raízes da música tradicional para sonoridades modernas que rapidamente nos cativam.


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Formados a partir de elementos dos Naifa, Deolinda, Ornatos Violeta, Gaiteiros de Lisboa e Humanos (boas referências, portanto) deseja-se que este álbum seja o primeiro de muitos, sempre em renovação e desconformados com o mundo em que vivemos actualmente.


Cara de Espelho - Político Antropófago

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Adrianne Lenker - Ruined

Algumas memórias de 2024

Não podia terminar estas memórias de 2024 sem me referir ao álbum mais recente de Adrianne Lenker.

Depois de a ter referido nas minhas escolhas de 2020 com o então duplo CD  "Songs and Instrumentals", eis que volta a encontrar-se, com o trabalho "Bright Future", entre as minhas preferências do ano de 2024  que só vem confirmar as qualidades que já lhe tinha notado anteriormente. Diria que Adrianne Lenker continua a fazer uma síntese perfeita entre o tradicional e as expressões mais modernas da música popular.


Edição 4AD em CD com a ref: 4AD0649CD

Numa sonoridade mais intimista e personalizada que nos seus Big Thief, a agradar a públicos mais próximos do Rock, "Bright Future" é mesmo nomeado para o álbum Folk do ano nos Grammy Awards do ano passado e a revista "Uncut" coloca-o como o 6º melhor álbum do ano.

"Bright Future" a justificar múltiplas audições, pois a ligação à música crescer a cada nova escuta. Adrianne Lenker com uma escrita cada vez mais refinada, a certeza de proporcionar longas horas de deleite.

Ouça-se "Ruined". A canção mais bonita de 2024?

Adrianne Lenker - Ruined

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Aoife O'Donovan - All My Friends

Algumas memórias de 2024

Por vezes acontece. Descobre-se um nome que se devia já conhecer há muito tempo. É o caso de hoje, o nome é Aoife O'Donovan, que só me leva a pensar quantos e quantos bons músicos haverá por aí e que não chegamos a conhecer. Neste caso, culpa minha com certeza que, sabe-se lá porquê, verifico ter maior dificuldade em acompanhar devidamente o que vem dos Estados Unidos do que é original da Grã-Bretanha.

Mais uma figura do Folk-Rock que tanto estimo e cujo trabalho remonta ao início do século. Primeiro no grupo Crooked Still (2001–2011), depois Sometimes Why (2005–2009) e finalmente I'm With Her (desde 2014), paralelamente com carreira a solo desde 2010.


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"All My Friends " é o álbum de 2024 e foi aqui que a descobri, fica como a minha descoberta do ano. Entre o Folk e o Pop-Rock as nove canções (oito originais e "The Lonesome Death of Hattie Carroll" versão de um original de Bob Dylan), que se desenvolvem com arranjos atraentes e bem envolventes, dão corpo ao projecto de celebração dos 100 anos do direito de voto das mulheres nos Estados Unidos.

Segue o tema título "All My Friends" numa versão ao vivo com a National Symphony Orchestra.


Aoife O'Donovan - All My Friends


terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Laura Marling - Patterns

Algumas memórias de 2024

Seria injusto não efectuar mais 2 ou 3 Regresso ao Passado relativamente às minhas escolhas do ano de 2024. Laura Marling seria uma delas.

Tomei conhecimento da música de Laura Marling em 2010 a propósito da publicação do 2º álbum "I Speak Because I Can", há muito que não descobria uma voz feminina como esta. Ficou a dúvida se ficaria na lista dos meus músicos preferidos ou se teria sido algo passageiro como por vezes acontece.

A dúvida seria dissipada rapidamente com a discografia posterior destacando-se logo com "Once I Was an Eagle" de 2013 e não mais deixei de a seguir.

Reflexões de Laura Marling após o nascimento da primeira filha (no anterior "Song for Our Daughter", escrevia para uma filha ficcional), "Patterns in Repeat" mantém os padrões de qualidade elevados a que nos tinha habituado.



Edição Chrysalis 2024 com a ref: BRC266



Que os mantenha por muitos anos de forma a proporcionarmos momentos como neste "Patterns".


Laura Marling - Patterns

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Katherine Priddy - First House On The Left

Algumas memórias de 2024

Não foi fácil a escolha do álbum do ano de 2024. Vários se posicionaram no topo das minhas preferências, destaco: 

- Katherine Priddy - The Pendulum Swing
- Adrianne Lenker - Bright Future
- The Unthanks - In Winter
- Laura Marling - Patterns in Repeat

Sem outro critério senão aquele que mais ouvi ao longo do ano, também foi o primeiro a ser editado, ficamos com Katherine Priddy e o seu 2º trabalho "The Pendulum Swing".


Edição de 2024 da Cooking Vinyl com a ref: COOKCD910


Na prova sempre difícil do 2º álbum Katherine Priddy passou com distinção, é daqueles discos que quanto mais se ouve mais se fica a gostar. Não sendo de efeitos tão imediatos como em "The Eternal Rocks Beneath", continua a encantar-nos com a sua escrita fazendo-nos lembrar por vezes Nick Drake, Joni Mitchell e até Sandy Denny.

Recordam-se as escolhas que fiz desde 2016:

2016 - PJ Harvey - "The Hope Six Demolition Project"
2017 - Laura Marling - "Semper Femina"
2018 - Lucy Dacus - "Historian"
2019 - Angel Olsen - "All Mirrors"
2020 - Adrianne Lenker -  "Songs and Instrumentals"
2021 - Katherine Priddy - "The Eternal Rocks Beneath"
2022 - The Unthanks - "Sorrows Away"
2023 - Lankum - False Lankum

Reparo agora que as minhas escolhas estão todas no feminino, porque será?


Katherine Priddy - First House On The Left

domingo, 12 de janeiro de 2025

Tindersticks - Pinky In The Daylight

 Algumas memórias de 2024

Já ultrapassaram as três décadas de existência e continuam, sabiamente, a produzir grandes discos. Os Tindersticks continuam a ser uma das minhas bandas preferidas. A sua discografia é já bem extensa e confesso, admiro-os tanto, que tenho algum receio quando sai um novo disco, será que é desta vez que me vão desiludir? Ainda por cima a discografia inicial foi particularmente boa e difícil de igualar, acrescente-se a saída de Dickon Hinchliffe (violinista e orquestrador) em 2006 para recear o pior. Mas não, os Tindersticks, sem abandonar as principais características, a voz Soul de Stuart A. Staples e o acompanhamento orquestral, refinaram a panóplia de instrumentos, mesmo ao vivo, que vão desde o vibrafone e/ou glockenspiel aos metais.


Edição em CD com a ref: Lucky Dog41/Slang50584

"Soft Tissue" o novo álbum de originais de 2024 não desiludiu e dele já dei nota a propósito do concerto que assisti em Leiria em Novembro passado.

Também em 2024 é publicado um novo álbum ao vivo dos Tindersticks, "Mayday '22", gravado no Royal Festival Hall, London a propósito da turnê dos 30 anos do grupo. Diria que é o álbum de entrada ideal para quem ainda não conhece os Tindersticks. Único senão, a sua aquisição só é possível nos concertos e eu sou um felizardo por ter um. 

Edição em duplo CD com a ref: Lucky Dog 42CD

Revisão certeira de uma obra extensa e plena de momentos de encantamento como este "Pinky In The Daylight".


Tindersticks - Pinky In The Daylight

sábado, 11 de janeiro de 2025

Beth Gibbons - Tell Me Who You Are Today

Algumas memórias de 2024

Foram múltiplos os álbuns em 2024, para além dos já referidos, anteriormente, a que dei, de alguma forma, atenção e que são dignos da respectiva audição. Eis, sem qualquer ordem em especial, alguns deles:

Katherine Priddy - The Pendulum Swing
Tindersticks - Soft Tissue
- Tindersticks - Mayday ‘22
Adrianne Lenker - Bright Future
The Unthanks - In Winter
Laura Marling - Patterns in Repeat
- The Smile - Wall of Eyes
- Mary Hakverson - Cloudward
- Emma Gatrill - Come Swim
- Sam Lee - Songdreaming
- Julia Holter - Something in the Room She Moves
- St. Vincent - All Born Screaming
- Aoife O'Donovan - All My Friends
- Beth Gibbons - Lives Outgrown
- Laurie Anderson - Amelia
- Martin Simpson - Skydancers
- Beauty Junkyards - Nova
- Nubya Garcia - Odyssey
- Father John Misty - Mahashmashana


De saudar o regresso de Beth Gibbons sendo "Lives Outgrown" a sua primeira gravação a solo. Vão já longe os tempos de "Dummy" (1994) dos Portishead, que exploraram novas sonoridades para a música popular e onde a voz tímida, sussurrante e melancólica de Beth Gibbons se fazia notar.





"Lives Outgrown" foi bem recebido pela crítica e acompanhou-me ao longo de 2024. Melhor álbum do ano para a revista "Time", começa com "Tell Me Who You Are Today".


 Beth Gibbons - Tell Me Who You Are Today

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Nick Cave and the Bad Seeds - Wild God

Algumas memórias de 2024

Passo agora para um conjunto de discos de gente mais nova que de alguma forma mereceram a minha atenção durante o ano de 2024. Alguns não tão novos quanto isso, como a escolha para hoje, Nick Cave, que daria os primeiros passos na música já na década de 70. Carreira sólida construída inicialmente nos Birthday Party, depois como Nick Cave and the Bad Seeds, no projecto Grinderman ou na parceria com Warren Wellis com quem assina uma inúmera série de bandas sonoras de filmes.

Em 2024 marcou presença com um novo trabalho com os Bad Seeds, o muito bem recebido pela crítica "Wild God".


Edição Bad Seed em CD de 2024 com a ref: BS023CD

Se bem que não se encontre entre os meus preferidos de Nick Cave, parece-me que entrou numa fase de exploração do que melhor sabe fazer, belas harmonias, uma voz poderosa, coros encantadores e instrumentação sólida e eficaz, e, por isso, o resultado final é sempre de não menosprezar.

Sem dúvida, muito agradável de se ouvir, este "Wild God" é mesmo para a revista "Uncut", e para o jornal Expresso também, o melhor álbum de 2024. Fica o tema título "Wild God".


Nick Cave and the Bad Seeds - Wild God

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Linda Thompson - Those Damn Roches

 Algumas memórias de 2024

Conhecia como Linda Peters, na realidade Linda Pettifer, quando em 1971 é publicado o álbum "Rock On" de um então denominado grupo The Bunch, um colectivo formado por músicos da cena Folk-Rock britânica centrado em elementos dos Fairport Convention com destaque para Richard Thompson e Sandy Denny. E nele constava também o nome de Linda Peters onde, na capa onde se fazia a sua apresentação, se lia, : "Sandy and Trevor say Linda is the most under-rated girl singer in the country. City folk haven't caugh up with her yet, either. From folk circuits shr comes, a long-time friend of Trevor and Sandy, wich is why she was asked to sing on this LP." É voz principal em "The Loco-motion", faz parte do coro em várias canções, mas é em "When Will I Be Loved" em dueto com a Sandy Denny que Linda Peters me chamou a atenção seguindo-a com atenção a partir daí.

O destaque maior viria rapidamente, depois de casar com Richard Thompson, gravando com ele até 1982 seis álbuns antológicos, com referência para "I Want to See the Bright Lights Tonight" (1974) e "Shoot Out the Lights (1982). Segue-se divórcio e carreira a solo. Mas começa também a ter problemas vocais que leva a que as gravações sejam bastante espaçadas e obviamente a inviabilizar o reconhecimento por um público mais alargado.

Manteve o nome Linda Thompson e é uma agradável surpresa quando vejo em 2024 anunciado um novo álbum de nome "Proxy Music" onde ela reproduz na capa a pose que se encontra no álbum "Roxy Music" de 1972 do grupo de Rock Progressivo com o mesmo nome.

Edição em CD pela Storysound com a ref:161-059

Fiquei, primeiro desconfiado pois não sabia se Linda Thompson estaria, aos 77 anos, à altura de dar voz a novo trabalho, depois apreensivo ao saber que sendo dela as novas composições não era ela que as interpretava. De seguida aliviado ao verificar quem as interpretava e finalmente deleitado quando o ouvi. Do melhor que o ano de 2024 nos deixou.

Eis a lista dos intérpretes: Kami Thompson, Martha Wainwright, The Proclaimers, Rufus Wainwright, Ren Harvieu, John Grant, The Rails, Dori Freeman, Eliza CarthyThe Unthanks e Teddy Thompson.

Sem um tema menor fica-se com a última canção do álbum "Those Damn Roches" na voz do filho Teddy Thompson.


 Linda Thompson - Those Damn Roches

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Richard Thompson - Singapore Sadie

Algumas memórias de 2024

O ano de 2024 trouxe-nos um novo trabalho de Richard Thompson, nome maior do Folk-Rock britânico cujo último álbum de estúdio, "13 Rivers", datava de 2018.

Nome histórico do melhor Folk-Rock alguma vez produzido, sendo um dos principais iniciadores do género, tenho-o seguido desde os tempos dos Fairport Convention dos quais foi um dos fundadores na segunda metade dos ano 60.

Fazia falta um novo disco, não considerando "Bloody Noses/Serpent's Tears" (2021) - coleção de gravações domésticas durante a pandemia que gostaria de ver devidamente editado com novas versões de estúdio, tal a importância e riqueza da sua obra. "Ship to Shore" não desilude conseguindo ainda figurar em algumas listas de melhores do ano.

Fiel ao seu estilo inconfundível, vocal, lírica e também instrumental, Richard Thompson continua a deslumbrar com a sua forma única de tocar guitarra que o torna ainda um dos melhores da actualidade.


Edição New West Records com a ref: NW6578


Assim começa "Ship to Shore", "Singapore Sadie" bem representativo da qualidade de mais um álbum imperdível.


Richard Thompson - Singapore Sadie

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Joni Mitchell - Intro To Coyote/Coyote

Algumas memórias de 2024

Infelizmente não temos álbuns novos de estúdio de Joni Mitchell desde 2007 e é altamente improvável que o venhamos a ter. Felizmente desde 2020 que, em progressiva recuperação de um aneurisma cerebral ocorrido em 2015, se tem dedicado à publicação dos seus arquivos. Assim, tendo desde 2022 feito já alguns concertos, em 2024 é publicado o 4º volume de material anteriormente não editado referente ao período de 1976-1980. Período este em que foram editados os álbuns "Hejira" (1976), "Don Juan's Reckless Daughter" (1977), "Mingus" (1979) e ao vivo "Shadows and Light" (1980), também estes remasterizados e reeditados em caixa em 2024. Resumindo:

- "The Asylum Albums (1976–1980)" é composto por 5 CD que correspondem aos 4 álbuns editados por Joni Mitchell no período em causa.


Edição Asylum, caixa de 5CD com a ref: R2 726169 / 603497827015



- "Joni Mitchell Archives – Vol. 4: The Asylum Years (1976–1980)" é composto por 6 CD e um booklet de 36 páginas com fotos anteriormente não publicadas e entrevista actual de Cameron Crowe a Joni Mitchell.


Edição Rhino, caixa de 6 CD com ref: R2 726672 / 603497823680


Tenho-me deliciado com estas caixas de arquivos e este 4º volume é, para já, a minha preferida. Talvez por ser neste período que Joni Mitchell levou o Folk a uma experiência mais avançada, mais próxima do Jazz, que ficaram testemunhados nos álbuns originais acima citados e que sempre tanto apreciei.

Para audição proponho "Intro To Coyote/Coyote" ao vivo em Montreal Forum, Canadá, a 4 de Dezembro de 1975, composição que surgiria no ano seguinte no álbum "Hejira"


Joni Mitchell - Intro To Coyote/Coyote