A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
David Crosby ficou particularmente conhecido no final da década de 60 nas formações Crosby, Stills & Nash (CSN) e Crosby, Stills, Nash & Young (CSN&Y), mas já antes tinha tido relevância na formação inicial dos The Byrds onde se manteve de 1964 a 1967. Em particular no ano de 1966 a sua colaboração vai ser determinante na passagem do Folk-Rock para o Rock Psicadélico presente no 3º álbum, "Fifth Dimension".
"Fifth Dimension" é um álbum mais experimental que os anteriores e é considerado um dos pioneiros do Rock Psicadélico. Em particular o Single editado em Março de 1966 onde a canção "Eight Miles High" (com "Why" no lado B) é para muitos a primeira canção da era do Rock Psicadélico.
David Crosby era um admirador da música indiana de Ravi Shankar e foi ele que deu a conhecer a George Harrison, durante a turné de 1965 dos The Beatles na América, a cultura e a música indiana (no ano seguinte George Harrison conhece Ravi Shankar e visita a Índia para estudar a cítara durante 6 semanas).
A admiração de David Crosby por Ravi Shankar (e John Coltrane) vão ser determinantes na música de "Eight Miles High" e no lado B "Why".
Para audição segue "Why" onde, é de notar, o grupo não utiliza qualquer instrumento indiano, o som da cítara é simulado por Roger McGuinn na guitarra.
The Byrds - Why
Para uns recordações, para outros descobertas. São notas passadas, musicais e não só...
sábado, 9 de janeiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
The Rolling Stones - Paint It Black
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
The Rolling Stones, claro!, na sua rivalidade com The Beatles também não podiam ficar imunes às influências da música indiana.
Se The Beatles introduziam, em 1965, a cítara na canção "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" no álbum "Rubber Soul", em 1966 é a vez dos The Rolling Stones explorarem novos estilos na música Rock. A parceria Mick Jagger, Keith Richard assina pela primeira vez todos os temas no álbum "Aftermath" e Brian Jones toca uma panóplia de instrumentos até aí estranhos ao grupo.
"Paint It Black", editado em Single no Reino Unido posteriormente à saída de "Aftermath" e incluído na edição americana de "Aftermath", é mais um tema assinado pela dupla Mick Jagger/Keith Richard e vai ser um marco na evolução sonora dos The Rolling Stones em direção ao Rock psicadélico que se iniciava.
Brian Jones, que entretanto perdia a liderança do grupo em favor de Mick Jagger, toca a cítara dominante neste tema, acrescentando uma agradável e inovadora complexidade que os próximos discos iriam manter.
"Paint It Black" é uma das grandes canções dos The Rolling Stones e de toda a década de 60.
The Rolling Stones - Paint It Black
The Rolling Stones, claro!, na sua rivalidade com The Beatles também não podiam ficar imunes às influências da música indiana.
Se The Beatles introduziam, em 1965, a cítara na canção "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" no álbum "Rubber Soul", em 1966 é a vez dos The Rolling Stones explorarem novos estilos na música Rock. A parceria Mick Jagger, Keith Richard assina pela primeira vez todos os temas no álbum "Aftermath" e Brian Jones toca uma panóplia de instrumentos até aí estranhos ao grupo.
"Paint It Black", editado em Single no Reino Unido posteriormente à saída de "Aftermath" e incluído na edição americana de "Aftermath", é mais um tema assinado pela dupla Mick Jagger/Keith Richard e vai ser um marco na evolução sonora dos The Rolling Stones em direção ao Rock psicadélico que se iniciava.
"Paint It Black" é uma das grandes canções dos The Rolling Stones e de toda a década de 60.
The Rolling Stones - Paint It Black
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
The Beatles - Love You To
A influência da música indiana na música Pop nos anos 60
O avançar da década de 60 vai trazer múltiplas novas influências musicais a serem incorporadas na sonoridade base do Rock. Novas misturas, fusões de géneros: o Jazz com o Rock e com o Folk, o Rock com o Blues, a música clássica e a música indiana; uma multiplicidade de novos instrumentos são adicionados à formação base dos grupo de Rock: a flauta, o violino, a harpa, o órgão, a cítara, são alguns exemplos.
Em particular a "descoberta" da cítara e da música indiana associada à meditação transcendental vão estar em meados dos anos 60 na génese de muitas canções posteriormente catalogadas de Raga-Rock (música Rock com fortes influências indianas em particular no utilização de instrumentos como a referida cítara e a tabla).
Oportunidade para alguns Regresso ao Passado dedicados a estes sons.
Para começar, nada melhor que The Beatles, provavelmente, os pioneiros nestas novas abordagens.
Em particular George Harrison, primeiro ao aprender a tocar cítara após ter conhecido o músico indiano Ravi Shankar, depois na prática da meditação transcendental com o guru Maharishi Yogi.
Já por aqui passámos "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" do álbum "Rubber Soul", naquela que terá sido a primeira canção Pop a utilizar a cítara, no ano seguinte em "Revolver" uma nova canção reflecte, ainda mais profundamente, a influência da música indiana. "Love You To", também escrita por George Harrison e ao que parece sob inspiração de alucinogénios, é a escolha para este Regresso ao Passado.
The Beatles - Love You To
O avançar da década de 60 vai trazer múltiplas novas influências musicais a serem incorporadas na sonoridade base do Rock. Novas misturas, fusões de géneros: o Jazz com o Rock e com o Folk, o Rock com o Blues, a música clássica e a música indiana; uma multiplicidade de novos instrumentos são adicionados à formação base dos grupo de Rock: a flauta, o violino, a harpa, o órgão, a cítara, são alguns exemplos.
Em particular a "descoberta" da cítara e da música indiana associada à meditação transcendental vão estar em meados dos anos 60 na génese de muitas canções posteriormente catalogadas de Raga-Rock (música Rock com fortes influências indianas em particular no utilização de instrumentos como a referida cítara e a tabla).
Oportunidade para alguns Regresso ao Passado dedicados a estes sons.
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| The Beatles em 1966 |
Para começar, nada melhor que The Beatles, provavelmente, os pioneiros nestas novas abordagens.
Em particular George Harrison, primeiro ao aprender a tocar cítara após ter conhecido o músico indiano Ravi Shankar, depois na prática da meditação transcendental com o guru Maharishi Yogi.
Já por aqui passámos "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" do álbum "Rubber Soul", naquela que terá sido a primeira canção Pop a utilizar a cítara, no ano seguinte em "Revolver" uma nova canção reflecte, ainda mais profundamente, a influência da música indiana. "Love You To", também escrita por George Harrison e ao que parece sob inspiração de alucinogénios, é a escolha para este Regresso ao Passado.
The Beatles - Love You To
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Donovan - Universal Soldier
Com o impulso de Bob Dylan a cena Folk teve um desenvolvimento ímpar em quantidade, qualidade e diversidade de propostas. Múltiplos projectos musicais, abordando diferentes matizes do Folk se desenvolveram, Country-Folk, Electric-Folk, Folk-Rock foram alguns dos sub-géneros então surgidos; um manancial de intérpretes se destacaram, nos Estados Unidos, dos The Mamas and Papas a Simon and Garfunkel, The Byrds a Neil Young, na Grã-Bretanha de Donovan, Bert Jansch aos populares Steeleye Span, sem esquecer os Fairport Convention.
Matéria de sobra para muitos, muitos e bons Regresso ao Passado, por agora, Donovan.
No ano de 1965, Donovan editou 3 Singles, 1 EP e 2 LP, passou de um desconhecido a uma reconhecida Pop Star.
À época Donovan foi considerado como a resposta europeia a Bob Dylan e as comparações não se fizeram esperar. Dois meses separam as edições de "Bringing It All Back Home", o 5º álbum de Bob Dylan e "What's Bin Did And What's Bin Hid" o primeiro longa duração de Donovan e o jornal britânico "Melody Maker" sob o título "Donovan and Dylan Again" escrevia:
"Donovan's LP... can only emphasise the British singer's allegiance to the Dylan camp of singing...
While Bob's lyrics have the vision and depth, Donovan's have the romance of youth... Donovan's performances are vocally sweet; Dylan's are more raw."
Pese as semelhanças iniciais, Donovan, ao escrever maior parte das canções que interpretava, rapidamente criou a sua própria atmosfera, uma imagem hippie e um estilo musical que podemos rotular de Folk psicadélico, tornaram-no num dos mais originais cantores da década de 60.
"Universal Soldier" não é um original de Donovan mas sim da cantora Folk canadiana Buffy Sainte-Marie. É, no entanto, na versão de Donovan que vai ganhar notoriedade na edição em formado de EP, em 1965.
Donovan - Universal Soldier
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Bob Dylan - Master of War
Se The Beatles foram no Reino Unido os principais responsáveis na elaboração e popularização da nova música Pop-Rock dos anos 60, no outro lado do Atlântico é Bob Dylan a personagem mais importante em todo o processo criativo do novo Folk e depois do Folk-Rock que vai dominar a transformação musical naquela década.
"Bob Dylan que anuncia nas suas canções a transformação dos tempos, mudou-os realmente num aspecto. Efectivamente, deixara a canção antiga, a estupidez banal e conferiu a ele mesmo a segurança do letrista consciente, que é de facto. Nas suas primeiras canções, baladas folclóricas no estilo do seu grande ídolo Woody Guthrie, manifesta uma crítica concreta, directa e compreensiva. Enumera claramente os culpados: os master of war, que tiram proveito das guerras; os hipócritas para os quais Deus está sempre no lado conveniente; os anticomunistas profissionais, os representantes da segregação racial, réus de tantas mortes. Enumera ainda com clareza, os crimes, e os seus autores. Mas apesar de tudo, nenhuma das canções é mera propaganda política. As canções de Bob Dylan são demasiado pessoais na sua letra, música e interpretação." no livro "O Mundo da Música Pop".
É ao 2º LP de Bob Dylan, "The Freewheelin' Bob Dylan", gravado e ditado em 1963, recheado de canções que fizeram história, que vamos buscar a canção "Master of War".
Adaptada de um tradicional, "Master of War" é uma canção de protesto contra a guerra fria, ou melhor dizendo, segundo o próprio Bob Dylan, "Master of War" não é uma canção antiguerra mas sim uma canção pacifista.
"Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build all the bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks.
..."
é o início de "Master of War" que agora fica para audição.
Bob Dylan - Master of War
"Bob Dylan que anuncia nas suas canções a transformação dos tempos, mudou-os realmente num aspecto. Efectivamente, deixara a canção antiga, a estupidez banal e conferiu a ele mesmo a segurança do letrista consciente, que é de facto. Nas suas primeiras canções, baladas folclóricas no estilo do seu grande ídolo Woody Guthrie, manifesta uma crítica concreta, directa e compreensiva. Enumera claramente os culpados: os master of war, que tiram proveito das guerras; os hipócritas para os quais Deus está sempre no lado conveniente; os anticomunistas profissionais, os representantes da segregação racial, réus de tantas mortes. Enumera ainda com clareza, os crimes, e os seus autores. Mas apesar de tudo, nenhuma das canções é mera propaganda política. As canções de Bob Dylan são demasiado pessoais na sua letra, música e interpretação." no livro "O Mundo da Música Pop".
É ao 2º LP de Bob Dylan, "The Freewheelin' Bob Dylan", gravado e ditado em 1963, recheado de canções que fizeram história, que vamos buscar a canção "Master of War".
Adaptada de um tradicional, "Master of War" é uma canção de protesto contra a guerra fria, ou melhor dizendo, segundo o próprio Bob Dylan, "Master of War" não é uma canção antiguerra mas sim uma canção pacifista.
"Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build all the bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks.
..."
é o início de "Master of War" que agora fica para audição.
Bob Dylan - Master of War
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
The Rolling Stones - Street Fighting Man
A contestação política do ano de 1968 verificava-se um pouco por todo lado, em particular nos Estados Unidos, mas também em Inglaterra, na contestação à Guerra do Vietname, e em França na revolta estudantil no que ficou conhecido pelo Maio de 68. A música Rock constituía uma forma de contestação ao sistema estabelecido.
The Beatles e The Rolling Stones não foram imunes à situação política, pelo contrário, algumas canções reflectiam preocupações sociais. "All You Need Is Love", "Revolution", por parte dos The Beatles, "Satisfaction" e "Street Fighting Man" pelos The Rolling Stones são disso exemplo.
"Os Rolling Stones continuaram a actuar exclusivamente para o público jovem. Os principais actos deste público durante a segunda metade dos anos sessenta foram as manifestações e a resistência ao sistema autoritário da sociedade em que viviam. Os Rolling Stones sentiam na pele esta evolução e dirigiram a sua música até ela: com uma canção sobre a frustração geral (satisfaction), com outra sobre a emancipação sexual (Let's spend the night together) e com uma canção comercial sobre a revolução (Street Fighting Man)." do livro "O Mundo da Música Pop".
"Let´s Spend The Night Together" foi proibido nos Estados Unidos em diversas estações de rádio e
"Street Fighting Man " também é proibida em diversas cidades dos Estados Unidos.
"Ouço por todo o lado o som de pés que marcham e carregam
É que chegou o verão e é altura ideal para combater nas ruas.
Mas o que pode um pobre rapaz fazer
Senão tocar num conjunto de rock'n'roll
Porque na sonolenta cidade de Londres
Não há lugar para os guerrilheiros urbanos.
..."
início de "Street Fighting Man", eram The Rolling Stones e o ano o de 1968.
The Rolling Stones - Street Fighting Man
The Beatles e The Rolling Stones não foram imunes à situação política, pelo contrário, algumas canções reflectiam preocupações sociais. "All You Need Is Love", "Revolution", por parte dos The Beatles, "Satisfaction" e "Street Fighting Man" pelos The Rolling Stones são disso exemplo.
"Os Rolling Stones continuaram a actuar exclusivamente para o público jovem. Os principais actos deste público durante a segunda metade dos anos sessenta foram as manifestações e a resistência ao sistema autoritário da sociedade em que viviam. Os Rolling Stones sentiam na pele esta evolução e dirigiram a sua música até ela: com uma canção sobre a frustração geral (satisfaction), com outra sobre a emancipação sexual (Let's spend the night together) e com uma canção comercial sobre a revolução (Street Fighting Man)." do livro "O Mundo da Música Pop".
"Let´s Spend The Night Together" foi proibido nos Estados Unidos em diversas estações de rádio e
"Street Fighting Man " também é proibida em diversas cidades dos Estados Unidos.
"Ouço por todo o lado o som de pés que marcham e carregam
É que chegou o verão e é altura ideal para combater nas ruas.
Mas o que pode um pobre rapaz fazer
Senão tocar num conjunto de rock'n'roll
Porque na sonolenta cidade de Londres
Não há lugar para os guerrilheiros urbanos.
..."
início de "Street Fighting Man", eram The Rolling Stones e o ano o de 1968.
The Rolling Stones - Street Fighting Man
domingo, 3 de janeiro de 2016
The Beatles - Yesterday
A competição entre The Beatles e The Rolling Stones é bem conhecida. A popularidade, os discos gravados, o nº de discos vendidos, os concertos, a roupa, os penteados tudo foi alvo de comparação. A evolução musical dos dois conjuntos também o foi, em "O Mundo da Música Pop" lê-se:
"Os Beatles orientaram a sua música progressivamente no sentido de um beat familiar com música simples. Os Rolling Stones, por sua vez, baseavam-se no protesto dos negros norte-americanos, de aceitação muito mais difícil.".
"Help!" o quinto álbum dos The Beatles editado em 1965 contem a canção que mais versões teve em toda a história da música popular, "Yesterday". Uma melodia sonhada por Paul McCartney, cuja letra foi escrita em Portugal, em Maio de 1965, quando ia a caminho do Algarve. Gravada em Junho e editada pela primeira vez em Agosto na álbum "Help!".
"Yesterday", uma balada à qual foi adicionada um quarteto de cordas, era uma das canções mais melodiosas que The Beatles tinham editado e que com certeza ajudou à aceitação dos The Beatles por outras gerações. A consideração pelos The Beatles era então total, em 12 de Junho de 1965 eram condecorados, pela rainha, com a ordem do império britânico.
Mas com o LSD e o psicadelismo prestes a chegar o ar composto dos The Beatles iria terminar e a melhor produção musical iria começar.
Agora é tempo para "Yesterday", eram The Beatles (ou direi Paul McCartney e um quarteto de cordas?) e talvez o seu maior êxito.
The Beatles - Yesterday
"Os Beatles orientaram a sua música progressivamente no sentido de um beat familiar com música simples. Os Rolling Stones, por sua vez, baseavam-se no protesto dos negros norte-americanos, de aceitação muito mais difícil.".
"Help!" o quinto álbum dos The Beatles editado em 1965 contem a canção que mais versões teve em toda a história da música popular, "Yesterday". Uma melodia sonhada por Paul McCartney, cuja letra foi escrita em Portugal, em Maio de 1965, quando ia a caminho do Algarve. Gravada em Junho e editada pela primeira vez em Agosto na álbum "Help!".
"Yesterday", uma balada à qual foi adicionada um quarteto de cordas, era uma das canções mais melodiosas que The Beatles tinham editado e que com certeza ajudou à aceitação dos The Beatles por outras gerações. A consideração pelos The Beatles era então total, em 12 de Junho de 1965 eram condecorados, pela rainha, com a ordem do império britânico.
Mas com o LSD e o psicadelismo prestes a chegar o ar composto dos The Beatles iria terminar e a melhor produção musical iria começar.
Agora é tempo para "Yesterday", eram The Beatles (ou direi Paul McCartney e um quarteto de cordas?) e talvez o seu maior êxito.
The Beatles - Yesterday
sábado, 2 de janeiro de 2016
The Rolling Stones - Come On
"Gravaram a fita e enviaram-na a Alexis Korner (Ex-membro do conjunto de Chris Barbey e, antes disso, um dos primeiros instrumentistas de blues, da Inglaterra). Mandaram-lhe a gravação porque sabiam antecipadamente que ele compreenderia o estilo. Por outro lado, sabiam igualmente que, naquela altura, a sua opinião pesava muito no seio do Club Marquee de Londres. Acreditavam ser aquela a oportunidade decisiva para aparecer em grande estilo. Korner, director de «Alexis Korner Blues-Incorporated», convidou Mick Jagger, Keith Richard e Dick Taylor. Tinham conseguido a sua primeira actuação e foi nessa altura que encontraram Charlie Watts e Brian Jones. Pouco depois, Bill Wyman juntou-se-lhes, tendo Dick Taylor abandonado o grupo. O conjunto Rolling Stones estava completo." assim começa o capítulo "A inovação Pop" de "O Mundo da Música Pop".
Formados com pouco atraso em relação aos The Beatles, tiveram a primeira actuação como The Rolling Stones, em 1962, no Marquee Club onde actuava Alexis Korner. No início de 1963 a formação clássica dos The Rolling Stones estava constituída: Mick Jagger, Keith Richard, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts (Ian Stewart nas teclas sai em Maio de 1963). É esta formação que vai gravar o primeiro Single do grupo com as versões de "Come On" de Chuck Berry e "I Want To Be Loved" de Willie Dixon (já The Beatles tinham editado vários Single e um LP).
The Rolling Stones e The Beatles constituíram-se como os maiores representantes da Pop inglesa e os mais influentes nos Estados Unidos. Musicalmente com origens diferentes, The Beatles ligados ao Merseybeat de Liverpool e The Rolling Stones ao Blues londrino, destronam o Rock instrumental dominante até 1963 dos ingleses The Shadows, e vão constituir as bases da nova música Rock que vai revolucionar os anos 60.
A evolução musical, e não só, dos dois conjuntos vai ser distinta, enquanto que The Beatles vão progressivamente suavizar a sua música e ganhar adeptos em gerações mais adultas, The Rolling Stones numa atitude mais agressiva vão ficar conectados com uma juventude mais irreverente.
"Os Rolling Stones eram exactamente o oposto dos Beatles. Enquanto estes difundiam uma aura de inteligência bem temperada com uma amabilidade total, os Rolling Stones espantavam tudo e todos com o cabelo comprido em demasia e o seu aspecto geral de rebeldes." também em "O Mundo da Música Pop".
"Come On" o primeiro disco dos The Rolling Stones para audição.
The Rolling Stones - Come On
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
The Unthanks - Died For Love
Não conheço suficientemente bem a música feita actualmente para me pronunciar categoricamente sobre o que de melhor o ano de 2015 produziu, mas não deixo de ter a minha modesta opinião.
Sem, nos últimos anos, ter ocorrido algum novo e significativo movimento musical, assiste-se, em meu entender, ao remexer no baú das recordações dos últimos 50 anos e em trazer cá para fora velhos sons remisturados e servidos com novas roupagens Soft-Rock ou Indie-Pop. Refeições requentadas, que por muito boas que sejam não ultrapassam as originais frescas e saborosas.
E, em 2015, lá fomos ouvindo, entre o melhor, Kurt Vile, FKA twigs, The Apartments (estes mais antigos), Julia Holter, David Corley, Ryley Walker, Siskiyou mas nada que nos deixe verdadeiramente deslumbrados.
E quanto aos sobreviventes dos anos 60, como foi o ano de 2015?
Mais uma vez Richard Thompson não desiludiu e apresenta-nos mais um belo álbum (CD+EP) “Still”, The Gardian escreve “Thompson is still unique”, esperemos que por muitos anos.
Van Morrison há três anos (uma eternidade!) sem originais edita em 2015 “Duets: Re-Working the Catalog”, adoro Van Morrison mas esta velha e gasta ideia de efectuar duetos não me convence. Aguardemos por algo novo deste velho Van Morrison.
David Bowie, não foi em 2015, é já dia 8 que sai o novo registo de nome “Blackstar”, esperemos que corresponda às expectativas. Pela amostra já conhecida, exploração de sonoridades de difícil assimilação à primeira audição.
Faltaram à chamada, entre outros, Bob Dylan e Robert Wyatt.
Neil Young, sempre ele. Sempre em actividade! O álbum “The Monsanto Years”, o 36º disco de originais, gravado com o grupo Promise of the Real (dos filhos de Willie Nelson) é a cruzada de Neil Young contra a empresa Monsanto (multinacional produtora de pesticidas, herbicidas, e sementes geneticamente manipuladas) e, felizmente, não desilude. Ainda tempo para mais um duplo álbum “Bluenote Café”, que Neil Young foi buscar aos seus famosos arquivos (Archives Performance Series), neste caso gravações ao vivo de 1987/8.
Finalmente a minha escolha do ano findo.
As irmãs Rachel e Becky Unthank produzem no duo The Unthanks a melhor música popular que se vai fazendo neste milénio. Em 2015 é com “Mount the Air” que The Unthanks nos encantam ao trazer a música tradicional para uma sonoridade única e inconfundível como há muito não se ouvia. Definitivamente, um dos pontos mais altos da música popular dos últimos anos.
“Died for Love” um tradicional superiormente recuperado para os tempos modernos.
The Unthanks - Died For Love
Sem, nos últimos anos, ter ocorrido algum novo e significativo movimento musical, assiste-se, em meu entender, ao remexer no baú das recordações dos últimos 50 anos e em trazer cá para fora velhos sons remisturados e servidos com novas roupagens Soft-Rock ou Indie-Pop. Refeições requentadas, que por muito boas que sejam não ultrapassam as originais frescas e saborosas.
E, em 2015, lá fomos ouvindo, entre o melhor, Kurt Vile, FKA twigs, The Apartments (estes mais antigos), Julia Holter, David Corley, Ryley Walker, Siskiyou mas nada que nos deixe verdadeiramente deslumbrados.
E quanto aos sobreviventes dos anos 60, como foi o ano de 2015?
Mais uma vez Richard Thompson não desiludiu e apresenta-nos mais um belo álbum (CD+EP) “Still”, The Gardian escreve “Thompson is still unique”, esperemos que por muitos anos.
Van Morrison há três anos (uma eternidade!) sem originais edita em 2015 “Duets: Re-Working the Catalog”, adoro Van Morrison mas esta velha e gasta ideia de efectuar duetos não me convence. Aguardemos por algo novo deste velho Van Morrison.
David Bowie, não foi em 2015, é já dia 8 que sai o novo registo de nome “Blackstar”, esperemos que corresponda às expectativas. Pela amostra já conhecida, exploração de sonoridades de difícil assimilação à primeira audição.
Faltaram à chamada, entre outros, Bob Dylan e Robert Wyatt.
Neil Young, sempre ele. Sempre em actividade! O álbum “The Monsanto Years”, o 36º disco de originais, gravado com o grupo Promise of the Real (dos filhos de Willie Nelson) é a cruzada de Neil Young contra a empresa Monsanto (multinacional produtora de pesticidas, herbicidas, e sementes geneticamente manipuladas) e, felizmente, não desilude. Ainda tempo para mais um duplo álbum “Bluenote Café”, que Neil Young foi buscar aos seus famosos arquivos (Archives Performance Series), neste caso gravações ao vivo de 1987/8.
Finalmente a minha escolha do ano findo.
As irmãs Rachel e Becky Unthank produzem no duo The Unthanks a melhor música popular que se vai fazendo neste milénio. Em 2015 é com “Mount the Air” que The Unthanks nos encantam ao trazer a música tradicional para uma sonoridade única e inconfundível como há muito não se ouvia. Definitivamente, um dos pontos mais altos da música popular dos últimos anos.
“Died for Love” um tradicional superiormente recuperado para os tempos modernos.
The Unthanks - Died For Love
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Blitz Nº 61 de 31 de Dezembro de 1985
Jornal "Blitz"
Há 30 anos saiu o nº 61 do jornal de divulgação musical Blitz, foi a 31 de Dezembro e por isso com muitas retrospectivas do ano de 1985 que terminava.
- A capa destacava o que seria um texto no seu interior "1985: O Ano da América" e ainda o grupo californiano Lone Justice.
- Na página dois o destaque maior ia para o jornal "Melody Maker" e a campanha contra a heroína.
- Na página três o artigo da capa "1985: O Ano da América" de autoria de Manuel Falcão. Paradoxalmente sustenta-se que sendo a história da América expansionista, "...1985 foi o ano em que isso aconteceu de forma mais marcada nos últimos 20 anos em matéria musical" e afirma-se "Do lado da América, salvo raras excepções, não se avança - estagna-se na procura absurda do cada vez mais belo mas cada vez mais igual" para de seguida se defender que "Não é o mesmo o panorama da música britânica, a única que no ano que passou manteve algum brio de criatividade e que, com maior frequência, conseguiu conjugar a descoberta e a qualidade com a popularidade.". E refere-se Kate Bush, Scritti Politti, Jesus And The Mary Chain, Prefab Sprout, Felt e Latin Quartier.
Ainda na página dois o ano de 1985 em retrospectiva: os Onze Discos Portugueses, Seis Grupos Portugueses ao Vivo, Espectáculos do Ano, 22 Singles e Ma-xi-Singles Estrangeiros Editados em Portugal, 22 LP's Estrangeiros Editados em Portugal, Seis Temas Editados e Ignominiosamente desprezados pela Rádio, Duas Bandas Sonoras e uma Lista de Faltas de discos ainda não editados em Portugal.
- Página quatro com Os 25 mais 1985 do "Melody Maker" sendo o nº 1 "The Power of Love" da Jennifer Rush. Notícia ainda para o concerto dos Mler Ife Dada no Porto.
- Na página cinco sob o título Do Céu Caiu Uma Estrela para destacar o papel das mulheres no ano de 1985, Kate Bush, Mathilde Santing, Virginia Astley, Emmylou Harris, etc. e por fim "Lone Justice e a magnífica Maria McKee.
Página seis com a rúbrica Feira da Ladra somos lembrados que há 20 anos "Day Tripper/We Can Work It Out" dos The Beatles ocupava o 1º lugar na Grã-Bretanha e a rúbrica Busca no Sótão fala-nos das reedições dos "velhinhos" no ano de 1985 de Leonard Cohen a Elvis Presley.
- Página sete ocupada o grupo "electric-folk-music" Green on Red, A América «After The Gold Rush».
- Página oito e nove com artigo único O Ano de Todas as Cópias, "Revivendo cada disco que ouviram na infância como a pureza da música popular, os músicos jovens e outros mais idosos tornaram-se magníficos adaptadores, os melhores, investindo criatividade na recriação son«bre o tema, e os piores contribuíram para a mediocridade generalizada que faz da música popular caixote de lixo da cultura de massa.", assim começa o artigo.
- Páginas centrais para os Lone Justice, «Quando Surgimos Constituímos um Fenómeno Totalmente Novo».
- Em frente que a página doze só tem Pregões e Declarações.
- Página treze dá Uma Olhadela Sobre o Heavy em Portugal em 1985 e a conclusão é que "quase nada aconteceu". Ainda Discos Precisos em que o destaque era o duplo de platina de Amália Rodrigues, "O Melhor de Amália, Volume Primeiro.
- Página catorze fica-se pelas Rondas Nocturnas onde são referidos entre outros bares e discotecas, o Plateau, o Frágil, a Ocarina, o Café Concerto, o Rock House, o Jamaica.
- Página quinze com o Cardápio, Especial Reveillon, as escolhas para passar o ano.
- Nas páginas dezasseis e dezassete 1985: Um Ano de Balanço, com as escolhas do ano:
Álbum do ano para prensagens nacionais - Tom Waits com "Rain Dog"
Álbum estrangeiro sem prensagem nacional - Frank Zappa com "Thing-Fish"
A revelação do ano - Lone Justice
Melhor disco português - Fausto com "O Despertar do Alquimista"
- Páginas dezoito e dezanove os Top de Portugal, EUA e Grã-Bretanha e a decepção é total com, respectivamente, "Top Jackpot 85", Banda sonora de Miami Vice e "Now The Christmas Album, salva-se a lista de Independentes na Grã-Bretanha com a colectânea "1979-1983" dos Bauhaus.
- Finalmente página vinte com O Prazer da Música Country sobre a edição em Portugal de duas colectâneas designadas "Country Life".
Há 30 anos saiu o nº 61 do jornal de divulgação musical Blitz, foi a 31 de Dezembro e por isso com muitas retrospectivas do ano de 1985 que terminava.
- Na página dois o destaque maior ia para o jornal "Melody Maker" e a campanha contra a heroína.
- Na página três o artigo da capa "1985: O Ano da América" de autoria de Manuel Falcão. Paradoxalmente sustenta-se que sendo a história da América expansionista, "...1985 foi o ano em que isso aconteceu de forma mais marcada nos últimos 20 anos em matéria musical" e afirma-se "Do lado da América, salvo raras excepções, não se avança - estagna-se na procura absurda do cada vez mais belo mas cada vez mais igual" para de seguida se defender que "Não é o mesmo o panorama da música britânica, a única que no ano que passou manteve algum brio de criatividade e que, com maior frequência, conseguiu conjugar a descoberta e a qualidade com a popularidade.". E refere-se Kate Bush, Scritti Politti, Jesus And The Mary Chain, Prefab Sprout, Felt e Latin Quartier.
Ainda na página dois o ano de 1985 em retrospectiva: os Onze Discos Portugueses, Seis Grupos Portugueses ao Vivo, Espectáculos do Ano, 22 Singles e Ma-xi-Singles Estrangeiros Editados em Portugal, 22 LP's Estrangeiros Editados em Portugal, Seis Temas Editados e Ignominiosamente desprezados pela Rádio, Duas Bandas Sonoras e uma Lista de Faltas de discos ainda não editados em Portugal.
- Página quatro com Os 25 mais 1985 do "Melody Maker" sendo o nº 1 "The Power of Love" da Jennifer Rush. Notícia ainda para o concerto dos Mler Ife Dada no Porto.
- Na página cinco sob o título Do Céu Caiu Uma Estrela para destacar o papel das mulheres no ano de 1985, Kate Bush, Mathilde Santing, Virginia Astley, Emmylou Harris, etc. e por fim "Lone Justice e a magnífica Maria McKee.
Página seis com a rúbrica Feira da Ladra somos lembrados que há 20 anos "Day Tripper/We Can Work It Out" dos The Beatles ocupava o 1º lugar na Grã-Bretanha e a rúbrica Busca no Sótão fala-nos das reedições dos "velhinhos" no ano de 1985 de Leonard Cohen a Elvis Presley.
- Página sete ocupada o grupo "electric-folk-music" Green on Red, A América «After The Gold Rush».
- Página oito e nove com artigo único O Ano de Todas as Cópias, "Revivendo cada disco que ouviram na infância como a pureza da música popular, os músicos jovens e outros mais idosos tornaram-se magníficos adaptadores, os melhores, investindo criatividade na recriação son«bre o tema, e os piores contribuíram para a mediocridade generalizada que faz da música popular caixote de lixo da cultura de massa.", assim começa o artigo.
- Páginas centrais para os Lone Justice, «Quando Surgimos Constituímos um Fenómeno Totalmente Novo».
- Em frente que a página doze só tem Pregões e Declarações.
- Página treze dá Uma Olhadela Sobre o Heavy em Portugal em 1985 e a conclusão é que "quase nada aconteceu". Ainda Discos Precisos em que o destaque era o duplo de platina de Amália Rodrigues, "O Melhor de Amália, Volume Primeiro.
- Página catorze fica-se pelas Rondas Nocturnas onde são referidos entre outros bares e discotecas, o Plateau, o Frágil, a Ocarina, o Café Concerto, o Rock House, o Jamaica.
- Página quinze com o Cardápio, Especial Reveillon, as escolhas para passar o ano.
- Nas páginas dezasseis e dezassete 1985: Um Ano de Balanço, com as escolhas do ano:
Álbum do ano para prensagens nacionais - Tom Waits com "Rain Dog"
Álbum estrangeiro sem prensagem nacional - Frank Zappa com "Thing-Fish"
A revelação do ano - Lone Justice
Melhor disco português - Fausto com "O Despertar do Alquimista"
- Páginas dezoito e dezanove os Top de Portugal, EUA e Grã-Bretanha e a decepção é total com, respectivamente, "Top Jackpot 85", Banda sonora de Miami Vice e "Now The Christmas Album, salva-se a lista de Independentes na Grã-Bretanha com a colectânea "1979-1983" dos Bauhaus.
- Finalmente página vinte com O Prazer da Música Country sobre a edição em Portugal de duas colectâneas designadas "Country Life".
Conjunto Tony Araújo - Voo de Moscardo
É quase inexistente informação sobre o Conjunto Tony Araújo. Trata-se de um conjunto do Porto que fez parte do movimento inicial do Ié-Ié e que acompanhou o rocker portuense Armindo da Costa mais conhecido por Armindo do Rock.
Sabe-se que este, aos 17 anos, era acompanhado pelo Conjunto Tony Araújo e que por volta de 1962 esteve na origem da formação dos Blusões Negros. Em Abril de 1965 realizou-se o 1º Grande Festival de Shake Rock'n'Roll no Cinema Águia d'Ouro, no Porto, onde participaram entre outros o Armindo do Rock e o Tony Araújo (provavelmente o conjunto deste a acompanhar aquele)
Com data provável de 1965, o único EP editado pelo Conjunto Tony Araújo contem 4 faixas:
- Vem Vem Querida
- Foge de Mim
- Não Sou Digno de Ti
- Voo de Moscardo
"Vem Vem Querida" é uma versão em português da canção "Viens Ma Brune", original de Salvatore Adamo de 1965. "Foge de Mim" original talvez de Armindo do Rock. "Não Sou Digno de Ti" versão portuguesa de "No So Degno di Te", original de Gianni Morandi de 1964. Finalmente o "Voo de Moscardo" versão pop do clássico de Rimsky-Korsakov.
Numa sonoridade a manifestar influências claras dos britânicos The Shadows ficamos com o instrumental "Voo de Moscardo"
Conjunto Tony Araújo - Voo de Moscardo
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Jaime Nascimento - Eu Sei Que Vais Partir
Reproduzimos parte da notícia do Jornal de Notícias de 27 de Dezembro último sobre a morte de Jaime Nascimento:
"O músico português Jaime Nascimento, um dos primeiros a tocar guitarra elétrica em Portugal, morreu hoje em Cascais, aos 95 anos
Jaime Nascimento foi, em 1952, um dos fundadores do Conjunto de Mário Simões e ao longo da carreira trabalhou com artistas como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Simone de Oliveira, Tony de Matos e Maria Clara.
...
Uma das últimas atuações de Jaime Nascimento foi em 2010, em Lisboa, como convidado de um concerto do Real Combo Lisbonense, com o qual interpretou, aos 90 anos, o tema "A borracha do Rocha", que tinha sido gravado décadas antes pelo guitarrista.
À agência Lusa, o investigador João Carlos Callixto explicou que Jaime Nascimento, a par de Carlos Menezes, foi um dos pioneiros da guitarra elétrica em Portugal, ainda nos anos 1940.
Depois da fundação do Conjunto de Mário Simões, o guitarrista foi o único músico constante nas formações seguintes do grupo de música ligeira Conjunto Hélder Reis, onde era vocalista, e Quarteto de Mário Simões. Com o Conjunto de Mário Simões gravou o em disco a música "Canção do Mar", em 1953, que a fadista Amália Rodrigues gravaria posteriormente.
No formato quarteto, Jaime Nascimento gravou um disco que, em 1962, incluiu a participação de Carlos do Carmo no fado "Loucura". Entre 1959 e 1961, Jaime Nascimento também gravou em nome próprio, tendo editado três EP.
Em 1975, Jaime Nascimento fez parte do conjunto de Shegundo Galarza, com quem trabalhou até à morte deste, em 2003. "
Deste pioneiro da guitarra eléctrica em Portugal recordamos a canção "Sei Que Vais Partir" com data provável de 1958. Ficamos com Jaime Nascimento aqui com o Conjunto Hélder Reis, a ele havemos de voltar.
Jaime Nascimento - Eu Sei Que Vais Partir
"O músico português Jaime Nascimento, um dos primeiros a tocar guitarra elétrica em Portugal, morreu hoje em Cascais, aos 95 anos
Jaime Nascimento foi, em 1952, um dos fundadores do Conjunto de Mário Simões e ao longo da carreira trabalhou com artistas como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Simone de Oliveira, Tony de Matos e Maria Clara.
...
Uma das últimas atuações de Jaime Nascimento foi em 2010, em Lisboa, como convidado de um concerto do Real Combo Lisbonense, com o qual interpretou, aos 90 anos, o tema "A borracha do Rocha", que tinha sido gravado décadas antes pelo guitarrista.
À agência Lusa, o investigador João Carlos Callixto explicou que Jaime Nascimento, a par de Carlos Menezes, foi um dos pioneiros da guitarra elétrica em Portugal, ainda nos anos 1940.
Depois da fundação do Conjunto de Mário Simões, o guitarrista foi o único músico constante nas formações seguintes do grupo de música ligeira Conjunto Hélder Reis, onde era vocalista, e Quarteto de Mário Simões. Com o Conjunto de Mário Simões gravou o em disco a música "Canção do Mar", em 1953, que a fadista Amália Rodrigues gravaria posteriormente.
No formato quarteto, Jaime Nascimento gravou um disco que, em 1962, incluiu a participação de Carlos do Carmo no fado "Loucura". Entre 1959 e 1961, Jaime Nascimento também gravou em nome próprio, tendo editado três EP.
Em 1975, Jaime Nascimento fez parte do conjunto de Shegundo Galarza, com quem trabalhou até à morte deste, em 2003. "
Deste pioneiro da guitarra eléctrica em Portugal recordamos a canção "Sei Que Vais Partir" com data provável de 1958. Ficamos com Jaime Nascimento aqui com o Conjunto Hélder Reis, a ele havemos de voltar.
Jaime Nascimento - Eu Sei Que Vais Partir
Conjunto de Jaime João - Marcianita
Tocavam em bailes de estudantes e associações recreativas, a música era tipicamente de baile, canções italianas românticas faziam parte do repertório, eram do Porto e davam pelo nome de Conjunto de Jaime João.
O Conjunto de Jaime João teve curta duração. Segundo o blog Under Review o conjunto era formado por 4 músicos: Jaime João (piano e voz), Adolfo Lapa (oriundo do Conjunto Walter Behrend na guitarra e voz), Jaime Lima (bateria) e Manuel Poças (contrabaixo). Com a emigração de Jaime João para o Brasil o conjunto termina, Jaime Lima vai passar por diversos conjuntos a saber: Conjunto Nova Vaga, Os Morgans e posteriormente o Conjunto Académico Orfeu.
Em 1961, o Conjunto de Jaime João grava um EP com 4 faixas designado "San Remo 1961", na realidade só duas faixas, "Al Di Lá" e "Carolina Dai", são do prestigiado Festival de San Remo, as outras duas são "I Go Ape" de Neil Sedaka e o Fox "Marcianita".
"Marcianita", grande êxito na voz do brasileiro Sérgio Murilo em 1959, com letra de Fernando Cesár (1917-1992), português de nascença, é a faixa escolhida deste EP do Conjunto de Jaime João. Também no mesmo ano "Marcianita" foi gravada pelo pioneiro do Rock'n'Roll nacional Daniel Bacelar.
Conjunto de Jaime João - Marcianita
O Conjunto de Jaime João teve curta duração. Segundo o blog Under Review o conjunto era formado por 4 músicos: Jaime João (piano e voz), Adolfo Lapa (oriundo do Conjunto Walter Behrend na guitarra e voz), Jaime Lima (bateria) e Manuel Poças (contrabaixo). Com a emigração de Jaime João para o Brasil o conjunto termina, Jaime Lima vai passar por diversos conjuntos a saber: Conjunto Nova Vaga, Os Morgans e posteriormente o Conjunto Académico Orfeu.
Em 1961, o Conjunto de Jaime João grava um EP com 4 faixas designado "San Remo 1961", na realidade só duas faixas, "Al Di Lá" e "Carolina Dai", são do prestigiado Festival de San Remo, as outras duas são "I Go Ape" de Neil Sedaka e o Fox "Marcianita".
"Marcianita", grande êxito na voz do brasileiro Sérgio Murilo em 1959, com letra de Fernando Cesár (1917-1992), português de nascença, é a faixa escolhida deste EP do Conjunto de Jaime João. Também no mesmo ano "Marcianita" foi gravada pelo pioneiro do Rock'n'Roll nacional Daniel Bacelar.
Conjunto de Jaime João - Marcianita
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Conjunto de Oliveira Muge - Piange con me
Entre os conjuntos que abrilhantavam os bailes, nos idos anos 60, no Café Progresso na praia do Furadouro, em Ovar, e que o meu pai lembrava, no capítulo dedicado ao Furadouro, no já citado livro "Ovar - A Paisagem e o Indivíduo", para além dos entretanto recordados Quarteto de Mário Simões e o Shegundo Galarza, estavam também conjuntos vareiros tendo sido o mais afamado o Conjunto de Oliveira Muge. A ele voltamos mais uma vez.
No Boletim da Junta de Freguesia de Ovar de Julho de 2012 de homenagem ao grupo vareiro Conjunto de Oliveira Muge consta uma imagem do jornal Primeiro de Janeiro, onde se publicitava o programa de rádio Cidade 68, em onda média, cujo título era “os dez mais (os 10 astros da canção mais populares)”, o primeiro lugar ia para Elvis Presley e em terceiro lugar estava o Oliveira Muge.
Presumo que reflexo tardio do êxito que foi “A Mãe” de 1966. Nesta altura já o conjunto tinha lançado o 4º e último EP gravado em Joanesburgo. Com 2 originais (de António Policarpo falecido em 2012) e 2 versões assim terminava a carreira em disco do Conjunto de Oliveira Muge. Entre as versões e a abrir o EP estava “Piange con me” êxito do conjunto britânico The Rokes.
O conjunto manteve-se activo até cerca de 1974 e reapareceu em 1976 actuando durante vários anos novamente no Café Progresso na praia do Furadouro, em Ovar. Volta em 2008 sendo entretanto alvo de várias homenagens. Também em 2008 o tema “A Mãe” é recuperado na banda sonora do filme “Aquele querido mês de Agosto” de Miguel Gomes.
Segue a versão de “Piange com me” pelo Conjunto de Oliveira Muge.
Conjunto de Oliveira Muge - Piange con me
No Boletim da Junta de Freguesia de Ovar de Julho de 2012 de homenagem ao grupo vareiro Conjunto de Oliveira Muge consta uma imagem do jornal Primeiro de Janeiro, onde se publicitava o programa de rádio Cidade 68, em onda média, cujo título era “os dez mais (os 10 astros da canção mais populares)”, o primeiro lugar ia para Elvis Presley e em terceiro lugar estava o Oliveira Muge.
Presumo que reflexo tardio do êxito que foi “A Mãe” de 1966. Nesta altura já o conjunto tinha lançado o 4º e último EP gravado em Joanesburgo. Com 2 originais (de António Policarpo falecido em 2012) e 2 versões assim terminava a carreira em disco do Conjunto de Oliveira Muge. Entre as versões e a abrir o EP estava “Piange con me” êxito do conjunto britânico The Rokes.
O conjunto manteve-se activo até cerca de 1974 e reapareceu em 1976 actuando durante vários anos novamente no Café Progresso na praia do Furadouro, em Ovar. Volta em 2008 sendo entretanto alvo de várias homenagens. Também em 2008 o tema “A Mãe” é recuperado na banda sonora do filme “Aquele querido mês de Agosto” de Miguel Gomes.
Segue a versão de “Piange com me” pelo Conjunto de Oliveira Muge.
Conjunto de Oliveira Muge - Piange con me
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Shegundo Galarza - Kanimambo
Shegundo Galarza é um dos conjuntos referidos pelo meu pai, no livro "Ovar - A Paisagem e o Indivíduo", como animadores dos bailes "que constituíram grandes acontecimentos de elegância e de convívio" e que se realizavam nos anos 60 no Café Progresso, na praia do Furadouro, em Ovar. Recordo-me, ainda pequeno, do anúncio de pelo menos uma das idas do Conjunto de Shegundo Galarza ao referido Café Progresso (ou seria no Hotel?) e de os meus pais a ele terem ido.
Shegundo Galarza (1924-2003), compositor, pianista e director de orquestra, de origem basca viajou para Portugal no final da década de 40, por cá ficou e por cá construiu a sua carreia musical. Foi uma das figuras mais destacadas da música ligeira com presença regular na RTP (quem se lembra do TV Clube?) com a sua orquestra de violinos e um guitarrista que o acompanhava sempre de nome Carlos Menezes (pioneiro da guitarra eléctrica em Portugal).
Trabalhou, como arranjador e director de orquestra, de acordo com a "Enciclopédia da Música em Portugal no século XX", com Amália Rodrigues, Carlos Paião, Frei Hermano da Câmara, Herman José, José Cid, Lara Li, Paulo de Carvalho, Tozé Brito, entre outros.
Para audição "Kanimambo" tema popular de Moçambique, grande êxito, em 1959, na voz de João Maria Tudela, aqui na versão instrumental de Shegundo Galarza. Quem sabe se os meus pais não dançaram ao som deste "Kanimambo".
Shegundo Galarza - Kanimambo
domingo, 27 de dezembro de 2015
Quarteto de Mário Simões - Doce Amor
Eram famosos os bailes do Café Progresso, em Ovar e no Furadouro. Em Ovar, na época do Carnaval e nas matinées dançantes de Domingo; no Furadouro, também no Carnaval e nas noites quentes de Verão.
Ao reler o primeiro livro do meu pai, “Ovar - A Paisagem e o Indivíduo” de 2001, num artigo dedicado ao Furadouro refere, no seu jeito peculiar de empolgar o que de bom a terra tinha, a propósito do espaço onde existiu o Café Progresso:
“Nos tempos da existência do café, noites inolvidáveis lá se passaram com a realização de bailes animadíssimos, praticamente todas as noites, ao som dos conjuntos vareiros do Zé Muge e do Redes, mas para onde eram convidados também os conjuntos mais famosos de então do país como, por exemplo, o Shegundo Galarza e o Mário Simões, em bailes brilhantíssimos que constituíram grandes acontecimentos de elegância e de convívio que terminavam altas horas da madrugada, bailes esses que ficaram célebres na vida social do Furadouro, tal como os que eram também levados a cabo no hotel.”
Oportunidade de voltarmos a Mário Simões que terá abrilhantado alguns bailes no Café Progresso, na praia do Furadouro. Mário Simões ou melhor Mário Simões e o seu Conjunto (ou ainda Quarteto de Mário Simões ou Mário Simões e o seu Quarteto) efectuou gravações nas décadas de 50 (algumas ainda a 78 rotações) e 60 tendo ficado como uma referência da música ligeira, em particular da música de dança e bem humorada daquele período.
A escolha recai sobre “Doce Amor” um tema inserido no EP “A Borracha do Rocha” de 1960 e que nos faz recuar a tempos bem longínquos.
Quarteto de Mário Simões - Doce Amor
Ao reler o primeiro livro do meu pai, “Ovar - A Paisagem e o Indivíduo” de 2001, num artigo dedicado ao Furadouro refere, no seu jeito peculiar de empolgar o que de bom a terra tinha, a propósito do espaço onde existiu o Café Progresso:
“Nos tempos da existência do café, noites inolvidáveis lá se passaram com a realização de bailes animadíssimos, praticamente todas as noites, ao som dos conjuntos vareiros do Zé Muge e do Redes, mas para onde eram convidados também os conjuntos mais famosos de então do país como, por exemplo, o Shegundo Galarza e o Mário Simões, em bailes brilhantíssimos que constituíram grandes acontecimentos de elegância e de convívio que terminavam altas horas da madrugada, bailes esses que ficaram célebres na vida social do Furadouro, tal como os que eram também levados a cabo no hotel.”Oportunidade de voltarmos a Mário Simões que terá abrilhantado alguns bailes no Café Progresso, na praia do Furadouro. Mário Simões ou melhor Mário Simões e o seu Conjunto (ou ainda Quarteto de Mário Simões ou Mário Simões e o seu Quarteto) efectuou gravações nas décadas de 50 (algumas ainda a 78 rotações) e 60 tendo ficado como uma referência da música ligeira, em particular da música de dança e bem humorada daquele período.
A escolha recai sobre “Doce Amor” um tema inserido no EP “A Borracha do Rocha” de 1960 e que nos faz recuar a tempos bem longínquos.
Quarteto de Mário Simões - Doce Amor
sábado, 26 de dezembro de 2015
Barbra Streisand - Woman In Love
Tão conhecida do mundo da música, como cantora e autora, como do cinema, actriz e realizadora, Barbra Streisand começou a vida artística num concurso musical e em clubes nocturnos de Greenwich Village, no início da década de 60.
Barbra Steisand (1942-) foi, é, bem querida do público, em particular o americano. Cingindo-nos exclusivamente ao seu percurso musical verificamos que apresenta uma regularidade impressionante na edição de álbuns de estúdio, concretamente 34 LP gravados entre 1963 e 2014, muitos deles nº 1 nas tabelas de vendas norte-americanas e não só.
No cinema, para além de realizadora, foi intérprete em diversos filmes dos quais recordo "A Star Is Born" com Kris Kristofferson de 1976.
Citando "O Mundo da Música Pop":
"A revista «Time» elogiava-a do seguinte modo: «Não é possível imaginar melhor voz do que a da Streisand» e a revista «Der Spiegel» afirma: «A nova voz da América é uma mistura de ingenuidade, alegria de viver e de um estridente chilreio libertador.»"
Situando-se sempre num registo Pop ou Pop-Rock, é nas canções de cariz romântico que Barbra Streisand melhor se exprime. A escolha vai para "Woman In Love" do álbum "Guilty", no já adiantado ano de 1980.
Barbra Streisand - Woman In Love
Barbra Steisand (1942-) foi, é, bem querida do público, em particular o americano. Cingindo-nos exclusivamente ao seu percurso musical verificamos que apresenta uma regularidade impressionante na edição de álbuns de estúdio, concretamente 34 LP gravados entre 1963 e 2014, muitos deles nº 1 nas tabelas de vendas norte-americanas e não só.
No cinema, para além de realizadora, foi intérprete em diversos filmes dos quais recordo "A Star Is Born" com Kris Kristofferson de 1976.
Citando "O Mundo da Música Pop":
"A revista «Time» elogiava-a do seguinte modo: «Não é possível imaginar melhor voz do que a da Streisand» e a revista «Der Spiegel» afirma: «A nova voz da América é uma mistura de ingenuidade, alegria de viver e de um estridente chilreio libertador.»"
Situando-se sempre num registo Pop ou Pop-Rock, é nas canções de cariz romântico que Barbra Streisand melhor se exprime. A escolha vai para "Woman In Love" do álbum "Guilty", no já adiantado ano de 1980.
Barbra Streisand - Woman In Love
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Frank Sinatra - From the Bottom of My Heart
"O Mundo da Música Pop" considera-os "mestres do espectáculo", são os exemplos maiores da indústria de entretenimento da América branca. Vozes imaculadas, melodias e arranjos bem delineados, longe da ritmada e endiabrada música negra, a fazer esquecer as dificuldades do dia-a-dia, eles são Frank Sinatra e Barbra Streisand. Dois símbolos maiores do cultura dominante norte-americana, ganhavam honorários exorbitantes e adoravam "the american way of life".
Frank Sinatra (1915-1998), filho de imigrantes italianos, cedo ganha gosto pelas orquestras de Jazz, é ainda adolescente quando começa a cantar de uma forma profissional. Cedo canta nas orquestras de Harry James e Tommy Dorsey, depois da 2ª Grande Guerra grava o primeiro álbum que chega a nº 1 nas tabelas de vendas, ao todo deixou 59 álbuns de estúdio e participou entre os anos 40 e 80 em dezenas de filmes, as últimas actuações são já da década de 90.
Numa abordagem muito crítica "O Mundo da Música Pop" refere:
"O sucesso de Frank Sinatra, que dura há bastante tempo, tem uma razão de ser muito simples. Foi ele quem, no momento preciso, devolveu aos norte-americanos a sua doce «alma americana», manchada por tanta música negra. As suas melosas e fastidiosas canções eram já conhecidas no início da Segunda Guerra Mundial e endereçava-os aos «bons corações» dos seus compatriotas. A voz suave de Frank fazia esquecer os problemas quotidianos."
Efectuou gravações entre 1939 e 1994, sendo um sucesso de vendas permanente. Fugindo às canções de maior sucesso, como por exemplo, "My Way", "Strangers In The Night" ou "New York, New York", fica aquela que julgo ser a primeira gravação comercial de Frank Sinatra, aqui com a Harry James Orchestra, efectuada em 1939.
Frank Sinatra - From the Bottom of My Heart
Frank Sinatra (1915-1998), filho de imigrantes italianos, cedo ganha gosto pelas orquestras de Jazz, é ainda adolescente quando começa a cantar de uma forma profissional. Cedo canta nas orquestras de Harry James e Tommy Dorsey, depois da 2ª Grande Guerra grava o primeiro álbum que chega a nº 1 nas tabelas de vendas, ao todo deixou 59 álbuns de estúdio e participou entre os anos 40 e 80 em dezenas de filmes, as últimas actuações são já da década de 90.
Numa abordagem muito crítica "O Mundo da Música Pop" refere:
"O sucesso de Frank Sinatra, que dura há bastante tempo, tem uma razão de ser muito simples. Foi ele quem, no momento preciso, devolveu aos norte-americanos a sua doce «alma americana», manchada por tanta música negra. As suas melosas e fastidiosas canções eram já conhecidas no início da Segunda Guerra Mundial e endereçava-os aos «bons corações» dos seus compatriotas. A voz suave de Frank fazia esquecer os problemas quotidianos."
Efectuou gravações entre 1939 e 1994, sendo um sucesso de vendas permanente. Fugindo às canções de maior sucesso, como por exemplo, "My Way", "Strangers In The Night" ou "New York, New York", fica aquela que julgo ser a primeira gravação comercial de Frank Sinatra, aqui com a Harry James Orchestra, efectuada em 1939.
Frank Sinatra - From the Bottom of My Heart
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Petula Clark - Downtown
Nesta passagem pela música melódica, numa linha mais tradicional dita de espectáculo de variedades em conformidade com os usos e costumes então vigentes, já passámos por Engelbert Humperdinck e Tom Jones, muitos mais havia... Petula Clark era uma delas.
Petula Clark (1932-) é uma cantora e actriz inglesa, cuja carreira artística começou ainda nos anos 40.
Tinha 16 anos quando efectuou a primeira gravação, "Put Your Shoes On Lucy", mas já antes Petula Clark era bem conhecida, no site www.petulaclark.net lê-se:
"Born November 15, with "a voice as sweet as chapel bells," Petula Clark first broke into the limelight during World War II when as a child she entertained the troops, both on radio and in concert. She is said to have performed in over 200 shows for the forces all over England before the age of nine and by war's end, Petula Clark--the British "Shirley Temple" who had come to represent childhood itself--was so popular in England she was asked to sing at a national victory celebration at Trafalgar Square. In 1944, Petula made her first movie and has since appeared in over 30 British and American films."
Em 1957 actua no Olympia de Paris, e no início dos anos 60 é em França que impulsiona a sua carreira ao ponto de ser elevada a cantora francesa. O reconhecimento de Petula Clark é já uma realidade um pouco por toda a Europa quando em 1964 ela retorna às gravações em Inglaterra para editar aquela que seria a sua canção de maior sucesso: "Downtown".
Com "Downtown" Petula Clark vai conquistar os Estados Unidos, pela primeira vez no 1º lugar de vendas, e consagrar-se definitivamente no mundo do espectáculo que nunca mais abandonou.
Petula Clark - Downtown
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