sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A Garota Não - Este país não é para mães

 Algumas memórias de 2025

Verifico, agora, que muitos foram os álbuns de música popular portuguesa que durante o ano de 2025 tive de alguma forma oportunidade de ouvir. Infelizmente uma boa parte deles não tiveram a divulgação devida nos meios de comunicação tradicionais, rádio e TV, e que, definitivamente, é através das plataformas digitais, Youtube e Spotify, que as novidades são difundidas.

Eis uma lista de alguns álbuns que mereceram a minha atenção durante o ano findo:

- Luís Tinoco, João barradas - Unfolding
- Mão Morta - Viva La Muerte
- Linda Martini - Passa-Montanhas
- Capicua - Um Gelado Antes Do Fim Do Mundo
- Rão Kyao - Fado Bambu - No Som da Palavra
- Tó Trips - Dissidente
- Ana Bacalhau - Mundo Antena
- Rodrigo Leão - O Rapaz da Montanha
- Salvador Sobral, Sílvia Pérez Cruz - Sílvia & Salvador
- Montanha Mágica - Praia, Campo, Cidade e Montanha
- Minta & The Brook Trout - Stretch
- Márcia - Ana Márcia
- Carminho - Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir
- Miramar - Miramar III
- MXGPU - Sudden Light
- Noiserv - 7305
- A Garota Não - Ferry Gold
- Três Tristes Tigres - Arca


 
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Herdeira da melhor música de intervenção efectuada em Portugal, este ano, a escolha vai para A Garota Não com o seu trabalho "Ferry Gold". A canção é "Este país não é para mães".


A Garota Não - Este país não é para mães


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Katherine Priddy - Ready To Go

Algumas memórias de 2025

Felizmente que o mundo ainda vai dando cantoras como Katherine Priddy. Quando musicalmente parece estarmos a passar um período menos interessante (ou estarei eu mal informado?) ainda surgem nomes que nos cativam logo numa primeira audição. É o caso de Katherine Priddy que logo nos encantou no primeiro álbum "The Eternal Rocks Beneath" (2021) e confirmado em 2024 com "The Pendulum Swing".

Enquanto se aguarda pelo terceiro registo "These Frightening Machines" anunciado para o próximo mês de Março e no dizer da própria: “If the first album was for building a foundation, and the second album was about reinforcing what I’d already begun, the third album felt to me like a chance to be bolder, push out and try something new.”, 2025 viu ser publicado em vinil um belíssimo duplo álbum (na realidade só 3 faces têm áudio) gravado ao vivo "Live At Union Chapel".




Duplo álbum em vinil da Cooking Vinyl com a ref:COOKLP937

Uma delícia para os sentidos e uma boa entrada para descobrir Katherine Priddy. Ouça-se "Ready To Go" e digam lá se não tenho razão...


Katherine Priddy - Ready To Go

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Poor Creature - All Smiles Tonight

Algumas memórias de 2025

Num ano que ficou atrás, em meu entender, de anos anteriores, onde, ao que me foi dado ouvir, não surgiu nada de altamente recomendável em termos de inovação e/ou de elevar a música popular a níveis qualitativos maiores, não deixei de ouvir algumas das propostas surgidas e que passo a sugerir a respectiva audição:

The Weather Station - Humanhood
Sharon Van Etten - Sharon Van Etten & the Attachment Theory
Hank Dogs - Fiveways
Valerie June - Owls, Omens and Oracles
Marc Ribot - Map of a Blue City
Brian Eno, Beastie Wolfe - Luminal
Wet Leg - Moisturizer
Swans - Birthing
Sharp Pins - Radio DDR
Big Thief - Double Infinity
Patrick Watson - Uh Oh
Poor Creature - All Smiles Tonight
Mànran - To the Wind

No entanto, é da Irlanda que continuam a vir as melhores propostas. Em mais uma derivação dos poderosos Lankum estreou em 2025 o trio Poor Creature a explorar variações do Folk Psicadélico com o álbum "All Smiles Tonight". 

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Oito longos temas, somente três são originais, constituem este álbum a demonstrar o manancial infindável da música tradicional tão bem aqui recriada.

Poor Creature são a revelação de 2025. Para audição fica o tema título.

Poor Creature - All Smiles Tonight

domingo, 11 de janeiro de 2026

Donovan - What's a girl

 Algumas memórias de 2025

O velho hippie está de volta, ou melhor, na realidade nunca nos deixou. Donovan está com 79 anos e mais de 60 de carreira na qual se destaca o período de 1965 a 1973 onde produziu 11 álbuns do melhor Folk-Rock que então se praticava na Grã-Bretanha.

Sem o fulgor de então continuou a actuar e gravar até aos nossos dias sendo que são as canções dos anos 60 e 70 que perduram entre o melhor que recordamos do Folk e géneros adjacentes que ele cultivou.


O final do ano 2025 viu surgir um novo álbum e pena é que seja somente digital. De nome "What's a girl" é composto por um conjunto de canções nunca lançadas antes e que só podiam ser encontradas em gravações não oficiais. 

Na página oficial Donovan diz:"In this last Month of my Sixtieth Anniversary Celebration Year of 2025, I present an album of my much loved fusions of Metal Folk, Gaelic Romance, Orchestral Classical Folk, Grunge Pop and Poetry. I never released these tracks officially until now, they escaped for a while as bootlegs. And now as a fitting Finale to my 2025 D60, here they are."


Donovan - What's a girl

sábado, 10 de janeiro de 2026

David Byrne - Everybody Laughs

Algumas memórias de 2025

Para hoje uma das melhores memórias que 2025 deixou: o último álbum de David Byrne.

David Byrne pertence à primeira geração pós anos 60 tendo-se revelado à frente de uma das melhores bandas de então, os Talking Heads (1975-1991). A solo estreou-se ainda nos 80 e assim continua até aos nossos dias com uma muito interessante discografia.

Agora, já com 73 anos, publica "Who Is the Sky?" acompanhado pela Ghost Train Orchestra e é um dos discos que mais tenho ouvido desde que foi editado em Setembro passado. "Who Is the Sky?" sobressai no actual panorama musical onde as novidades, pelo menos para mim, não têm trazido nada de muito cativante, apresentando uma vivacidade digna de realce com canções que se gosta logo à primeira audição.

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Num disco muito equilibrado "Everybody Laughs"  e "What Is the Reason for It?" entraram imediatamente na minha cabeça e, por vezes, dou-me a cantarolá-las como nos bons velhos tempos de juventude quando as boas novidades eram frequentes e isso é um grande elogio para "Who Is the Sky?"

Num tempo em que não me identifico com a maior parte dos álbuns que aparecem nas diferentes listas como os melhores do ano, fico com este "Who Is the Sky?" como o trabalho de 2025 que me deu mais prazer continuando assim a lista daqueles que o tenho vindo a considerar, lembrando:

2016 - PJ Harvey - "The Hope Six Demolition Project"
2017 - Laura Marling - "Semper Femina"
2018 - Lucy Dacus - "Historian"
2019 - Angel Olsen - "All Mirrors"
2020 - Adrianne Lenker -  "Songs and Instrumentals"
2021 - Katherine Priddy - "The Eternal Rocks Beneath"
2022 - The Unthanks - "Sorrows Away"
2023 - Lankum - False Lankum
2024 - Katherine Priddy - The Pendulum Swing

David Byrne - Everybody Laughs

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Peggy Seeger - I Want to Meet Paul Simon

Algumas memórias de 2025

Antes de passar a um conjunto de memórias relativas a artistas mais recentes, não podia terminar esta série relativa a músicos que que nos anos 60 já tinham actividade artística sem recordar Peggy Seeger.

Peggy Seeger tem actualmente 90 anos e em 2025 publicou "Teleology", aquele que parece ser o seu último álbum. Peggy Seeger tem uma longa carreira sendo necessário recuar aos anos 50 para encontrar os seus primeiros registos. A conhecida canção "The First Time Ever I Saw Your Face" escrita, ainda nos anos 50, por Ewan MacColl para Peggy Seeger só seria gravada por esta em 1962 e seria um grande êxito 10 anos mais tarde na voz de Roberta Flack.

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Curiosidade, "The First Time Ever I Saw Your Face" é novamente interpretada neste último álbum onde Peggy Seeger revela ainda uma frescura vocal invejável para a sua idade. Nele consta este agradável " I Want to Meet Paul Simon" que ao que parece não chegou a conhecer pessoalmente.


Peggy Seeger - I Want to Meet Paul Simon

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Van Morrison - Memories and Visions

 Algumas memórias de 2025

É verdade, os últimos álbuns de Van Morrison não me satisfizeram. Não que fossem de se ignorar mas também não ficaram para múltiplas audições, faltava qualquer coisa que discos mais antigos de Van Morrison possuíam. E, confesso, tinha já dúvidas se voltaria a sentir aquele prazer único que noutros tempos os seus trabalhos proporcionavam. E eis que o álbum que mais terei ouvido em 2025 foi o último álbum de originais designado "Remembering Now" e junta-se assim ao melhor que neste século gravou como "Magic Time" (2005), "Keep Me Singing" (2016) e "Three Chords & the Truth" (2019).


CD editado por Exile Productions com a ref: 4003445666

Sem acusar os seus já 80 anos "Remembering Now" encontra-se entre o melhor que o ano de 2025 nos deixou, um ano que parece não primar por grandes novidades...

"Memories and Visions" revela bem a qualidade deste álbum. Que se repita por muitos anos pois a música popular bem precisa de Van Morrison.


Van Morrison - Memories and Visions


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Joni Mitchell - Summertime

Algumas memórias de 2025

Presença regular nestas memórias é Joni Mitchell. Pese o seu último disco de originais ser de 2007 ("Shine"),  Joni Mitchell tem-nos prendado com publicações diversas, em particular os excelentes arquivos dos quais já foram editados, em 4 volumes, os anos de 1963 a 1980. Em 2025, uma nova caixa mas desta vez não na continuação cronológica dos 4 volumes referidos. Trata-se de "Joni's Jazz", uma caixa de 4 CD transversal a toda a carreira de Joni Mitchell, uma abordagem jazzística à sua obra que conta com a colaboração de nomes grandes do Jazz como Wayne Shorter, Herbie Hancock, Jaco Pastorius e Charles Mingus.




Caixa de 4 CD da editora Rhino com a ref:
R2 727353 / 603497818754

Esta colectânea de canções vai do primeiro álbum "Song To a Seagull" (1968) até à recente aparição no Festival de Newport (2022) do qual resultou o álbum "Joni Mitchell at Newport" (2023) ou seja cerca de 55 anos de gravações. Horas de prolongado prazer é o que proporciona a audição de "Joni's Jazz". Espera-se que Joni Mitchell tenha longa vida e que continue a marcar presença com os seus arquivos que, espero, estejam longe de estar esgotados.


Joni Mitchell - Summertime

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Neil Young -Talkin to the Trees

Algumas memórias de 2025

Inevitavelmente, Neil Young. Presença regular nestas minhas memórias, Neil Young não pára e mantem a sua actividade artística bem presente quer em concertos que na produção discográfica. Assim em 2025 vimos ser editados os seguintes álbuns:

- "Coastal: The Soundtrack"

Banda sonora do filme documentário, "Coastal", realizado por Daryl Hannah durante o Tour a solo de 2023.

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- "Official Release Series Discs 26, 27, 28 & 29"

No que diz respeito aos arquivos de Neil Young este ano viu sair o Volume 6 da série correspondente aos discos originais (ORS), contendo esta caixa os disco 26, 27, 28 e 29 ou seja, respectivamente "Harvest Moon" (1992), "Unplugged" (1993), "Sleeps With Angels" (1994) e "Mirror Ball" (1995).

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4 discos essenciais de uma fase particularmente boa de Neil Young. Uma boa aquisição para quem a seu tempo não adquiriu os originais.

- "Oceanside Countryside"

No entanto, a primeira novidade de 2025 ocorreu logo em Março com a edição de "Oceanside Countryside". Trata-se do nº 7 da Special Release Series (SRS) com material gravado e não editado a seu tempo. Originalmente gravado em 1977 é composto por 10 temas que, com a excepção de "Dance, Dance, Dance" que Neil Young ainda não tinha editado em álbum de estúdio, já tinham sido publicadas noutros álbuns de originais.

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Agora é a vez das misturas originais serem publicadas na recuperação de mais um álbum "perdido" de Neil Young que deveria ter precedido "Comes a Time".

- "Talkin to the Trees"

Por fim o último álbum de originais com a sua nova banda The Chrome Hearts. É isto que gosto em Neil Young, no ano em que fez 80 anos grava com um novo grupo e escreve canções de protesto contra a situação política nos USA (ouça-se “Let’s Roll Again” e "Big Change"). Paradoxalmente, esta irreverência nem sempre resulta num bom álbum e "Talking to the Trees" não ficará, com certeza, entre o melhor que a sua longa carreira já nos proporcionou.

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"Talkin to the Trees" leva três estrelas o que é pouco para o que nos habituou.

Fica o tema título: "Talkin to the Trees".


Neil Young -Talkin to the Trees




 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Robert Plant - Chevrolet

 Algumas memórias de 2025

Robert Plant tem 77 anos e ficou conhecido como o vocalista de uma das melhores bandas de Rock de sempre, os Led Zeppelin. Os Led Zeppelin (1968-1980) preencheram musicalmente toda a minha juventude e ninguém naquele tempo ficou indiferente às capacidades vocais que Robert Plant evidenciava (ouça-se "Whole Lotta Love" (1969)). Com o fim dos Led Zeppelin o período áureo do Rock terminou e muitos dos grupos oriundos dos anos 60 estavam em decadência.

Dadas as características vocais de Robert Plant seria de temer o seu futuro artístico, pois uma voz daquelas não se aguenta para toda a vida. No entanto, Robert Plant soube moldar a sua música nova e a interpretação de êxitos antigos ao envelhecer da voz e hoje é ainda com muito agrado que se ouvem as novas gravações. Inteligentemente, a vertente Folk ganhou peso e os acompanhamentos vocais de Alison Krauss ou Suzi Dian servem na perfeição.

É o caso do álbum mais recente, "Saving Grace", publicado em Setembro de 2025.

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"Chevrolet" é tema bem antigo e sucessivamente recuperado, lembro-me de DonovanTaj Mahal, The Strollers (o duo de José Duarte e Teresa Paula Brito), agora abre o novo álbum de Robert Plant.


Robert Plant - Chevrolet

sábado, 3 de janeiro de 2026

Eric Clapton - Moon River

 Algumas memórias de 2025

Se bem que "Meanwhile" tenha sido editado digitalmente em 2024, a forma física só apareceu em 2025 e por isso aqui incluo-o. Trata-se do último trabalho de Eric Clapton, essa verdadeira lenda viva da música popular. Actualmente com 80 anos efectuou em 2025 tournée pela Europa e também ao Japão e EUA, para 2026 já estão previstos novos concertos sendo os mais próximos em a Madrid e Barcelona.

Sem o encanto de outros tempos, pelo menos para mim, continua um percurso seguro ancorado no Blues-Rock ao qual teve sempre ligações. "Meanwhile" não encanta, mas também não desilude, é de audição muito agradável.


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Com grande nostalgia por outros tempos ficamos com "Moon River", um tema de Henry Mancini de 1961, gravado em 2023 em colaboração com Jeff Beck poucos meses antes de falecer.


Eric Clapton - Moon River



sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Santana - Blues for Salvador

Algumas memórias de 2025

Vai longe o tempo de "Santana" (1969), "Abraxas" (1970), "Santana III" (1971) e "Caravensarai" (1972), álbuns que na altura muito apreciei pela inovação que a música de Carlos Santana então representava. Rock Latino assim se designaram aqueles sons que misturavam o Rock, o Jazz e a música latina que Santana e restantes músicos tão bem cultivavam. 

Depois foi a consagração de uma carreira notável sempre a primar pelo bom gosto pese alguma aproximação ao Pop Mainstream.

Santana sempre apresentou uma identidade sonora fácil de identificar logo aos primeiros acordes da sua guitarra, uma característica que parece ir-se perdendo na música feita hoje em dia: identidade.


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Carlos Santana é um sobrevivente da década de 60. Actualmente, com 78 anos, continua em grande actividade quer em termos de concertos quer em gravações. 2025 viu ser publicado "Sentient", uma compilação de temas em colaboração com  Michael Jackson, Smokey Robinson, Miles Davis, Paolo Rustichelli, Darryl “DMC” McDaniels e a sua esposa Cindy Blackman Santana. Inclui três temas anteriormente não publicados.


"Blues for Salvador" é o tema escolhido. Tema incluído, originalmente, no álbum com o mesmo nome, editado em 1989 e que mereceu um Grammy para Best Rock Instrumental Performance.

Santana - Blues for Salvador

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Ringo Starr - Look Up

 Algumas memórias de 2025

Definitivamente, não tenho dado a devida atenção a este meu projecto iniciado no ido ano de 2014. Outros motivos de interesse, como a fotografia, são agora dominantes e a idade também já não ajuda na manutenção praticamente diária que em anos passados fiz. A paixão pela música, essa mantem-se e faz com que pelo menos uma vez por ano aqui volta para dar conta do que mais ouvi no ano acabado.

2025, foi, talvez, o ano que menos discos adquiri, o que revela, por um lado que a música actual tem sido menos atrativa e aquela efectuada pela geração de 60 é cada vez mais diminuta e por vezes esgotada em termos de inovação. Mesmo assim alguns que aprendi a admirar ainda no final dos anos 60, tinha eu 13, 14 anos, teimam em continuar a editar, seja com novas gravações ou recuperação de vastos e importantes arquivos. Eis alguns nomes: Van Morrison, Neil Young, Joni Mitchell, Eric Clapton, Carlos Santana, Ringo Starr, Robert Plant, Cat Stevens, etc..

Os dois ex-Beatles ainda vivos mantêm-se no activo e não abandonam os estúdios. Depois de Paul McCartney ter editado em 2024 "One Hand Clapping" com gravações efectuados com os Wings em 1974, disco que passou quase despercebido, em 2025 é a vez do simpático Ringo Starr publicar logo no início do ano, "Look Up", um disco pró Country que, apesar das críticas positivas não teve melhor destino que o de Paul McCartney.



Um disco mediano com Ringo sem grande voz, nunca teve, mas, mesmo assim, um bom antídoto para os dias sombrios que vivemos. Peace and Love, Ringo!



Ringo Starr - Look Up