O Som de S. Francisco
Do manancial de formações musicais que surgiram em S. Francisco na 2ª metade dos anos 60, muitos grupos ficam por abordar. Nesta passagem pelo Som de S. Francisco ainda tempo para mais 3 bandas cuja única coisa em comum é terem sido formadas naquela cidade no ano de 1967: It's A Beautiful Day, Sly and The Family Stone e Santana.
Sonoridades diferentes, percursos diferentes e popularidades diferentes tiveram estas 3 bandas de S. Francisco. Comecemos por aquela talvez menos conhecida, It's A Beautiful Day.
A primeira vez que ouvi It´s A Beautiful Day foi através de uma colectânea de 1970, já anteriormente aqui referida, de nome Rock Buster. Os It´s A Beautiful Day abriam a referida colectânea com o tema "Don and Dewey" que também era faixa de abertura do 2º LP, "Marrying Maiden", também editado em 1970. E logo fiquei, com os meus 15 aninhos, fascinado por uma sonoridade que para mim era praticamente desconhecida, uma mistura única de Rock, Folk e Jazz.
It's A Beautiful Day não foram uma banda, por cá, de alguma forma, muito divulgada pelo que nunca cheguei a conhecer os seus discos como deve ser.
Tocaram em Clubes de Seattle e S. Francisco antes de em 1969 terem a oportunidade de gravar o primeiro álbum. Liderados por David LaFlamme, na voz e violino, e sua esposa Linda LaFlamme nos teclados, terminaram em 1974 após constantes alterações na formação do grupo.
Deste muito agradável disco a escolha vai para "White Bird" a faixa que maior realce teve quando o LP foi editado.
It's A Beautiful Day - White Bird
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
terça-feira, 1 de março de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Lee Michaels - Hello
O Som de S. Francisco
Originário de Los Angeles, Lee Michaels foi um músico importante na cena musical de S. Francisco, no final dos anos 60, onde atuava com frequência.
Sendo um multi-instrumentista, foi no órgão que Lee Michaels mais se evidenciou, sendo habitual nas suas exibições o acompanhamento único de um baterista. Foi pioneiro ao relevar os teclados numa música marcadamente Hard Rock.
Editado em 1968, "Carnival Of Life" marca o início da discografia de Lee Michaels. Trata-se de um disco com uma sonoridade muito forte com proeminência dos teclados, mas, igualmente, com pesados riffs de guitarra, resumindo um disco de Pop-Rock psicadélico.
Lee Michaels teve um pico de popularidade no início dos anos 70, em particular com o quinto álbum, "Fifth", donde saiu a canção que teve maior sucesso: "Do You Know What I Mean". A meados dos anos 70 abandona os palcos e a produção musical.
Mas o que agora, na realidade, nos interessa é o primeiro registo, talvez o menos comercial dos dez LP que nos deixou. Num disco muito datado e cheio de clichés escolhemos "Hello", a faixa de abertura.
Lee Michaels - Hello
Originário de Los Angeles, Lee Michaels foi um músico importante na cena musical de S. Francisco, no final dos anos 60, onde atuava com frequência.
Sendo um multi-instrumentista, foi no órgão que Lee Michaels mais se evidenciou, sendo habitual nas suas exibições o acompanhamento único de um baterista. Foi pioneiro ao relevar os teclados numa música marcadamente Hard Rock.
Editado em 1968, "Carnival Of Life" marca o início da discografia de Lee Michaels. Trata-se de um disco com uma sonoridade muito forte com proeminência dos teclados, mas, igualmente, com pesados riffs de guitarra, resumindo um disco de Pop-Rock psicadélico.
Lee Michaels teve um pico de popularidade no início dos anos 70, em particular com o quinto álbum, "Fifth", donde saiu a canção que teve maior sucesso: "Do You Know What I Mean". A meados dos anos 70 abandona os palcos e a produção musical.
Mas o que agora, na realidade, nos interessa é o primeiro registo, talvez o menos comercial dos dez LP que nos deixou. Num disco muito datado e cheio de clichés escolhemos "Hello", a faixa de abertura.
Lee Michaels - Hello
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Steve Miller Band - Key To The Highway
O Som de S. Francisco
Uma das mais prestigiadas bandas formada em S. Francisco nos anos 60 e verdadeiro caso de longevidade, pois ainda se mantem no activo, é a Steve Miller Band.
É, em 1966, em S. Francisco, para onde Steve Miller se tinha deslocado, que, depois de ver os Jefferson Airplane e a Buterfield Blues Band, se envolve na cena musical que a cidade então vivia e forma a Steve Miller Band.
Steve Miller, guitarrista e cantor, teve as suas origens musicais nos Blues de Chicago, a envolvência da cidade de S. Francisco dar-lhe-ia o psicadelismo notório nas primeiras gravações. O primeiro LP, editado em 1968 e curiosamente gravado em Londres, é pois um disco de Rock psicadélico com algumas remanescências dos Blues anteriormente praticados por Steve Miller.
O lado A do LP, de nome "Children Of The Future", é constituído por uma suite, assinada por Steve Miller, onde as faixas estão todas ligadas por arranjos electrónicos com destaque para o Mellotron tocado por Jim Peterman.
Os Blues estão mais presentes no lado B em temas como "Steppin' Stone", "Fanny Mae" e "Key To The Highway". Este último segue para audição e é um standard do Blues dos anos 40 sendo uma das canções mais conhecidas de Big Bill Broonzy.
Dada a longa carreira que Steve Miller Band tem, com particular sucesso nos anos 70 e 80, a eles, com certeza, que havemos de voltar, agora, é vez de recordar o início.
Steve Miller Band - Key To The Highway
Uma das mais prestigiadas bandas formada em S. Francisco nos anos 60 e verdadeiro caso de longevidade, pois ainda se mantem no activo, é a Steve Miller Band.
É, em 1966, em S. Francisco, para onde Steve Miller se tinha deslocado, que, depois de ver os Jefferson Airplane e a Buterfield Blues Band, se envolve na cena musical que a cidade então vivia e forma a Steve Miller Band.
Steve Miller, guitarrista e cantor, teve as suas origens musicais nos Blues de Chicago, a envolvência da cidade de S. Francisco dar-lhe-ia o psicadelismo notório nas primeiras gravações. O primeiro LP, editado em 1968 e curiosamente gravado em Londres, é pois um disco de Rock psicadélico com algumas remanescências dos Blues anteriormente praticados por Steve Miller.
O lado A do LP, de nome "Children Of The Future", é constituído por uma suite, assinada por Steve Miller, onde as faixas estão todas ligadas por arranjos electrónicos com destaque para o Mellotron tocado por Jim Peterman.
Os Blues estão mais presentes no lado B em temas como "Steppin' Stone", "Fanny Mae" e "Key To The Highway". Este último segue para audição e é um standard do Blues dos anos 40 sendo uma das canções mais conhecidas de Big Bill Broonzy.
Dada a longa carreira que Steve Miller Band tem, com particular sucesso nos anos 70 e 80, a eles, com certeza, que havemos de voltar, agora, é vez de recordar o início.
Steve Miller Band - Key To The Highway
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Mother Earth - Cry On
O Som de S. Francisco
Mais um grupo que ficou pouco conhecido e que aparece de, alguma forma, ligado ao Som de S. Francisco: Mother Earth.
Tracy Nelson é uma cantora norte-americana e, no início dos anos 60, foi fortemente influenciada pelo Rhythm'n'Blues. Em 1966 transfere-se para S. Francisco, onde tudo estava a acontecer, é lá que forma os Mother Earth. Integram-se na cena musical de S. Francisco e actuam ao lado de músicos como: Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Eric Burdon.
Para além do Blues o grupo manifestava influências do Gospel, do Country e, naturalmente, algum psicadelismo. O primeiro disco surge em 1968 com a designação "Living With the Animals".
"Living With The Animals" é uma agradável surpresa e nele notam-se as influências referidas. Não se pouparam no nº de músicos participantes, uma secção de metais, um trio vocal (Earthettes) e Mike Bloomfield, na guitarra, estão estre os músicos integrantes desta gravação.
Destaco as faixas "Mother Earth" (uma canção de Memphis Slim onde foram buscar o nome) , "Living With The Animals" e "Down So Low" e ainda "Cry On", uma excelente interpretação de Tracy Nelson, assim como o acompanhamento da secção de metais.
Sem dúvida a justificar próximas passagens por estes Mother Earth e esta bela cantora Tracy Nelson.
Mother Earth - Cry On
Mais um grupo que ficou pouco conhecido e que aparece de, alguma forma, ligado ao Som de S. Francisco: Mother Earth.
Tracy Nelson é uma cantora norte-americana e, no início dos anos 60, foi fortemente influenciada pelo Rhythm'n'Blues. Em 1966 transfere-se para S. Francisco, onde tudo estava a acontecer, é lá que forma os Mother Earth. Integram-se na cena musical de S. Francisco e actuam ao lado de músicos como: Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Eric Burdon.
Para além do Blues o grupo manifestava influências do Gospel, do Country e, naturalmente, algum psicadelismo. O primeiro disco surge em 1968 com a designação "Living With the Animals".
"Living With The Animals" é uma agradável surpresa e nele notam-se as influências referidas. Não se pouparam no nº de músicos participantes, uma secção de metais, um trio vocal (Earthettes) e Mike Bloomfield, na guitarra, estão estre os músicos integrantes desta gravação.
Destaco as faixas "Mother Earth" (uma canção de Memphis Slim onde foram buscar o nome) , "Living With The Animals" e "Down So Low" e ainda "Cry On", uma excelente interpretação de Tracy Nelson, assim como o acompanhamento da secção de metais.
Sem dúvida a justificar próximas passagens por estes Mother Earth e esta bela cantora Tracy Nelson.
Mother Earth - Cry On
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Blue Cheer - Summertime Blues
O Som de S. Francisco
Por vezes deparamo-nos com uma banda da qual nunca tínhamos ouvido falar, muito menos a sua música. Foi o caso. Em deambulações com a música psicadélica que caracterizou o chamado Som de S. Francisco, encontrámos este grupo de nome Blue Cheer.
Os Blue Cheer, originários de S. Francisco, constituíram-se em 1967, nesse mesmo ano gravaram o primeiro LP editado no início de 1968. A audição de "Vincebus Eruptum" (Blue Cheer em Latim) remete-nos logo para músicos como Jimi Hendrix ou grupos como The Who ou os MC5, ou seja, para um Rock pesado, mais pesado que os congéneres de S. Francisco, que facilmente nos leva a catalogá-los no Hard Rock, havendo mesmo quem os identifique como a primeira banda de Heavy Metal.
Catalogações à parte, estes Blues Cheer, e em particular este LP, que atingiu o 11º lugar nas tabelas da Billboard, foram, sem dúvida, uma agradável surpresa.
Neste primeiro disco os Blue Cheer, com raízes evidentes nos Blues e onde o som é elevado a níveis então pouco habituais, o destaque maior vai para a faixa de abertura "Summertime Blues".
"Summertime Blues" que já aqui passámos no original de Eddie Cochran e simultaneamente na versão dos The Who (que a gravaram em estúdio em 1967, ou seja no mesmo ano dos Blue Cheer).
Blue Cheer - Summertime Blues
Por vezes deparamo-nos com uma banda da qual nunca tínhamos ouvido falar, muito menos a sua música. Foi o caso. Em deambulações com a música psicadélica que caracterizou o chamado Som de S. Francisco, encontrámos este grupo de nome Blue Cheer.
Os Blue Cheer, originários de S. Francisco, constituíram-se em 1967, nesse mesmo ano gravaram o primeiro LP editado no início de 1968. A audição de "Vincebus Eruptum" (Blue Cheer em Latim) remete-nos logo para músicos como Jimi Hendrix ou grupos como The Who ou os MC5, ou seja, para um Rock pesado, mais pesado que os congéneres de S. Francisco, que facilmente nos leva a catalogá-los no Hard Rock, havendo mesmo quem os identifique como a primeira banda de Heavy Metal.
Catalogações à parte, estes Blues Cheer, e em particular este LP, que atingiu o 11º lugar nas tabelas da Billboard, foram, sem dúvida, uma agradável surpresa.
Neste primeiro disco os Blue Cheer, com raízes evidentes nos Blues e onde o som é elevado a níveis então pouco habituais, o destaque maior vai para a faixa de abertura "Summertime Blues".
"Summertime Blues" que já aqui passámos no original de Eddie Cochran e simultaneamente na versão dos The Who (que a gravaram em estúdio em 1967, ou seja no mesmo ano dos Blue Cheer).
Blue Cheer - Summertime Blues
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Moby Grape - Hey Grandma
O Som de S. Francisco
A permanente agitação social e cultural na West Coast dos Estados Unidos, em particular na cidade de S. Francisco, na segunda metade da década de 60 levava, na cena musical, ao surgimento regular de novos grupos.
As bandas até aqui referidas nestes Regresso ao Passado dedicados ao Som de S. Francisco, são o que se pode considerar uma primeira vaga. Muitos outros surgiram, "O Mundo da Música Pop" refere "Com a chamada «segunda onda» apareceram agrupamentos como Moby Grape, Blue Cheer, Mother Earth, Lee Michaels, Loading Zone e Steve Miller Band (este último vindo do exterior, o mesmo aconteceu a Youngbloods e Mike Blomfield's Electric Flag)".
Vamos então continuar com o Som de S. Francisco através destas bandas.
Começamos com os Moby Grape.
Formados em 1966 em S. Francisco os Moby Grape foram uma banda que não ficou consensual na história da música de S. Francisco. Ainda hoje se vêm opiniões dos que consideram que os Moby Grape foram injustamente ignorados face à popularidade que, entretanto, outros grupos, como os Jefferson Airplane e Grateful Dead, granjearam e aqueles a considerá-los uma banda menor.
Com a argamassa psicadélica e múltiplas influências que se combinavam: o Folk, o Blues, o Country e o Rock, os Moby Grape manifestavam no primeiro álbum homónimo, de 1967, uma versatilidade sonora assinalável, com interessantes arranjos de guitarras e harmonias vocais agradáveis de se ouvir. Terá sido a sua melhor prestação.
Do álbum "Moby Grape" já recordámos "Omaha". Agora, a faixa de abertura "Hey Grandma"
Moby Grape - Hey Grandma
A permanente agitação social e cultural na West Coast dos Estados Unidos, em particular na cidade de S. Francisco, na segunda metade da década de 60 levava, na cena musical, ao surgimento regular de novos grupos.
As bandas até aqui referidas nestes Regresso ao Passado dedicados ao Som de S. Francisco, são o que se pode considerar uma primeira vaga. Muitos outros surgiram, "O Mundo da Música Pop" refere "Com a chamada «segunda onda» apareceram agrupamentos como Moby Grape, Blue Cheer, Mother Earth, Lee Michaels, Loading Zone e Steve Miller Band (este último vindo do exterior, o mesmo aconteceu a Youngbloods e Mike Blomfield's Electric Flag)".
Vamos então continuar com o Som de S. Francisco através destas bandas.
Começamos com os Moby Grape.
Formados em 1966 em S. Francisco os Moby Grape foram uma banda que não ficou consensual na história da música de S. Francisco. Ainda hoje se vêm opiniões dos que consideram que os Moby Grape foram injustamente ignorados face à popularidade que, entretanto, outros grupos, como os Jefferson Airplane e Grateful Dead, granjearam e aqueles a considerá-los uma banda menor.
Com a argamassa psicadélica e múltiplas influências que se combinavam: o Folk, o Blues, o Country e o Rock, os Moby Grape manifestavam no primeiro álbum homónimo, de 1967, uma versatilidade sonora assinalável, com interessantes arranjos de guitarras e harmonias vocais agradáveis de se ouvir. Terá sido a sua melhor prestação.
Do álbum "Moby Grape" já recordámos "Omaha". Agora, a faixa de abertura "Hey Grandma"
Moby Grape - Hey Grandma
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Quicksilver Messenger Service - Golden and Silver
O Som de S. Francisco
Eram mais de 500 o número de grupos da cidade de S. Francisco, é sabido que muitos deles viviam em verdadeiras comunas o que ajudou na elaboração do som típico da região.
Como dizia o crítico Ralph Gleason, citado no livro "O Mundo da Música Pop": "Habitualmente viviam todos em conjunto, como acontecia com o conjunto Grateful Dead na sua casa de Height Ashbury, abandonada há já alguns anos. Por vezes, os conjuntos transferiam-se, como tribos de ciganos, para o rancho. Aconteceu isso com os Quicksilver Messenger Service."
Aos Grateful Dead, Jefferson Airplane e Big Brother and The Holding Company faltava juntar os Quicksilver Messenger Service para ficarmos com os 4 grupos de S. Francisco mais influentes e mais populares na história da música psicadélica praticada na West Coast dos Estados Unidos na década de 60.
Formados em S. Francisco em 1965 os Quicksilver Messenger Service não atingiram o sucesso comercial de, por exemplo, Grateful Dead ou Jefferson Airplane, talvez pela forte presença da improvisação e longa duração que, normalmente, as canções tinham.
Eram particularmente virtuosos ao vivo que ficou patente em diversos registos como "Happy Trails", editado em 1969, ou o duplo álbum "Maiden of the Cancer Moon", editado em 1983, com gravações de 1968 de que agora me socorro.
"Ask anyone remotely interested in guitar orientated acid-rock of the mid-sixties and they will tell you that Quicksilver were the exact personification of that sound; full of shimmering guitars and na almost unparalleled ability to improvise." lê-se no início das notas do álbum
"Gold and Silver" é um tema do primeiro álbum dos Quicksilver Messenger Service de mais de 6 minutos, aqui, na versão do álbum "Maiden of the Cancer Moon", com sensivelmente o dobro de duração.
Quicksilver Messenger Service - Golden and Silver
Eram mais de 500 o número de grupos da cidade de S. Francisco, é sabido que muitos deles viviam em verdadeiras comunas o que ajudou na elaboração do som típico da região.
Como dizia o crítico Ralph Gleason, citado no livro "O Mundo da Música Pop": "Habitualmente viviam todos em conjunto, como acontecia com o conjunto Grateful Dead na sua casa de Height Ashbury, abandonada há já alguns anos. Por vezes, os conjuntos transferiam-se, como tribos de ciganos, para o rancho. Aconteceu isso com os Quicksilver Messenger Service."
Aos Grateful Dead, Jefferson Airplane e Big Brother and The Holding Company faltava juntar os Quicksilver Messenger Service para ficarmos com os 4 grupos de S. Francisco mais influentes e mais populares na história da música psicadélica praticada na West Coast dos Estados Unidos na década de 60.
Formados em S. Francisco em 1965 os Quicksilver Messenger Service não atingiram o sucesso comercial de, por exemplo, Grateful Dead ou Jefferson Airplane, talvez pela forte presença da improvisação e longa duração que, normalmente, as canções tinham.
Eram particularmente virtuosos ao vivo que ficou patente em diversos registos como "Happy Trails", editado em 1969, ou o duplo álbum "Maiden of the Cancer Moon", editado em 1983, com gravações de 1968 de que agora me socorro.
"Ask anyone remotely interested in guitar orientated acid-rock of the mid-sixties and they will tell you that Quicksilver were the exact personification of that sound; full of shimmering guitars and na almost unparalleled ability to improvise." lê-se no início das notas do álbum
"Gold and Silver" é um tema do primeiro álbum dos Quicksilver Messenger Service de mais de 6 minutos, aqui, na versão do álbum "Maiden of the Cancer Moon", com sensivelmente o dobro de duração.
Quicksilver Messenger Service - Golden and Silver
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
The Loading Zone - God Bless The Child
O Som de S. Francisco
Terá sido a 21 de Janeiro de 1966 no Trips Festival, no Longshoremen's Hall, em S. Francisco, que o grupo The Loading Zone fizeram a sua primeira aparição.
A sua música era mais próximo do Soul do que a da generalidade de outras bandas da cena psicadélica da West Coast e foram maior parte das vezes uma banda de suporte não atingindo assim sucesso digno de nota.
Tiveram, na sua existência de 1965 a 1971, diversas formações e deixaram-nos dois LP, "The Loading Zone" e "One For All", respectivamente de 1968 e 1970.
O álbum homónimo de 1968 foi gravado após a entrada da cantora Linda Tillery e continha algumas versões de canções Soul, entre as quais "God Bless The Child" um original de Billie Holiday.
Mais próximo da sonoridade de grupos como os Blood, Sweat and Tears que do Rock psicadélico, ficamos então com esta muito interessante versão de "God Bless The Child", eram The Loading Zone.
The Loading Zone - God Bless The Child
Terá sido a 21 de Janeiro de 1966 no Trips Festival, no Longshoremen's Hall, em S. Francisco, que o grupo The Loading Zone fizeram a sua primeira aparição.
A sua música era mais próximo do Soul do que a da generalidade de outras bandas da cena psicadélica da West Coast e foram maior parte das vezes uma banda de suporte não atingindo assim sucesso digno de nota.
Tiveram, na sua existência de 1965 a 1971, diversas formações e deixaram-nos dois LP, "The Loading Zone" e "One For All", respectivamente de 1968 e 1970.
O álbum homónimo de 1968 foi gravado após a entrada da cantora Linda Tillery e continha algumas versões de canções Soul, entre as quais "God Bless The Child" um original de Billie Holiday.
Mais próximo da sonoridade de grupos como os Blood, Sweat and Tears que do Rock psicadélico, ficamos então com esta muito interessante versão de "God Bless The Child", eram The Loading Zone.
The Loading Zone - God Bless The Child
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Big Brother and the Holding Company - Bye, Bye Baby
O Som de S. Francisco
A quantidade alucinante de festivais (manifestações sociais que ultrapassavam a simples realização de um concerto) que ocorreram em S. Francisco (e um pouco por toda a Costa Oeste dos Estados Unidos) contribuíram manifestamente para a definição de uma sonoridade característica a ficar conhecida pelo som de S. Francisco. Depois do happening a 6 de Outubro de 1965, depois das sessões de apoio ao teatro Mime Troup de S. Francisco a 10 de Dezembro de 1965 nova manifestação cultural ocorre em Janeiro de 1966, era o Trips Festival.
"O acontecimento seguinte foi o «Trips Festival» que teve lugar no dia 21,22 e 23 de Janeiro de 1966 na sala do Longshoremen's Hall. Cerca de 20000 pessoas presenciaram espectáculos mistos, nos quais actuaram conjuntos rock, poetas, cineastas e outros artistas, tudo numa espécie de «circo electrónico»." pode-se ler em "O Mundo da Música Pop".
Neste Festival actuaram, entre outros, Grateful Dead, Big Brother and The Holding Company e The Loading Zone.
Os Big Brother and The Holding Company, ainda sem a sua formação clássica, ou seja Janis Joplin ainda não fazia parte do grupo, conhecerem aqui a sua primeira aparição pública.
Já com Janis Joplin, gravam ainda em 1966 o primeiro homónimo álbum que seria editado no ano seguinte. É a ele que vamos buscar "Bye, Bye Baby" a faixa de abertura.
Big Brother and the Holding Company - Bye, Bye Baby
A quantidade alucinante de festivais (manifestações sociais que ultrapassavam a simples realização de um concerto) que ocorreram em S. Francisco (e um pouco por toda a Costa Oeste dos Estados Unidos) contribuíram manifestamente para a definição de uma sonoridade característica a ficar conhecida pelo som de S. Francisco. Depois do happening a 6 de Outubro de 1965, depois das sessões de apoio ao teatro Mime Troup de S. Francisco a 10 de Dezembro de 1965 nova manifestação cultural ocorre em Janeiro de 1966, era o Trips Festival.
"O acontecimento seguinte foi o «Trips Festival» que teve lugar no dia 21,22 e 23 de Janeiro de 1966 na sala do Longshoremen's Hall. Cerca de 20000 pessoas presenciaram espectáculos mistos, nos quais actuaram conjuntos rock, poetas, cineastas e outros artistas, tudo numa espécie de «circo electrónico»." pode-se ler em "O Mundo da Música Pop".
Neste Festival actuaram, entre outros, Grateful Dead, Big Brother and The Holding Company e The Loading Zone.
Os Big Brother and The Holding Company, ainda sem a sua formação clássica, ou seja Janis Joplin ainda não fazia parte do grupo, conhecerem aqui a sua primeira aparição pública.
Já com Janis Joplin, gravam ainda em 1966 o primeiro homónimo álbum que seria editado no ano seguinte. É a ele que vamos buscar "Bye, Bye Baby" a faixa de abertura.
Big Brother and the Holding Company - Bye, Bye Baby
domingo, 21 de fevereiro de 2016
The Mystery Trend - Johnny Was a Good Boy
O Som de S. Francisco
The San Francisco Mime Troupe é uma companhia de teatro vanguardista com origem em S. Francisco. De acordo com "O Mundo da Música Pop" em 1968 deram 124 espectáculos, "Os actores não pedem dinheiro; quem quiser dar alguma coisa, dá e deposita o dinheiro num cesto."
Efectuavam-se, nesse tempo, também concertos a favor da companhia. A 10 de Dezembro de 1965 realizou-se um concerto, organizado por Bill Graham (que se tornou o mais popular produtor de concertos nos Estados Unidos), a favor da San Francisco Mime Troupe, nesse concerto participaram os inevitáveis Jefferson Airplane, John Handy Quintet, The Great Society, Gentlemen's Band e, a escolha para hoje, The Mystery Trend.
The Mystery Trend foi um grupo de S. Francisco que esteve em actividade entre 1964 e 1968. Foram uma das primeiras bandas de Rock alternativo dos anos 60 de S. Francisco, uma mistura de sonoridades de Garage Rock e Rhythm'n'Blues com vestes Pop caracterizava-os. Aparecem também referências que os identificam com influências de Ravi Shankar: "Mistery Trend, com uma fé religiosa no material oriental."
Quanto a discos, no seu tempo, editaram um único Single tendo por tema principal "Johnny Was a Good Boy", um conjunto de demos foram recuperados e editados ainda antes do final do século no CD "So Glad I Found You".
The Mystery Trend - Johnny Was a Good Boy
The San Francisco Mime Troupe é uma companhia de teatro vanguardista com origem em S. Francisco. De acordo com "O Mundo da Música Pop" em 1968 deram 124 espectáculos, "Os actores não pedem dinheiro; quem quiser dar alguma coisa, dá e deposita o dinheiro num cesto."
Efectuavam-se, nesse tempo, também concertos a favor da companhia. A 10 de Dezembro de 1965 realizou-se um concerto, organizado por Bill Graham (que se tornou o mais popular produtor de concertos nos Estados Unidos), a favor da San Francisco Mime Troupe, nesse concerto participaram os inevitáveis Jefferson Airplane, John Handy Quintet, The Great Society, Gentlemen's Band e, a escolha para hoje, The Mystery Trend.
The Mystery Trend foi um grupo de S. Francisco que esteve em actividade entre 1964 e 1968. Foram uma das primeiras bandas de Rock alternativo dos anos 60 de S. Francisco, uma mistura de sonoridades de Garage Rock e Rhythm'n'Blues com vestes Pop caracterizava-os. Aparecem também referências que os identificam com influências de Ravi Shankar: "Mistery Trend, com uma fé religiosa no material oriental."
Quanto a discos, no seu tempo, editaram um único Single tendo por tema principal "Johnny Was a Good Boy", um conjunto de demos foram recuperados e editados ainda antes do final do século no CD "So Glad I Found You".
The Mystery Trend - Johnny Was a Good Boy
sábado, 20 de fevereiro de 2016
The Charlatans - Alabama Bound
O Som de S. Francisco
The Charlatans (não confundir com a banda de Rock alternativo inglesa com a mesma designação) foram um dos primeiros grupos a emergir na cena underground de S. Francisco e existiram no período de 1964 a 1969.
"The Charlatans de Virginia City (Nevada), foi o primeiro e o seu som característico imprimiu a marca decisiva à nova corrente, que, mais do que um conceito teórico-musical, é acima de tudo fenómeno social, o som próprio, denota a influência do rhythm and blues, do estilo country e da folk." assim se referia "O Mundo da Música Pop" ao grupo californiano The Charlatans.
Também The Charlatans estiveram presentes no concerto, já aqui referido, de 6 de Outubro de 1965, uma marca no início do Som de S. Francisco. Quanto a gravações, ficaram-se por um Single em 1966 e um LP em 1969, a falta de sucesso levou ao fim do grupo.
"Alabama Bound" é um tema tradicional do início do século XX e recuperada pelos The Charlatans num arranjo psicadélico no LP de 1969, é com esta versão de quase 7 minutos que exemplificamos o som dos The Charlatans.
The Charlatans - Alabama Bound
The Charlatans (não confundir com a banda de Rock alternativo inglesa com a mesma designação) foram um dos primeiros grupos a emergir na cena underground de S. Francisco e existiram no período de 1964 a 1969.
"The Charlatans de Virginia City (Nevada), foi o primeiro e o seu som característico imprimiu a marca decisiva à nova corrente, que, mais do que um conceito teórico-musical, é acima de tudo fenómeno social, o som próprio, denota a influência do rhythm and blues, do estilo country e da folk." assim se referia "O Mundo da Música Pop" ao grupo californiano The Charlatans.
Também The Charlatans estiveram presentes no concerto, já aqui referido, de 6 de Outubro de 1965, uma marca no início do Som de S. Francisco. Quanto a gravações, ficaram-se por um Single em 1966 e um LP em 1969, a falta de sucesso levou ao fim do grupo.
"Alabama Bound" é um tema tradicional do início do século XX e recuperada pelos The Charlatans num arranjo psicadélico no LP de 1969, é com esta versão de quase 7 minutos que exemplificamos o som dos The Charlatans.
The Charlatans - Alabama Bound
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Great Society - White Rabbit
O Som de S. Francisco
"No dia 6 de Outubro de 1965, iniciou-se a era do «San Francisco Sound». A «Family Dog Productions Company» organizou o primeiro concerto em Longshoreman Hall:
Queremos levar o underground artístico à cidade, utilizar máquinas, aparelhos para produzir pulsões luminosas a partir das qualidades tonais da música. Esperamos poder aprender o suficiente com o nosso primeiro ensaio e gostaríamos muito de poder realizar de dois em dois meses, um happening deste tipo em São Francisco." em "O Mundo da Música Pop".
Neste concerto estiveram presentes a recordação de hoje, The Great Society.
The Great Society tiveram curta duração, formaram-se em 1965 e acabavam no ano seguinte com a saída de Grace Slick para os Jefferson Airplane. Com ela levou 2 canções que iriam fazer enorme sucesso e ficarem definitivamente ligadas ao movimento hippie e ao som de S. Francisco, "Somebody to Love" e "White Rabbit".
Tiveram tempo de editar um único Single com "Someone to Love" (posteriormente alterada para "Somebody to Love") e "Free Advice", ambas originais do então cunhado de Grace Slick, Darby Slick, guitarrista dos The Great Society.
De acordo com "O Mundo da Música Pop" The Great Society era "naquela época o conjunto mais original da cidade pelas suas composições de orientação hindu e os solos de saxofone, com vinte minutos de duração."
Depois do sucesso dos Jefferson Airplane com Grace Slick, é editado em 1968 o álbum, ao vivo com gravações de 1966, dos The Great Society de nome, "Conspicuous Only In Its Absence". Nele consta uma brilhante interpretação de "White Rabbit" de mais de 6 minutos (com Grace Slick a começar a cantar só depois dos 4 minutos)
Depois de já termos passado "White Rabbit" pelos Jefferson Airplane, ficamos agora com o imperdível original ao vivo, The Great Society em 1966.
The Great Society - White Rabbit
"No dia 6 de Outubro de 1965, iniciou-se a era do «San Francisco Sound». A «Family Dog Productions Company» organizou o primeiro concerto em Longshoreman Hall:
Queremos levar o underground artístico à cidade, utilizar máquinas, aparelhos para produzir pulsões luminosas a partir das qualidades tonais da música. Esperamos poder aprender o suficiente com o nosso primeiro ensaio e gostaríamos muito de poder realizar de dois em dois meses, um happening deste tipo em São Francisco." em "O Mundo da Música Pop".
Neste concerto estiveram presentes a recordação de hoje, The Great Society.
The Great Society tiveram curta duração, formaram-se em 1965 e acabavam no ano seguinte com a saída de Grace Slick para os Jefferson Airplane. Com ela levou 2 canções que iriam fazer enorme sucesso e ficarem definitivamente ligadas ao movimento hippie e ao som de S. Francisco, "Somebody to Love" e "White Rabbit".
Tiveram tempo de editar um único Single com "Someone to Love" (posteriormente alterada para "Somebody to Love") e "Free Advice", ambas originais do então cunhado de Grace Slick, Darby Slick, guitarrista dos The Great Society.
De acordo com "O Mundo da Música Pop" The Great Society era "naquela época o conjunto mais original da cidade pelas suas composições de orientação hindu e os solos de saxofone, com vinte minutos de duração."
Depois do sucesso dos Jefferson Airplane com Grace Slick, é editado em 1968 o álbum, ao vivo com gravações de 1966, dos The Great Society de nome, "Conspicuous Only In Its Absence". Nele consta uma brilhante interpretação de "White Rabbit" de mais de 6 minutos (com Grace Slick a começar a cantar só depois dos 4 minutos)
Depois de já termos passado "White Rabbit" pelos Jefferson Airplane, ficamos agora com o imperdível original ao vivo, The Great Society em 1966.
The Great Society - White Rabbit
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Jefferson Airplane - Tobacco Road
O Som de S. Francisco
São Francisco, na segunda metade dos anos 60, foi o centro de uma verdadeira revolução artística com epicentro numa comunidade de "new people" que, para além de protestos políticos, desenvolvia uma nova cultura, uma nova maneira de estar na vida.
"Vinte mil pessoas tinham-se concentrado ali, com o único objectivo de expressar o seu amor e a sua alegria, para celebrar a unidade naquele parque banhado de sol; na companhia de pessoas que tinham o mesmo aspecto que os outros, o mesmo pensamento, o mesmo compartilhar de esperanças e ídolos. cujo único desejo era permanecerem sozinhos e viver como melhor lhes aprouver." escrevia o jornal East Villlage Other acerca do "human be-in" ocorrido na cidade de São Francisco a de 14 de Janeiro de 1967 (citação do livro "O Mundo da Música Pop").
Este movimento da juventude americana, primeiro em São Francisco, depois em Nova Iorque e depois um pouco por todo o lado, foi designado de hippie (na origem pretendendo significar "que está na moda" ou "o mais actualizado possível") tendo por principais lemas "Make Love, Not War" e "Flower Power".
A música e a realização de concertos, cada vez com maior número de participantes, vão ser determinantes e centrais na actividade do movimento hippie. Em São Francisco a importância foi tal que a música então aí praticada acabou por tomar a designação de "O som de São Francisco" (San Francisco Sound).
As novas sonoridades características dos grupos formados em S. Francisco tiveram forte influência do Rhythm'n'Blues e do Folk-Rock então emergente. Aqueles que ficaram para sempre mais conhecidos foram os já aqui lembrados Jefferson Airplane e Grateful Dead.
"No dia 6 de Outubro de 1965, iniciou-se a era do «San Francisco sound»", de acordo com "O Mundo da Música Pop". Nesse dia realizou-se um concerto onde actuaram Jefferson Airplane, Great Society, Charlatans e The Marbles.
Do grupo The Marbles não se editaram, que eu conheça, qualquer disco, dos restantes, e muitos outros hoje não aqui referenciados, deixaram-nos gravações mais que suficientes para podermos testemunhar o Som de S. Francisco.
Comecemos pelos incontornáveis Jefferson Airplane.
Ainda em 1965 começaram as gravações para o primeiro álbum a ser editado em 1966 de nome "Jefferson Airplane Takes Off", ainda com Signe Toly Anderson na voz, antes, portanto, de ser substituída por Grace Slick.
"Tobacco Road" é uma canção do início da década de 60 que em 1970 teve particular êxito na versão de 14 minutos de Eric Burdon and The War
Hoje, a versão dos Jefferson Airplane. Era o som de S.Francisco.
Jefferson Airplane - Tobacco Road
São Francisco, na segunda metade dos anos 60, foi o centro de uma verdadeira revolução artística com epicentro numa comunidade de "new people" que, para além de protestos políticos, desenvolvia uma nova cultura, uma nova maneira de estar na vida.
"Vinte mil pessoas tinham-se concentrado ali, com o único objectivo de expressar o seu amor e a sua alegria, para celebrar a unidade naquele parque banhado de sol; na companhia de pessoas que tinham o mesmo aspecto que os outros, o mesmo pensamento, o mesmo compartilhar de esperanças e ídolos. cujo único desejo era permanecerem sozinhos e viver como melhor lhes aprouver." escrevia o jornal East Villlage Other acerca do "human be-in" ocorrido na cidade de São Francisco a de 14 de Janeiro de 1967 (citação do livro "O Mundo da Música Pop").
Este movimento da juventude americana, primeiro em São Francisco, depois em Nova Iorque e depois um pouco por todo o lado, foi designado de hippie (na origem pretendendo significar "que está na moda" ou "o mais actualizado possível") tendo por principais lemas "Make Love, Not War" e "Flower Power".
A música e a realização de concertos, cada vez com maior número de participantes, vão ser determinantes e centrais na actividade do movimento hippie. Em São Francisco a importância foi tal que a música então aí praticada acabou por tomar a designação de "O som de São Francisco" (San Francisco Sound).
As novas sonoridades características dos grupos formados em S. Francisco tiveram forte influência do Rhythm'n'Blues e do Folk-Rock então emergente. Aqueles que ficaram para sempre mais conhecidos foram os já aqui lembrados Jefferson Airplane e Grateful Dead.
"No dia 6 de Outubro de 1965, iniciou-se a era do «San Francisco sound»", de acordo com "O Mundo da Música Pop". Nesse dia realizou-se um concerto onde actuaram Jefferson Airplane, Great Society, Charlatans e The Marbles.
Do grupo The Marbles não se editaram, que eu conheça, qualquer disco, dos restantes, e muitos outros hoje não aqui referenciados, deixaram-nos gravações mais que suficientes para podermos testemunhar o Som de S. Francisco.
Comecemos pelos incontornáveis Jefferson Airplane.
Ainda em 1965 começaram as gravações para o primeiro álbum a ser editado em 1966 de nome "Jefferson Airplane Takes Off", ainda com Signe Toly Anderson na voz, antes, portanto, de ser substituída por Grace Slick.
"Tobacco Road" é uma canção do início da década de 60 que em 1970 teve particular êxito na versão de 14 minutos de Eric Burdon and The War
Hoje, a versão dos Jefferson Airplane. Era o som de S.Francisco.
Jefferson Airplane - Tobacco Road
Grateful Dead -Morning Dew
O Som de S. Francisco
"O facto de ao fim e ao cabo se poder falar de um «sound» característico, tem razão primordial social. Efectivamente, havia mais de 500 conjuntos na cidade. Vulgarmente, viam-se conjuntos a viver em comunas, premissa essencial para a formação de um «sound» colectivo." afirmava-se em "O Mundo da Música Pop".
Logo de seguida citava-se Ralph Gleason, conhecido crítico musical:
"Todos eles, eram conjuntos cooperativistas e, duma maneira geral, nos espectáculos luminosos, por exemplo, engenheiros de som, mulheres, crianças cada um com o seu serviço específico, etc. Habitualmente viviam todos em conjunto, como acontecia com o conjunto Grateful Dead na sua casa de Height Ashbury, abandonada há já alguns anos."
Passagem obrigatória, mais uma, pelos Grateful Dead. Referência incontornável da música psicadélica de S. Francisco, os Grateful Dead marcaram presença, a partir de finais de 1965, na generalidade dos concertos que então se realizaram em S. Francisco.
Depois da gravação de um primeiro Single ainda em 1966, em 1967 é gravado e editado o primeiro LP. Dele recuperamos a faixa "Morning Dew", uma canção folk originária de Bonnie Dobson editada em 1964.
"Morning Dew", na manhã seguinte após o apocalipse, a conversa entre o homem e a mulher únicos sobreviventes.
Grateful Dead -Morning Dew
"O facto de ao fim e ao cabo se poder falar de um «sound» característico, tem razão primordial social. Efectivamente, havia mais de 500 conjuntos na cidade. Vulgarmente, viam-se conjuntos a viver em comunas, premissa essencial para a formação de um «sound» colectivo." afirmava-se em "O Mundo da Música Pop".
Logo de seguida citava-se Ralph Gleason, conhecido crítico musical:
"Todos eles, eram conjuntos cooperativistas e, duma maneira geral, nos espectáculos luminosos, por exemplo, engenheiros de som, mulheres, crianças cada um com o seu serviço específico, etc. Habitualmente viviam todos em conjunto, como acontecia com o conjunto Grateful Dead na sua casa de Height Ashbury, abandonada há já alguns anos."
Passagem obrigatória, mais uma, pelos Grateful Dead. Referência incontornável da música psicadélica de S. Francisco, os Grateful Dead marcaram presença, a partir de finais de 1965, na generalidade dos concertos que então se realizaram em S. Francisco.
"Morning Dew", na manhã seguinte após o apocalipse, a conversa entre o homem e a mulher únicos sobreviventes.
Grateful Dead -Morning Dew
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Les Fanatic's - The Spotnick Theme
Les Fanatic’s é o nome de um conjunto português dos anos 60.
Eram alunos do Liceu Francês e tiveram diversas formações. De entre eles nota para o Michel da Costa (bateria e voz) que é, nem mais nem menos, que o famoso cozinheiro Michel. Com idades compreendidas entre os 16 e 19 anos, três franceses e um português, gravaram em 1964 um EP que é o motivo deste Regresso ao Passado. Os quatro temas, todos instrumentais, são do mais Shadowsiano que se pode ouvir. Já viram a quantidade de conjuntos portugueses influenciados pelos The Shadows? Ou talvez melhor dizendo, que copiavam a sonoridade inconfundível dos The Shadows.
O EP tem dois “twist”, um “slow” e uma “marcha” e é precisamente a “marcha” de nome “The Spotnick Theme” a música escolhida.
“The Spotnick Theme” é um original do conjunto sueco The Spotnicks gravado em 1961, recordemo-lo.
Para a curta história de Les Fanatic’s destaque para a primeira parte que fizeram do espectáculo da Sylvie Vartan em Lisboa precisamente em 1964.
E finalmente a recuperação da versão de “The Spotnick Theme” pelos Les Fanatic’s, aqui está.
Les Fanatic's - The Spotnick Theme
Eram alunos do Liceu Francês e tiveram diversas formações. De entre eles nota para o Michel da Costa (bateria e voz) que é, nem mais nem menos, que o famoso cozinheiro Michel. Com idades compreendidas entre os 16 e 19 anos, três franceses e um português, gravaram em 1964 um EP que é o motivo deste Regresso ao Passado. Os quatro temas, todos instrumentais, são do mais Shadowsiano que se pode ouvir. Já viram a quantidade de conjuntos portugueses influenciados pelos The Shadows? Ou talvez melhor dizendo, que copiavam a sonoridade inconfundível dos The Shadows.
O EP tem dois “twist”, um “slow” e uma “marcha” e é precisamente a “marcha” de nome “The Spotnick Theme” a música escolhida.
“The Spotnick Theme” é um original do conjunto sueco The Spotnicks gravado em 1961, recordemo-lo.
Para a curta história de Les Fanatic’s destaque para a primeira parte que fizeram do espectáculo da Sylvie Vartan em Lisboa precisamente em 1964.
E finalmente a recuperação da versão de “The Spotnick Theme” pelos Les Fanatic’s, aqui está.
Les Fanatic's - The Spotnick Theme
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Guitarras de Fogo – Memphis
Nos anos 60, em Portugal, pululavam muitos grupos que ganhavam a vida animando bailes e festas de finalistas. Gravar um disco era um sonho que nem todos conseguiam e, entre aqueles que o fizeram, muitos não passaram do primeiro Single ou EP.
Os Guitarras de Fogo, da Costa da Caparica, foram disso exemplo, um único disco EP gravado em 1966. As influências iam directas para os The Shadows, mas também para The Beatles, que faziam já sentir claramente uma viragem nos gostos musicais de muitos dos grupos da época.
O outro lado do Atlântico marcava igualmente forte presença, de Ricky Nelson a Elvis Presley passando por Chuck Berry de quem os Guitarras de Fogo gravaram um tema. Tratou-se de “Memphis” que recordamos no original.
De acordo com o Blog Ié-Ié os Guitarra de Fogo participaram e venceram (à frente dos Tártaros do Porto) a 10ª eliminatória do Concurso de Ié-Ié que se realizou, no Teatro Monumental em Lisboa, no ano de 1965. Por entre temas dos The Beatles tocam precisamente “Memphis” que hoje é o motivo deste Regresso ao Passado. Seriam eliminados, já em 1966, na 3ª meia-final do concurso, pelos Espaciais, também do Porto.
Esta agradável versão é somente instrumental como era então vulgar.
Guitarras de Fogo – Memphis
Os Guitarras de Fogo, da Costa da Caparica, foram disso exemplo, um único disco EP gravado em 1966. As influências iam directas para os The Shadows, mas também para The Beatles, que faziam já sentir claramente uma viragem nos gostos musicais de muitos dos grupos da época.
O outro lado do Atlântico marcava igualmente forte presença, de Ricky Nelson a Elvis Presley passando por Chuck Berry de quem os Guitarras de Fogo gravaram um tema. Tratou-se de “Memphis” que recordamos no original.
De acordo com o Blog Ié-Ié os Guitarra de Fogo participaram e venceram (à frente dos Tártaros do Porto) a 10ª eliminatória do Concurso de Ié-Ié que se realizou, no Teatro Monumental em Lisboa, no ano de 1965. Por entre temas dos The Beatles tocam precisamente “Memphis” que hoje é o motivo deste Regresso ao Passado. Seriam eliminados, já em 1966, na 3ª meia-final do concurso, pelos Espaciais, também do Porto.
Esta agradável versão é somente instrumental como era então vulgar.
Guitarras de Fogo – Memphis
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Os Tubarões - Poema do Homem Rã
No período de 1967-1969, Portugal assistiu a um verdadeiro boom de conjuntos Pop-Rock.
Para além dos consagrados: Quarteto 1111, Quinteto Académico, Conjunto Académico João Paulo, Os Espaciais, Sheiks, Os Titãs, outros de menor notoriedade: Jets, Conjunto Universitário Hi-Fi, The Strollers, Os Vodkas, Álamos e Grupo 5 são merecedores de referência.
Neste 2º grupo pode-se colocar a escolha de hoje, o conjunto Os Tubarões (não confundir com os excelentes cabo-verdianos de mesmo nome surgidos nos anos 70).
Estes Os Tubarões eram de Viseu tiveram o seu início em 1963 e terminariam em 1968 devido ao serviço militar obrigatório. Com actuações entre Viseu e Figueira da Foz participaram ainda em 1965 no Concurso Ié-Ié no Teatro Municipal de Lisboa. De 1968 ficou a gravação do único EP de Os Tubarões, na contra-capa do EP lia-se:
“Tudo começo por uma ideia que alguém, um dia agarrou nas ruas de Viseu. Andava, então, música a fervilhar nas cabeças jovens de 6 rapazes. Música sem pautas musicais. Quase sem forma. Mas música jovem, inquieta, quase irreverente.
Os 6 rapazes (da música jovem, quase diríamos nova) não pontapeavam bola em intervalo de aula. Antes tocavam imaginários instrumentos; antes assobiavam «modinhas» que ninguém conhecia…”
Pese o som não ser o melhor aqui fica, de um poema de António Gedeão, o tema principal “Poema do Homem Rã”.
Os Tubarões - Poema do Homem Rã
Para além dos consagrados: Quarteto 1111, Quinteto Académico, Conjunto Académico João Paulo, Os Espaciais, Sheiks, Os Titãs, outros de menor notoriedade: Jets, Conjunto Universitário Hi-Fi, The Strollers, Os Vodkas, Álamos e Grupo 5 são merecedores de referência.
Neste 2º grupo pode-se colocar a escolha de hoje, o conjunto Os Tubarões (não confundir com os excelentes cabo-verdianos de mesmo nome surgidos nos anos 70).
Estes Os Tubarões eram de Viseu tiveram o seu início em 1963 e terminariam em 1968 devido ao serviço militar obrigatório. Com actuações entre Viseu e Figueira da Foz participaram ainda em 1965 no Concurso Ié-Ié no Teatro Municipal de Lisboa. De 1968 ficou a gravação do único EP de Os Tubarões, na contra-capa do EP lia-se:
“Tudo começo por uma ideia que alguém, um dia agarrou nas ruas de Viseu. Andava, então, música a fervilhar nas cabeças jovens de 6 rapazes. Música sem pautas musicais. Quase sem forma. Mas música jovem, inquieta, quase irreverente.
Os 6 rapazes (da música jovem, quase diríamos nova) não pontapeavam bola em intervalo de aula. Antes tocavam imaginários instrumentos; antes assobiavam «modinhas» que ninguém conhecia…”
Pese o som não ser o melhor aqui fica, de um poema de António Gedeão, o tema principal “Poema do Homem Rã”.
Os Tubarões - Poema do Homem Rã
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Os Claves - California Dreamin'
Começámos este Blog em Outubro de 2014 com Os Claves e a versão de "Keep on Running". Voltemos então a Os Claves para mais uma boa recordação. Desta vez para rever a versão que fizeram de “California Dreaming”, grande sucesso dos The Mamas & The Papas.
Comecemos pelo original.
“California Dreaming” de 1966 aparece no 2º e último EP do grupo cujos elementos eram apresentados na contra-capa do EP, assim:
“Cinco rapazes estudantes são os elementos do conjunto “Os Claves”, Luís Pinto de Freitas, o viola-solo de 20 anos e 7º ano liceal: Luís de Freitas Branco, viola-ritmo de 19 e também o 7º ano liceal. João Valeriano, viola-baixo de 19 e 1º ano de Universidade .João Ferreira da Costa, órgão electrónico, 19 e 7º ano liceal e José Atouguia, bateria, de 18 anos e no 7º ano liceal”
(Luís de Freitas Branco, filho do musicólogo João de Freitas Branco e neto do compositor com o mesmo nome).
Os Claves formados em 1965, venceram, recordo, em 1966 o “Grande Concurso Yé-Yé” que os jornais então noticiaram. “O Século” dizia: “Explosão juvenil no Monumental”, “O Diário de Notícias” em título: “Final Yé-Yé: delírio e pandemónio” e ainda “O melhor entre 100: o conjunto «Os Claves»”.
“California Dreaming” pelos Os Claves não tem o encanto dos The Mamas & The Papas, mas enfim, eram outros tempos...
Os Claves - California Dreamin'
Comecemos pelo original.
“California Dreaming” de 1966 aparece no 2º e último EP do grupo cujos elementos eram apresentados na contra-capa do EP, assim:
“Cinco rapazes estudantes são os elementos do conjunto “Os Claves”, Luís Pinto de Freitas, o viola-solo de 20 anos e 7º ano liceal: Luís de Freitas Branco, viola-ritmo de 19 e também o 7º ano liceal. João Valeriano, viola-baixo de 19 e 1º ano de Universidade .João Ferreira da Costa, órgão electrónico, 19 e 7º ano liceal e José Atouguia, bateria, de 18 anos e no 7º ano liceal”
(Luís de Freitas Branco, filho do musicólogo João de Freitas Branco e neto do compositor com o mesmo nome).
Os Claves formados em 1965, venceram, recordo, em 1966 o “Grande Concurso Yé-Yé” que os jornais então noticiaram. “O Século” dizia: “Explosão juvenil no Monumental”, “O Diário de Notícias” em título: “Final Yé-Yé: delírio e pandemónio” e ainda “O melhor entre 100: o conjunto «Os Claves»”.
“California Dreaming” pelos Os Claves não tem o encanto dos The Mamas & The Papas, mas enfim, eram outros tempos...
Os Claves - California Dreamin'
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Os Cinco Bambinos - Eu Chamo Por Ti
Uma boa parte dos conjuntos portugueses vivia de adaptações de músicas de reconhecido êxito internacional.
The Beatles foram uma das fontes que mais interpretações tiveram das suas músicas. Para o bem e para o mal! Muitas vezes mal.
Ora vejamos o caso de um conjunto que dava pelo nome de Os Cinco Bambinos com origem no Porto. Fizeram em 1966 uma versão de “I Call your Name” dos The Beatles.
“Eu Chamo por Ti” assim se chamou este “Shak” como diz a capa (também lá aparece uma versão de “Let Kiss” - já aqui recordada na versão de Os Diamantes - e é de fugir!). O resultado é mau, muito mau, música bacoca, ai aquele órgão Farfisa (?) a arrastar-se do princípio ao fim, a voz estridente, nada se salva (ao contrário da excelente versão da mesma canção feita pelo Conjunto Universitário Hi-Fi).
Diga-se de verdade, o original também não era nada de especial, mesmo sendo dos The Beatles. The Beatles gravaram-na num EP em 1964 e não chegou a ser incluída em nenhum álbum de originais.
Segue "Eu Chamo Por Ti" pelos Os Cinco Bambinos.
Os Cinco Bambinos - Eu Chamo Por Ti
“Eu Chamo por Ti” assim se chamou este “Shak” como diz a capa (também lá aparece uma versão de “Let Kiss” - já aqui recordada na versão de Os Diamantes - e é de fugir!). O resultado é mau, muito mau, música bacoca, ai aquele órgão Farfisa (?) a arrastar-se do princípio ao fim, a voz estridente, nada se salva (ao contrário da excelente versão da mesma canção feita pelo Conjunto Universitário Hi-Fi).
Diga-se de verdade, o original também não era nada de especial, mesmo sendo dos The Beatles. The Beatles gravaram-na num EP em 1964 e não chegou a ser incluída em nenhum álbum de originais.
Segue "Eu Chamo Por Ti" pelos Os Cinco Bambinos.
Os Cinco Bambinos - Eu Chamo Por Ti
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Os Inflexos - Missing You
Por aqui já passaram Os Inflexos grupo de Moçambique e os seus sucedâneos Os Impacto.
Divulguei então “Oh-kai-di, oh-kai-da “ a versão, muito fraca, de “Ob-la-di-Ob-la-da” dos The Beatles. Eram de Lourenço Marques e, é sabido, animavam bailes e festas de finalistas. Para além do único EP então gravado, sobreviveram algumas gravações ao vivo (já não me lembro onde as encontrei, algures na Net) não editadas que me parecem particularmente interessantes, a merecerem mesmo uma atenção maior do que o EP. Assim, entre outras, existe uma versão de 1969 de “Missing You”, original e grande êxito de 1966 dos Sheiks e já aqui recuperado.
Recordemos primeiro o original.
E agora, se fecharem os olhos, se se imaginarem com 16 aninhos, e ouvirem Os Inflexos ao vivo a tocarem “Missing You”, ainda vão pensar que estão num bailarico nos remotos anos 60, não custa experimentar.
Os Inflexos - Missing You
Divulguei então “Oh-kai-di, oh-kai-da “ a versão, muito fraca, de “Ob-la-di-Ob-la-da” dos The Beatles. Eram de Lourenço Marques e, é sabido, animavam bailes e festas de finalistas. Para além do único EP então gravado, sobreviveram algumas gravações ao vivo (já não me lembro onde as encontrei, algures na Net) não editadas que me parecem particularmente interessantes, a merecerem mesmo uma atenção maior do que o EP. Assim, entre outras, existe uma versão de 1969 de “Missing You”, original e grande êxito de 1966 dos Sheiks e já aqui recuperado.
Recordemos primeiro o original.
E agora, se fecharem os olhos, se se imaginarem com 16 aninhos, e ouvirem Os Inflexos ao vivo a tocarem “Missing You”, ainda vão pensar que estão num bailarico nos remotos anos 60, não custa experimentar.
Os Inflexos - Missing You
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