Jornal "Blitz"
Recordamos mais um nº do jornal Blitz. O nº 74 de 1 de Abril de 1986.
Na capa, contrariando as habituais fotografias de algum músico ou conjunto de destaque na época, vai para um desenho a comemorar os 10 anos do movimento Punk.
- Na página 2 relevo para os músicos brasileiros. Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethania, Gilberto Gil são notícia. Espaço ainda para Cliff Richard que aos 45 anos chega ao primeiro lugar com o single "Living Doll".
- Na página 3 anuncia-se o novo disco dos Trovante, "Sepes". Dos UHF iniciais, de 1979, só resta António Manuel Ribeiro que vai continuar com o grupo, uma nova fase para os UHF.
- Na página 4 mais pequenas notícias, entre as quais, a edição de um Mini-LP dos The Pogues, era "Poguetry in motion" e o novo disco de Joe Cocker de nome "Cocker". Rumores do fim dos Lone Justice que vieram a confirmar-se.
- A história do Punk vai ocupar as páginas 5,6,7,8,9,10 e 11. Na página 5 dedicada ao Punk nacional Zé Pedro dos Xutos e Pontapés afirma: "se punk é sentir muito o alto e o baixo e desejar muito os dois. É desejar a própria ressaca". "Londres, 1976 (de um pouco antes a um pouco depois)", na página 7, mostra a importância das Escolas de Arte britânicas. "de Sid até Piter", o artigo da página 9 interroga:"Como no «Caso do Pecado Original» não há culpado no «Assunto Punk», mas mantém-se a dúvida primordial: com é que a revolução estética proclamada subverteu algumas coisas, se revitalizou a indústria artística nunca próspera e insinuante como agora, e dez anos passados, são outra vez os padrões monótonos dos executivos editoriais a determinarem o gosto do povo?"
- A página 12, com o Busca no Sótão e a Feira da Ladra, lembra os saudosos Peter, Paul and Mary, eram as bodas de prata.
- O Cardápio da semana passa da página 12 para a 13 com Sítios, Música ao vivo, Cinema e Rádio.
- O Rondas Nocturnas da página 14 recorda o bar Brown's e a cena Punk do mesmo.
- Pregões e Declarações preenchem a página 15.
- A página 16 relata o «Lisboa Rock 86» por onde passaram os Xutos e Pontapés, GNR, Croix Sainte, e os Bans, ou seja duas bandas do Porto e duas de Lisboa.
- Página 17 com anúncios e Moda: Grown up baby.
- Vamos aos Top nas páginas 18 e 19. Em Portugal Elton John está em primeiro nos singles e nos álbuns, respectivamente "Nikita" e "Ice on Fire". Nos EUA os Heat ocupam o primeiro lugar dos singles com "These Dreams" e Whitney Houston o primeiro lugar dos LP com o disco homónimo. Já na Grã-Bretanha Diana Ross com "Chain Reaction" ocupa o primeiro lugar nos Singles e Falco o primeiro lugar nos LP com Rock Me Amadeus, mas aqui temos lista de Independentes, onde os Depeche Mode ocupavam o primeiro lugar dos Singles com "Stripped" e King Kurt com "Big Cock" o primeiro lugar dos álbuns.
- Finalmente a página 20 volta ao Punk com o 1º artigo de 4 dedicados ao Punk sob o título "ano 10 d. Punk".
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Otis Redding - I've Been Loving You Too Long
Monterey International Pop Festival 1967
Indiscutivelmente Otis Redding (1941-1967) foi o maior cantor Soul de todos os tempos.
Datam do início da década de 60 as primeiras gravações de Otis Redding sendo somente em 1964 que é editado o primeiro longa duração de nome "Pain in My Heart". Aquando da sua passagem pelo Festival de Monterey era já um artista consagrado com seis álbuns editados.
Na primavera de 1967 actuou com grande sucesso na Europa acompanhado pelos Booker T. and The M.G.'s. No entanto, particularmente nos Estados Unidos, a sua popularidade era sobretudo na população negra, tendo sido em Monterey que actuou, pela primeira vez, para uma audiência maioritariamente branca. A 17 de Junho de 1967, Otis Redding, com o suporte dos Booker T. and the M.G.s, encerra o 2º dia do Festival de Monterey.
"The only thing that Otis Redding hadn’t done by 1967 was attract a large white
audience in America. By all accounts, he was nervous about appearing at
Monterey—an audience of 50,000 mostly white faces, the “love crowd,” as he
called them, awaited. The performance shouldn’t have worked, as he went on late
and because of the statutory midnight curfew, the plug had to be pulled after
just a handful of numbers. In the end, it didn’t matter—none of the other
performers at the Festival had ever seen a singer or a band dominate a stage or
an audience the way that Otis Redding and Booker T. and The MG’s did with those
five songs. It marked a breakthrough to mass acceptance by a white
listenership, and it was arguably the most important moment musically in the
three-day Festival." assim viu Bruce Eder a passagem de Otis Redding pelo Festival de Monterey.
Otis Redding interpretou 5 canções a saber: "Shake", "Respect", "I've Been Loving You Too Long", "Satisfaction" e "Try a Little Tenderness".
Otis Redding - I've Been Loving You Too Long
Indiscutivelmente Otis Redding (1941-1967) foi o maior cantor Soul de todos os tempos.
Datam do início da década de 60 as primeiras gravações de Otis Redding sendo somente em 1964 que é editado o primeiro longa duração de nome "Pain in My Heart". Aquando da sua passagem pelo Festival de Monterey era já um artista consagrado com seis álbuns editados.
Na primavera de 1967 actuou com grande sucesso na Europa acompanhado pelos Booker T. and The M.G.'s. No entanto, particularmente nos Estados Unidos, a sua popularidade era sobretudo na população negra, tendo sido em Monterey que actuou, pela primeira vez, para uma audiência maioritariamente branca. A 17 de Junho de 1967, Otis Redding, com o suporte dos Booker T. and the M.G.s, encerra o 2º dia do Festival de Monterey.
Otis Redding interpretou 5 canções a saber: "Shake", "Respect", "I've Been Loving You Too Long", "Satisfaction" e "Try a Little Tenderness".
Otis Redding - I've Been Loving You Too Long
quinta-feira, 31 de março de 2016
Booker T. and the M.G.'s - Hip Hug-Her
Monterey International Pop Festival 1967
Booker T. and the M.G.'s, que já por aqui passaram na recordação de "Green Onions", eram à data do Festival de Monterey, em Junho de 1967, um grupo que não necessitava apresentações. Constituídos no início da década pelo organista Booker T. Jones obtiveram no primeiro Single "Green Onions" o seu maior sucesso. Para além da carreira própria serviram de grupo de suporte para cantores, entre outros, como Wilson Pickett, Sam and Dave e Otis Redding.
Booker T. and the M.G.'s (MG marca de carro ou Memphis Group mantem-se a dúvida) actuaram na noite de 17 de Junho no Festival de Monterey e fecharam a noite em suporte a Otis Redding.
"Hip Hug-Her" é o nome do 5º álbum do grupo editado precisamente em Junho de 1967, o tema título, que abre o álbum, foi um dos temas que constou na actuação no Festival de Monterey e é com ele que recordamos novamente Booker T. and the M.G.'s. O Soul instrumental de Booker T. and the M.G.'s abriam assim caminho para a actuação histórica de Otis Redding.
Booker T. and the M.G.'s - Hip Hug-Her
Booker T. and the M.G.'s, que já por aqui passaram na recordação de "Green Onions", eram à data do Festival de Monterey, em Junho de 1967, um grupo que não necessitava apresentações. Constituídos no início da década pelo organista Booker T. Jones obtiveram no primeiro Single "Green Onions" o seu maior sucesso. Para além da carreira própria serviram de grupo de suporte para cantores, entre outros, como Wilson Pickett, Sam and Dave e Otis Redding.
Booker T. and the M.G.'s (MG marca de carro ou Memphis Group mantem-se a dúvida) actuaram na noite de 17 de Junho no Festival de Monterey e fecharam a noite em suporte a Otis Redding.
"Hip Hug-Her" é o nome do 5º álbum do grupo editado precisamente em Junho de 1967, o tema título, que abre o álbum, foi um dos temas que constou na actuação no Festival de Monterey e é com ele que recordamos novamente Booker T. and the M.G.'s. O Soul instrumental de Booker T. and the M.G.'s abriam assim caminho para a actuação histórica de Otis Redding.
Booker T. and the M.G.'s - Hip Hug-Her
quarta-feira, 30 de março de 2016
Jefferson Airplane - The Ballad of You and Me and Pooneil
Monterey International Pop Festival 1967
Paul Kantner (Voz, Guitarra), Marty Balin (Voz), Jack Casady (Baixo), Jorma Kaukonen (Guitarra, Voz), Spencer Dryden (Bateria), Grace Slick (Voz) constituíram a formação de ouro dos Jefferson Airplane e foi a que esteve presente na noite de 17 de Junho de 1967 no Festival de Monterey.
Representantes maiores do som psicadélico da West Coast, quando tocaram em Monterey tinham já uma reputação a defender. Depois de "Jefferson Airplane Takes Off", o álbum inicial ainda sem Grace Slick, tinha já sido editado, no início do ano, o seminal "Surrealistic Pillow" onde pontificavam as canções "Somebody To Love" e "White Rabbit" que Grace Slick tinha trazido dos The Great Society, grande deveria ser pois a expectativa.
E, pelos vistos, de acordo com Michael Lydon em "Monterey Pop: The First Rock Festival", "Jefferson Airplane were fantastically good".
Os Jefferson Airplane, apresentados por Jerry Garcia, como "a perfect example of what the world is coming to" tocaram, entre outras, "Somebody To Love", "White Rabbit", "She Has Funny Cars" e esta canção, então inédita, "The Ballad of You and Me and Pooneil". Depois de ser editada em Single após o Festival, era a faixa de abertura do 3º álbum "After Bathing at Baxter's" editado ainda em 1967. "The Ballad of You and Me and Pooneil", na versão longa, ao vivo em Monterey.
Jefferson Airplane - The Ballad of You and Me and Pooneil
Paul Kantner (Voz, Guitarra), Marty Balin (Voz), Jack Casady (Baixo), Jorma Kaukonen (Guitarra, Voz), Spencer Dryden (Bateria), Grace Slick (Voz) constituíram a formação de ouro dos Jefferson Airplane e foi a que esteve presente na noite de 17 de Junho de 1967 no Festival de Monterey.
Representantes maiores do som psicadélico da West Coast, quando tocaram em Monterey tinham já uma reputação a defender. Depois de "Jefferson Airplane Takes Off", o álbum inicial ainda sem Grace Slick, tinha já sido editado, no início do ano, o seminal "Surrealistic Pillow" onde pontificavam as canções "Somebody To Love" e "White Rabbit" que Grace Slick tinha trazido dos The Great Society, grande deveria ser pois a expectativa.
E, pelos vistos, de acordo com Michael Lydon em "Monterey Pop: The First Rock Festival", "Jefferson Airplane were fantastically good".
Os Jefferson Airplane, apresentados por Jerry Garcia, como "a perfect example of what the world is coming to" tocaram, entre outras, "Somebody To Love", "White Rabbit", "She Has Funny Cars" e esta canção, então inédita, "The Ballad of You and Me and Pooneil". Depois de ser editada em Single após o Festival, era a faixa de abertura do 3º álbum "After Bathing at Baxter's" editado ainda em 1967. "The Ballad of You and Me and Pooneil", na versão longa, ao vivo em Monterey.
Jefferson Airplane - The Ballad of You and Me and Pooneil
terça-feira, 29 de março de 2016
Laura Nyro - Wedding Bell Blues
Monterey International Pop Festival 1967
Numa biografia de Bruce Eder relativa aos participantes no Festival de Monterey de 1967 lia-se o seguinte sobre Laura Nyro (1947-1997):
"Laura Nyro was one of those musical talents too imposing to ignore, and too diverse to categorize.", era o que eu pensava dela.
Por um lado Laura Nyro era um talento enorme que se destacou principalmente na segunda metade dos anos 60 e inícios da década de 70, por outro era difícil de a definir musicalmente situando-se numa mescla de estilos ( pop, jazz, gospel, rhythm and blues, show tunes, rock e soul de acordo com a wikipédia), que lhe conferiam uma sonoridade muito própria.
Quando participou no Festival de Monterey tinha já um álbum, "More Than a New Discovery", editado tinha ela 19 anos. Neste álbum constava a canção "And When I Die" que viria a ser um grande sucesso na versão dos Blood, Sweat and Tears em 1969.
Infelizmente a actuação de Laura Nyro, em Monterey, parece não ter tido o agrado de todos, recebendo críticas negativas, para alguns, foi mesmo a prestação menos conseguida do Festival.
"Eli and The Thirteenth Confession" e "New York Tendaberry", respectivamente de 1968 e 1969, vieram mostrar todas as qualidades de Laura Nyro quer como intérprete quer como compositora. Algumas das canções, curiosamente, a terem sucesso nas interpretações dos Three Dog Night e The 5th Dimension.
Da passagem por Monterey ficamos com "Wedding Bell Blues", nº1 em 1969 na versão dos The 5th Dimension.
Laura Nyro - Wedding Bell Blues
Numa biografia de Bruce Eder relativa aos participantes no Festival de Monterey de 1967 lia-se o seguinte sobre Laura Nyro (1947-1997):
"Laura Nyro was one of those musical talents too imposing to ignore, and too diverse to categorize.", era o que eu pensava dela.
Por um lado Laura Nyro era um talento enorme que se destacou principalmente na segunda metade dos anos 60 e inícios da década de 70, por outro era difícil de a definir musicalmente situando-se numa mescla de estilos ( pop, jazz, gospel, rhythm and blues, show tunes, rock e soul de acordo com a wikipédia), que lhe conferiam uma sonoridade muito própria.
Quando participou no Festival de Monterey tinha já um álbum, "More Than a New Discovery", editado tinha ela 19 anos. Neste álbum constava a canção "And When I Die" que viria a ser um grande sucesso na versão dos Blood, Sweat and Tears em 1969.
Infelizmente a actuação de Laura Nyro, em Monterey, parece não ter tido o agrado de todos, recebendo críticas negativas, para alguns, foi mesmo a prestação menos conseguida do Festival.
"Eli and The Thirteenth Confession" e "New York Tendaberry", respectivamente de 1968 e 1969, vieram mostrar todas as qualidades de Laura Nyro quer como intérprete quer como compositora. Algumas das canções, curiosamente, a terem sucesso nas interpretações dos Three Dog Night e The 5th Dimension.
Da passagem por Monterey ficamos com "Wedding Bell Blues", nº1 em 1969 na versão dos The 5th Dimension.
Laura Nyro - Wedding Bell Blues
segunda-feira, 28 de março de 2016
The Byrds - So You Want to Be a Rock'n'Roll Star
Monterey International Pop Festival 1967
Na noite de 17 de Junho de 1967 no Festival de Monterey, a seguir a Hugh Masekela, Mike Bloomfield apresenta The Byrds.
Depois da gravação de " Eight Miles High" em 1966 Gene Clark abandona The Byrds e é na formação de quarteto que o grupo vai actuar em Monterey. Era então constituído por: Roger McGuinn, David Crosby, Chris Hillman e Michael Clarke. Em Outubro de 1967, durante as gravação de "The Notorious Byrd Brothers", também David Crosby abandona o grupo.
Pioneiros do Folk-Rock é sempre com saudade e muito gosto que voltamos aos The Byrds, um dos que mais admirados grupos de Rock dos anos 60 do outro lado do Atlântico.
Infelizmente a actuação dos The Byrds pareceu-nos pouco interessante, aquém das gravações de estúdio e a captação do som não parece ser a melhor.
A escolha vai para "So You Want to Be a Rock'n'Roll Star " que já passou neste Regresso ao Passado. Agora a vez da versão ao vivo no Festival de Monterey com Hugh Masekela no trompete.
The Byrds - So You Want to Be a Rock'n'Roll Star
Na noite de 17 de Junho de 1967 no Festival de Monterey, a seguir a Hugh Masekela, Mike Bloomfield apresenta The Byrds.
Depois da gravação de " Eight Miles High" em 1966 Gene Clark abandona The Byrds e é na formação de quarteto que o grupo vai actuar em Monterey. Era então constituído por: Roger McGuinn, David Crosby, Chris Hillman e Michael Clarke. Em Outubro de 1967, durante as gravação de "The Notorious Byrd Brothers", também David Crosby abandona o grupo.
Pioneiros do Folk-Rock é sempre com saudade e muito gosto que voltamos aos The Byrds, um dos que mais admirados grupos de Rock dos anos 60 do outro lado do Atlântico.
Infelizmente a actuação dos The Byrds pareceu-nos pouco interessante, aquém das gravações de estúdio e a captação do som não parece ser a melhor.
A escolha vai para "So You Want to Be a Rock'n'Roll Star " que já passou neste Regresso ao Passado. Agora a vez da versão ao vivo no Festival de Monterey com Hugh Masekela no trompete.
The Byrds - So You Want to Be a Rock'n'Roll Star
domingo, 27 de março de 2016
Hugh Masekela - Bajabula Bonke
Monterey International Pop Festival 1967
Hoje é uma lenda da música da África do Sul: Hugh Masekela (1939-2018). No Festival de Monterey de 1967 Hugh Masekela também aí marcou presença.
Com início de carreira na África do Sul, é a partir de 1960 nos Estados Unidos, onde dá início a um exílio de 30 anos, que Hugh Masekela se vai desenvolver enquanto músico. Durante dois anos esteve casado com a conhecida cantora sul-africana Mirian Makeba também em situação de exílio.
Compositor, cantor, trompetista, Hugh Masekela desenvolveu um estilo único, com fortes influências africanas, que se pode situar na World Music e no Jazz de fusão. No ano do primeiro Festival de Monterey, Hugh Masekela era um músico já com vários discos editados.
Ainda nos anos 60 muda-se para Los Angeles onde, de acordo com o seu próprio sítio, se tornou amigo de ícones do movimento hippie como David Crosby, Peter Fonda e Dennis Hooper.
O sucesso chega em 1968, primeiro com a versão instrumental de "Up, Up and Away" (grande sucesso no original dos The Fifth Dimension), e depois com o nº 1 que foi o também instrumental "Grazin' in the Grass".
Da actuação no Festival de Monterey na noite de 17 de Junho ficamos com "Bajabula Bonke". Particular atenção para Daniel Ray (mais conhecido por Big Black) a tocar congas.
Hugh Masekela - Bajabula Bonke
Hoje é uma lenda da música da África do Sul: Hugh Masekela (1939-2018). No Festival de Monterey de 1967 Hugh Masekela também aí marcou presença.
Com início de carreira na África do Sul, é a partir de 1960 nos Estados Unidos, onde dá início a um exílio de 30 anos, que Hugh Masekela se vai desenvolver enquanto músico. Durante dois anos esteve casado com a conhecida cantora sul-africana Mirian Makeba também em situação de exílio.
Compositor, cantor, trompetista, Hugh Masekela desenvolveu um estilo único, com fortes influências africanas, que se pode situar na World Music e no Jazz de fusão. No ano do primeiro Festival de Monterey, Hugh Masekela era um músico já com vários discos editados.
Ainda nos anos 60 muda-se para Los Angeles onde, de acordo com o seu próprio sítio, se tornou amigo de ícones do movimento hippie como David Crosby, Peter Fonda e Dennis Hooper.
O sucesso chega em 1968, primeiro com a versão instrumental de "Up, Up and Away" (grande sucesso no original dos The Fifth Dimension), e depois com o nº 1 que foi o também instrumental "Grazin' in the Grass".
Da actuação no Festival de Monterey na noite de 17 de Junho ficamos com "Bajabula Bonke". Particular atenção para Daniel Ray (mais conhecido por Big Black) a tocar congas.
Hugh Masekela - Bajabula Bonke
sábado, 26 de março de 2016
Moby Grape - Indifference
Monterey International Pop Festival 1967
Vamos directos para a noite de Sábado de 17 de Junho de 1967, vamos para o Festival de Monterey. Nessa noite actuaram: Moby Grape, Hugh Maseleke, The Byrds, Laura Nyro, Jefferson Airplane, Booker T. & the M.G.'s, The Mar-Keys e Otis Redding.
Comecemos pelos Moby Grape que abriram a noite.
Numa combinação hábil de vários estilos musicais os Moby Grape, oriundos de S. Francisco, editaram, poucos dias antes da sua presença no Festival de Monterey, o primeiro e muito promissor homónimo álbum que ainda hoje se mantém como uma referência da melhor produção da cena psicadélica de S.Francisco. Que grande ano foi o de 1967, um pouco por todo o lado!
Uma coisa é certa, passados todos estes anos, ainda hoje é particularmente agradável a audição deste disco que por cá teve tão pouca divulgação.
Monterey foi o primeiro grande festival de música Rock, nele foram lançados ao mundo grandes nomes da música popular, de Janis Joplin a Steve Miller. Os Moby Grape não tiveram o reconhecimento daqueles, problemas diversos desfizeram e fizeram o grupo várias vezes, mas o primeiro álbum e a passagem pelo Festival foram um marco significativo das inovadoras sonoridades então praticadas.
"Indifference" foi o tema de abertura da actuação dos Moby Grape e, por sinal, a que encerra o primeiro álbum. Eis os Moby Grape em Monterey.
Moby Grape - Indifference
Vamos directos para a noite de Sábado de 17 de Junho de 1967, vamos para o Festival de Monterey. Nessa noite actuaram: Moby Grape, Hugh Maseleke, The Byrds, Laura Nyro, Jefferson Airplane, Booker T. & the M.G.'s, The Mar-Keys e Otis Redding.
Comecemos pelos Moby Grape que abriram a noite.
Numa combinação hábil de vários estilos musicais os Moby Grape, oriundos de S. Francisco, editaram, poucos dias antes da sua presença no Festival de Monterey, o primeiro e muito promissor homónimo álbum que ainda hoje se mantém como uma referência da melhor produção da cena psicadélica de S.Francisco. Que grande ano foi o de 1967, um pouco por todo o lado!
Uma coisa é certa, passados todos estes anos, ainda hoje é particularmente agradável a audição deste disco que por cá teve tão pouca divulgação.
Monterey foi o primeiro grande festival de música Rock, nele foram lançados ao mundo grandes nomes da música popular, de Janis Joplin a Steve Miller. Os Moby Grape não tiveram o reconhecimento daqueles, problemas diversos desfizeram e fizeram o grupo várias vezes, mas o primeiro álbum e a passagem pelo Festival foram um marco significativo das inovadoras sonoridades então praticadas.
"Indifference" foi o tema de abertura da actuação dos Moby Grape e, por sinal, a que encerra o primeiro álbum. Eis os Moby Grape em Monterey.
Moby Grape - Indifference
sexta-feira, 25 de março de 2016
The Electric Flag - Groovin' Is Easy
Monterey International Pop Festival 1967
Depois de uma primeira passagem dos The Electric Flag por este Regresso ao Passado a eles voltamos a propósito do Festival de Monterey.
Formados em S. Francisco, em 1967, após a saída de Mike Bloomfield dos The Butterfield Blues Band, a constituição original dos The Electric Flag vai durar menos de um ano. O gosto de Mike Bloomfield (1943-1981) pelos Blues, o Soul e Rhythm'n'Blues levou a que pretende-se que os The Electric Flag fossem representativos daquilo que ele considerava "a música americana". Foram um dos primeiros grupos Rock a incluir uma secção de metais e são hoje considerados percursores na sonoridade de grupos como os Blood, Sweat and Tears e Chicago.
À semelhança de outros grupos que passaram por Monterey não tinham à data do Festival qualquer disco gravado, o primeiro e único com Mike Bloomfield seria "A Long Time Comin'" editado em 1968.
O Festival de Monterey terá sido mesmo a primeira actuação ao vivo destes The Electric Flag. Nela se destacou, para além do próprio Mike Bloomfield, o então jovem baterista e vocalista de 19 anos apenas, Buddy Miles (1947-2008).
Dessa actuação escolhemos "Groovin' Is Easy" um tema de Nick Gravenites que iria fazer parte do referido "A Long Time Comin'". Foram apresentados por David Crosby assim:
“Man, if you didn’t hear Mike Bloomfield’s group, man, you are out of it, so far out of it.”
The Electric Flag - Groovin' Is Easy
Depois de uma primeira passagem dos The Electric Flag por este Regresso ao Passado a eles voltamos a propósito do Festival de Monterey.
Formados em S. Francisco, em 1967, após a saída de Mike Bloomfield dos The Butterfield Blues Band, a constituição original dos The Electric Flag vai durar menos de um ano. O gosto de Mike Bloomfield (1943-1981) pelos Blues, o Soul e Rhythm'n'Blues levou a que pretende-se que os The Electric Flag fossem representativos daquilo que ele considerava "a música americana". Foram um dos primeiros grupos Rock a incluir uma secção de metais e são hoje considerados percursores na sonoridade de grupos como os Blood, Sweat and Tears e Chicago.
À semelhança de outros grupos que passaram por Monterey não tinham à data do Festival qualquer disco gravado, o primeiro e único com Mike Bloomfield seria "A Long Time Comin'" editado em 1968.
O Festival de Monterey terá sido mesmo a primeira actuação ao vivo destes The Electric Flag. Nela se destacou, para além do próprio Mike Bloomfield, o então jovem baterista e vocalista de 19 anos apenas, Buddy Miles (1947-2008).
Dessa actuação escolhemos "Groovin' Is Easy" um tema de Nick Gravenites que iria fazer parte do referido "A Long Time Comin'". Foram apresentados por David Crosby assim:
“Man, if you didn’t hear Mike Bloomfield’s group, man, you are out of it, so far out of it.”
The Electric Flag - Groovin' Is Easy
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Música anos 60
Blitz Nº 73 de 25 de Março de 1986
Jornal "Blitz"
Contrariando o habitual a capa do nº 73 do jornal Blitz de há 30 anos trazia na capa o então jovem actor Matt Dillon sob o título "Rumble Fish", o filme de 1983 de Francis Ford Cappola.
- Na página 2, entre as pequenas notícias econtrava-se o anúncio do novo LP de Lou Reed, "Mistrial".
- Na página 3, o destaque ia para as escolhas dos leitores do "New Musical Express", os melhores grupos do ano de 1985 eram os seguintes:
1 - The Smiths
2 - Jesus and Mary Chain
3 - Style Council
4 - Pogues
5 - U2
6 - New Order
7 - The Fall
8 - Prefab Sprout
9 - Talking Heads
10 - Cocteau Twins
Boas escolhas, sem dúvidas.
- Página 4 com oportunidades de emprego e anuncia-se que o Café-Concerto no Bairro Alto está interessado em artistas plásticos amadores para aí fazerem exposições.
- Página 5 totalmente dedicada aos Long Ryders: "Longe dos ridículos Los Lobos e perto dos longínquos Byrds, entre o desejo de pó dos caminhos na garganta e os «grafitti» urbanos de Los Angeles..."
- Anúncio a emblemas do Blitz preenche toda a página 6, 4 por 200$00 (1 €).
- Página 7 vai para Francis, guitarrista ex-Xutos e Pontapés e ex-UHF em conversa com o Blitz, o propósito é o primeiro disco a solo "Stilleto".
- Página 8 ocupada com Juice Newton,"A minha música é o folk-rock".
- Página 9 para os elogios de "Rumble Fish", que justificaram a capa do jornal.
- Páginas centrais vão para uma das minhas preferidas: Nico. "Atemporal, hermética, nihilista, ascética são predicados que, regra geral, não se aplicam a uma cantora. A regra vira excepção, no entanto, quando a cantora responde pelo nome «Nico»."
- Página 12, as recordações da Busca No Sótão e da Feira da Ladra vão para os Spencer Davis Group ou melhor para Steve Winwood: "Os Spencer Davis Group eram Steve Winwood".
- Nada a adiantar na página 13 dedicada aos Pregões e Declarações.
- Na página 14 Roger Daltrey diz: "Os Who pararam no memento exacto". Roger Daltrey em carreira a solo depois do fim dos The Who em 1983 e antes das muitas reuniões dos The Who que levaran inclusivé a um escusado novo disco, "Endless Wire", em 2006.
- Página 15 com o Cardápio da Música, Rádio, Televisão, Cinema e Exposições. Claro que no cinema a sugestão ia para "Rumble Fish".
- Página 16 ocupada com Fernando Girão. Os tempos do Very Nice já lá vão, em 1986, o pretexto era o novo disco "Africana".
- Página 17 com os discos "The Blind Leading The Naked" dos Violent Femmes" e "The Clock Comes Down The Stairs" dos Microdisney. Este a referência mais positiva nos discos editados em Portugal com 4 estrelas.
- O deserto nas tabelas de discos mais vendidos leva-nos a passar rápido as páginas 18 e 19, pouco se aproveita.
- Termina com a página 20 que vai para Huey Lewis: "Na Actualidade ninguém está a fazer nada de original". Ele próprio reconhece: "Eu não estou a fazer nada de especial...". Fica-lhe bem.
Contrariando o habitual a capa do nº 73 do jornal Blitz de há 30 anos trazia na capa o então jovem actor Matt Dillon sob o título "Rumble Fish", o filme de 1983 de Francis Ford Cappola.
- Na página 2, entre as pequenas notícias econtrava-se o anúncio do novo LP de Lou Reed, "Mistrial".
- Na página 3, o destaque ia para as escolhas dos leitores do "New Musical Express", os melhores grupos do ano de 1985 eram os seguintes:
1 - The Smiths
2 - Jesus and Mary Chain
3 - Style Council
4 - Pogues
5 - U2
6 - New Order
7 - The Fall
8 - Prefab Sprout
9 - Talking Heads
10 - Cocteau Twins
Boas escolhas, sem dúvidas.
- Página 4 com oportunidades de emprego e anuncia-se que o Café-Concerto no Bairro Alto está interessado em artistas plásticos amadores para aí fazerem exposições.
- Página 5 totalmente dedicada aos Long Ryders: "Longe dos ridículos Los Lobos e perto dos longínquos Byrds, entre o desejo de pó dos caminhos na garganta e os «grafitti» urbanos de Los Angeles..."
- Anúncio a emblemas do Blitz preenche toda a página 6, 4 por 200$00 (1 €).
- Página 7 vai para Francis, guitarrista ex-Xutos e Pontapés e ex-UHF em conversa com o Blitz, o propósito é o primeiro disco a solo "Stilleto".
- Página 8 ocupada com Juice Newton,"A minha música é o folk-rock".
- Página 9 para os elogios de "Rumble Fish", que justificaram a capa do jornal.
- Páginas centrais vão para uma das minhas preferidas: Nico. "Atemporal, hermética, nihilista, ascética são predicados que, regra geral, não se aplicam a uma cantora. A regra vira excepção, no entanto, quando a cantora responde pelo nome «Nico»."
- Página 12, as recordações da Busca No Sótão e da Feira da Ladra vão para os Spencer Davis Group ou melhor para Steve Winwood: "Os Spencer Davis Group eram Steve Winwood".
- Nada a adiantar na página 13 dedicada aos Pregões e Declarações.
- Na página 14 Roger Daltrey diz: "Os Who pararam no memento exacto". Roger Daltrey em carreira a solo depois do fim dos The Who em 1983 e antes das muitas reuniões dos The Who que levaran inclusivé a um escusado novo disco, "Endless Wire", em 2006.
- Página 15 com o Cardápio da Música, Rádio, Televisão, Cinema e Exposições. Claro que no cinema a sugestão ia para "Rumble Fish".
- Página 16 ocupada com Fernando Girão. Os tempos do Very Nice já lá vão, em 1986, o pretexto era o novo disco "Africana".
- Página 17 com os discos "The Blind Leading The Naked" dos Violent Femmes" e "The Clock Comes Down The Stairs" dos Microdisney. Este a referência mais positiva nos discos editados em Portugal com 4 estrelas.
- O deserto nas tabelas de discos mais vendidos leva-nos a passar rápido as páginas 18 e 19, pouco se aproveita.
- Termina com a página 20 que vai para Huey Lewis: "Na Actualidade ninguém está a fazer nada de original". Ele próprio reconhece: "Eu não estou a fazer nada de especial...". Fica-lhe bem.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Steve Miller Band - Mercury Blues
Monterey International Pop Festival 1967
A Steve Miller Band foi mais uma das bandas que, quando actuou no Festival de Monterey em 1967, não tinha um único disco gravado. Fazia parte do manancial de grupos emergentes na Costa Oeste dos Estados Unidos, em particular S. Francisco.
A Steve Miller Band era pois uma banda praticamente desconhecida fora do circuito de S. Francisco. Steve Miller era um habilidoso guitarrista e a actuação no Festival de Monterey veio catapultar a banda para uma longa e bem sucedida carreira que ainda hoje se mantém. Com flutuações entre o Blues Rock, o Rock psicadélico inicial e o Pop Rock se tem feito o percurso desta banda de S. Francisco.
Da actuação no dia 17 de Junho de 1967 no Festival de Monterey consta a canção "Mercury Blues". "Mercury Blues" é uma canção dos anos 40, homenagem ao carro norte-americano Mercury, que Steve Miller só vai inclui em gravação de estúdio no muito bem recebido álbum "Fly Like an Eagle" de 1976. Agora, "Mercury Blues" ao vivo no Festival de Monterey.
Steve Miller Band - Mercury Blues
A Steve Miller Band foi mais uma das bandas que, quando actuou no Festival de Monterey em 1967, não tinha um único disco gravado. Fazia parte do manancial de grupos emergentes na Costa Oeste dos Estados Unidos, em particular S. Francisco.
A Steve Miller Band era pois uma banda praticamente desconhecida fora do circuito de S. Francisco. Steve Miller era um habilidoso guitarrista e a actuação no Festival de Monterey veio catapultar a banda para uma longa e bem sucedida carreira que ainda hoje se mantém. Com flutuações entre o Blues Rock, o Rock psicadélico inicial e o Pop Rock se tem feito o percurso desta banda de S. Francisco.
Da actuação no dia 17 de Junho de 1967 no Festival de Monterey consta a canção "Mercury Blues". "Mercury Blues" é uma canção dos anos 40, homenagem ao carro norte-americano Mercury, que Steve Miller só vai inclui em gravação de estúdio no muito bem recebido álbum "Fly Like an Eagle" de 1976. Agora, "Mercury Blues" ao vivo no Festival de Monterey.
Steve Miller Band - Mercury Blues
quarta-feira, 23 de março de 2016
Quicksilver Messenger Service - All I Ever Wanted To Do
Monterey International Pop Festival 1967
Mais uma passagem pelo grupo de S. Francisco Quicksilver Messenger Service.
Existiam há já dois anos quando actuaram em 1967 no Festival de Monterey, não tinham ainda qualquer disco gravado pelo que a sua popularidade só podia ter sido granjeada através dos concertos que efectuaram pela West Coast dos Estados Unidos.
É ainda com a constituição original, um quinteto formado por Jim Murray, Gary Duncan, John Cipollina nas guitarras, David Freiberg no baixo e Greg Elmore na bateria que se apresentam, na tarde de Sábado de 17 de Junho, em Monterey.
No Festival interpretam, entre outras, a canção "All I Ever Wanted To Do" que já aqui recordámos sob o nome de "Dino's Song", uma canção escrita por Dino Valenti. Dino Valenti, tido como estando na origem dos Quicksilver Messenger Service, entretanto preso por posse de drogas, somente em 1969 é que se torna elemento efectivo do grupo assumindo a sua liderança.
"I don't ever wanna see you cryin'
And I don't ever wanna see you blue,oh no
All I ever wanted to do was know you
And maybe hope you could know me too"
Quicksilver Messenger Service - All I Ever Wanted To Do
Mais uma passagem pelo grupo de S. Francisco Quicksilver Messenger Service.
É ainda com a constituição original, um quinteto formado por Jim Murray, Gary Duncan, John Cipollina nas guitarras, David Freiberg no baixo e Greg Elmore na bateria que se apresentam, na tarde de Sábado de 17 de Junho, em Monterey.
No Festival interpretam, entre outras, a canção "All I Ever Wanted To Do" que já aqui recordámos sob o nome de "Dino's Song", uma canção escrita por Dino Valenti. Dino Valenti, tido como estando na origem dos Quicksilver Messenger Service, entretanto preso por posse de drogas, somente em 1969 é que se torna elemento efectivo do grupo assumindo a sua liderança.
"I don't ever wanna see you cryin'
And I don't ever wanna see you blue,oh no
All I ever wanted to do was know you
And maybe hope you could know me too"
Quicksilver Messenger Service - All I Ever Wanted To Do
terça-feira, 22 de março de 2016
The Butterfield Blues Band - Born in Chicago
Monterey International Pop Festival 1967
Ainda na tarde de 17 de Junho de 1967, logo a seguir a Al Kooper, entram em cena, no Festival de Monterey, The Butterfield Blues Band.
Paul Butterfield (1942-1987) constitui, por volta de 1963, o grupo The Butterfield Blues Band tendo por influência maior o Blues de Chicago, foi sem dúvida, na década de 60, um dos primeiros cantores brancos norte-americanos a captar a essência do Blues.
Quando actuaram em Monterey tinham já dois álbuns editados "The Paul Butterfield Blues Band" e "East-West".
Apesar do reconhecimento que o grupo então tinha, tal não evitou sucessivas alterações na sua constituição, nomeadamente a saída do guitarrista Mike Bloomfield para formar os Electric Flag que também actuaram em Monterey.
Da actuação dos The Butterfield Blues Band em Monterey já tivemos oportunidade de recordar o excelente "Driftin' Blues", agora é a vez de "Born in Chicago" a faixa que abria o já referido primeiro álbum "The Paul Butterfield Blues Band".
Citando Al Kooper no site montereyinternationalpopfestival.com:
"Paul Butterfield was the real thing. It's like Mike Boomfield said: There was no black or white.
Paul could have been a tuna fish; it wouldn't have made any difference. He was still a blues guy. He was the blues".
Ao vivo, em Monterey, "Born in Chicago".
The Butterfield Blues Band - Born in Chicago
Ainda na tarde de 17 de Junho de 1967, logo a seguir a Al Kooper, entram em cena, no Festival de Monterey, The Butterfield Blues Band.
Paul Butterfield (1942-1987) constitui, por volta de 1963, o grupo The Butterfield Blues Band tendo por influência maior o Blues de Chicago, foi sem dúvida, na década de 60, um dos primeiros cantores brancos norte-americanos a captar a essência do Blues.
Quando actuaram em Monterey tinham já dois álbuns editados "The Paul Butterfield Blues Band" e "East-West".
Apesar do reconhecimento que o grupo então tinha, tal não evitou sucessivas alterações na sua constituição, nomeadamente a saída do guitarrista Mike Bloomfield para formar os Electric Flag que também actuaram em Monterey.
Da actuação dos The Butterfield Blues Band em Monterey já tivemos oportunidade de recordar o excelente "Driftin' Blues", agora é a vez de "Born in Chicago" a faixa que abria o já referido primeiro álbum "The Paul Butterfield Blues Band".
Citando Al Kooper no site montereyinternationalpopfestival.com:
"Paul Butterfield was the real thing. It's like Mike Boomfield said: There was no black or white.
Paul could have been a tuna fish; it wouldn't have made any difference. He was still a blues guy. He was the blues".
Ao vivo, em Monterey, "Born in Chicago".
The Butterfield Blues Band - Born in Chicago
segunda-feira, 21 de março de 2016
Al Kooper - Wake Me, Shake Me
Monterey International Pop Festival 1967
Al Kooper, lembremos, foi, nos anos 60 uma figura destacada na cena musical norte-americana, como músico de estúdio de Bob Dylan quando este passou do acústico para o eléctrico, na passagem pelos Blues Project com quem gravou 2 LP, na gravação de "Super Sessions" com os guitarristas Mike Bloomfield e Stephen Stills, na formação inicial dos Blood, Sweat and Tears ou ainda na carreira a solo que então encetou.
Al Kooper já aqui fizemos várias passagens, interessa-nos agora o ano de 1967, ano em, que depois de abandonar os Blues Project e antes de criar os Blood, Sweat and Tears de boa memória, passa pelo Festival de Monterey que aqui vimos recordando.
Ao segundo dia do Festival, no sábado 17 de Junho, Al Kooper é apresentado por Paul Butterfield, a anteceder precisamente a actuação dos The Butterfield Blues Band, e, entre outras canções, interpreta "Wake Me, Shake Me" que agora recuperamos.
"Wake Me, Shake Me" é uma canção do 2º LP "Projections" que Al Kooper tinha gravado com os Blues Project em 1966 e que, curiosamente, os Blues Project (já sem Al Kooper) iriam também interpretar no último dia do Festival.
Al Kooper - Wake Me, Shake Me
Al Kooper, lembremos, foi, nos anos 60 uma figura destacada na cena musical norte-americana, como músico de estúdio de Bob Dylan quando este passou do acústico para o eléctrico, na passagem pelos Blues Project com quem gravou 2 LP, na gravação de "Super Sessions" com os guitarristas Mike Bloomfield e Stephen Stills, na formação inicial dos Blood, Sweat and Tears ou ainda na carreira a solo que então encetou.
Al Kooper já aqui fizemos várias passagens, interessa-nos agora o ano de 1967, ano em, que depois de abandonar os Blues Project e antes de criar os Blood, Sweat and Tears de boa memória, passa pelo Festival de Monterey que aqui vimos recordando.
Ao segundo dia do Festival, no sábado 17 de Junho, Al Kooper é apresentado por Paul Butterfield, a anteceder precisamente a actuação dos The Butterfield Blues Band, e, entre outras canções, interpreta "Wake Me, Shake Me" que agora recuperamos.
"Wake Me, Shake Me" é uma canção do 2º LP "Projections" que Al Kooper tinha gravado com os Blues Project em 1966 e que, curiosamente, os Blues Project (já sem Al Kooper) iriam também interpretar no último dia do Festival.
Al Kooper - Wake Me, Shake Me
domingo, 20 de março de 2016
Country Joe and The Fish - Not So Sweet Martha Lorraine
Monterey International Pop Festival 1967
Os Country Joe and The Fish são incontornáveis quando se fala da música popular dos anos 60 e em particular do som da West Coast dos Estados Unidos. Por isso a eles aqui voltamos, agora, mais uma vez, a propósito da sua passagem, em 1967, pelo Festival de Monterey.
Foi a 17 de Junho, ao segundo dia do Festival, após a contagiante actuação dos The Big Brother and The Holding Company, que Country Joe and The Fish subiram ao palco .
Da passagem pelo Festival já recordámos "Fixin' To Die Rag" que iria ser editada, no final do ano, no 2º LP "I-Feel-Like-I'm-Fixin'-to-Die".
À data do Festival estava somente editado o 1º e excelente LP "Electric Music for the Mind and Body", um dos mais representativos discos de Rock psicadélico.
"Not So Sweet Martha Lorraine" fazia parte desse disco e é bem ilustrativo da música por eles praticada.
Da actuação no Festival de Monterey segue "Not So Sweet Martha Lorraine".
Country Joe and The Fish - Not So Sweet Martha Lorraine
Os Country Joe and The Fish são incontornáveis quando se fala da música popular dos anos 60 e em particular do som da West Coast dos Estados Unidos. Por isso a eles aqui voltamos, agora, mais uma vez, a propósito da sua passagem, em 1967, pelo Festival de Monterey.
Foi a 17 de Junho, ao segundo dia do Festival, após a contagiante actuação dos The Big Brother and The Holding Company, que Country Joe and The Fish subiram ao palco .
Da passagem pelo Festival já recordámos "Fixin' To Die Rag" que iria ser editada, no final do ano, no 2º LP "I-Feel-Like-I'm-Fixin'-to-Die".
À data do Festival estava somente editado o 1º e excelente LP "Electric Music for the Mind and Body", um dos mais representativos discos de Rock psicadélico.
"Not So Sweet Martha Lorraine" fazia parte desse disco e é bem ilustrativo da música por eles praticada.
Da actuação no Festival de Monterey segue "Not So Sweet Martha Lorraine".
Country Joe and The Fish - Not So Sweet Martha Lorraine
sábado, 19 de março de 2016
Big Brother and The Holding Company - Ball and Chain
Monterey International Pop Festival 1967
Em 1966 Janis Joplin completa a formação clássica dos Big Brother and The Holding Company. É ainda nesse ano que gravam o primeiro homónimo álbum que seria editado no ano seguinte após o sucesso alcançado no Festival de Monterey nos dias 17 e 18 de Junho.
Originários de S. Francisco eram ainda pouco conhecidos quando actuaram no Verão de 1967 no Festival de Monterey tendo sido a única banda a tocar em dois dias. Depois de uma impressionante actuação no Sábado dia 17 e não tendo sido autorizada pelo manager do grupo a gravação em vídeo, os promotores pedem ao grupo para voltarem ao palco no dia seguinte de forma a Pennebaker poder fazer o registo em filme.
No dia 18 voltaram, felizmente, para tocarem "Combination of The Two" e "Ball and Chain". Eis o imperdível registo de "Ball and Chain".
No dia anterior Big Brother and The Holding Company também interpretaram "Ball and Chain" numa espantosa versão de mais de 8 minutos. Um momento único da melhor Janis Joplin e da música popular que mais admiramos.
Big Brother and The Holding Company - Ball and Chain
Em 1966 Janis Joplin completa a formação clássica dos Big Brother and The Holding Company. É ainda nesse ano que gravam o primeiro homónimo álbum que seria editado no ano seguinte após o sucesso alcançado no Festival de Monterey nos dias 17 e 18 de Junho.
Originários de S. Francisco eram ainda pouco conhecidos quando actuaram no Verão de 1967 no Festival de Monterey tendo sido a única banda a tocar em dois dias. Depois de uma impressionante actuação no Sábado dia 17 e não tendo sido autorizada pelo manager do grupo a gravação em vídeo, os promotores pedem ao grupo para voltarem ao palco no dia seguinte de forma a Pennebaker poder fazer o registo em filme.
No dia 18 voltaram, felizmente, para tocarem "Combination of The Two" e "Ball and Chain". Eis o imperdível registo de "Ball and Chain".
No dia anterior Big Brother and The Holding Company também interpretaram "Ball and Chain" numa espantosa versão de mais de 8 minutos. Um momento único da melhor Janis Joplin e da música popular que mais admiramos.
Big Brother and The Holding Company - Ball and Chain
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sexta-feira, 18 de março de 2016
Blitz Nº 72 de 18 de Março de 1986
Jornal "Blitz"
A capa do Nº 72 do jornal de divulgação musical "Blitz" de 18 de Março de 1986 trás o Elvis Costello de "King of America", o 10º álbum de originais editado naquele ano.
- O Ok! da página 2 previa a sua edição em Portugal em Março ou Abril. Entre outras notícias constava a edição do 2º álbum de Julian Lennon, filho do ex-Beatle John Lennon, denominado "The Secret Value of Day Dream".
Na página 3 anuncia-se o novo LP de Frank Zappa "Frank Zappa Meets the Mothers Of Prevention". Ficamos a saber que David Bowie vai realizar nova digressão mundial no ano seguinte, tinha entretanto saído "Absolute Beginners" canção-tema da banda sonora do filme "Labyrinth".
- Página 4 dá-se conta da polémica sobre taxar as cassettes virgens e sob o título "O Princípio do Fim" revela- se a má prestação das bandas que actuaram no Rock Rendez-Vous no âmbito do III Concurso de Música Moderna.
- Página 5 vai para Feargal Skarkey o ex-Undertones convertido à música Pop da moda.
- Página 6 para noticiar a vinda a Portugal, para actuar no Rock Rendez-Vous, da banda de Hard-Rock francesa Dogs
- Página 7 com entrevista a Jim Kerr dos Simple Minds. Ficamos a saber da vida dele e que roubou Chrissie Hynde, a vocalista dos Pretenders a Ray Davies dos The Kinks.
- Página 8, Feira da Ladra e Busca no Sotão dedicados à história e ao regresso dos Monkees.
- Página 9 dedicada a Elvis Costello. Quanto a "King of America" ainda ouvido somente em cassette "é o mais entusiasmante álbum desde há muito tempo e deixa a milhas de distância qualquer concorrência."
- Páginas centrais com fotografias do videoclip "Dunas" do LP "Os Homens Não Se Querem Bonitos" dos GNR.
- Página 12 para o Heavy Metal. Os W.A.S.P. formados em 1982 e que ainda aí andam iam no 2º LP "The Last Command". O vocalista Blackie Lawless dizia "Este grupo vai ser famoso ou eu mesmo morrerei na tentativa.", é o único que se mantém na banda da formação original.
- Página 13 tem Pregões e Declarações.
- Página 14 vai para a exposição "Vestir 1955-1985" a decorrer no Museu Nacional do Trajo e a entrada era grátis aos fins-de-semana.
- Página 15 é para o Cardápio. Dia 21 no Pavilhão do Belenenses, os Xutos e Pontapés, Croix-Sainte, Ban e GNR.
- Página 16, o Rondas Nocturnas vai ao Pavilhão Chinês e à Gafieira. Neste a cerveja custa 200 escudos (1€), a caipira, o vodka e o Gin 250.
- Página 17, nos discos editados na semana anterior quase nada se safa. Valha The Clash com "Cut the Crap", o último álbum que editaram, e nos Singles "In a Lifetime", Moya Brennan em dueto com Bono.
- Páginas 18 e 19 com os Top de Portugal, EUA e GB, nada de muito interessante a salientar, Elton John, Whitney Houston, Dire Straits dominam as listas de álbuns.
- Página 20, toda a página com anúncio ao Lisboa Rock 86 o já referido concerto no Pavilhão dos Belenenses.
A capa do Nº 72 do jornal de divulgação musical "Blitz" de 18 de Março de 1986 trás o Elvis Costello de "King of America", o 10º álbum de originais editado naquele ano.
- O Ok! da página 2 previa a sua edição em Portugal em Março ou Abril. Entre outras notícias constava a edição do 2º álbum de Julian Lennon, filho do ex-Beatle John Lennon, denominado "The Secret Value of Day Dream".
Na página 3 anuncia-se o novo LP de Frank Zappa "Frank Zappa Meets the Mothers Of Prevention". Ficamos a saber que David Bowie vai realizar nova digressão mundial no ano seguinte, tinha entretanto saído "Absolute Beginners" canção-tema da banda sonora do filme "Labyrinth".
- Página 4 dá-se conta da polémica sobre taxar as cassettes virgens e sob o título "O Princípio do Fim" revela- se a má prestação das bandas que actuaram no Rock Rendez-Vous no âmbito do III Concurso de Música Moderna.
- Página 5 vai para Feargal Skarkey o ex-Undertones convertido à música Pop da moda.
- Página 6 para noticiar a vinda a Portugal, para actuar no Rock Rendez-Vous, da banda de Hard-Rock francesa Dogs
- Página 7 com entrevista a Jim Kerr dos Simple Minds. Ficamos a saber da vida dele e que roubou Chrissie Hynde, a vocalista dos Pretenders a Ray Davies dos The Kinks.
- Página 8, Feira da Ladra e Busca no Sotão dedicados à história e ao regresso dos Monkees.
- Página 9 dedicada a Elvis Costello. Quanto a "King of America" ainda ouvido somente em cassette "é o mais entusiasmante álbum desde há muito tempo e deixa a milhas de distância qualquer concorrência."
- Páginas centrais com fotografias do videoclip "Dunas" do LP "Os Homens Não Se Querem Bonitos" dos GNR.
- Página 12 para o Heavy Metal. Os W.A.S.P. formados em 1982 e que ainda aí andam iam no 2º LP "The Last Command". O vocalista Blackie Lawless dizia "Este grupo vai ser famoso ou eu mesmo morrerei na tentativa.", é o único que se mantém na banda da formação original.
- Página 13 tem Pregões e Declarações.
- Página 14 vai para a exposição "Vestir 1955-1985" a decorrer no Museu Nacional do Trajo e a entrada era grátis aos fins-de-semana.
- Página 15 é para o Cardápio. Dia 21 no Pavilhão do Belenenses, os Xutos e Pontapés, Croix-Sainte, Ban e GNR.
- Página 16, o Rondas Nocturnas vai ao Pavilhão Chinês e à Gafieira. Neste a cerveja custa 200 escudos (1€), a caipira, o vodka e o Gin 250.
- Página 17, nos discos editados na semana anterior quase nada se safa. Valha The Clash com "Cut the Crap", o último álbum que editaram, e nos Singles "In a Lifetime", Moya Brennan em dueto com Bono.
- Páginas 18 e 19 com os Top de Portugal, EUA e GB, nada de muito interessante a salientar, Elton John, Whitney Houston, Dire Straits dominam as listas de álbuns.
- Página 20, toda a página com anúncio ao Lisboa Rock 86 o já referido concerto no Pavilhão dos Belenenses.
Canned Heat - Rollin' and Tumblin'
Monterey International Pop Festival 1967
O 2º dia do Festival de Monterey teve um peso significativo de bandas de S. Francisco. A abrir o dia de Sábado de 17 de Junho de 1967 estiveram os Canned Heat.
Os Canned Heat eram um grupo de Blues Rock apresentado no Festival, por John Phillips, como uma banda de S. Francisco.
Com um naipe de excelentes músicos, onde se destacavam o vocalista Bob Hite (1943-1981) e o guitarrista Henry Vestine (1944-1997) praticavam um Rock com forte presença do Blues e faziam em Monterey a sua primeira grande aparição em público.
Aquando do Festival de Monterey tinham acabado de gravar o primeiro álbum "Canned Heat" o qual seria editado no mês seguinte.
"Rollin' and Tumblin'" é um tema de Blues do final da década 20 e popularizada por Muddy Waters em 1950. É também a faixa de abertura do primeiro registo dos Canned Heat e foi com "Rollin' and Tumblin'" que iniciaram o 2º dia do Festival.
Canned Heat - Rollin' and Tumblin'
O 2º dia do Festival de Monterey teve um peso significativo de bandas de S. Francisco. A abrir o dia de Sábado de 17 de Junho de 1967 estiveram os Canned Heat.
Os Canned Heat eram um grupo de Blues Rock apresentado no Festival, por John Phillips, como uma banda de S. Francisco.
Com um naipe de excelentes músicos, onde se destacavam o vocalista Bob Hite (1943-1981) e o guitarrista Henry Vestine (1944-1997) praticavam um Rock com forte presença do Blues e faziam em Monterey a sua primeira grande aparição em público.
Aquando do Festival de Monterey tinham acabado de gravar o primeiro álbum "Canned Heat" o qual seria editado no mês seguinte.
"Rollin' and Tumblin'" é um tema de Blues do final da década 20 e popularizada por Muddy Waters em 1950. É também a faixa de abertura do primeiro registo dos Canned Heat e foi com "Rollin' and Tumblin'" que iniciaram o 2º dia do Festival.
Canned Heat - Rollin' and Tumblin'
quinta-feira, 17 de março de 2016
Simon and Garfunkel - For Emily, Whenever I May Find Her
Monterey International Pop Festival 1967
Simon and Garfunkel era, em 1967, um duo já consagrado na música popular norte-americana. Tinham 3 LP editados sendo o mais recente "Parsley, Sage, Rosemary and Thyme" particularmente bem recebido. Faltavam ainda 2 obras-primas, "Bookends" e "Bridge Over Troubled Waters".
Terminava em beleza o primeiro dia do Festival de Monterey de 1967, acabou com a actuação de Simon and Garfunkel que foram então apresentados por John Phillips.
"The angelic voice of Garfunkel and the beautiful melodies of Simon ... I was so impressed." disse Ravi Shankar.
Da passagem de Simon and Garfunkel por Monterey recordamos "For Emily, Whenever I May Find Her", a combinação perfeita de dois músicos que encantaram a nossa juventude.
Simon and Garfunkel - For Emily, Whenever I May Find Her
Simon and Garfunkel era, em 1967, um duo já consagrado na música popular norte-americana. Tinham 3 LP editados sendo o mais recente "Parsley, Sage, Rosemary and Thyme" particularmente bem recebido. Faltavam ainda 2 obras-primas, "Bookends" e "Bridge Over Troubled Waters".
Terminava em beleza o primeiro dia do Festival de Monterey de 1967, acabou com a actuação de Simon and Garfunkel que foram então apresentados por John Phillips.
"The angelic voice of Garfunkel and the beautiful melodies of Simon ... I was so impressed." disse Ravi Shankar.
Da passagem de Simon and Garfunkel por Monterey recordamos "For Emily, Whenever I May Find Her", a combinação perfeita de dois músicos que encantaram a nossa juventude.
Simon and Garfunkel - For Emily, Whenever I May Find Her
quarta-feira, 16 de março de 2016
Eric Burdon and The Animals - Paint It, Black
Monterey International Pop Festival 1967
"The House of The Rising Sun" e "Don't Let Me Be Misunderstood", de 1964 e 1965 respectivamente, foram duas das mais celebradas canções do grupo inglês The Animals. The Animals foram um afamado conjunto britânico liderado por Eric Burdon e que teve particular sucesso nos Estados Unidos. The Animals assim se designaram de 1963 a 1966. De 1966 a 1968 o sucesso mantem-se mas agora sob o nome de Eric Burdon and The Animals e com uma formação completamente diferente da original (excepto Eric Burdon, claro).
"San Franciscan Nights" e "Monterey" são duas canções de Eric Burdon and The Animals editadas em 1967, a primeira uma canção antiguerra do Vietname, a segunda um tributo à passagem do grupo pelo Festival de Monterey naquele mesmo ano.
Actuam, ainda no primeiro dia do festival , logo a seguir a Johnny Rivers, onde interpretam "San Franciscan Nights", ""Gin House Blues", "Hey Gyp" e "Paint It Black".
"The Festival was wonderful. I just remember how much the people applauded "Gin House Blues" and "Paint It Black", with John Weider on guitar and electric violin. Everyone in the band stepped up to the plate and we managed to leave the stage with applause.
But, honestly, I was glad when the performance was over, ... I could get back to the party backstage." disse Eric Burdon, conforme o site montereyinternationalpopfestival.com
Para audição "Paint It, Black", canção de êxito dos The Rolling Stones, aqui na versão de Eric Burdon and The Animals no Festival de Monterey, antes de Eric Burdon continuar a festa nos bastidores...
Eric Burdon and The Animals - Paint It, Black
"The House of The Rising Sun" e "Don't Let Me Be Misunderstood", de 1964 e 1965 respectivamente, foram duas das mais celebradas canções do grupo inglês The Animals. The Animals foram um afamado conjunto britânico liderado por Eric Burdon e que teve particular sucesso nos Estados Unidos. The Animals assim se designaram de 1963 a 1966. De 1966 a 1968 o sucesso mantem-se mas agora sob o nome de Eric Burdon and The Animals e com uma formação completamente diferente da original (excepto Eric Burdon, claro).
"San Franciscan Nights" e "Monterey" são duas canções de Eric Burdon and The Animals editadas em 1967, a primeira uma canção antiguerra do Vietname, a segunda um tributo à passagem do grupo pelo Festival de Monterey naquele mesmo ano.
Actuam, ainda no primeiro dia do festival , logo a seguir a Johnny Rivers, onde interpretam "San Franciscan Nights", ""Gin House Blues", "Hey Gyp" e "Paint It Black".
"The Festival was wonderful. I just remember how much the people applauded "Gin House Blues" and "Paint It Black", with John Weider on guitar and electric violin. Everyone in the band stepped up to the plate and we managed to leave the stage with applause.
But, honestly, I was glad when the performance was over, ... I could get back to the party backstage." disse Eric Burdon, conforme o site montereyinternationalpopfestival.com
Para audição "Paint It, Black", canção de êxito dos The Rolling Stones, aqui na versão de Eric Burdon and The Animals no Festival de Monterey, antes de Eric Burdon continuar a festa nos bastidores...
Eric Burdon and The Animals - Paint It, Black
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