Data de 1967 a formação de um conjunto do qual só me lembrava do nome e pouco mais, eram Os Charruas.
Estes eram formados por alunos da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém e tinham na sua formação um músico que veio a ter (e tem) alguma notoriedade, o Caboverdiano Dany Silva de “Branco, Tinto e Jeropiga”, lembram-se? estávamos no ano de 1981.
No ano de 1968 participam, no Cinema Império, em Lisboa, no 1º Festival de Música Moderna tendo obtido o 3º lugar atrás do Conjunto Diamantes Negros e dos vencedores Psico (ex-Espaciais).
A polémica da classificação vem expressa na contra-capa do EP por eles editado em 1968, diz assim:
“Para quem acompanha o movimento da música moderna em Portugal o nome de “OS CHARRUAS” não é certamente, desconhecido.
E isto porque o conjunto, “nascido” em Fevereiro de 1967, tem percorrido o Continente em variadíssimas actuações de êxito. No 1º Festival de Música Moderna, organizado pelo CITU, o conjunto obteve um honroso 3º lugar, (entre dezenas de concorrentes), embora protestado por grande parte do público que lhe queria “dar” o 1º posto."
O disco é composto por 4 temas originais: “Povo”, “Come on, Baby, Come on”, “Love, Love Are Words” e “Os teus olhos, Senhora”.
O tema que ficou como marca foi este último “Os teus olhos, Senhora”, numa linha, pouco interessante, muito “música ligeira”, e é o que segue para audição.
A guerra colonial em África poria fim ao conjunto Os Charruas no ano de 1971.
Com nova formação ressurgiram em 1994 e por lá passaram para além do Filipe Mendes (Phil Mendrix), a fadista Kátia Guerreiro.
Os Charruas - Os Teus Olhos Senhora
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
sexta-feira, 20 de maio de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Sheiks - Lord, Let It Rain
Mais um, o sétimo, retorno aos Sheiks.
Os Sheiks seriam dos primeiros conjuntos a romper com a sonoridade dominante influenciada por Cliff Richard e The Shadows e a enveredar por um pop/rock mais condizente com os então já dominantes The Beatles. São também dos primeiros a tentar uma internacionalização que os leva em finais de 1966 a uma série de concertos em Paris. “Missing You” chega a ser editado em Espanha, Inglaterra e França. Ainda em Paris gravam um EP, “Sheiks em Paris”, com 2 temas de Paulo de Carvalho/Edmundo Silva e outros 2 de Carlos Mendes/Edmundo Silva, onde o tema forte era “Lord, Let It Rain”.
Sem dúvida o melhor Pop que por cá se fazia e não menor que, boa parte, do que de lá de fora se importava, ficando a ideia que, fossem eles ingleses, por exemplo, o futuro teria sido outro (mesmo assim consta que ainda em Paris foram convidados pelo empresário que representava os Rolling Stones, o qual não se terá concretizado por falta da autorização da família de um dos elementos dos Sheiks).
Gorada a internacionalização e regressados a Portugal, Carlos Mendes abandona o conjunto e é substituído por Fernando Tordo. O fim dos Sheiks estava próximo.
Fiquemos então com o “Slow”, típico da época, “Lord, Let It Rain” de "Sheiks em Paris”.
Sheiks - Lord, Let It Rain
Os Sheiks seriam dos primeiros conjuntos a romper com a sonoridade dominante influenciada por Cliff Richard e The Shadows e a enveredar por um pop/rock mais condizente com os então já dominantes The Beatles. São também dos primeiros a tentar uma internacionalização que os leva em finais de 1966 a uma série de concertos em Paris. “Missing You” chega a ser editado em Espanha, Inglaterra e França. Ainda em Paris gravam um EP, “Sheiks em Paris”, com 2 temas de Paulo de Carvalho/Edmundo Silva e outros 2 de Carlos Mendes/Edmundo Silva, onde o tema forte era “Lord, Let It Rain”.
Sem dúvida o melhor Pop que por cá se fazia e não menor que, boa parte, do que de lá de fora se importava, ficando a ideia que, fossem eles ingleses, por exemplo, o futuro teria sido outro (mesmo assim consta que ainda em Paris foram convidados pelo empresário que representava os Rolling Stones, o qual não se terá concretizado por falta da autorização da família de um dos elementos dos Sheiks).
Gorada a internacionalização e regressados a Portugal, Carlos Mendes abandona o conjunto e é substituído por Fernando Tordo. O fim dos Sheiks estava próximo.
Fiquemos então com o “Slow”, típico da época, “Lord, Let It Rain” de "Sheiks em Paris”.
Sheiks - Lord, Let It Rain
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Victor Gomes - Há-de Voltar
“O Rei do Twist” em Portugal era Victor Gomes.
O título conquistou-o no Teatro Monumental, em 1963, no primeiro concurso de ritmos modernos organizado em Portugal, e o melhor foi Victor Gomes e os Gatos Negros.
Em passagem anterior ficou, praticamente, tudo dito sobre o Victor Gomes. A curiosidade agora é que ele ainda anda por aí, no clip seguinte podemos vê-lo no “Maxime” (entretanto desaparecido) em Agosto de 2010 acompanhado pelos Ena Pá 2000
Num registo bem mais antigo podemos recordar Victor Gomes e os Gatos Negros na RTP, estávamos em 1965 e o mundo da música moderna era assim.
Podia-se ler em artigo, de 1964, no “Jornal do Algarve”, a propósito de um concerto de Victor Gomes em Tavira:
“Muita gente não faz a menor ideia do que sejam "Gatos Negros" e o arriscado trabalho a que se expõem; não faz nem pode, pudera, mas realmente trata-se de um curiosíssimo fenómeno que nos deixa perplexos, estupefactos e obliquados em relação ao centro da terra. Trata-se de um conjunto de quatro espécimes de felinos raros que, com as suas violas eléctricas - claro -, fazem cortina sonora às arriscadas demonstrações de epilepsia aguda de um quinto felino, este muito mais responsável.”
E ainda:
“A este apelo, alguns adolescentes, uns mais impúberes que outros, subiram ao tablado e entraram activamente a joeirar no estilo, com grande gáudio da gataria, pelo qual o Vitor se pôs de pé sobre o piano; isto na impossibilidade de subir aos telhados adjacentes que era, na verdade, o local ideal e típico para as actuações deste conjunto.”
(textos retirado do blog “Os Reis do Yé Yé”)
Quanto a gravações dessa época a única que existe é o EP “Juntos outra vez” gravado não com os Gatos Negro, mas com Os Siderais do Porto.
Desse EP ficamos com “Há-de Voltar”
Victor Gomes - Há-de Voltar
O título conquistou-o no Teatro Monumental, em 1963, no primeiro concurso de ritmos modernos organizado em Portugal, e o melhor foi Victor Gomes e os Gatos Negros.
Em passagem anterior ficou, praticamente, tudo dito sobre o Victor Gomes. A curiosidade agora é que ele ainda anda por aí, no clip seguinte podemos vê-lo no “Maxime” (entretanto desaparecido) em Agosto de 2010 acompanhado pelos Ena Pá 2000
Num registo bem mais antigo podemos recordar Victor Gomes e os Gatos Negros na RTP, estávamos em 1965 e o mundo da música moderna era assim.
Podia-se ler em artigo, de 1964, no “Jornal do Algarve”, a propósito de um concerto de Victor Gomes em Tavira:
“Muita gente não faz a menor ideia do que sejam "Gatos Negros" e o arriscado trabalho a que se expõem; não faz nem pode, pudera, mas realmente trata-se de um curiosíssimo fenómeno que nos deixa perplexos, estupefactos e obliquados em relação ao centro da terra. Trata-se de um conjunto de quatro espécimes de felinos raros que, com as suas violas eléctricas - claro -, fazem cortina sonora às arriscadas demonstrações de epilepsia aguda de um quinto felino, este muito mais responsável.”
E ainda:
“A este apelo, alguns adolescentes, uns mais impúberes que outros, subiram ao tablado e entraram activamente a joeirar no estilo, com grande gáudio da gataria, pelo qual o Vitor se pôs de pé sobre o piano; isto na impossibilidade de subir aos telhados adjacentes que era, na verdade, o local ideal e típico para as actuações deste conjunto.”
(textos retirado do blog “Os Reis do Yé Yé”)
Quanto a gravações dessa época a única que existe é o EP “Juntos outra vez” gravado não com os Gatos Negro, mas com Os Siderais do Porto.
Desse EP ficamos com “Há-de Voltar”
Victor Gomes - Há-de Voltar
terça-feira, 17 de maio de 2016
Os Claves - Crer
Já passaram 50 anos!
Os Claves foram os vencedores do concurso de música Ié-Ié realizado no Teatro Monumental em 1966 e esta é a terceira passagem por este significativo grupo do Pop-Rock praticado em Portugal na década de 60.
Gravaram, precisamente em 1966, 2 EP. Do primeiro já ouvimos “Keep on Running” e do segundo “California Dreaming”, quer um quer outro, grandes sucessos na época respectivamente pelos Spencer Davis Group e The Mamas and the Papas.
Depois da gravação dos 2 EP e de acordo com Aristides Duarte em “Memórias do Rock Português": “Os Claves continuaram a dar espectáculos em vários locais de Portugal, onde eram solicitados, mas o facto de serem estudantes, impediu-os de continuarem a sua carreira musical.”
Já agora, de acordo com a mesma fonte o prémio pela vitória no concurso foi de 15 contos (75€), nada mau! O conjunto terminaria em 1967.
O único original, cantado em português, saído no 1º EP, dá pelo nome de “Crer” e é referido entre o melhor feito na nossa língua naquela época. É um original de Luís Pinto de Freitas, viola-solo e voz do conjunto, e terá composto “Crer” precisamente para a final do concurso.
Os Claves - Crer
Os Claves foram os vencedores do concurso de música Ié-Ié realizado no Teatro Monumental em 1966 e esta é a terceira passagem por este significativo grupo do Pop-Rock praticado em Portugal na década de 60.
Gravaram, precisamente em 1966, 2 EP. Do primeiro já ouvimos “Keep on Running” e do segundo “California Dreaming”, quer um quer outro, grandes sucessos na época respectivamente pelos Spencer Davis Group e The Mamas and the Papas.
Depois da gravação dos 2 EP e de acordo com Aristides Duarte em “Memórias do Rock Português": “Os Claves continuaram a dar espectáculos em vários locais de Portugal, onde eram solicitados, mas o facto de serem estudantes, impediu-os de continuarem a sua carreira musical.”
Já agora, de acordo com a mesma fonte o prémio pela vitória no concurso foi de 15 contos (75€), nada mau! O conjunto terminaria em 1967.
O único original, cantado em português, saído no 1º EP, dá pelo nome de “Crer” e é referido entre o melhor feito na nossa língua naquela época. É um original de Luís Pinto de Freitas, viola-solo e voz do conjunto, e terá composto “Crer” precisamente para a final do concurso.
Os Claves - Crer
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Os Ekos - Hoje, Amanhã e Sempre
Os Ekos foram dos conjuntos portugueses de Ié-Ié mais populares da década de 60.
Um artigo da revista “Plateia” de 1965 com o título “Três componentes dos “Ekos” ingressaram na vida militar, mas o eco dos seus êxitos avoluma-se na rádio” começava assim:
“No espaço menos de um mês, a primeira edição do seu disco (e em Portugal poucos discos alcançam mais do que a primeira edição) esgotou-se. À 23ª Hora chegam constantemente pedidos de transmissão que geram outros pedidos. «Os Ekos» têm o dom de se repetirem sem causarem a saciedade. Ouvi-los é querer ouvi-los outra vez, e outra, e outra. Desaparecidos já entre nós uma série de conjuntos e desmembrados outros, o êxito dos «Ekos», numa altura em que os próprios «Beatles» entraram em flagrante declínio, é um êxito inesperado… mas evidente”
(Quem se lembra do programa 23ª Hora? Já agora, onde é que viram The Beatles em flagrante declínio em 1965?)
Depois do êxito que foi “Esquece”, de 1965, Os Ekos gravariam ainda no mesmo ano um segundo EP também totalmente cantado em português. “Diz que me amas” era o tema principal, mas a escolha vai para “hoje, amanhã e sempre” que é baseado num tema de Liszt (vejam bem um conjunto português de Ié-Ié, em 1965, ter por inspiração Liszt).
Liszt em ritmo “Shake”? É verdade, ouçam “Hoje, Amanhã e Sempre” de Os Ekos.
Os Ekos - Hoje, Amanhã e Sempre
Um artigo da revista “Plateia” de 1965 com o título “Três componentes dos “Ekos” ingressaram na vida militar, mas o eco dos seus êxitos avoluma-se na rádio” começava assim:
“No espaço menos de um mês, a primeira edição do seu disco (e em Portugal poucos discos alcançam mais do que a primeira edição) esgotou-se. À 23ª Hora chegam constantemente pedidos de transmissão que geram outros pedidos. «Os Ekos» têm o dom de se repetirem sem causarem a saciedade. Ouvi-los é querer ouvi-los outra vez, e outra, e outra. Desaparecidos já entre nós uma série de conjuntos e desmembrados outros, o êxito dos «Ekos», numa altura em que os próprios «Beatles» entraram em flagrante declínio, é um êxito inesperado… mas evidente”
(Quem se lembra do programa 23ª Hora? Já agora, onde é que viram The Beatles em flagrante declínio em 1965?)
Depois do êxito que foi “Esquece”, de 1965, Os Ekos gravariam ainda no mesmo ano um segundo EP também totalmente cantado em português. “Diz que me amas” era o tema principal, mas a escolha vai para “hoje, amanhã e sempre” que é baseado num tema de Liszt (vejam bem um conjunto português de Ié-Ié, em 1965, ter por inspiração Liszt).
Liszt em ritmo “Shake”? É verdade, ouçam “Hoje, Amanhã e Sempre” de Os Ekos.
Os Ekos - Hoje, Amanhã e Sempre
domingo, 15 de maio de 2016
Os Dardos - Sleepwalk
The Shadows! Sempre The Shadows!
Quem é que não ouvia The Shadows?
Quem é que não dançou The Shadows em algum baile de garagem? E qual o conjunto que não tocou (ou foi influenciado por) The Shadows?
Por este Regresso ao Passado já passaram alguns grupos portugueses da década de 60 cuja sonoridade era marcadamente influenciada pelos The Shadows. Conjuntos houve que nem sequer efectuaram qualquer gravação comercial, mas que animavam os bailes da sua região ao som dos The Shadows.
Era, provavelmente, o caso de Os Dardos que escolhi para hoje.
Deste conjunto pouco ou quase nada consegui descobrir. Li algures que eram do Barreiro e que mais tarde estiveram na origem dos Perspectiva, estes sim conhecidos e com gravações. Não deixaram qualquer disco, nem um Single para amostra, tocavam muitos instrumentais.
O que é certo é que algumas gravações, que descobri algures na net, chegaram aos nossos dias e aí estão Os Dardos e “Sleepwalk” um bonito tema popularizado pelos The Shadows.
Comecemos pela versão dos The Shadows, em 2004, e o seu “Sleepwalk”.
Segue Os Dardos e a interpretação de “Sleepwalk”, irresistível será um pé de dança, não?
Os Dardos - Sleepwalk
Quem é que não ouvia The Shadows?
Quem é que não dançou The Shadows em algum baile de garagem? E qual o conjunto que não tocou (ou foi influenciado por) The Shadows?
Por este Regresso ao Passado já passaram alguns grupos portugueses da década de 60 cuja sonoridade era marcadamente influenciada pelos The Shadows. Conjuntos houve que nem sequer efectuaram qualquer gravação comercial, mas que animavam os bailes da sua região ao som dos The Shadows.
Era, provavelmente, o caso de Os Dardos que escolhi para hoje.
Deste conjunto pouco ou quase nada consegui descobrir. Li algures que eram do Barreiro e que mais tarde estiveram na origem dos Perspectiva, estes sim conhecidos e com gravações. Não deixaram qualquer disco, nem um Single para amostra, tocavam muitos instrumentais.
O que é certo é que algumas gravações, que descobri algures na net, chegaram aos nossos dias e aí estão Os Dardos e “Sleepwalk” um bonito tema popularizado pelos The Shadows.
Comecemos pela versão dos The Shadows, em 2004, e o seu “Sleepwalk”.
Segue Os Dardos e a interpretação de “Sleepwalk”, irresistível será um pé de dança, não?
Os Dardos - Sleepwalk
sábado, 14 de maio de 2016
Álamos - O Comboio
Terceira passagem pelo Conjunto Universitário Os Álamos ou somente Álamos.
Deste grupo de Coimbra, recuperamos mais uma vez o primeiro EP de 1966 começando pelos habituais elogios no texto da contra-capa do disco:
“Tendo aparecido em Coimbra há pouco mais de dois anos, o Conjunto Universitário “OS ÁLAMOS” é neste momento uma das grandes realidades no campo da música ligeira moderna. Solicitado a actuar nas melhores salas de espectáculo do Continente e Ilhas, agradando ao público comos seus sucessos na Radio Televisão Portuguesa, este conjunto surge-nos agora com a sua primeira gravação comercial, reunindo neste 45 R.P.M., quatro dos seus maiores sucessos:
“O COMBOIO” – arranjo do conjunto com base num trecho musical de JOSÉ CID TAVARES, que dedicou e ofereceu aos ÁLAMOS.
“BABY IT’S YOU” – “TASTE OF HONEY” e “THE NIGHT BEFORE” – Três trechos musicais presentemente no “HIT-PARADE” os quais têm também um arranjo do próprio Conjunto.”
O tema escolhido é “O Comboio” que se repararem é, nem mais nem menos, do José Cid naquilo que pensamos ser a sua primeira composição (anterior, portanto, à conhecida “A Lenda De El-Rei D. Sebastião”).
Sem mais demoras vamos lá ouvir “O Comboio”, um “Locomotion”, como é referenciado na capa, interpretado pelos Álamos.
Álamos - O Comboio
Deste grupo de Coimbra, recuperamos mais uma vez o primeiro EP de 1966 começando pelos habituais elogios no texto da contra-capa do disco:
“Tendo aparecido em Coimbra há pouco mais de dois anos, o Conjunto Universitário “OS ÁLAMOS” é neste momento uma das grandes realidades no campo da música ligeira moderna. Solicitado a actuar nas melhores salas de espectáculo do Continente e Ilhas, agradando ao público comos seus sucessos na Radio Televisão Portuguesa, este conjunto surge-nos agora com a sua primeira gravação comercial, reunindo neste 45 R.P.M., quatro dos seus maiores sucessos:
“O COMBOIO” – arranjo do conjunto com base num trecho musical de JOSÉ CID TAVARES, que dedicou e ofereceu aos ÁLAMOS.
“BABY IT’S YOU” – “TASTE OF HONEY” e “THE NIGHT BEFORE” – Três trechos musicais presentemente no “HIT-PARADE” os quais têm também um arranjo do próprio Conjunto.”
O tema escolhido é “O Comboio” que se repararem é, nem mais nem menos, do José Cid naquilo que pensamos ser a sua primeira composição (anterior, portanto, à conhecida “A Lenda De El-Rei D. Sebastião”).
Sem mais demoras vamos lá ouvir “O Comboio”, um “Locomotion”, como é referenciado na capa, interpretado pelos Álamos.
Álamos - O Comboio
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Led Zeppelin - You Shook Me
O British Blues
Terminamos esta passagem pelo British Blues da década de 60 com o grupo Led Zeppelin. É verdade, os Led Zeppelin, o grupo conectado com o Hard-Rock e até com o Heavy Metal, eram um grupo fortemente influenciado pelo Blues, o que era mais patente no seu início, em particular no primeiro álbum "Led Zeppelin" de 1969.
Os Led Zeppelin constituíram-se em 1968 a partir do fim do conjunto de Blues Yardbirds onde Jimmi Page tocava guitarra, John Paul Jones era um músico de estúdio, tocava baixo e teclados, Robert Plant e o baterista John Bonham vinham de um grupo pouco conhecido, os Band of Joy.
No início de 1969 é então editado o primeiro LP "Led Zeppelin".
Deste álbum já recordámos "Black Mountain Side" e "I Can't Quit You Baby", hoje é a vez de "You Shook Me", um original de Willie Dixon interpretada pela primeira vez por Muddy Waters em 1962.
Pena é que estas influências não se tivessem mantido por mais tempo, digo eu. Para o site allmusic.com esta versão dos Led Zeppelin é "a heavy, pummeling bit of post-psychedelic blues-rock, with healthy doses of vocal histrionics from Robert Plant and guitar fireworks from Jimmy Page."
Led Zeppelin - You Shook Me
Terminamos esta passagem pelo British Blues da década de 60 com o grupo Led Zeppelin. É verdade, os Led Zeppelin, o grupo conectado com o Hard-Rock e até com o Heavy Metal, eram um grupo fortemente influenciado pelo Blues, o que era mais patente no seu início, em particular no primeiro álbum "Led Zeppelin" de 1969.
Os Led Zeppelin constituíram-se em 1968 a partir do fim do conjunto de Blues Yardbirds onde Jimmi Page tocava guitarra, John Paul Jones era um músico de estúdio, tocava baixo e teclados, Robert Plant e o baterista John Bonham vinham de um grupo pouco conhecido, os Band of Joy.
No início de 1969 é então editado o primeiro LP "Led Zeppelin".
Deste álbum já recordámos "Black Mountain Side" e "I Can't Quit You Baby", hoje é a vez de "You Shook Me", um original de Willie Dixon interpretada pela primeira vez por Muddy Waters em 1962.
Pena é que estas influências não se tivessem mantido por mais tempo, digo eu. Para o site allmusic.com esta versão dos Led Zeppelin é "a heavy, pummeling bit of post-psychedelic blues-rock, with healthy doses of vocal histrionics from Robert Plant and guitar fireworks from Jimmy Page."
Led Zeppelin - You Shook Me
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Jethro Tull - It's Breaking Me Up
O British Blues
Jethro Tull foi um dos grupos mais interessantes surgido no florescente meio musical de Inglaterra na década de 60.
No seu início foram uma banda conectada com o British Blues, Mick Abrahams guitarrista original dos Jethro Tull e que só permaneceu no grupo até à edição do 1º LP "This Was", era o elemento mais ligado ao Blues, tendo abandonado o grupo em discordância com Ian Anderson mais motivado por preferências como o Folk e o Rock progressivo.
"This Was" editado em 1968 é uma amálgama inédita de sons conferindo aos Jethro Tull uma originalidade que iria marcar os primeiros anos do grupo. Ian Anderson, em declarações ao Record Mirror, vai caracterizar este primeiro disco como "a sort of progressive blues with a bit of jazz." Em jethrotull.com pode-se ler, "Jethro Tull was initially a strange kind of blues band".
Terá sido este som estranho que cativou o meu gosto pelos Jethro Tull e em particular por este primeiro LP.
"My Sunday Feeling", "Some Day the Sun Won't Shine for You", "Beggar's Farm", "It's Breaking Me Up" e "Cat's Squirrel" são os temas que mais remetem para o som Blues do qual o grupo se iria progressivamente afastando. Talvez premonição, assim terminavam as notas impressas na capa do LP:
"This Was commenced on Thurday 13th June an finished on Friday 23rd (1968). This Was how we were playing then - but things change. Don't they."
"It's Breaking Me Up" é um tema de Ian Anderson, com voz e harmónica dele próprio, a flauta ainda não predominava.
Jethro Tull - It's Breaking Me Up
Jethro Tull foi um dos grupos mais interessantes surgido no florescente meio musical de Inglaterra na década de 60.
No seu início foram uma banda conectada com o British Blues, Mick Abrahams guitarrista original dos Jethro Tull e que só permaneceu no grupo até à edição do 1º LP "This Was", era o elemento mais ligado ao Blues, tendo abandonado o grupo em discordância com Ian Anderson mais motivado por preferências como o Folk e o Rock progressivo.
"This Was" editado em 1968 é uma amálgama inédita de sons conferindo aos Jethro Tull uma originalidade que iria marcar os primeiros anos do grupo. Ian Anderson, em declarações ao Record Mirror, vai caracterizar este primeiro disco como "a sort of progressive blues with a bit of jazz." Em jethrotull.com pode-se ler, "Jethro Tull was initially a strange kind of blues band".
Terá sido este som estranho que cativou o meu gosto pelos Jethro Tull e em particular por este primeiro LP.
"My Sunday Feeling", "Some Day the Sun Won't Shine for You", "Beggar's Farm", "It's Breaking Me Up" e "Cat's Squirrel" são os temas que mais remetem para o som Blues do qual o grupo se iria progressivamente afastando. Talvez premonição, assim terminavam as notas impressas na capa do LP:
"This Was commenced on Thurday 13th June an finished on Friday 23rd (1968). This Was how we were playing then - but things change. Don't they."
"It's Breaking Me Up" é um tema de Ian Anderson, com voz e harmónica dele próprio, a flauta ainda não predominava.
Jethro Tull - It's Breaking Me Up
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Ten Years After - I'm Going Home
O British Blues
Para o fim desta passagem pelo que ficou designado como The British Blues três grandes grupos da história do Rock: Ten Years After, Jethro Tull e Led Zeppelin.
Foram três grupos marcantes na música popular do final da década de 60, década de 70. Constituíram-se respectivamente nos anos de 1966, 1967 e 1968 e os primeiros LP foram editados respectivamente em 1967, 1968 e 1969. Com sonoridades distintivas facilmente identificáveis (particularmente nos Jethro Tull e Led Zeppelin) tiveram em comum o facto de na sua génese terem tido uma forte influência do Blues.
Comecemos pelos Ten Years After.
Os Ten Years After tiveram no período de 1966-1975 a sua fase mais criativa, nesse período gravaram oito álbuns de originais, regra geral bem aceites pela crítica. Alvin Lee (1944-2013) era o elemento que mais se destacava na composição, na voz e no virtuosismo com que tocava guitarra.
Já recordámos o primeiro homónimo LP com o conhecido tema de Blues "Spoonful", um disco que não teve grande sucesso; começaram a ser mais notados em 1968 com a edição do álbum "Undead" gravado ao vivo num pequeno clube londrino (Klooks Kleek). Composto por somente 5 faixas terminava com o tema que viria a dar fama aos Ten Years After, nomeadamente depois de ter sido executado no festival de Woodstock no ano seguinte: "I'm Going Home".
Um disco onde eram bem patentes as qualidades técnicas e a velocidade com que Alvin Lee manipulava a guitarra.
Ten Years After - I'm Going Home
Para o fim desta passagem pelo que ficou designado como The British Blues três grandes grupos da história do Rock: Ten Years After, Jethro Tull e Led Zeppelin.
Foram três grupos marcantes na música popular do final da década de 60, década de 70. Constituíram-se respectivamente nos anos de 1966, 1967 e 1968 e os primeiros LP foram editados respectivamente em 1967, 1968 e 1969. Com sonoridades distintivas facilmente identificáveis (particularmente nos Jethro Tull e Led Zeppelin) tiveram em comum o facto de na sua génese terem tido uma forte influência do Blues.
Comecemos pelos Ten Years After.
Os Ten Years After tiveram no período de 1966-1975 a sua fase mais criativa, nesse período gravaram oito álbuns de originais, regra geral bem aceites pela crítica. Alvin Lee (1944-2013) era o elemento que mais se destacava na composição, na voz e no virtuosismo com que tocava guitarra.
Já recordámos o primeiro homónimo LP com o conhecido tema de Blues "Spoonful", um disco que não teve grande sucesso; começaram a ser mais notados em 1968 com a edição do álbum "Undead" gravado ao vivo num pequeno clube londrino (Klooks Kleek). Composto por somente 5 faixas terminava com o tema que viria a dar fama aos Ten Years After, nomeadamente depois de ter sido executado no festival de Woodstock no ano seguinte: "I'm Going Home".
Um disco onde eram bem patentes as qualidades técnicas e a velocidade com que Alvin Lee manipulava a guitarra.
Ten Years After - I'm Going Home
terça-feira, 10 de maio de 2016
Jimi Hendrix - Red House
O British Blues
Jimi Hendrix (1942-1970) nasceu nos EUA, mas é justo referi-lo aqui enquadrado no British Blues.
Considerado por muitos como o maior guitarrista da história do Rock'n'Roll, inicia carreira nos Estados Unidos, onde manifesta uma forte influência do Blues, acompanhando entre outros Little Richard.
Em 1966 parte para Londres onde com a formação do trio The Jimi Hendrix Experience vai finalmente conhecer o sucesso. É em Londres que vai gravar nos anos de 1967 e 1968 três discos fundamentais: "Are You Experienced", "Axis: Bold as Love" e "Electric Ladyland".
"Are You Experienced", gravado entre 1966 e 1967, é um disco com uma sonoridade predominantemente pesada onde se podem encontrar vários géneros musicais, do Hard-Rock e Rock psicadélico ao Blues e Rhythm'n'Blues. As edições do Reino Unido e dos Estados Unidos são significativamente diferentes, com a última a incluir, como era hábito, os êxitos alcançados em Single, "Purple Haze", "Hey Joe" e "The Wind Cries Mary".
"Remember" e "Red House" são as faixas que mais se aproximam do som anteriormente praticado nos Estados Unidos por Jimi Hendrix.
Em particular "Red House" transporta as raízes Blues de Jimi Hendrix para as novas sonoridades praticadas pela sua "Experience", curiosamente não foi incluída (à semelhança de "Remember") na versão americana de "Are You Experienced".
Segue "Red House" o Blues de Jimi Hendrix praticado em Inglaterra em 1967.
Jimi Hendrix - Red House
Jimi Hendrix (1942-1970) nasceu nos EUA, mas é justo referi-lo aqui enquadrado no British Blues.
Considerado por muitos como o maior guitarrista da história do Rock'n'Roll, inicia carreira nos Estados Unidos, onde manifesta uma forte influência do Blues, acompanhando entre outros Little Richard.
Em 1966 parte para Londres onde com a formação do trio The Jimi Hendrix Experience vai finalmente conhecer o sucesso. É em Londres que vai gravar nos anos de 1967 e 1968 três discos fundamentais: "Are You Experienced", "Axis: Bold as Love" e "Electric Ladyland".
"Are You Experienced", gravado entre 1966 e 1967, é um disco com uma sonoridade predominantemente pesada onde se podem encontrar vários géneros musicais, do Hard-Rock e Rock psicadélico ao Blues e Rhythm'n'Blues. As edições do Reino Unido e dos Estados Unidos são significativamente diferentes, com a última a incluir, como era hábito, os êxitos alcançados em Single, "Purple Haze", "Hey Joe" e "The Wind Cries Mary".
"Remember" e "Red House" são as faixas que mais se aproximam do som anteriormente praticado nos Estados Unidos por Jimi Hendrix.
Em particular "Red House" transporta as raízes Blues de Jimi Hendrix para as novas sonoridades praticadas pela sua "Experience", curiosamente não foi incluída (à semelhança de "Remember") na versão americana de "Are You Experienced".
Segue "Red House" o Blues de Jimi Hendrix praticado em Inglaterra em 1967.
Jimi Hendrix - Red House
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Shicken Shack - You Ain't No Good
O British Blues
Os Shicken Chack foram um grupo britânico de Blues tendo como líder o guitarrista Stan Webb, começaram a tocar no famoso Star Club de Hamburg antes de em 1967 passarem a actuar regularmente no Reino Unido em festivais e clubes onde era possível encontrar a nata do British Blues, John Mayall & the Bluebreakers e os Fleetwood Mac.
Formaram-se a meio da década de 60 mas só em 1968 é que efectuaram as primeiras gravações já com Christine Perfect (nome de solteira de Christine McVie) integrando o grupo, como teclista e vocalista ocasional.
Os dois primeiros LP são gravados ainda com Christine Perfect no grupo, tendo esta posteriormente abandonado o grupo para em 1970 integrar os Fleetwood Mac. A saída de Christine Perfect coincide com o maior êxito dos Chicken Shack, a versão de "I'd Rather Go Blind" de Etta James.
O primeiro LP, de 1968, tem a designação "40 Blue Fingers, Freshly Packed and Ready to Serve" e é composto por versões de temas de Blues de BB King, Freddie King e John Lee Hooker. Christine Perfect assina dois temas "When The Train Comes Back" e "You Ain't No Good". Ficamos com este último "You Ain't No Good".
Com formações diversas Stan Webb manteve ao longo de décadas o grupo Shicken Shack.
Shicken Shack - You Ain't No Good
Os Shicken Chack foram um grupo britânico de Blues tendo como líder o guitarrista Stan Webb, começaram a tocar no famoso Star Club de Hamburg antes de em 1967 passarem a actuar regularmente no Reino Unido em festivais e clubes onde era possível encontrar a nata do British Blues, John Mayall & the Bluebreakers e os Fleetwood Mac.
Formaram-se a meio da década de 60 mas só em 1968 é que efectuaram as primeiras gravações já com Christine Perfect (nome de solteira de Christine McVie) integrando o grupo, como teclista e vocalista ocasional.
Os dois primeiros LP são gravados ainda com Christine Perfect no grupo, tendo esta posteriormente abandonado o grupo para em 1970 integrar os Fleetwood Mac. A saída de Christine Perfect coincide com o maior êxito dos Chicken Shack, a versão de "I'd Rather Go Blind" de Etta James.
O primeiro LP, de 1968, tem a designação "40 Blue Fingers, Freshly Packed and Ready to Serve" e é composto por versões de temas de Blues de BB King, Freddie King e John Lee Hooker. Christine Perfect assina dois temas "When The Train Comes Back" e "You Ain't No Good". Ficamos com este último "You Ain't No Good".
Com formações diversas Stan Webb manteve ao longo de décadas o grupo Shicken Shack.
Shicken Shack - You Ain't No Good
domingo, 8 de maio de 2016
Christine Perfect - I'd Rather Go Blind
O British Blues
São reduzidas as referências a cantoras que nos anos 60 tenham ficado conectadas ao British Blues.
Christine Perfect é uma dessas referências.
A sua carreira musical começou em 1967 ao ingressar, como cantora e teclista, no grupo de Blues Chicken Shack com os quais grava 2 LP, em 1968 e 1969. O maior êxito dos Chicken Shack foi uma versão, editada em Single em 1969, de "I'd Rather Go Blind", um Blues gravado por Etta James em 1967. Christine Perfect vai ser considerada pelo jornal Melody Maker a melhor cantora feminina nos anos de 1969 e 1970.
Durante 1967 os Shicken Shack fazem a primeira parte dos concertos dos Fleetwood Mac. Christine Perfect conhece John McVie, baixista dos Fleetwood Mac, com quem se casa, tornando-se a conhecida Christine Mcvie que durante décadas deu voz aos Fleetwood Mac.
Entre a saída dos Shicken Shack e o ingresso nos Fleetwood Mac tempo para a edição, em 1970, de um álbum em nome próprio. Nele constava "I'd Rather Go Blind".
Ficamos então com Christine Perfect, uma das primeiras mulheres a integrar a cena musical do Bristish Blues dos anos 60, e a sua versão de "I'd Rather Go Blind".
Christine Perfect - I'd Rather Go Blind
São reduzidas as referências a cantoras que nos anos 60 tenham ficado conectadas ao British Blues.
Christine Perfect é uma dessas referências.
A sua carreira musical começou em 1967 ao ingressar, como cantora e teclista, no grupo de Blues Chicken Shack com os quais grava 2 LP, em 1968 e 1969. O maior êxito dos Chicken Shack foi uma versão, editada em Single em 1969, de "I'd Rather Go Blind", um Blues gravado por Etta James em 1967. Christine Perfect vai ser considerada pelo jornal Melody Maker a melhor cantora feminina nos anos de 1969 e 1970.
Durante 1967 os Shicken Shack fazem a primeira parte dos concertos dos Fleetwood Mac. Christine Perfect conhece John McVie, baixista dos Fleetwood Mac, com quem se casa, tornando-se a conhecida Christine Mcvie que durante décadas deu voz aos Fleetwood Mac.
Entre a saída dos Shicken Shack e o ingresso nos Fleetwood Mac tempo para a edição, em 1970, de um álbum em nome próprio. Nele constava "I'd Rather Go Blind".
Ficamos então com Christine Perfect, uma das primeiras mulheres a integrar a cena musical do Bristish Blues dos anos 60, e a sua versão de "I'd Rather Go Blind".
Christine Perfect - I'd Rather Go Blind
sábado, 7 de maio de 2016
Savoy Brown Blues Band - Ain't Superstitious
O British Blues
O guitarrista Kim Simmonds iniciou em 1965 um projecto que designou por Savoy Brown Blues Band (somente Savoy Brown a partir de 1968) que ainda hoje mantém.
A Savoy Brown conheceu um percurso muito irregular em termos de composição, sendo Kim Simmonds o único músico permanente, por lá passaram dezenas de músicos sendo possível na wikipédia encontrar 32 formações diferentes até aos nossos dias. Talvez por isso não tenham tido a seu tempo o devido reconhecimento.
No entanto, citando a página www.savoybrown.com:
"One of the earliest of British blues bands, Savoy Brown, with founder guitarist Kim Simmonds at the helm, helped launch the 1967 UK blues boom movement that brought blues music back to the USA invigorating the style forever. In the process, the band became part of the framework that launched the rock and roll music of the 1970’s. Their influence now stretches into modern rock as we know it today."
Particularmente em Inglaterra não alcançaram o relevo de outros contemporâneos do boom do British Blues como os Fleetwood Mac ou John Mayall & the Bluesbreakers, sendo mais populares nos Estados Unidos do que nas ilhas britânicas.
Paradoxalmente o primeiro LP do grupo, "Shake Down", de 1967, não chegou a ter edição local nos Estados Unidos. Este álbum, composto quase na totalidade por versões, excepção para o instrumental "The Doormouse Rides the Rails", de nomes do Blues como Willie Dixon, BB King e John Lee Hooker, é uma agradável surpresa passados tantos anos da sua edição original, ou seja, esta selecção de Blues interpretados de uma forma tão verdadeira, ainda hoje se ouve com toda a satisfação.
"Ain't Superstitious" é um original de Willie Dixon, primeiramente gravada, em 1961, por Howlin' Wolf, e é a faixa de abertura do álbum "Shake Down".
Savoy Brown Blues Band - Ain't Superstitious
O guitarrista Kim Simmonds iniciou em 1965 um projecto que designou por Savoy Brown Blues Band (somente Savoy Brown a partir de 1968) que ainda hoje mantém.
A Savoy Brown conheceu um percurso muito irregular em termos de composição, sendo Kim Simmonds o único músico permanente, por lá passaram dezenas de músicos sendo possível na wikipédia encontrar 32 formações diferentes até aos nossos dias. Talvez por isso não tenham tido a seu tempo o devido reconhecimento.
No entanto, citando a página www.savoybrown.com:
"One of the earliest of British blues bands, Savoy Brown, with founder guitarist Kim Simmonds at the helm, helped launch the 1967 UK blues boom movement that brought blues music back to the USA invigorating the style forever. In the process, the band became part of the framework that launched the rock and roll music of the 1970’s. Their influence now stretches into modern rock as we know it today."
Particularmente em Inglaterra não alcançaram o relevo de outros contemporâneos do boom do British Blues como os Fleetwood Mac ou John Mayall & the Bluesbreakers, sendo mais populares nos Estados Unidos do que nas ilhas britânicas.
Paradoxalmente o primeiro LP do grupo, "Shake Down", de 1967, não chegou a ter edição local nos Estados Unidos. Este álbum, composto quase na totalidade por versões, excepção para o instrumental "The Doormouse Rides the Rails", de nomes do Blues como Willie Dixon, BB King e John Lee Hooker, é uma agradável surpresa passados tantos anos da sua edição original, ou seja, esta selecção de Blues interpretados de uma forma tão verdadeira, ainda hoje se ouve com toda a satisfação.
"Ain't Superstitious" é um original de Willie Dixon, primeiramente gravada, em 1961, por Howlin' Wolf, e é a faixa de abertura do álbum "Shake Down".
Savoy Brown Blues Band - Ain't Superstitious
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Keef Hartley Band - Born to Die
O Bristish Blues
Keef Hartley (1944-2011) foi um baterista inglês cuja carreira começou ao substituir Ringo Starr nos Rory Storm and the Hurricanes em 1963. Em 1967 toca com John Mayall e de seguida forma o grupo com o nome próprio Keef Hartley Band onde mistura influência do Rock'n'Roll, Blues e Jazz.
Depois de passarem pelo Festival de Woodstock de 1969, gravam o primeiro álbum de nome "Halfbreed". Terminam em 1972 com 5 álbuns editados.
"Halfbreed" está entre os melhores álbuns de British Blues dos finais da década de 60 e infelizmente nunca teve o reconhecimento devido, mantendo-se um disco por descobrir.
Na faixa inicial ouve-se uma conversa ao telefone com John Mayall a despedir Keef Hartley, a faixa final termina igualmente numa conversa, desta vez com Keef Hartley a dispensar John Mayall.
Keef Hartley Band entre o melhor Blues que então se praticava em Inglaterra.
Como mostra deste excelente LP segue a faixa "Born to Die", um longo e calmo Blues a merecer múltiplas e múltiplas audições.
Keef Hartley Band - Born to Die
Keef Hartley (1944-2011) foi um baterista inglês cuja carreira começou ao substituir Ringo Starr nos Rory Storm and the Hurricanes em 1963. Em 1967 toca com John Mayall e de seguida forma o grupo com o nome próprio Keef Hartley Band onde mistura influência do Rock'n'Roll, Blues e Jazz.
Depois de passarem pelo Festival de Woodstock de 1969, gravam o primeiro álbum de nome "Halfbreed". Terminam em 1972 com 5 álbuns editados.
"Halfbreed" está entre os melhores álbuns de British Blues dos finais da década de 60 e infelizmente nunca teve o reconhecimento devido, mantendo-se um disco por descobrir.
Na faixa inicial ouve-se uma conversa ao telefone com John Mayall a despedir Keef Hartley, a faixa final termina igualmente numa conversa, desta vez com Keef Hartley a dispensar John Mayall.
Keef Hartley Band entre o melhor Blues que então se praticava em Inglaterra.
Como mostra deste excelente LP segue a faixa "Born to Die", um longo e calmo Blues a merecer múltiplas e múltiplas audições.
Keef Hartley Band - Born to Die
quinta-feira, 5 de maio de 2016
The Jeff Beck Group - Ol' Man River
O British Blues
Jeff Beck é mais um nome ligado ao British Blues.
Sucessor de Eric Clapton, entre 1965 e finais de 1966, nos The Yardbirds, forma em inícios de 1967 o seu próprio grupo The Jeff Beck Group.
A formação base de The Jeff Beck Group,de 1967 a 1969, foi constituída para além do próprio Jeff Beck, por Rod Stewart e Ronnie Wood, este, futuro e actual guitarrista dos The Rolling Stones.
Depois de uma série de concertos bem sucedidos nos EUA, regressam a Londres onde gravam o primeiro LP de nome "Truth".
"Truth" é um álbum com influências do Blues mas com uma sonoridade muito mais pesada sendo mesmo considerado um disco seminal do Hard-Rock.
Entre originais de Rod Stewart e Jimmy Page, o tradicional "Greensleeves" e algumas versões de Blues, se faz "Truth". Escolhemos "Ol' Man River", uma canção do musical "Show Boat" de 1927, nas notas da contra-capa Jeff Beck escreve:
"Ol' Man River - Arranged by me, but credit must go all, everyone was super especially Rod Stewart. Again played loudly gives maximum value."
Façamos a vontade a Jeff Beck, ouçamos "Ol' Man River" bem alto.
The Jeff Beck Group - Ol' Man River
Jeff Beck é mais um nome ligado ao British Blues.
Sucessor de Eric Clapton, entre 1965 e finais de 1966, nos The Yardbirds, forma em inícios de 1967 o seu próprio grupo The Jeff Beck Group.
A formação base de The Jeff Beck Group,de 1967 a 1969, foi constituída para além do próprio Jeff Beck, por Rod Stewart e Ronnie Wood, este, futuro e actual guitarrista dos The Rolling Stones.
Depois de uma série de concertos bem sucedidos nos EUA, regressam a Londres onde gravam o primeiro LP de nome "Truth".
"Truth" é um álbum com influências do Blues mas com uma sonoridade muito mais pesada sendo mesmo considerado um disco seminal do Hard-Rock.
Entre originais de Rod Stewart e Jimmy Page, o tradicional "Greensleeves" e algumas versões de Blues, se faz "Truth". Escolhemos "Ol' Man River", uma canção do musical "Show Boat" de 1927, nas notas da contra-capa Jeff Beck escreve:
"Ol' Man River - Arranged by me, but credit must go all, everyone was super especially Rod Stewart. Again played loudly gives maximum value."
Façamos a vontade a Jeff Beck, ouçamos "Ol' Man River" bem alto.
The Jeff Beck Group - Ol' Man River
quarta-feira, 4 de maio de 2016
The Yardbirds - Smokestack Lightning
O British Blues
The Yardbirds foram entre os mais importantes grupos ingleses, a ter o Blues como principal fonte de inspiração. Pelos The Yardbirds passaram três dos guitarristas mais marcantes da década de 60, Eric Clapton, Jeff Beck e por fim Jimmy Page.
Constituídos em 1963, é ainda nesse mesmo ano que acompanham o veterano do Blues Sonny Boy Williamson, tendo o concerto de 8 de Dezembro no Crawdaddy Club sido gravado e posteriormente, em 1965, editado em LP.
É no ano de 1964 que vão ganhar maior notoriedade, quer pela edição das primeiras gravações, quer pelas famosas actuações no Marquee Club de Londres. Versões aceleradas de temas de Blues e Rhythm'n'Blues empolgavam uma juventude que fazia fila no exterior à espera que as portas do Marquee abrissem.
Depois da publicação de 2 Singles é editado o primeiro álbum do grupo, com, precisamente, gravações ao vivo no referido Marquee Club. Em "Five Live Yardbirds" o grupo é apresentado como "the most blueswailing Yardbirds" e é constituído na totalidade por versões de canções de Blues de John Lee Hooker a Howlin' Wolf.
Em 1965, Eric Clapton, sentindo-se limitado, abandona o grupo para se juntar a John Mayall, em "O Mundo da Música Pop" pode-se ler o seguinte texto de Eric Clapton:
"Estive nos Yardbirds cerca de ano e meio. Quando me juntei a eles, fi-lo somente porque não tinha mais que fazer. Era bastante desagradável, mas era o único trabalho que consegui arranjar. Ao fim de alguns meses acostumei-me a isso e esqueci-me do que era o enervante trabalho do conjunto, comparável ao de uma fábrica. Quando estamos num conjunto por mais de um ano, começamos a trabalhar por dinheiro. Mas depois, surgiram conflitos pessoais e abandonei decididamente os Yardbirds. Verificara que o trabalho destruía a minha música."
De "Five Live Yardbirds" mais um retorno ao tema "Smokestack Lightning" (já aqui recordado na versão dos Manfred Mann), original de Howlin' Wolf.
The Yardbirds - Smokestack Lightning
The Yardbirds foram entre os mais importantes grupos ingleses, a ter o Blues como principal fonte de inspiração. Pelos The Yardbirds passaram três dos guitarristas mais marcantes da década de 60, Eric Clapton, Jeff Beck e por fim Jimmy Page.
Constituídos em 1963, é ainda nesse mesmo ano que acompanham o veterano do Blues Sonny Boy Williamson, tendo o concerto de 8 de Dezembro no Crawdaddy Club sido gravado e posteriormente, em 1965, editado em LP.
É no ano de 1964 que vão ganhar maior notoriedade, quer pela edição das primeiras gravações, quer pelas famosas actuações no Marquee Club de Londres. Versões aceleradas de temas de Blues e Rhythm'n'Blues empolgavam uma juventude que fazia fila no exterior à espera que as portas do Marquee abrissem.
Depois da publicação de 2 Singles é editado o primeiro álbum do grupo, com, precisamente, gravações ao vivo no referido Marquee Club. Em "Five Live Yardbirds" o grupo é apresentado como "the most blueswailing Yardbirds" e é constituído na totalidade por versões de canções de Blues de John Lee Hooker a Howlin' Wolf.
Em 1965, Eric Clapton, sentindo-se limitado, abandona o grupo para se juntar a John Mayall, em "O Mundo da Música Pop" pode-se ler o seguinte texto de Eric Clapton:
"Estive nos Yardbirds cerca de ano e meio. Quando me juntei a eles, fi-lo somente porque não tinha mais que fazer. Era bastante desagradável, mas era o único trabalho que consegui arranjar. Ao fim de alguns meses acostumei-me a isso e esqueci-me do que era o enervante trabalho do conjunto, comparável ao de uma fábrica. Quando estamos num conjunto por mais de um ano, começamos a trabalhar por dinheiro. Mas depois, surgiram conflitos pessoais e abandonei decididamente os Yardbirds. Verificara que o trabalho destruía a minha música."
De "Five Live Yardbirds" mais um retorno ao tema "Smokestack Lightning" (já aqui recordado na versão dos Manfred Mann), original de Howlin' Wolf.
The Yardbirds - Smokestack Lightning
terça-feira, 3 de maio de 2016
The Animals - Boom Boom
O Bristish Blues
Mais uma passagem pelo grupo britânico The Animals, agora a propósito do British Blues.
The Animals constituídos em 1963 tornaram-se mundialmente conhecidos quando em 1964 tiveram o sucesso que se sabe com a gravação do tradicional "The House of The Rising Sun" que os levou ao primeiro lugar de vendas de Singles nos principais mercados discográficos. A voz profunda de Eric Burdon, os acordes da guitarra de Hilton Valentine e os arranjos do organista Alan Price, fizeram a diferença e o sucesso desta versão de "The House of The Rising Sun". Este tradicional só viu registo em álbum na edição Norte-Americana do primeiro LP "The Animals" também de 1964, no Reino Unido somente teve, como era normal, edição em Single.
Este primeiro LP estava repleto de Blues e Rock'n'Roll, temas de Bo Diddley, John Lee Hooker, Chuck Berry, Fats Domino, Little Richard faziam parte deste álbum inicial, não havendo lugar a originais.
The Animals estiveram entre aqueles, como The Beatles, The Rolling Stones, Dave Clark Five, The Kinks, The Who, etc. , a granjearem uma popularidade enorme do outro lado do Atlântico, naquilo que ficou conhecido como The British Invasion. Ou seja os músicos brancos do Reino Unido a invadirem os Estados Unidos com a música negra que lá era praticada e que não alcançava o devido reconhecimento na população branca.
O tema escolhido é "Boom Boom" um Blues bem conhecido de John Lee Hooker gravado em 1961, The Animals editaram-no, para além de constar no álbum de estreia, em Single nos Estados Unidos.
The Animals - Boom Boom
Mais uma passagem pelo grupo britânico The Animals, agora a propósito do British Blues.
The Animals constituídos em 1963 tornaram-se mundialmente conhecidos quando em 1964 tiveram o sucesso que se sabe com a gravação do tradicional "The House of The Rising Sun" que os levou ao primeiro lugar de vendas de Singles nos principais mercados discográficos. A voz profunda de Eric Burdon, os acordes da guitarra de Hilton Valentine e os arranjos do organista Alan Price, fizeram a diferença e o sucesso desta versão de "The House of The Rising Sun". Este tradicional só viu registo em álbum na edição Norte-Americana do primeiro LP "The Animals" também de 1964, no Reino Unido somente teve, como era normal, edição em Single.
Este primeiro LP estava repleto de Blues e Rock'n'Roll, temas de Bo Diddley, John Lee Hooker, Chuck Berry, Fats Domino, Little Richard faziam parte deste álbum inicial, não havendo lugar a originais.
The Animals estiveram entre aqueles, como The Beatles, The Rolling Stones, Dave Clark Five, The Kinks, The Who, etc. , a granjearem uma popularidade enorme do outro lado do Atlântico, naquilo que ficou conhecido como The British Invasion. Ou seja os músicos brancos do Reino Unido a invadirem os Estados Unidos com a música negra que lá era praticada e que não alcançava o devido reconhecimento na população branca.
O tema escolhido é "Boom Boom" um Blues bem conhecido de John Lee Hooker gravado em 1961, The Animals editaram-no, para além de constar no álbum de estreia, em Single nos Estados Unidos.
The Animals - Boom Boom
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Manfred Mann - Smokestack Lightning
O British Blues
É realmente notável a quantidade de grupos britânicos que nos anos 60 tiveram como principal influência, pelo menos na sua origem, o Blues oriundo da América do Norte. Praticamente todos, de alguma forma, manifestaram essa influência de uma forma mais ou menos nítida até alcançarem uma sonoridade própria, identitária.
Continuamos, então, na senda dos grupos britânicos que praticaram o que ficou conhecido pelo British Blues. Para hoje um Regresso ao Passado com os Manfred Mann, mais um retorno a Manfred Mann.
Em particular no seu início as referências ao Blues, e ao Jazz, são marcantes e dominam a maior parte dos primeiros discos. O primeiro LP "The Five Faces of Manfred Mann" é mesmo recordado como "one of the great blues-based British invasion albums" (allmusic.com).
Neste primeiro álbum encontramos algumas versões de standards do Blues como "Smokestack Lightning" que Howlin' Wolf gravou em 1956, "Hoochie Coochie"" um original de Willie Dixon primeiramente gravada por Muddy Waters em 1954, "Got My Mojo Working" popularizada por este em 1957 e "Bring It To Jerome" gravada por Bo Diddley em 1957.
Ficamos com "Smokestack Lightning" a faixa de abertura, na edição do Reino Unido, do LP "The Five Faces of Manfred Mann" de 1964.
Manfred Mann - Smokestack Lightning
É realmente notável a quantidade de grupos britânicos que nos anos 60 tiveram como principal influência, pelo menos na sua origem, o Blues oriundo da América do Norte. Praticamente todos, de alguma forma, manifestaram essa influência de uma forma mais ou menos nítida até alcançarem uma sonoridade própria, identitária.
Continuamos, então, na senda dos grupos britânicos que praticaram o que ficou conhecido pelo British Blues. Para hoje um Regresso ao Passado com os Manfred Mann, mais um retorno a Manfred Mann.
Em particular no seu início as referências ao Blues, e ao Jazz, são marcantes e dominam a maior parte dos primeiros discos. O primeiro LP "The Five Faces of Manfred Mann" é mesmo recordado como "one of the great blues-based British invasion albums" (allmusic.com).
Neste primeiro álbum encontramos algumas versões de standards do Blues como "Smokestack Lightning" que Howlin' Wolf gravou em 1956, "Hoochie Coochie"" um original de Willie Dixon primeiramente gravada por Muddy Waters em 1954, "Got My Mojo Working" popularizada por este em 1957 e "Bring It To Jerome" gravada por Bo Diddley em 1957.
Ficamos com "Smokestack Lightning" a faixa de abertura, na edição do Reino Unido, do LP "The Five Faces of Manfred Mann" de 1964.
Manfred Mann - Smokestack Lightning
domingo, 1 de maio de 2016
The Spencer Davis Group - Dimples
O British Blues
Os britânicos The Spencer Davis Group constituíram-se em 1963 e nele destacavam-se os nomes de Spencer Davis, que dava o nome ao grupo, na guitarra e Steve Winwood na voz e teclados. Este último abandona o grupo em 1967 para formar os Traffic de boa memória. É do período 1965-1967 que ficaram as canções mais populares do grupo, "Keep on Running", "Somebody Help Me", "Gimme Some Lovin'" e "I'm a Man".
Musicalmente, a figura de Steve Winwood, em 1965 com apenas 17 anos, impõe-se pelas sua capacidades interpretativas e de composição. De muito novo que as suas influências vão para os Blues e Rhythm'n'Blues de Muddy Waters, John Lee Hooker, T-Bone Walker, Chuck Berry, etc.. Ray Charles terá sido mesmo uma das suas maiores influências na forma de cantar.
Até à saída de Steve Winwood, The Spencer Davis Group gravaram 3 LP onde é patente o gosto pelo Blues. Logo no primeiro álbum "Their First LP", de 1965, já com alguns temas originais de Steve Winwood, é notória a presença da música norte-americana.
O tema escolhido é "Dimples", que foi editado em Single em 1964, no original um Blues de John Lee Hooker no ano de 1956. Na mesma altura foi editada na Grã-Bretanha o original de John Lee Hooker tendo a versão dos The Spencer Davis Group sido relegada para segundo plano.
The Spencer Davis Group - Dimples
Os britânicos The Spencer Davis Group constituíram-se em 1963 e nele destacavam-se os nomes de Spencer Davis, que dava o nome ao grupo, na guitarra e Steve Winwood na voz e teclados. Este último abandona o grupo em 1967 para formar os Traffic de boa memória. É do período 1965-1967 que ficaram as canções mais populares do grupo, "Keep on Running", "Somebody Help Me", "Gimme Some Lovin'" e "I'm a Man".
Musicalmente, a figura de Steve Winwood, em 1965 com apenas 17 anos, impõe-se pelas sua capacidades interpretativas e de composição. De muito novo que as suas influências vão para os Blues e Rhythm'n'Blues de Muddy Waters, John Lee Hooker, T-Bone Walker, Chuck Berry, etc.. Ray Charles terá sido mesmo uma das suas maiores influências na forma de cantar.
Até à saída de Steve Winwood, The Spencer Davis Group gravaram 3 LP onde é patente o gosto pelo Blues. Logo no primeiro álbum "Their First LP", de 1965, já com alguns temas originais de Steve Winwood, é notória a presença da música norte-americana.
O tema escolhido é "Dimples", que foi editado em Single em 1964, no original um Blues de John Lee Hooker no ano de 1956. Na mesma altura foi editada na Grã-Bretanha o original de John Lee Hooker tendo a versão dos The Spencer Davis Group sido relegada para segundo plano.
The Spencer Davis Group - Dimples
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