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terça-feira, 17 de setembro de 2019

João Maria Tudela - Liberdade

mundo da canção nº 9 de Agosto de 1970


Recordo-me bem de João Maria Tudela, cantor, nascido em Moçambique em 1929 e falecido em Portugal em 2011. Lembro-me de o ouvir cantar na televisão ainda antes do 25 de Abril de 1974 e as minhas memórias mais recentes vão para um programa, já na década de 80 e que apresentava na RTP denominado "Noites de Gala".
Nunca apreciei o seu estilo, mas gostava do disco que o tornou famoso "Kanimambo" (1959), e que o meu pai tinha e mo deu a conhecer.





Desconhecia o seu período de oposição ao regime ditatorial então vigente que ficou registado em canções com poemas de José Gomes Ferreira e Manuel Alegre.

É o caso da escolhida de hoje e cuja letra vinha publicada no nº 9 da revista de divulgação musical "mundo da canção" de Agosto de 1970. "Liberdade" , letra de Manuel Alegre e música de Pedro Jordão pertencia ao álbum "Tudella" publicado em 1969.




João Maria Tudela - Liberdade

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

José Afonso - Já O Tempo Se Habitua

mundo da canção nº 9 de Agosto de 1970

Presença habitual nas páginas da revista "mundo da canção", José Afonso, não é excepção neste nº, onde surge a letra de mais uma sua canção, "Já O Tempo Se Habitua".


1970 vai ser um ano de viragem na discografia de José Afonso quando, no final do ano, é publicado "Trás Outro Amigo Também". Mas à data da publicação do nº 9 da revista "mundo da canção" o que se ouvi ainda era o álbum do ano anterior "Contos Velhos, Rumos Novos". Musicalmente ainda manifestava uma simplicidade que iria de seguida ser ultrapassada com uma complexidade acrescida, sobressaia a voz de José Afonso, a poesia diversa e o acompanhamento à viola de Rui Pato.





Perto do final do disco aparecia este "Já O Tempos Se Habitua", mais uma bela canção contra o obscurantismo que então se vivia em Portugal. Com todos os defeitos, felizmente vivemos hoje tempos, difíceis, é certo, mas muito longe do atraso e da falta de liberdade que só quem viveu aqueles tempos tem a exacta noção do que era.
Para os mais novos, que descubram José Afonso, o homem e a sua música, segue este belo "Já O Tempo Se Habitua".




José Afonso - Já O Tempo Se Habitua

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deep Purple - Third Movement. a) Vivace b) Presto

Estava eu a ouvir o, agora histórico, programa de rádio "Em Órbita" no Rádio Clube Português quando sou surpreendido por um tema dos Deep Purple. Surpreendido pelo som: Rock com Música Clássica, Música Clássica com Rock? E um espantoso solo de bateria de Ian Paice.
A força fantástica da orquestra durante todo o tema. E a duração do tema, mais de 15 minutos! Coisas pouco usuais para essa altura e ainda mais para a nossa rádio. Tratava-se do "Movement Three" do álbum "Concerto for Group and Orchestra" gravado em 1969 ao vivo no Royal Albert Hall pelos Deep Purple com a The Royal Philarmonic Orchestra. Ouvia o tema quase diariamente, incrédulo e admirado. Para a época era realmente revolucionário.
Diferente dos primeiros álbuns do grupo e provavelmente melhor do que qualquer outro posterior. Não me recordo de ver o disco à venda, julgo que o teria comprado. A polémica instalou-se com críticas ferozes de quem defendia a mediocridade daquela música e os elogios pelo arrojo e criatividade de John Lord. No jornal "a memória do elefante" de Julho de 1971 Jorge Lima Barreto fazia coro com os primeiros:
"Com este disco estamos perante a mais controversa produção pop dos últimos anos. A fusão pop - música clássica é-nos tendenciosamente apresentada como uma forma erudita.
… 
É lógico e bom de constatar que a ligação não resultou.
… 
Uma obra lamentável a todos os títulos lamentável, excepto um: Ritchie Blackmore !!!"

Nunca mais ouvi o disco.


Edição portuguesa de 1985 com a ref: 1907491




Em 1985 encontro o disco numa edição portuguesa que prontamente comprei. Já em casa ouvi-o por completo o que não conhecia. Não fiquei deslumbrado e a gravação não parecia ter grande qualidade. Lá ficou o disco, no meio dos outros e poucas vezes girou.

Folheto do DVD editado em 2002




Em 2007 encontrei o DVD com a gravação do concerto a preço de saldo. Bom, não resisti e comprei.

Segue, então, "Third Movement. a) Vivace b) Presto"




Deep Purple - Third Movement. a) Vivace b) Presto

domingo, 4 de agosto de 2019

The Beatles - Come Together

Devíamos estar, muito provavelmente,  no ano de 1969, um ano particularmente bom para a música popular. O fim de uma década que seria em termos musicais altamente inovadora, o que se ouvia no início da década e no fim era completamente diferente.

Numa das habituais vindas ao Porto, penso que no Natal, o meu pai comprou-me o meu primeiro álbum: "Abbey Road" dos The Beatles saído naquele ano (recordo-me, foi na Confiança, o único espaço no Porto que tinha escadas rolantes). Ainda o tenho comigo, pese a qualidade do som já não ser o que era. Compreende-se, apesar de todo o cuidado na sua manutenção, são os anos, o nº de vezes que tocou, as aparelhagens por que passou. Na então boa aparelhagem Schaub Lorenz do meu pai, ouvi-o infinitas vezes, depois, de 73 a 78, já em Coimbra, num gira-discos de um amigo não teve o melhor tratamento e finalmente, já muito usado conheceu nos finais dos anos 80 o meu Linn Axis.
Apesar de tudo, e com os respectivos cuidados de manutenção, mantém ainda um agradável som que só o vinil consegue dar.


Edição do Reino Unido de 1969 com a ref: PCS 7088


Foi sempre um dos meus discos preferidos dos The Beatles. "Abbey Road" foi o último álbum gravado pelos The Beatles, não o último a ser editado, esse foi o "Let It Be".


Edição portuguesa, em CD, de 2018 ref: 00600753817223

"Come Together", a faixa de abertura, foi um enorme êxito. Com uma estrutura musical fora do comum ainda hoje se ouve com agrado. George Harrison assina duas belíssimas canções "Something" e "Here Comes the Sun". O medley final (de "Because" a "Her Majesty") é do melhor que os The Beatles produziram. A destoar só "Oh! Darling" com a vocalização de Paul McCartney a evitar o pior.

Na mesma altura, se bem me lembro, o meu pai comprou ainda o Single "Je t'aime … moi non plus" de Serge Gainsbourg e Jane Birkin.
O segundo álbum que adquiri foi "Déjà Vu" dos Crosby, Stills, Nash & Young de 1970. Outras músicas do outro lado do Atlântico …

Para hoje volto a "Come Together" e passaram-se, entretanto, 50 anos!



The Beatles - Come Together

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Albert Ayler - Music Is The Healing Force Of The Universe

DISCO MÚSICA & MODA, nº 2 de Fevereiro de 1971


A página dedicada ao Jazz trazia neste nº do jornal "DISCO MÚSICA & MODA", para além do pequeno artigo dedicado a Quincy Jones, que motivou o Regresso ao Passado de ontem, espaço para "Os melhores do Jazz na opinião da crítica" e um artigo sobre Albert Ayler "A música era a sua religião", que serve de pretexto para agora o recordar. Este artigo lembra os concertos dados por Albert Ayler na Fundação Maeght em França alguns meses antes da sua morte.





Socorrendo-me novamente do livro "Os Grandes Criadores de Jazz" no texto "O free-som da liberdade" relativo ao Free-Jazz aqui ficam algumas notas sobre  Albert Ayler:
"Albert Ayler (1936-1970) terá sido, em menos de dez anos, a voz mais lancinante e fulgurante desta corrente. Profundamente marcado pelo gospel e pelas fanfarras religiosas da sua infância, iniciou-se verdadeiramente como saxofonista aos dezasseis anos, ao lado do grande harmonicista de blues, Little Water. Cria amizade com Cecil Taylor, depois com Coltrane, grava com Don Cherry, Gary Peacock, etc. O seu enorme vibrato, as suas citações aparentemente incongruentes (hinos, canções infantis, melodias mexicanas...) e mais ainda a sua religiosidade demonstrativa, desconcertam o público e a crítica americanos. A sua música é de um sinceridade desvairada e, mais do que ingénua, seria preciso qualificá-la de arte bruta. Aos seus contemporâneos, ela pareceu mesmo brutal, tanto mais que era como uma vertente árida de uma montanha em que Jimmie Hendrix ocupava a outra face. Ambos teriam um destino semelhante: alguns meses após os seus últimos grandes concertos (na Fundação Maeght), o cadáver de Ayler foi encontrado em East River, a 25 de Novembro de 1970."


O último álbum publicado em vida foi "Music Is the Healing Force of the Universe" no ano de 1969 e é dele o tema com o mesmo nome que se segue:




Albert Ayler - Music Is The Healing Force Of The Universe

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Jethro Tull - Sweet Dream

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970


A última letra publicada neste nº 8 da revista "mundo da canção" cabia ao Rock progressivo dos Jethro Tull. "Sweet Dream" era a canção cuja letra era então publicada.

Seguindo uma lógica que era então bastante comum "Sweet Dream" foi somente publicada em Single, não pertencendo, portanto, a nenhum álbum de originais do grupo. Foi gravada durante as sessões de gravação do 2º LP do grupo, "Stand Up", o tal que contem "Boureé", mas não constava no álbum, no final do ano de 1969 era editada em Single tendo tido edição nacional. Encontra-se, portanto, em linha com a produção do grupo naquele período, após a saída de Mick Abrahams e a sua substituição por Martin Barre, inflexão do Blues para um Rock mais pesado. Surgiria pela primeira vez em álbum na conhecida compilação "Living In the Past" em 1972.





Segue "Sweet Dream", espero que sem insónias nem pesadelos, como as provocadas por Ian anderson a fazer de vampiro, no video realizado em 1981.




Jethro Tull - Sweet Dream

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Leonard Cohen - Bird on the Wire

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970

De um poeta, Bob Dylan no Regresso ao Passado de ontem, para outro poeta Leonard Cohen (1936-2016) infelizmente já desaparecido entre nós, por coincidência no ano em que o outro recebia o Prémio Nobel da Literatura. Também Leonard Cohen era um nome que vinha sendo falado como candidato àquele prémio, o que não veio a acontecer e que reconhecia justiça na atribuição do Nobel a Bob Dylan ao afirmar que era como: "dar uma medalha ao monte Evereste por ser a montanha mais alta".

Os dois acompanharam a minha juventude, mais Leonard Cohen que Bob Dylan, pese Leonard Cohen ter em 1970 somente dois álbuns gravados, muito menos que Bob Dylan já com uma longa discografia, ao longo dos tempos a situação foi gradualmente invertendo-se e neste século ouvia muito mais Bob Dylan que Leonard Cohen.






Os dois apareciam lado a lado nas páginas do nº 8 do "mundo da canção" de Julho de 1970, Bob Dylan com a letra de "All Along the Watchtower", Leonard Cohen com "Bird on the Wire" a sugestão para audição de hoje.




Leonard Cohen - Bird on the Wire

sábado, 18 de maio de 2019

Oliver - Jean

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970

Do tempo em que canções de filmes constituíam grandes êxitos e preenchiam as tabelas de vendas chega mais uma canção de Oliver, cantor que por aqui já passou a propósito da canção "Good Morning Starshine".
O pretexto hoje é o mesmo ou seja a publicação pela revista "mundo da canção" da letra de mais um sucesso do cantor Pop americano Oliver (1945-2000).
Foi no nº 8 de Julho de 1970 que a letra de "Jean", a canção que hoje se recorda, aparece.

Também na rubrica "mc Notícia" uma referência à edição em Portugal de "Jean":
"Pela etiqueta ZIP-ZIP foi agora lançado no mercado um «single» com duas composições interpretadas por OLIVER. Da composição «Jean» já foram vendidas nos E. U. A. dois milhões de cópias".




"Jean", na versão original de Rod McKuen, faz parte da banda sonora do filme "The Prime of Miss Brodie" de 1969, em Portugal "Os Melhores Anos de Miss Brodie", e foi então nomeada para o prémio de "Melhor Canção Original".
Foi no entanto na versão de Oliver que "Jean" conheceu maior notoriedade chegando aos Top de vendas. Para além da edição em Single estava incluída no álbum "Good Morning Starshine" o primeiro LP de Oliver.




Oliver - Jean

sábado, 11 de maio de 2019

The Who - Go To The Mirror

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970


Que dizer? Eram The Who e quando os descobri fiquei a eles ligado por alguns (poucos) bons anos. Conhecia "Happy Jack", "Substitute", "Summertime Blues" mas não tinha a noção da importância e qualidade que estes britânicos que davam pelo nome estranho de The Who tinham.

Foi em 1970 com a audição completa do duplo álbum "Tommy" que dei conta da dimensão que The Who tinham na música popular de então. Era um trabalho de cortar a respiração e que soava diferente do que era habitual ouvir-se. Era uma Ópera-Rock, algo, portanto que extravasava as fronteiras do Rock e que tinha direito a ser considerada uma Ópera!!! Fiquei pois aos meus 14 anos rendido aos The Who. Infelizmente a meio da década já não os suportava, a criatividade tinha-se-lhes esgotado e já não traziam nada de novo, pelo contrário arrastavam-se num Hard-Rock pouco aliciante.






As letras ia-as apanhando aqui e ali, ouvindo o disco com atenção ou, como é o caso de "Go To The Mirror" que vinha na edição nº 8 da revista "mundo da canção" em Julho de 1970. Para quem não conhecer "Tommy" sugere-se a sua audição na integra, darão, com certeza, o tempo por bem empregue. Aqui fica um cheirinho, Go To The Mirror".




The Who - Go To The Mirror

sexta-feira, 10 de maio de 2019

The Move - Curly

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970

E eis chegado à música anglo-saxónica então já claramente dominante, pelo menos a nível da juventude que a abraçaram, primeiro com The Shadows, depois com The Beach Boys, The Beatles e muitos, muitos mais que em poucos anos revolucionaram o panorama musical.

Os grupos pululavam por todo o lado, muito em particular no Reino Unido e, do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, as mais diversas matizes do Rock desenvolviam-se com todo o vigor, do Rock mais Pop ao Rock mais Hard e Progressivo.

Em concreto o final da década de 60, início da de 70, viu florescer inúmeros grupos muitos com êxitos circunstanciais e de curta duração, no final dos anos 70 já ninguém ouvia falar deles. The Move era um desses grupos, lembram-se?

Inseridos no Pop psicadélico The Move produziram meia dúzia de êxitos e depois desapareceram, "Blackberry Way" foi o maior e o que melhor me lembrava, mas também "Night of Fear", "Flowers in the Rain" e ainda "Curly", a proposta para hoje.





"Curly", a letra, vinha publicada nº 8 da revista de "mundo da canção" de Julho de 1970 e tinha sido um sucesso dos The Move no ano anterior, recorde-mo-la.




The Move - Curly

terça-feira, 7 de maio de 2019

Joan Manuel Serrat - Penélope

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970


Presença assídua nas páginas da revista "mundo da canção" era Joan Manuel Serrat. Por cá tornado conhecido desde a sua vitória, em 1968, com "la-la-la" no festival da TVE para a escolha da canção representante da Espanha no Festival da Eurovisão e a polémica substituição pela Massiel, teve naquele época uma das suas mais férteis produções discográficas. "Ara Que Tinc vint anys" (1967), "Com Ho Fa El Vent" (1968), "Dedicado a Antonio Machado, Poeta" (1969), "Joan Manuel Serrat" (1969) são alguns dos álbuns, ainda dos anos 60, a merecerem uma audição atenta.





A letra reproduzida no nº 8 de Julho de 1970 da revista de divulgação musical "mundo da canção" era "Penélope" e não consegui encontrá-la em nenhum dos álbuns por editados naquela época, julgo pois que terá sido publicada somente em Single como a encontrei em www.discogs.com.
"Penélope" é mais uma das muito bonitas canções que Joan Manuel Serrat então interpretou, foi a canção com que participou no IV Festival internacional da Canção Popular do Rio de Janeiro em 1969.



Joan Manuel Serrat - Penélope

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Caetano Veloso - Irene

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970


Ainda mais uma letra em português, mas agora viramo-nos para o outro lado do Atlântico pois o intérprete vem de lá, é Caetano Veloso.
Caetano Veloso era  uma figura que começava a ser por cá conhecida nomeadamente através do álbum "Tropicália", verdadeiro manifesto do movimento tropicalista então nascente, em colaboração com Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Tom Zé e Os Mutantes.
Editado em 1969 "Caetano Veloso" (segundo álbum a solo) continua na senda da renovação da música popular brasileira, nele podia-se ouvir, entre outras, a sua versão de "Marinheiro Só", a memorável "Os Argonautas" e a lembrança de hoje "Irene".




A revista "mundo da canção" nº 8 de Julho de 1970 publicava a letra de "Irene", que tanto quanto sei foi escrita quando foi preso em finais de 1968 e terá sido escrita a pensar na sua irmã mais nova Irene.




Caetano Veloso - Irene

domingo, 28 de abril de 2019

Procol Harum - Boredom

Foi ontem à noite o esperado concerto dos Procol Harum no Coliseu do Porto.
E no final todo o mundo parecia satisfeito pois acabávamos de ouvir a incontornável "The Whiter Shade of Pale", a canção da  nossa meninice e juventude. Gary Brooker do alto dos seus 73 anos demonstrava ainda capacidades vocais assinaláveis que nos encantaram em diversos momentos, "A Salty Dog" talvez o melhor de todos, mas já anteriormente em "Homburg".







No entanto, pese normalmente eu apreciar concertos não previsíveis que fujam ao facilmente expectável, Gary Brooker distribuiu a selecção de canções pelo tempo nomeadamente pelo mais recente "Novum" (2017), mas as canções mais recentes não têm a magia das do período de 1967 a 1973, onde eu preferia que o concerto se tivesse centrado.






Assim muito boas canções daquele período ficaram por ouvir como por exemplo "Boredom" que agora aproveito para recordar.




Procol Harum - Boredom

sábado, 27 de abril de 2019

Rita Olivaes - Noite do Renascer

mundo da canção nº 8 de Julho de 1970


O primeiro artigo que surge neste nº 8 da revista "mundo da canção" é uma pequena entrevista a Rita Olivaes. A razão da entrevista vai para a edição do seu próximo disco que iria ser o EP "A Poesia e a Música de Rita Olivaes"e que segundo resposta dela iria ter as seguintes canções: "Caravelas Moribundas", "Mulher Flor", "João dos Jornais" e "Maria Treva", na realidade neste disco, que já tive oportunidade de dar conta, não aparece nenhuma "Maria Treva" mas sim "Águas do Rio Mansôa" que foi a canção que então recordei. Na sua curta discografia não aparece mesmo nenhuma canção com aquela designação.







Aquando desta sua entrevista encontrava-se a meio da sua produção discográfica, dois EP já publicados e dois que ainda o iriam ser. De referir que quase todas as canções foram por ela compostas, letra e música, estando nos dois primeiros os arranjos e direcção de orquestra entregues a Jorge Machado e nos dois últimos ao Pedro Osório.

A publicação então mais recente era o EP "Noite do Renascer", de 1969, aonde fui buscar a canção título.




Rita Olivaes - Noite do Renascer

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

The Moody Blues - Higher and Higher

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970


Este nº da revista "mundo da canção" terminava com uma ficha dedicada aos The Moody Blues. Contrariamente ao que estava à espera, não era uma ficha bibliográfica, mas mais uma notícia em torno da criação da etiqueta "Threshold" proprietária dos próprios, cujo nome vem do álbum "On the Threshold of a Dream", e da situação financeira do grupo. Musicalmente ficamos a saber que evoluíram do "barulho musical para o que agora são" ou seja já não são um "conjunto" mas uma "orquestra".






A escolha de hoje vai para a faixa de abertura do 5º álbum (4º da formação clássica dos The Moody Blues), "To Our Children's Children's Children", que tinha sido editado no ano de 1969 e que tinha como inspiração a ida do homem à lua naquele ano. "Higher and Higher" seguia na linha das canções de abertura dos álbuns anteriores cheia de efeitos especiais, em particular pelos efeitos dos sintetizadores de Mike Pinder, e espaciais, aqui simulando o lançamento de um foguetão, era o início de uma viagem que não foi acompanha por muitos, um dos discos que mais gosto deste conjunto, desculpem orquestra, inglesa.




The Moody Blues - Higher and Higher

domingo, 30 de dezembro de 2018

Led Zeppelin - Living Loving Maid (She's Just a Woman)

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970

O 3º LP dos Led Zeppelin estava ainda em gravação quando saiu o nº 7 da revista "mundo da canção" em Junho de 1970. Eram ainda os sons de "Led Zeppelin II" que se ouviam, nomeadamente "Whole Lotta a Love" que se destacou e era o maior sucesso até então. Mas não só desta canção se fez este álbum, na realidade "Led Zeppelin II" valia pelo seu todo sendo um testemunho do melhor Blues-Rock então praticado e também do Hard-Rock em crescendo.

Já antes da sua edição o álbum era um sucesso de vendas, de acordo com Howard Mylett no livro "Led Zeppelin" (1983) "Led Zeppelin II, mesmo antes de ser editado, já tinha pedidos na ordem dos 350000 e apenas nos E. U. A.". Quanto às críticas após a sua edição dizia ele: "Até mesmo John Mendelsohn da Rolling Stone, que tinha criticado asperamente o primeiro álbum, chamou a este «um peso pesado dos álbuns». Para o MM [Melody Maker] era «a imagem da evolução do rock durante os últimos quinze anos» e elogiava o modo como «construía a excitação». O NME [New Musical Express] classificava-o como «um álbum brilhante» e descrevia-o como a «música ideal para o paranóico homem urbano do século XX»."




A letra que o "mundo da canção" publicou era "Living Loving Maid (She's Just a Woman)" que agora vamos ouvir.




Led Zeppelin - Living Loving Maid (She's Just a Woman)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Plastic Ono Band - Give Peace a Chance

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970

John Lennon ainda estava nos The Beatles. Estávamos em 1969 quando John Lennon se casa com Yoko Ono, acontecimento que aproveitaram para efectuar várias manifestações pacifistas contra a guerra do Vietname. Entre elas encontravam-se as célebres "Bed-In" que realizaram em quartos de hotel com as portas abertas aos jornalistas.
"Give Peace a Chance" era o que John Lennon pretendia ao chamar a atenção da comunicação social com os seus "Bed-In", daí a tornar-se uma canção foi um instante. É num hotel em Montreal que "Give Peace a Change" é gravada, num simples gravador de quatro pistas, com a presença de dezenas de jornalistas e a presença de nomes famosos como Allen Gisnberg (poeta), Timothy Leary (escritor) e Petula Clark (cantora).




É no Verão de 1969 que a canção se torna um êxito, sendo a primeira gravação que surgiu sob o nome de Plastic Ono Band. Era o primeiro Single que ele gravava ainda como membro dos famosos The Beatles.
Retomo então "Give Peace a Chance", cuja letra vinha publicada na revista "mundo da canção" em Junho de 1970, ou seja praticamente um ano depois da sua edição.




Plastic Ono Band - Give Peace a Chance

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Murray Head - Superstar

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970

Sim, uma onda de originalidade percorria aqueles anos da minha juventude. Estou em 1970, tinha eu 13 anos mas prestava a maior atenção ao que era divulgado na nossa rádio em termos de novidades musicais. A audição dos programas "Página um" e "Em Órbita" assim o permitia. As novidades eram umas atrás das outras e pese a comercialidade de muito que se ouvia, também é verdade que havia uma ousadia na exploração de novos caminhos na música popular que, confesso, julgo não mais ter acontecido.
É nos anos 60 que os grupos Rock começaram a dar um valor acrescido aos LP em detrimento dos tradicionais Singles, ou seja começou-se a desenvolver o conceito que não bastava uma boa ideia para uma canção de sucesso mas era preciso ir mais longe  e alargar para o tempo de um LP (Long Playing - longa duração) que os discos de 33 rpm permitiam (cerca de 45 minutos).

O conceito alargou-se, desenvolveu-se e no final da década surgiam as primeiras Ópera-Rock (tema desenvolvido ao longo de todo o disco contando assim uma história que interliga as diversas canções). Alguns dos primeiros exemplos foram "S.F. Sorrow" (1968) pelos The Pretty Things, "Tommy" (1969) pelos The Who e "Jesus Christ Superstar" escrito pela dupla Andrew Lloyd Webber/Tim Rice.





"Jesus Christ Superstar"  foi editado em formato duplo, tendo tido várias versões sendo a mais conhecida a realizada em 1973 sendo a banda sonora original do filme com o mesmo nome.
Recordo "Superstar" interpretada por Murray Head, versão original editada no final de 1969.
Nem de propósito, em dia de Natal recordar este "Superstar". Um Bom Natal para todo o mundo.




Murray Head - Superstar

domingo, 23 de dezembro de 2018

Dionne Warwick - I'll Never Fall In Love Again

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970

Os 10 anos que medeiam 1965 a 1975 estão repleto de grandes canções. Dificilmente se encontra na história da música popular um período tão rico e diversificado, onde a quantidade andou de mãos dadas com a qualidade, como aquele. Ainda por cima correspondeu à minha adolescência, foi dos meus nove aos dezanove anos, aberto e receptivo às novidades musicais que então pululavam.
Claro que, durante aqueles anos, fui ficando mais selectivo e adquirindo o meu gosto pessoal, algum do qual ainda mantenho hoje.
À época era fã de outras sonoridades que não a recordação de hoje,"I'll Never Fall In Love Again" na voz de Dionne Warwick, pois pensava tratar-se de um género ultrapassado face ao som mais pesado do Rock então cheio de vitalidade e de mais fácil cativação para a minha idade. Hoje tenho que reconhecer a intrínseca qualidade de canções neste género de Pop orquestral de que Burt Bacharach era um exímio compositor.
É dele este "I'll Never Fall In Love Again" à qual Dionne Warwick emprestou a voz e é uma das melhores interpretações desta canção que tem um sem número de versões, só em 1969 contei 10.






Em Junho de 1970, a revista "mundo da canção", no seu nº 7, publicava a letra de "I'll Never Fall In Love Again" dando como intérprete Dionne Warwick cuja interpretação agora se recupera.




Dionne Warwick - I'll Never Fall In Love Again

sábado, 22 de dezembro de 2018

Neil Diamond - Holly Holy

mundo da canção nº 7 de Junho de 1970


O rol de canções de Neil Diamand que fizeram sucesso, em especial no final dos anos 60, início de 70, é enorme. Somente recordei ainda "Cracklin' Rosie" (1970), muitas mais houve como por exemplo "Sweet Caroline", "Solitary Man", "He Ain't Heavy, He's My Brother", "I Am...I Said", "I'm a Believer", "Song Sung Blue", todas datadas entre 1969 e 1972. É também deste período a canção de hoje, "Holly Holy", e cuja letra vinha transcrita, em Junho de 1970, no nº 7 da revista, editada no Porto, "mundo da canção".




De inspiração Soul, tanto na letra como na música, "Holly Holy" é um  verdadeiro hino que para muitos constitui a sua melhor interpretação. Porque me lembro bem dela aqui vai "Holly Holy", tinha então 13 anos e claro gostava dela, em particular pela capacidade interpretativa de Neil Diamond.




Neil Diamond - Holly Holy