terça-feira, 19 de abril de 2016

Os Espaciais - O Circo

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

Os anos de 1966 e 1967 foram particularmente activos, quer em espectáculos que em gravação de discos, por parte do conjunto portuense Os Espaciais.
Neste período foram gravados 3 EP, dos quais já aqui demos conta, falta o último EP editado em 1968.
Neste último 4º EP retomam a designação de Conjunto Académico com um único e bem conseguido tema em português de nome "Circo".





É mais um disco do Pop-Rock nacional a merecer a referência da revista de cinema "Celulóide" nº 134 de Fevereiro de 1969. Era o seguinte texto então publicado na rubrica, já não DISCOS nem DISCOTECA, mas agora Discos Ligeiros:

"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5394
MARCA: Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa
TEMAS E INTÉRPRETES: É o quarto disco deste Conjunto Académico e inclui o «Circo», «When I'm Sixty Four», «Take Me Back, Back, Back» e um arranjo original de um canto gregoriano «Dies Irae».




Ficamos então com o muito interessante "Circo" que, diria, faz lembrar a Filarmónica Fraude que nesse mesmo ano se formaria.



Os Espaciais - O Circo

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Os Tártaros - Magic Moment

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

De volta a Os Tártaros, agora ao 4º e último EP gravado no ano de 1967.



Os Tártaros, originários do Porto, foram dos mais interessantes conjuntos Pop-Rock a assimilar as diversas influências musicais, que nos anos 60, então nos chegavam.
À semelhança de Os Titãs, também do Porto, e do Conjunto Mistério de Lisboa, para citar somente os mais interessantes, começaram por dedicar-se a versões de músicas populares actualizadas aos novos ritmos (Oh! Rosa Arredonda a Saia) mas rapidamente enveredam por temas originais. É o que acontece no 4º EP que hoje recordamos.

Na rubrica DISCOTECA da revista de cinema "Celulóide", nº 117 de Setembro de 1967 lá se encontrava este EP de Os Tártaros com o seguinte texto:

"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5356 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
TEMAS INTERPRETADOS: «Magic Moment», «Não quero ir à tua festa», «Since I've Lost my Mind» e «Não quero nada» 
O QUE PENSO: Conjunto moderno. Gostámos do seu primeiro disco, o EPF  5242. Rapsódia prossegue no seu lançamento."




Duas canções em português e duas em inglês constituem este 4º EP, talvez o menos interessante do conjunto. Na dificuldade da escolha ficamos pela primeira canção "Magic Moment". O disco não conheceu o sucesso e pouco depois Os Tártaros terminavam, sem que antes, na mudança de músicos, tivesse por lá passado o André Sarbib.



Os Tártaros - Magic Moment

domingo, 17 de abril de 2016

Os Espaciais - I'm a Man

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

Já aqui demos a conhecer (ou a recordar) o conjunto Os Espaciais, é tempo de voltar, novamente,  a este simpático conjunto portuense dos anos 60

De acordo com a “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX”:
“O grupo interpretava um repertório de música popular internacional e êxitos de pop-rock da década de 60, numa altura em que a actividade dos conjuntos se desenvolvia principalmente em festas populares e de estudantes. O grupo participou no I Festival de Yé-Yé (Lisboa, Teatro Monumental, Abr. 1966), obtendo o segundo lugar.”

Para a história ficam 4 EP gravados entre 1966 e 1968. Vamos directos para o 3º EP de 1967 composto por 4 temas originais, dois cantados em português e dois em inglês.




O EP merecia referência no nº 112, de Abril de 1967, da revista de cinema “Celulóide” que assim o considera:
"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5344 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Óptima.
TEMAS INTERPRETADOS: «Espero», «You Run Away», «I'm a Man» e «Só eu Sei».
O QUE PENSO: Um quinteto com possibilidades de novos êxitos em próximos voos espaciais."





É nos temas em inglês que estão melhor, em particular em “I’m a Man”, e que facilmente se confundiria com qualquer tema pop de qualquer um dos muitos conjunto estrangeiro que por cá então se ouvia.


Os Espaciais - I'm a Man

sábado, 16 de abril de 2016

Conjunto Académico Ruy Manuel - Vieste Dançar

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

Continuando com a rubrica  DISCOTECA (nova designação, anteriormente era DISCOS) que a revista de cinema "Celulóide" incluiu durante alguns anos da década de 60 com o destaque de alguns discos editados em Portugal pela editora Rapsódia do Porto, principalmente de folclore mas também de Pop-Rock.

No nº 111 de Março de 1967 coube a vez ao único EP lançado pelo Conjunto Académico Ruy Manuel já aqui anteriormente abordado. Era o seguinte o texto:

"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5328 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
TEMAS INTERPRETADOS: «Fuga», «Hello», «Vieste dançar» e «Mas nada virá», todos de Manuel Barros.
INTÉRPRETES: Manuel Barros (viola-solo), Carlos Cunha (viola-baixo), António Teixeira (piano-órgão) e Agostinho Henriques (bateria)
O QUE PENSO: Um disco bastante prometedor de mais um conjunto de quatro jovens estudantes, que interpretam composições originais."





Este EP é, reconheçamos, desinspirado e pouco interessante e portanto não prometedor conforme o pretendido, cópia fraca das sonoridades Pop importadas. Para ouvir, depois de já termos recuperado o instrumental "Fugas", mais um Shake, desta vez "Vieste Dançar".



Conjunto Académico Ruy Manuel - Vieste Dançar

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Os Cinco Bambinos - El Choclo

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

Na revista de cinema “Celulóide” nº 104 de Agosto de 1966 a referência ao EP de Os Cinco Bambinos aparecia juntamente com os EP de Júlio Marinho e seu Conjunto Musical e o Grupo Folclórico de S. Paio o que nos ajuda a ter uma ideia da produção musical que nessa época por cá se fazia.

Deste conjunto formado na região do Porto, que nos deixou um único EP gravado, pouco se sabe. Segundo Luís Pinheiro de Almeida, em "Biografia do Ié-Ié", constituíram-se em 1960, tocaram em restaurantes e hotéis e chegaram a participar por três vezes na televisão. Terminaram na sequência do serviço militar obrigatório.

A avaliação que  a revista de cinema na rubrica DISCOS efectuou, ao EP então editado era a seguinte:
"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5310
QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
TEMAS INTERPRETADOS: Ritmos Modernos.
O QUE PENSO: Rapsódia tem prestado aos conjuntos jovens relevantes serviços e tem ajudado a revelar a música moderna, hoje «Os Cinco Bambinos», ontem Bártolo Valença, Os Tártaros, Blusões Negros, Os Espaciais, Os Álamos. A juventude é estimulada com este disco e com os mais que temos apreciado."




Em relação a este EP já recuperámos a versão de “I Call Your Name”, tema menos conhecido da discografia dos The Beatles, e, recordo, não deixou grande saudade dada a menor qualidade da interpretação.
Não sendo, efectivamente, um disco muito estimulante, mesmo assim escolhemos mais um tema.
“El choclo” é um tango bem popular do início do século XX que Os Cinco Bambinos incluem no EP.

Nos anos 60 não havia baile que se prezasse que não tivesse os seus tangos para agradar aos menos novos, sendo os mesmos travestidos com a sonoridade da época, ou seja, com as roupagens dos The Shadows sempre presentes. Esta versão de Os Cinco Bambinos é disso testemunho e digno de qualquer bailarico no mais recôndito lugarejo. Ora ouçam e dêem o vosso pé de dança.



Os Cinco Bambinos - El Choclo

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Os Espaciais - Contradição

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

O mesmo nº da revista de cinema "Celulóide", que fazia referência ao disco primeiro EP do conjunto Álamos, trazia também a crítica a um EP do conjunto Os Espaciais que teve a colaboração de Berta Monteiro.
Dizia assim o nº 101 de Maio de 1966:

"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5299 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
TEMAS INTERPRETADOS: Arranjos modernos do show «Contradição», da canção «Ele e Ela» do Canelhas, do surf «Não, não, não, não» e do samba «Meu ex-amor».
VOCALISTA: Berta Monteiro canta num estilo que se integra no conjunto.
O QUE PENSO: Este 2º disco de «Os Espaciais» confirma as nossas esperanças do comentário ao 1º disco, no nº 100."




Ao que consegui apurar este EP foi reeditado em 1969 com nova capa e com a troca da canção "Ele e Ela" por "Silêncio" do 1º EP. No conjunto destacava-se Toni Moura, mais tarde do grupo Psico e já nos anos 70 ao grupo de Rock progressivo Tantra.




Quanto a Berta Monteira, de acordo com o Blog Ié-Ié, na contra-capa do EP constava:
"No mundo do disco, surge uma vedeta da canção nacional, Berta Monteiro, magistralmente acompanhada pelo jovem Conjunto Académico Os Espaciais, considerado muito justamente pela crítica como um dos melhores da especialidade - Berta Monteiro canta para os seus inúmeros admiradores quatro bonitos trechos destinados a obterem assinalado êxito. Mais uma revelação fonográfica de Discos Rapsódia, Lda."

Para audição ficamos com a primeira faixa do disco, "Contradição".



Os Espaciais - Contradição

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Álamos - Taste of Honey

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

O Conjunto Universitário "Os Álamos", ou mais tarde somente Álamos, foi um conjunto de Pop-Rock formado em Coimbra em 1963.

É de 1966 o primeiro EP constituído por quatro temas, um Locomotion, um Moderato, um Slow e um Shake conforme informação da contra-capa.
Este disco não passou despercebido à rubrica DISCOS da revista de cinema "Celulóide" que no seu nº 101 de Maio de 1966 assim o descrevia:

"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5305 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
TEMAS INTERPRETADOS: «Baby It´s You», «Taste Of Honey», «The Night Before» e «Comboio» em arranjos especiais.
O QUE PENSO: O Conjunto Universitário «Os Álamos» tem já certa popularidade nos meios da música ligeira. Constituídos por cinco estudantes de Coimbra, este seu primeiro disco que apreciamos possui qualidades artísticas evidentes."




Para além do tema em português “O Comboio”, composto pelo José Cid, o EP tinha mais 3 faixas todas em inglês, a saber: “Baby It´s You”, “Taste Of Honey” e “The Night Before”. Os três temas eram gravações dos The Beatles, mostrando assim a progressiva importância destes na cena musical portuguesa, em detrimento da anterior esmagadora presença dos The Shadows. As duas primeiras canções são do 1º álbum de 1963 “Please Please me” e a terceira do álbum “Help” de 1965.




A escolha para hoje vai para “Taste of Honey” que por sinal não é um original de Lennon/McCartney. “Taste of Honey” é no original um tema instrumental escrito em 1960 para a peça da Broadway com o mesmo nome, sendo a versão mais popular a de Herb Alpert & the Tijuana Brass.
A nossa, a dos Álamos, é a versão vocal que tem origem em Lenny Welch de 1961 e posteriormente retomada pelos The Beatles, ora aí vai.



Álamos - Taste of Honey

terça-feira, 12 de abril de 2016

Os Tártaros - Pistoleiro

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

Os Tártaros formados em Fevereiro de 1964 na cidade do Porto figuravam entre os conjuntos Pop-Rock mais populares da década de 60.
Em Julho de 1965 em entrevista à revista Plateia afirmavam:
"O aperfeiçoamento e a valorização da música portuguesa no nosso ritmo e género, eis o que presentemente procuramos realizar, ora com composições nossas, ora com adaptações."
Também em 1965 editam o terceiro EP composto por quatro composições originais.

Face à popularidade do conjunto não é pois de estranhar que este disco fosse referido, apesar de maioritariamente dedicada a conjuntos folclóricos, na rubrica DISCOS que a revista "Celulóide" passou a incluir em meados dos anos 60.



Temos então mais uma oportunidade de voltarmos a Os Tártaros, era o terceiro EP do conjunto e em Março de 1966, no nº 99, a revista de cinema “Celulóide” referia-se-lhe assim:

REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / E PF 5282 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
CARÁCTER DA INTERPRETAÇÃO: em ié-ié, moderna, atrevida, mas bem ritmada.
QUALIDADE DO REGISTO: Perfeito.
O QUE PENSO: É o terceiro disco Rapsódia deste conjunto cujo êxito junto das camadas da juventude é já indiscutível.”




Dois Shakes, um Madison e um Surf constituem este disco, segue "Pistoleiro", era um dos dois Shakes.



Os Tártaros - Pistoleiro

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Os Blusões Negros - Tango dos Barbudos

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

Aproveitemos então as apreciações aos discos editados que a revista de cinema "Celulóide" passou a incluir na segunda metade dos anos 60, para lembrar mais alguns conjuntos e canções da música Pop-Rock feita em Portugal.

No nº 98 de Fevereiro de 1966 entre os discos de folclore aparecia o EP de Os Blusões Negros que já anteriormente recuperámos e a apreciação era a seguinte:

"REFERÊNCIA: 45 R. P. M. / EPF 5290 Rapsódia
QUALIDADE TÉCNICA: Boa
TEMAS INTERPRETADOS: Arranjos em ritmo Ié-Ié  de Jorge Melo de «Tequilla», «Coimbra Menina e Moça», «Toada Beirã» e «Tango dos Barbudos».
O QUE PENSO: Os «Blusões Negros» são 4 jovens que constituíram um agrupamento de guitarras há 4 anos, sendo este o seu primeiro disco. Merecem o carinho do público. Revivem em ritmos modernos êxitos como «Tequilla»."






Do Shake "Tequilla" já demos conta, vamos agora para um Tango, o "Tango dos Barbudos".

O tango era uma dança muito popular em qualquer baile daquela época e os conjuntos começaram a incluir versões dos tangos mais populares em versões Pop aprazíveis aos ouvidos quer dos mais novos quer dos mais velhos.

O tango que recordamos foi extremamente popular e preenche com certeza a memória de todos os que viveram aquela época.

No blog “Anomalias” alguém a propósito do “Tango dos Barbudos” recorda os bailes na aldeia, assim:
“Era um ritual muito interessante: com o indicador apontavam para ela, depois para ele (o próprio) e depois giravam o indicador como se estivesse a rodopiar. A menina ou fazia que não com a cabeça, ou levantava-se e ia ter com o par, ensaiando já alguns passos de dança. A mãe vigiava quantas vezes a filha dançava com o mesmo, se era de boas famílias ou não e se andaria com boas intenções... E advertia a filha: cuidado com os avanços, olhó respeito, filha, olhó respeito.”

Quanto à versão de Os Blusões Negros,  dá para nos transportarmos umas boas décadas atrás e, com ou sem respeito, aproveitar e dar um passo de dança. Ora vamos lá.



Os Blusões Negros - Tango dos Barbudos

domingo, 10 de abril de 2016

Os Morgans - Uma Casa Portuguesa

A música Pop-Rock portuguesa na revista de cinema "Celulóide" nos anos 60

"Celulóide" foi uma revista de cinema que se publicou entre Dezembro de 1957 (preço 4$00) e Março de 1986 (preço 100$00).
No período que vai de Janeiro de 1966 a Junho de 1971 manteve com regularidade uma rubrica destinada à divulgação de discos por cá editados. Os fonogramas que mereciam realce iam da música folclórica à música clássica, passando pela música ligeira e popular e é interessante ver qual era o panorama das edições que então eram destacadas.

Eis uma lista, não exaustiva:
Rancho Típico de Pombal
Isolina Granja
Grupo Folclórico S. Martinho da Gandara
Fernando Ribeiro e Fontes Rocha
Grupo Folclórico de Dem
Os 3 de Portugal
Isabel de Oliveira
Trio Guadiana
Jorge Tuna
Rancho Típico de Paleão/Soure
Júlio Marinho e seu Conjunto Regional
Grupo Folclórico de S. Paio
Grupo Folclórico da Ribeira – Ovar
Grupo Folclórico de Afife
Maria Lisboa
Rancho Folclórico da Trofa
Rancho Folclórico de Castelo e Paiva
Grupo Folclórico de Ponte da Barca
Grupo Folclórico da Correlha
Grupo das Lavradeiras de Oleiros
António Bompastor
Maria Albertina e seu Conjunto
Conjunto Regional Costa Verde
Maria José
Banda de Revelhe
Grupo Folclórico da Corredoura
Conjunto Típico «Os Picassos da Maia»
Conjunto Hilário Santos
Os Cinco de Portugal
Rancho da Esturdia dos Camponeses de Godinhaços
Conjunto Típico «Luz e Vida»
Valdemar Vigário
Rancho Folclórico «As Lavadeiras de Sabugo»
Conchinha de Mascarenhas
Conjunto Típico Soldados da Paz
Banda da Sociedade Filarmónica «Lida Madalense»

Em Novembro de 1967, primeiras referências à música Clássica:
Serge Prokofiev
Nicolo Paganini
Dimitri Chostakovitch

Alguns números depois:
J. S. Bach
Tchaikovsky
Em Novembro de 1969 referência ao LP «Z» de Mikis Theodorakis, banda sonora do filme com o mesmo nome de Costa Gavras. Em Dezembro do mesmo ano destaque para 3 LP “Le Chant du Monde”: “Chants du Monde”, “Canciones para mi America” e “Atahualpa Yupanqui”.

A música pop também vai aparecer, embora de uma forma tímida e por pouco tempo:
Os Morgans
Blusões Negros
Os Tártaros
Os Álamos
Os Espaciais
Os Cinco Bambinos
Conjunto Académico Ruy Manuel




No Nº 97 de Janeiro de 1966 é referido o 2º EP do grupo Pop Os Morgans que aqui já tiveram passagem com a faixa "Canção do Mar". A crítica era a seguinte:

“QUALIDADE TÉCNICA: Boa.
TEMAS  INTERPRETADOS:
Arranjos modernos das composições «Uma casa portuguesa» de Artur Fonseca, «Vou andar por aí» de Newton Chaves, «Lisboa antiga-Coimbra» de Raul Ferrão e «Canção do mar» de F. Trindade.
CARÁCTER DA INTERPRETAÇÃO: Viva, jovem em rock ou slow.
QUALIDADE DO REGISTO: Feliz e equilibrado.
O QUE PENSO: Em conclusão: - um disco de um conjunto bastante prometedor."





Oportunidade para ouvir "Uma Casa Portuguesa", a canção popularizada pela Amália Rodrigues, em ritmo Pop.



Os Morgans - Uma Casa Portuguesa

sábado, 9 de abril de 2016

The Mamas and The Papas - Dancing in the Street

Monterey International Pop Festival 1967


John Phillips tinha sido o principal mentor do Festival, era a ele que competia encerrá-lo.
Coube assim a The Mamas and The Papas a última actuação no Festival de Monterey de 1967, foi na noite de 18 Junho.
John Philips (1935-2001), a esposa Michelle Phillips (1944-), Denny Doherty (1940-2007) e finalmente Cass Elliot (1941-1974) constituíram este quarteto predominantemente vocal The Mamas and the Papas e a meio da década de 60, com a mistura suave que fizeram do Folk, do Rock e da Pop, encantaram toda uma juventude com canções eternas como "California Dreamin'", "Monday, Monday" ou "Dedicated To The One I Love".
Tiveram em Monterey uma das suas melhores actuações e, em particular, Cass Elliot manifestava uma enorme alegria e boa disposição.




Terminam com o contagiante "Dancing in the Street", um original na interpretação de Martha and The Vandellas de 1964, mais tarde sucesso na versão de Mick Jagger com David Bowie.

"“We’re gonna have this Festival every year,” said Mama Cass, “so you can stay if you want.” The roar of renewed applause almost convinced me that the crowd would patiently wait through the summer, fall, and winter, never stirring until next June." escreveu o já anteriormente referido escritor e músico Michael Lydon.
Terminava assim o primeiro Festival Internacional Pop de Monterey de 1967 sob o lema "Music, Love and Flowers".



The Mamas and The Papas - Dancing in the Street

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Scott McKenzie - San Francisco

Monterey International Pop Festival 1967


Os três dias do Festival de Monterey decorreram sob o lema "Music, Love and Flowers" e ficou como um marco na história da música popular do século XX. John Phillips, o principal organizador do Festival e membro dos The Mamas and The Papas disse (em montereyinternationalpopfestival.com):
"I think it changed a lot of things. I think it changed a lot of people's attitudes toward music. It gave the world na opportunity to heard just what was here on this planet. Like Cass once told me, she said 'Monterey wil have the legend'".

Scott Mckenzie (1939-2012) era amigo de John Phillips e foi ele que lhe sugeriu, enquanto organizava o Festival, que escreve-se uma canção para a sua promoção. Assim nasceu "San Francisco (Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair)", editada em Maio de 1967. O êxito é o que se sabe, ficou uma das canções mais populares daquela época, tornando-se um símbolo da contracultura dos anos 60.




É, a 18 de Junho no Festival de Monterey, durante a actuação dos The Mamas and The Papas que Scott McKenzie se junta ao grupo para interpretar "San Francisco (Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair)". O Festival estava quase  a chegar ao fim.



Scott McKenzie - San Francisco

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Jimi Hendrix - Wild Thing

Monterey International Pop Festival 1967


A seguir à actuação dos Grateful Dead, cabe a Brian Jones (1942-1969), fundador e líder dos The Rolling Stones, a apresentação do músico seguinte, nada mais, nada menos, que Jimi Hendrix.

Jimi Hendrix (1942-1970), natural de Seattle, muito cedo começou a tocar guitarra e durante vários anos integrou várias formações de Rhythm'n'Blues. Foi em 1966, quando se mudou para Londres e formou o trio The Jimi Hendrix Experience, que alcançou a fama com temas como "Hey Joe", "Purple Haze" e "The Wind Cries Mary" e ainda com o LP "Are You Experienced" editado no mês anterior ao Festival de Monterey.

Depois da actuação dos Grateful Dead, "Could anybody come on after the Dead? Could anyone or anything top them? Yes, one man: Jimi Hendrix, introduced by Brian Jones as “the most exciting guitar player I’ve ever heard.” referia o crítico e músico norte-americano, Michael Lydon.



Foi de calças vermelhas, um colete preto e amarelo sobre uma camisa amarela de folhos que Jimi Hendrix se exibiu naquela noite de 18 de Junho de 1967 marcando o seu reconhecimento nos Estados Unidos.
Já distante do Blues mais tradicional e com um Rock mais pesado que a generalidade do praticado pelos grupos psicadélicos da época, Jimi Hendrix ou melhor The Jimi Hendrix Experience vão empolgar a assistência em Monterey.

A exibição terminou com Jimi Hendrix a sacrificar (leia-se incendiar) a guitarra, donde uma série de fotografias são hoje das mais iconográficas da história do Rock, e a atirar os restos para o público.
Aconteceu durante "Wild Thing", um original dos americanos The Wild Ones de 1965, e sucesso em 1966 na versão dos ingleses The Troggs.



Jimi Hendrix - Wild Thing

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Grateful Dead - Viola Lee Blues

Monterey International Pop Festival 1967

Na lista impressionante daqueles que passaram pelo primeiro Festival de Monterey, nos dias 16, 17 e 18 de Junho de 1967, não podia deixar de constar um dos grupos mais significativos do som de S. Francisco, os, agora, lendários Grateful Dead.
Somente com um álbum editado aquando da passagem por Monterey é a formação original, que poucas alterações sofreu ao longo dos tempos, que esteve presente: Jerry Garcia, guitarra e voz; Bob Weir,  guitarra e voz; Ron "Pigpen" McKernan, teclados, harmónica e voz; Phil Lesh, baixo e voz; Bill Kreutzmann, bateria.

Michael Lydon, escritor e músico, escreveu:
"... The Grateful Dead and they were beautiful. They did at top volume what Shankar had done softly. They played pure music, some of the best music of the concert. I have never heard anything in music which could be said to be qualitatively better than the performance of the Dead, Sunday night."




Da excelente actuação dos Grateful Dead recuperamos o tema longo "Viola Lee Blues", que encerrava o primeiro LP do grupo. O virtuosismo dos Grateful Dead ao vivo no Festival de Monterey.



Grateful Dead - Viola Lee Blues

terça-feira, 5 de abril de 2016

The Who - My Generation

Monterey International Pop Festival 1967


The Who, bastante populares em Inglaterra, nunca tinham estado nos Estados Unidos onde não eram tão bem conhecidos, a não ser, talvez, pela fama da irreverência e poder destrutivo que tinham em palco. É na última noite do Festival de Monterey, dia 18 de Junho de 1967, que The Who tiveram a sua grande apresentação ao público norte-americano

Apresentados por Eric Burdon, depois da suavidade dos Buffalo Springfield, os The Who tiveram uma actuação que, segundo Country Joe McDonald (montereyinternationalpopfestival.com)
"It was kind of a combination of wrestling and music".
Roger Daltrey  adornado com um xaile de flores cor-de-rosa rodopiava o microfone por cima da cabeça e cantava de uma forma potente, Keith Moon, como sempre, frenético na bateria, Pete Towshend exuberante na guitarra e o sempre sereno John Entwistle preparavam-se para conquistar a América.

Com 2 álbuns já editados, "My Generation" e "A Quick One", ainda longe do sucesso que tiveram a partir de 1969 com "Tommy", The Who tocaram algumas dos temas até então mais conhecidos: "Substitute", "Summertime Blues", "Pictures of Lily", "A Quick One", "While He's Away", "Happy Jack" e " My Generation".




No fim John Entwistle anuncia "My Generation" dizendo "This is where it all ends" , Towshend destrói a guitarra e Moon a bateria no meio de bombas de fumo.





Toda a revolta de uma juventude numa das canções mais significativas dos The Who, voltamos a "My Generation".



The Who - My Generation

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Buffalo Springfield - Bluebird

Monterey International Pop Festival 1967


Já fizeram várias passagens por este Regresso ao Passado, a sua curta duração (1966-1968) não impediu que fossem das propostas mais interessantes surgidas na West Coast. Estavam a meio da sua primeira vida quando actuaram na última noite do Festival de Monterey a 18 de Junho de 1967, eram os Buffalo Springfield.

A sua constituição inicial foi: Stephen Stills, Dewey Martin, Bruce Palmer, Richie Furay e Neil Young. Não foi a formação que chegou a Monterey, Neil Young fez um interregno e foi substituído por Doug Hastings e David Crosby, que estava mesmo à mão, também ajudou.
David Crosby disse:
"Neil left about a week before Monterey, so I rehearsed with them for a few days and I said I'd sit with them to cover. I was just trying to help. I wasn't in the Springfield and I had no intention of being in the Springfield".




O talento dos Buffalo Springfield era enorme, mas o reconhecimento maior só veio mais tarde quando já dispersos noutras formações, principalmente Crosby, Sills, Nash and Young e Poco.
Quanto à actuação parece não ter tido a melhor recepção na crítica, os próprios Buffalo Springfield o reconhecem, destacando-se, no entanto, a canção "Bluebird", editada em Single precisamente em Junho de 1967.
"Bluebird" pertence ao segundo álbum "Buffalo Springfield Again", editado ainda em 1967, e faz parte do nosso imaginário.



Buffalo Springfield - Bluebird

domingo, 3 de abril de 2016

Blues Project - The Flute Thing

Monterey International Pop Festival 1967


A noite de encerramento do Festival de Monterey (16, 17 e 18 de Junho de 1967) teve a abrir o grupo Novaiorquino Blues Project.

Os Blues Project, apresentados no Festival por Paul Simon, eram oriundos de Greenwich Village e tiveram uma primeira curta duração de 1965 a 1967 em parte devido à instabilidade no grupo. Eram formados, originalmente, por Tommy Flanders (voz), Danny Kalb (guitarra), Steve Katz (guitarra, harmónica e voz), Al Kooper (teclados e voz), Andy Kulberg (baixo e flauta) e Roy Blumenfeld (bateria).
Logo após o primeiro LP, um disco ao vivo de nome "Live at The Cafe Au Go Go", o vocalista principal Tommy Flanders sai do grupo. Al Kooper segue o mesmo caminho na primavera de 1967 já com o primeiro disco de estúdio "Projections" editado.

É pois sem Tommy Flanders e Al Kooper, sendo este substituído por John McDuffy, que os Blues Project se apresentam no Festival de Monterey. O grupo não recupera da saída de Al Kooper e depois do Festival os Blues Project terminam.




Tidos, pelas suas jam sessions, como os Grateful Dead de Nova Iorque, os Blues e o Rock psicadélico marcavam a sonoridade do grupo. A primeira canção que interpretam é "The Flute Thing", um tema de Al Kooper para o álbum "Projections" onde o destaque vai directo para a flauta eléctrica de Andy Kulberg. Começava bem a noite em Monterey.



Blues Project - The Flute Thing

sábado, 2 de abril de 2016

Ravi Shankar - Tabla Solo In Ektal

Monterey International Pop Festival 1967

De Ravi Shankar (1920-2012) já aqui foi dada nota da importância que teve ao influenciar a música Pop ocidental com as sonoridades indianas. Muitos foram os grupos Pop-Rock  já consagrados a manifestar essa influência, alguns exemplos recordámos , de The Kinks, The Beatles ao rock psicadélico dos Spirit, todos utilizaram ou imitaram o som das cítaras e das tablas característicos da música indiana.

Foi a partir de 1965 quando David Crosby apresentou a música de Ravi Shankar a George Harrison que tudo começou. A música de Ravi Shankar começou a ser conhecida e a colaboração com George Harrison prolongou-se culminando em 1971 com o famoso Concerto para o Bangladesh.

No entretanto, é no Festival de Monterey que Ravi Shankar vai ganhar maior notoriedade. Foi no Domingo à tarde, dia 18 de Junho desse ano único de 1967, que Ravi Shankar (pesquisar no Youtube) extasiou um público de 7000 pessoas com um concerto de 3 horas de duração.




Em entrevista a Harvey Kubernik, em 1997, Ravi Shankar recorda assim o Festival de Monterey:
"Monterey to me was like a revelation. Completely new. I had met George before that and that started the whole big hullaballoo. To me, it was a new world."
...
"Jimi Hendrix was sitting there. (Jerry) Garcia was there. I remember a few names. All of them were there and you can see on the film what magic it had. I was so impressed and it is one of my memorable performances. I didn’t plan for this. I was grateful to God that I was sitting in the atmosphere without anyone disturbing me. It drizzled for a few minutes and then it stopped. So, it was cloudy and there were flowers from Hawaii and you know, what atmosphere! After my set, it was crazy. I have never felt such a commotion of this sort. I was so pure, in spite of the fact that there were many people who were also strong. But it didn’t matter, because the whole atmosphere was so clean and beautiful and I could give my best. That’s all I can say."

Agora é imaginar que se está em Monterey, ouvir Ravi Shankar dizer:
“I love all of you, and how grateful I am for your love of me. What am I doing at a pop festival when my music is classical? I knew I’d be meeting you all at one place, you to whom music means so much. This is not pop but I am glad it is popular.” e ouvir "Tabla Solo In Ektal".



Ravi Shankar - Tabla Solo In Ektal

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Blitz nº 74 de 1 de Abril de 1986

Jornal "Blitz"

Recordamos mais um nº do jornal Blitz. O nº 74 de 1 de Abril de 1986.
Na capa, contrariando as habituais fotografias de algum músico ou conjunto de destaque na época, vai para um desenho a comemorar os 10 anos do movimento Punk.




- Na página 2 relevo para os músicos brasileiros. Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethania, Gilberto Gil são notícia. Espaço ainda para Cliff Richard que aos 45 anos chega ao primeiro lugar com o single "Living Doll".
- Na página 3 anuncia-se o novo disco dos Trovante, "Sepes". Dos UHF iniciais, de 1979, só resta António Manuel Ribeiro que vai continuar com o grupo, uma nova fase para os UHF.
- Na página 4 mais pequenas notícias, entre as quais, a edição de um Mini-LP dos The Pogues, era "Poguetry in motion" e o novo disco de Joe Cocker de nome "Cocker". Rumores do fim dos Lone Justice que vieram a confirmar-se.
- A história do Punk vai ocupar as páginas 5,6,7,8,9,10 e 11. Na página 5 dedicada ao Punk nacional Zé Pedro dos Xutos e Pontapés afirma: "se punk é sentir muito o alto e o baixo e desejar muito os dois. É desejar a própria ressaca". "Londres, 1976 (de um pouco antes a um pouco depois)", na página 7, mostra a importância das Escolas de Arte britânicas. "de Sid até Piter", o artigo da página 9 interroga:"Como no «Caso do Pecado Original» não há culpado no «Assunto Punk», mas mantém-se a dúvida primordial: com é que a revolução estética proclamada subverteu algumas coisas, se revitalizou a indústria artística nunca próspera e insinuante como agora, e dez anos passados, são outra vez os padrões monótonos dos executivos editoriais a determinarem o gosto do povo?"
- A página 12, com o Busca no Sótão e a Feira da Ladra, lembra os saudosos Peter, Paul and Mary, eram as bodas de prata.
- O Cardápio da semana passa da página 12 para a 13 com Sítios, Música ao vivo, Cinema e Rádio.
- O Rondas Nocturnas da página 14 recorda o bar Brown's e a cena Punk do mesmo.
- Pregões e Declarações preenchem a página 15.
- A página 16 relata o «Lisboa Rock 86» por onde passaram os Xutos e Pontapés, GNR, Croix Sainte, e os Bans, ou seja duas bandas do Porto e duas de Lisboa.
- Página 17 com anúncios e Moda: Grown up baby.
- Vamos aos Top nas páginas 18 e 19. Em Portugal Elton John está em primeiro nos singles e nos álbuns, respectivamente "Nikita" e "Ice on Fire". Nos EUA os Heat ocupam o primeiro lugar dos singles com "These Dreams" e Whitney Houston o primeiro lugar dos LP com o disco homónimo. Já na Grã-Bretanha Diana Ross com "Chain Reaction" ocupa o primeiro lugar nos Singles e Falco o primeiro lugar nos LP com Rock Me Amadeus, mas aqui temos lista de Independentes, onde os Depeche Mode ocupavam o primeiro lugar dos Singles com "Stripped" e King Kurt com "Big Cock" o primeiro lugar dos álbuns.
- Finalmente a página 20 volta ao Punk com o 1º artigo de 4 dedicados ao Punk sob o título "ano 10 d. Punk".





Otis Redding - I've Been Loving You Too Long

Monterey International Pop Festival 1967

Indiscutivelmente Otis Redding (1941-1967) foi o maior cantor Soul de todos os tempos.
Datam do início da década de 60 as primeiras gravações de Otis Redding sendo somente em 1964 que é editado o primeiro longa duração de nome "Pain in My Heart". Aquando da sua passagem pelo Festival de Monterey era já um artista consagrado com seis álbuns editados.

Na primavera de 1967 actuou com grande sucesso na Europa acompanhado pelos Booker T. and The M.G.'s. No entanto, particularmente nos Estados Unidos, a sua popularidade era sobretudo na população negra, tendo sido em Monterey que actuou, pela primeira vez, para uma audiência maioritariamente branca. A 17 de Junho de 1967, Otis Redding, com o suporte dos Booker T. and the M.G.s, encerra o 2º dia do Festival de Monterey.




"The only thing that Otis Redding hadn’t done by 1967 was attract a large white audience in America. By all accounts, he was nervous about appearing at Monterey—an audience of 50,000 mostly white faces, the “love crowd,” as he called them, awaited. The performance shouldn’t have worked, as he went on late and because of the statutory midnight curfew, the plug had to be pulled after just a handful of numbers. In the end, it didn’t matter—none of the other performers at the Festival had ever seen a singer or a band dominate a stage or an audience the way that Otis Redding and Booker T. and The MG’s did with those five songs. It marked a breakthrough to mass acceptance by a white listenership, and it was arguably the most important moment musically in the three-day Festival." assim viu Bruce Eder a passagem de Otis Redding pelo Festival de Monterey.

Otis Redding interpretou 5 canções a saber: "Shake", "Respect", "I've Been Loving You Too Long", "Satisfaction" e "Try a Little Tenderness".




Otis Redding - I've Been Loving You Too Long