1977
Em 1977 começa a trilogia gravada em Berlim, "Low", "Heroes" e "Lodger", este de 1978.
"Berlim faz-me sentir pouco à vontade e no fundo é uma cidade feita de bares para pessoas tristes e sufocadas se embebedarem. Penso que tirei todo o partido possível da minha estadia. Ninguém sabe até quando Berlim poderá existir o que faz com que as pessoas vivam e se esgotem demasiado rapidamente. Foi o que mais me atraiu ..." no dizer do próprio David Bowie.
"Ninguém como ele soube explorar os caminhos do simulacro, no que este tem de espectacular, inebriante, lançando sobre nós o feitiço do corpo, fazendo-o desejar." de "David Bowie - O Palhaço de Deus".
Desta trilogia a canção que mais tarde veio a ficar muito conhecida foi "Heroes", é com ela que ficamos.
David Bowie - "Heroes"
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
David Bowie - The Jean Genie
1973
"Actua no Russel Harty Plus com as sobrancelhas depiladas e grandes brincos de vidro.
Termina o álbum Transformer de Lou Reed e começa Aladdin Sane (originalmente intitulado A Lad Insane), escrito na sua maior parte durante a tournée pelos Estados Unidos." em "David Bowie - O Palhaço de Deus".
"Amantes-admiradores acorrem aos espectáculos com o fervor apostólico que este amargurado Pierrot soube conduzir em rebanho."
Em 1973 é editado o sexto álbum de David Bowie,
David Bowie - The Jean Genie
"Actua no Russel Harty Plus com as sobrancelhas depiladas e grandes brincos de vidro.
Termina o álbum Transformer de Lou Reed e começa Aladdin Sane (originalmente intitulado A Lad Insane), escrito na sua maior parte durante a tournée pelos Estados Unidos." em "David Bowie - O Palhaço de Deus".
"Amantes-admiradores acorrem aos espectáculos com o fervor apostólico que este amargurado Pierrot soube conduzir em rebanho."
Em 1973 é editado o sexto álbum de David Bowie,
David Bowie - The Jean Genie
David Bowie - Starman
1972
"Este palhaço de deus comove, irrita, leva-nos às mais irreais cenas do quotidiano marginal - drogados, heróis solitários, gays, travestis e a si próprio." em "David Bowie - O Palhaço de Deus"
Do melhor disco da década de 70 "Ziggy Stardust and The Spiders From Mars" segue a faixa "Starman".
David Bowie - Starman
"Este palhaço de deus comove, irrita, leva-nos às mais irreais cenas do quotidiano marginal - drogados, heróis solitários, gays, travestis e a si próprio." em "David Bowie - O Palhaço de Deus"
Do melhor disco da década de 70 "Ziggy Stardust and The Spiders From Mars" segue a faixa "Starman".
David Bowie - Starman
David Bowie - Oh! You Pretty Thing
1971
"Aparece na primeira página do Melody Maker com um novo penteado, um fato metálico e os olhos pintados. Em caixa alta lê-se «Oh You Pretty Thing» e o artigo causa sensação pois David fala pela primeira vez abertamente da sua bissexualidade. «Acho que sou apenas um vagabundo cósmico.» em " David Bowie - O Palhaço de Deus"
"As inúmeras barreiras de fogo que teve de atravessar e as constantes metamorfoses por que passou, são a prova duma existência divina na sedutora figura do andrógino que escandalizou com as verdades do corpo e do desejo."
Do quarto álbum de David Bowie "Honky Dory" editado em 1971 segue a faixa "Oh! You Pretty Thing".
David Bowie - Oh! You Pretty Thing
"Aparece na primeira página do Melody Maker com um novo penteado, um fato metálico e os olhos pintados. Em caixa alta lê-se «Oh You Pretty Thing» e o artigo causa sensação pois David fala pela primeira vez abertamente da sua bissexualidade. «Acho que sou apenas um vagabundo cósmico.» em " David Bowie - O Palhaço de Deus"
"As inúmeras barreiras de fogo que teve de atravessar e as constantes metamorfoses por que passou, são a prova duma existência divina na sedutora figura do andrógino que escandalizou com as verdades do corpo e do desejo."
Do quarto álbum de David Bowie "Honky Dory" editado em 1971 segue a faixa "Oh! You Pretty Thing".
David Bowie - Oh! You Pretty Thing
David Bowie - The Man Who Sold The World
1970
"Um novo álbum , The Man Who Sold The World é editado nos Estados Unidos. Desloca-se aí pela primeira vez e apaixona-se por Nova Iorque, onde conhece Lou Reed e encontra o mundo feroz e decadente de Andy Warhol."
"Um bonito rapaz veio do espaço com a missão de descobrir e viver as angustiantes experiências terrenas." em "David Bowie - O Palhaço de Deus".
Do terceiro álbum "The Man Who Sold The World" segue a canção título.
David Bowie - The Man Who Sold The World
"Um novo álbum , The Man Who Sold The World é editado nos Estados Unidos. Desloca-se aí pela primeira vez e apaixona-se por Nova Iorque, onde conhece Lou Reed e encontra o mundo feroz e decadente de Andy Warhol."
"Um bonito rapaz veio do espaço com a missão de descobrir e viver as angustiantes experiências terrenas." em "David Bowie - O Palhaço de Deus".
Do terceiro álbum "The Man Who Sold The World" segue a canção título.
David Bowie - The Man Who Sold The World
David Bowie - Space Oddity
1969
"Uma ida ao cinema para ver a epopeia espacial de Stanley Kubrick leva-o a escrever Space Oddity. A história comovente do Major Tom lançará Bowie na fama quando é editada nove meses depois."
em "David Bowie - O Palhaço de Deus".
Do segundo álbum de David Bowie editado em 1969 segue para audição: Space Oddity.
David Bowie - Space Oddity
"Uma ida ao cinema para ver a epopeia espacial de Stanley Kubrick leva-o a escrever Space Oddity. A história comovente do Major Tom lançará Bowie na fama quando é editada nove meses depois."
em "David Bowie - O Palhaço de Deus".
Do segundo álbum de David Bowie editado em 1969 segue para audição: Space Oddity.
David Bowie - Space Oddity
David Bowie - O Palhaço de Deus
Nº 13 da coleção Rei Lagarto da editora Assírio e Alvim, "David Bowie - O Palhaço de Deus" é uma edição bilingue de uma selecção de letras de David Bowie. O livro editado em Abril de 1986 custo na altura 650 Esc. ou seja cerca de 3,25€.
Tradução de Fernando Luís que afirma:
"Os poemas aqui publicados, revelam-nos o que este estranho vagabundo do espaço amou, odiou, inventou e são testamento de quem se torna humano e esse humano fez cantar em pleno inferno."
Tradução de Fernando Luís que afirma:
"Os poemas aqui publicados, revelam-nos o que este estranho vagabundo do espaço amou, odiou, inventou e são testamento de quem se torna humano e esse humano fez cantar em pleno inferno."
David Bowie - Uncle Arthur
1967
Mais do que palavras ficamos com a música de David Bowie.
Começamos com "Uncle Arthur" a faixa de abertura do primeiro LP de David Bowie em 1967.
David Bowie - Uncle Arthur
Mais do que palavras ficamos com a música de David Bowie.
Começamos com "Uncle Arthur" a faixa de abertura do primeiro LP de David Bowie em 1967.
David Bowie - Uncle Arthur
The Moody Blues - The Word/Om
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
"In Search Of The Lost Chord" é o álbum de 1968 do grupo inglês The Moody Blues.
É um álbum conceptual em torno da busca e da descoberta, e está entre o melhor que The Moody Blues produziram.
Contrariamente ao álbum anterior "Days Of Futured Passed" gravado com a London Festival Orchestra, em "In Search Of The Lost Chord" The Moody Blues tocam a totalidade dos instrumentos utilizados. Mais de 30 instrumentos são usados, entre os quais instrumentos indianos como a cítara, a tambura e a tabla que ajudam a concretizar uma sonoridade próxima de música meditativa. Ouça-se "Departure", a partida para a busca, "Visions of Paradise", a percepção do paraíso, e a faixa final "Om" repleta de ligações à cultura indiana. "Om" pronunciada Aum é um mantra (como por exemplo o Hare Krishna) da cultura hindu.
Na capa interior podia-se ler:
"To anyone who has practised meditation or Yoga:
the word MANTRA is familiar as a word of power concentrated upon in meditation. The most important word of power in Hindu scriptures is the word OM, which pronounced AUM means 'God', 'All', 'Being', 'The answer'. Thought or intenteness on it's meaning will cause the exclusion of all others thoughts, ultimately bringing about the state of mind to which the meditator aspires."
O álbum termina precisamente com "Om" precedida de "The Word" onde é explicado que "Om" é o acorde perdido referido no título do álbum.
This garden universe vibrates complete.
Some we get a sound so sweet.
Vibrations reach on up to become light,
And then thru gamma, out of sight.
Between the eyes and ears there lay,
The sounds of colour and the light of a sigh.
And to hear the sun, what a thing to believe.
But it's all around if we could but perceive.
To know ultra-violet, infra-red and X-rays,
Beauty to find in so many ways.
Two notes of the chord, that's our fluoroscope.
But to reach the chord is our lifes hope.
And to name the chord is important to some.
So they give a word, and the word is OM.
The Moody Blues - The Word/Om
"In Search Of The Lost Chord" é o álbum de 1968 do grupo inglês The Moody Blues.
É um álbum conceptual em torno da busca e da descoberta, e está entre o melhor que The Moody Blues produziram.
Contrariamente ao álbum anterior "Days Of Futured Passed" gravado com a London Festival Orchestra, em "In Search Of The Lost Chord" The Moody Blues tocam a totalidade dos instrumentos utilizados. Mais de 30 instrumentos são usados, entre os quais instrumentos indianos como a cítara, a tambura e a tabla que ajudam a concretizar uma sonoridade próxima de música meditativa. Ouça-se "Departure", a partida para a busca, "Visions of Paradise", a percepção do paraíso, e a faixa final "Om" repleta de ligações à cultura indiana. "Om" pronunciada Aum é um mantra (como por exemplo o Hare Krishna) da cultura hindu.
Na capa interior podia-se ler:
"To anyone who has practised meditation or Yoga:
the word MANTRA is familiar as a word of power concentrated upon in meditation. The most important word of power in Hindu scriptures is the word OM, which pronounced AUM means 'God', 'All', 'Being', 'The answer'. Thought or intenteness on it's meaning will cause the exclusion of all others thoughts, ultimately bringing about the state of mind to which the meditator aspires."
O álbum termina precisamente com "Om" precedida de "The Word" onde é explicado que "Om" é o acorde perdido referido no título do álbum.
This garden universe vibrates complete.
Some we get a sound so sweet.
Vibrations reach on up to become light,
And then thru gamma, out of sight.
Between the eyes and ears there lay,
The sounds of colour and the light of a sigh.
And to hear the sun, what a thing to believe.
But it's all around if we could but perceive.
To know ultra-violet, infra-red and X-rays,
Beauty to find in so many ways.
Two notes of the chord, that's our fluoroscope.
But to reach the chord is our lifes hope.
And to name the chord is important to some.
So they give a word, and the word is OM.
The Moody Blues - The Word/Om
Faleceu David Bowie
Faleceu David Bowie, recuperação de um dos primeiros Regresso ao Passado deste Blog
A década de 70, forma musicalmente um “U” como bem observava Miguel Esteves Cardoso no seu posfácio da 2ª edição (1981) ao livro “Pop Music / Rock” de Philippe Daufouy/Jean-Pierre Sarton:
“ Por muito geométrico que pareça, e apesar da ignorância do Sr. Gauss no que toca às coisas do Rock, os pontos altos da década são 1970 e 1980. A partir de 1970 a qualidade, medida pela quantidade de lançamentos importantes, decresce progressivamente. Atinge a fossa mais profunda e pestilenta em 1975, recuperando depois nos anos seguintes, até atingir novo auge em 1980”, afirma o MEC. Ou seja, a primeira metade da década de 70 a viver, por inércia, à sombra dos anos 60 (até espremer e não dar mais) e a revolta punk da segunda metade vir reavivar a cena musical.
No entanto, um conjunto de músicos a que MEC chama “os sobreviventes” destaca-se sobressaindo com “qualidade constante e ininterrupta ao longo da década”: Joni Mitchell, Leonard Cohen, Bob Marley e David Bowie.
Sem mais delongas fiquemos com David Bowie, sobrevivente de muitas décadas, e com o álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” de 1972. Para começar, a faixa de abertura, “Five Years” (o alienígena Ziggy Stardust, que vem para salvar a terra, anuncia que esta irá ser destruída dentro de cinco anos):
“The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” foi o melhor álbum da década de 70 e termina com “Rock 'n' Roll Suicide” (o suicídio de Ziggy Stardust que entretanto se transformara em estrela de Rock e líder da banda ”Spiders from Mars").

De acordo com as instruções impressas na capa do LP “TO BE PLAYED AT MAXIMUM VOLUME”, aqui vai “Rock 'n' Roll Suicide”.
David Bowie - Rock 'n' Roll Suicide
A década de 70, forma musicalmente um “U” como bem observava Miguel Esteves Cardoso no seu posfácio da 2ª edição (1981) ao livro “Pop Music / Rock” de Philippe Daufouy/Jean-Pierre Sarton:
“ Por muito geométrico que pareça, e apesar da ignorância do Sr. Gauss no que toca às coisas do Rock, os pontos altos da década são 1970 e 1980. A partir de 1970 a qualidade, medida pela quantidade de lançamentos importantes, decresce progressivamente. Atinge a fossa mais profunda e pestilenta em 1975, recuperando depois nos anos seguintes, até atingir novo auge em 1980”, afirma o MEC. Ou seja, a primeira metade da década de 70 a viver, por inércia, à sombra dos anos 60 (até espremer e não dar mais) e a revolta punk da segunda metade vir reavivar a cena musical.
No entanto, um conjunto de músicos a que MEC chama “os sobreviventes” destaca-se sobressaindo com “qualidade constante e ininterrupta ao longo da década”: Joni Mitchell, Leonard Cohen, Bob Marley e David Bowie.
Sem mais delongas fiquemos com David Bowie, sobrevivente de muitas décadas, e com o álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” de 1972. Para começar, a faixa de abertura, “Five Years” (o alienígena Ziggy Stardust, que vem para salvar a terra, anuncia que esta irá ser destruída dentro de cinco anos):
“The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” foi o melhor álbum da década de 70 e termina com “Rock 'n' Roll Suicide” (o suicídio de Ziggy Stardust que entretanto se transformara em estrela de Rock e líder da banda ”Spiders from Mars").

De acordo com as instruções impressas na capa do LP “TO BE PLAYED AT MAXIMUM VOLUME”, aqui vai “Rock 'n' Roll Suicide”.
David Bowie - Rock 'n' Roll Suicide
domingo, 10 de janeiro de 2016
The Incredible String Band - The Mad Hatter's Song
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
Um dos projectos mais interessantes da música Folk dos anos 60 e 70: The Incredible String Band.
Formados, na Escócia, em 1966 em torno do duo Mike Heron e Robin Williamson, deixaram-nos em 12 álbuns o registo do melhor Folk progressivo e psicadélico que então se produziu.
Em 1967 estavam, no Reino Unido, entre a vanguarda musical ao comporem canções Folk de raiz tradicional mas desenvolvidas em complexos arranjos e múltiplos instrumentos, nomeadamente a cítara e outros instrumentos então pouco usuais.
É de 1967 o aclamado 2º trabalho dos The Incredible String Band de nome "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion". Se o primeiro álbum " The Incredible String Band" do ano anterior tinha um som folk convencional sendo o disco mais simples do grupo, em "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion" The Incredible String Band explora a mistura de diversos estilos musicais, do British Folk à música árabe e indiana, bem como vocalizações e instrumentações nada comuns.
A própria capa (e o título do álbum) remetem para sensações psicadélicas, o colorido, o escuro, a luz a imagem (hindu?) hermafrodita e o tipo de letra utilizado faziam que ninguém ficasse indiferente ao ver o disco exposto numa discoteca.
Segundo o próprio Robin Williamson os álbuns "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos The Beatles e "Their Satanic Majesties Request" dos The Rolling Stones, ambos editados em 1967 terão sofrido a influência da música então praticada pela The Incredible String Band.
No ano mágico de 1967, "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion" era mais uma jóia a acrescentar à longa lista de excelentes álbuns nesse ano produzidos. Deslumbrante é a canção escolhida, "The Mad Hatter's Song" no patamar mais elevado da música popular.
The Incredible String Band - The Mad Hatter's Song
Um dos projectos mais interessantes da música Folk dos anos 60 e 70: The Incredible String Band.
Formados, na Escócia, em 1966 em torno do duo Mike Heron e Robin Williamson, deixaram-nos em 12 álbuns o registo do melhor Folk progressivo e psicadélico que então se produziu.
Em 1967 estavam, no Reino Unido, entre a vanguarda musical ao comporem canções Folk de raiz tradicional mas desenvolvidas em complexos arranjos e múltiplos instrumentos, nomeadamente a cítara e outros instrumentos então pouco usuais.
É de 1967 o aclamado 2º trabalho dos The Incredible String Band de nome "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion". Se o primeiro álbum " The Incredible String Band" do ano anterior tinha um som folk convencional sendo o disco mais simples do grupo, em "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion" The Incredible String Band explora a mistura de diversos estilos musicais, do British Folk à música árabe e indiana, bem como vocalizações e instrumentações nada comuns.
A própria capa (e o título do álbum) remetem para sensações psicadélicas, o colorido, o escuro, a luz a imagem (hindu?) hermafrodita e o tipo de letra utilizado faziam que ninguém ficasse indiferente ao ver o disco exposto numa discoteca.
Segundo o próprio Robin Williamson os álbuns "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos The Beatles e "Their Satanic Majesties Request" dos The Rolling Stones, ambos editados em 1967 terão sofrido a influência da música então praticada pela The Incredible String Band.
No ano mágico de 1967, "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion" era mais uma jóia a acrescentar à longa lista de excelentes álbuns nesse ano produzidos. Deslumbrante é a canção escolhida, "The Mad Hatter's Song" no patamar mais elevado da música popular.
The Incredible String Band - The Mad Hatter's Song
sábado, 9 de janeiro de 2016
The Byrds - Why
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
David Crosby ficou particularmente conhecido no final da década de 60 nas formações Crosby, Stills & Nash (CSN) e Crosby, Stills, Nash & Young (CSN&Y), mas já antes tinha tido relevância na formação inicial dos The Byrds onde se manteve de 1964 a 1967. Em particular no ano de 1966 a sua colaboração vai ser determinante na passagem do Folk-Rock para o Rock Psicadélico presente no 3º álbum, "Fifth Dimension".
"Fifth Dimension" é um álbum mais experimental que os anteriores e é considerado um dos pioneiros do Rock Psicadélico. Em particular o Single editado em Março de 1966 onde a canção "Eight Miles High" (com "Why" no lado B) é para muitos a primeira canção da era do Rock Psicadélico.
David Crosby era um admirador da música indiana de Ravi Shankar e foi ele que deu a conhecer a George Harrison, durante a turné de 1965 dos The Beatles na América, a cultura e a música indiana (no ano seguinte George Harrison conhece Ravi Shankar e visita a Índia para estudar a cítara durante 6 semanas).
A admiração de David Crosby por Ravi Shankar (e John Coltrane) vão ser determinantes na música de "Eight Miles High" e no lado B "Why".
Para audição segue "Why" onde, é de notar, o grupo não utiliza qualquer instrumento indiano, o som da cítara é simulado por Roger McGuinn na guitarra.
The Byrds - Why
David Crosby ficou particularmente conhecido no final da década de 60 nas formações Crosby, Stills & Nash (CSN) e Crosby, Stills, Nash & Young (CSN&Y), mas já antes tinha tido relevância na formação inicial dos The Byrds onde se manteve de 1964 a 1967. Em particular no ano de 1966 a sua colaboração vai ser determinante na passagem do Folk-Rock para o Rock Psicadélico presente no 3º álbum, "Fifth Dimension".
"Fifth Dimension" é um álbum mais experimental que os anteriores e é considerado um dos pioneiros do Rock Psicadélico. Em particular o Single editado em Março de 1966 onde a canção "Eight Miles High" (com "Why" no lado B) é para muitos a primeira canção da era do Rock Psicadélico.
David Crosby era um admirador da música indiana de Ravi Shankar e foi ele que deu a conhecer a George Harrison, durante a turné de 1965 dos The Beatles na América, a cultura e a música indiana (no ano seguinte George Harrison conhece Ravi Shankar e visita a Índia para estudar a cítara durante 6 semanas).
A admiração de David Crosby por Ravi Shankar (e John Coltrane) vão ser determinantes na música de "Eight Miles High" e no lado B "Why".
Para audição segue "Why" onde, é de notar, o grupo não utiliza qualquer instrumento indiano, o som da cítara é simulado por Roger McGuinn na guitarra.
The Byrds - Why
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
The Rolling Stones - Paint It Black
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
The Rolling Stones, claro!, na sua rivalidade com The Beatles também não podiam ficar imunes às influências da música indiana.
Se The Beatles introduziam, em 1965, a cítara na canção "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" no álbum "Rubber Soul", em 1966 é a vez dos The Rolling Stones explorarem novos estilos na música Rock. A parceria Mick Jagger, Keith Richard assina pela primeira vez todos os temas no álbum "Aftermath" e Brian Jones toca uma panóplia de instrumentos até aí estranhos ao grupo.
"Paint It Black", editado em Single no Reino Unido posteriormente à saída de "Aftermath" e incluído na edição americana de "Aftermath", é mais um tema assinado pela dupla Mick Jagger/Keith Richard e vai ser um marco na evolução sonora dos The Rolling Stones em direção ao Rock psicadélico que se iniciava.
Brian Jones, que entretanto perdia a liderança do grupo em favor de Mick Jagger, toca a cítara dominante neste tema, acrescentando uma agradável e inovadora complexidade que os próximos discos iriam manter.
"Paint It Black" é uma das grandes canções dos The Rolling Stones e de toda a década de 60.
The Rolling Stones - Paint It Black
The Rolling Stones, claro!, na sua rivalidade com The Beatles também não podiam ficar imunes às influências da música indiana.
Se The Beatles introduziam, em 1965, a cítara na canção "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" no álbum "Rubber Soul", em 1966 é a vez dos The Rolling Stones explorarem novos estilos na música Rock. A parceria Mick Jagger, Keith Richard assina pela primeira vez todos os temas no álbum "Aftermath" e Brian Jones toca uma panóplia de instrumentos até aí estranhos ao grupo.
"Paint It Black", editado em Single no Reino Unido posteriormente à saída de "Aftermath" e incluído na edição americana de "Aftermath", é mais um tema assinado pela dupla Mick Jagger/Keith Richard e vai ser um marco na evolução sonora dos The Rolling Stones em direção ao Rock psicadélico que se iniciava.
"Paint It Black" é uma das grandes canções dos The Rolling Stones e de toda a década de 60.
The Rolling Stones - Paint It Black
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
The Beatles - Love You To
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
O avançar da década de 60 vai trazer múltiplas novas influências musicais a serem incorporadas na sonoridade base do Rock. Novas misturas, fusões de géneros: o Jazz com o Rock e com o Folk, o Rock com o Blues, a música clássica e a música indiana; uma multiplicidade de novos instrumentos são adicionados à formação base dos grupo de Rock: a flauta, o violino, a harpa, o órgão, a cítara, são alguns exemplos.
Em particular a "descoberta" da cítara e da música indiana associada à meditação transcendental vão estar em meados dos anos 60 na génese de muitas canções posteriormente catalogadas de Raga-Rock (música Rock com fortes influências indianas em particular no utilização de instrumentos como a referida cítara e a tabla).
Oportunidade para alguns Regresso ao Passado dedicados a estes sons.
Para começar, nada melhor que The Beatles, provavelmente, os pioneiros nestas novas abordagens.
Em particular George Harrison, primeiro ao aprender a tocar cítara após ter conhecido o músico indiano Ravi Shankar, depois na prática da meditação transcendental com o guru Maharishi Yogi.
Já por aqui passámos "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" do álbum "Rubber Soul", naquela que terá sido a primeira canção Pop a utilizar a cítara, no ano seguinte em "Revolver" uma nova canção reflecte, ainda mais profundamente, a influência da música indiana. "Love You To", também escrita por George Harrison e ao que parece sob inspiração de alucinogénios, é a escolha para este Regresso ao Passado.
The Beatles - Love You To
O avançar da década de 60 vai trazer múltiplas novas influências musicais a serem incorporadas na sonoridade base do Rock. Novas misturas, fusões de géneros: o Jazz com o Rock e com o Folk, o Rock com o Blues, a música clássica e a música indiana; uma multiplicidade de novos instrumentos são adicionados à formação base dos grupo de Rock: a flauta, o violino, a harpa, o órgão, a cítara, são alguns exemplos.
Em particular a "descoberta" da cítara e da música indiana associada à meditação transcendental vão estar em meados dos anos 60 na génese de muitas canções posteriormente catalogadas de Raga-Rock (música Rock com fortes influências indianas em particular no utilização de instrumentos como a referida cítara e a tabla).
Oportunidade para alguns Regresso ao Passado dedicados a estes sons.
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| The Beatles em 1966 |
Para começar, nada melhor que The Beatles, provavelmente, os pioneiros nestas novas abordagens.
Em particular George Harrison, primeiro ao aprender a tocar cítara após ter conhecido o músico indiano Ravi Shankar, depois na prática da meditação transcendental com o guru Maharishi Yogi.
Já por aqui passámos "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" do álbum "Rubber Soul", naquela que terá sido a primeira canção Pop a utilizar a cítara, no ano seguinte em "Revolver" uma nova canção reflecte, ainda mais profundamente, a influência da música indiana. "Love You To", também escrita por George Harrison e ao que parece sob inspiração de alucinogénios, é a escolha para este Regresso ao Passado.
The Beatles - Love You To
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Donovan - Universal Soldier
Com o impulso de Bob Dylan a cena Folk teve um desenvolvimento ímpar em quantidade, qualidade e diversidade de propostas. Múltiplos projectos musicais, abordando diferentes matizes do Folk se desenvolveram, Country-Folk, Electric-Folk, Folk-Rock foram alguns dos sub-géneros então surgidos; um manancial de intérpretes se destacaram, nos Estados Unidos, dos The Mamas and Papas a Simon and Garfunkel, The Byrds a Neil Young, na Grã-Bretanha de Donovan, Bert Jansch aos populares Steeleye Span, sem esquecer os Fairport Convention.
Matéria de sobra para muitos, muitos e bons Regresso ao Passado, por agora, Donovan.
No ano de 1965, Donovan editou 3 Singles, 1 EP e 2 LP, passou de um desconhecido a uma reconhecida Pop Star.
À época Donovan foi considerado como a resposta europeia a Bob Dylan e as comparações não se fizeram esperar. Dois meses separam as edições de "Bringing It All Back Home", o 5º álbum de Bob Dylan e "What's Bin Did And What's Bin Hid" o primeiro longa duração de Donovan e o jornal britânico "Melody Maker" sob o título "Donovan and Dylan Again" escrevia:
"Donovan's LP... can only emphasise the British singer's allegiance to the Dylan camp of singing...
While Bob's lyrics have the vision and depth, Donovan's have the romance of youth... Donovan's performances are vocally sweet; Dylan's are more raw."
Pese as semelhanças iniciais, Donovan, ao escrever maior parte das canções que interpretava, rapidamente criou a sua própria atmosfera, uma imagem hippie e um estilo musical que podemos rotular de Folk psicadélico, tornaram-no num dos mais originais cantores da década de 60.
"Universal Soldier" não é um original de Donovan mas sim da cantora Folk canadiana Buffy Sainte-Marie. É, no entanto, na versão de Donovan que vai ganhar notoriedade na edição em formado de EP, em 1965.
Donovan - Universal Soldier
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Bob Dylan - Master of War
Se The Beatles foram no Reino Unido os principais responsáveis na elaboração e popularização da nova música Pop-Rock dos anos 60, no outro lado do Atlântico é Bob Dylan a personagem mais importante em todo o processo criativo do novo Folk e depois do Folk-Rock que vai dominar a transformação musical naquela década.
"Bob Dylan que anuncia nas suas canções a transformação dos tempos, mudou-os realmente num aspecto. Efectivamente, deixara a canção antiga, a estupidez banal e conferiu a ele mesmo a segurança do letrista consciente, que é de facto. Nas suas primeiras canções, baladas folclóricas no estilo do seu grande ídolo Woody Guthrie, manifesta uma crítica concreta, directa e compreensiva. Enumera claramente os culpados: os master of war, que tiram proveito das guerras; os hipócritas para os quais Deus está sempre no lado conveniente; os anticomunistas profissionais, os representantes da segregação racial, réus de tantas mortes. Enumera ainda com clareza, os crimes, e os seus autores. Mas apesar de tudo, nenhuma das canções é mera propaganda política. As canções de Bob Dylan são demasiado pessoais na sua letra, música e interpretação." no livro "O Mundo da Música Pop".
É ao 2º LP de Bob Dylan, "The Freewheelin' Bob Dylan", gravado e ditado em 1963, recheado de canções que fizeram história, que vamos buscar a canção "Master of War".
Adaptada de um tradicional, "Master of War" é uma canção de protesto contra a guerra fria, ou melhor dizendo, segundo o próprio Bob Dylan, "Master of War" não é uma canção antiguerra mas sim uma canção pacifista.
"Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build all the bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks.
..."
é o início de "Master of War" que agora fica para audição.
Bob Dylan - Master of War
"Bob Dylan que anuncia nas suas canções a transformação dos tempos, mudou-os realmente num aspecto. Efectivamente, deixara a canção antiga, a estupidez banal e conferiu a ele mesmo a segurança do letrista consciente, que é de facto. Nas suas primeiras canções, baladas folclóricas no estilo do seu grande ídolo Woody Guthrie, manifesta uma crítica concreta, directa e compreensiva. Enumera claramente os culpados: os master of war, que tiram proveito das guerras; os hipócritas para os quais Deus está sempre no lado conveniente; os anticomunistas profissionais, os representantes da segregação racial, réus de tantas mortes. Enumera ainda com clareza, os crimes, e os seus autores. Mas apesar de tudo, nenhuma das canções é mera propaganda política. As canções de Bob Dylan são demasiado pessoais na sua letra, música e interpretação." no livro "O Mundo da Música Pop".
É ao 2º LP de Bob Dylan, "The Freewheelin' Bob Dylan", gravado e ditado em 1963, recheado de canções que fizeram história, que vamos buscar a canção "Master of War".
Adaptada de um tradicional, "Master of War" é uma canção de protesto contra a guerra fria, ou melhor dizendo, segundo o próprio Bob Dylan, "Master of War" não é uma canção antiguerra mas sim uma canção pacifista.
"Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build all the bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks.
..."
é o início de "Master of War" que agora fica para audição.
Bob Dylan - Master of War
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
The Rolling Stones - Street Fighting Man
A contestação política do ano de 1968 verificava-se um pouco por todo lado, em particular nos Estados Unidos, mas também em Inglaterra, na contestação à Guerra do Vietname, e em França na revolta estudantil no que ficou conhecido pelo Maio de 68. A música Rock constituía uma forma de contestação ao sistema estabelecido.
The Beatles e The Rolling Stones não foram imunes à situação política, pelo contrário, algumas canções reflectiam preocupações sociais. "All You Need Is Love", "Revolution", por parte dos The Beatles, "Satisfaction" e "Street Fighting Man" pelos The Rolling Stones são disso exemplo.
"Os Rolling Stones continuaram a actuar exclusivamente para o público jovem. Os principais actos deste público durante a segunda metade dos anos sessenta foram as manifestações e a resistência ao sistema autoritário da sociedade em que viviam. Os Rolling Stones sentiam na pele esta evolução e dirigiram a sua música até ela: com uma canção sobre a frustração geral (satisfaction), com outra sobre a emancipação sexual (Let's spend the night together) e com uma canção comercial sobre a revolução (Street Fighting Man)." do livro "O Mundo da Música Pop".
"Let´s Spend The Night Together" foi proibido nos Estados Unidos em diversas estações de rádio e
"Street Fighting Man " também é proibida em diversas cidades dos Estados Unidos.
"Ouço por todo o lado o som de pés que marcham e carregam
É que chegou o verão e é altura ideal para combater nas ruas.
Mas o que pode um pobre rapaz fazer
Senão tocar num conjunto de rock'n'roll
Porque na sonolenta cidade de Londres
Não há lugar para os guerrilheiros urbanos.
..."
início de "Street Fighting Man", eram The Rolling Stones e o ano o de 1968.
The Rolling Stones - Street Fighting Man
The Beatles e The Rolling Stones não foram imunes à situação política, pelo contrário, algumas canções reflectiam preocupações sociais. "All You Need Is Love", "Revolution", por parte dos The Beatles, "Satisfaction" e "Street Fighting Man" pelos The Rolling Stones são disso exemplo.
"Os Rolling Stones continuaram a actuar exclusivamente para o público jovem. Os principais actos deste público durante a segunda metade dos anos sessenta foram as manifestações e a resistência ao sistema autoritário da sociedade em que viviam. Os Rolling Stones sentiam na pele esta evolução e dirigiram a sua música até ela: com uma canção sobre a frustração geral (satisfaction), com outra sobre a emancipação sexual (Let's spend the night together) e com uma canção comercial sobre a revolução (Street Fighting Man)." do livro "O Mundo da Música Pop".
"Let´s Spend The Night Together" foi proibido nos Estados Unidos em diversas estações de rádio e
"Street Fighting Man " também é proibida em diversas cidades dos Estados Unidos.
"Ouço por todo o lado o som de pés que marcham e carregam
É que chegou o verão e é altura ideal para combater nas ruas.
Mas o que pode um pobre rapaz fazer
Senão tocar num conjunto de rock'n'roll
Porque na sonolenta cidade de Londres
Não há lugar para os guerrilheiros urbanos.
..."
início de "Street Fighting Man", eram The Rolling Stones e o ano o de 1968.
The Rolling Stones - Street Fighting Man
domingo, 3 de janeiro de 2016
The Beatles - Yesterday
A competição entre The Beatles e The Rolling Stones é bem conhecida. A popularidade, os discos gravados, o nº de discos vendidos, os concertos, a roupa, os penteados tudo foi alvo de comparação. A evolução musical dos dois conjuntos também o foi, em "O Mundo da Música Pop" lê-se:
"Os Beatles orientaram a sua música progressivamente no sentido de um beat familiar com música simples. Os Rolling Stones, por sua vez, baseavam-se no protesto dos negros norte-americanos, de aceitação muito mais difícil.".
"Help!" o quinto álbum dos The Beatles editado em 1965 contem a canção que mais versões teve em toda a história da música popular, "Yesterday". Uma melodia sonhada por Paul McCartney, cuja letra foi escrita em Portugal, em Maio de 1965, quando ia a caminho do Algarve. Gravada em Junho e editada pela primeira vez em Agosto na álbum "Help!".
"Yesterday", uma balada à qual foi adicionada um quarteto de cordas, era uma das canções mais melodiosas que The Beatles tinham editado e que com certeza ajudou à aceitação dos The Beatles por outras gerações. A consideração pelos The Beatles era então total, em 12 de Junho de 1965 eram condecorados, pela rainha, com a ordem do império britânico.
Mas com o LSD e o psicadelismo prestes a chegar o ar composto dos The Beatles iria terminar e a melhor produção musical iria começar.
Agora é tempo para "Yesterday", eram The Beatles (ou direi Paul McCartney e um quarteto de cordas?) e talvez o seu maior êxito.
The Beatles - Yesterday
"Os Beatles orientaram a sua música progressivamente no sentido de um beat familiar com música simples. Os Rolling Stones, por sua vez, baseavam-se no protesto dos negros norte-americanos, de aceitação muito mais difícil.".
"Help!" o quinto álbum dos The Beatles editado em 1965 contem a canção que mais versões teve em toda a história da música popular, "Yesterday". Uma melodia sonhada por Paul McCartney, cuja letra foi escrita em Portugal, em Maio de 1965, quando ia a caminho do Algarve. Gravada em Junho e editada pela primeira vez em Agosto na álbum "Help!".
"Yesterday", uma balada à qual foi adicionada um quarteto de cordas, era uma das canções mais melodiosas que The Beatles tinham editado e que com certeza ajudou à aceitação dos The Beatles por outras gerações. A consideração pelos The Beatles era então total, em 12 de Junho de 1965 eram condecorados, pela rainha, com a ordem do império britânico.
Mas com o LSD e o psicadelismo prestes a chegar o ar composto dos The Beatles iria terminar e a melhor produção musical iria começar.
Agora é tempo para "Yesterday", eram The Beatles (ou direi Paul McCartney e um quarteto de cordas?) e talvez o seu maior êxito.
The Beatles - Yesterday
sábado, 2 de janeiro de 2016
The Rolling Stones - Come On
"Gravaram a fita e enviaram-na a Alexis Korner (Ex-membro do conjunto de Chris Barbey e, antes disso, um dos primeiros instrumentistas de blues, da Inglaterra). Mandaram-lhe a gravação porque sabiam antecipadamente que ele compreenderia o estilo. Por outro lado, sabiam igualmente que, naquela altura, a sua opinião pesava muito no seio do Club Marquee de Londres. Acreditavam ser aquela a oportunidade decisiva para aparecer em grande estilo. Korner, director de «Alexis Korner Blues-Incorporated», convidou Mick Jagger, Keith Richard e Dick Taylor. Tinham conseguido a sua primeira actuação e foi nessa altura que encontraram Charlie Watts e Brian Jones. Pouco depois, Bill Wyman juntou-se-lhes, tendo Dick Taylor abandonado o grupo. O conjunto Rolling Stones estava completo." assim começa o capítulo "A inovação Pop" de "O Mundo da Música Pop".
Formados com pouco atraso em relação aos The Beatles, tiveram a primeira actuação como The Rolling Stones, em 1962, no Marquee Club onde actuava Alexis Korner. No início de 1963 a formação clássica dos The Rolling Stones estava constituída: Mick Jagger, Keith Richard, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts (Ian Stewart nas teclas sai em Maio de 1963). É esta formação que vai gravar o primeiro Single do grupo com as versões de "Come On" de Chuck Berry e "I Want To Be Loved" de Willie Dixon (já The Beatles tinham editado vários Single e um LP).
The Rolling Stones e The Beatles constituíram-se como os maiores representantes da Pop inglesa e os mais influentes nos Estados Unidos. Musicalmente com origens diferentes, The Beatles ligados ao Merseybeat de Liverpool e The Rolling Stones ao Blues londrino, destronam o Rock instrumental dominante até 1963 dos ingleses The Shadows, e vão constituir as bases da nova música Rock que vai revolucionar os anos 60.
A evolução musical, e não só, dos dois conjuntos vai ser distinta, enquanto que The Beatles vão progressivamente suavizar a sua música e ganhar adeptos em gerações mais adultas, The Rolling Stones numa atitude mais agressiva vão ficar conectados com uma juventude mais irreverente.
"Os Rolling Stones eram exactamente o oposto dos Beatles. Enquanto estes difundiam uma aura de inteligência bem temperada com uma amabilidade total, os Rolling Stones espantavam tudo e todos com o cabelo comprido em demasia e o seu aspecto geral de rebeldes." também em "O Mundo da Música Pop".
"Come On" o primeiro disco dos The Rolling Stones para audição.
The Rolling Stones - Come On
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
The Unthanks - Died For Love
Não conheço suficientemente bem a música feita actualmente para me pronunciar categoricamente sobre o que de melhor o ano de 2015 produziu, mas não deixo de ter a minha modesta opinião.
Sem, nos últimos anos, ter ocorrido algum novo e significativo movimento musical, assiste-se, em meu entender, ao remexer no baú das recordações dos últimos 50 anos e em trazer cá para fora velhos sons remisturados e servidos com novas roupagens Soft-Rock ou Indie-Pop. Refeições requentadas, que por muito boas que sejam não ultrapassam as originais frescas e saborosas.
E, em 2015, lá fomos ouvindo, entre o melhor, Kurt Vile, FKA twigs, The Apartments (estes mais antigos), Julia Holter, David Corley, Ryley Walker, Siskiyou mas nada que nos deixe verdadeiramente deslumbrados.
E quanto aos sobreviventes dos anos 60, como foi o ano de 2015?
Mais uma vez Richard Thompson não desiludiu e apresenta-nos mais um belo álbum (CD+EP) “Still”, The Gardian escreve “Thompson is still unique”, esperemos que por muitos anos.
Van Morrison há três anos (uma eternidade!) sem originais edita em 2015 “Duets: Re-Working the Catalog”, adoro Van Morrison mas esta velha e gasta ideia de efectuar duetos não me convence. Aguardemos por algo novo deste velho Van Morrison.
David Bowie, não foi em 2015, é já dia 8 que sai o novo registo de nome “Blackstar”, esperemos que corresponda às expectativas. Pela amostra já conhecida, exploração de sonoridades de difícil assimilação à primeira audição.
Faltaram à chamada, entre outros, Bob Dylan e Robert Wyatt.
Neil Young, sempre ele. Sempre em actividade! O álbum “The Monsanto Years”, o 36º disco de originais, gravado com o grupo Promise of the Real (dos filhos de Willie Nelson) é a cruzada de Neil Young contra a empresa Monsanto (multinacional produtora de pesticidas, herbicidas, e sementes geneticamente manipuladas) e, felizmente, não desilude. Ainda tempo para mais um duplo álbum “Bluenote Café”, que Neil Young foi buscar aos seus famosos arquivos (Archives Performance Series), neste caso gravações ao vivo de 1987/8.
Finalmente a minha escolha do ano findo.
As irmãs Rachel e Becky Unthank produzem no duo The Unthanks a melhor música popular que se vai fazendo neste milénio. Em 2015 é com “Mount the Air” que The Unthanks nos encantam ao trazer a música tradicional para uma sonoridade única e inconfundível como há muito não se ouvia. Definitivamente, um dos pontos mais altos da música popular dos últimos anos.
“Died for Love” um tradicional superiormente recuperado para os tempos modernos.
The Unthanks - Died For Love
Sem, nos últimos anos, ter ocorrido algum novo e significativo movimento musical, assiste-se, em meu entender, ao remexer no baú das recordações dos últimos 50 anos e em trazer cá para fora velhos sons remisturados e servidos com novas roupagens Soft-Rock ou Indie-Pop. Refeições requentadas, que por muito boas que sejam não ultrapassam as originais frescas e saborosas.
E, em 2015, lá fomos ouvindo, entre o melhor, Kurt Vile, FKA twigs, The Apartments (estes mais antigos), Julia Holter, David Corley, Ryley Walker, Siskiyou mas nada que nos deixe verdadeiramente deslumbrados.
E quanto aos sobreviventes dos anos 60, como foi o ano de 2015?
Mais uma vez Richard Thompson não desiludiu e apresenta-nos mais um belo álbum (CD+EP) “Still”, The Gardian escreve “Thompson is still unique”, esperemos que por muitos anos.
Van Morrison há três anos (uma eternidade!) sem originais edita em 2015 “Duets: Re-Working the Catalog”, adoro Van Morrison mas esta velha e gasta ideia de efectuar duetos não me convence. Aguardemos por algo novo deste velho Van Morrison.
David Bowie, não foi em 2015, é já dia 8 que sai o novo registo de nome “Blackstar”, esperemos que corresponda às expectativas. Pela amostra já conhecida, exploração de sonoridades de difícil assimilação à primeira audição.
Faltaram à chamada, entre outros, Bob Dylan e Robert Wyatt.
Neil Young, sempre ele. Sempre em actividade! O álbum “The Monsanto Years”, o 36º disco de originais, gravado com o grupo Promise of the Real (dos filhos de Willie Nelson) é a cruzada de Neil Young contra a empresa Monsanto (multinacional produtora de pesticidas, herbicidas, e sementes geneticamente manipuladas) e, felizmente, não desilude. Ainda tempo para mais um duplo álbum “Bluenote Café”, que Neil Young foi buscar aos seus famosos arquivos (Archives Performance Series), neste caso gravações ao vivo de 1987/8.
Finalmente a minha escolha do ano findo.
As irmãs Rachel e Becky Unthank produzem no duo The Unthanks a melhor música popular que se vai fazendo neste milénio. Em 2015 é com “Mount the Air” que The Unthanks nos encantam ao trazer a música tradicional para uma sonoridade única e inconfundível como há muito não se ouvia. Definitivamente, um dos pontos mais altos da música popular dos últimos anos.
“Died for Love” um tradicional superiormente recuperado para os tempos modernos.
The Unthanks - Died For Love
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